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Antilipêmicos
Guilherme Emerick Moraes
Turma A - T1
Fármaco: Sinvastatina
INDICAÇÕES:
· Tratamento da hipercolesterolemia primária e dislipidemia mista
· Prevenção de eventos cardiovasculares em pacientes de alto risco, por exemplo, que possuem placas de ateroma ou diabetes
· Redução do colesterol LDL e dos níveis de triglicerídeos e aumento de HDL 
FARMACOCINÉTICA:
· A administração de sinvastatina pode ser feita com ou sem alimentos, já que a comida não afeta significativamente sua absorção
· No entanto, como o colesterol é produzido principalmente à noite, recomenda-se que a sinvastatina seja tomada à noite, independentemente de refeições.
ABSORÇÃO 
· A sinvastatina é um pró-fármaco, o que significa que ela não é ativa na forma em que é administrada
· Após administração oral, a sinvastatina é rapidamente absorvida no trato gastrointestinal, principalmente no intestino delgado
· Cerca de 85% da dose administrada é absorvida
· No entanto, devido ao extenso metabolismo de primeira passagem no fígado, apenas cerca de 5% da dose administrada atinge a circulação sistêmica como a forma ativa do fármaco
· Isso faz com que sua biodisponibilidade sistêmica seja baixa.
DISTRIBUIÇÃO 
· Após ser metabolizada em seu metabólito ativo (ácido beta-hidroxi), a sinvastatina é amplamente distribuída nos tecidos
· O fármaco se liga fortemente às proteínas plasmáticas (cerca de 95%)
· Atravessa a barreira placentária e pode ser encontrado no leite materno, o que restringe seu uso em gestantes e lactantes
METABOLIZAÇÃO 
· A sinvastatina é metabolizada no fígado, principalmente pela enzima CYP3A4, para formar seu metabólito ativo, o ácido beta-hidroxi
· Este metabólito é responsável pela ação inibitória sobre a HMG-CoA redutase
· Como o metabolismo é hepático, a sinvastatina é altamente dependente da função hepática para sua ativação e eficácia
ELIMINAÇÃO 
· A sinvastatina é excretada principalmente através das fezes (aproximadamente 60%) como metabólitos, enquanto cerca de 13% é excretada na urina
· A meia-vida de eliminação do metabólito ativo é de aproximadamente 1.9 horas, o que indica que o fármaco é rapidamente eliminado do corpo
· A meia-vida curta justifica a administração diária, geralmente à noite, para coincidir com a síntese de colesterol que ocorre principalmente durante o sono
MECANISMO DE AÇÃO:
· Inibição da HMG-CoA redutase: Essa enzima catalisa a conversão da 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima A (HMG-CoA) em ácido mevalônico, um precursor necessário para a produção de colesterol no fígado
· Ao bloquear essa enzima, a sinvastatina reduz a produção hepática de colesterol, diminuindo assim os níveis intracelulares de colesterol
· Como consequência da redução da síntese de colesterol, os hepatócitos aumentam a expressão dos receptores de LDL (lipoproteínas de baixa densidade) na superfície celular
· Esses receptores têm a função de captar LDL do sangue, promovendo sua remoção da circulação
· Esse efeito resulta na diminuição dos níveis plasmáticos de LDL-colesterol, que é o principal fator relacionado ao risco de doenças cardiovasculares
· Além de reduzir os níveis de LDL, a sinvastatina também pode aumentar levemente os níveis de HDL (lipoproteínas de alta densidade) e reduzir os níveis de triglicerídeos
· Além disso, as estatinas têm efeitos pleiotrópicos, que incluem melhora da função endotelial, estabilização de placas ateroscleróticas e efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes
· Esses efeitos contribuem para a redução do risco de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio e AVC
FORMAS FARMACÊUTICAS DISPONÍVEIS:
· Comprimidos revestidos
CONCENTRAÇÕES DISPONÍVEIS:
· 10mg
· 20mg
· 40mg
· 80mg
	MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA
	INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
	QUANTIDADE E FORMA FARMACÊUTICA
	Zocor
	MSD
	Caixa com 20, 30 ou 60 comprimidos
	MEDICAMENTOS SIMILARES
	INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS
	QUANTIDADES E FORMAS FARMACÊUTICAS
	Sinvastacor
	Medley
	Caixa com 20 ou 30 comprimidos
	Sinvatrox
	Eurofarma
	Caixa com 30 comprimidos
	Zivast
	Zydus
	Caixa com 30 compridos
Observações de Prescrição:
· Interações medicamentosas: A sinvastatina é metabolizada pelo CYP3A4, portanto, o uso concomitante com inibidores fortes desta enzima (como cetoconazol, claritromicina, ritonavir) aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.
· Restrição ao uso: Uso deve ser evitado em pacientes com doença hepática ativa ou elevações persistentes e inexplicadas das transaminases.
Fármaco: Fenofibrato
INDICAÇÕES:
· Tratamento de hipertrigliceridemia grave, com ou sem colesterol HDL
· Tratamento de dislipidemia mista, principalmente quando a terapia com estatinas não é adequada ou eficaz 
· Redução do risco de pancreatite em pacientes com níveis muito altos de triglicerídeos 
FARMACOCINÉTICA:
· É recomendado que o fenofibrato seja administrado durante ou após uma refeição, principalmente se rica em gordura
· O jejum pode reduzir significativamente a sua absorção e eficácia.
ABSORÇÃO 
· O fenofibrato é um pró-fármaco que, após administração oral, é rapidamente convertido em seu metabólito ativo, o ácido fenofíbrico, no trato gastrointestinal
· A absorção do fenofibrato é dependente da presença de alimentos, sendo recomendada sua ingestão junto com refeições
· Quando tomado com alimentos ricos em gordura, sua absorção aumenta significativamente, com uma biodisponibilidade até 35% maior
· A concentração plasmática máxima do ácido fenofíbrico ocorre entre 4 a 5 horas após a administração
· Formulações de liberação modificada podem alterar esse tempo, proporcionando uma absorção mais gradual.
DISTRIBUIÇÃO 
· O ácido fenofíbrico, o metabólito ativo do fenofibrato, possui uma alta ligação às proteínas plasmáticas, principalmente à albumina, com mais de 99% de ligação
· Isso resulta em uma ampla distribuição no organismo, incluindo o fígado, intestinos e rins
· Essa alta ligação proteica faz com que o ácido fenofíbrico tenha uma meia-vida relativamente longa, o que justifica a administração uma vez ao dia
METABOLIZAÇÃO 
· O fenofibrato é um pró-fármaco que precisa ser hidrolisado para seu metabólito ativo, o ácido fenofíbrico
· Este metabólito é posteriormente conjugado com ácido glicurônico no fígado, o que facilita sua eliminação
· O fenofibrato não é metabolizado pela via do citocromo P450, o que minimiza as interações medicamentosas por essa via enzimática
ELIMINAÇÃO 
· O ácido fenofíbrico é eliminado predominantemente pela urina (aproximadamente 60%), na forma de conjugados de glicuronídeos
· Cerca de 25% da dose é excretada pelas fezes
· A meia-vida de eliminação do ácido fenofíbrico varia de 20 horas, o que permite uma posologia diária
· A eliminação é prolongada em pacientes com insuficiência renal, requerendo ajuste de dose nesses casos.
MECANISMO DE AÇÃO:
· O fenofibrato aumenta a atividade da lipoproteína lipase (LPL), uma enzima que promove a degradação das lipoproteínas ricas em triglicerídeos, como os quilomícrons e as lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL)
· Ao acelerar essa lipólise, há uma redução dos níveis de triglicerídeos no sangue
· A ativação dos receptores PPAR-α diminui a produção de apolipoproteína C-III (Apo C-III), um inibidor da lipoproteína lipase, e reduz a secreção de VLDL pelo fígado, diminuindo assim a quantidade de triglicerídeos circulantes
· O fenofibrato também aumenta a síntese de apolipoproteínas A-I e A-II, que são componentes principais das lipoproteínas de alta densidade (HDL)
· Isso eleva os níveis de HDL-colesterol, melhorando o perfil lipídico e contribuindo para a proteção contra doenças cardiovasculares
· A ativação dos PPAR-α também melhora a oxidação de ácidos graxos no fígado e músculos, reduzindo a quantidade de ácidos graxos livres disponíveis para a síntese de triglicerídeos
· Além disso, o fenofibrato pode melhorar a resistência à insulina em alguns pacientes
· O fenofibrato também possui efeitos anti-inflamatórios, reduzindo marcadores inflamatórios, como a proteína C-reativa e as citocinas pró-inflamatórias
· Esses efeitos ajudam a estabilizar as placas ateroscleróticas ea reduzir o risco de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC)
FORMAS FARMACÊUTICAS DISPONÍVEIS:
· cápsulas
· Comprimidos revestidos
· Comprimidos de liberação modificada 
CONCENTRAÇÕES DISPONÍVEIS:
· 67 mg
· 145 mg
· 200 mg
· 250 mg
	MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA
	INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
	QUANTIDADE E FORMA FARMACÊUTICA
	Lipanon
	Abbott
	Caixa com 30 comprimidos revestidos de 200mg
	MEDICAMENTOS SIMILARES
	INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS
	QUANTIDADES E FORMAS FARMACÊUTICAS
	Tricor
	Solvay Pharma
	Caixa com 30 comprimidos de 145mg
	Lipidil 
	Abbott
	Caixa com 30 comprimidos de 200mg
	Fenofibrato Neo
	Torrent Pharma
	Caixa com 30 comprimidos de 160mg
Observações de Prescrição:
· Interações medicamentosas: Deve ser usado com cautela com anticoagulantes orais, como a varfarina, pois o fenofibrato pode aumentar o efeito anticoagulante e aumentar o risco de sangramento. Além disso, o uso concomitante com estatinas aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.
· Restrições ao uso: O fenofibrato é contraindicado em pacientes com insuficiência hepática ou renal severa.
· Aumento da lipólise dos triglicerídeos: O fenofibrato aumenta a atividade da lipoproteína lipase (LPL), uma enzima que promove a degradação das lipoproteínas ricas em triglicerídeos, como os quilomícrons e as lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL). Ao acelerar essa lipólise, há uma redução dos níveis de triglicerídeos no sangue.
· Redução da síntese hepática de VLDL: A ativação dos receptores PPAR-α diminui a produção de apolipoproteína C-III (Apo C-III), um inibidor da lipoproteína lipase, e reduz a secreção de VLDL pelo fígado, diminuindo assim a quantidade de triglicerídeos circulantes.
· Aumento do HDL (colesterol bom): O fenofibrato também aumenta a síntese de apolipoproteínas A-I e A-II, que são componentes principais das lipoproteínas de alta densidade (HDL). Isso eleva os níveis de HDL-colesterol, melhorando o perfil lipídico e contribuindo para a proteção contra doenças cardiovasculares.
· Modulação de ácidos graxos e metabolismo da glicose: A ativação dos PPAR-α também melhora a oxidação de ácidos graxos no fígado e músculos, reduzindo a quantidade de ácidos graxos livres disponíveis para a síntese de triglicerídeos. Além disso, o fenofibrato pode melhorar a resistência à insulina em alguns pacientes.
· Efeitos anti-inflamatórios e anti aterogênicos: O fenofibrato também possui efeitos anti-inflamatórios, reduzindo marcadores inflamatórios, como a proteína C-reativa e as citocinas pró-inflamatórias. Esses efeitos ajudam a estabilizar as placas ateroscleróticas e a reduzir o risco de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
Fármaco: Ezetimiba
INDICAÇÕES:
· Tratamento de hipercolesterolemia primária (altos níveis de LDL) e dislipidemia mista, como monoterapia ou combinadas com estatinas
· Tratamento de hipercolesterolemia familiar homozigótica e sitosterolemia (doença que afeta o metabolismo de lipídios, especialmente os esteróis vegetais)
FARMACOCINÉTICA:
· Pode ser administrado independentemente de jejum ou não 
ABSORÇÃO 
· Após a administração oral, a ezetimiba é rapidamente absorvida no trato gastrointestinal
· Sua biodisponibilidade absoluta não é conhecida, mas atinge seu pico plasmático em 1 a 2 horas na forma de glucuronídeo (metabólito ativo)
DISTRIBUIÇÃO
· Aproximadamente 90% da ezetimiba e seu metabólito se ligam às proteínas plasmáticas
· Devido a essa ligação extensa, o fármaco se concentra no fígado e no intestino, onde exerce sua ação farmacológica.
METABOLIZAÇÃO 
· A ezetimiba é amplamente metabolizada no fígado e no intestino delgado para formar o glucuronídeo de ezetimiba, seu metabólito ativo
· Essa metabolização ocorre via glucuronidação, uma conjugação com ácido glucurônico que aumenta a solubilidade do fármaco, facilitando sua excreção
· O fármaco não necessita de ativação prévia, mas a formação do glucuronídeo é crucial para sua atividade biológica
ELIMINAÇÃO 
· A ezetimiba é eliminada principalmente pelas fezes (cerca de 80%), refletindo sua excreção biliar e a circulação entero-hepática, que prolonga sua ação no organismo
· Cerca de 10% do fármaco é eliminado pela urina
· A meia-vida da ezetimiba (fármaco ativo + metabólito) é longa, em torno de 22 horas, permitindo administração em dose única diária
MECANISMO DE AÇÃO:
· A ezetimiba é um inibidor altamente seletivo da absorção de colesterol no intestino delgado
· Ela age inibindo a proteína transportadora NPC1L1 (Niemann-Pick C1-like 1), que é responsável pela absorção do colesterol dietético e biliar nas células intestinais
· Ao bloquear o NPC1L1, a ezetimiba impede a entrada de colesterol nos enterócitos, reduzindo a quantidade de colesterol disponível para ser transportada para o fígado
· Isso leva a uma redução nos estoques hepáticos de colesterol.
· Como consequência da menor disponibilidade de colesterol hepático, há uma aumento na expressão de receptores de LDL na superfície dos hepatócitos, o que facilita a captura de colesterol LDL da circulação, resultando em uma redução significativa dos níveis plasmáticos de LDL-colesterol
· A ezetimiba não interfere com a absorção de triglicerídeos, ácidos graxos ou vitaminas lipossolúveis, mantendo sua ação específica sobre o colesterol
FORMAS FARMACÊUTICAS DISPONÍVEIS:
· Comprimidos de uso oral 
CONCENTRAÇÕES DISPONÍVEIS:
· 10 mg
	MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA
	INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
	QUANTIDADE E FORMA FARMACÊUTICA
	Ezetrol
	MSD
	Caixa com 10 comprimidos ou 30 de 10mg
	MEDICAMENTOS SIMILARES
	INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS
	QUANTIDADES E FORMAS FARMACÊUTICAS
	Vytorin
	MSD
	Caixas com 10/20 mg (ezetimiba/sinvastatina), 10/40mg e 10/80mg
	Zetia
	Merck
	comprimidos de 10mg ou 30 comprimidos
	Lipoxer
	EMS
	Comprimidos de 10mg, caixa com 10 ou 30 comprimidos
Observações de Prescrição:
· A ezetimiba deve ser administrada pelo menos 2 horas antes ou 4 horas depois de resinas como colestiramina, pois essas resinas podem reduzir a absorção da ezetimiba.
· Ciclosporina: A ezetimiba pode aumentar as concentrações plasmáticas de ciclosporina, exigindo monitoramento dos níveis de ciclosporina e ajuste de dose quando necessário.
· Anticoagulantes orais: Embora o risco seja baixo, a ezetimiba pode aumentar o risco de sangramento com anticoagulantes como varfarina, exigindo monitoramento do INR (tempo de protrombina).
· Insuficiência hepática: A ezetimiba não é recomendada para pacientes com insuficiência hepática moderada a grave devido ao risco aumentado de efeitos adversos, uma vez que é metabolizada no fígado.
· Gravidez e lactação: Não há estudos adequados em gestantes, e seu uso durante a gravidez deve ser evitado, especialmente quando combinado com estatinas, devido ao risco de teratogenicidade. Na lactação, o uso também é contraindicado.
· Monitoramento lipídico: É recomendado realizar perfil lipídico regularmente para avaliar a resposta ao tratamento. A ezetimiba, isolada ou combinada com estatinas, geralmente mostra uma redução significativa dos níveis de LDL-colesterol em até 2 semanas de uso.
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