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Competência Tributaria
A competência tributária consiste na aptidão da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para criar tributos. Em termos gerais, todos têm, respeitando-se alguns limites, o poder de criar determinados tributos, bem como definir seu alcance, de forma que obedeça aos critérios de partilha de competência estabelecidos pela Constituição Federal.
Apenas a título de ilustração, cabe mencionar que a Constituição prevê, no que diz respeito aos tributos federais, a partilha do imposto sobre operações de crédito, câmbio, seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF), do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza (IR), do imposto sobre produtos industrializados (IPI), do imposto sobre a propriedade territorial rural (ITR) e de impostos novos que a União venha a criar com base no art. 154, I, da CF, além da contribuição para intervenção no domínio econômico.
Para exemplificar o exposto acima, o IOF incidente sobre o ouro, quando definido como ativo financeiro ou instrumento cambial, é totalmente repassado, cabendo 30% para o Estado, o Distrito Federal ou o Território de origem, e 70% para o Município de origem (art. 153, § 5º). Quanto ao IR incidente sobre rendimentos pagos, a qualquer título, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, por suas autarquias e por fundações que instituírem e mantiverem, pertence aos Estados, ao Distrito Federal ou aos Municípios, respectivamente (arts. 157, I, e 158, I).
Capacidade Tributária
\u201cEm suma, o exercício legítimo da competência para a criação de tributos é balizado não só por normas de estatura constitucional, mas também por disposições outras, de menor hierarquia, e, portanto, de menor rigidez, que atuam no sentido de complementar o desenho do campo material onde poderá ser exercitada validamente a competência tributária e de definir o modo pelo qual se deve dar esse exercício\u201d, explica Luciano Amaro.
A lei complementar, sem dúvida, apresenta uma posição de destaque em relação às disposições infraconstitucionais que complementam a disciplina constitucional. Cabe à lei complementar, de acordo com o art. 146 da CF, editar \u201cnormais gerais de direito tributário\u201d. Essas normas se prestam a balizar o exercício da competência tributária, solucionar possíveis conflitos de competência entre os entes políticos, além de regular as limitações do poder de tributar, por meio de princípios e regras constitucionais. Taxas 
Capacidade Tributária
Capacidade Tributária Ativa x Capacidade Tributária Passiva
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Jean Valens Veloso Rodrigues, AdvogadoPublicado por Jean Valens Veloso Rodrigueshá 2 anos9.549 visualizações
Capacidade Tributária é uma denominação genérica atribuída para aquele que possui o direito de cobrar ou o dever de recolher determinado tributo. Sendo esta subdividida em Capacidade Tributária Ativa ou Capacidade Tributária Passiva. Difere-se da competência tributária que é a aptidão para criar tributos.
A Capacidade Tributária Ativa é atribuída ao sujeito ativo do tributo, ou seja, para aquele que possui o direito subjetivo de cobrar o tributo. Logo, é o titular do crédito tributário (credor do tributo).
O mais comum é que o sujeito ativo tenha a competência tributária e a capacidade tributária. Entretanto, existe a possibilidade do sujeito ativo possuir apenas a capacidade tributária ativa.