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Análise economico_Monografia_Faria Neto

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Fonte: portalcfc.org.br, 2015. 
 
21 
 
 O patrimônio líquido deve apresentar o capital social, as reservas de capital, 
os ajustes de avaliação patrimonial, as reservas de lucros, as ações ou quotas em 
tesouraria, os prejuízos acumulados, se legalmente admitidos os lucros acumulados 
e as demais contas exigidas pelas normas emitidas pelo CFC. 
 
 
2.2.2 Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) 
 
 A demonstração de resultado do exercício, comumente é a segunda 
demonstração a ser analisada, e os indicadores obtidos através dela, refletem a 
posição econômica da empresa. O objetivo da DRE é a organização das 
informações sobre o lucro e prejuízo de uma empresa, de forma que o usuário da 
informação seja capaz de avaliar a atuação da empresa e visualizar a sua operação 
futura. A NBC TG 26, em seu item 82, lista as rubricas que devem ser apresentadas 
na DRE, obedecidas também as determinações legais, são elas: 
(a) Receitas; 
(b) Ganhos e perdas decorrentes de baixa de ativos financeiros mensurados pelo 
custo amortizado; 
(c) Custos de financiamento; 
(d) Parcela dos resultados de empresas investidas reconhecida por meio do 
método da equivalência patrimonial; 
(e) Tributos sobre o lucro; 
(f) Um único valor para o total de operações descontinuadas; 
(g) Em atendimento à legislação societária brasileira vigente na data da emissão 
desta Norma, a demonstração do resultado deve incluir ainda as seguintes 
rubricas: 
a. Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos; 
b. Lucro bruto; 
c. Despesas com vendas, gerais, administrativas e outras despesas e 
receitas operacionais; 
d. Resultado antes das receitas e despesas financeiras; 
e. Resultado antes dos tributos sobre o lucro; 
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f. Resultado líquido do período. 
 Ainda como alocação da DRE, a empresa precisa apresentar o resultado do 
período atribuível à participação dos não controladores, e sócios da controladora. De 
forma esquematizada, a demonstração do resultado do exercício apresenta as 
vendas brutas, impostos sobre as vendas, custos das vendas, despesas comerciais, 
despesas administrativas, despesas financeiras, receitas financeiras, resultado de 
equivalência patrimonial, outras receitas e despesas operacionais, provisão de 
impostos de renda e contribuição social, definindo claramente no seu final o 
resultado líquido obtido pela empresa em determinado exercício social (CARVALHO, 
COSTA, GONÇALVES & LIMEIRA, 2010). Por apresentar as características 
econômicas da empresa, e não necessariamente as entradas e saídas monetárias 
na organização, a DRE é muitas vezes incorretamente interpretada, e sobre isso 
Matarazzo explica: 
A Demonstração do Resultado retrata apenas o fluxo econômico e não o 
fluxo monetário (fluxo de dinheiro). Para a Demonstração do Resultado não 
importa (em princípio) se uma receita ou despesa tem reflexos em dinheiro, 
basta apenas que afete o patrimônio líquido. Por exemplo, a depreciação é 
uma despesa não desembolsada; a receita de equivalência patrimonial (em 
controladas e coligadas) é uma receita devida ao aumento dos 
investimentos (e do Patrimônio Líquido), sem necessariamente, entrada de 
recursos em caixa (2010, p. 30). 
 Seguindo a sequência de apresentação dos vários elementos da 
Demonstração do Resultado do Exercício para efeitos de publicação, apresenta-se a 
estrutura da DRE baseada nas Normas Brasileiras de Contabilidade, normalmente 
adotada pelas empresas. 
 
 
 
 
 
 
 
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JCS Materiais para Construção S.A 
 Demonstração do Resultado do Exercício 
 31 de Dezembro de 2014 
 (Valores expressos em reais - R$) 
 
 
 
31/12/2014 
 
Receita operacional 
 
 Receita líquida de vendas 
 
 213.627.412 
 Custos das vendas 
 
 (139.072.928) 
 Lucro Bruto 
 
 74.554.483 
 
Despesas / Receitas Operacionais 
Com pessoal 
 
 (30.953.022) 
 
Com vendas 
 
 (13.554.888) 
 
Gerais e administrativas 
 
 (18.360.581) 
 
Depreciação e amortização 
 
 (1.934.213) 
 
Tributárias 
 
 (1.100.316) 
 
Outros ganhos e perdas 
 
 1.667.086 
 
Lucro operacional antes do resultado financeiro 
 
 10.318.550 
 
Resultado Financeiro 
Receitas financeiras 
 
 3.097.508 
 
Despesas financeiras 
 
 (9.975.588) 
 
Lucro (prejuízo) antes dos impostos 
 
 3.440.469 
 
Impostos 
 
Imposto de renda 
 
 (505.778) 
 
Contribuição Social 
 
 (186.400) 
 
Lucro líquido (Prejuízo) do exercício 
 
 2.748.292 
 Lucro atribuível a: 
 
 Proprietários da Companhia 
 
 2.198.634 
 Participações não Controladoras 
 
 549.658 
 Lucro por ação 
 
Básico 
 
 1,83 
 
Diluído 
 
 1,30 
 
Figura 3 – Estrutura da Demonstração de Resultado do Exercício Fonte: NBC TG 30 (2012). 
 De acordo com a NBC TG 30 (2012), em seu item 8, para fins de divulgação 
na demonstração do resultado, a receita inclui somente os ingressos brutos de 
benefícios econômicos recebidos e a receber pela entidade, quando originários de 
suas próprias atividades. As quantias cobradas por conta de terceiros – tais como 
tributos sobre vendas, tributos sobre bens e serviços, e tributos sobre valor 
adicionado, não são benefícios econômicos que fluam para a entidade e não 
resultam em aumento do patrimônio líquido, portanto, são excluídos da receita. É 
devido a essa normatização, que a Demonstração do Resultado do Exercício 
começa com os valores de Receitas Líquidas, conforme demonstrado na figura 3, e 
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os valores de receitas brutas e suas deduções são apresentadas em notas 
explicativas, conforme figura abaixo. 
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 31/12/2014 
Receita Bruta 
 
 
Receita com vendas de mercadorias 
 
 
 262.732.693 
( - ) Impostos sobre vendas 
 
 
 (29.511.787) 
( - ) Devoluções e abatimentos 
 
 
 (19.593.494) 
Receita líquida de vendas 213.627.412 
Figura 4 – Receita Operacional Líquida Fonte: NBC TG 30 (2012). 
 
2.2.3 Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) 
 
 A Demonstração dos Fluxos de Caixa é uma demonstração de caráter 
financeiro que evidencia as modificações ocorridas no saldo de caixa e equivalente 
de caixa das empresas em um determinado período, através de fluxos de 
recebimentos e pagamentos. A DFC substituiu a Demonstração das Origens e 
Aplicações de Recursos (DOAR) a partir do advento da Lei nº 11.638/07. Segundo 
Marion (2010), embora a DOAR seja mais rica em termos de informação, os 
conceitos nela contidos, como por exemplo, a variação do capital circulante líquido 
não são facilmente apreendidos. A DFC, ao contrário, por ser de uma linguagem e 
conceitos mais simples, possui melhor comunicação com a maioria dos usuários das 
Demonstrações Contábeis. 
 A Demonstração dos Fluxos de Caixa permite que se analise principalmente, 
a capacidade da empresa em honrar seus compromissos financeiros, gerar 
resultados de caixa futuros, sua liquidez e solvência financeira (ASSAF NETO, 
2010). Com relação à Demonstração de Fluxo de Caixa Matarazzo conceitua, 
fazendo a relação da mesma com o Balanço Patrimonial: 
O Balanço Patrimonial apresenta, em determinado momento 
(esteticamente), de um lado (PASSIVO), a origem dos recursos utilizados 
pela empresa e, de outro as aplicações. A peça contábil-financeira que vai 
mostrar o que isso representa em termos de dinheiro movimentado no 
exercício

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