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Teorias da 
Comunicação
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Dr. João Elias Nery
Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Selma Aparecida Cesarin
Escola de Frankfurt: O Universo Crítico e a Mídia Contemporânea
• A Escola de Frankfurt: Antecedentes;
• Materialismo Dialético, Psicanálise, Judaísmo: 
Abordagens Heterodoxas;
• A Escola de Frankfurt: 
Autores, Principais Conceitos;
• Walter Benjamin: 
Da Obra de Arte Tradicional à Tecnológica;
• Adorno e Horkheimer: 
Mídia, Alienação e Mistificação;
• A Escola de Frankfurt no 
Contexto Atual.
 · Analisar a trajetória das correntes teóricas da comunicação;
 · Realizar textos utilizando conceitos das Teorias da Comunicação;
 · Assumir postura ética ao utilizar as Teorias na análise da realidade.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Escola de Frankfurt: O Universo Crítico 
e a Mídia Contemporânea
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas:
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos 
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você 
também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão 
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e 
de aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Escola de Frankfurt: O Universo Crítico 
e a Mídia Contemporânea
A Escola de Frankfurt: Antecedentes
Para compreender a Escola de Frankfurt é preciso entender o contexto no qual 
viveram jovens intelectuais que formaram o primeiro grupo de pesquisa ligado à 
Escola, na área das Ciências Sociais e Filosofia, há aproximadamente um século.
Vivendo em tempos de revoluções, guerras, colonialismo e transformações 
tecnológicas, em um ambiente social e cultural instável, jovens alemães, em sua maioria 
judeus, marxistas e envolvidos com as questões públicas, criaram um instituto de 
pesquisa em Frankfurt que definiria o título atribuído ao grupo: Escola de Frankfurt.
Para além da cidade e da própria Alemanha, para além do seu tempo, as reflexões 
produzidas no contexto do Século XX, principalmente da primeira metade daquele 
século, ganharam o mundo e atravessaram os tempos, tornando-se referência para 
os estudos da comunicação, da Arte e da História.
Mesmo os que combatem as ideias dos frankfurtianos, os têm como importante 
parâmetro de análise. O conceito de Indústria Cultural, por exemplo, desenvolvido 
por Adorno e Horkheimer, nos anos 1940, está entre os mais conhecidos e citados 
nas Ciências Sociais e análises de mídia. Os que o citam nem sempre concordam 
com seu conteúdo; porém, o utilizam como referência de análise dos fenômenos 
da comunicação.
A República de Weimar, como ficou conhecida a Alemanha entre o início dos anos 
1920 e dos anos 1930, ofereceu condições para o florescimento de Artes tradicionais 
e tecnológicas e para o pensamento crítico no campo social e cultural. 
Em um país que buscava enfrentar a derrota na Primeira Guerra por meio da 
unificação e da conciliação, evitando desilusão, fragmentação e revoltas, a expressão 
pública de ideias contrárias aos valores tradicionais tornou-se uma constante. E é 
nesse contexto que a Escola de Frankfurt surge e ganha notoriedade.
O Instituto de Pesquisa Social, no qual atuam pesquisadores que têm interesses 
diversos, é organizado a partir de doações particulares e os jovens pesquisadores 
têm total liberdade para definir seus objetos de estudo, abordagem teórica e formas 
de manifestação. O que unifica os projetos é seu aspecto crítico. Daí, também, 
outra denominação dada a essa corrente teórica: Teoria Crítica.
E o que criticam esses jovens intelectuais? A Guerra? A crise econômica? 
Surpreendentemente, o que se critica é a razão! 
Sim, herdeiros do Iluminismo, dedicados à Filosofia hegeliana e marxista, 
combatiam, sobretudo, a irracionalidade do mundo moderno. Para eles, o projeto 
iluminista havia fracassado, na medida em que a razão foi instrumentalizada pelas 
classes dominantes, transformada em mais uma forma de dominação e não de 
liberação, como defendiam os progressistas dos séculos 18 e 19. 
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Identificam o fracasso da razão como forma de esclarecimento e meio para a 
superação das questões históricas que nos levam a entender que há desumanidade 
em diversos aspectos da vida. 
Ao longo do século XX, a oposição entre pesquisa crítica e pesquisa administrativa 
viria a ter grande relevância no campo das Ciências Sociais, inclusive na comunicação.
Nesse último, a Teoria Crítica se oporia à pesquisa realizada nos EUA, no mes-
mo período. Enquanto na Alemanha e em outras partes da Europa a pesquisa em 
comunicação identificava os riscos das novas Tecnologias e nos novos Meios de 
Comunicação, com muito mais aspectos negativos, nos EUA, as pesquisas subli-
nhavam os aspectos positivos desses meios.
Estas características levaram à compreensão de que a Escola de Frankfurt é anti-
-iluminista, quando, na verdade, o que defendem é o ideal iluminista de uma razão 
crítica, autônoma. Autonomia, aliás, é um tema de extrema relevância para a Pes-
quisa Crítica. 
O principal livro da dupla Adorno/Horkheimer, Dialética do esclarecimento, 
tem um capítulo no qual examinam a cultura contemporânea a partir da expansão 
dos Meios de Comunicação de Massa, “A indústria cultural: o iluminismo como 
mistificação de massas”. 
Desde o título, o que temos é uma crítica contundente à aparente autonomia que 
os novos Meios de Comunicação dariam, ampliando o espaço público. Por isso a 
ideia de “mistificação de massas”, apresentado ao longo do texto como objetivo 
central dos novos meios que, como propriedade das classes dominantes, eram 
utilizados para manter a ordem.
Walter Benjamin, autor identificado com a Escola de Frankfurt, porém, 
influenciado de maneira diferente pelo ambiente estético e político da República de 
Weimar, é importante referência para esses “antecedentes” de pesquisa, pois, com 
seu artigo “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, questionou 
os cânones da Arte e suscitou a discussão acerca da produção artística no ambiente 
tecnológico e de massas que se apresentavam. Suas teses foram fundamentais para 
as reflexões de Adornoe Horkheimer sobre a indústria cultural, como veremos 
mais adiante.
Materialismo Dialético, Psicanálise, 
Judaísmo: Abordagens Heterodoxas
Para analisar a sociedade do seu tempo, a Escola de Frankfurt desenvolveu o 
que podemos classificar como Marxismo heterodoxo, ou seja, os autores ligados 
ao grupo se apropriaram de conceitos da obra de Marx, mas os relacionaram de 
maneira criativa aos objetos de estudo de seus interesses.
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Mistificaçao = enganar , farsa, induzir a crer em uma mentira
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CÂNONES = Regra padrão, principio absoluto do qual são retiradas diversas regras específicas.
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HETERODOXO = Quando seguimos uma linha de raciocinio ou Teoria de alguem porem, apenas em parte nao toda, e juntamos com nossas proprias ideiaa ou Teorias
UNIDADE Escola de Frankfurt: O Universo Crítico 
e a Mídia Contemporânea
O Marxismo passava por releituras e interpretações, tanto no ambiente revo-
lucionário da URSS, que vivia o Socialismo, desde 1917, quanto nos países eu-
ropeus, nos quais a revolução proletária mobilizava intelectuais, trabalhadores e 
artistas e preocupava os representantes das classes dominantes.
A análise da cultura, como destaca Walter Benjamin, exigiria reconhecer, como 
Marx, as diferenças existentes entre a base econômica e a superestrutura.
Nos trabalhos realizados pelos frankfurtianos, destacam-se, principalmente, as-
pectos da superestrutura, em detrimento da base econômica, vez que buscavam 
compreender as mudanças que estavam ocorrendo na esfera pública em função da 
expansão dos Meios de Comunicação de massa no cotidiano dos cidadãos.
Da ampla obra de Marx, a Escola de Frankfurt assimila a crítica ao Capitalismo 
e à concepção de sociedade baseada na existência de explorados e exploradores. 
Então, o anti-Capitalismo é uma marca da produção teórica dos frankfurtianos que, 
além desse sentido geral, utilizam os conceitos de alienação e fetiche da merca-
doria nas análises da cultura do século 20, estruturando os estudos da Escola em 
torno de conceitos centrais desenvolvidos por Marx em sua crítica ao Capitalismo.
Se a obra de Karl Marx, na qual a Escola de Frankfurt buscou os conceitos centrais 
para a análise da cultura no século 20, era uma referência e amplamente discutida 
na sociedade, não ocorria do mesmo modo com a psicanálise freudiana, que se 
estabelecia e era novidade nos círculos acadêmicos e intelectuais independentes. 
As teses de Freud causaram impacto e trouxeram questões que os frankfurtianos 
passaram a considerar em suas análises. 
Walter Benjamin, por exemplo, quando analisa a Fotografia e o Cinema, in-
corpora conceitos freudianos para descrever como ocorre o processo de busca de 
equilíbrio do ser humano em meio às tensões provadas pela mecanização da vida 
no mundo industrial, identificando o cinema como espaço de realização dos sonhos 
e liberação de impulsos inconscientes.
O coletivo, formado por jovens pensadores, viveu intensamente as discussões 
acerca da Arte na sociedade e interferiu nos debates, defendendo diferentes con-
cepções, tendo em comum, porém, a defesa da Arte como parte da vida social e, 
portanto, com destacada função política.
No campo das Artes, diversos foram os interlocutores, com destaque para ar-
tistas que integravam as vanguardas e, especialmente, Bertold Brecht, teatrólo-
go marxista que manteve diálogo com Walter Benjamin, influenciando as análises 
acerca da relação da Arte com a sociedade.
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proletario = pessoas que exercem qualquer tipo de trabalho
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Detrimento = Prejuízo, estrago material ou moral; perda, dano.
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Texto digitado
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Capitalismo = O capitalismo é um sistema econômico e social baseado na propriedade privada e na acumulação de capital. Surgiu no século XV
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A Escola de Frankfurt: Autores, 
Principais Conceitos
Para compreender as ideias desenvolvidas no âmbito da Escola de Frankfurt, 
é preciso, inicialmente, entender que não se trata de trabalho de pesquisa sobre a 
Comunicação ou sobre os Meios de Comunicação de massa, mas reflexões acerca 
dos processos que influenciam as relações sociais, culturais e políticas, incluindo a 
comunicação. É preciso, também, reconhecer a relevância que os frankfurtianos 
dão à história e à análise de fenômenos em contextos históricos.
Dessa forma, temos um conjunto de ideias que buscam explicar as relações que 
se dão num determinado contexto sociocultural e político e as interações que nele 
ocorrem, tendo a Cultura como questão central para esses processos, considerados 
civilizatórios. Tomando como exemplo a obra de Walter Benjamin, pode-se ter 
bastante clareza desse processo. 
Em seus estudos sobre a obra de Arte, Walter Benjamin procura demonstrar 
como a Tecnologia proporcionou relevante mudança na produção da Arte e da Co-
municação, na medida em que as máquinas de comunicar possibilitaram substituir 
a mão humana na realização dos objetos artísticos/comunicacionais. 
Ele reconhece que, ao longo da História, diversos foram os processos que per-
mitiram reproduzir imagens e textos; porém, sempre utilizando técnicas nas quais 
a reprodução dependia do ser humano.
Tínhamos um original – um quadro, um poema, a Bíblia – que poderia ser reproduzido 
como cópia e seria sempre esta em posição em relação ao original: tratava-se de cópia.
Não ocorre da mesma forma na reprodutibilidade técnica; não há um original a 
ser copiado, o que leva Walter Benjamin a afirmar que: “A obra de arte reproduzida 
é cada vez mais a reprodução de uma obra de arte criada para ser reproduzida”. 
O artista, nesse caso, não cria um original, mas uma obra que tem como funda-
mento circular como cópia, o que ocorre com o Cinema, mas também com o livro 
impresso ou digital, com a fotografia, com o conjunto das formas de comunicação.
A contextualização histórica é também marca dos estudos de Adorno e 
Horkheimer e de Jurgen Habermas, que buscam compreender o processo 
de expansão das mídias, por eles definidas como Indústria Cultural, e a circu-
lação da opinião no espaço público a partir da existência de tais mídias. 
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UNIDADE Escola de Frankfurt: O Universo Crítico 
e a Mídia Contemporânea
Esses autores entendem que as mídias tecnológicas ampliaram o acesso às in-
formações; porém, isso não significou a democratização do espaço público; antes, 
houve um aprisionamento da opinião pública ao modelo de circulação de mercado-
rias culturais que em nada contribuiriam para a formação de opiniões racionais, o 
que levaria à falsa participação dos cidadãos nas questões públicas do seu tempo. 
Historicamente, então, a Indústria Cultural cumpriria o papel de impor seus valores 
aos cidadãos, ao invés de haver troca de conhecimentos, como antes nas culturas 
erudita e popular, que não tinham vínculos com o Mercado cultural.
Sem negar a relevância de teóricos identificados com a Escola de Frankfurt, 
como Herbert Marcuse, Kracauer e J. Habermas, considerado “herdeiro espiri-
tual” da Escola, desenvolveremos, a seguir, esclarecimentos acerca de autores que 
criaram dois conceitos fundamentais para a área da comunicação, respectivamen-
te, Walter Benjamin com o conceito de obra de Arte tecnológica e T. Adorno que, 
juntamente comM. Horkheimer, apresentou o conceito de Indústria Cultural.
Walter Benjamin: Da Obra de Arte 
Tradicional à Tecnológica
A produção intelectual de Walter Benjamin (1898-1940) é composta por intervenções 
em diversas áreas, com predomínio da análise de questões relacionadas à Arte.
No Brasil, a maior parte de seus textos foi publicada e está disponível em livros, 
ebooks, revistas impressas e eletrônicas. Além disso, há extensa obra de brasileiros 
e estrangeiros que apresentam, contextualizam e analisam o legado desse autor.
Em programas de Pós-graduação em Comunicação, História e outras Áreas das 
Ciências Humanas e Sociais, Walter Benjamin é referência para a compreensão de 
fenômenos tão diversos quanto relevantes para o nosso tempo. 
Uma produção desvinculada de Universidades e produzida em circunstâncias 
muitas vezes desfavoráveis obteve reconhecimento acadêmico e permanece rele-
vante para a contemporaneidade.
Definido por uma estudiosa de sua obra como “fracasso exemplar”, Walter Ben-
jamin permanece atual, pois, mesmo vivendo tempos de guerras, perseguições e 
desilusões, foi capaz de produzir uma obra que nos faz refletir sobre a realidade e 
ter esperança.
Influenciado por ideias que incluem o materialismo dialético, a psicanálise, o 
judaísmo e teorias estéticas, entre outras, dirigiu seu interesse a objetos como brin-
quedos, história, narrativas épicas, Cinema, Literatura, Fotografia e, em cada texto 
escrito, buscou revelar a essência desses objetos.
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 DIALÉTICO= é arte do diálogo, onde é possível demonstrar uma tese através de uma argumentação forte
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A ideia de revelação é extremamente importante para o autor, em suas apro-
ximações com o messianismo, com ideias religiosas. É o que suas interpretações 
nos trazem: revelações acerca de objetos e ideias que estão no nosso cotidiano e 
não percebemos.
Para analisar a História, por exemplo, ele analisa o quadro Angelus Novus, de 
Paul Klee. Walter Benjamin vê no quadro a História da Humanidade e nos revela 
a angústia de ver o passado como catástrofe e a impossibilidade de refletirmos 
sobre nossa História, pois somos impelidos ao futuro, sem tempo para a reflexão. 
A aceleração do tempo, tema tão próximo de nós, tem feito com que essa reflexão 
de Walter Benjamin seja cada vez mais citada em trabalhos acadêmicos e em 
discussões acerca das características do mundo por nós criado e no qual vivemos 
no século 21.
Mais que um intelectual, acadêmico, Benjamin foi um observador do seu tempo. 
Andou pelas cidades nas quais viveu, especialmente Paris, conviveu com artistas – 
pintores, poetas, atores e atrizes – entrou em contato com as Artes desenvolvidas 
no único país socialista do seu tempo, a URSS, aprofundou-se nos conhecimentos 
acerca do judaísmo e de estudos messiânicos. 
Essa experiência extremamente rica está em seus escritos e a melancolia que 
identificamos em muitos deles é a expressão de sua sensibilidade, mais que inte-
lectual, mas da vivência em um mundo que perdia valores essenciais. Seus estudos 
sobre a experiência e as narrativas transbordam sua sensibilidade e percepção de 
um mundo que sucumbia à razão instrumental e ao uso da Tecnologia para a des-
truição. Como ele nota, as pessoas voltavam da Guerra mais pobres em experiên-
cias a serem compartilhadas.
Da obra de Benjamin, a que mais interessa aos pesquisadores da área da comu-
nicação é, certamente, o ensaio “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade 
técnica”, de 1936. 
Esse texto está na base das controvérsias do autor com Adorno e Horkheimer, 
que não aceitaram o Artigo para publicação na Revista do Instituto de Pesquisa 
Social e, posteriormente, redigiram e publicaram Artigo no qual definem a Indústria 
Cultural, e rejeitam as teses benjaminianas sobre a obra de Arte tecnológica.
Na introdução, o autor revela que a proposta do Artigo é analisar a cultura sob 
o Capitalismo, levando em consideração que as mudanças na superestrutura (cul-
tura) ocorreram mais lentamente que as da base econômica. Afirma, também, que 
busca formular conceitos que contribuam para o combate ao Fascismo e para uma 
reflexão sobre elementos revolucionários na política artística. 
O texto ressalta aspectos positivos nas mudanças perceptivas provocadas pela 
Arte realizada com a técnica que surgia. No texto está contida a ideia de que o Ci-
nema pode ser um elemento de emancipação do homem, desde que seja produzido 
socialmente, e não por uma minoria de proprietários.
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EMANCIPAÇAO= livre, independente.
UNIDADE Escola de Frankfurt: O Universo Crítico 
e a Mídia Contemporânea
No ensaio, Benjamin dialoga com autores como Marx e Freud ao refletir sobre 
transformações ocorridas nas Artes com as Tecnologias que permitiram o surgi-
mento do Cinema e da Fotografia.
A nova Comunicação suscitava reações diversas, que ia da perplexidade à crí-
tica radical diante das inovações que, principalmente, o Cinema apresentava à 
sociedade. A lucidez de sua abordagem é reconhecida até os nossos tempos, pois, 
para além dos sentimentos iniciais, conseguiu desvendar a natureza dos fenôme-
nos, revelando à sociedade que era preciso estabelecer novos critérios para definir 
a Arte, vez que a Arte tecnológica apresentava um conjunto de novos procedimen-
tos em sua elaboração e fruição estética.
Como Benjamin demonstrou, a obra de Arte tradicional tinha como elementos 
centrais de sua composição a aura e a autenticidade. A aura é “Figura singular, 
composta de elementos espaciais e temporais. A aparição única de uma coisa dis-
tante, por mais perto que ela esteja”. Para ele, o declínio da aura deve-se a duas 
circunstâncias: superar o caráter único e tornar as coisas mais próximas. Como 
ele demonstra, a percepção humana é condicionada natural e historicamente e o 
declínio da aura deve-se a essas duas circunstâncias.
Quanto à autenticidade, afirma que a obra de Arte sempre foi reprodutível por 
meio da imitação manual. A reprodução técnica desenvolveu-se na História com 
saltos e intervalos e intensidade crescentes: Xilogravura (Idade Média) e Litografia 
(século XIX) – ilustram a vida cotidiana. Com a Fotografia, pela primeira vez, a mão 
é substituída pelo olho. O som reproduzido tecnicamente possibilitou a reprodução 
de obras de Arte tradicionais e a criação da Nova Arte: o Cinema. 
A reprodução técnica tem autonomia em relação ao original. Trata-se de repro-
dução com diferenças. Nela, tradição, autoridade e testemunho histórico desapa-
recem. A técnica da reprodução destaca do domínio da tradição o objeto repro-
duzido. A tradição na obra de Arte exprime-se no culto, que ligava obras antigas à 
magia e à religião. A reprodutibilidade técnica destaca a obra de sua função ritual. 
Para o autor: “A obra de arte reproduzida é cada vez mais a reprodução de uma 
obra de arte criada para ser reproduzida”. Com isso, o critério de autenticidade 
deixa de se aplicar à produção artística e a Arte deixa de se fundar no ritual e passa 
a fazê-lo pela Política. O Cinema é a Arte típica desse novo contexto: é criação da 
coletividade de técnicos e exige reprodução.
Também em função da reprodutibilidade técnica ocorre uma mudança nas situa-
ções de exposição das obras de Arte. Como Benjamin demonstra, o valor de culto 
mantinha secretas as obras de Arte, vez que estavam a serviço da magia. 
Para a obra de Arte tradicional, o importante é existir, e não ser vista. Na obra 
reproduzida, a circulação e a exposição das obras cresce infinitamente e elas são 
valorizadas quanto mais são consumidas pelopúblico. 
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Fruiçao = aproveitar ou usufruir de alguma coisa 
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Susitava = causar, provocar
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A Fotografia faz com que o valor de exposição supere o de culto, levando ima-
gens dos mais diferentes objetos e pessoas a circularem cada vez em maior escala. 
Mesmo nesse ambiente de reprodutibilidade e exposição, o autor observa que a 
aura mantém-se em fotografias de rostos humanos, último espaço para a manifes-
tação do valor de culto.
Outra característica que diferencia a obra de Arte tecnológica da tradicional 
é sua “durabilidade”. É possível identificar que os gregos reproduziram valores 
eternos devido ao estágio de sua técnica e dos suportes utilizados, que permitiam a 
produção de obras eternas. A sociedade atual encontra-se no pólo oposto, vez que 
obras são reprodutíveis, hoje, como nunca. 
Nesse contexto, o Cinema é a obra que sintetiza a técnica atual, pois a seleção 
das imagens possibilita a perfectibilidade da obra finalizada e seu suporte é descar-
tável. A obra de Arte Cinematográfica surge com a montagem. Como parte do 
processo de criação cinematográfico, o ator representa para especialistas. O teste 
para ele é igual ao do operário dentro da produção seriada. O intérprete cinemato-
gráfico representa diante de um aparelho, como o operário. O ator afirma diante 
do aparelho sua humanidade e o coloca a seu serviço. 
Atuando diante de especialistas e de equipamentos de captação de imagem e 
som, o ator de cinema representa a si mesmo, tendo o público como responsável 
por analisar seu desempenho. Como parte da construção do espetáculo, no Capi-
talismo, o Cinema serve ao culto do estrelato, por isso o investimento na projeção 
de atores e atrizes como estrelas, capazes de atrair o público, que os admira e pro-
jeta neles suas frustrações e expectativas, o que revela a apropriação de conceitos 
freudianos na análise da obra de Arte tecnológica e sua relação com o público.
Os conceitos de Freud estão presentes em diversas passagens do Artigo, em 
especial em um item no qual analisa a relação do público com obras cinematográ-
ficas. Benjamin identifica que a função social do Cinema é criar um equilíbrio entre 
o homem e o aparelho. Isso ocorreria com a autorrepresentação e a representação 
do mundo por meio do aparelho. No cinema, o espaço consciente seria substituído 
pelo inconsciente ótico.
Na interpretação freudiana do Cinema, Benjamin observa que deformações, 
estereotipias, transformações e catástrofes afetam o mundo nas psicoses, alucina-
ções e sonhos, e que o Cinema cria personagens do sonho coletivo, dando vazão 
a desejos inconscientes. Eu sua análise, afirma que a tecnização gera tensões com 
caráter psicótico e que o filme impede seu amadurecimento por meio de fantasmas 
sadomasoquistas, levando a uma “explosão terapêutica do inconsciente”. 
Essa interpretação é muito criticada por pesquisadores que entendem haver 
influência direta da mídia sobre o comportamento das pessoas, principalmente na 
reprodução na vida real de situações que ocorrem nos filmes. Cada vez que alguém 
tem uma atitude violenta, a sociedade procura estabelecer relação entre o consu-
mo de mídia e as ações na vida real. É relativamente comum, principalmente, nos 
EUA, a associação entre games e filmes violentos e atitudes violentas.
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SINTETIZA= Resume
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UNIDADE Escola de Frankfurt: O Universo Crítico 
e a Mídia Contemporânea
A ideia de “explosão terapêutica do inconsciente” entende exatamente o oposto 
disso, ao interpretar que o consumo simbólico nos filmes e, contemporaneamente, 
de games e outras formas de comunicação, seria um atenuante à explosão real das 
psicoses, ou seja, o consumo de produtos simbólicos nos levariam à sublimação 
de desejos inconscientes e irrealizáveis. Ao consumir produtos de mídia que têm 
diferentes graus de violência, nós nos contentaríamos em expressar simbolicamente 
nossa própria violência, evitando, e não estimulando, a violência na vida real.
Finalizando nossa apresentação do Artigo “A obra de arte na era de sua repro-
dutibilidade técnica”, abordamos a interpretação de Walter Benjamin na relação da 
Arte com a Guerra.
No item “Estética da guerra”, o autor dialoga com as vanguardas artísticas das 
primeiras décadas do século 20 e demonstra que movimentos de massa e guerra 
são formas de comportamento humano adaptadas à linguagem do Cinema, por-
que os aparelhos captam os movimentos de massas mais claramente que o olho 
humano, criando espetáculos visuais intensos e estéticos. Em sua crítica à Guerra, 
o argumento principal é que ela mobiliza em sua totalidade os meios técnicos do 
presente, preservando as relações de produção.
Nas Artes, afirma, o movimento futurista associou a Guerra a aspectos estéticos, 
considerando sons, odores e imagens produzidas pela técnica – armas, tanques, 
material metálico para proteção do corpo humano – como expressão do domínio 
do homem sobre a máquina. 
Walter Benjamin pensa o oposto: a Guerra seria a incapacidade do ser humano 
de dominar a máquina, que se voltaria contra ele e produziria destruição.
Assista o documentário “Notícias de uma guerra particular” dirigido por João Moreira Salles e 
Kátia Lund.
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Adorno e Horkheimer: Mídia, 
Alienação e Mistificação
Para Pensar
A expressão “Indústria Cultural”, criada por Adorno/Horkheimer e publicada em 1947, está 
presente em diversos suportes. A que os autores se referiam? Como a utilizamos atualmente?
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Texto foi publicado em 1947, nos EUA, estando os autores na condição de exilados 
em função do Nazismo. “A indústria cultural: o iluminismo como mistificação de massas” 
é um capítulo do livro Dialética do esclarecimento, no qual Adorno e Horkheimer 
analisam a situação da Cultura em função da expansão da mídia. É considerado uma 
resposta ao Artigo “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, de Walter 
Benjamin, escrito nos anos 1930.
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Nesse texto, Adorno e Horkheimer apresentam um pessimismo radical com 
relação ao papel da Arte e dos Meios de Comunicação de Massa. Isso se deve, em 
parte, às circunstâncias históricas em que o texto foi produzido (Segunda Guerra 
Mundial, Mccartismo, nos EUA e Stalinismo, na URSS). Com os argumentos apre-
sentados, chega-se a um beco sem saída; nada mais vale a pena.
O termo “Indústria Cultural” é o mais conhecido entre a produção da Teoria Crítica 
e foi criado para caracterizar a cultura produzida para o consumo de massa, atendendo 
às necessidades de valor de troca (do seu produtor) e de valor de uso (de seu consumidor). 
Indústria Cultural é a forma pela qual a produção artística e cultural é organizada no 
contexto das relações capitalistas, lançada no Mercado e por ele consumida. Adorno e 
Horkheimer consideram que existe um sistema que organiza o aparente caos cultural.
Esse aparente caos da sociedade moderna, na verdade, é um sistema estrutura-
do, harmônico. O consumo de bens culturais industrializados unifica interesses: a 
Indústria Cultural provê produtos para todos os gostos e poder aquisitivo. Os produ-
tos culturais criados para o Mercado permitem reproduzir o Sistema, atendendo às 
necessidades de acumulaçãodele, vez que os produtos são esvaziados pela dinâmica 
da repetição, ritmo acelerado e diversidade.
Em sua dinâmica, a Indústria Cultural utiliza as Culturas erudita e popular, es-
vaziando-as e transformando o sujeito em objeto. Como parte de seu processo, 
a Indústria Cultural investe em um artista ou determinado “tipo” de Arte quando 
avalia que já há condições de “consumo”, vez que a produção cultural tem a 
função de ocupar o espaço do lazer que resta ao operário e ao trabalhador assa-
lariado depois de um longo dia de trabalho, a fim de recompor suas forças para 
voltar a trabalhar no dia seguinte, sem lhe dar trégua para pensar sobre a realidade 
miserável em que vive, ou seja, aliena-o. 
Dessa forma, para os autores, o lazer, o divertimento do trabalhador é uma continu-
ação de sua jornada de trabalho. Os Meios de Comunicação de Massa tensionam mais 
que relaxam; o trabalhador é convidado a descansar consumindo.
Indicam que os objetivos da Indústria Cultural são dependência e servidão, ape-
sar de promover a ilusão de felicidade pelo “arranjo harmônico” e confortável do 
mundo. Com isso, impede a formação de indivíduos autônomos e conscientes, ne-
cessários para uma sociedade democrática. Na realidade, a propaganda não vende 
apenas produtos, mas, principalmente poder, utilizando a Tecnologia que havia 
possibilitado a reprodução em série da obra de Arte, e que permitiu, também, a sua 
transformação em mercadoria, assimilada à produção capitalista de bens.
A razão, tida no período iluminista como instrumento de liberação do homem, 
transformou-se em instrumento de dominação e a Teoria Crítica procura mostrar 
como a razão abrangente e humanística atrofiou-se, resultando na razão instru-
mental, mecanismo de controle totalitário da natureza e a dominação incondicio-
nal dos homens.
A Teoria Crítica atribui à Cultura (e em especial à obra de Arte), uma dupla função: 
representar e consolidar a ordem existente e, ao mesmo tempo, criticá-la, denunciá-la.
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Nota
MCCARTISMO = ideologia de perseguição a indivíduos suspeitos de associação ao comunismo nos EUA que caracterizou o final da década de quarenta e o início da década de cinquenta. O McCartismo decorreu da Guerra Fria entre os EUA e a URSS 
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UNIDADE Escola de Frankfurt: O Universo Crítico 
e a Mídia Contemporânea
Para Adorno/Horkheimer, a massificação da Arte fez com que esta perdesse sua 
dimensão crítica, passando a se conformar com o status quo, sem questioná-lo.
Na Sociedade atual, leva-se ao extremo algumas das características apontadas 
pelos autores. Destaca-se, em especial, a tendência à mercantilização da Arte e a 
apropriação pela Indústria Cultural dos impulsos inovadores e contestadores, assi-
milando-os às mídias sem os conteúdos que estão em desacordo com o Sistema.
Alguns exemplos: 
• Na música: Jazz e rock, inicialmente formas de contestação de negros e jo-
vens, são absorvidos e alimentam a Indústria Cultural há décadas;
• Na política: Martin Luther King, liderança do movimento pelos direitos civis nos 
EUA na década de 1960, é alvo de pesquisa que resultou na produção de um filme 
para o cinema, venda de vídeos, material impresso, informação via Internet etc.
A Escola de Frankfurt 
no Contexto Atual
Importante!
A crítica superficial aos frankfurtianos, principalmente à tese da Indústria Cultural, leva 
muitos a entenderem esse conceito de maneira equivocada. É preciso compreender o 
contexto em que foi criado e sua atualidade para analisar a comunicação contemporânea.
Importante!
A produção teórica dos frankfurtianos já passou por inúmeras interpretações. Uti-
lizamos como referência para a reflexão acerca da atualidade da Escola de Frankfurt, 
as ideias de Francisco Rudger.
Para Rudger, o pensamento da Escola de Frankfurt foi rejeitado em função 
de leituras superficiais e apressadas. Para ele há, atualmente, um processo de 
reavaliação que indica a validade das teses frankfurtianas hoje, mais do que no 
tempo em que foram formuladas, embora precisem ser revisadas e atualizadas em 
vários aspectos, isso porque, afirma Rudger, a crítica à Cultura de Massa se dá em 
função de ela conservar as marcas das violências e da exploração a que as massas 
têm sido submetidas. 
Essa cultura veicula produtos com linguagem rebaixada, menospreza a inteli-
gência e promove nossos piores instintos, a brutalidade e a estupidez, que não são 
nem naturais nem criados pela comunicação, mas resultado da dominação a que as 
massas foram submetidas historicamente.
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Nota
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Finalizando, Rudger afirma que os frankfurtianos opuseram-se à prática da pes-
quisa orientada para servir aos interesses do poder estatal e das empresas de co-
municação, propondo problematizar a existência dos meios e seu significado do 
ponto de vista crítico e utópico. 
A crítica à Indústria Cultural é uma prática que, para eles, visava a nos levar a 
pensar sobre seu caráter regressivo na Sociedade atual, tendo em mente o poten-
cial criativo e inovador que os meios de que ela se utiliza podem vir a ter em uma 
forma mais avançada de sociedade.
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UNIDADE Escola de Frankfurt: O Universo Crítico 
e a Mídia Contemporânea
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
Revista USP
Walter Benjamin, Revista USP, São Paulo, set/out/nov, 1992.
https://goo.gl/XVBkxj
 Filmes
Notícias de uma guerra particular
Notícias de uma guerra particular. Documentário dirigido por João Moreira Salles e 
Kátia Lund.
 Leitura
O conceito de esfera pública em Habermas
Persch, D. O Conceito De Esfera Pública Em Habermas. In: Anais. Seminário Dos 
Estudantes Da Pós-Graduação Em Filosofia Da Ufscar Issn (Digital): 2358-7334 Issn 
(Cd-Rom): 2177-0417 Viii Edição (2012).
https://goo.gl/NdCVL7
A escola de Frankfurt e a trajetória da crítica à indústria cultural
https://goo.gl/DZPZJr
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Referências
ADORNO, T. W; HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento. Rio de 
Janeiro: Zahar, 1985.
BENJAMIN, W. Obras escolhidas. São Paulo: Brasiliense, 1994.
HOHLFESDT, A.; MARTINO, L. C.; FRANÇA, V. V. Teorias da Comunicação. 
Petrópolis: Vozes, 2001.
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