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Saúde Mental e Cuidado de Enfermagem em Psiquiatria
Aula 03: Comunicação e Relacionamento Terapêutico
LEILSON LIRA
2016.2
PROFESSOR
Faculdade Maurício de Nassau – FMN
Curso de Graduação em Enfermagem
Cidade Fortaleza
Conteúdos e objetivos explorados 
nesta aula:
Técnicas e estratégias de comunicação e 
relacionamento terapêutico
(4). Reconhecer as estratégias de comunicação e desenvolvimento do 
relacionamento terapêutico. 
R
e
la
ci
o
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e
n
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te
ra
p
ê
u
ti
co
O que veremos nesta aula?
Apresentação e discussão de vídeo;
Importância da comunicação e do RT;
Comunicação em saúde / saúde mental;
Tipos e modos de comunicação;
Técnicas e estratégias de relacionamento 
terapêutico (RT):
Fases do RT;
Impasses terapêuticos.
https://www.youtube.com/watch?v=4IFc5eDi8AE
Quais conclusões podemos tirar 
dessa charge? E dessa aqui?
Por que desenvolver a comunicação e o 
relacionamento terapêutico? 
Reforma Psiquiátrica
Explorar sentimentos
Contratos e pactuações
Humanizar o cuidado
Conhecer pessoas/grupos
Elaborar planos de cuidado
Aprendizado mútuo
Se é importante, então vamos ao que 
interessa... Primeiro com a comunicação
Somos por 
excelência seres de 
comunicação
No encontro com o outro, nos descobrimos, nos compreendemos e nos 
tornamos meio de transformação da realidade;
Na atualidade podemos contar com os recursos virtuais:
Comunicação
Comunicação
Dicionário: Ato ou efeito de emitir, transmitir e receber
mensagens por meio de métodos ou processos
convencionados através da linguagem falada ou
escrita, quer de outros sinais, signos ou símbolos,
quer de aparelhamento técnico especializado, sonoro
ou visual […]
Formas de comunicação:
Comunicação interpessoal (direta, carta, 
telefone);
Comunicação de massa (jornais, revistas);
Comunicação não-verbal (imagens, 
música).
Escrita: limitada a capacidade do leitor
Falada ou verbal: mesma linguagem, intercâmbio, questionamento,
esclarecimento;
Não-verbal: Expressões faciais, qualidade da voz, postura física, gestos:
Cinésica – estuda o comportamento do corpo.
Tacêsica – toque, pode signifcar unir-se ao outro ou distância, pouco
envolvimento.
Proxêmica: descreve o espaço pessoal de indivíduos num meio social.
Metacomunicação: expectativa quanto ao papel que os indivíduos tem com
relação uns aos outros no contexto ao que ocorre a comunicação verbal e a
não-verbal;
Paralinguística – refere ao tom de voz, ao ritmo, suspiros, períodos de
silêncio e entonação que damos as palavras quando falamos;
Barreiras da comunicação.
Modos de comunicação:
A comunicação em saúde é um processo que possibilita uma prática 
profissional mais flexível e tolerante com as diferenças;
Nossas mensagens são interpretadas não só pelo que falamos, mas 
também pelo modo como nos comportamos. Isso pode aumentar a 
efetividade na comunicação;
Toda comunicação tem duas partes: 
Comunicação na Saúde...
Conteúdo
Sentimento
Comunicação na Saúde Mental...
Campo mais enigmático do universo de intervenções em saúde;
O processo de comunicação para Relacionamento Terapêutico. 
As pessoas em sofrimento psíquico apresentam os padrões efetivos de 
comunicação distorcidos.
Por que?
Trabalharemos com a ideia de insight;
O enfermeiro usa atributos pessoais e técnicas clínicas no RT para obter 
insight e mudanças comportamentais dos pacientes;
O RT permite que o paciente expresse pensamentos e emoções;
Enfermeiro-paciente-família: corrigem problemas de comunicação, 
socialização e modificam comportamentos;
Respeita diferenças de valores;
Não se trata de (superar)
Considerações iniciais
O enfermeiro observa e relata, destacando áreas 
de conflito e de ansiedade
Permitir a adaptação do paciente ao estresse que ele está vivenciando;
O enfermeiro é a sua própria ferramenta de trabalho
Com isso a autoanálise deve sempre ser realizada a fim de reconhecimento 
do “eu” do enfermeiro;
ATENÇÃO! Qualidades pessoais do enfermeiro
Autoconsciência
Os enfermeiros devem aprender a lidar com ansiedade, raiva, tristeza e 
alegria quando cuidam de pessoas em seus processos de saúde-doença 
mental.
Valores:
Resultantes de experiências de vida;
Desafio de cuidar de paciente de diferentes origens culturais.
Quais são esses valores e como eles influenciam nas decisões?
Põe à prova os valores dos enfermeiros
ATENÇÃO! Qualidades pessoais do enfermeiro
Fases do Relacionamento Terapêutico
1. Fase de Pré-interação:
Explorar seus próprios sentimentos, fantasias e medos, analisando seus 
pontos fortes e suas limitações profissionais;
Cuidado X cura;
Desfazer equívocos, preconceitos e temores;
Insegurança – abandono dos “instrumentos de cuidado”;
Medo de falar algo errado e desencadear problemas;
Obter dados sobre o paciente, quando possível;
Planejar o primeiro encontro com o paciente;
Aproximação – adoecimento.
2. Fase Introdutória ou de Orientação:
Descobrir porque o paciente buscou ajuda;
Estabelecer clima de confiança, compreensão, aceitação, comunicação e 
formulação de contrato mútuo;
Inclui a finalidade do relacionamento;
Garantia do sigilo – até mesmo com membros da equipe;
Exploração de sentimentos – o enfermeiro pode estar consciente de seus 
sentimentos, mas o paciente não!
Bases para a avaliação de 
enfermagem
Papeis, responsabilidades e expectativas do paciente e do enfermeiro
Fases do Relacionamento Terapêutico
2. Fase Introdutória ou de Orientação:
Pacientes podem exibir comportamento de manipulação e de testagem;
Pode haver regressão da condição clínica-psíquica do paciente 
(intencional);
Fatores externos ao RT, como mudanças na equipe, histórico de 
internações prolongadas do paciente, podem influenciar o bom 
andamento desta fase.
Por isso a importância da autoanálise
Fases do Relacionamento Terapêutico
3. Fase do trabalho propriamente dito:
Exploração dos estressores e desenvolvimento do insight;
Domínio da ansiedade, aumento da independência e responsabilidade e 
desenvolvimento de luta construtivo;
Pacientes podem exibir resistência durante esta fase;
Devido a proximidade com o enfermeiro
Fases do Relacionamento Terapêutico
4. Fase de encerramento:
Fase mais difícil;
Troca de sentimentos e avalia os objetivos alcançados;
Estabelecimento da realidade de separação;
Deve-se preparar o paciente para esta fase;
Reações – negação da separação, raiva, hostilidade, atrasos, falta às 
consultas, término prematuro e regressão;
Remete aos seus outros relacionamentos;
O enfermeiro não pode negar esta realidade nem permitir que o paciente 
adie o encerramento.
Fases do Relacionamento Terapêutico
Dimensões de resposta do relacionamento
Autenticidade
Respeito
Compreensão 
empática
Dimensões de ação do relacionamento
Confrontação
Exemplos da 
vida cotidiana
Catarse 
emocional
 Resistência:
É uma tentativa do paciente de não perceber os aspectos que geram 
ansiedade nele próprio;
Má vontade do paciente de mudar quando se reconhece a necessidade 
de mudança;
Supressão e repressão de informações pertinentes;
 Intensificação dos sintomas;
 Autodepreciação e visão negativa quanto ao futuro;
Inibições intelectuais, que podem evidenciar-se quando o paciente diz 
que não tem nada em mente ou que é incapaz de pensar sobre seus 
problemas; 
Falta ou chega atrasado às consultas; ou mostra-se desatento, silencio ou 
sonolento;
Comportamento de teatralização ou irracional.
Impasses Terapêuticos
Impasses Terapêuticos
 Transferência:
É uma resposta inconscienteem que o paciente experimenta sentimentos 
e atitudes pelo enfermeiro que estavam originalmente associados a figuras 
significativas em sua vida; 
O termo refere-se a um conjunto de reações que tentam reduzir ou aliviar 
a ansiedade;
Essas reações de transferência só são perigosas para o processo 
terapêutico quando permanecem ignoradas.
Impasses terapêuticos 
 Contratransferência:
É um impasse terapêutico criado pelo profissional, frequentemente em 
resposta a uma resistência do paciente;
Refere-se a uma resposta emocional especifica dada pelo (a) enfermeiro 
(a) ao paciente, as quais não são justificadas pelos fatos reais;
Em geral, essas reações são de três tipos: reações de amor ou preocupação 
intensos, reações de hostilidade ou aversão intensa, reações de ansiedade 
intensa.
Impasses terapêuticos 
 Contratransferência:
Sendo assim, o enfermeiro pode:
Criar empatia com o paciente em determinados aspectos do problema;
Sentir-se deprimido durante ou depois da sessão;
Falta de empenho na implementação do acordo, como chegar atrasado ou 
acelerar a prorrogação;
Sonolência durante as sessões;
Sentir raiva ou impaciência com a falta de vontade de mudar do paciente;
Estimular a dependência, o elogio ou o afeto do paciente;
Discutir com o paciente ou tender a “empurrar” o paciente antes que este 
esteja pronto.
Outros impasses terapêuticos 
Papel Tempo Linguagem Vestuário Local
Questões para fixação
• Descreva os tipos de comunicação e sua o importância para a saúde mental.
• O que relacionamento terapêutico? Qual sua importância para o cuidado em 
saúde mental?
• Cite as fases e os impasses do RT e caracterize cada um.
THC 02: Situações práticas sobre 
relacionamento terapêutico
1. Com o grupo de cinco;
2. Cada um puxa uma situação;
3. Ler e discute a situação;
4. Propõe “saídas” para as 
situações;
5. O professor discute e avalia.

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