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UNIDADE I – REVISÃO ESTATÍSTICA DESCRITIVA E PROBABILIDADES
1 - Introdução à probabilidade
A teoria de probabilidade consiste em utilizar a intuição humana para estudar os
fenômenos do nosso cotidiano de trabalho. Para isso, vamos utilizar o princípio
básico do aprendizado humano que é a ideia de experimento.
Podemos classificar os experimentos em dois tipos: aleatórios (casuais) e não
aleatórios (determinísticos). Os experimentos determinísticos são totalmente
caracterizados a priori, ou seja, são fenômenos em que o resultado é sabido
antes mesmo em que ele ocorra e desta forma, nada temos a fazer.
Os experimentos que iremos estudar são os aleatórios, dos quais não sabemos o
resultado a priori, ou seja, são acontecimentos cujos resultados não podem ser
previstos.
A seguir tratamos os termos básicos associados a modelagem dos experimentos
aleatórios.
Definição 1.1: O primeiro elemento na modelagem de um experimento é o
espaço amostral, que consiste no conjunto de todos os possíveis resultados do
experimento. Ao estudarmos uma característica da qualidade de um processo (ou
produto), o espaço amostral consiste de todos os resultados possíveis que a
característica da qualidade pode assumir. Geralmente representaremos esse
conjunto por S ou por .
Por exemplo, se o experimento é lançar uma moeda e verificar a face voltada
para cima, o espaço amostral é o conjunto S = {cara, coroa}. Para o lançamento
de um dado de seis faces, o espaço amostral é S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
Exemplo 1.1: Considere um experimento no qual classificamos um produto em
defeituoso ou não defeituoso. Neste caso, o espaço amostral é S = {defeituoso,
não defeituoso}.
Exemplo 1.2: Em um experimento para contar o número de pessoas com
diabetes na cidade de São Paulo, obtemos como espaço amostral S = {0, 1, 2, 3,
... }.
Ao projetarmos nosso experimento formulamos perguntas (ou conjecturas)
associadas ao mesmo. Estas perguntas são denominadas eventos.
Definição 1.2: Todas as perguntas (ou conjecturas) que formulamos a respeito do
experimento são denominadas EVENTOS. Os eventos serão denotados por letras
maiúsculas.
Considerando novamente o exemplo de lançar um dado, podemos ter os
seguintes eventos: A = {sair número par}, B = {sair número ímpar}, C = {sair
número maior do que 3}. Esses eventos podem ser representados,
respectivamente, pelos conjuntos: A = {2, 4, 6} , B = {1, 3, 5} e C = {4, 5, 6}.
Considerando agora o experimento do Exemplo 1.1 podemos definir como
eventos D = {defeituoso}, E = {não defeituoso}. Já referente ao Exemplo 1.2, ao
contarmos o número de pessoas com diabetes, podemos associar eventos como
A={entre 15 e 20 pessoas com diabetes} = {15,16,17,18,19,20} ou o evento F =
{nenhuma pessoa} = {0}.
Em todos estes exemplos, associamos os eventos a subconjuntos do espaço
amostral. Portanto, do ponto de vista matemático, vamos definir eventos como
subconjuntos do espaço amostral. O próprio espaço amostral é um evento,
também conhecido como evento certo, enquanto que o evento incerto é
denominado de evento vazio e denotado por .
1.1 - Manipulação de eventos
Os eventos são estudados do ponto de vista de sua "ocorrência" ou "não
ocorrência". Por exemplo, o evento impossível de ocorrer é o evento vazio,
enquanto que o evento certo de ocorrer é o espaço amostral. Neste módulo,
vamos estabelecer uma estratégia para manipularmos os eventos. Como
interpretamos os eventos como sentenças que formulamos a respeito dos
resultados do experimento (subconjuntos do espaço amostral), podemos utilizar
relações lógicas para manipular os eventos. As três operações básicas são:
União ( ): A união de dois conjuntos quaisquer A e B conterá todos os elementos
de A e de B, incluindo os elementos que são e os que não são comuns aos dois conjuntos.
Um elemento se, e só se, e/ou .
Os círculos em amarelo é o conjunto .
Podemos generalizar a definição de união para uma sequência de conjuntos A1,
A2, ... . Generalizamos tal definição da seguinte forma:
Interseção ( ): A interseção de dois conjuntos quaisquer A e B conterá os
elementos comuns a A e B. Um elemento se, e só se, e .
A região pintada em vermelho é o conjunto .
Analogamente, generalizamos esta definição para uma sequência de conjuntos
A1, A2, ... da seguinte forma:
Complementar ( ): O evento complementar ao evento A é o conjunto dos
elementos do espaço amostral que não pertencem a A. Um elemento se, e só
se, e .
O círculo em branco é o conjunto A e a região em verde é o conjunto
Complementar de A ( ).
Consideremos os seguinte eventos, associados ao lançamento de um dado: A =
{sair número par} = {2, 4, 6}, B = {sair número ímpar} = {1, 3, 5} e C = {sair
número maior que 3} = {4, 5, 6}. Com isso temos que
a) .
b) .
c) e .
d) .
Observação: Na terminologia da teoria de conjuntos, o conjunto vazio é o
conjunto composto por nenhum elemento, que denotaremos por Ø. Este conjunto
está contido em qualquer outro evento do espaço amostral.
Definição 1.1.1: Eventos mutuamente exclusivos (ou disjuntos) são aqueles cuja
ocorrência de um elimina a possibilidade de ocorrência do outro. Ou seja,
dizemos que os eventos A e B são mutuamente exclusivos se = Ø.
A seguir, apresentamos algumas propriedades elementares das operações de
união, interseção e complementar:
a) .
b) .
c) .
d) .
e) .
f) .
Considere uma família enumerável de eventos. Assim, as leis de De
Morgan são dadas por:
e
As leis de De Morgan são simples de serem demonstradas (exercício), porém
serão bastante utilizadas durante nosso curso de probabilidade.
A partir das operações básicas (união, intersecção e complementar), podemos
desenvolver novas operações com conjuntos. Considere A e B eventos, definimos
a diferença entre estes eventos por .
O conjunto em laranja representa a diferença entre dois conjuntos (A-B).
De forma similar, definimos a diferença simétrica entre dois eventos
por .
O conjunto em vermelho representa a diferença simétrica ( ).
A estrutura que definimos sobre a classe de eventos é denominada álgebra
booleana.
Exercício: Considere o experimento de lançamento de dois dados:
1) Definir o espaço amostral;
2) Dados os eventos "soma das faces é número par" e o evento "a soma
das faces é maior que 9". Calcule .
1.2 - Noções fundamentais de probabilidade – Definição Axiomática
A probabilidade é o ato de atribuirmos pesos aos eventos. Entretanto, para que
cada um não defina probabilidade de sua forma, vamos exigir que esta função
peso tenha algumas propriedades intuitivas. Quando lançamos uma moeda não
hesitamos em associar probabilidade para o evento "cara" e também para
o evento "coroa". Da mesma forma, quando lançamos uma moeda vezes todos
os possíveis resultados deste experimento tem a mesma probabilidade.
Definição 1.2.1: A probabilidade, que denotaremos por , é uma função que tem
domínio na classe de eventos e tem como imagem valores numéricos (pesos)
entre 0 e 1. Além disso, a probabilidade deve satisfazer os seguintes axiomas:
1. e .
2. , para todo evento .
3. Para qualquer sequência de eventos mutuamente exclusivos , isto é,
eventos para os quais quando , temos que
Qualquer função que atribua pesos a eventos associados a um espaço amostral
e que satisfaça as propriedades (1), (2) e (3) acima será denominada
probabilidade.
Propriedades da probabilidade
A seguir, apresentamos algumas propriedades elementares da probabilidade que
são obtidas diretamente da definição.
P1.Se for o evento complementar de , então .
De fato, sendo o espaço amostral, temos que
onde esta união é disjunta, uma vez que . Utilizando o axioma 3 da
definição de probabilidade segue que
como queríamos.
Uma propriedade importante para calcularmos a probabilidade de ocorrência de
eventos associados ao experimento é a regra da soma, que nos dá a
probabilidade da união de dois eventos quaisquer.
P2. A probabilidade da união de dois eventos e é calculada como
De fato, temos que e , portanto
Também temos que com , então
Então, combinando estes dois resultados, temos que
como queríamos demonstrar.
P3. Se , e são três eventos quaisquer, então
De fato, temos que
sendo esta união disjunta. Então pelo axioma 3 da definição de probabilidade,
temos que
e utilizando a propriedade P2 na equação (1) temos
Mas , sendo que esta união é disjunta, portanto
Também temos que , e esta união é
disjunta. Daí
Finalmente, , o que implica que
já que a união é disjunta.
Então, combinando as equações (1), (2), (3) e (4), concluímos que
como queríamos demonstrar.
P4. Se A B, então .
De fato, temos que se então , sendo que esta união é
disjunta. Portanto, utilizando o axioma 3 da definição de probabilidade, segue
que
Como , temos então que , como queríamos demonstrar.
P5. Se
De fato observe que , e ainda que . Assim
podemos utilizar o axioma 3
P6. Sejam eventos aleatórios tais que , ou
seja, e ainda o , então .
Como então
Isto é ilustrado através do diagrama:
Observe que cada são conjuntos disjuntos, pois a sequência é uma
sequência decrescente. Pelo axioma 3temos então que
Logo por P5 , e portanto
Note que os termos da somatória vão se cancelando restando apenas o primeiro e
o último, assim
Portanto .
P7. Sejam uma sequência de eventos aleatórios, então
Vamos mostrar essa propriedade por indução finita, para isto mostremos
primeiramente que , de fato por P2
pois . Agora vamos supor que esta propriedade seja válida
para , ou seja, que
e mostremos que é válida para . Note que
no qual , e pela nossa hipótese de indução temos que
e, portanto, concluímos nossa demonstração.
P8. Sejam uma sequência de eventos aleatórios, então
Observemos que se definirmos , temos então que é uma sequência
monótona crescente, ou seja, , no qual C é definido como . Mas
a probabilidade é uma função contínua em uma sequência monótona crescente,
assim sendo temos que .
Mas por P7 temos que
por outro lado
ou seja
P9. .
Por De Morgan temos que . Assim
P10. .
Tomemos , observe que , logo , no qual .
Assim como a função de probabilidade é continua em uma sequência monótona
temos que , portanto temos que
P11. Se , para , então
Por P8 e pela primeiro axioma temos que
P12. Se , para , então
Por P10 e pelo primeiro axioma temos que
P13. Se e são eventos aleatórios, tais
que e , quando , então .
Observemos primeiramente que por P2 ,
mas e e , pois , e
assim temos que
Logo, como , temos então
que , e portanto .
Exemplo 1.2.1: Considerando o evento A={sair número par} e o evento C={sair
número maior que 3} no lançamento de um dado, temos que
Exemplo 1.2.2: Consideremos o experimento de lançarmos 3 moedas honestas
simultaneamente, e observamos a face voltada para cima. Qual é a probabilidade
de obtermos 3 caras? Neste mesmo experimento qual seria a probabilidade de
obtermos pelo menos 2 caras?
Primeiramente vamos construir nosso espaço amostral, denotaremos por C=cara e
K=coroa.
Logo temos que tem 8 elementos; o evento A={Obter 3 caras}={(C,C,C)}.
Assim como as moedas são honestas temos que existe igual probabilidade para
cada elemento do espaço amostral
Sendo assim:
Agora vamos analisar a probabilidade de obtermos pelo menos 2 caras. Seja
B={obter pelo menos 2 caras}={(C,C,C);(C,C,K);(C,K,C);(K,C,C)}, então
1.3 - Eventos equiprováveis
Se um experimento tem como espaço amostral , com um
número finito de elementos, dizemos que os eventos elementares são
equiprováveis, se todos tem a mesma probabilidade de ocorrer, isto é
Desta forma, podemos definir a probabilidade de um evento ,
composto por elementos (com menor que ), como sendo:
No lançamento de um dado honesto, os elementos do espaço
amostral são equiprováveis, pois cada elemento do espaço
amostral tem a mesma chance de ocorrer, ou seja, a chance de sair 1 é a mesma
de sair 2, que é a mesma de sair 3, e assim por diante. Portanto,
Com isso e da propriedade (3) de probabilidade, temos que, se é o evento sair
número par no lançamento de um dado, então
Com isso, obtemos que a probabilidade de ocorrer o evento é igual ao número
de elementos favoráveis a , que é 3 (pois tem 3 elementos),
dividido pelo número de elementos no espaço amostral , que é .
Exemplo 1.2.3: Em um jogo de dados são lançados dois dados honestos
simultaneamente. Para que um jogador ganhe, um dos seguintes eventos deve ocorrer:
"soma das duas faces deve ser igual a 7", ou que o "maior valor obtido nos dois dados
seja no máximo 3". Qual das duas possibilidades ele deve escolher? Primeiramente
vamos analisar o nosso espaço amostral, que é dado pela tabela abaixo:
Espaço amostral do lançamento de dois dados.
1 2 3 4 5 6
1 (1,1) (1,2) (1,3) (1,4) (1,5) (1,6)
2 (2,1) (2,2) (2,3) (2,4) (2,5) (2,6)
3 (3,1) (3,2) (3,3) (3,4) (3,5) (3,6)
4 (4,1) (4,2) (4,3) (4,4) (4,5) (4,6)
5 (5,1) (5,2) (5,3) (5,4) (5,5) (5,6)
6 (6,1) (6,2) (6,3) (6,4) (6,5) (6,6)
Note que o número de elementos do nosso espaço amostral é de .
Seja , esses pares aparecem em
amarelo na figura a baixo.
1 2 3 4 5 6
1 (1,1) (1,2) (1,3) (1,4) (1,5) (1,6)
2 (2,1) (2,2) (2,3) (2,4) (2,5) (2,6)
3 (3,1) (3,2) (3,3) (3,4) (3,5) (3,6)
4 (4,1) (4,2) (4,3) (4,4) (4,5) (4,6)
5 (5,1) (5,2) (5,3) (5,4) (5,5) (5,6)
6 (6,1) (6,2) (6,3) (6,4) (6,5) (6,6)
As células em amarelo representam o conjuntos dos pares tais que a soma é igual a
Observe que o número de elementos do conjunto é igual a , ou seja, existem pares
para os quais a soma é . Assim, a probabilidade que procuramos é dada por:
Desta forma, a probabilidade de um jogador ganhar neste jogo é de caso ele escolha a
possibilidade da soma ser igual . Vamos agora calcular a probabilidade do jogador
vencer no caso em que o maior valor obtido nos lançamentos dos dados seja .
Seja .
Na tabela abaixo os pares que aparecem em azul são os pares pertencentes a B.
A células em azul representam o conjunto dos pares tais que o maior valor é no máximo
3. Pela tabela podemos observar que B tem 9 elementos, logo
Portanto , assim é mais vantajoso para o jogador escolher que o maior
valor obtido seja no máximo 3, pois assim ele tem maiores chances de ganhar.
1 2 3 4 5 6
1 (1,1) (1,2) (1,3) (1,4) (1,5) (1,6)
2 (2,1) (2,2) (2,3) (2,4) (2,5) (2,6)
3 (3,1) (3,2) (3,3) (3,4) (3,5) (3,6)
4 (4,1) (4,2) (4,3) (4,4) (4,5) (4,6)
5 (5,1) (5,2) (5,3) (5,4) (5,5) (5,6)
6 (6,1) (6,2) (6,3) (6,4) (6,5) (6,6)
1.3.1 - Métodos de enumeração
Quando trabalhamos com espaço amostral finito e eventos
equiprováveis,obtemos que a probabilidade pode ser definida por
Neste caso, precisamos conhecer regras de contagem (ou enumeração) para
calcularmos as probabilidades associadas aos eventos de interesse, pois nem
sempre é fácil calcularmos o número de elementos do espaço amostral, ou ainda
o número de elementos do evento de interesse.
Exemplo 1.3.1: Um grupo de pessoas contém pessoas com diabetes
e pessoas saudáveis. Dez pessoas são escolhidas ao acaso e sem reposição.
Qual a probabilidade de escolhermos apenas uma pessoa com diabetes?
Espaço amostral?
Quantas 10-uplas de pessoas existem?
Quantas tem a característica que desejamos?
Regras de contagem
A seguir, vamos apresentar as regras básicas de contagem, denominadas regra da
multiplicação e regra da adição.
1. Regra da multiplicação: Suponha que para realizarmos uma tarefa temos que
executar dois procedimentos (obrigatoriamente), denotados por e . O
procedimento tem formas de ser executado e o
procedimento tem formas de ser executado. O total de maneiras para
executarmos a tarefa é dado por .
Exemplo 1.3.2: Uma peça manufaturada deve passar por três passos e por três
estações de controle. Em cada estação a peça é inspecionada com relação a uma
determinada característica e marcada adequadamente. Na primeira estação, três
classificações são possíveis (ok, excelente, retrabalho), enquanto que nas duas
últimas, duas classificações são possíveis (ok, retrabalho). De quantas maneiras
uma peça pode ser marcada?
1ª estação - 3 maneiras
2ª estação - 2 maneiras
3ª estação - 2 maneiras
Desta forma, a peça pode ser marcada de maneiras diferentes.
2. Regra da adição: Suponha que temos dois procedimentos possíveis para
executar uma tarefa. Aqui, basta executar um dos dois procedimentos para que
tenhamos executado a tarefa. O procedimento tem formas de ser
executado e o procedimento tem formas de ser executado. O total de
maneiras para executarmos a tarefa é então dado por .
Exemplo 1.3.3: Considere um processo de manufatura dividido
em máquinas . Cada peça é desenvolvida por uma das
máquinas e classificada em:
Máquinas M1 M2 M3 M4
Característica
A1 B1 C1 D1
A2 B2 C2 D2
A3 D3
Totais 3 2 2 3
Com isso, concluímos que existe um total de maneiras de classificarmos a
peça.
Permutações, arranjos e combinação
Permutação
Suponha que tenhamos uma coleção de objetos. De
quantas maneiras podemos permutar (dispor) estes elementos? O número de
maneiras que podemos fazer isto é denominado permutação.
Exemplo 1.3.4: Se tivermos os objetos , e , podemos considerar as
permutações: abc, acb, bac, bca, cab e cba.
Suponha que temos compartimentos e queremos dispor os objetos
de nestes compartimentos. Para isto, considere o esquema:
Aplicando a regra da multiplicação, temos que o número de maneiras de
permutar elementos é:
Definição 1.3.1: 0! = 1.
Arranjo
Suponha que tenhamos uma coleção composta
por objetos. Agora, desejamos escolher objetos e permutá-los. O
número de maneiras para fazer isto é denominado arranjo. Suponha que
temos compartimentos e queremos dispor os objetos de O nestes
compartimentos. Para isto, considere o esquema:
Aplicando a regra da multiplicação, temos que o número de maneiras de
arranjar elementos em compartimentos é:
Combinação
Suponha que tenhamos uma coleção composta
por objetos. Agora, trataremos da contagem do número de maneiras de
escolher objetos dentre os objetos sem considerarmos a ordem.
Exemplo 1.3.5: Na coleção de objetos , quantos grupos podemos
formar com dois objetos?
Podemos formar os seguintes grupos com dois elementos: . Ou
seja, em uma coleção de elementos, é possível formar grupos de dois
elementos. Observe que aqui não contamos e pois formam dois grupos
iguais.Como o número de maneiras de alocarmos os objetos
em compartimentos é
e, após alocarmos os objetos temos formas de permutá-los, então o número
de maneiras de escolhermos objetos sem importar a ordem dentre objetos é:
Exemplo 1.3.6: Considere novamente o Exemplo 1.3.1 em que temos
1000 pessoas;
2 pessoas com diabetes;
10 pessoas selecionadas ao acaso e sem reposição.
Espaço amostral: . De quantas maneiras
podemos selecionar pessoas sem reposição?
Qual a probabilidade de encontrarmos pessoa com diabetes entre
as escolhidas?
Teorema 1.3.1: Dados temos que
Demonstração: Quando temos que
e a igualdade é válida para . Suponha agora que a igualdade seja válida
para . Então
assim, obtemos que
Tomando na primeira soma e na segunda soma, temos que
como queríamos demonstrar.
1.4 - Eventos independentes e probabilidade condicional
Outro conceito importante da teoria de probabilidade é o de independência
entre dois eventos. Na prática, dois eventos são independentes quando a
ocorrência de um evento não influência a ocorrência do outro evento. Do ponto
de vista probabilístico temos a seguinte definição:
Definição 1.4.1: Dois eventos e são ditos independentes se
Exemplo 1.4.1: Um lote contém peças, sendo boas ( ) e defeituosas ( ).
Retiramos duas peças, ao acaso e com reposição, para inspeção. Qual a
probabilidade de se obter duas peças defeituosas?
O experimento de realizar a primeira retirada tem como espaço
amostral e a segunda retirada tem como espaço
amostral , em que significa que retiramos uma peça defeituosa
na i-ésima retirada e significa que retiramos uma peça boa na i-ésima retirada,
para . Como as duas peças são retiradas ao acaso e com reposição, isto é,
após retirarmos a primeira peça esta é colocada novamente no lote para que
possamos efetuar a segunda retirada, temos que
Associamos ao experimento de retirar duas peças ao acaso e com reposição o
seguinte espaço amostral
Queremos encontrar a probabilidade de se obter duas peças defeituosas, ou seja,
a probabilidade das peças na primeira retirada e na segunda retirada serem
defeituosas. Assim, desde que a primeira e a segunda retirada sejam executadas
de forma independente, temos que
Vamos examinar melhor a diferença entre extrair uma peça de um lote, ao
acaso, com ou sem reposição. Como vimos neste exemplo, se a retirada for feita
com reposição, então
pois cada vez que extraímos peças do lote, sempre existirão peças defeituosas
e peças boas num total de . No entanto, se estivermos extraindo sem
reposição, o resultado é diferente. É ainda verdade, naturalmente, que
mas as probabilidades de sair uma peça defeituosa ou de sair uma peça boa na
segunda retirada não serão as mesmas. Para calcularmos essas probabilidades
devemos conhecer a composição do lote no momento de se extrair a segunda
peça. Por exemplo, para calcularmos a probabilidade de extrairmos uma peça
defeituosa na segunda retirada, D2, temos que saber se ocorreu ou . Caso
tenha ocorrido ,
e, se ocorreu B1,
Este exemplo nos mostra a necessidade de introduzirmos a definição de
probabilidade condicional.
Proposição 1.4.1: Um evento é independente dele mesmo se, e só
se, ou .
Suponha que , com . Sabemos que ,
para qualquer , entretanto , se ou .
Logo se ou então ele é independente de si mesmo. Caso
contrário, ele não será independe de si mesmo. Suponha agora que seja
independente de si mesmo, portanto , ou
seja, mas isto é válido se, e somente se, ou .
Definição 1.4.2: A probabilidade de ocorrer um evento dado que ocorreu um
evento é dadapor
Dessa relação sai a Regra do Produto que é dada no teorema a seguir.
Dados dois eventos e , concluímos que a probabilidade de ocorrência
simultânea dos eventos e é igual a probabilidade de ocorrência do
evento (ou ) vezes a probabilidade de ocorrência do evento (ou ) dado
que ocorreu o evento (ou ), ou seja
Exemplo 1.4.2: Considere o Exemplo 1.4.1, mas agora as retiradas serão feitas
sem reposição, isto é, a primeira peça retirada não volta ao lote para retirarmos
a segunda peça. Qual a probabilidade de se retirar duas peças defeituosas?
A probabilidade de sair uma peça defeituosa na primeira retirada é .
Além disso, . Assim,
A seguir, apresentamos o teorema da probabilidade total que é usado com
frequência para calcular a probabilidade de vários eventos.
Teorema 1.4.2: (Teorema da probabilidade total) Sejam eventos
dois a dois disjuntos que formam uma partição do espaço amostral, isto é,
e assuma que para . Então, para qualquer evento ,
temos que
Para demonstrarmos esse teorema basta observarmos que como a
sequência formam uma partição então para qualquer , temos
que . E como os são disjuntos dois a dois temos
que também são disjuntos e pelo axioma 3 e pelo teorema 1.4.1 temos
que
Exemplo 1.4.3: Suponha que um jogador participa de um torneio de xadrez onde
sua probabilidade de vitória é contra metade dos jogadores (chame-os do
tipo ), contra um quarto dos jogadores (chame-os do tipo ) e contra o
um quarto dos jogadores restantes (chame-os do tipo ). O jogador disputa uma
partida contra um oponente selecionado aleatoriamente. Qual é a probabilidade
dele vencer?
Seja o evento de jogar com um oponente do tipo . Temos então que
Seja o evento vitória. Então temos
Assim, pelo teorema da probabilidade total, a probabilidade de vitória é
Ou seja, a probabilidade do jogador vencer a partida é de . O teorema da
probabilidade total com frequência é usado em conjunto com o seguinte
teorema, chamado de Teorema de Bayes, que relaciona probabilidades
condicionais da forma com probabilidades condicionais da forma ,
em que a ordem da condicionalidade é reversa.
Teorema 1.4.3: Sejam eventos que formam uma partição do
espaço amostral, e assuma que para todo . Então, para qualquer
evento tal que , temos que
Para verificar o teorema de Bayes, basta notar
que já que ambos são iguais a , o que
garante a primeira igualdade. A segunda igualdade segue da aplicação
do teorema da probabilidade total para .
Exemplo 1.4.4: Considere novamente o Exemplo 1.4.3 onde é o evento de
ter um adversário do tipo e
Além disso, é evento vencer uma partida e
Suponha que o jogador disputou uma partida e venceu. Qual a
probabilidade dele ter jogado contra um adversário do tipo ?
Usando o teorema de Bayes, temos que
Ou seja, a probabilidade do jogador ter disputado uma partida contra um
adversário do tipo , dado que ele venceu a partida é de .
Exemplo 1.4.5: Suponha que uma pessoa está participando de um programa de
televisão e lhe é fornecida a possibilidade de escolher entre portas. Atrás de
uma das portas existe um carro e atrás das demais não existe prêmio algum. O
participante escolhe uma porta, digamos a porta e o apresentador abre outra
porta, digamos a porta , revelando que não há nada atrás dela e então oferece
ao participante a oportunidade de trocar de porta. O que é mais vantajoso,
trocar ou não a porta escolhida?
Este é um problema clássico, conhecido como paradoxo de Monty Hall. A resposta
intuitiva ao problema, porém errada, é a de que quando o apresentador revelou
uma porta não premiada, o concorrente teria à frente um novo dilema com
apenas duas portas e um prêmio, portanto as chances de que o prêmio esteja em
qualquer uma das duas portas seriam de 50%. O apresentador teria nos ajudado,
já que nossas chances subiram de para , mas realmente não faria
diferença trocar ou não de porta uma vez que ambas teriam as mesmas chances
de possuírem o prêmio. No entanto, esta resposta está errada, pois a porta que o
apresentador abre depende da porta que o concorrente escolher inicialmente.
Na verdade, é mais vantajoso trocar de porta e, ao fazê-lo a chance do
participante ganhar o carro é de . Resolveremos este problema de duas
formas diferentes. A primeira apenas descrevendo o problema e a segunda,
utilizando o diagrama de árvores e probabilidades condicionais.
Primeiramente, consideremos duas estratégias para o participante do programa:
a estratégia , onde o participante seleciona uma porta e, se lhe é fornecida a
oportunidade de trocar de porta, ele recusa e a estratégia , na qual o
participante sempre troca a porta escolhida. Desta forma, utilizando a
estratégia , o participante ganhará o carro com probabilidade , já que
em das vezes a porta que ele escolhe terá o carro com o prêmio. Utilizando a
estratégia , o participante somente ganhará o carro se, a princípio escolhe uma
porta que não contém o carro como prêmio, o que ocorre em das vezes, ou
seja, a probabilidade de ganhar com a estratégia é de e, portanto, duas
vezes maior do que utilizando a estratégia .
Podemos também, resolver este problema utilizando os conceitos de
probabilidade condicional. Para isto, consideramos vários estágios. O carro é
colocado atrás de uma porta, o participante escolhe uma porta e, finalmente, o
apresentador abre uma porta. Então é natural analisar o problema através de um
diagrama de árvore. Assumimos que se o apresentador pode escolher entre as
portas (ou seja, o participante escolheu a porta com o carro), então ele escolhe
cada porta com probabilidade . A árvore resultante é mostrada na figura a
seguir
Agora, supondo que o participante tenha escolhido a porta e o apresentador a
porta , então existem apenas dois caminhos possíveis através da árvore. Para
um dos caminhos, o carro está atrás da porta e para o outro, está atrás da
porta . O caminho com o carro atrás da porta 2 é duas vezes mais provável que
o caminho com o carro atrás da porta . Assim, a probabilidade condicional do
carro estar atrás da porta é e a probabilidade do carro estar atrás da
porta é , ou seja, se o participante trocar de porta, ele tem de chances
de ganhar o carro.
Exemplo1.4.6: Um teste de laboratório detecta uma doença quando ela está
presente em dos casos. No entanto, o teste também fornece um resultado
"falso positivo" para as pessoas saudáveis testadas. (Isto é, se uma pessoa
saudável faz o teste, então, com probabilidade , o resultado do teste dirá
que ela possui a doença.) Se da população tem a doença, qual é a
probabilidade de uma pessoa ter a doença dado que o resultado do teste é
positivo?
Para resolver este problema, consideramos o evento de a pessoa testada ter a
doença e o evento de que o resultado do teste é positivo. Então, a
probabilidade desejada é obtida por
ou seja,
Assim, apenas das pessoas cujos resultados do teste deram positivo
realmente possuem a doença.
Exemplo 1.4.7: Em um teste de múltipla escolha, ou um estudante sabe a
resposta ou arrisca uma das alternativas. Seja a probabilidade do estudante
saber a resposta e a probabilidade do estudante arriscar adivinhá-la.
Assuma que um estudante que arrisca a resposta acerta a resposta correta com
probabilidade , onde é o número de alternativas de múltipla escolha. Qual
é a probabilidade condicional de que um estudante soubesse a resposta da
questão, dado que ele ou ela respondeu corretamente?
Seja o evento de que o estudante responde a questão corretamente e o
evento de que ele saiba a resposta. Então
ou seja,
Por exemplo,se e , então a probabilidade de que um estudante
saber a resposta de uma questão que ele respondeu corretamente é .
Exemplo 1.4.8: Uma companhia de seguros acredita que as pessoas possam ser
divididas em duas classes: aquelas que são propícias a sofrerem acidentes e as
que não são. Suas estatísticas mostram que uma pessoa propícia a acidentes terá
um acidente em algum momento dentro do período de um ano com
probabilidade , enquanto esta probabilidade diminui para para pessoas
não propícias a acidentes. Supondo que da população é propícia a sofrer
acidentes, qual é a probabilidade de que um novo segurado sofra um acidente
durante um ano em que comprou uma apólice?
Obteremos a probabilidade desejada ao condicionar se o segurado é ou não uma
pessoa propícia a sofrer um acidente. Seja o evento de que um segurado sofra
um acidente durante um ano em que comprou a apólice e o evento de que o
segurado seja uma pessoa propícia a sofrer um acidente. Então a probabilidade
desejada, , é dada por
Exemplo 1.4.9: Suponha que você deseja enviar uma carta para sua namorada
pelo correio, para isto você resolve pedir para um amigo coloca-la para você,
entretanto ele pode esquecer-se de envia-la com uma probabilidade de . Caso
ele não se esqueça de envia-la, a probabilidade que o correio extravie a carta é
de . E ainda caso o correio a envie a probabilidade de que o carteiro não a
entregue é também é de . Sabendo que sua namorada não recebeu sua carta
qual é a probabilidade de seu amigo ter esquecido de colocá-la no correio?
Esta é uma questão clássica em probabilidade. Vamos começar definindo os
eventos
definamos ; e
. Pelos dados do problema temos que:
O nosso problema consiste em encontrar , utilizando o teorema 1.4.3,
concluímos que:
Note que , pois dado que o amigo não enviou a carta o carteiro não
vai entrega-la com probabilidade 1. Então vamos calcular a probabilidade
de .
Sendo assim, precisamos encontrar . Observe que:
Da mesma forma obtemos
Substituindo os valores encontrados na formula acima obtemos que
Finalmente substituindo os valores encontrados na formula acima obtemos que
E, portanto, a probabilidade de que o amigo não tenha colocado a carta no
correio sabendo que a namorada não recebeu a carta é de,
aproximadamente, .
Exemplo 1.4.10: Vamos supor que vamos selecionar cartas em um baralho comum
(com cartas) ao acaso e sem reposição. Qual a probabilidade de retirarmos reis?
Vamos definir o evento , onde . Queremos
encontrar a probabilidade pelo teorema 1.4.1 temos que:
Exemplo 1.4.11: Suponha que a ocorrência de chuva (ou não) dependa de das condições
do tempo no dia imediatamente anterior. Admitamos que se chova hoje, choverá
amanhã com probabilidade de e que se não chove hoje, então choverá amanhã com
probabilidade de . Sabendo que choveu hoje, calcule a probabilidade de chover
depois de amanhã.
Consideremos nosso espaço amostral
Seja o evento
e .
Queremos encontrar , mas
Ou seja, sabendo que choveu hoje, a probabilidade de chover depois de amanhã é
de .
Exemplo 1.4.12: Em um jogo de dados são jogados dois dados honestos
simultaneamente, de forma independente. Considerando que o número da face voltada
para cima dos dois dados os números sejam diferentes, qual é a probabilidade de que a
soma seja ?
Primeiramente vamos analisar o nosso espaço amostral. A tabela abaixo mostra todo o
espaço amostral:
1 2 3 4 5 6
1 (1,1) (1,2) (1,3) (1,4) (1,5) (1,6)
2 (2,1) (2,2) (2,3) (2,4) (2,5) (2,6)
3 (3,1) (3,2) (3,3) (3,4) (3,5) (3,6)
4 (4,1) (4,2) (4,3) (4,4) (4,5) (4,6)
5 (5,1) (5,2) (5,3) (5,4) (5,5) (5,6)
6 (6,1) (6,2) (6,3) (6,4) (6,5) (6,6)
Seja e .
Observem na tabela cima que existem possibilidades das 36 para as quais os dois
números são distintos. E dentre as possibilidades para os quais a soma é ,
existem possibilidade para os quais os números são distintos. Assim a
probabilidade é dada por
LISTA DE EXERCÍCIOS UNIDADE I
1) Em uma questão típica de múltipla escolha com cinco respostas possíveis, respondendo à
questão aleatoriamente, qual é a probabilidade de sua resposta estar errada?
2) A Cia de Seguros Sul América estudou as causas de morte por acidente doméstico e
compilou um arquivo que consistia em 160 mortes causadas por quedas, 120 mortes
causadas por envenenamento e 70 causadas por fogo e queimaduras. Selecionando
aleatoriamente um desses casos, qual é a probabilidade de que a morte tenha sido
causada por envenenamento?
3) Determine a probabilidade de que um casal com três filhos tenha exatamente 2 meninos.
4) Ao escolher entre diversos fornecedores de computadores, um comprador deseja saber a
probabilidade de um computador pessoal falhar durante os dois primeiros anos. Qual é
essa probabilidade? Obs.: Ao observarmos um grande número de computadores pessoais,
uma pesquisa feita pela PC World feita junto a 4000 possuidores de computadores
pessoais revelou que 992 dos computadores falharam durante os dois primeiros anos.
5) Quais dos valores abaixo não podem ser probabilidades? Explique o porquê.
0; 0,0001; -0,2; 3/2; 2/3; 2 ; 2,0
6) Qual a probabilidade do resultado ser cara ao jogar uma moeda?
7) Selecionada uma pessoa aleatoriamente, determine a probabilidade de ele ou ela fazer
aniversário em 18 de outubro (ignore os anos bissextos) e determine a probabilidade de o
aniversário de uma pessoa escolhida aleatoriamente cair em novembro.
8) Em um teste com três questões do tipo V/F, um estudante mal preparado deve responder
cada uma aleatoriamente (por palpite).
a) Relacione os diferentes resultados possíveis:
b) Qual é a probabilidade de responder corretamente todas as três questões?
c) Qual é a probabilidade de “palpitar” incorretamente todas as três questões?
d) Qual é a probabilidade de passar no teste “palpitando” corretamente ao menos
duas questões?
9) A Mastercard International efetuou um estudo de fraudes em cartões de crédito; os
resultados estão consubstanciados na tabela a seguir:
Estudo sobre fraudes com cartões de crédito
TIPO DE FRAUDE
NÚMER
O
Cartão roubado 243
Cartão falsificado 85
Pedido
correio/telefone
52
Outros 46
Selecionado aleatoriamente um caso de fraude nos casos resumidos na tabela, qual a
probabilidade de a fraude resultar de um cartão falsificado?
10) Sejam A e B dois eventos associados com um experimento E. Supondo que P(A) = 0,4,
P(AUB) = 0,7 e P(B) = p, qual é o valor de p para que se tenha:
a) A e B mutuamente exclusivos;
b) A e B não mutuamente exclusivos e independentes.
11) Ao jogar 21 (um jogo no cassino em Las Vegas), o apostador tira a 1ª carta de um baralho
bem embaralhado. Qual é a probabilidade de se obter:
a) uma carta de paus ou um ás?
b) um ás ou um 2?
c) um ás e um 2?
12) Um laboratório realiza um teste com um medicamento com 2072 pacientes. Com base na
tabela abaixo responda:
TESTE DE SELDANE
Seldane Placebo
Grupode
Controle
TOTAL
Dor de cabeça 49 49 24 122
Sem dor de cabeça 732 616 602 1950
TOTAL 781 665 626 2072
Fonte: Merrel Dow Pharmaceutical, Inc.
a) Se um dos 2072 indivíduos é escolhido aleatoriamente determine a probabilidade
de se obter alguém que fez uso do placebo ou estava no grupo de controle.
b) Qual a probabilidade de obter alguém que tenha usado Seldane ou que não teve
dor de cabeça?
13) Retira-se 2 cartas de um baralho contendo 52 cartas. Qual a probabilidade das 2 cartas
serem:
a) Vermelhas;
b) 1 carta vermelha e 1 Ás.
14) Um fazendeiro estima que, quando uma pessoaexperiente planta árvores, 90%
sobrevivem, mas quando um leigo as planta, apenas 50% sobrevivem. Se uma árvore
plantada não sobrevive, determine a probabilidade de ela ter sido plantada por um leigo,
sabendo-se que das árvores são plantadas por leigos.
15) (Provão economia 2001) Estudantes de três universidades diferentes, X, Y e Z, fazem um
exame onde os resultados são medidos pelos conceitos A, B e C. A tabela abaixo mostra as
distribuições de frequências relativas das combinações de universidades e conceitos. Tal
tabela mostra, por exemplo, que 20% do total dos alunos que fizeram o exame eram da
universidade X e tiveram conceito A; 5% eram da universidade Y e tiveram conceito C, e
assim por diante. Sabendo-se que um estudante qualquer teve conceito A, a probabilidade
de que ele tenha estudado na universidade X é?
Universidades
Conceitos
A B C
X 0,20 0,10 0,00
Y 0,25 0,10 0,05
Z 0,15 0,10 0,05