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03/08/2016 1 Revisão HIV/AIDS Considerações Iniciais – HIV/AIDS Transmissão Diagnóstico Anticorpos (Elisa, IFI, Western-Blot (padrão ouro, testes rápidos); Antígenos; Amplificação do genoma do vírus; Cultura viral. Acompanhamento (6 meses) Carga viral (RNA viral no plasma) <50 cópias/ml ou indetectável LT CD4+ normal de 800 a 1200 células/mm³ Perda de Gordura braços pernas nádegas face Acumulo de Gordura abdome costas pescoço nuca Lipodistrofia Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 2 1 • Aconselhamento pré e pós-testes para detecção do HIV; 2 • Início precoce da Terapia antirretroviral (TARV); 3 • Profilaxia da transmissão vertical do HIV – entre 14ª a 28ª s Considerações Iniciais – HIV/AIDS Aguda Primeiras semanas da infecção, até soroconversão (janela imunológica) ↓ LT-CD4+ transitório, ↑ carga viral. Assintomática ↑ interação - células de defesa e ↑ mutações do vírus. O exame físico normal, exceto pela linfadenopatia, pode persistir Sintomática Inicial redução acentuada dos linfócitos T CD4+ Podem ficar < 200/mm3 AIDS Infecções oportunistas Neurotoxoplasmos Neurocriptococose Citomegalovirose; Pneumocistose Fases da Infecção pelo HIV Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 3 76. (HU-UFS/EBSERH/IAOCP/2014) Em relação à fase aguda da infecção causada pelo HIV, assinale a alternativa correta. a) Certas neoplasias são mais frequentes nesta fase, entre elas: sarcoma de Kaposi, linfomas não-Hodgkin, neoplasias intraepiteliais anal e cervical. b) Uma vez instalada a AIDS, as pessoas portadoras do HIV apresentam sinais e sintomas de processos oportunistas. AIDS AIDS 76. (HU-UFS/EBSERH/IAOCP/2014) c) Também conhecida como fase assintomática, o estado clínico básico é mínimo ou inexistente. d) As manifestações clínicas podem variar desde quadro gripal até uma síndrome, que se assemelha à mononucleose. e) A história natural da infecção aguda caracteriza-se tanto por viremia baixa quanto por resposta imune suprimida. Fase de latência Fase aguda alta Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 4 Realizada em todas as pessoas vivendo com HIV E assintomáticas para TB PT < 5 mm → repetida anualmente Marcador de risco para Desenvolvimento de TB ativa Feitos → todas as pessoas com HIV Prova tuberculínica (PT) é importante Identificação Infecção latente da TB (ILTB) Vacinas sem contraindicação Demais vacinas administradas nesses pacientes Se LCD4+ >350cel/mm³ LCD4+ = 200 a 350 cel/mm³ - avaliar LCD4+ <200 cel/mm³ - não vacinar Adultos e adolescentes HIV Podem receber imunizações de bactérias ou vírus vivos HIV/AIDS 77. (Prefeitura de Jundiaí-SP/Makiyama/CKM/2012) Chegou à Unidade Básica de Saúde uma jovem de 20 anos, mãe de uma criança de quatro meses. Afirma estar amamentando e que o motivo que a levou buscar ajuda foi o fato de ser soro positivo. Afirma querer informações sobre a transmissão do HIV. A enfermeira, então, explica que o vírus não pode ser transmitido por: a) Amamentação, portanto ela não precisa parar de amamentar. b) Relação sexual sem proteção. c) Compartilhar seringas e agulhas. d) Aperto de mãos. e) Múltiplos parceiros e por compartilhar brinquedos sexuais. www.romulopassos.com.br Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 5 ÚLCERAS GENITAIS: sífilis, cancro mole, donovanose, papiloma vírus e herpes genital CORRIMENTO URETRAL: clamídia e gonorreia CORRIMENTO VAGINAL E CERVICITE: clamídia, gonorreia, vaginose bacteriana, candidíase e tricomoníase DOR PÉLVICA Abordagem Sindrômica A ge n te s Et io ló gi co s - IS T Gonorreia Neisseria gonorrhoeae Clamídia Chlamydia trachomatis Sífilis Treponema pallidum Cancro Mole Haemophilus ducreyi Donovanose Klebsiella granulomatis. Linfogranuloma Venéreo Chlamydia trachomatis (L1, L2 e L3) Candidíase Candida albicans Tricomoníase Trichomonas vaginalis Vaginose Bacteriana Gardnerela vaginalis; Haemophilus; Bacteroides sp; Mobiluncus sp IST Agente Etiológico Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 6 78. (HU-UFBA/EBSERH/IADES/2014) Assinale a alternativa que indica a infecção genital causada por bactéria denominada Haemophilus ducreyi. a) Linfogranuloma venéreo. b) Donovanose. c) Cancro mole. d) Cancro duro. e) Tricomoníase genital. Chlamydia trachomatis Klebsiella granulomatis Treponema pallidum Trichomonas vaginalis • Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis AGENTES ETIOLÓGICOS • Relação sexual sem preservativo; • Durante o parto. TRANSMISSÃO • Infertilidade (dificuldade para ter filhos), dor durante as relações sexuais, gravidez nas trompas COMPLICAÇÕES • Sensação de ardor e esquentamento ao urinar, podendo causar corrimento ou pus. Dor nos testículos (homens) e sangramento fora da época e aumento da menstruação (mulheres) SINAIS E SINTOMAS Gonorreia e Clamídia Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 7 Gonorreia e Clamídia • Treponema pallidum AGENTES ETIOLÓGICO • Prática sexual desprotegida, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto TRANSMISSÃO • Depende do estágio da doença: primária, secundária e terciária. Inicialmente com úlcera indolor (ou pouco dolorosa) e autolimitada. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS • A sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. ATENÇÃO PRÉ- NATAL SÍFILIS Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 8 Regridem em período que varia de 4 a 5 semanas sem deixar marcas. SÍFILIS Latente Recente < 1 ano; Tardia > 1 ano Sem sinais e sintomas. Diagnóstico apenas por exames Primária Lesão erosada ou ulcerada, geralmente única, pouco dolorosa, com base endurecida, fundo liso, brilhante e pouca secreção serosa Secundária Lesões cutâneo‐mucosas , 6 a 8 sem. após o cancro duro. Febre, faringite, perda de peso e cabelo etc. Terciária Sinais e sintomas aparecem ± 3 a 12 anos Lesões cutâneo- mucosas, neurológicas, cardíacas e articulares Tipos de Sífilis Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 9 Sífilis Congênita Surge até o 2º ano. Sintomas como ↓ peso, hepatomegalia e osteocondrite; Anemia, trombocitopenia, leucocitose ou leucopenia. Precoce Surge após o 2º ano. Sintomas como: “Lâmina de Sabre”, articulações de Clutton, fronte “olímpica”, nariz “em sela”. Outros sintomas: mandíbula curta, arco palatino elevado, surdez neurológica e dificuldade no aprendizado. Tardia O diagnóstico - estabelecido pela associação de critérios epidemiológicos, clínicos e laboratoriais. 79. (Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso/FGV/2013 - Adaptada) a) Sífilis congênita precoce caracteriza‐se pelo surgimento dos sintomas tais como baixo peso, hepatomegalia e osteocondrite até o segundo ano de vida. b) Sífilis primária geralmente caracteriza‐se pela presença de lesões cutâneo‐mucosas, de 6 a 8 semanas após o aparecimento do cancro duro. c) Sífilis latente é aquela na qual os sinais e sintomas geralmente aparecem de 3 a 12 anos ou mais após o início da infecção.Sífilis Segundaria Sífilis Terciária (Lesões cutâneo-mucosas, neurológicas, cardíacas e articúlares) Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 10 • Provocada p/ bactéria Haemophilus ducreyi. •É a causa mais comum de úlceras genitais em todo o mundo. Úlceras dolorosas, irregulares, contornos eritemato-edematosos, fundo irregular, odor fétido CANCRO MOLE • Causada pela bactéria Klebsiella granulomatis. • Surgem lesões nos órgãos genitais que lentamente se transforma em feridas ou úlceras indolores (sangram facilmente, bem definidas) ou caroço vermelho. DONOVANOSE Cancro Mole e Donovanose •Infecção crônica causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, atinge os genitais e os gânglios da virilha. •Caracterizada p/ envolvimento do sistema linfático, tendo como processos básicos a trombolinfangite e perilinfangite. LINFOGRANULOMA VENÉREO • Causada p/ Papilomavírus humano (HPV). Normalmente causa verrugas de tamanhos variáveis. No homem, é mais comum na cabeça do pênis (glande) e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões também podem aparecer na boca e na garganta. HPV (CONDILOMA ACUMINADO) Linfogranuloma Venéreo e HPV Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 11 Linfogranuloma Venéreo e HPV 80. (Questão Inédita Equipe RP/2016) O HPV de tipos 6 e 11 causam a maioria dos casos de câncer do colo do útero em todo o mundo. 16 e 18 Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 12 • HSV- 1 e HSV-2 AGENTES ETIOLÓGICOS • Predominantemente, pelo contato sexual (inclusive oro-genital). A transmissão pode se dar, também, pelo contato direto com lesões ou objetos contaminados TRANSMISSÃO • Pode haver recidivas, pois não tem cura. ATENÇÃO •caracterizada pelo surgimento de pequenas bolhas na região genital, que se rompem formando feridas e desaparecem espontaneamente. SINAIS E SINTOMAS Herpes Genital Herpes Genital Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 13 • Trichomonas vaginalis AGENTE ETIOLÓGICO • Sexualmente transmitida, inclusive por um portador assintomático que abriga o microrganismo no trato urogenital. TRANSMISSÃO • Secreção vaginal, que é rala (algumas vezes espumosa), de coloração amarelada a amarelo- esverdeada, de odor fétido e muito irritativa. Em consequência, pode surgir uma vulvite acompanhante, com sensação de queimação e prurido vulvovaginais SINAIS E SINTOMAS Tricomoníase Definição • Infecção da vulva e vagina - ocorre quando o meio torna-se favorável para seu desenvolvimento. Ag. Etiológico • Candida albicans (fungo comensal da microbiota vaginal) Sinais e Sintomas • Corrimento branco, grumoso, inodoro, com aspecto caseoso; • Prurido vulvovaginal, ardor ou dor à micção; • Hiperemia vulvar, edema, fissuras e macerações; Candidíase Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 14 • Desequilíbrio da microbiota vaginal - ↑ bactérias anaeróbias + ausência ou ↓ dos lactobacilos acidófilos. Definição • Gardnerela vaginalis; Haemophilus; Bacteroides sp; Mobiluncus sp; Ag. Etiológico • Fétido, + após o coito e menstruação; • Branco-acinzentado, fluido ou cremoso; • Prurido, dispareunia e irritação branda. Sinais e Sintomas Vaginose Bacteriana 81. (Prefeitura de Jundiaí-SP/Makiyama/CKM/2012) O enfermeiro desempenha um papel essencial na identificação e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST), fornecendo orientações sobre as práticas sexuais seguras, o que é vital na redução das taxas de DST em todo o mundo. Assim, para promover a prevenção e o controle das DST, o enfermeiro deve basear-se em alguns conceitos, segundo a CDC (2000), EXCETO: www.romulopassos.com.br Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 15 81. (Prefeitura de Jundiaí-SP/Makiyama/CKM/2012) a) Orientação e aconselhamento de pessoas de risco sobre comportamento sexual seguro. b) Identificação apenas de indivíduos infectados que estejam assintomáticos e que provavelmente não irão procurar diagnóstico nem tratamento. c) Diagnóstico e tratamento efetivos dos indivíduos infectados. d) Avaliação, tratamento e orientação dos parceiros sexuais das pessoas com uma DST. e) Vacinação pré-exposição de pessoas de risco para DST evitáveis por meio de vacina. www.romulopassos.com.br “Aprovado no Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Júnior da Universidade Federal de Rio Grande Obrigado. Rômulo Passos, Ciro Passos e toda a equipe!” Gustavo Monteiro Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22 03/08/2016 16 GABARITO 76 – D 77 – D 78 – C 79 – A 80 – FALSO 81 – B Glaucio Giscard Ribeiro Coutinho - 055.032.437-22