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Ariadinni Fernanda Lemes da Silva
Heverton Sebastião de Arruda
Kethelyn Pasinato
Rayssa Brito Cavalcante
Pontes no Continente Africano
CONTEXTO ESTRUTURAL E GEOPOLÍTICO
Cuiabá
2018
 Ariadinni Fernanda Lemes da Silva
Heverton Sebastião de Arruda
Kethelyn Pasinato
Rayssa Brito Cavalcante
Pontes no Continente Africano
CONTEXTO ESTRUTURAL E GEOPOLÍTICO
Trabalho apresentado ao Curso de Engenharia Civil da Instituição Uniasselvi campus Cuiabá.
Orientador: Rodolpho Lugato
Cuiabá
2018
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...................................................................................................4
CONTINENTE AFRICANO................................................................................5
ÁFRICA DO SUL.......................................................................................5
MOÇAMBIQUE.........................................................................................6
EGITO.......................................................................................................7
ANGOLA...................................................................................................8
MARROCOS...........................................................................................10
ZIMBABWE.............................................................................................11
ZIMBABWE E ZÂMBIA...........................................................................12
MAPUTO A KATEMBE...........................................................................13
CONCLUSÃO..................................................................................................15
BIBLIOGRAFIA................................................................................................16
4
 INTRODUÇÃO
As pontes têm sido uma maneira de contornar obstáculos para a humanidade desde a pré-história. Se antes eram fruto de elementos naturais, como árvores caídas, aos poucos tornaram-se objeto de estudo da engenharia de vários povos ao redor do mundo, sendo consideradas uma das primeiras estruturas dominadas pelo homem, ainda na Idade do Bronze.
Valorizadas primeiramente por sua funcionalidade, as pontes evoluíram paralelamente a arquitetura, modificando-se de acordo com a necessidade do ambiente ao qual se destinavam, mas também com os propósitos e valores das sociedades que as construíam.
O Continente Africano apesar de ser muito rico em minérios e outros recursos naturais, também apresenta os menores índices de IDH (índice de desenvolvimento humano) bem como a maior parte de sua população esta abaixo da linha da pobreza. Por ter sido uma colônia de exploração durante séculos, o continente ainda está em desenvolvimento, suas maiores obras de engenharia são atribuídas às últimas 50 décadas.
Nesse contexto, apresentaremos algumas pontes existentes em países do continente africano, como África do Sul, Marrocos, Egito entre outros.
 O Continente Africano:
A África é o 3º continente em extensão territorial, com 30 milhões de km², ocupando 20,3% da área total da Terra.
Apesar de concentrar incontáveis riquezas naturais, o continente africano é um dos mais pobres do mundo.
A África é banhada pelo oceano Atlântico na sua costa ocidental e pelo oceano Índico do lado oriental. Ao norte, pelos mares Mediterrâneo e Vermelho e ao sul, pelo Mar Antártico.
O continente africano possui 54 países, sendo que 48 ficam no continente e seis são insulares. A população é de 910 milhões de habitantes.
África do Sul
A ponte Bloukrans é uma ponte rodoviária em arco localizada perto do Vale da Natureza, Western Cape, África do Sul. 
A estrutura de conta com tabuleiro superior (sustentado por montantes) com arco inferior ocorre grandes esforços horizontais na base do arco.
 
Construído entre Fevereiro de 1980 e Junho de 1983, a ponte fica a uma altura de 216 m acima do Rio Bloukrans, com vão central de 272 m e 451 m em seu comprimento total. Bloukrans Bridge é o lugar do maior bungee jumping comercial do mundo, com 216 metros, operado desde 1997. O Rio Bloukrans abaixo forma a fronteira entre as províncias do Cabo Oriental e Cabo Ocidental. 
Moçambique
A ponte ferroviária de D. Ana –– foi aberta ao tráfego em 14 de janeiro de 1935. Os seus 3.677 metros de comprimento, distribuídos por trinta e três arcos superiores e tabuleiros inferiores (arcos metálicos triangulados, sobre pilares maciços), com oitenta metros de altura cada, tornaram-na, na época, a maior ponte ferroviária de África e a terceira a nível mundial.
.A sua existência prende-se com a linha ferroviária ligando Moçambique à Niassalândia (atual República do Malawi), cuja inauguração ocorreu em 1 de julho de 1922, por iniciativa da Trans-Zambezia Railway. Até à construção da ponte, a passagem do Rio Zambeze, entre Sena e D. Ana, fazia-se usando os antigos barcos de rodas que prestavam serviço naquele rio. 
A ponte começou a ser pensada em junho de 1922 e a construção iniciou-se do lado de Sena, em janeiro de 1932. O trabalho de construção foi muito difícil, em virtude de não se terem encontrado fundos de rocha no leito do rio (dos trinta e quatro pilares principais, apenas dois são cravados diretamente na rocha, na margem esquerda), tendo-se empregado cerca de 6.000 trabalhadores durante a realização da obra.
 Após a independência, e no decorrer da guerra civil em que viveu o país, viria a ser convertida em ponte rodoviária, situação que se manteve até setembro de 2008, quando se realizaram trabalhos que a reconduziram à sua vocação inicial, no âmbito da reabilitação da Linha de Sena.
1936. A ponte, então recém-inaugurada.
1933. Um dos pilares a ser feito.
Egito
A Ponte do Canal de Suez, também conhecida por Ponte Shohada ou Ponte de Amizade Egípcio-Japonês, é uma ponte rodoviária que atravessa o Canal de Suez, perto de El Quantara, Egito.
 É uma Ponte Estaiada que foi construída entre 1992 e 1999 e liga os continentes da África à Ásia. O Canal de Suez é usado por navios muito grandes, por isso possui uma altura de 70 m, a altura máxima permitida aos navios é de 68m.
O comprimento total da ponte é 3,9 km, o comprimento do vão principal é de 404 m. A plataforma tem uma largura de 10 metros e uma espessura de 2,34 m de aço com betão reforçado. 
O custo total da ponte foi de 22,5 bilhões de ienes, 60% financiado pelo governo japonês e 40% pelo governo egípcio, a ajuda japonesa ocorreu no contexto de Assistência de Desenvolvimento Oficial japonês (ODA).
Angola
Ponte da Catumbela, oficialmente conhecida por Ponte 4 de Abril é a nova ponte sobre o rio Catumbela, localizada no município da Catumbela, província de Benguela em Angola. Foi inaugurada em 10 de setembro de 2009, e é esta que liga os municípios de Benguela e Lobito, além de outras províncias do país.
A construção teve início em julho de 2007 e foi concluída em julho de 2009. Exigiu um custo de 27 milhões de euros
A ponte é caraterizada por:
Ponte Estaiada
Suspensão total;
Um comprimento total de 438 metros;
Vão principal de 160 m;
Vãos laterais de 64 m cada;
Largura de 24,5 m;
Torres em forma de U, com 50 m cada;
Dois viadutos de acesso;
Plataforma sobre o rio com 170 metros;
Duas faixas de rodagem em cada direção;
Dois passeios para passagem de peões.
Ponte 4 de Abril, foi distinguida com o Prémio Secil de Engenharia Civil 2011, atribuído pela Secil e pela Ordem dos Engenheiros, sendo que a cerimónia de entrega do Prémio decorre no dia 8 de outubro, no Teatro Nacional D. Maria II. 
O galardão, reconhecido como o prémio referência de engenharia civil, distingue, de dois em dois anos, o mais significativo projeto na área.
A Ponte 4 de Abril, com projeto dos engenheiros Armando Rito e Pedro Cabral, envolveu 14.900m3 de betão, 591.000 kg de aço de pré-esforço e 1.700.000 kg de aço passivo e caracteriza-se querpela inovação das técnicas usadas quer pelo planejamento e execução dos trabalhos em obra. As duas torres da Ponte 4 de Abril, em forma de "U”, destacam-se pela sua transparência devida à ausência de contraventamentos.
Marrocos
Chama-se Ponte Maomé ponte construída em 2016, que é a maior ponte estaiada da África, foi espetacularmente iluminada mediante luz LED da Philips.
 A ponte mede 950 metros de comprimento e possui 6 pistas e está apoiada em duas torres de 200 metros de altura com 160 cabos.
Este novo ícone, que liga a capital de Rabat com a cidade de Salé, é um símbolo da modernização do Marrocos. O singular design arquitetônico da ponte Mohammed VI é complementado pela tecnologia da Philips Color Kinetics, que fornece efeitos de iluminação arquitetônica e oferece a flexibilidade de trocar até 16 milhões de cores.
Zimbabwe
A ponte birchenough é uma ponte que atravessa o rio sabi, situada no zimbabué, na província de manicaland, a 62km da cidade de chipinge.
Planeada e fundada por uma fundação de sir henry birchenough, a ponte foi desenhada por ralph freeman e acabada em 1935. 
Comprimento total: 378 m
Inauguração: 20 de dezembro de 1935
Altura do vão livre: 15 m
Largura: 10 m
Maior vão livre: 329 m
Zimbabwe e a Zâmbia
A ponte das Cataratas Vitória (em inglês: Victoria Falls Bridge) é uma ponte ferroviária sobre o rio Zambeze entre o Zimbabwe e a Zâmbia, situada junto das cataratas vitória. Une as localidades de Victoria falls no Zimbabwe e Lvingstone na Zâmbia.
A construção durou 14 meses. Foi inaugurada em 12 de setembro de 1905 por George Darwin, filho de Charles Darwin. George Darwin era então presidente da british association (hoje a british science association) a American society of civil engineers lista a ponte como HISTORIC CIVIL ENGINEERING LANDMARK
ponte maputo a katembe
 
 A Ponte de Maputo a Katembe é uma recentemente construída na Baía de Maputo, no Sul de Moçambique. A ponte ligará a capital moçambicana Maputo na margem norte com Katembe na margem do sul. A construção iniciou se em 2014 e estão programados para conclusão em 2018. As obras serão realizadas pela China  Road e Bridge Corporation , uma grande parte do projeto será financiado por empréstimos do Exim chinês. 
 Uma vez concluída, a ponte será a ponte suspensa mais longa do continente africano.  Até agora, a Ponte Matadi realizou este registro.
 O trabalho de construção está sendo encomendado pela empresa estatal de desenvolvimento Maputo Sul , que também é responsável pela construção do anel viário.  De acordo com o China Daily , até 2000 empregos serão criados. A empresa de engenharia alemã GAUFF Engineering aconselha sobre supervisão de construção. 
 As primeiras obras preparatórias começaram em junho de 2014.  Após alguns atrasos - especialmente no reassentamento de residentes no bairro de Maputo de Malanga - a abertura foi agendada para o feriado nacional de Moçambique, 25 de junho de 2018. Enquanto isso, a ponte é deverá ser inaugurado até o final do ano. 
 A ponte suspensa de duas faixas terá 3041 metros de comprimento e atravessará a baía a uma altura de 60 metros. O viaduto Norte (ponte foreland) terá 1097 metros de comprimento, aproximadamente em forma de S e será ligado a rotunda da Praça 16 de Junho (ligada às rodovias EN1 / EN2 / EN4) no bairro de Maputo de Malanga. O viaduto sul terá 1264 metros de comprimento e consistirá de elementos pré-fabricados. Está diretamente ligado à estrada para a Ponta do Ouro .
 Originalmente, pilões também foram planejados na própria baía, mas foram removidos após uma mudança de plano para não obstruir desnecessariamente o tráfego marítimo. Uma extensão de 680 metros é interligada sem pilares entre os dois pilares localizados nas margens. Isso faz com que a ponte seja a maior desse tipo na África.  Os principais cabos de suporte são conectados a um bloco de ancoragem sólido através de estruturas de aço no Norte e no sul. As cargas extremamente altas da estrutura exigem fundações de estacas com diâmetros de 1,50 m 2,20 m. As pilhas atingem 110 m de profundidade no claystone. Os dois pilares são 141 m de altura, a uma altura de cerca de 40 metros há uma trave para a estrada. Os elementos individuais de aço pré-fabricados para a faixa de rodagem têm 25,60 m de largura e 12 m de comprimento. Estes foram produzidos na China e instalados a partir do navio deitado na parede do cais. 
 O projeto inclui também a extensão da estrada de Katembe para a cidade fronteiriça da Ponta do Ouro (129 km ) e entre Boane e Bela Vista (63 km ), incluindo pontes sobre os rios Maputo , Futi e Umbelúzi . Após a conclusão da ponte, é possível uma extensão da estrada nacional EN1 através da ponte para a Ponta do Ouro. 
 Os custos são estimados em cerca de 726 milhões de dólares, dos quais 85 por cento (681,6 milhões de dólares) serão financiados por empréstimos especiais do Exim Bank chinês . Estes têm um prazo de 20 anos a uma taxa de juros de quatro por cento.  Outros 10 por cento (72,5 milhões de dólares) serão concedidos noutros termos através do Exim Bank, 5 por cento serão suportados diretamente pelo Estado moçambicano. 
 
cONCLUSÃO
O continente tem buscado seu desenvolvimento estrutura, tecnológico e humano. Desta forma, vários países sofreram alterações estilísticas e estruturais, pontes evoluindo desde a madeira, passando por pedras e ferro, até as modernas estruturas, fruto das mais altas tecnologias, que comportam milhões de veículos no mundo todo.
Hoje, além de sua importância logística fundamental, as pontes também presentes no continente africano são consideradas marcos histórico e estético e é impossível dissociá-las de sua dimensão artística e influência no meio econômico de uma sociedade. 
Bibliografia
https://delagoabayword.wordpress.com/category/arquitectura-mocambique/historia-da-ponte-dona-ana/
http://www.ordemengenheiros.pt/pt/atualidade/noticias/premio-secil-engenharia-civil-2011-atribuido-a-ponte-4-de-abril-na-catumbela/
https://www.engenhariacivil.com/maior-ponte-suspensa-africa
https://megaengenharia.blogspot.com/2013/01/canal-de-suez-egito.html
https://en.wikipedia.org/wiki/mozambique_island_bridge
https://www.engenhariacivil.com/maior-ponte-suspensa-africa
http://www.engenhariapt.com/2013/04/12/tipos-de-pontes/
https://pt.wikipedia.org/wiki/ponte_birchenough
https://pt.wikipedia.org/wiki/ponte_das_cataratas_vit%c3%b3ria

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