Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ANTIDEPRESSIVOS
O que são fármacos antidepressivos?
“Os fármacos antidepressivos são uma subcategoria entre as 
substâncias psicotrópicas eficazes no tratamento das depressões”.
Frequentemente entre as três categorias de fármacos mais 
prescritas, de acordo com os Centers for Disease Control (CDC).
( BITTENCOURT & CO, 2013; DEBATTISTA, 2017,)
INTRODUÇÃO
Os transtornos depressivos são os mais comuns entre os 
transtornos de humor. E, olhando para a população em geral, dados 
de países europeus indicam que 6,7% dos adultos sofrem de 
depressão maior e que 26,7% são afetados pelas diferentes formas 
de depressão e ansiedade.
Nos Estados Unidos, a prevalência de transtorno depressivo varia de 
9,0% a 23,5% entre os estados e territórios americanos.
Em uma pesquisa realizada no Brasil, através de uma coleta de 
dados nos domicílios de 49.025 indivíduos com idade de 18 a 59 
anos, identificou-se que 9,7% apresentaram algum grau de 
depressão, 3,9% tinham depressão maior.
INTRODUÇÃO
Os transtornos depressivos incluem:
● Transtorno disruptivo da desregulação do humor;
● Transtorno depressivo maior (incluindo episódio depressivo maior);
● Tanstorno depressivo persistente (distimia);
● Transtorno disfórico pré-menstrual;
● Transtorno depressivo induzido por substância/medicamento;
● Transtorno depressivo devido a outra condição médica;
● Outro transtorno depressivo especificado e transtorno depressivo não 
especificado
(AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2015)
INTRODUÇÃO
De acordo com Rang et al. (2012), os sintomas de depressão incluem 
componentes emocionais e biológicos.
Segundo os autores, os sintomas emocionais incluem:
● Humor depressivo, ruminação excessiva de pensamentos negativos, 
infelicidade, apatia, pessimismo.
● Autoestima baixa: sentimentos de culpa, inadequação e sentimento 
de feiura.
● Indecisão, perda de motivação,
● Anedonia, perda de de sensação de recompensa.
Os sintomas biológicos incluem: retardo de pensamento e ação, perda de 
libido, distúrbios do sono e perda do apetite.
TEORIAS SOBRE A FISIOPATOLOGIA DA DEPRESSÃO
 Teoria das monoaminas
Fonte: RANG, H. P. et al. Rang & Dale: Farmacologia. 7. ed. Porto Alegre: Elsevier, 2012. 804 p.
TEORIAS SOBRE A FISIOPATOLOGIA DA DEPRESSÃO
Fonte: RANG, H. P. et al. Rang & Dale: Farmacologia. 7. ed. Porto Alegre: Elsevier, 2012. 804 p.
PRINCÍPIOS GERAIS DA AÇÃO DOS 
ANTIDEPRESSIVOS
 Fonte: STAHL, Stephen M.Antidepressivos. In: STAHL, Stephen M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e aplicações. 4. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2014 .Cap. 7. 
PRINCÍPIOS GERAIS DA AÇÃO DOS 
ANTIDEPRESSIVOS
 Fonte: STAHL, Stephen M.Antidepressivos. In: STAHL, Stephen M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e aplicações. 4. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2014 .Cap. 7. 
PRINCÍPIOS GERAIS DA AÇÃO DOS 
ANTIDEPRESSIVOS
 Fonte: STAHL, Stephen M.Antidepressivos. In: STAHL, Stephen M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e aplicações. 4. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2014 .Cap. 7. 
ANTIDEPRESSIVOS TEM MAIOR ATUAÇÃO NOS ENSAIOS 
CLÍNICOS?
Embora a remissão sem recidiva ou recorrência seja a meta amplamente aceita no 
tratamento antidepressivo, está ficando cada vez mais difícil provar que os 
antidepressivos - até mesmo os bem estabelecidos - atuem melhor do que o 
placebo nos ensaios clínicos. 
O motivo disso é um assunto de intenso debate, havendo várias hipóteses para tal. 
Algumas questionam o contexto dos ensaios clínicos (que é bem diferente da 
prática clínica), a escolha dos pacientes (que podem ser “voluntários 
sintomáticos”, estando em melhores condições que pacientes “reais”). Alguns 
chegam a questionar o próprio uso dos antidepressivos, e Stahl (2014) afirma que 
esta afirmação pode estar afetando os pacientes, já que muitos, até um terço, não 
chega a usar a primeira prescrição.
Alguns questionam o próprio uso dos antidepressivos, chegando a afirmar que seu 
uso não vale a pena comparando-se os resultados com os efeitos adversos e custo.
ANTIDEPRESSIVOS TEM MAIOR ATUAÇÃO NOS 
ENSAIOS CLÍNICOS?
Stahl (2014) afirma que esta depreciação dos fármacos pode estar afetando os 
pacientes, já que muitos, até um terço, não chegam a usar a primeira prescrição de 
antidepressivos.
Inclusive, é importante ressaltar que a falta de persistência no tratamento por um 
período longo o suficiente para o mesmo atuar é um problema. 
Entre os que aderem ao tratamento desde a primeira prescrição, Stahl (2014) 
afirma que talvez menos da metade continue o segundo mês de tratamento, e 
menos de um quarto prossiga a terapia por 3 meses ou mais.
Dessa forma, o autor já mencionado afirma que deve-se reforçar a necessidade da 
integração do tratamento farmacológico com a psicoterapia, da pesquisa de novos 
métodos não farmacológicos e do estudo da combinação de fármacos para 
obtenção de melhores resultados.
QUANTO FUNCIONAM OS ANTIDEPRESSIVOS NO 
MUNDO REAL?
 Fonte: STAHL, Stephen M.Antidepressivos. In: STAHL, Stephen M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e aplicações. 4. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2014 .Cap. 7. 
QUANTO FUNCIONAM OS ANTIDEPRESSIVOS NO 
MUNDO REAL?
 Fonte: STAHL, Stephen M.Antidepressivos. In: STAHL, Stephen M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e aplicações. 4. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2014 .Cap. 7. 
QUANTO FUNCIONAM OS ANTIDEPRESSIVOS NO 
MUNDO REAL?
 Fonte: STAHL, Stephen M.Antidepressivos. In: STAHL, Stephen M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e aplicações. 4. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2014 .Cap. 7. 
OUTRAS APLICAÇÕES PARA OS 
ANTIDEPRESSIVOS...
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE
● Depois da depressão maior, os transtornos de ansiedade representam a aplicação mais 
comum dos antidepressivos.
● Diversos ISRSs e IRSNs foram aprovados para todos os transtornos de ansiedade maior, 
incluindo:
○ Transtorno do pânico;
○ Transtorno da ansiedade generalizada;
○ Transtorno Obsessivo Compulsivo;
○ Transtorno da ansiedade social;
○ Transtorno de Estresse Pós-Traumático.
OUTRAS APLICAÇÕES PARA OS 
ANTIDEPRESSIVOS...
DOR CRÔNICA
Os antidepressivos têm sido usados no tratamento de condições
 neuropáticas e outras condições de dor desde a década de 1960. 
Os medicamentos que apresentam propriedades bloqueadoras 
da recaptação de norepinefrina e 5-HT com frequência
 são úteis no tratamento dos distúrbios de dor.
OUTRAS APLICAÇÕES PARA OS 
ANTIDEPRESSIVOS...
TRATAMENTO DISFÓRICO PRÉ-MENSTRUAL
Sabe-se que os ISRSs são benéficos para muitas mulheres com TDPM, e a fluoxetina e a 
sertralina foram aprovadas para essa indicação.
OUTRAS APLICAÇÕES PARA OS 
ANTIDEPRESSIVOS...
ABANDONO DO TABAGISMO
● A bupropiona foi aprovada em 1997 para o tratamento do tabagismo.
● Outros antidepressivos como a nortriptilina também mostraram benefícios no 
abandono do tabagismo.
OUTRAS APLICAÇÕES PARA OS 
ANTIDEPRESSIVOS...
TRANSTORNOS ALIMENTARES
● Bulimia;
● Anorexia;
● Obesidade;
QUAL O MELHOR ANTIDEPRESSIVO...
DEPENDE…
 A escolha de um antidepressivo depende da patologia, considerações práticas, como custo, 
disponibilidade, efeitos colaterais, interações medicamentosas potenciais, história de resposta 
ou ausência de resposta do paciente e preferência dele.
QUAL O MELHOR ANTIDEPRESSIVO...
JÁ QUE FALAMO S EM DISPONIBILIDADE:
QUAL O MELHOR ANTIDEPRESSIVO...
JÁ QUE FALAMO S EM DISPONIBILIDADE:
ONDE ATUAM OS ANTIDEPRESSIVOS?
A grande maioria nos 
neurotransmissores
Inibidores seletivos da recaptação de 
serotonina
● Farmacologia básica
● Farmacocinética
● Farmacodinâmica
● Dosagem 
● Efeitos colaterais
● Interações medicamentosas
Farmacologia básica 
ISRS
● SERT
● TAC (ansiedade generalizada),TEPT (estresse pós 
traumático), TOC, transtornos do pânico, TDPM 
(disfórico pré-menstrual) e bulimia.
● Facilidade de uso, segurança em superdosagem, 
relativa tolerabilidade e amplo espectro de uso, 
custo (exceção escitalopram).
Farmacocinética
ISRS:
Fluoxetina → Norfluoxetina 
Meia vida: x→ 3x
Concentração: Fluoxetina< Norfluoxetina 
Maior meia vida dentre os ISRS
Suspensão 4 semanas ou mais antes da administração de IMAO (síndrome serotoninérgica)
Síndrome serotoninérgica
Farmacodinâmica
ISRS:
Serotonina se liga ao SERT
Na, Cl→ entra
K→ conformação original, entra 
serotonina
Dosagem
Efeitos colaterais
ISRS
Tônus serotoninérgico
● TGI
● Medula → Perda do libido
● Síndrome da interrupção: tontura, parestesia e outros sintomas (sertralina e paroxetina)
● ISRS (C) 
● Paroxetina→ peso (D)
Interações medicamentosas
2D6→ paroxetina e fluoxetina→ toxicidade do ATC
3A4→ Fluvoxamina→ bradicardia e hipotensão 
Inibidores da captação de serotonina-noradrenalina
O que são?
Quais são? 
● Venlafaxina
● Desvenlafaxina
● Duloxetina
Quando são usados?
ISRS X ICSN
ICSN X ADT
STAHL, Stephen M.Antidepressivos. In: STAHL, Stephen M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e aplicações. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.Cap. 7.
 
CLARK, Michelle. Antidepressivos. In: CLARK, Michelle. Farmacologia ilustrada. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. Cap. 12.
Moduladores de Serotonina
● Constituem uma classe de antidepressivos diferente dos ISRS, ICSN, antidepressivos 
atípicos, tricíclicos e IMAO;
● Agem como antagonistas e agonistas de receptores serotoninérgicos pós-sinápticos e 
inibem a recaptação de serotonina pós-sinápticas em graus variáveis, tendo mínima 
interferência na recaptação de norepinefrina;
● Seus principais representantes são: Nefazodona, Trazodona, Vilazodona e Vortioxetina;
● Por serem antidepressivos de segunda geração, compõem a primeira linha de tratamento 
dos transtornos depressivos precedidos pelos ISRS (1ª Escolha), ICSN (2ª Segunda) e 
Antidepressivos atípicos [3ª Escolha - Bupropiona e Mirtazapina] (SIMON; ROY-BYRNE; 
SOLOMON, 2018).
(HIRSCH; BIRNBAUM, 2018)
Moduladores de Serotonina
● Ao cogitar a administração de um Modulador de Serotonina, deve-se atentar e discutir 
com o paciente principalmente:
1. Interações Medicamentosas (NÃO deve ser combinado a IMAO e seu uso 
concomitante com Lítio, ISRS e Clomipramina precisa ser cauteloso, devido a 
possibilidade de Síndrome Serotoninérgica);
2. Efeitos adversos;
3. Tempo de resposta (dentro das primeiras 02 semanas, com resposta completa por 
volta da 8ª-14ª semana);
4. Características da descontinuação da medicação.
● A essa Classe de medicamentos,sugere-se baixas doses para o início da terapia.
(HIRSCH; BIRNBAUM, 2018)
Moduladores de Serotonina
● MECANISMO DE AÇÃO GERAL:
 FONTE: Google imagens.
Moduladores de Serotonina
1. NEFAZODONA -
● É uma Fenilpiperazina com estrutura semelhante a da Trazodona;
● Antagoniza e inibe o receptor pós-sináptico 5-HT2A e, discretamente, inibe a 
recaptação pré-sináptica de Serotonina e Norepinefrina, aumentando a atividade do 
receptor 5-HT1A;
● Usado no tratamento de Depressão Maior e Síndrome Pré-menstrual;
● Posologia (TABELA 1), Farmacocinética (TABELA 2) e Descontinuação (não há 
contraindicação à retirada brusca, mas preconiza-se o desmame).
● Efeitos Colaterais (TABELA 3)
- Contraindicado em pacientes com transaminases elevadas, lesão hepática 
aguda ou injúria prévia por uso de Nefazodona (incidência de hepatotoxicidade 
estimada de 29 casos/100 mil hab./ano, com 94 casos de falha hepática aguda 
em 2010) ;
- Droga proscrita no Canadá, Europa e outros países;
 (HIRSCH; BIRNBAUM, 2018)
Moduladores de Serotonina
 2. TRAZODONA -
● É uma Triazolopiridina;
● Atua sobre os receptores pós-sinápticos 5-HT2A e 5-HT2C e, discretamente, inibe a 
recaptação pré-sináptica de Serotonina (dose dependente: baixas doses, efeito 
antagonista serotoninérgico e altas doses, efeito agonista). Além disso, age 
bloqueando receptores alfa-adrenérgicos e histamínicos H1;
● Usado no tratamento de Depressão Maior e Dispepsia Funcional;
● Posologia de suas duas formulações (TABELA 1), Farmacocinética (TABELA 2) e 
Descontinuação (desmamar a droga em pelo menos 2-4 semanas antes da 
descontinuação);
● Efeitos Colaterais (TABELA 3).
 (HIRSCH; BIRNBAUM, 2018)
Moduladores de Serotonina
 3. VILAZODONA -
● É uma Indolalquilamina;
● Inibe a Recaptação pré-sináptica de Serotonina, agindo também como agonista parcial 
do receptor pós-sináptico 5-HT1A ;
● Usado no tratamento de Depressão Maior ;
● Posologia (TABELA 1 - salientar a transição da 1ª para 2ª semana), Farmacocinética 
(TABELA 2) e Descontinuação (desmamar a droga em pelo menos 1-2 semanas antes 
da descontinuação, ainda que não haja indícios de efeitos rebotes ou de abstinência 
descritos);
● Efeitos Colaterais (TABELA 3).
 (HIRSCH; BIRNBAUM, 2018)
Moduladores de Serotonina
 4. VORTIOXETINA -
● É uma bis-aryl-sulphanyl amine, sendo o primeiro antidepressivo multimodal a chegar 
ao Brasil - Brintellix® (SANTOS; BARBOSA, 2017);
● Inibe a Recaptação pré-sináptica de Serotonina, interagindo com diversos subtipos de 
receptores serotoninérgicos, sendo um potente antagonista dos receptores 5-HT3, um 
fraco antagonista de 5-HT7 e 5-HT1D, um parcial agonista de 5-HT1B e um potente 
agonista de 5-HT1A;
● Através do mecanismo supracitado, os níveis de Serotonina, Acetilcolina, Dopamina e 
Norepinefrina se elevam em áreas específicas do cérebro
● Usado no tratamento de Depressão Maior, somado a uma melhor na disfuunção 
cognitiva ;
● Posologia (TABELA 1 - atentar para os pacientes com alteração [causa orgânica ou 
medicamentosa] do metabolismo de substratos do P450), Farmacocinética (TABELA 2) 
e Descontinuação (desmamar a droga em pelo menos 1 semana antes da 
descontinuação, ainda que não haja contraindicação da retirada abrupta);
● Efeitos Colaterais (TABELA 3).
 (HIRSCH; BIRNBAUM, 2018)
Moduladores de Serotonina
TABELA 1 - Depressão Unipolar em Adultos: Dosagem dos Moduladores de Serotonina
(Adaptado por Gabriel Lyra Valença)
 (HIRSCH; BIRNBAUM, 2018)
Droga Dose inicial habitual 
total/dia (mg)
Dose habitual total/dia 
(mg)
Parâmetro de dosagem 
diária
NEFAZODONA 200 300-600 50-600
TRAZODONA 100 200-500 100-600
TRAZODONA ER 150 375 150-375
VILAZODONA 10 40 10-40
VORTIOXETINA 10 20 5-20
Moduladores de Serotonina
TABELA 1 - Farmacocinética dos Moduladores
(Adaptado por Gabriel Lyra Valença)
 (HIRSCH; BIRNBAUM, 2018)
Droga Dose inicial habitual 
total/dia (mg)
Dose habitual total/dia 
(mg)
Parâmetro de dosagem 
diária
NEFAZODONA 200 300-600 50-600
TRAZODONA 100 200-500 100-600
TRAZODONA ER 150 375 150-375
VILAZODONA 10 40 10-40
VORTIOXETINA 10 20 5-20
Moduladores de Serotonina
TABELA 3 - Efeitos Adversos dos Moduladores de Serotonina
** Vilazodona está associada com maior frequência de náuseas, vômitos e diarreia.
(Adaptado por Gabriel Lyra Valença)
 (HIRSCH; BIRNBAUM, 2018)
Droga Anticolinérgico Sonolência/Sed
ação
Insônia Hipotensão 
Ortostática
Alongament
o de QT
Tox. do 
TGI
Ganho 
ponderal
Disfunção 
secual
NEFAZODO
NA
1+ 2+ 0 1+ 0 2+ 0 0
TRAZODON
A
0 4+ 0 1+ ou 3+ 1+ ou 2+ 1+ ou 3+ 0 ou 1+ 1+
VILAZODO
NA
0 0 2+ 0 0 4+** 0 2+
VORTIOXE
TINA
0 0 0 0 0 3+ 0 1+
Inibidores da recaptação de noradrenalina 
e de dopamina| Bupropiona
● Tipicamente agente de terceira ou quarta linha;
● Frequentemente usados ​​em pacientes com depressãomaior que apresentam respostas 
inadequadas ao uso de ISRSs.
● Usada também no transtorno afetivo sazonal, TDAH, dependência do tabaco;
● Geralmente bem tolerada;
● Taxas muito baixas de disfunção sexual, e é mais provável que cause perda de peso do que 
ganho
● Achados apóiam o uso como antidepressivo único ou prescrito
● Uma aminocetona monocíclica estruturalmente relacionada à anfetamina. 
● Alguns classificam como um inibidor da recaptação de norepinefrina dopamina, porque inibe a 
recaptação pré-sináptica de dopamina e norepinefrina ( efeito maior sobre a dopamina).
 (HIRSCH, 2018; PATEL, 2016)
Inibidores da recaptação de noradrenalina 
e de dopamina| Bupropiona
● Farmacologia única; mecanismo de ação 
não é claro.
● Possibilidade de que ela ocupe os DAT no 
estriado e no nucleus accumbens de 
maneira suficiente para reduzir a fissura, 
porém não o suficiente para provocar uso 
abusivo. Talvez este seja também o 
mecanismo de atuação da bupropiona na 
depressão, em combinação com uma 
ação igual sobre os NAT. 
● É possível que também exerça a ação de 
antagonizar os receptores nicotínicos. 
(STAHL,2014; PATEL, 2016)
Inibidores da recaptação de noradrenalina 
e de dopamina| Bupropiona
Tabela 1. Farmacocinética
Adaptado pela autora. Fonte: (HIRSCH; BIRNBAUM, 2018)
Droga Biodisponibilida
de (%)
Tempo para pico 
de concentração 
plasmática(hora
s)
Metabolismo 
primário
Metabólit
o ativo
Meia vida de 
eliminação
Efeito no 
metaboli
smo de 
drogas 
(significa
tivo)
Liberação
Bupropiona Não disponível; 
modestamente 
aumentada pela 
alimentação
Imediata-> 2
Suspentada-> 3
CYP2B6 Sim 
(hidroxibu
propiona)
14 (imediata)
20 
(prolongada)
21-51 
(metabólito)
Inibe 
CYP2D6
Hepática 
e renal
Inibidores da recaptação de noradrenalina 
e de dopamina| Bupropiona
● Disponível em três formulações que são bioequivalentes e dosadas nas formas: 
liberação imediata, liberação sustentada e liberação prolongada (cloridrato, Rename 
2017).
● Disponível no SUS para: tratamento da dependência à nicotina e como adjuvante na 
cessação tabágica.
● Antes de prescrever antidepressivos atípicos, deve-se discutir: 
○ Interações medicamentosas (metabolizada no fígado pela enzima citocromo P450 
2B6); 
○ Tempo para resposta (2 a 4 semanas); 
○ Interrupção da medicação (Parece não haver sintomas de abstinência 
significativos após a descontinuação); Recomenda-se diminuição ao longo de uma a 
duas semanas antes de interromper.
○ Efeitos colaterais;
 (HIRSCH, 2018; PATEL, 2016; RENAME, 2017)
Inibidores da recaptação de noradrenalina 
e de dopamina| Bupropiona
Tabela 2. Efeitos Colaterais
Droga Anticolinérgico Sonolência/Sed
ação
Insônia Hipotens
ão 
Ortostáti
ca
Alongament
o de QT
Tox. do 
TGI
Ganho 
ponderal
Disfunção 
sexual
Bupropiona 0 0 2+ liberação 
imediata
1+ liberação 
prolongada
0 1+ 1+ 0 0
 Adaptado pela autora. Fonte: (HIRSCH; BIRNBAUM, 2018)
● Não tem efeitos sobre os receptores de serotonina, histamina, acetilcolina ou epinefrina.
● Convulsões podem ocorrer-> incidência parece estar correlacionada com a dose. Em comparação, a taxa 
estimada de convulsões em pacientes tratados com ISRSs é de 0,1%, tricíclicos de 0,4 a 2%.
Inibidores da MAO
● Descoberta
● MAO-A 
● MAO-B (selegilina/rasagilina)
● Interações com a tiramina da alimentação (dieta?)
Inibidores da MAO
● Interações importantes:
○ IMAO + Descongestionantes nasais
○ IMAO + AGENTES SEROTONINÉRGICOS
Observada em todas as faixas etárias, incluindo 
recém-nascidos e idosos. Aumento da incidência e ISRS[1].
Inibidores da MAO
1.Boyer EW, Shannon M. The serotonin syndrome. N Engl J Med 2005; 352:1112.
● Descontinuação de todos os agentes serotoninérgicos 
● Cuidados de suporte visando a normalização dos sinais vitais
● Sedação com benzodiazepínicos
● Administração de antagonistas da serotonina (CRIPROEPTADINA)
(POSSO USAR OLANZAPINA E CLORPROMAZINA?)
● Avaliação da necessidade de retomar o uso de agentes serotoninérgicos causadores após 
a resolução dos sintomas
Síndrome serotoninérgica… 
E agora, o que fazer?
UpToDate, 2018.
TROCA DE (E PARA) OS IMAO
● Quanto tempo devo aguardar? (fluoxetina)
● Se for trocar IMAO por ISRS >>> 14 dias
● E nesse intervalo, o que eu posso fazer?
IMAO-A IMAO-B IMAO-A E IMAO-B
CLORGILINA SELEGILINA FENELZINA (ef. sexual+++)
TRANILCIPROMINA 
(agitação + ef. sexual)
ISOCARBOXAZIDA
Goodman, 2012.
Antidepressivos tricíclicos
Indicações: Pacientes que não responderam aos ISRS. Depressão, transtorno do pânico, 
enxaqueca e dor crônica;
Mecanismo de ação: Bloqueio da recaptação de serotonina e norepinefrina (diferente dos IRSN);
Ações: melhora do humor, da atividade mental e física e redução da preocupação mórbida em até 
70% dos indivíduos;**
Farmacocinética: Bem absorvido por VO; lipofílico (amplamente distribuídos e facilmente 
penetram o SNC); excreção renal.
Antidepressivos tricíclicos
Efeitos adversos!!!
Bloqueio dos receptores serotonérgicos, alfa-adrenérgicos¹, histamínico² e muscarínico³.
São eles: visão borrada, xerostomia, retenção urinária, taquicardia sinusal, constipação e 
agravamento do glaucoma (³), hipotensão ortostática, tonturas e taquicardia reflexa (¹), sedação, 
aumento de massa corporal (²). 
Evitar em idosos!
Tricíclicos
Imipramina 
Amitriptilina
Clomipramina
Doxepina 
Trimipramina
Desipramina
Nortriptilina 
Protriptilina
Maprotilina e amoxapina são 
tetracíclicos, porém têm o mesmo 
mecanismo de ação dos 
tricíclicos, e normalmente são 
enquadrados com os ADT.
APLICANDO:
Uma mulher de 47 anos apresenta-se a você, seu (sua) médica com queixa principal de fadiga. 
Explica que foi promovida a gerente na empresa, há aproximadamente 11 meses. Embora a 
promoção tenha sido desejada e acompanhada de um aumento significativo de salário, a 
paciente precisou se afastar do escritório e do grupo de colegas de que gostava muito. Além 
disso, houve um notável aumento no nível de responsabilidade com o cargo assumido. A 
paciente relata que, nas últimas sete semanas, passou a acordar todas as noites às 3 horas da 
madrugada e foi incapaz de voltar a dormir. Ela tem pavor das horas do dia e do estresse no local 
de trabalho. Relata que está se sentindo tão estressada, que acaba chorando ocasionalmente e, 
com frequência, alega estar doente.
Quando volta para casa, percebe que está menos motivada com as tarefas domésticas e sem 
motivação, interesse ou energia para procurar atividades recreativas que outrora gostava de 
praticar.
APLICANDO...
 Sua história clínica é notável por uma dor cervical crônica em decorrência de um acidente 
automobilístico, para a qual está sendo tratada com tramadol e petidina. Além disso, está 
tomando hidroclorotiazida e propranolol para a hipertensão. A paciente tem história de um 
episódio depressivo após divórcio, o qual foi tratado com sucesso com fluoxetina. O exame 
médico, inclusive hemograma completo, provas de função da tireoide e painel bioquímico, não 
revela nenhuma anormalidade. O que prescrever? O que está contraindicado?
APLICANDO...
Você prescreve fluoxetina e sua paciente já sai menos infeliz do consultório.
No dia seguinte, em seu plantão na UPA Vassoural, você encontra a sua paciente que apresenta 
delírio, hipertensão não controlada, taquicardia e diaforese. Também possui mioclonia, 
hiperreflexia e tremores.
O que aconteceu? O que fazer?
REFERÊNCIAS
● AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. 
ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. 992 p.
● BARROS, Marilisa Berti de Azevedo et al . Depressão e comportamentos de saúde em adultos brasileiros – PNS 
2013. Rev. Saúde Pública,São Paulo , v. 51, supl. 1, 8s, 2017 . Available from 
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102017000200307&lng=en&nrm=iso>. 
access on 17 Apr. 2018. Epub June 01, 2017. http://dx.doi.org/10.1590/s1518-8787.2017051000084.
● CLARK, Michelle. Antidepressivos. In: CLARK, Michelle. Farmacologia ilustrada. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 
2013. Cap. 12.
● HIRSCH, Michael; BIRNBAUM, Robert J. Serotonin modulators: Pharmacology, admnistration, and side effects. 
Uptodate, [s.i.], mar. 2018.
● RANG, H. P. et al. Rang & Dale: Farmacologia. 7. ed. Porto Alegre: Elsevier, 2012. 804 p.
REFERÊNCIAS
● SANTOS, Jéssica Barreto dos; BARBOSA, Wallace Breno. Vortioxetina para o tratamento da depressão. Belo 
Horizonte: Centro Colaborador do Sus - Avaliação de Tecnologia e Excelência em Saúde, 2017. 20 p.
● SIMON, Gregory; ROY-BYRNE, Peter P.; SOLOMON, David. Unipolar major depression in adults: Choosing 
initial treatment. Uptodate, [s.i.], mar. 2018.
● STAHL, Stephen M.Antidepressivos. In: STAHL, Stephen M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e 
aplicações. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.Cap. 7. 
● PATEL, Krisna et al. Bupropion: a systematic review and meta-analysis of effectiveness as an antidepressant. 
Therapeutic advances in psychopharmacology, v. 6, n. 2, p. 99-144, 2016.
● LABATTE LA, Fava M, Rosenbaum JF, Arana GW. Drogas para o tratamento da depressão. In: Handbook of 
Psychiatric Drug Therapy, sexta edição, Lippincott Williams & Wilkins, Filadélfia 2010. p.54.
●
REFERÊNCIAS
● Bittencourt, Silvia Cardoso; Caponi, Sandra; Maluf, Sônia. Medicamentos Antidepressivos: 
Inserção na Prática Biomédica (1941 A 2006) a partir da Divulgação em um Livro-Texto de 
Farmacologia. Mana, [S.I.], v. 19, n. 2, p. 219-247, 2013. 
● DEBATTISTA, Charles. Agentes Antidepressivos. In: Lange Farmacologia Básica e Clínica. 
13ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. Cap. 30.
●

Mais conteúdos dessa disciplina