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Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 1 ABDOME AGUDO NÃO TRAUMÁTICO 1. Pneumoperitônio Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 2 2. Chilaiditi Denomina-se síndrome de Chilaiditi a interposição temporária ou permanente do cólon ou intestino delgado no espaço hepatodiafragmático, causando sintomas. Interposição hepatodiafragmática de víscera oca, cólon ou intestino, descrita em 1910 por Chilaiditi, é entidade rara, normalmente achado fortuito de exames de imagem. Sua incidência chega a 0,3% em radiografias simples de tórax e a 2,4% em tomografias computadorizadas de tórax/abdome. Quando associada com sintomas (dor, náuseas, dispepsia e vômitos), é chamada síndrome de Chilaiditi. Sua causa é desconhecida, mas provavelmente multifatorial. Várias condições, ao alterarem as relações anatômicas entre fígado, cólon e diafragma, facilitam o surgimento da síndrome de Chilaiditi. Estes fatores predisponentes podem ser divididos entre fatores hepáticos (ptose por relaxamento de seus ligamentos, cirrose, atrofia hepática, ascite), intestinais (megacólon, meteorismo, motilidade colônica anormal) e diafragmáticos (adelgaçamento do diafragma, lesões de nervo frênico, mudanças na pressão intratorácica, como no enfisema. Em indivíduos sadios a síndrome de Chilaiditi é normalmente atribuída ao aumento no comprimento, diâmetro e mobilidade do cólon. A grande importância da síndrome de Chilaiditi está no seu diagnóstico diferencial com entidades que cursam com pneumoperitônio, este normalmente implicando cirurgia imediata. Persistindo a dúvida após a radiografia simples de tórax, pode-se complementá-la com incidências em perfil (as haustrações são mais bem visualizadas em visão lateral) e em decúbito lateral esquerdo com raios horizontais. Nesta, o ar livre tende a migrar para a goteira parietocólica enquanto o ar dentro da alça tende a permanecer em posição subfrênica. Outros exames de imagem indicados no diagnóstico diferencial da síndrome de Chilaiditi são o enema opaco e a tomografia computadorizada de tórax/abdome, sendo esta considerada o método de maior acurácia diagnóstica Bilateral Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 3 RELATO DO CASO Paciente do sexo feminino, 56 anos de idade, foi admitida na unidade de atendimento imediato com quadro de dor abdominal iniciada oito horas antes. Relatava dor intensa em epigástrio e ombro direito, náuseas e vômitos. Não conseguia manter-se em decúbito dorsal para a realização do exame físico, devido à intensidade da dor abdominal. Apresentava sons respiratórios normais, taquipneia (frequência respiratória de 32 ipm), taquicardia (frequência cardíaca de 116 bpm), pulsos amplos e simétricos, com pressão arterial de 130 × 90 mmHg. Abdome tenso, doloroso, sem irritação peritoneal, com ruídos hidroaéreos preservados. De imediato, foram solicitados os seguintes exames: amilase: 94; PCR: negativa; Na: 146; Cl: 107; K: 4,3; leucograma: 7.100 (0% de bastonetes); eletrocardiograma: ritmo sinusal regular, sem supra ou infradesnivelamento do segmento ST. Radiografia simples de tórax em ortostatismo (Figura 1) evidenciava imagem de hipertransparência na região hepatodiafrágmatica direita, sugestiva de pneumoperitônio. Transferida para o Hospital Regional de Betim com diagnóstico de abdome agudo perfurativo, foi submetida a radiografia de abdome, que sinalizou presença de cólon interposto entre o fígado e o diafragma (Figura 2). Realizou-se, então, ultrassonografia abdominal (Figura 3), que não evidenciou líquido livre e nenhuma anormalidade. Descartou-se laparotomia exploradora nesse primeiro momento. Mantida sem analgésicos, sob jejum e soroterapia venosa, a paciente apresentou, abruptamente, melhora completa do quadro álgico. Encontrava-se, então, com aproximadamente 24 horas do início da dor. Realizou-se nova radiografia de tórax (Figura 4), que não revelou a imagem anterior de hipertransparência subfrênica direita. Recebeu alta hospitalar, com orientação de retorno ambulatorial. Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 4 ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO 1. Diverticulose x Diverticulite A diverticulose do intestino grosso refere-se à presença de divertículos no cólon. A diverticulite significa a presença de inflamação e de infecção associadas aos divertículos, mais frequentemente os localizados no cólon sigmoide. DIVERTICULOSE ou DOENÇA DIVERTICULAR Doença adquirida, comum principalmente entre as pessoas mais idosas. Acredita-se que tenha como principal fator etiológico hábitos dietéticos relacionados ao refinamento da dieta industrializada. Pode ter um caráter benigno de evolução e ser totalmente assintomática, mas pode, também, caracterizar-se como moléstia de sinais e sintomas violentos, com considerável morbidade e altos índices de mortalidade, constituindo-se, portando, nos países do primeiro mundo, em destacável problema de saúde pública, razão pela qual merece atenção e estudo continuado É consequência da herniação da mucosa do intestino grosso por entre as fibras musculares da parede intestinal Afeta cerca de 10% da população acima dos 45 anos e 80% daquela acima dos 85 anos Divertículos são pequenas saculações de mucosa e submucosa que se projetam através da camada muscular da parede da alça Ocorrem no ponto de penetração do vaso sanguíneo (propensão ao sangramento) Mais comuns nos cólons sigmoide e descendente O ENEMA OPACO tem real valor e, embora não deva ser considerado como exame definitivo, não deveria ser omitido no estudo do cólon de pessoas com doença diverticular. Esse exame é, em geral, feito quando há sintomas de doenças, obviamente, afetas ao intestino grosso. Tem valor destacável, pois nos dá uma imagem gráfica dos cólons numa visão de conjunto que permite analisar aspectos morfológicos da víscera. Quando o diagnóstico radiológico é de doença diverticular ou quando há dúvida em relação à interpretação de alguma imagem, como pode ocorrer quando se trata de qualquer outra doença, ele deve ser complementado com a coloscopia, principalmente na situação em que as distorções dos cólons favorecem o ocultamento de imagens representativas de outras lesões cuja gravidade pode ser superior à da simples presença dos diverticulos. Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 5 DIVERTICULITE Complicação mais comum da doença diverticular; Surge após obstrução do divertículo, com acúmulo de secreção, proliferação bacteriana, distensão, isquemia, inflamação e microperfuração. Quadros mais acentuados podem evoluir com perfuração, formação de abscessos intracavitários, fistulas e obstrução intestinal; No diagnóstico é importante excluir doenças colônicas e pélvicas, avaliar e estadiar a doença infamatória. QUADRO CLÍNICO Dor na fossa ilíaca esquerda Massa palpável Febre Leucocitose O diagnóstico da diverticulite aguda não raramente pode ser realizado com base na anamnese e no exame físico bem conduzidos. Recomenda-se que, quando a apresentação deixar poucas dúvidas, não sejam realizados exames adicionais. Não se pôde encontrar evidência disponível para recomendar um único exame de imagem para melhor comprovar a hipótese diagnóstica de diverticulite aguda. Existe alguma evidência acerca da similaridade entre a ultrassonografia (US) e a tomografia computadorizada (TC)do abdome para o diagnóstico da diverticulite aguda, com acurácia estimada para as duas de 84%. No entanto, uma vez que a diverticulite aguda é eminentemente uma doença extracolônica, existe alguma evidência recente acerca de que a TC com injeção de contraste por via oral, endovenosa e retal é mais sensível do que o enema opaco para o diagnóstico da diverticulite aguda complicada ou não. Como resultado, há evidência suficiente para recomendar a realização de TC na suspeita de diverticulite aguda complicada ou quando há dúvida diagnóstica. ULTRASSONOGRAFIA 1º exame a ser solicitado devido a sua ampla disponibilidade e seu caráter não invasivo. Quando o segmento acometido é acessível ao ultrassom, os achados mais frequentes são: o espessamento parietal segmentar da alça (> 4 mm), o aumento da ecogenicidade da gordura pericolônica o perda da compressibilidade. Divertículo inflamado: saculação da parede colônica com ecogenicidade variável e centrada na inflamação pericolônica Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 6 Diverticulite aguda do cólon sigmoide. Espessamento parietal do cólon e do divertículo inflamado, com hiperecogenicidade dos planos gordurosos circunjacentes (setas) pela extensão do edema inflamatório. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA A TC com contrastes intravenoso, oral e retal apresenta acurácia superior a 90% no diagnóstico. Os achados mais frequentes são: o espessamento parietal simétrico do segmento comprometido; o densificação da gordura pericolônica; o ingurgitamento de vasos mesentéricos; o Líquido adjacente. TC com contraste VD em caso de diverticulite aguda. Espessamento parietal do cólon descendente associado a alterações inflamatórias pericolônicas (Densificação gordurosa e espessamento/fina lâmina líquida na goteira parietocolônica e espaço pararrenal anterior esquerdo). A e B, Diverticulite aguda. TC com contraste EV e endorretal ilustra aspecto semelhante aos casos anteriores, envolvendo o cólon sigmoide na fossa ilíaca esquerda. Espessamento parietal segmentar associado a múltiplos divertículos, com densificação inflamatória da gordura circunjacente. Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 7 Diverticulite aguda do cólon sigmoide à TC. Espessamento da parede do sigmoide e de um de seus divertículos na fossa ilíaca esquerda, com densificação dos planos gordurosos pericolônicos. Diverticulite aguda. TC com contraste via retal. Mostra outro caso de espessamento das paredes do cólon na transição descendente- sigmoide, com densificação pericolônica e finas lâminas líquidas na goteira parietocolônica e mesocólon (seta). ELIPSE-Sigmoide com paredes espessadas ; SETA- borramento da gordura adjacecente SETA RETA-sigmoide com paredes espessadas; SETA CURVA - borramento da gordura adjacecente e líquido livre Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 8 2. Apendicite Inflamação aguda do apêndice cecal, secundária a obstrução luminal e infecção superposta. Causa mais comum de dor abdominal de tratamento cirúrgico Pico de incidência na segunda década de vida A apendicite aguda inclui a obstrução luminal por: • Fecalitos • hiperplasia linfoide • tumores primários, • metástases, • parasitas, • corpos estranhos, • doença de Crohn ou bridas Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 9 Aspecto comparativo entre um apêndice normal à US (A), com diâmetro de 0,5 em, e outro com espessamento difuso por processo inflamatório agudo (B), com calibre de 1,1 em . A visualização direta do apêndice com diâmetro aumentado é o sinal mais específico para o diagnóstico de apendicite (Diâmetro transverso ~ 7mm tem sensibilidade de 94% e especificidade de 88% para o diagnóstico de apendicite). Ultrassonografia abdominal em paciente com dor na fossa ilíaca direita. Cortes longitudinal (A) e transversal (B) mostram o apêndice cecal difusamente espessado, com diâmetro de 1 em e inalterado à compressão, compatível com apendicite aguda. Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 10 A a C, Apendicite aguda à TC. As setas indicam o apêndice espessado, com apendicolitos no seu interior e densificação inflamatória dos planos gordurosos circunjacentes. Apendicite aguda à TC. Cortes axiais (A e B) e reconstrução coronal (C) mostram o apêndice cecal de calibre aumentado, com espessamento parietal e distensão líquida, acompanhado de densificação gordurosa periapendicular. A e B, Apendicite aguda à TC. Cortes axiais após administração de contraste VO e EV mostram o apêndice cecal em orientação posterior na fossa ilíaca direita, com calibre aumentado e realce parietal proeminente. Na imagem (A) a seta indica o apendicolito envolvido no processo. Há densificação dos planos periapendiculares por extensão do processo inflamatório local. Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 11 3. Apendagite Epiploica Apêndices epiploicos são estruturas adiposas pedunculadas relacionadas com a superfície serosa do cólon e que se projetam da face externa da alça para a cavidade peritoneal. A APENDAGITE RESULTA DA TORÇÃO OU TROMBOSE VENOSA ESPONTÂNEA DAS VEIAS QUE DRENAM OS APÊNDICES EPIPLÓICOS CLÍNICA: Dor abdominal aguda, tipicamente localizada nos flancos e fossas ilíacas. Normalmente não há sinais infecciosos (febre, leucocitose, toxemia, etc) TRATAMENTO: expectante (anti-inflamatórios) TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Nodulação paracolônica com densificação de gordura adjacente (“dedo de luva”) Espessamento/compressão parietal colônica Veia trombosada: ponto hiperdenso no centro do apêndice epiploico Espessamento do peritônio visceral com realce anelar em torno do apêndice ULTRASSONOGRAFIA Nodulação hiperecoica, não compressível e envolta por halo hipoecoico Aspecto de massa hiperecoica da gordura pericolônica Apendicite epiploica do cólon descendente. TC sem contraste EV mostra densificação da gordura pericolônica, envolvendo imagem gordurosa em "dedo de luva", com linha central hiperdensa que representa estrutura vascular (seta). Note que o processo inflamatório está centrado no plano pericolônico, sem espessamento evidente da parede intestinal. Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 12 Seta vermelha individualiza imagem de aspecto digitiforme com densidade similar a da gordura, notando-se discreto adensamento da gordura circunjacente. Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 13 4. Colite A colite ocorre quando há inflamação do intestino grosso. A doença pode ser tanto aguda quanto crônica, dependendo de sua gravidade. Colite Infecciosa Causada por bactérias, fungos, parasitas e vírus Alterações no cólon são semelhantes independente do patógeno - Espessamento parietal - Ulceração da mucosa; - Densificação do mesocólon; - Graus variados de ascite Colite Pseudomembranosa É uma colite infecciosa aguda secundária à proliferação excessiva do clostridium difficile. Essa bactériaé gram- positiva, não invade a mucosa intestinal, mas produz duas toxinas. Também é associada ao uso de antibioticoterapia de amplo espectro. - RX: espessamento das haustrações colônicas, dilatação segmentar do cólon; - USG: espessamento parietal do cólon envolvido promovendo estreitamento luminal e padrão giral da submucosa; - TC: espessamento difuso principalmente do reto e sigmoide, presença do SINAL DO ACORDEON caracterizado por bandas alternadas de alta e baixa densidades decorrente do contraste entremeado pelo edema das haustrações. Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 14 Colite Isquêmica É resultante de fluxo sanguíneo comprometido para o cólon (hipoperfusão ou vasoespasmos das artérias esplâncnicas, trombos, êmbolos). A avaliação pode ser por radiografia de abdome, enema opaco e angiografia. A TC tem sido cada vez mais utilizada. TC: espessamento parietal circunferencial e simétrico, espessamento das pregas mucosas e estratificação das camadas (sinal do halo), densificação da gordura pericolônica, parede com hiperatenuação – hemorragia. Retocolite Ulcerativa Faz parte do grupo de doenças inflamatórias intestinais idiopáticas (causa desconhecida) juntamente com a Doença de Crohn. Patologia crônica e difusa que acomete nos estágios inicias o RETO, com posterior extensão proximal, até envolver parte ou todo o CÓLON. Ligada a fatores genéticos, ambientais, neurais, hormonais, infecciosos, imunológicos e psicológicos. [Não há fator primário comprovado] Mais comum em caucasianos, judeus e em pacientes com parentes acometidos pela doença. 2 picos de incidência: 15 e 25 anos 55 e 65 anos Mortalidade semelhante a de Crohn. ACHADOS CLÍNICOS Diarreia, dor abdominal, sangramento retal, perda ponderal e tenesmo. Curso indolente com surtos intermitentes (60-75%) / curso agudo e fulminante (15%) Somente o reto 30% Reto até flexura hepática 40$ Pancolite 30% Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 15 Crohn acomete mais ânus e parte proximal (transmural) RCU acomete mais parte distal Acomete tipicamente o CÓLON ESQUERDO ou toda a moldura colônica. (raramente acomete isoladamente o cólon direito). O RETO É SEMPRE ENVOLVIDO. ACHADOS DE IMAGEM ENEMA OPACO + COLONOSCOPIA Melhores exames para avaliar as alterações superficiais das mucosas (não aparentes na TC). AGUDO Estreitamento colorretal por espasmo ou irritabilidade Espessamento haustral Padrão mucoso finamente granular por edema e hiperemia Padrão mucoso pontilhado devido a erosão de abscessos das criptas Úlceras em “botão de camisa” = puntiformes Pseudopólipos inflamatórios e pseudoinflamatórios Pólipos CRÔNICO Encurtamento do cólon Perda das haustrações = “cano de chumbo” Estenoses normalmente no cólon distal (esquerdo) Ileíte de refluxo: válvula ileocecal fica aberta, associada a íleo distal dilatado e com padrão granular mucoso Espessamento da válvula retal Alargamento do espaço pré-sacral + válvula espessada ou ausente TC + RM Avaliar as demais camadas do cólon, presença de sinais inflamatórios agudos e as alterações inflamatórias pericolônicas. Alargamento do espaço pré-sacral Espessamento parietal (estratificação das camadas – “sinal do halo” ou “olho de boi”) Obliteração dos planos adiposos pericolônicos Realce da mucosa, muscular própria e pólipos pseudoinflamatórios com o uso do contraste EV Proliferação mesentérica fibrogordurosa Ingurgitamento de vasos mesentéricos – “sinal do pente” Linfonodomegalia mesentérica O enema opaco e a colonoscopia são melhores para demonstrar as alterações superficiais mucosas, que não são aparentes na TC TC e RM detectam aspectos como o alargamento do aspecto pré-sacral e espessamento parietal, estratificação das camadas (sinal do halo) e linfonodomegalia mesentérica. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: Doença de Crohn Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 16 ENEMA OPACO A - Alterações morfológicas extensas e de caráter crônico no cólon, caracterizadas por perda de haustrações e irregularidade mucosa (seta) Outro caso mais acentuado (B), com padrão mucosa difusamente granular, áreas de estenose e ulcerações profundas (setas) Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 17 TC com contraste IV evidencia espessamento parietal discreto do sigmoide, com estratificação das camadas e hipoatenuação da submucosa secundária a deposição adiposa (seta). Doença de Crohn Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 18 Doença de Crohn com comprometimento crônico do cólon. Enema opaco mostra deformidade difusa do cólon direito, que se apresenta estenosado, encurtado e com irregularidade difusa do pregueado mucosa. O apêndice cecal encontra-se alongado e retraído cranialmente (seta grande). Há sinais de comprometimento da válvula ileocecal e estenose do íleo terminal (seta pequena). Doença de Crohn. TC com contraste IV, cortes axiais (A-C) e reformatação coronal (D) evidencia processo inflamatório ativo no retossigmoide caracterizado por espessamento parietal difuso, estratificação das camadas, aumento do grau de realce mucosa, lipoproliferação do mesentério e ingurgitamento das arcadas vasculares (seta em D). Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 19 Doença de Crohn com comprometimento crônico do cólon . Reformatação renderizada da moldura colônica realizada por colonografia por TC evidencia importantes alte rações morfológicas de toda a moldura colônica e do reto. O cólon encontrasse encurtado, deformado, com irregularidade dos contornos e múltiplas áreas de estenoses entremeadas por segmentos dilatados. Destacam-se dois segmentos com estenose acentuada, no cólon transverso (seta grande) e no reto baixo (seta pequena).