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Intervenção Fisioterapêutica na Prevenção da Síndrome do 
Imobilismo nas Fraturas Traumáticas Diafisárias da Tíbia em 
Crianças de 5 a 10 Anos 
 
Kellysson da Silva Nogueira¹ 
kellysson_n@hotmail.com 
Dayana Priscila Maia Mejia² 
 
Pós-graduação em Ortopedia e Traumatologia com Ênfase em Terapia Manual – Faculdade Ávila 
 
Resumo 
A intervenção fisioterapêutica no tratamento das fraturas traumáticas não visa somente a reabilitação 
do seguimento lesionado, mas também prevenir possíveis alterações que possam vir a desencadear 
alterações funcionais, pois quaisquer alterações no segmento ósseo, podem levar a alterações 
significativas após consolidação óssea. Outro fator importante é o imobilismo no tratamento 
conservador dessas fraturas que ocasionam a síndrome que leva o mesmo nome. Com isso a 
intervenção fisioterapêutica se faz necessária para prevenir possíveis graus de incapacidade 
funcionais, através da cinesioterapia que visa tratar os quadros de imobilismo e hipomobilidade. 
Conhecer as particularidades do segmento em questão traz uma visão de como intervir de forma 
profilática nas fraturas de tíbias em crianças com idade entre 5 a 10 anos. O estudo foi realizado de 
forma dedutiva e a pesquisa de forma indireta. Visando esclarecer a importância da intervenção 
fisioterapêutica nas fraturas traumáticas diafisárias de tíbia na infância. 
Palavra Chave: Fraturas; Crianças; Síndrome do imobilismo. 
1- Introdução 
Fisioterapia é uma área da saúde que cresce a cada dia em conhecimentos científicos e 
tecnologia, trazendo assim não só uma visão analítica e sim de forma global, observando 
conseqüências futuras em outros segmentos. Junto com esse crescimento Thonson, Skinner e 
Piercy (1994) relatam que essas novas técnicas e recursos forneceram uma melhor 
reabilitação para os pacientes traumatizados. As fraturas apresentam uma incidência muito 
significativa nos dias de hoje, sendo assim, as crianças que também são vítimas dessas lesões, 
podem ter conseqüências significativas no futuro, principalmente no tecido ósseo e muscular 
em desenvolvimento. Segundo Hebert e Xavier (2003) observam que a intervenção 
fisioterapêutica nas fraturas traumáticas não visa somente à reabilitação do seguimento 
lesionado, mas também prevenir possíveis alterações que possa vir a desenvolver possíveis 
alterações funcionais ou até mesmo deformidades. Com isso o presente estudo de pesquisa 
abordará o tema ortopedia e traumatologia, onde através de sua delimitação observará a como 
a intervenção fisioterapêutica pode atuar para a prevenção da síndrome imobilismo nas 
fraturas traumáticas diafisárias de tíbia em crianças de 5 a 10 anos. Sendo que uma das 
principais complicações devido o período do tratamento conservador por imobilização, é a 
síndrome do imobilismo, que caracterizada por um conjunto de alterações que ocorrem no 
indivíduo acamado ou imobilizado por algum recurso em um período prolongado. Os efeitos 
da imobilização são definidos como uma redução na capacidade funcional dos sistemas 
locomotor, respiratório, e vascular, afetando os tecidos conjuntivo, muscular e ósseo, assim 
como as articulações, com uma maior ênfase no sistema osteomioarticular segundo Greve e 
Amatuzzi (1999). Com isso o presente estudo tem como objetivo geral abordar as atribuições 
e contribuições da intervenção da fisioterapia no tratamento cinesiológico de fraturas 
diafisárias em crianças. Sendo assim, entender as particularidades do membro inferior (tíbia) 
que são requisitos importantes para melhor compressão da área afetada, com isso prevenir 
possíveis alterações funcionais decorrente das possíveis complicações ocasionada pela fratura. 
A descrição das possíveis complicações biomecânicas associadas à fratura, a demonstração 
das principais intervenções fisioterapêutica analisando seus respectivos objetivos. Como 
problemática do estudo relatar como a fisioterapia influência através de suas técnicas e 
recursos terapêuticos o processo de recuperação de crianças com fraturas de tíbia, impedindo 
possíveis complicações decorrentes da lesão e descrever como a intervenção fisioterapêutica 
nesses casos, já que nessa faixa etária o paciente não atingiu seu total desenvolvimento físico. 
 
2- Discursão 
As crianças pela sua fase de desenvolvimento em si encontram em atividade intensa, cheia de 
curiosidade, tendendo a experimentar situações e emoções diversas. Bruschini (1998) cita 
pelo fato da criança encontrar-se em uma fase de desenvolvimento, apresentando em si sua 
característica massa corpórea menor que nos adultos, densidade óssea menor e maior 
complacência do tecido ósseo. Resultando assim em menor proteção estruturas ósseas onde 
ficam vulneráveis a fraturas principalmente em ossos longos onde ficam mais expostas. No 
entanto Hebert e Xavier (2003) relatam que os acidentes que ocorrem nessa faixa etária 
apresentam certas particularidades sendo que as limitações físicas podem ocasionar 
deficiências temporais ou permanentes. Sendo que anatomicamente o membro inferior tem 
em seus segmentos ósseos a sua principal característica funcional que é sustentação e 
locomoção, sendo assim a tíbia que é o ultimo osso longo de sustentação do corpo tem 
também em sua funcionalidade as mesmas características. Quando a sua integridade funcional 
é de alguma forma afetada, ficam comprometidas, tanto a marcha quanto à sustentação. As 
fraturas de tíbia são o terceiro tipo mais comum de fratura, onde aproximadamente um terço 
delas está associado com fratura de fíbula. As fraturas da tíbia são as mais freqüentes entre as 
dos ossos longos da perna. A freqüência e a complexidade destas fraturas as tornam muito 
importantes para os traumatologistas. Hebert e Xavier (2003) relatam que principalmente 
quando há comprometimento de tecido ósseo juntamente com tecido mole com maior 
gravidade levando a resultados ruins. Principalmente quando falhas ósseas com desvios, 
tornando uma fratura instável, normalmente essas fraturas são causadas por traumas de alta 
energia segundo Ferreira (2000). De acordo com Thonson, Skinner e Piercy (1994) define-se 
fratura como sendo uma interrupção na continuidade do seguimento ósseo, podendo ocorrer 
um rompimento completo ou incompleto do seguimento lesionado podendo comprometer 
tecidos moles dependendo da gravidade do trauma. Schwartsmann, Telökem e Lech (2003) 
vão mais além e define fratura como resultado de um problema que compromete a 
continuidade do seguimento ósseo, que envolve e promove uma confusão nas estruturas 
levando ao rompimento parcial ou total da arquitetura óssea. Já em seu estudo Bruschini 
(1998) concorda com Thonson, Skinner e Piercy (1994), e relata ainda que o osso fratura 
quando à resistência óssea é menor do que a força aplicada contra eles, e que possa apresentar 
alterações funcionais e anatômicas. Porém se relacionado à fratura sendo ela traumática, se 
dar por um choque direto na região acometida resultante de força considerável apresentando 
assim um quadro clínico irá apresentar sinais que podem ser fáceis de serem identificado 
como em geral dor, impotência funcional, deformidades, edema, mobilidades anormal. Como 
podemos observar a fratura caracteriza como perda parcial ou total da continuidade óssea, 
onde dependendo do mecanismo da lesão pode comprometer tecidos moles, com maior 
gravidade ou não, onde se dar por um choque direto resultante de força considerável as onde 
poderá apresentar alterações funcionais ou anatômicas. De acordo Bruschini (1998) as 
fraturas podem ser do tipo, fechada ou simples onde não há comunicação entre a superfície 
interna, no entanto as fraturas que se comunicam com meio externo são chamadas de abertas 
ou expostas. Porém Schwartsmann, Telökem e Lech (2003) citam que a fratura fechada é 
mais comum, apresentando umamaior integridade da pele não expondo assim o foco da 
fratura ao meio externo, diferente da fratura exposta onde o foco da fratura fica exposto ao 
meio externo aumentando assim a possibilidade de infecções. Existido também subdivisões 
que são denominadas de acordo com a posição das partes fraturadas do osso no caso desse 
trabalho fraturas diafisárias de tíbia. Onde pode está relacionadas à integridade, localização, 
traço de fratura, estabilidade e deslocamento. 
3- Localização e Traços da Fratura 
Quanto à localização das fraturas Faloppa e Albertoni (2008) e Bruschini (1998) relatam a 
tíbia pode sofrer fratura em qualquer parte do seguimento ósseo desde região intra-articular, 
quanto extra-articular onde daremos maior ênfase nesse estudo, essas podem acometer diáfise 
que pode ser vista na figura 1 a seguir. Sofrendo então traumas com força perpendicular ao 
segmento ósseo. 
 
 
 
Os traços das fraturas estão relacionados diretamente pela força exercida no segmento, assim 
como, superfície e estado nutricional do osso acometido, traços esses que se dão pela força do 
mecanismo do trauma ocasionado pela perda parcial ou total da continuidade do seguimento 
ósseo, além, disso Thonson, Skinner e Piercy (1994), relatam que podem está relacionado ao 
tipo e potência do agente agressor, traços esses que podem ser classificados como, segmenta 
ou duplo e entre outras que pode ser visto no diagrama na figura 2. Bruschini (1998), porém 
relata que nas crianças, os ossos estão relativamente maleáveis e, assim, é mais possível que 
as fraturas se apresentem como fraturas incompletas. 
 
Figura 1 - local acometido pela fratura de tíbia (fonte Schwartsmann, Telökem e Lech p. 597). 
Schwartsmann, Telökem e Lech 
Figura 2 - Diagrama esquemático da tíbia de um menina de 5 anos mostrando os vários tipos de fratura (a) 
longitudinal, (b) transversal, (C) oblíqua, (d) espiral, (e) impactada, (f) cuminutiva, (g) arqueamento 
(deformidade plástica), (h) galho verde, (l) toro). (Fonte Schwartsmann, Telökem e Lech p. 97). 
 
5- Diagnóstico e Mecanismo das Fraturas 
O diagnóstico clínico é importante já que orientará para a solicitação do exame de imagem. 
Schwartsmann, Telökem e Lech (2003) e Tidswell (2001) refere-se em seu estudo que o 
diagnóstico de fraturas provavelmente é um das mais fácies de se identificar, onde através da 
história do trauma, exames físicos de seus sinais clínicos apresentados facilitarão seu 
diagnóstico, juntamente com o exame radiológico entre eles os raios-X, sendo um dos mais 
solicitados, por ser um exame barato e eficiente e possibilita uma fonte de informação 
bastante satisfatória em relação à fratura. As radiografias não servem só como meio de 
diagnóstico, mais também para avaliar a evolução da consolidação, sendo realizados, no 
entanto dois tipos de incidências na solicitação de seu exame antero-posterior (AP) e lateral 
(perfil) e oblíquo podendo ser citados outros exames entre eles tomografia computadorizada 
(TC) e ressonância magnética (RNM), porém são exames mais complexos e caros mais que 
apresentam ótimos resultados. As lesões do sistema musculoesquelético podem ocorrer de 
diferentes formas podendo estar relacionado a inúmeros fatores, como mecanismo de 
agressão, tipo de energia do agente agressor, localização e extensão da lesão, principal tecido 
atingido. O modo como o osso geralmente é fraturado está geralmente relacionado com um 
traumatismo de alta energia por uma força aplicada pelo impacto direto na região. 
Schwartsmann, Telökem e Lech (2003) falam também das fraturas em crianças, quanto ao 
mecanismo da lesão, apresentados nas tabelas a seguir na tabela 3. 
Hebert e Xavier (2003) relatam também em seu estudo que as fraturas no dia de hoje 
apresentam uma incidência significativa, sendo as crianças também vítimas em potencial. 
Entre as fraturas de maior incidência as diafisárias se classificam como o terceiro mais 
comum tipo de fratura e estão associados em sua maioria a traumas por acidente de trânsito e 
domésticos. Acometendo crianças na faixa etária de 5 a 10 anos. Por se localizar em uma 
posição inferior em relação às demais estruturas ósseas dos membros, tornam-se mais 
propensos aos traumas diretos e, portanto ficam sujeitos a conseqüentes fraturas. 
 
 
Tabela 3- Demonstrativa do Mecanismo da lesão (fonte Schwartsmann, Telökem e Lech p. 699). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela demonstrativa da Freqüência de fatura em bebês e crianças. Em uma amostra de 923 fraturas (fonte Schwartsmann, 
Telökem e Lech p. 699). 
 
6- Consolidações das Fraturas Diafisárias da tíbia 
De acordo Hebert e Xavier (2003), a maioria das fraturas dos ossos da perna mais 
especificamente as diafisárias (abordadas neste trabalho) consolidam favoravelmente bem, 
muito mais rapidamente do que dos adultos, devido à criança apresentarem em suas 
características, maior complacência do tecido ósseo, além de um osso mais irrigado e um forte 
periósteo que serve para manutenção e reparação do tecido ósseo. Essa plasticidade do osso 
imaturo e a capacidade do periósteo de formar um novo osso faz com que as fraturas tenham 
tempo de consolidação mais curto e melhor remodelação. Uma vez que a criança está em fase 
de crescimento e apresenta em seu favor uma consolidação mais rápida e com menos 
complicações. Fraturas em crianças e adolescentes evoluem de maneira diferente das fraturas 
em adultos. Dentre os diversos fatores que interferem nesse comportamento alguns já foram 
bem estudados, como, por exemplo, as características anatômicas do osso nessa faixa etária, 
seu potencial de crescimento, a correção espontânea de algumas deformidades, a resposta das 
partes moles às lesões e os princípios básicos que norteiam o tratamento das mesmas segundo 
Cunha et al (2001). As fraturas podem ser classificadas em relação a sua recuperação como 
primária e secundária. No entanto Schwartsmann, Telökem e Lech (2003) falam que a 
consolidação das fraturas divide-se em fase inflamatória, que dura de uma a duas semana; fase 
de recuperação que duram mês; e a fase de remodelação que duram meses ou anos. 
7- Possíveis Complicações das Fraturas 
 
Segundo Bruschini (1998) relata em seu estudo que as alterações ocorridas nas lesões retardam ou 
interrompem a evolução natural de cicatrização da fratura, causando assim, complicações em 
músculos e ossos que podem pôr em risco a vida ou o membro da criança. Até mesmo uma fratura 
considerada “simples” pode desencadear uma cascata de eventos ameaçadores à vida, que 
culminam em complicações e prejuízos à saúde da criança. Na maioria das fraturas, a consolidação se 
processa conforme a expectativa. A função das partes lesionadas é gradualmente refeita, e pouca ou 
nenhuma incapacidade permanece. Entretanto nem todas evoluem bem, podendo ocorrer possíveis 
complicações. A intervenção da fisioterapia nas fraturas traumáticas na infância segundo Apley e 
Solomon (1998), não visa somente reabilitar o seguimento lesionado, mas, também, prevenir 
possíveis complicações que podem acometer principalmente o tecido ósseo e muscular em 
desenvolvimento, uma vez que a criança não atingiu seu total desenvolvimento físico. A intervenção 
fisioterapêutica tem como objetivo impedir possíveis complicações, dentre as quais citamos: 
síndrome compartimental, pseudo-artrose, consolidação viciosa, encurtamento muscular e 
discrepância de membros, que podem prejudicar a criança no final do período de crescimento 
Síndrome do Imobilismo 
É a principal complicação devida o período do tratamento conservador por imobilização, a 
síndrome do imobilismo se caracteriza por um conjunto de alterações que ocorrem no 
indivíduo acamado ou imobilizado por algum recurso em um período prolongado. Os efeitos 
da imobilização são definidos comouma redução na capacidade funcional dos sistemas 
locomotor, respiratório, e vascular, afetando os tecidos conjuntivo, muscular e ósseo, assim 
como as articulações segundo Greve e Amatuzzi (1999).Segundo Silveira et al (2007) relata 
que a imobilização é um recurso utilizado para proteger as estruturas danificadas, de um 
determinado segmento, mas diante da falta de estimulação física, ocorre uma deficiência na 
remodelação dos tecidos, pois a imobilização rígida e a amplitude de movimento reduzida 
levam a alterações teciduais adversas, que podem ocorrer em qualquer ponto. A imobilidade 
pode limitar a desempenho físico do indivíduo e sua repercussão pode ser interpretada através 
dos sinais de dor. Sendo que a mobilidade é de fundamental importância para a manutenção 
ou restauração da amplitude de movimento (ADM), a mobilização precoce da articulação 
além de contribuir para a manutenção da mobilidade, impede comprometimentos articulares e 
musculares, limitação funcional ou incapacidade na realização do movimento.A imobilidade 
pode alterar também o estado emocional do indivíduo independente da condição que o levou 
ao decúbito prolongado, podendo apresentar ansiedade, apatia, depressão. Para cada semana 
de imobilização completa no leito, no entanto Vojvodic (2004) descrevem que o paciente 
passa a perder de 10 a 20% de seu nível inicial de força muscular. Por volta de 4ª semanas, 
50% da força inicial podem está perdida. A falta de atividade física pode levar o indivíduo ao 
descondicionamento físico global tornando-o suscetível a uma série de fatores de risco entre 
eles e diminuição da flexibilidade. Segundo Greve e Amatuzzi (1999) a prevenção de tais 
complicações deve ser o princípio básico de qualquer plano de tratamento, particularmente no 
tratamento reabilitacional que, para bons resultados, deve ter início precoce. O tratamento 
precoce minimiza os efeitos negativos do imobilismo, propiciando uma reabilitação total e 
mais rápida do paciente, diminuindo seu tempo de recuperação e melhorando sua qualidade 
de vida, mesmo posterior a sua enfermidade. Em Ortopedia e Traumatologia não é raro 
encontrarmos pacientes apresentando sinais do imobilismo enquanto aguardam, por exemplo, 
a consolidação óssea de fraturas, ou quando permanece por um tempo prolongado em tração 
esquelética no leito ou até mesmo devido tratamento conservador. Como já relatado, por 
afetar múltiplos sistemas, torna-se um problema extremamente complexo necessitando de 
cuidados intensivos de toda uma equipe multidisciplinar médicos e várias especialidades, tais 
como: fisiatra, ortopedista, cardiologista, clínico, enfermeiros, terapeuta ocupacional, 
assistente social, psicólogo e inclusive fisioterapeutas, no entanto Vojvodic (2004) relata que 
isso faz com que o tratamento fique bastante oneroso pelo maior número de profissionais 
envolvidos e promovendo assim uma recuperação de forma rápida e condicionando o mesmo 
para sua melhor funcionalidade. 
O imobilismo pode ser resumido da seguinte maneira conforme o esquema abaixo que é visto 
na figura 4 a seguir. 
 
 
 
Figura 4 - Esquema da Síndrome do Imobilismo (Fonte: Greve e Amatuzzi p. 382) 
 
No tecido conjuntivo 
De forma fisiológica, Greve e Amatuzzi (1999) relatam que ocorre liberação pelo fibroblasto 
do procolágeno, que sofre clivagem através das proteases presentes na substância fundamental 
seja a molécula de colágeno é formada, é agregada a fibras de colágeno onde se sobrepõe a 
sua vizinha, permitindo o desenvolvimento de ligamento cruzado entre moléculas 
adjacentes.Por isso no imobilismo e em outras condições patológicas, as fibras recém 
formadas fazem ligações entre si, criando fibras de colágenos mais espessas e mais longas 
(fenômeno de rearranjo), alterando sua estrutura básica e conseqüentemente sua propriedade 
elástica. Pode ocorrer também o fenômeno de proliferação, onde a síntese estará prevalecendo 
sobre a degeneração do colágeno segundo Greve e Amatuzzi (1999). A inatividade afeta 
diretamente a força muscular e resistência a fadiga, a força exercida pela gravidade nos ossos 
e tecidos de apoio é reduzida. Os primeiros músculos a se tornarem fracos e atrofiados são os 
músculos dos membros inferiores e tronco cuja função é resistir à força de gravidade. Sendo 
que Greve e Amatuzzi (1999) relatam que o imobilismo é o responsável pelas seguintes 
alterações musculares dentre as quais podemos citar: 
 Diminuição no nível de glicogênio e ATP 
 A diminuição na atividade muscular pode comprometer a irrigação sanguínea com baixa 
tolerância ao ácido lático e débito de O2 com conseqüente diminuição na capacidade 
oxidativa. 
 Atrofia das fibras musculares tipo I e II. 
 Diminuição da força muscular. 
 Diminuição do torque. 
 Incoordenação pela fraqueza generalizada resultando em má qualidade de movimento. 
 Dor/Desconforto após a imobilização (imobilidade induz a um processo inflamatório 
tecidual com liberação de substâncias que estimulam os receptores locais de dor). 
 As contraturas podem ser outro efeito da imobilização, podendo envolver músculos e 
outros tecidos moles. É definido como perda de amplitude articular de movimento devido 
à limitação articular, muscular ou tecido mole. Ocorrem quando os músculos não têm a 
atividade necessária para manter a integridade de suas funções. 
 
Contraturas: 
 É a limitação do músculo em realizar uma determinada ação devido a um encurtamento 
deste, como por exemplo: se o paciente tem os flexores do joelho encurtados e não 
consegue estender, logo se diz que ele tem contraturas nos músculos flexores do joelho. 
Contratura miotática ou miogênica: 
 Dão-se devido ao encurtamento muscular, onde há uma adaptação das unidades 
musculotendínea, resultando assim em uma perda significativa de ADM, não estando 
associada a uma patologia muscular específica. E não há diminuição do comprimento 
individual do sarcômero, sendo que essas contraturas podem ser revertidas em um tempo 
relativamente curto com exercícios de alongamento. 
Pelo o que foi observado quando as contraturas estão presentes, o processo de reabilitação se 
torna mais trabalhoso, intensivo e prolongado. O ideal submeter o paciente a um programa de 
reabilitação o mais precoce possível para a prevenção de tais complicações. 
Complexo articular: 
De acordo com Kisner e Colby (2005) o líquido lubrifica e nutre a cartilagem, mais 
necessidade movimento, para que haja circulação, síntese de granulação da matriz e estímulos 
aos sensores elétricos e mecânicos da articulação, portanto com a inatividade, a atrofia da 
cartilagem com degeneração celular (perda do arranjo paralelo) nas inserções ligamentares, 
proliferando o tecido fibrogorduroso e conseqüentemente a espessamento da sinovia e fibrose 
capsular. Hipomobilidade: dá-se devido a uma gama de fatores patológicos que irá promover 
uma diminuição ou limitação do movimento e poderá está relacionado a uma rigidez de 
tecidos moles, perda da diminuição do potencial de ADM, e desenvolvimento de contraturas. 
No tecido ósseo são observadas as seguintes alterações segundo Greve e Amatuzzi (1999) 
entre elas: 
 Diminuição da massa óssea total devido ao aumento da atividade osteoclática e 
diminuição da atividade osteoblática. 
 Aumento da excreção de cálcio, com um pico em torno de 16 semanas (máxima atividade 
osteoclástica). 
De acordo com Greve e Amatuzzi (1999) no sistema metabólico podem ocorre em 
conseqüência do imobilismo um predomínio do catabolismo com balanço negativo de 
nitrogênio, cálcio, fósforo, enxofre, sódio e potássio, entre outros. A perda de cálcio deve-se à 
perda da massa óssea pela reduzida atividade muscular. Raramente a imobilidade isolada 
causa desequilíbrio metabólico sério, exceto para o cálcio. As complicações decorrentes dasalterações metabólicas são: hipercalciúria, calcificação heterotópica e hiponatremia. 
 8- Tratamentos fisioterapêuticos 
Preventivo: 
Há inúmeros tipos de intervenções fisioterapêuticas que podem ser usadas para impedir a 
imobilidade dos tecidos moles e, conseqüentemente a perda de ADM. 
O alongamento: são procedimentos que proporcionam o aumento da flexibilidade dos tecidos 
musculares segundo Kisner e Colby (2005), mas existem outras forma de impedir as 
complicações do imobilismo como: 
O posicionamento adequado no leito: utilizando-se do auxílio de coxins, travesseiros e camas 
adequadas para manter os segmentos corpóreos e articulações o mais próximo da postura 
normal esse posicionamento visa prevenir as pressões em áreas de pressão que geram lesões 
de decúbito prolongado. 
Exercícios metabólicos: visam manter o metabolismo em atividade constante e uniforme, pois 
com sua diminuição haverá uma possibilidade maior de aderências e diminuição da massa 
muscular, assim como diminuição do aporte sanguíneo para o tecido lesionado que carece de 
um aporte adequado para sua regeneração. 
Avaliação: 
Antes de tratarmos da síndrome do imobilismo temos que avaliar os graus de amplitude 
articular, sendo assim, podemos avaliar da seguinte forma segundo Magge (2002). 
a) Inspeção 
 Edema; 
 Coloração; 
 Posicionamento; 
b) Palpação 
 Bloqueio do joelho e tornozelo; 
 Tônus muscular; 
 Mobilidade articular em micromovimentos; 
 Aderências articulares; 
 Sensibilidade; 
C) Goniometria: 
Os graus de amplitude são de imensa importância para direcionar o grau de recuperação 
funcional de uma articulação, pois após um tempo prolongado de uma articulação em 
imobilização os movimentos agonistas e antagonistas podem estar extremamente 
prejudicados, nesse estudo em particular a flexão e extensão do joelho, seus deslizes laterais, 
assim como os quatro movimentos do tornozelo que na maioria das vezes é imobilizado em 
posição neutra, comprometendo assim a fisiologia articular. 
D) Controle Radiológico: 
As radiografias mais recentes podem nos orientar quanto como está a situação ósseas 
internamente se racionando a fratura. É uma ferramenta que elucida alguns questionamentos 
que muitas vezes não é relatado pelo paciente, como por exemplo: Se houve ou não 
deslocamento e se ocorreu como está essa redução, no entanto dois tipos de incidências na 
solicitação de seu exame ântero-posterior (AP) e lateral (perfil) e oblíquo podendo ser citados 
outros exames entre eles tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RNM), 
porém são exames mais complexos e caros mais que apresentam ótimos resultados. 
Tratamento 
 O tratamento da síndrome do imobilismo pode ser realizado por diversos recursos dentro do 
arsenal fisioterapêutico onde possuímos recursos térmico, elétricos, fototerapêuticos dentre 
outros. Sendo que na visão deste trabalho tratamos de imobilismo e por esse motivo a 
cinesioterapia é abordada, tratando o imobilismo com mobilidade, ou melhor, movimento, 
sendo assim, outros recursos diferentes da cinesioterapia clássica não serão abordados. 
Cinesioterapia: é o tratamento a partir do movimento, sendo esse movimento de forma 
coordenada e dentro dos limites anatomofisiológicos do paciente. Tendo esse princípio como 
base pode observar que o tratamento com cinesioterapia deve obedecer a avaliação previa de 
forma que devemos tratar os achados clínicos que foram encontrados na avaliação como foi 
relatado acima. Sendo então umas das modalidades terapêuticas mais utilizadas no campo de 
reabilitação segundo Lianza (1995). 
A cinesioterapia nas fraturas diafisárias de tíbia em crianças deve ser associada de forma mais 
lúdica quebrando o convencionalismo, pois as crianças precisam de estímulo lúdico para 
colaborar com o tratamento. Esse é um desafio, pois sabemos que na mobilização de 
estruturas aderidas como cápsula, fáscias dentre outros existe um desconforto doloroso na 
aplicação das manobras que devem respeitar os limites articulares encontrados. 
Mobilização 
Mobilização articular refere-se as técnicas de fisioterapia manual usadas para modular a dor e 
tratar as disfunções articulares que limitam a amplitude de movimento (ADM), abordando 
especialmente a mecânica da articulação que está alterada. 
A mobilização das estruturas da lesão estudada vai depender de quais estão comprometidas, 
pois nas fraturas diafisárias tanto o joelho como o tornozelo podem apresentar a síndrome do 
imobilismo, pois as duas podem estar imobilizadas ou uma delas, sendo que o joelho em 
ângulo de 10 a 15 graus e tornozelo em posição neutra segundo Kisner e Colby (2005). 
Mobilização de joelho 
O joelho é uma articulação complexa, mas com movimentos bem definidos, por este motivo 
sabemos os sentidos de mobilização do joelho e o que se vai ganhar é flexão geralmente, pois 
a extensão é mais privilegiada no procedimento de imobilização e das cadeias musculares 
mais fortes que é a extensora. Sendo assim, as mobilizações para ganho de amplitude articular 
na síndrome do imobilismo devem obedecer a seqüencia de ganho dos micromovimentos para 
que se possam obter os macromovimentos, os quais podem ser: 
 Mobilização em anterioridade e posterioridade da articulação do joelho (consiste no 
deslizar o fêmur sobre a tíbia); 
Mobilização de tornozelo 
O tornozelo possui mais movimentos bem mais restritos que do joelho, mas com 
complexidade maior tendo em vista que podem realizar os movimentos de flexão plantar, 
dorso-flexão, inversão e eversão não são movimentos que exijam uma amplitude articular 
grande, mas sem elas as compensações de marcha e as estabilizações no equilíbrio são muito 
prejudicadas, assim como o retorno venoso que depende das contrações musculares para ter 
efetividade. As mobilizações que foram estudadas para o tornozelo são: 
 Mobilização com deslizamento anterior e posterior da articulação talucrural para 
aumentar a flexão plantar e dorsiflexão. 
Alongamento 
É o termo em geral usado para descrever qualquer manobra fisioterapêutica elaborada para 
aumentar a mobilidade dos tecidos moles e conseqüentemente melhorar a ADM por meio de 
do alongamento de estruturas que estiverem encurtamento adaptativo e se tornaram 
hipomóveis com o tempo. 
A avaliação de tais estruturas comprometidas é feita pelo fisioterapeuta onde pode avaliar as 
restrições dos movimentos, e com isso indicar o procedimento do alongamento a ser utilizado. 
Sendo que logo no inicio do processo de reabilitação tal procedimento deve envolver 
intervenção direta do profissional, mais tarde então o mais apropriado é o emprego de 
exercícios de auto-alongamento praticado pelo paciente após instruções cuidadosa e 
supervisão do fisioterapeuta. Os alongamentos podem ser realizados de forma passiva, ativo 
assistido (auto-alongamento) segundo Kisner e Colby (2005). Os alongamentos possuem o 
mesmo princípio, sendo eles de aumentar as amplitudes articulares a níveis próximos da 
ADM fisiológica. Os alongamentos também possuem uma característica de ganho de força 
muscular, pois levam os músculos a amplitudes onde o braço de alavanca permite um maior 
torque. Alongamento Manual: se dar por uma força externa aplicada no final da amplitude de 
forma sustentada ou intermitente normalmente indicado numa fase inicial do tratamento e 
pode ser feito de forma passiva. Auto-alongamento: é um tipo de exercício de flexibilidade 
que o próprio paciente realiza sozinho, independente da ADM. Os alongamentos podem ser 
realizados com alguns recursos que aumentam seu potencial e seus efeitos com resultados 
alcançados em um período de tempo menor. Sendo esses recursos a faixa elástica, espaldar, 
bastões e etc. Para recuperar um paciente até o nível máximo de atividade funcional, os 
exercícios terapêuticossão combinados com a aplicação de princípios de aprendizagem 
motora. O treino de coordenação, equilíbrio e agilidade, assim como atividades preparatórias 
de mobilidade são enfatizadas no retorno às atividades funcionais, sendo esta uma das 
primeiras metas a serem atingidas durante a reabilitação de um paciente. 
Diversas técnicas são utilizadas na manutenção e restauração do movimento. Dentre estas, os 
dispositivos mecanoterapêutico são de suma importância para o fisioterapeuta no emprego de 
técnicas de reabilitação. Os dispositivos mecânicos auxiliam o paciente em movimento auto-
assistido atuando na hipomobilidade, retração muscular e coordenação de mobilidade. Cada 
vez mais são lançados no mercado aparelhos com a finalidade de restabelecer a 
funcionalidade segundo Lima al et (2006) e Lianza (1995). Segundo Silveira et al (2007) e 
Lianza (1995) descrevem que o desenvolvimento de técnicas mecânicas tem contribuído para 
facilitar a recuperação do movimento ativo do paciente. Essas modalidades têm grande valor 
na reabilitação e tratamento principalmente na limitação da mobilidade e na dor devido à 
alteração da biomecânica. Tais recursos são muito utilizados na clínica para direcionar os 
programas de tratamento. A mobilidade tem sido considerada importante para o desempenho 
físico dos indivíduos, e nesse sentido a utilização da mecanoterapia tem encontrado espaço 
nesse processo de restauração funcional entre os recursos podemos citar 
. 
Exercícios com bola 
Os exercícios com bolas auxiliam o equilíbrio e a propriocepção, sedo que necessitam ser 
orientados pelo terapeuta e de uma capacidade funcional boa, pois nesse estágio o que 
pretende obter é força, equilíbrio e propriocepção de forma lúdica e alternativa de exercícios, 
pois a forma de trabalhar com essa faixa etária têm que ser mais diversificada para a 
realização do tratamento. O tratamento global de fortalecimento com bola terapêutica trabalha 
de forma lúdica e ao mesmo tempo terapêutica todas as cadeias musculares. Se focarmos em 
um tratamento de fratura de tíbia, o segmento a ser trabalhado são os de membro inferior e 
mais precisamente as articulações do joelho e tornozelo em conjunto das cadeias musculares 
comprometidas pelo imobilismo. 
O trabalho com estandart com as crianças pode ser realizado visando o alongamento, 
descarga de peso e até mesmo o equilíbrio. Essa forma apesar de não ser tão lúdica quanto a 
bola , que toda criança já olha com um olhar de diversão, pode criar desafios que servem de 
motivação para os exercícios. Esses desafios são verbalizados para que a criança responda de 
forma prática, lúdica e realize os movimentos terapêuticos. 
Equilíbrio 
Pelo fato da paciente acometido por fratura, se submeter a um tempo prolongado de 
imobilização devido o tratamento conservador, um das alterações que o mesmo irá apresentar 
após a retirado do gesso será alterações do equilíbrio, pois as crianças dessa faixa etária 
estudada estão em pleno gozo de estímulos que favorecem o equilíbrio e propriocepção e 
quando acometidas pelas fraturas tem esses estímulos estagnados devido o tratamento 
conservador de imobilização por gesso. Um dos recursos que pode se utilizado para sua 
reabilitação são as barras paralelas que pode ser usado com as crianças que possuem idade 
bem próxima dos 10 anos, pois já possuem um grau de entendimento bem maior no que tange 
a tratamento. 
É um recurso mecanoterapêutico utilizado para reduzir a ação do peso corpóreo nos membros 
inferiores, podemos utilizar durante no processo de reabilitação para descarga de peso, 
treinamento de marcha, equilíbrio, exercícios de propriocepção e correção postural sempre 
que possível deve-se recomendar a marcha com carga minimizar os efeitos deletérios da 
imobilização e evitar a atrofia muscular. Já com as crianças esse recurso deve ser utilizado 
com alguns acessórios que levem a criança a ser estimulada a realizar os exercícios. Esses 
recursos podem ser marcações no chão, obstáculos para subir e descer e outros que podem ser 
realizados conforme a criatividade e disponibilidade de recurso do fisioterapeuta. Diante da 
barra paralela, é imprescindível a presença de espelhos que possibilitam ao doente visualizar o 
treinamento efetuado, no caso das crianças é também um entretenimento que pode ajudar no 
estímulo para realização dos exercícios e da postura assumida melhorando com feed-back 
visual o padrão correto de marcha e postura. 
 
Escada com Rampa 
A escada com rampa tem objetivo de ganho de equilíbrio, mas diferente das barras paralelas, 
ela tenta simular as AVDs, assim como, elevar o esforço físico para um ganho considerável de 
resistência, quando colocados em intensidade e duração maior. A coordenação também é 
muito trabalhada principalmente na escada onde a coordenação dos passos é realizada em 
todo o exercício. Esse tipo de exercício não é muito lúdico, mas pode ajudar as crianças a 
simularem suas AVDs, visto que essas atividades precisam ser realizadas de forma não 
compensatória ou errada. 
Propriocepção 
Após o paciente possuir força e equilíbrio o próximo passo a seguir é a propriocepção, onde 
um dos recursos que pode ser usado para melhorar a percepção da posição dos seguimentos 
córpóreos, pois só é conseguida após a funcionalidade está próxima dos limites fisiológicos 
ou próximo do ganho máximo possível. Nas crianças esse trabalho pode ser realizado de 
forma lúdica, pois os exercícios quanto realizados de forma livre e brinquedos e desafios 
podem ser implementado no trabalho. 
Conclusão 
A Síndrome do imobilismo é um fator determinante para a reabilitação, pois como foi 
observado, causa uma incapacidade transitória que pode vir a se tornar definitiva em 
decorrência de complicações e pela ausência do processo de reabilitação. 
A cinesioterapia tem uma complicabilidade significativa na profilaxia e no tratamento da 
referida síndrome, foi observado então que a mesma tem um tratamento eficaz na síndrome do 
imobilismo, pois trata a imobilização com mobilização e se for aplicada profilaticamente irar 
remir os efeitos da imobilização. Observou-se também que as crianças na faixa etária 
estudada precisam de um menor tempo para que o processo de consolidação se complete. 
Mas, para isso é preciso que haja um estímulo apropriado, o qual a cinesioterapia e seu 
processo de execução tende a produzir. 
Os recursos termoeletrofototerapêutico não comumente são aplicados na criança, pois o 
tempo necessário para ação de tais recursos está em dissonância com o tempo de concentração 
e paciência da criança, principalmente na faixa etária estudada. 
Em contrapartida a cinesioterapia possui uma interação melhor entre terapeuta e paciente que 
com alguma didática e recursos lúdicos torna mais viável para as crianças da faixa etária 
estudada, a participação ativa no processo terapêutico e conseqüente sucesso deste. 
 
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