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Expansão Marítima Europeia

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A EXPANSÃO 
Marítima EUROPEIA
Pág. 201 a pág. 215 do livro
Prof. TC Carvalho e Maj Feijó
 A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
Este mapa do século XV mostra o mundo até então conhecido. Percebemos o continente europeu, a Ásia e parte da África. 
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
Após as Cruzadas, com o renascimento comercial e urbano, os europeus passaram a consumir cada vez mais as especiarias vindas do oriente (cravo, canela, noz-moscada, pimenta-do-reino entre outras), assim como artigos de luxo orientais, como tapetes persas, tecidos indianos e chineses e porcelanas chinesas e pérolas japonesas.
Nessa época, o comércio de especiarias era quase todo dominado por mercadores italianos (genoveses e venezianos), que controlavam as rotas comerciais pelo Mar Mediterrâneo. 
As cidades italianas de Veneza e Gênova fizeram acordos com os árabes, que traziam mercadorias até o Mar Mediterrâneo e os italianos as revendiam pela Europa.
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
Interessava a Portugal participar no rico comércio de especiarias, rompendo o monopólio italiano no Mediterrâneo, mas era necessário encontrar um novo caminho para comprar as especiarias na fonte, isto é, no Oriente e assim revendê-las na Europa com grandes lucros.
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
Além dos motivos econômicos, houve também a motivação religiosa, ou seja, o desejo de expandir a fé cristã e combater os infiéis. Um exemplo foi a tomada de Ceuta, no Norte da África, dos muçulmanos. Este fato marcou o início da expansão marítima portuguesa.
MONOPÓLIO é quando um país ou empresa tem exclusividade no comércio determinado produto.
 MOTIVOS QUE CONTRIBUÍRAM PARA O PIONEIRISMO PORTUGUÊS NA 
 EXPANSÃO MARÍTIMA
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
Portugal foi o primeiro Estado Nacional constituído na Europa. A monarquia centralizada facilitou os empreendimentos marítimos portugueses. 
 A Revolução de Avis levou ao trono o rei D. 
 João, o mestre de Avis, que fez alianças com a 
 burguesia mercantil portuguesa e deu grande 
 apoio ao comércio marítimo e a navegação de 
 longa distância. 
A experiência portuguesa de navegação em mar aberto, adquirida com a pesca em alto-mar (sardinha, bacalhau, atum e baleia).
O desenvolvimento de técnicas de navegação na Escola de Sagres, como o aperfeiçoamento de mapas, de portulanos, da bússola, do astrolábio, do sextante e da invenção da caravela.
A posição geográfica de Portugal, na Península Ibérica, favorecia o desenvolvimento das navegações 
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
O quadrante
A caravela e a nau
O astrolábio
Instrumentos de navegação desenvolvidos na Escola de Sagres
Foi o plano adotado por Portugal para em chegar às índias contornando o litoral da África. 
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
“PÉRIPLO AFRICANO” 
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
 VENCER O “MAR TENEBROSO”
PÉRIPLO AFRICANO – PRINCIPAIS ETAPAS
 FUNDAR FEITORIAS 
FEITORIAS 
Na impossibilidade de fazer o trajeto de uma só vez, os portugueses foram conquistando vários pontos no litoral africano até perfazer o contorno completo. Em cada ponto em que se estabeleciam, eram criadas FEITORIAS, que serviam de pontos de apoio para novas viagens e locais em que se fazia comércio de produtos africanos e escravos.
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
Fortaleza de São Jorge da Mina, atual Gana
PÉRIPLO AFRICANO – PRINCIPAIS ETAPAS
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
 1415 - Tomada de Ceuta dos muçulmanos, importante entreposto comercial no Norte da África.
 1416 – Fundação da Escola de Sagres, importante centro de pesquisas náuticas.
 1420 - Ocupação das ilhas da Madeira e Açores no Atlântico.
 1434 - Chegada de Gil Eanes ao Cabo Bojador, na costa oeste africana.
 1445 - Chegada ao Cabo Verde.
 1487 - Bartolomeu Dias e a transposição do Cabo das Tormentas.
 1498 - Vasco da Gama atinge as Índias (Calicute).
 1499 - Viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil.
1434 – Cabo Bojador – Gil Eanes
PÉRIPLO AFRICANO – PRINCIPAIS ETAPAS
NO Séc. XV
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
PÉRIPLO AFRICANO – PRINCIPAIS ETAPAS
NO Séc. XV
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
 Fernando Pessoa
Passar o CABO BOJADOR, significava ter ultrapassado um marco simbólico que se achava intransponível e que se pensava conduzir a mares povoados por perigos insuperáveis e a regiões desertas e inabitáveis (veja poema Mar Português do poeta português Fernando Pessoa, ao lado). Os geógrafos clássicos imaginavam que as regiões tropicais eram tão quentes que nenhum ser vivo aí podia sobreviver. O feito da viagem de GIL EANES em 1434 foi decisivo para a abertura da rota marítima em direção ao oriente.
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
1488 – Viagem de Bartolomeu Dias contornando o Cabo das Tormentas (Boa Esperança)
PÉRIPLO AFRICANO – PRINCIPAIS ETAPAS
NO Séc. XV
 A técnica portuguesa da “VOLTA NO MAR”
a navegação na África NÃO era só no litoral
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
1498 – Viagem de Vasco da Gama para Calicute na Índia. Foi o pioneiro a contornar o continente africano, navegando pelos oceanos Atlântico e Índico completando o ciclo do périplo africano
Oceano Atlântico 
Oceano Índico 
PÉRIPLO AFRICANO – PRINCIPAIS ETAPAS NO Séc. XV
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
1500 - viagem de Pedro Álvares Cabral. Chegada ao território brasileiro – o “Descobrimento do Brasil”.
PÉRIPLO AFRICANO – PRINCIPAIS ETAPAS NO Séc. XV
A esquadra de PEDRO ÁLVARES CABRAL, então com 32 ou 33 anos, partiu de Lisboa no dia 9 de março de 1500, com uma frota de 13 navios, composta de 1500 homens, entre eles navegadores experientes como Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho, além de cientistas, padres, soldados e comerciantes. Seu objetivo era chegar a Índia, contornando a África.
No dia 9 de abril, a frota havia passado a linha do Equador e navegou rumo a Oeste, afastando-se o máximo possível do continente africano. 
A mudança de rota rumo ao Brasil deveu-se oficialmente às condições de navegação, não havendo documentação que prove que fosse intencional, embora os portugueses já soubessem da existência de terras a oeste.
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
A VIAGEM DE PEDRO ÁLVARES CABRAL
No dia 21 de abril, os marujos avistaram algas marinhas, o que os levou a acreditar que estavam próximos da costa. No dia seguinte, 22 de abril de 1500, é avistado um monte que Cabral batizou de MONTE PASCOAL, já que era semana da Páscoa. Cabral, em nome do rei de Portugal, tomou posse da nova terra que chamou de TERRA DE VERA CRUZ sem saber que havia chegado a uma novo imenso continente para os europeus.
Os primeiros acontecimentos em terra firme foram descritos com vivacidade e riqueza de detalhes na Carta do escrivão da esquadra PERO VAZ DE CAMINHA ao rei D. Manoel de Portugal: a visão da terra, os primeiros contatos com os índios, as tentativas de catequese e a primeira missa. 
Deixando em terras brasileiras dois degredados, a esquadra de Cabral partiu no dia 2 de maio de 1500, chegando a Calicute em 15 de setembro de 1500.
A EXPANSÃO Marítima EUROPEIA
(SéC. XV E SéC. XVI)
A VIAGEM DE PEDRO ÁLVARES CABRAL
A EXPANSÃO