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Mario Sergio Cortella - fichamento

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ANO 2014
	TEMA: A ética e a produção do conhecimento hoje
	Pag.01
	Ficha 01
	Referência bibliográfica:
Mario Sergio Cortella - Professor - Titular da PUC-SP
	Em um primeiro momento, o autor aborda a ética como sendo uma ciência que tem como pressuposto a possiblidade de escolha humana, destacando a importância fundamental da liberdade para os parâmetros de eticidade.
Neste sentido, ressaltou a impossibilidade de se constatar se alguém é ético ou não, tendo em vista que a noção do que é ético decorre de questionamentos sobre querer, dever e poder, que, consequentemente, formarão uma consciência individual sobre o que é certo ou errado, tendo por base a liberdade de cada um. Utilizou-se de exemplos cotidianos, como os assuntos da bioética que envolvem pesquisas com clonagem, para a aplicação dos referidos questionamentos, proporcionando um maior entendimento a respeito da consciência ética a partir de dilemas.
Em seguida, destacou o significado da integridade no campo da ética, expondo seu conceito como algo uno, que não se reparte, predominantemente verdadeiro. Nesse contexto, trouxe à baila o problema da “esquizofrenia ética”, situação caracterizada por uma confusão feita pelo indivíduo, que separa sua forma de agir das suas próprias funções, como uma forma de escapar da postura íntegra que lhe cabe, usando discursos do tipo: “Eu por mim não faria isso, mas, como sou o responsável, tenho de fazê-lo”.
Explanou a respeito da origem da palavra ‘ética’, salientando tratar de um conceito geral sobre casa, morada, sustento, onde se edifica o indivíduo como pessoa, dotado de consciência ética, para depois abordar novamente a noção de integridade no meio em que se vive.
Dando sequência, o autor, sabiamente, apresentou discurso sobre o ideal de pensamento que deve existir no meio social, ou seja, a preocupação com o outro, com o que se oferece ao outro, com o bem-estar do outro, para que daí se desenvolva um ser ético.
Nessa perspectiva, coube mencionar acerca de atitudes que devem partir do indivíduo que, inserido na coletividade, deve cumprir com seu papel participativo de escolha, de imposição sobre o que deve ser feito e como deve ser feito, visando contribuir para a construção de uma solidariedade mútua, pautada da liberdade. 
Por fim, entendeu-se que a ética, sobretudo, consiste numa capacidade de saber desenvolver, dentro da coletividade, um pensamento voltado para aqueles com quem se convive, objetivando um benefício comum, que alcance a todos.
	Conclusão
A ética é uma ciência que infelizmente poucos entendem e talvez muitos não saibam o que significa, mas de uma importância sem tamanho para a sociedade, se o indivíduo tiver conhecimento acerca do papel que ele tem no meio social, pois ética, diferente das leis jurídicas é o que o indivíduo conhece como correto em sua consciência. Concordo com todos os pontos abordados pelo autor, principalmente quando ele fala em ética como morada do humano, diz que ser humano é ser capaz de dizer não, capaz de desistir. E terminou com muito louvor quando disse que a ética é o exercício do nosso modo de perceber como é que nós existimos coletivamente.
	Tipo de fichamento: Conteúdo
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