Logo Passei Direto
Buscar
Material

Prévia do material em texto

Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
MED RESUMOS 2012
NETTO, Arlindo Ugulino.
NEUROANATOMIA – 2 UNIDADE
DIENCÉFALO
O diencéfalo e o telencéfalo formam, juntos, o cérebro, que corresponde, pois, ao prosencéfalo (durante a vida embrionária). 
Ele compreende as seguintes estruturas: tálamo (e metatálamo), hipotálamo e epitálamo, estando todas estas relacionadas com o 
III ventrículo.
III VENTRÍCULO
O III ventrículo representa uma estreita e cavidade ímpar e mediana no diencéfalo, comunicando-se com o IV ventrículo por 
meio do aqueduto cerebral e com os ventrículos laterais pelos respectivos forames interventriculares (forames de Monro). Quanto ao 
seu estudo, se faz necessário revisar a sua participação na dinâmica liquórica, bem como seus acessos e limites.
 Forame interventricular (de Monro): em número de dois, comunica os respectivos ventrículos laterais com o III ventrículo. 
Tem como limite anterior a coluna do fórnix (conjunto de fibras que se origina na forma de fímbria do hipocampo e se dirige 
até o diencéfalo para terminar nos corpos mamilares, integrando o circuito de Papez do sistema límbico) e, como limite 
posterior, o tubérculo anterior do tálamo (pólo anterior da massa talâmica, onde existem núcleos também relacionados 
com o sistema límbico, pois recebem o fascículo mamilo-talâmico ou feixe de Vicq d'Azyr, originado nos corpos mamilares).
 Sulco hipotalâmico: depressão rasa que liga os forames interventriculares ao aqueduto cerebral, determinando o local de 
escoamento do líquor a partir dos ventrículos laterais até o IV ventrículo. Este sulco serve como um limite: as paredes acima 
dele pertencem ao tálamo, e as situadas abaixo, ao hipotálamo. 
 Aqueduto cerebral: estreito canal que interliga os III e IV ventrículos.
Quanto aos limites do III ventrículo, temos:
 Parede lateral: composta, em sua maioria, pelo tálamo e por uma pequena porção lateral do hipotálamo.
 Assoalho: é composto por, de diante para trás: quiasma óptico, infundíbulo, túber cinéreo e corpos mamilares, todos 
pertencentes ao hipotálamo.
 Parede posterior: relativamente pequena, é formada pelo epitálamo, que se localiza acima do sulco hipotalâmico e 
posteriormente à massa talâmica.
 Teto: é representado pela tela corióide do III ventrículo, que se fixa entre as duas estrias medulares do tálamo.
 Parede anterior: é composta pela comissura anterior e pela lâmina rostral. Portanto, a parede anterior do III ventrículo não é 
formada por estruturas do diencéfalo, uma vez que estas estruturas tem origem embrionária telencefálica.
Vale salientar também que a luz do III ventrículo se evagina para formar quatro recessos: na região do infundíbulo, o recesso 
infundibular (evidente como um orifício no tuber cinéreo quando a hipófise é arrancada das peças anatômicas); outro acima do 
quiasma óptico, o recesso óptico; um terceiro na haste da glândula pineal, o recesso pineal, entre as comissuras posterior e das 
habênulas; e o recesso suprapineal, localizado acima da glândula pineal (impossível de ser observado nas peças em que o tecto do 
III ventrículo tenha sido removido).
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
TÁLAMO
Os tálamos são duas massas volumosas de substância cinzenta, com formato ovóide, dispostas uma de cada lado, na 
porção látero-dorsal do diencéfalo. O tálamo é praticamente todo formado por substância cinzenta na qual se distinguem vários 
núcleos. Quanto as suas estruturas anatômicas descritivas principais, temos:
 Tubérculo anterior do tálamo: extremidade pontiaguda do tálamo que entra, inclusive, na composição dos limites do forame 
interventricular. Ele abriga núcleos que recebem as fibras do fascículo mamilo-talâmico (feixe de Vicq d'Azyr) e projetam 
fibras eferentes para o córtex do giro do cíngulo, integrando o circuito de Papez, relacionando-se, pois, com o 
comportamento emocional (sistema límbico).
 Pulvinar do tálamo: massa posterior e bastante proeminente do tálamo, abriga núcleos que estabelecem conexões 
recíprocas com a chamada área de associação temporoparietal do córtex cerebral situada nos giros angular e supramarginal.
 Corpos geniculados medial e lateral: o corpo geniculado medial, localizado abaixo do pulvinar do tálamo, faz parte da via 
auditiva; o lateral, localizado no extremo posterior do tracto óptico, faz parte da via óptica. Ambos são considerados por 
alguns autores como constituintes de uma divisão do diencéfalo denominada metatálamo. 
 Aderência intertalâmica: ponte de substância cinzenta frequentemente vista em cortes sagitais que une os dois tálamos, 
atravessando a cavidade ventricular. Diferentemente do que pode se pensar, a aderência intertalâmica não é uma comissura, 
mas um grupo de núcleos que estabelecem conexões principalmente com o hipotálamo, relacionando-se, possivelmente, 
com funções viscerais.
HIPOTÁLAMO
O hipotálamo é uma área relativamente pequena 
do diencéfalo, estando situada logo abaixo do sulco 
hipotalâmico, responsável por separá-lo do tálamo. Ele 
está relacionado, principalmente, com o controle da 
atividade visceral, controle da homeostase e da 
temperatura corporal, além do comando de parte do 
sistema endócrino. O hipotálamo compreende estruturas 
situadas nas paredes laterais do III ventrículo, abaixo do 
sulco hipotalâmico, além das seguintes formações do 
assoalho do III ventrículo:
 Corpos mamilares: duas eminências arredondadas de substância cinzenta evidentes anteriormente à fossa interpeduncular 
(mesencéfalo). Por receberem fibras dos hipocampos através do fórnix, também participam do circuito de Papez do sistema 
límbico, e envia fibras para os núcleos anteriores do tálamo através do fascículo mamilo-talâmico, anatomicamente posterior 
à coluna do fórnix. 
 Quiasma óptico: localizado na parte anterior do assoalho ventricular. Recebe fibras mielínicas dos nervos ópticos, que aí 
cruzam em parte (apenas aqueles oriundos da retina medial ou nasal) e continuam nos tractos ópticos que se dirigem aos 
corpos geniculados laterais, depois de contornar os pedúnculos cerebrais.
 Túber cinéreo: é uma área ligeiramente cinzenta, mediana, situada atrás do quiasma e dos tractos óticos, entre estes e os 
corpos mamilares. No túber cinéreo prendem-se a hipófise por meio do infundíbulo.
 Infundíbulo: é uma formação nervosa em forma de funil que se prende ao túber cinéreo, contendo um pequeno 
prolongamento da cavidade ventricular, o recesso do infundíbulo. A extremidade superior do infundíbulo dilata-se para 
constituir a eminência mediana do túber cinéreo, enquanto sua extremidade inferior continua com o processo infundibular, ou 
lobo nervoso da neuro-hipófise.
 Hipófise: importante glândula do sistema endócrino que é formada por dois lobos: um mais anterior, a adenohipófise (que 
produz hormônios mediante estímulo hipotalâmico) e um mais posterior, a neuro-hipófise (que armazena e secreta 
hormônios previamente produzidos pelo hipotálamo).
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
EPITÁLAMO
O epitálamo limita posteriormente o III 
ventrículo, acima do sulco hipotalâmico, já na transição 
com o mesencéfalo. Seu elemento mais evidente é a 
glândula pineal (epífise ou corpo pineal), glândula 
endócrina de forma piriforme, ímpar e mediana, que 
repousa sobre o tecto mesencefálico. Descritivamente, 
são estruturas epitalâmicas:
 Glândula pineal: glândula endócrina que 
repousa sobre os colículos superiores do tecto 
mesencefálico. Sua principal função está 
relacionada com a produção de melatonina, 
um neuro-hormônio que controla os ritmos 
circadianos (relacionados com a função de 
regular o sono). Pode-se dizer que a glândula 
pineal é fixada às demais estruturas do 
epitálamo através da comissura posterior e da 
comissura das habênulas. 
 Trígonos das habênulas: pequenas eminências triangulares localizadas bilateralmente à glândulapineal, e medialmente 
aos pulvinares. Profundamente aos trígonos, existem núcleos relacionados com o sistema límbico, que estabelece conexões 
com a área septal e com o tegmento do mesencéfalo.
 Estrias medulares do tálamo: partem na forma de duas pequenas cristas que seguem a partir do ápice dos respectivos 
trígonos das habênulas. Ao longo de seu trajeto, as estrias dividem a parte medial do tálamo de sua superfície superior. 
Profundamente às estrias, corre um feixe de fibras que liga a área septal ao trígono das habênulas (portanto, de certa forma, 
podemos destacar uma função relacionada ao sistema límbico no que diz respeito às estrias medulares). Além disso, a tela 
corióide do III ventrículo, limite superior desta cavidade, se prende nestas estrias.
 Comissura das habênulas: pequeno feixe de fibras que se interpõe entre os trígonos das habênulas, integrando os dois 
complexos de núcleos habenulares e auxiliando na fixação da glândula pineal.
 Comissura posterior: outro grupo de fibras que cruza o plano mediano e que também fixa a glândula pineal; entretanto, 
localiza-se abaixo da comissura das habênulas, imediatamente depois da abertura do aqueduto cerebral para dentro do III 
ventrículo. Como se sabe, na comissura posterior passam fibras que integram certos reflexos visuais, como o reflexo 
consensual.
LIMITE ANTERIOR DO III VENTRÍCULO
Como foi dito anteriormente, o limite anterior do III ventrículo é composto por estruturas de origem telencefálica, e não 
diencefálica. São elas: a comissura anterior e a lâmina terminal.
 Comissura anterior: conjunto de fibras que cruza o plano mediano para ligar áreas simétricas dos lobos temporais, além de 
uma porção olfatória que liga os bulbos e tractos olfatórios.
 Lâmina terminal: fina película de tecido nervoso que se estende desde a comissura anterior até o dorso do quiasma óptico, 
se prendendo a ele no assoalho do III ventrículo. Ela é contínua com a lâmina rostral, outra delgada película que se estende 
desde o rostro do corpo caloso até a comissura anterior.
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
TELENCÉFALO
Juntamente com o diencéfalo, o telencéfalo forma o cérebro, que corresponde, pois, ao prosencéfalo. O telencéfalo 
compreende os dois hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, e uma pequena parte mediana situada no limite anterior do III 
ventrículo. Esses dois hemisférios são incompletamente separados entre si pela fissura longitudinal do cérebro (fissura inter-
hemisférica), cujo assoalho é formado pelo corpo caloso. Os hemisférios cerebrais possuem ainda cavidades, os ventrículos laterais 
esquerdo (I ventrículo) e direito (II ventrículo), que se comunicam com o III ventrículo por meio dos forames interventriculares (forame 
de Monro).
Cada hemisfério possui três pólos: frontal, occipital e temporal; e três faces: face súpero-lateral (convexa); face medial (plana) 
e face inferior ou base do cérebro (de formato irregular) repousando anteriormente nos andares anterior e médio da base do crânio e 
posteriormente na tenda do cerebelo.
DIVISÃO DOS LOBOS TELENCEFÁLICOS
Os lobos cerebrais, delimitados por sulcos e linhas imaginárias, recebem sua denominação de acordo com os ossos do 
crânio com os quais se relacionam. Assim, temos os lobos frontal, temporal, parietal e occipital. Além destes, existe um quinto 
lobo, a ínsula, situado profundamente no sulco lateral e que não tem, por conseguinte, relação imediata com os ossos do crânio.
Os sulcos que utilizaremos como referência são:
 Sulco lateral (de Sylvius): amplo sulco, melhor observado na face súpero-lateral do cérebro, que divide o lobo frontal e 
parte do parietal do temporal. Inicia-se ainda na face inferior do telencéfalo, lateralmente à substância perfurada anterior 
(localizada entre as duas estrias olfatórias) como uma fenda profunda que, separando o lobo frontal do temporal, dirige-se 
(em trajeto ascendente) para a face súpero-lateral do cérebro, onde termina dividindo-se em três ramos: anterior, 
ascendente e posterior. Os ramos ascendente e anterior são curtos e penetram no lobo frontal; o ramo posterior é muito 
mais longo, e dirige-se para trás e para cima, terminando no lobo parietal. O sulco lateral é responsável, então, por separar o 
lobo temporal, situado abaixo, dos lobos frontal e parietal, situados acima.
 Sulco central (de Rolando): é um sulco profundo e geralmente contínuo que percorre obliquamente a face súpero-lateral do 
hemisfério, separando os lobos frontal e parietal. Tem início na face medial do hemisfério cerebral, bem na região do lóbulo 
paracentral, aproximadamente no meio da borda dorsal desse hemisfério e a partir desses ponto dirige-se para diante e para 
baixo, em direção ao ramo posterior do sulco lateral, do qual é separado, na maioria dos casos, por uma pequena prega 
cortical. Esse sulco é delimitado por dois grandes giros paralelos a ele: giro pré-central (anteriormente) e o giro pós-central 
(posteriormente). De um modo geral, as áreas situadas adiante do sulco central relacionam-se com a motricidade, enquanto 
que as situadas atrás deste sulco, relacionam-se com a sensibilidade.
Quanto às divisões em lobos, temos:
 O lobo frontal localiza-se acima 
do sulco lateral e anterior ao sulco 
central. 
 Na face medial do cérebro, o 
limite anterior do lobo occipital é 
o sulco parieto-occipital. Já na 
face súpero-lateral este limite é 
arbitrariamente situado em uma 
linha imaginária que une a 
terminação do hemisfério, 
localizada na borda superior do 
hemisfério cerebral, à incisura 
pré-occipital, situada na borda 
ínfero-lateral, cerca de 4cm 
adiante do pólo occipital.
 Do ponto médio desta linha, parte 
uma segunda linha imaginária em 
direção no ramo posterior do 
sulco lateral e que, juntamente 
com este ramo, separa o lobo 
temporal do lobo parietal.
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
FACE SÚPERO-LATERAL DO TELENCÉFALO
A face súpero-lateral do cérebro é uma face convexa, relacionando-se com todos os ossos que formam a abóbada craniana. 
Nela, estão representados os cincos lobos cerebrais que serão estudados a seguir.
1. Lobo frontal
Identificam-se em sua superfície três sulcos principais: 
 Sulco pré-central: mais ou menos paralelo ao sulco central, está localizado logo anteriormente ao giro pré-central, sendo, 
por muitas vezes, dividido em dois segmentos.
 Sulco frontal superior: inicia-se geralmente na porção superior do sulco pré-central e tem direção aproximadamente 
perpendicular a ele.
 Sulco frontal inferior: partindo da porção inferior do sulco pré-central, dirige-se para frente e para baixo.
Entre estes sulcos, identificam-se os seguintes giros:
 Giro pré-central: localizado entre o sulco central e o sulco pré-central, representa a região onde se localiza a área motora 
primária do cérebro (área 4 de Brodmann) para face e membros superiores. 
 Face súpero-lateral do giro frontal superior: localizado entre o sulco frontal superior e a margem superior do telencéfalo 
(na realidade, o giro frontal superior também apresenta uma face medial, que se estende até o sulco do cíngulo, na face 
medial do telencéfalo). Na face súpero-lateral deste giro, encontramos, dentre outras áreas, a área pré-motora (área 6 de 
Brodmann) e o campo ocular frontal (área 8 de Brodmann).
 Giro frontal médio: localizado entre o sulco frontal superior e o sulco frontal inferior. 
 Giro frontal inferior: localizado abaixo do sulco frontal inferior, é um giro subdividido pelos ramos anterior e ascendente do 
sulco lateral em três partes: parte orbital (anteriormente ao ramo anterior do sulco lateral), parte triangular (entre o ramo 
anterior e o ramo ascendente) e a parte opercular (entre o ramo ascendente e a parte inferior do sulco pré-central).
Situadas nas partes opercular e triangular do giro frontal inferior, existem as áreas 44 e 45 de Brodmann(área de Broca),
áreas responsáveis pela programação da atividade motora relacionada com a expressão da linguagem.
2. Lobos parietal e occipital
O lobo parietal apresenta dois sulcos principais:
 Sulco pós-central: paralelo e posterior ao sulco central, é frequentemente dividido em dois segmentos, que podem estar 
mais ou menos distante um do outro.
 Sulco intraparietal: muito variável e geralmente perpendicular ao pós-central, com o qual pode estar unido, estende-se para 
trás para terminar no lobo occipital.
Entre estes sulcos, identificam-se os seguintes giros:
 Giro pós-central: localizado entre o sulco central e o sulco pós-central, representa uma das mais importantes áreas 
sensitivas do córtex: a área somestésica primária (área 3, 2 e 1 de Brodmann). 
 Lóbulo parietal superior: complexo de giros localizados entre a margem superior do telencéfalo e o sulco intraparietal. 
Nestes giros, encontramos boa parte da área 7 e parte da área 5 de Brodmann, que representam a área somestésica 
secundária.
 Lóbulo parietal inferior: complexo de giros localizados abaixo do sulco intraparietal. Neste complexo, descrevem-se dois 
importantes giros: o giro supramarginal (localizado na ponta do ramo posterior do sulco lateral) e o giro angular
(localizando no extremo da porção terminal e ascendente do sulco temporal superior). O primeiro compreende à área 40 de 
Brodmann; o segundo, à área 39 de Brodmann. Sabe-se que estes dois giros fazem parte da área de associação terciária 
temporoparietal e que, portanto, integram todas as informações somestésicas, visuais e auditivas pertinentes ao lado oposto 
do corpo. Mais importantes são também as conexões diretas que estes giros (o angular, em especial) realizam entre o córtex 
visual primário e a área de Wernicke. Por esta razão, o giro angular torna-se importante para leitura e funções não verbais 
semelhantes da linguagem (figuras ou fotos). O giro supramarginal também se situa entre o córtex visual e as áreas 
perisylvianas posteriores da linguagem e está envolvido nas funções visuais e táteis (leitura braile, por exemplo) da 
linguagem.
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
3. Lobo Temporal
Apresenta na face súpero-lateral do cérebro dois sulcos principais:
 Sulco temporal superior: inicia-se próximo ao pólo temporal e dirige-se para trás, paralelamente ao ramo posterior do sulco 
lateral, terminando no lobo parietal (bem no giro angular).
 Sulco temporal inferior: paralelo ao sulco temporal superior, é geralmente formado por duas ou mais partes descontínuas.
Entre estes sulcos, identificam-se os seguintes giros:
 Giro temporal superior: localizado entre o ramo posterior do sulco lateral e o sulco temporal superior. Neste giro, escondido 
dentro do sulco lateral, encontramos o giro temporal transverso anterior, onde se localiza o córtex auditivo primário (área 
41 e 42 de Brodmann). No restante do giro temporal superior, encontramos a área 22 de Brodmann, que corresponde a área 
auditiva secundária, cuja porção posterior é representada pela área de Wernicke, relacionada basicamente com a percepção 
da linguagem.
 Giro temporal médio: localizado entre o sulco temporal superior e temporal inferior. Nele, encontramos boa parte da área 21 
de Brodmann, que corresponde à parte da área visual secundária localizada no lobo temporal.
 Giro temporal inferior: abaixo do sulco temporal inferior, se estende até o sulco occipito-temporal, sulco geralmente situado 
na face inferior do hemisfério. Neste giro, é possível encontrar as áreas 20 e 37 de Brodmann, que corresponde à outra 
porção da área visual secundária do lobo temporal.
4. Lobo da ínsula
Afastando-se os lábios do sulco lateral, ou 
mesmo retirando o opérculo fronto-parieto-temporal, 
evidencia-se uma ampla fossa no fundo da qual está 
situada a ínsula, lobo cerebral que durante o 
desenvolvimento cresce menos que os demais, 
razão pela qual é pouco a pouco recoberto pelos 
lobos vizinhos: frontal, temporal e parietal.
 Sulco circular da ínsula: sulco que 
individualiza a ínsula dos demais lobos.
 Sulco central da ínsula: sulco diagonal que 
percorre a ínsula e separa os seus dois 
complexos de giros.
 Giro longo da ínsula: giro alongado
localizado posteriormente ao sulco central 
da ínsula.
 Giros curtos da ínsula: giros encurtados 
localizados a frente do sulco central.
 Límen da ínsula: espécie de tuberosidade 
formada pelo encontro anterior dos giros 
curtos da ínsula.
FACE MEDIAL DO TELENCÉFALO
Para se visualizar completamente esta face, é necessário que o cérebro seja seccionado no plano sagital mediano, expondo, 
assim, a metade do diencéfalo e algumas formações inter-hemisféricas como o corpo caloso, o fórnix e o septo pelúcido, que serão 
descritos a propósito da anatomia dos ventrículos laterais.
1. Lobos Frontal e Parietal
 Sulco do corpo caloso: começa abaixo do rostro do corpo caloso, contorna o tronco e o esplênio do corpo caloso, onde 
continua, já no lobo temporal, com o sulco do hipocampo. Este sulco abriga a artéria pericalosa, ramo da artéria cerebral 
anterior.
 Sulco do cíngulo: tem curso paralelo ao sulco do corpo caloso, sendo separado deste por meio do giro do cíngulo. Termina 
posteriormente dividindo-se em dois ramos: o ramo marginal, que se curva em direção à margem superior do hemisfério, e o 
sulco subparietal, que continua posteriormente em direção ao sulco do cíngulo.
 Sulco paracentral: primeiro ramo do sulco do cíngulo, que se destaca deste e se dirige para a margem superior do 
telencéfalo, limitando o lóbulo paracentral anteriormente. 
 Ramo marginal do sulco do cíngulo: segundo ramo ascendente do sulco do cíngulo, que delimita o lóbulo paracentral 
posteriormente. 
 Sulco subparietal: ramo terminal do sulco do cíngulo, sendo praticamente contínuo a este, dirigindo-se para baixo, seguindo 
a direção do istmo do giro do cíngulo.
 Sulco parietooccipital: sulco muito profundo que separa o lobo occipital do parietal, se originando no local onde o sulco 
calcarino faz o seu arqueamento. É possível observar este sulco também na face súpero-lateral do telencéfalo.
 Giro do cíngulo: grande giro que se localiza entre o sulco do corpo caloso e o sulco do cíngulo. Anatomicamente, este giro 
se inicia na região abaixo do rostro do corpo caloso, na forma do giro paraterminal (que compreende a região da área 
septal, um dos principais centros de prazer do cérebro), e continua circundando o corpo caloso para que, próximo ao 
esplênio, se afunila e forma o istmo do giro do cíngulo. O giro do cíngulo representa uma importante estrutura do sistema 
límbico, correspondendo à área 24 de Brodmann, integrando, inclusive, o circuito de Papez, relacionado com o 
comportamento emocional e o controle do sistema nervoso autônomo.
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
 Face medial do giro frontal superior: porção medial do giro já descrito na face súpero-lateral do telencéfalo, estando essa 
porção delimitada pelo sulco do cíngulo e pela margem superior do telencéfalo. Na face medial do giro frontal superior, 
encontramos a área motora suplementar, também representada pela área 6 de Brodmann.
 Lóbulo paracentral: lobo quadrangular totalmente isolado por sulcos e pela margem superior do telencéfalo, onde também 
se inicia o sulco central. Nas partes anterior e posterior do lóbulo paracentral localizam-se, respectivamente, as áreas motora 
e sensitiva relacionadas com a perna e o pé e órgãos genitais.
 Pré-cúneus: giro com formato triangular localizado à frente do sulco parieto-occipital. Nele, encontramos boa parte da área 7 
e parte da área 5 de Brodmann, que representam a área somestésica secundária.
2. Lobo Occipital
 Sulco calcarino: inicia-se abaixo do esplênio do corpo caloso e tem um trajeto arqueado em direção ao pólo occipital. Nos 
lábios do sulco calcarino, localiza-seo centro cortical da visão (área 17 de Brodmann). Esse sulco tem uma projeção lateral 
encontrada do corno posterior do ventrículo lateral denominada de calcaravis.
 Sulco parieto-occipital: já descrito anteriormente, é representado por um sulco muito profundo que separa o lobo occipital 
do parietal, se originando no local onde o sulco calcarino faz uma angulação. 
 Cúneus: giro complexo, de forma triangular, localizado entre o sulco calcarino e o sulco parieto-occipital. Seu córtex é 
representado pelas áreas 18 e 19 de Brodmann, que compreendem às áreas visuais secundárias do lobo occipital.
 Giro occipito-temporal medial: giro que se projeta em direção da face inferior do cérebro para se continuar anteriormente 
com o giro para-hipocampal, já no lobo temporal. Na sua porção occipital, o giro occipito-temporal medial também é 
representando por áreas visuais secundárias, também numeradas como 18 (em sua maioria) e 19 de Brodmann.
FACE INFERIOR
A face inferior ou base do hemisfério cerebral pode ser dividida em duas partes: uma pertencente ao lobo frontal (que 
repousa sobre a fossa anterior do crânio) e a outra, muito maior, pertencente quase toda ao lobo temporal e repousa sobre a fossa 
média do crânio e a tenda do cerebelo.
1. Lobo temporal
A face inferior do lobo temporal apresenta três sulcos principais de direção longitudinal e que são, da borda lateral para a 
borda medial:
 Sulco occipito-temporal: delimita, com o sulco temporal inferior, o giro temporal inferior. Medialmente, este sulco limita com 
o sulco colateral, o giro occipito-temporal lateral.
 Sulco colateral: inicia-se próximo ao pólo occipital e se dirige para frente, delimitando com o sulco calcarino e o sulco do 
hipocampo, respectivamente, o giro occipito-temporal medial, que se continua anteriormente como o giro para-hipocampal, 
cuja porção anterior se curva em torno do sulco hipocampal para formar o úncos.
 Sulco do hipocampo: origina-se na região do esplênio do corpo caloso, onde continua com o sulco do corpo caloso e se 
dirige para o pólo temporal, onde termina separando o giro para-hipocampal do uncos.
 Sulco rinal: pequeno sulco localizado na parte mais distal do sulco colateral, que divide a parte mais anterior do giro-
parahipocampal do giro occipito-temporal lateral.
 Giro occipito-temporal lateral: giro localizado entre os sulcos temporal inferior e occipito-temporal. Pode-se dizer que seu 
córtex é praticamente recoberto por córtex visual secundário, representado pelas áreas 19, 20 e 37.
 Giro occipito-temporal medial: já descrito anteriormente, é um giro que se origina abaixo do sulco calcarino e se direciona 
para a face inferior do telencéfalo, onde se continua na forma de giro para-hipocampal.
 Giro para-hipocampal: considerado como uma continuação do giro occipito-temporal medial, após se unir com o istmo do 
giro do cíngulo. É delimitado, portanto, pelos sulcos colateral e do hipocampo. Seu córtex é representado pela área 28 de 
Brodmann, que corresponde a parte da área olfatória primária.
 Uncos: pequeno lobo na forma de gancho localizado na região mais distal do giro para-hipocampal, que se forma no 
momento em que este se angula para trás. O sulco formado entre estes dois giros ainda é representado pelo sulco do 
hipocampo. O córtex do úncos também corresponde à área olfatória, representada pela área 34 de Brodmann.
 Giro denteado: pequeno giro localizado medialmente ao hipocampo que recebe tal denominação por se assemelhar a uma 
roda dentada. Posteriormente, é contínuo com outro giro, agora delgado, de aspecto vermiforme, e sem demarcações, 
conhecido como giro fasciolar, que segue para se omitir por trás do esplênio do corpo caloso.
2. Lobo frontal
A face inferior do lobo frontal apresenta um único sulco anatomicamente importante, o sulco olfatório, profundo (podendo 
ser observado bem proeminentemente em cortes coronais nesse nível) e de direção ântero-posterior. Medialmente ao sulco olfatório, 
continuando dorsalmente com o giro frontal superior, situa-se o giro reto. O resto da face inferior do lobo frontal é ocupado por sulcos 
e giros irregulares, os sulcos e giros orbitários.
As principais formações encontradas na face inferior do lobo occipital são relacionadas com a olfação, constituindo o 
chamado rinencéfalo (de rhinos = nariz). O bulbo olfatório é uma dilatação ovóide e achatada de substância cinzenta que continua 
posteriormente com o tracto olfatório, ambos alojados no sulco olfatório. O bulbo olfatório recebe os filamentos que constituem o 
nervo olfatório (I par craniano). Estes atravessam pequenos orifícios que existem na lâmina crivosa do osso etmóide para fazer 
sinapses com o bulbo olfatório. Posteriormente, o tracto olfatório se bifurca formando as estrias olfatórias lateral e medial, que 
delimitam uma área triangular, o trígono olfatório, que contém uma área perfurada por pequenos orifícios para a passagem de vasos 
oriundos da artéria cerebral média: a substância perfurada anterior (lembrando que a substância perfurada posterior situa-se na fossa 
interpeduncular, entre os pedúnculos cerebrais do mesencéfalo).
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
OBS: As €reas de Brodmann so clinicamente significativas, constituindo mapas citoarquitet‚nicos do cƒrebro humano. Em resumo, 
as mais importantes so:
 „reas 3,1 e 2 de Brodmann: trata-se do c…rtex somatossensorial prim€rio (isoc…rtex heterot†pico granular).
 „reas 4 de Brodmann: c…rtex motor prim€rio (isoc…rtex heterot†pico agranular).
 „reas 5 e 7 de Brodmann: c…rtex somatossensorial secund€rio.
 „rea 6 de Brodmann: €rea motora suplementar e €rea prƒ-motora.
 „rea 8 de Brodmann: campo ocular frontal, respons€vel, em parte, pelo reflexo de acomoda‡o do cristalino.
 „reas 9, 10, 11, 12, 32 e 47 de Brodmann: c…rtex prƒ-frontal (parte no-motora do lobo frontal).
 „rea 17 de Brodmann: c…rtex visual prim€rio (lobo occipital).
 „reas 18, 19 (lobo occipital), 20, 21 e 37 (lobo temporal) de Brodmann: c…rtex visual secund€rio.
 „rea 40 e parte da €rea 39 de Brodmann: giro supramarginal e angular, respectivamente.
 „reas 41 e 42 de Brodmann: €reas auditivas prim€rias (giro temporal transverso anterior).
 „reas 22 de Brodmann: €reas auditivas secund€rias (na sua por‡o posterior, encontramos a €rea de Wernicke).
 „rea 43 de Brodmann: c…rtex gustat…rio (pr…ximo a representa‡o somestƒsica da l†ngua no giro p…s-central).
 „rea 44 e parte da €rea 45 de Brodmann: trata-se a €rea de Broca no hemisfƒrio dominante.
 „rea 27, 28 e 34 de Brodmann: olfat…ria prim€ria (€rea entorrinal).
 „rea 23, 24, 31 e 33: sistema l†mbico.
VENTRÍCULOS LATERAIS
Os hemisfƒrios cerebrais possuem cavidades revestidas de epˆndima e contidas de l†quido cƒrebro-espinhal, os ventrículos 
laterais esquerdo e direito, que se comunicam com o III ventr†culo pelo respectivo forame interventricular (forame de Monro). 
Exceto por este forame cada ventr†culo ƒ uma cavidade completamente fechada, apresentando sempre uma parte central e trˆs 
cornos que correspondem aos trˆs p…los do hemisfƒrio: cornos anterior, posterior e inferior. Com exce‡o do corno inferior, todas as 
partes do ventr†culo lateral tˆm o teto formado pelo corpo caloso, cuja remo‡o exp‰e amplamente a cavidade ventricular.
Algumas estruturas merecem destaque, antes de abordarmos cada regio dos ventr†culos laterais, pois elas serviro de 
referˆncia para o estudo de cortes encef€licos e dos pr…prios ventr†culos:
 Forame interventricular (de Monro): j€ destacado a prop…sito do estudo do III ventr†culo, corresponde a dois forames, um 
para cada hemisfƒrio cerebral, que comunica os respectivos ventr†culos laterais com o III ventr†culo. Tem como limite anterior 
a coluna do fórnix e, como limite posterior, o tubérculo anteriordo tálamo. Com rela‡o aos ventr†culos laterais, o forame 
interventricular, alƒm de comunicar estes com o III ventr†culo, tambƒm serve como estrutura de referˆncia para separar o 
corno frontal da parte central do ventr†culo lateral.
 Fórnix: conjunto de fibras que se origina na forma de fímbria do hipocampo e se dirige atƒ o diencƒfalo para terminar nos 
corpos mamilares, integrando o circuito de Papez do sistema l†mbico. Š facilmente encontrado, pois constitui uma estrutura 
em forma de “C” e que percorre, praticamente, todo o ventr†culo lateral, saindo do corno inferior deste ventr†culo (na forma de 
fímbria do hipocampo), adotando a forma de perna do fórnix, corpo do fórnix e, em n†vel da transi‡o telencƒfalo-
diencƒfalo, passa a constituir a coluna do fórnix, atƒ terminar nos corpos mamilares.
 Corpo caloso: maior das comissuras inter-hemisfƒricas, o corpo caloso ƒ formado por um grande feixe de fibras que cruzam 
o plano mediano e penetram de cada lado no centro branco medular do cƒrebro, unindo €reas simƒtricas do c…rtex cerebral 
de cada hemisfƒrio. Observado o corpo caloso em um corte sagital do cƒrebro, devemos diferenciar as seguintes regi‰es:
tronco do corpo caloso, que se dilata posteriormente para formar o esplênio do corpo caloso e se flete anteriormente em 
dire‡o  base do cƒrebro para constituir o joelho do corpo caloso. Este, mais inferiormente, afila-se para formar o rostro 
do corpo caloso, que continua em uma fina lŽmina, a lâmina rostral, atƒ a comissura anterior, uma outra comissura inter-
hemisfƒrica. Entre a comissura anterior o quiasma …ptico temos a lamina terminal, delgada lamina de substŽncia branca que 
tambƒm une os dois hemisfƒrios e forma o limite anterior do terceiro ventr†culo. No dorso do corpo caloso, encontramos dois 
pares de estrias: as estrias longitudinais mediais e laterais, que correspondem ao chamado indúzio cinzento (gríseo).
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
1. Corno Frontal do Ventrículo Lateral
O corno anterior (frontal) é a parte do ventrículo lateral que se situa totalmente adiante do forame interventricular. Sua parede 
medial é vertical e constituída pelo septo pelúcido. O assoalho, inclinado, forma também a parede lateral e é constituído pela cabeça 
do núcleo caudado (um dos núcleos da base que ainda serão descritos), que é bem proeminente na cavidade ventricular. O tecto e o 
limite anterior do corno anterior são formados pelo corpo caloso.
Nesta parte do ventrículo, devemos identificar as seguintes estruturas:
 Cabeça do núcleo caudado: projeção mais anterior de um dos principais núcleos da base do telencéfalo. O formato deste 
núcleo poderia ser comparado ao de um camarão, apresentando uma cabeça (localizada na parte central do ventrículo 
lateral), um corpo e uma cauda.
 Coluna do fórnix: pequena porção do fórnix que constitui o limite anterior do forame de Monro.
 Septo pelúcido: dupla película de tecido nervoso que, neste nível, separa os dois cornos frontais e apresenta uma 
importante veia conhecida como veia septal anterior.
 Joelho do corpo caloso: este deve ser reconhecido, também, em uma perspectiva interna do ventrículo.
2. Parte Central do Ventrículo Lateral
A parte central do ventrículo lateral estende-se dentro do lobo parietal do nível do forame interventricular para trás, até o esplênio do 
corpo caloso, onde a cavidade se bifurca em cornos inferior e posterior na região denominada trígono colateral (área compreendida entre o 
hipocampo e o calcaravis, formações do corno temporal e occipital, respectivamente). 
O tecto da parte central é formado pelo corpo caloso e a parede medial, pelo septo pelúcido. O assoalho apresenta as seguintes 
formações: fórnix, plexo corióide, parte lateral da face dorsal do tálamo, estria terminal, veia tálamo-estriada e corpo do núcleo 
caudado.
3. Corno Occipital do Ventrículo Lateral
O corno posterior (occipital) estende-se para dentro do lobo occipital e termina posteriormente na forma de uma ponta. Suas 
paredes, em quase toda a extensão, são formadas por fibras do corpo caloso (fórceps do corpo caloso). Na parte medial, descrevem-se duas 
elevações: o bulbo do corno posterior, formado pela porção occipital da radiação do corpo caloso, e o calcaravis, situado abaixo do bulbo e 
formado por uma prega da parede determinada pelo fundo do sulco calcarino (já descrito a propósito da face medial do telencéfalo).
4. Corno Temporal do Ventrículo Lateral
O corno inferior (temporal) do ventrículo lateral curva-se inferior e a seguir, anteriormente em direção ao polo temporal a partir do 
trígono colateral, uma área triangular delimitada anteriormente pelo hipocampo e posteriormente pelo calcaravis.
O tecto do corno inferior é formado pela substância branca do hemisfério e apresenta ao longo de sua margem medial a cauda do 
núcleo caudado e a estria terminal (que continua separando o núcleo caudado do tálamo). Na extremidade da cauda do núcleo caudado, 
observa-se uma discreta eminência arredondada, às vezes pouco nítida, formada pelo corpo amigdaloide, localizado em uma região do lobo 
temporal a frente do hipocampo. 
O assoalho do corno inferior do ventrículo apresenta duas eminências alongadas, a eminência colateral, formada pelo fundo do 
sulco colateral e o hipocampo, situado medialmente a ela. O hipocampo é uma elevação curva e muito pronunciada que se dispõe 
profundamente ao giro para-hipocampal. É constituído de um tipo de córtex muito antigo (arquicórtex) e faz parte do sistema límbico. O 
hipocampo liga-se as pernas do fórnix por um feixe de fibras situadas ao longo de sua borda medial, a fímbria do hipocampo.
ORGANIZAÇÃO INTERNA DOS HEMISFÉRIOS CEREBRAIS
Convém estudar agora alguns aspectos da organização interna dos hemisférios cerebrais visíveis macroscopicamente em 
secções horizontais (axiais), frontais (coronais) e sagitais do cérebro. Assim, cada hemisfério possui uma camada superficial de 
substância cinzenta, o córtex cerebral, que reveste um centro um centro de substância branca, o centro branco medular do 
cérebro (centro semi-oval), no interior do qual existem massas de substância cinzenta, os núcleos da base do cérebro.
Em resumo, as seguintes estruturas devem ser devidamente reconhecidas:
 Núcleo Caudado: é uma alongada e bastante volumosa massa de substância cinzenta relacionada, em toda sua extensão, 
com os ventrículos laterais. Sua extremidade anterior, muito dilatada, constitui a cabeça do núcleo caudado (bastante 
proeminente no corno anterior do ventrículo). Ela continua gradualmente com o corpo do núcleo caudado (situado no 
assoalho da parte central do ventrículo lateral). Este afina-se pouco a pouco para formar a cauda do núcleo caudado, que 
é longa, delgada e fortemente arqueada, estendendo-se até a extremidade anterior do corno inferior do ventrículo lateral. A 
cabeça do núcleo caudado funde-se com a parte anterior do núcleo lentiforme.
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
 Núcleo Lentiforme: tem a forma e o tamanho aproximado de uma castanha-do-pará e se relaciona medialmente com a 
cápsula interna que o separa do núcleo caudado e do tálamo; lateralmente relaciona-se com o córtex da ínsula, do qual é 
separado por substância branca e pelo claustrum. O núcleo lentiforme é dividido em putâmen e globo pálido por uma fina 
lâmina de substância branca, a lâmina medular lateral. O putâmen situa-se mais lateralmente e é maior que o globo pálido, 
que se dispõe medialmente. O globo pálido é subdividido ainda em globo pálido lateral (externo) e globo pálido medial 
(interno) por meio da lâmina medular medial.
 Claustrum: é uma delgada calota de substância cinzenta situada entre o córtex da ínsula e o núcleo lentiforme. Separa-se 
daquele por uma fina lâmina branca, a cápsula extrema. Entre o claustrum e o núcleo lentiforme existe uma outralâmina 
branca, a cápsula externa.
 Corpo amigdalóide: é uma massa esferóide de substância cinzenta situada no polo temporal do hemisfério cerebral, em 
relação com a cauda do núcleo caudado. O corpo amigdalóide faz parte do sistema límbico e é importante centro regulador 
do comportamento sexual e da agressividade.
 Cápsula interna: a cápsula interna contém a maioria das fibras que saem ou entram no córtex cerebral. Estas fibras formam 
um feixe compacto que separa o núcleo lentiforme, situado lateralmente, do núcleo caudado e tálamo, situados 
medialmente. Acima do nível destes núcleos as fibras da cápsula interna passam a constituir a coroa radiada. A cápsula 
interna é dividida ainda em três porções: perna anterior, situada entre a cabeça núcleo caudado e o núcleo lentiforme; uma 
perna posterior, bem maior, situada entre o núcleo lentiforme e o tálamo; estas duas porções da cápsula interna encontram-
se formando um ângulo que constitui o joelho da cápsula interna.
Sumariando, as estruturas que se dispõem do interior de cada hemisfério cerebral vistas em um corte horizontal ao nível do 
corpo estriado (conjunto do núcleo caudado com núcleo lentiforme), da face lateral até a superfície ventricular: córtex da ínsula, 
cápsula extrema, claustrum, cápsula externa, putâmen, lâmina medular lateral, parte externa do globo pálido (globo pálido lateral), 
lâmina medular medial, parte interna do globo pálido (globo pálido medial), cápsula interna, tálamo e III ventrículo.
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
ARTÉRIAS DO TELENCÉFALO
O encƒfalo ƒ irrigado pelas artérias carótidas internas e pelas artérias vertebrais, originadas no pesco‡o, onde, entretanto, 
no do nenhum ramo importante, sendo, pois, especializadas para a irriga‡o do encƒfalo. Na base do crŽnio, estas artƒrias formam 
um pol†gono anastom…tico, o polígono de Willis, de onde saem as principais artƒrias para a vasculariza‡o cerebral.
SISTEMA CAROTÍDEO INTERNO (CIRCULAÇÃO ANTERIOR DO ENCÉFALO)
A Artéria Carótida Interna (ACI) ƒ ramo da bifurca‡o da artƒria car…tida comum quando esta se divide ao n†vel da 
eminˆncia tire…idea. Atribui-se  ACI quatro segmentos: cervical (C1), petroso (C2), cavernoso (C3) e cerebral ou supraclin…ide (C4). 
Ap…s um trajeto mais ou menos longo no pesco‡o, sempre internamente  bainha carot†dea, a ACI penetra na cavidade 
craniana pelo canal carot†deo do osso temporal (onde d€ origem a ramos como a A. do canal pterigóideo e as Aa. carótico-
timpânicas), atravessa o seio cavernoso, no interior do qual descreve em um plano vertical uma dupla curva, formando um “S”, o 
sifão carotídeo, relacionando-se com nervos cranianos como o N. abducente. Dentro do seio cavernoso (ao lado do corpo do O. 
esfen…ide), a ACI (por‡o cavernosa) distribui os seguintes ramos:
 Tronco meningo-hipofisário: divide-se em artéria tentorial (ou de Bernasconi-Carcinari, que envia ramos para os Nn. 
oculomotor e troclear), artéria hipofisária inferior (irriga o lobo posterior da hip…fise), artéria meníngea dorsal (envia ramos 
para o N. abducente). Raramente, origina a artéria inferior do seio cavernoso.
 Artéria meníngea anterior.
 Artéria capsular de McConnell: irriga a c€psula da hip…fise e a dura-m€ter que reveste a parede anterior do seio cavernoso 
e do diafragma da sela.
A seguir, a ACI atravessa os processos clin…ides do O. esfen…ide e perfura a dura-m€ter e a aracn…ide. No in†cio do sulco 
lateral, pr…ximo  substŽncia perfurada anterior, divide-se em seus dois ramos terminais: as artérias cerebrais média e anterior. 
Alƒm de seus dois ramos terminais, a ACI (por‡o cerebral) origina os seguintes ramos tambƒm importantes:
 Artéria hipofisária superior: irriga o lobo anterior da hip…fise e o infund†bulo. Participa da forma‡o do sistema porta-
hipofisário (juntamente com vˆnulas que drenam diretamente par ao seio cavernoso). 
 Artéria oftálmica: emerge da car…tida interna quando esta atravessa o seio cavernoso, logo abaixo do processo clin…ide 
anterior. Irriga o bulbo ocular e forma‡‰es anexas.
 Artéria comunicante posterior: anastomosa-se com a artƒria cerebral posterior, ramo terminal da basilar, contribuindo para 
a forma‡o do pol†gono de Willis.
 Artéria corióidea anterior: dirige-se para tr€s, ao longo do tracto …ptico, penetra no corno inferior do ventr†culo lateral, 
irrigando os plexos cori…ides, tracto …ptico e corpo geniculado lateral, globo p€lido, hipocampo e parte da c€psula interna 
(perna posterior).
SISTEMA VÉRTEBRO-BASILAR (CIRCULAÇÃO POSTERIOR DO ENCÉFALO)
As artérias vertebrais direita e esquerda so ramos da primeira por‡o da artƒria subcl€via, direita e esquerda 
correspondentes. Apresentam um trajeto ascendente, subindo na regio profunda do pesco‡o dentro dos forames transversos das 
seis vƒrtebras cervicais superiores; perfuram a membrana atlanto-occipital, a dura-m€ter e a aracn…ide logo em seguida, penetrando 
no crŽnio pelo forame magno. 
Elas percorrem a seguir a face ventral do bulbo para constituir um tronco nico, a artéria basilar, alojada em um sulco de 
mesmo nome na ponte. As artƒrias vertebrais originam duas artƒrias espinhais posteriores e a artƒria espinhal anterior. Originam 
ainda as artƒrias cerebelares inferiores posteriores que irrigam a por‡o inferior e posterior do cerebelo, bem como a €rea lateral do 
bulbo. A artƒria basilar percorre geralmente o sulco basilar da ponte e termina anteriormente, bifurcando-se para formar as artérias 
cerebrais posteriores direita e esquerda. Neste trajeto ascendente em seu sulco, a artƒria basilar emite os seguintes ramos: A. 
cerebelar inferior anterior, A. do labirinto, A. cerebelar superior e A. cerebral posterior. Sumariando, temos:
 Artéria cerebelar inferior posterior: ramo da por‡o distal da A. vertebral que adota trajeto lateralmente ao bulbo para 
depois contornar a tonsila cerebelar. Š respons€vel pela irriga‡o da parte dorso-lateral do bulbo, assim como a por‡o 
inferior do cerebelo. Est€ relacionada com a Síndrome de Wallemberg.
 Artéria cerebelar inferior anterior: primeiro ramo da basilar que se distribui  parte anterior da face inferior do cerebelo.
 Artéria do labirinto: penetra no meato acstico interno junto com os nervos facial e vestibulococlear, vascularizando 
estruturas do ouvido interno. Entretanto, ƒ v€lido ressaltar que em apenas 15% dos casos, a artƒria do labirinto origina-se 
diretamente da artƒria basilar; na maioria dos casos, esta artƒria ƒ um ramo menor da artƒria cerebelar inferior anterior.
 Artéria cerebelar superior: nasce da A. basilar, logo antes das cerebrais posteriores, distribuindo-se para o mesencƒfalo e 
parte superior do cerebelo. Entre a artƒria cerebelar superior e a artƒria cerebral posterior (ramo terminal da artƒria basilar, 
que corre paralelamente acima da A. cerebelar superior), localiza-se o nervo …culo-motor, que pode ser acometido nos casos 
de aneurismas dessas duas artƒrias.
CIRCUITO ARTERIAL DO CÉREBRO
O circuito arterial do cƒrebro ou polígono (círculo) 
de Willis ƒ uma rede de anastomose arterial de forma 
poligonal situado na base do cƒrebro, onde circunda o 
quiasma …ptico e o tber cinƒreo, relacionando-se ainda com 
a fossa interpeduncular e a substŽncia perfurada anterior. Š 
formado pelas por‡‰es proximais das artƒrias cerebrais 
anterior, mƒdia e posterior, pela artƒria comunicante anterior e 
pelas artƒrias comunicantes posteriores. A artéria 
comunicante anterior ƒ pequena e conecta as duas artƒrias 
cerebrais anteriores adiante do quiasma …ptico; as artérias 
comunicantes posteriores unem de cada lado as car…tidas 
internas com as cerebrais posteriores correspondentes.
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
TERRITÓRIO CORTICAL DAS TRÊS ARTÉRIAS CEREBRAIS
Ao contrário dos ramosprofundos, os ramos corticais das artérias possuem anastomoses, pelos menos em seu trajeto na 
superfície do cérebro. Entretanto, estas anastomoses usualmente são insuficientes para a manutenção de uma circulação colateral 
adequada em casos de obstrução dos troncos principais ou de seus ramos mais calibrosos. Resultam, pois, nestes casos, lesões de 
áreas mais ou menos extensas do córtex cerebral com um quadro sintomático característico das síndromes das artérias cerebrais 
anterior; média e posterior.
 Artéria cerebral anterior (ACA): um dos ramos da bifurcação da carótida interna, a ACA dirige-se para diante e para cima, 
ganhando a fissura longitudinal do cérebro. Curva-se em torno do joelho do corpo caloso e ramifica-se na face medial de 
cada hemisfério desde o lobo frontal até o sulco parieto-occipital. Esta artéria divide-se ainda ao nível do joelho do corpo 
caloso em dois ramos terminais: a artéria pericalosa (alojada no sulco do corpo caloso) e a artéria calosomarginal (alojada 
no sulco do cíngulo). Ela distribui-se também à parte mais alta da face súpero-lateral de cada hemisfério, onde se limita com 
o território da artéria cerebral média. Ao longo de seu trajeto, a ACA envia ramos corticais primários como: artéria 
orbitofrontal medial; artéria frontopolar; ramos frontais internos anterior, médio e posterior; A. paracentral. Termina se 
anastomosando com ramos da A. cerebral posterior. A obstrução de uma das artérias cerebrais anteriores causa, entre 
outros sintomas, paralisia e diminuição da sensibilidade no membro inferior do lado oposto, decorrente da lesão de partes 
das áreas corticais motora e sensitiva que correspondem à perna e pé e que se localizam na porção alta dos giros pré e pós-
central (lóbulo paracentral), além de distúrbios vesicais (por lesão do centro paracortical da micção).
 Artéria cerebral média (ACM): ramo principal da carótida interna, a ACM percorre o sulco lateral em quase toda a sua 
extensão, distribuindo ramos que vascularizam a maior parte da face súpero-lateral de cada hemisfério. Seu território de
irrigação compreende áreas corticais importantes, como a área motora, a área somestésica, o centro da palavra falada e 
outras. Seus principais ramos corticais são: A. orbitofrontal lateral (supre parte da área de Broca); A. pré-central (ou pré-
Rolandica); A. central (ou Rolandica); A. pós-central (pós-Rolandica ou parietal anterior); A. supramarginal (ou parietal 
posterior); A. angular. As artérias Rolandicas suprem partes adjacentes dos giros pré-frontal e pós-frontal. Obstruções da 
artéria cerebral média, quando não são fatais, determinam sintomatologia muito rica, com paralisia e diminuição da 
sensibilidade do lado oposto do corpo (exceto no membro inferior, o que determina, portanto, um quadro de paresia e 
parestesia com predomínio braquiofacial), podendo haver ainda graves distúrbios da linguagem. O quadro é especialmente 
grave se a obstrução atingir também ramos profundos da artéria cerebral média (artérias lentículo-estriadas), que, como já foi 
exposto, vascularizam os núcleos da base e cápsula interna (vide OBS1).
 Artéria cerebral posterior (ACP): ramos de bifurcação da artéria basilar, as ACP dirigem-se para trás, contornando o 
pedúnculo cerebral ao longo do sulco do hipocampo. Em seu trajeto (percorrendo a face inferior do lobo temporal e chegando
ao lobo occipital), a ACP envia ramos importantes como: A. temporal anterior (supre o uncos, parte anterior dos giros 
temporais inferiores, giro occipito-temporal lateral ou fusiforme e giro parahipocampal); A. temporal posterior (supre o 
restante dos giros fusiforme e temporal inferior); A. pericalosa posterior (ou ramo dorsal do corpo caloso, que irriga o 
esplênio); A. parieto-occipital (ou occipital posterior, que supre parte do cúneus); A. calcarina (que chega aos lábios do sulco 
calcarino). Sua obstrução causa a perda de uma parte do campo visual (hemianopsia homônima contralateral à lesão com 
preservação do reflexo consensual, diferenciando-se da lesão do tracto óptico).
OBS: Principais ramos perfurantes (profundos). Como vimos, além dos ramos corticais, as artérias cerebrais e a ACI enviam 
ramos profundos responsáveis pela irrigação de estruturas profundas do encéfalo. O rompimento dessas artérias (frequentemente
descritas como isquemia lacunar) causa quadros neurológicos variados e bastante diversos. Dentre as principais, destacamos:
 A. estriada medial (ou artéria recorrente de Heubner, ramo da A. cerebral anterior): existente em 80% dos casos, tem um 
trajeto recorrente e, depois de emitir alguns ramos para o córtex orbital, atravessa a substância perfurada anterior e se une 
aos ramos profundos da ACM. Irriga parte inferior da cabeça do núcleo caudado, parte inferior do pólo anterior do putâmen, 
pólo anterior do globo pálido, perna anterior da cápsula interna (onde passam as fibras do tracto córtico-pontino e fibras do 
tálamo que partem para o giro do cíngulo), etc.
 Aa. centrais ântero-laterais (ou artérias lentículo-estriadas, ramos da A. cerebral média): logo depois de formadas, 
atravessam a substância perfurada anterior e suprem todo o putâmen (com exceção do seu pólo anterior), parte superior da 
cabeça do núcleo caudado e todo o seu corpo, parte lateral do globo pálido, joelho da cápsula interna (por onde passam as 
fibras do tracto córtico-nuclear, que se dirigem para os núcleos da coluna eferente somática do tronco encefálico) e parte 
superior da perna posterior da cápsula interna. Essas artérias são as principais envolvidas nas isquemias lacunares.
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
 A. corióidea anterior (ramo da A. carótida interna): origina-se da ACI imediatamente antes da bifurcação da mesma. Ela se 
dirige para trás acompanhando o tracto óptico e entra no corno inferior (temporal) do ventrículo lateral. Ela supre o plexo 
corióide do ventrículo lateral e emite ramos para o tracto óptico, corpo geniculado lateral, hipocampo, cauda do núcleo 
caudado, parte medial do globo pálido e terços posteriores da perna posterior da cápsula interna (por onde passam fibras do 
tracto córtico-espinhal, radiações talâmicas sensitivas, radiações ópticas e auditivas). Admite-se, também, que, em alguns 
casos, pode irrigar o joelho da cápsula interna e/ou a porção medial da base do pedúnculo cerebral.
 Ramos dos núcleos talâmicos (ou artérias tálamo-perfurantes, ramos da A. cerebral posterior): irrigam a maior parte do 
tálamo. 
VEIAS DO TELENCÉFALO
As veias do encéfalo, de um modo geral, não acompanham as artérias, sendo maiores e mais calibrosas do que elas. De 
uma forma ou de outra, as veias drenam para os seios da dura-máter, de onde o sangue converge para as veias jugulares internas, 
as quais recebem praticamente todo o sangue venoso do encéfalo. Os seios da dura-máter ligam-se também às veias extracranianas 
por meio de pequenas veias emissárias que passam através de forames muito pequenos no crânio.
As veias do cérebro dispõem-se em dois sistemas: o sistema venoso superficial e o sistema venoso profundo, sendo eles 
unidos por anastomoses.
SISTEMA VENOSO SUPERFICIAL
O sistema venoso superficial é constituído por veias que drenam o córtex e a substância branca subjacente. Anastomosam-
se amplamente na superfície do cérebro, onde formam grandes troncos venosos, as veias cerebrais superficiais, que desembocam 
nos seios da dura-máter. As veias cerebrais superficiais superiores provêm da face medial e da metade superior da face súpero-lateral 
de cada hemisfério, desembocando no seio sagital. As veias cerebrais superficiais inferiores provêm da metade inferior da face 
súpero-lateral de cada hemisfério e de sua face inferior, terminando nos seios da base (petroso superior e cavernoso) e no seio 
transverso. As três principais veias que realizam a drenagem cortical superficial são:
 Veia de Trolard (veia anastomótica 
superior): é a maior veiaanastomótica que 
cursa ao longo da superfície cortical dos lobos 
frontal e parietal, entre o seio sagital superior e 
a veia sylviana (alojada no sulco lateral e que 
desemboca, indiretamente, no seio cavernoso), 
constituindo, assim, uma importante via 
anastomótica entre os seios venosos da 
abóbada e da base do crânio. É mais presente 
no hemisfério não-dominante.
 Veia de Labbé (veia anastomótica inferior): é 
o maior vaso anastomótico que cruza o lobo 
temporal, conectando veias do sulco lateral ao 
seio transverso. Ao contrário da veia de 
Trolard, a veia anastomótica inferior é mais 
comum no hemisfério dominante.
 Veia sylviana superficial (veia cerebral 
média superficial): geralmente nasce na 
porção posterior do sulco lateral, adotando um 
trajeto anterior e inferior ao longo deste sulco. 
Recebe as seguintes confluências: veia 
frontossylviana, parietossylviana e 
temporossylviana. Une-se ao seio 
esfenoparietal podendo, então, dirigir-se 
diretamente para o seio cavernoso.
SISTEMA VENOSO PROFUNDO
Compreende veias que drenam o sangue de regiões situadas profundamente no cérebro, tais como: o corpo estriado, a 
cápsula interna, o diencéfalo e grande parte do centro branco medular do cérebro. Veias localizadas no ventrículo lateral (e que 
drenam estruturas profundas da região) desembocam, gradativamente, na veia septal anterior e veia tálamo-estriada (esta segue 
ao longo da estria terminal, que divide o tálamo do corpo do núcleo caudado, e recebe veias caudadas ao longo de seu trajeto) que, 
por sua vez, após cruzarem o forame interventricular e alcançarem o III ventrículo, se unem, juntamente às veias corióideas, para 
formar a veia cerebral interna. Esta adota um trajeto posterior ao longo do tecto do III ventrículo para formar a veia cerebral magna 
e, deste modo, receber as veias basais (de Rosenthal) ou basilares e veias cerebelares. A mais importante veia deste sistema 
venoso profundo é, de fato, a veia cerebral magna (veia de Galeno), para qual converge quase todo o sangue do sistema venoso 
profundo do cérebro. A veia cerebral magna é, portanto, um curto tronco venoso ímpar e mediano formado pela confluência das veias 
cerebrais internas (formadas, por sua vez, pelas veias tálamo estriadas, veias corióideas e septal anterior), logo abaixo do esplênio do 
corpo caloso, desembocando no seio reto. A veia basal de Rosenthal é responsável por trazer o sangue da região mais inferior do 
diencéfalo (quiasma, hipotálamo) e se une com a V. cerebral magna para desembocar no seio reto.
Veia Septal Anterior e Veia Tálamo-estriada + Veias corióideas Veia Cerebral Interna + Veias basilares 
Veia Cerebral Magna  Seio Reto.
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
MINI-ATLAS DE SECÇÕES ENCEFÁLICAS
CORTES FRONTAIS (CORONAIS)
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
CORTES AXIAIS (HORIZONTAIS)
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
CORTES SAGITAIS
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA
Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA

Mais conteúdos dessa disciplina