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Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA MED RESUMOS 2012 NETTO, Arlindo Ugulino. NEUROANATOMIA – 2 UNIDADE DIENCÉFALO O diencéfalo e o telencéfalo formam, juntos, o cérebro, que corresponde, pois, ao prosencéfalo (durante a vida embrionária). Ele compreende as seguintes estruturas: tálamo (e metatálamo), hipotálamo e epitálamo, estando todas estas relacionadas com o III ventrículo. III VENTRÍCULO O III ventrículo representa uma estreita e cavidade ímpar e mediana no diencéfalo, comunicando-se com o IV ventrículo por meio do aqueduto cerebral e com os ventrículos laterais pelos respectivos forames interventriculares (forames de Monro). Quanto ao seu estudo, se faz necessário revisar a sua participação na dinâmica liquórica, bem como seus acessos e limites. Forame interventricular (de Monro): em número de dois, comunica os respectivos ventrículos laterais com o III ventrículo. Tem como limite anterior a coluna do fórnix (conjunto de fibras que se origina na forma de fímbria do hipocampo e se dirige até o diencéfalo para terminar nos corpos mamilares, integrando o circuito de Papez do sistema límbico) e, como limite posterior, o tubérculo anterior do tálamo (pólo anterior da massa talâmica, onde existem núcleos também relacionados com o sistema límbico, pois recebem o fascículo mamilo-talâmico ou feixe de Vicq d'Azyr, originado nos corpos mamilares). Sulco hipotalâmico: depressão rasa que liga os forames interventriculares ao aqueduto cerebral, determinando o local de escoamento do líquor a partir dos ventrículos laterais até o IV ventrículo. Este sulco serve como um limite: as paredes acima dele pertencem ao tálamo, e as situadas abaixo, ao hipotálamo. Aqueduto cerebral: estreito canal que interliga os III e IV ventrículos. Quanto aos limites do III ventrículo, temos: Parede lateral: composta, em sua maioria, pelo tálamo e por uma pequena porção lateral do hipotálamo. Assoalho: é composto por, de diante para trás: quiasma óptico, infundíbulo, túber cinéreo e corpos mamilares, todos pertencentes ao hipotálamo. Parede posterior: relativamente pequena, é formada pelo epitálamo, que se localiza acima do sulco hipotalâmico e posteriormente à massa talâmica. Teto: é representado pela tela corióide do III ventrículo, que se fixa entre as duas estrias medulares do tálamo. Parede anterior: é composta pela comissura anterior e pela lâmina rostral. Portanto, a parede anterior do III ventrículo não é formada por estruturas do diencéfalo, uma vez que estas estruturas tem origem embrionária telencefálica. Vale salientar também que a luz do III ventrículo se evagina para formar quatro recessos: na região do infundíbulo, o recesso infundibular (evidente como um orifício no tuber cinéreo quando a hipófise é arrancada das peças anatômicas); outro acima do quiasma óptico, o recesso óptico; um terceiro na haste da glândula pineal, o recesso pineal, entre as comissuras posterior e das habênulas; e o recesso suprapineal, localizado acima da glândula pineal (impossível de ser observado nas peças em que o tecto do III ventrículo tenha sido removido). Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA TÁLAMO Os tálamos são duas massas volumosas de substância cinzenta, com formato ovóide, dispostas uma de cada lado, na porção látero-dorsal do diencéfalo. O tálamo é praticamente todo formado por substância cinzenta na qual se distinguem vários núcleos. Quanto as suas estruturas anatômicas descritivas principais, temos: Tubérculo anterior do tálamo: extremidade pontiaguda do tálamo que entra, inclusive, na composição dos limites do forame interventricular. Ele abriga núcleos que recebem as fibras do fascículo mamilo-talâmico (feixe de Vicq d'Azyr) e projetam fibras eferentes para o córtex do giro do cíngulo, integrando o circuito de Papez, relacionando-se, pois, com o comportamento emocional (sistema límbico). Pulvinar do tálamo: massa posterior e bastante proeminente do tálamo, abriga núcleos que estabelecem conexões recíprocas com a chamada área de associação temporoparietal do córtex cerebral situada nos giros angular e supramarginal. Corpos geniculados medial e lateral: o corpo geniculado medial, localizado abaixo do pulvinar do tálamo, faz parte da via auditiva; o lateral, localizado no extremo posterior do tracto óptico, faz parte da via óptica. Ambos são considerados por alguns autores como constituintes de uma divisão do diencéfalo denominada metatálamo. Aderência intertalâmica: ponte de substância cinzenta frequentemente vista em cortes sagitais que une os dois tálamos, atravessando a cavidade ventricular. Diferentemente do que pode se pensar, a aderência intertalâmica não é uma comissura, mas um grupo de núcleos que estabelecem conexões principalmente com o hipotálamo, relacionando-se, possivelmente, com funções viscerais. HIPOTÁLAMO O hipotálamo é uma área relativamente pequena do diencéfalo, estando situada logo abaixo do sulco hipotalâmico, responsável por separá-lo do tálamo. Ele está relacionado, principalmente, com o controle da atividade visceral, controle da homeostase e da temperatura corporal, além do comando de parte do sistema endócrino. O hipotálamo compreende estruturas situadas nas paredes laterais do III ventrículo, abaixo do sulco hipotalâmico, além das seguintes formações do assoalho do III ventrículo: Corpos mamilares: duas eminências arredondadas de substância cinzenta evidentes anteriormente à fossa interpeduncular (mesencéfalo). Por receberem fibras dos hipocampos através do fórnix, também participam do circuito de Papez do sistema límbico, e envia fibras para os núcleos anteriores do tálamo através do fascículo mamilo-talâmico, anatomicamente posterior à coluna do fórnix. Quiasma óptico: localizado na parte anterior do assoalho ventricular. Recebe fibras mielínicas dos nervos ópticos, que aí cruzam em parte (apenas aqueles oriundos da retina medial ou nasal) e continuam nos tractos ópticos que se dirigem aos corpos geniculados laterais, depois de contornar os pedúnculos cerebrais. Túber cinéreo: é uma área ligeiramente cinzenta, mediana, situada atrás do quiasma e dos tractos óticos, entre estes e os corpos mamilares. No túber cinéreo prendem-se a hipófise por meio do infundíbulo. Infundíbulo: é uma formação nervosa em forma de funil que se prende ao túber cinéreo, contendo um pequeno prolongamento da cavidade ventricular, o recesso do infundíbulo. A extremidade superior do infundíbulo dilata-se para constituir a eminência mediana do túber cinéreo, enquanto sua extremidade inferior continua com o processo infundibular, ou lobo nervoso da neuro-hipófise. Hipófise: importante glândula do sistema endócrino que é formada por dois lobos: um mais anterior, a adenohipófise (que produz hormônios mediante estímulo hipotalâmico) e um mais posterior, a neuro-hipófise (que armazena e secreta hormônios previamente produzidos pelo hipotálamo). Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA EPITÁLAMO O epitálamo limita posteriormente o III ventrículo, acima do sulco hipotalâmico, já na transição com o mesencéfalo. Seu elemento mais evidente é a glândula pineal (epífise ou corpo pineal), glândula endócrina de forma piriforme, ímpar e mediana, que repousa sobre o tecto mesencefálico. Descritivamente, são estruturas epitalâmicas: Glândula pineal: glândula endócrina que repousa sobre os colículos superiores do tecto mesencefálico. Sua principal função está relacionada com a produção de melatonina, um neuro-hormônio que controla os ritmos circadianos (relacionados com a função de regular o sono). Pode-se dizer que a glândula pineal é fixada às demais estruturas do epitálamo através da comissura posterior e da comissura das habênulas. Trígonos das habênulas: pequenas eminências triangulares localizadas bilateralmente à glândulapineal, e medialmente aos pulvinares. Profundamente aos trígonos, existem núcleos relacionados com o sistema límbico, que estabelece conexões com a área septal e com o tegmento do mesencéfalo. Estrias medulares do tálamo: partem na forma de duas pequenas cristas que seguem a partir do ápice dos respectivos trígonos das habênulas. Ao longo de seu trajeto, as estrias dividem a parte medial do tálamo de sua superfície superior. Profundamente às estrias, corre um feixe de fibras que liga a área septal ao trígono das habênulas (portanto, de certa forma, podemos destacar uma função relacionada ao sistema límbico no que diz respeito às estrias medulares). Além disso, a tela corióide do III ventrículo, limite superior desta cavidade, se prende nestas estrias. Comissura das habênulas: pequeno feixe de fibras que se interpõe entre os trígonos das habênulas, integrando os dois complexos de núcleos habenulares e auxiliando na fixação da glândula pineal. Comissura posterior: outro grupo de fibras que cruza o plano mediano e que também fixa a glândula pineal; entretanto, localiza-se abaixo da comissura das habênulas, imediatamente depois da abertura do aqueduto cerebral para dentro do III ventrículo. Como se sabe, na comissura posterior passam fibras que integram certos reflexos visuais, como o reflexo consensual. LIMITE ANTERIOR DO III VENTRÍCULO Como foi dito anteriormente, o limite anterior do III ventrículo é composto por estruturas de origem telencefálica, e não diencefálica. São elas: a comissura anterior e a lâmina terminal. Comissura anterior: conjunto de fibras que cruza o plano mediano para ligar áreas simétricas dos lobos temporais, além de uma porção olfatória que liga os bulbos e tractos olfatórios. Lâmina terminal: fina película de tecido nervoso que se estende desde a comissura anterior até o dorso do quiasma óptico, se prendendo a ele no assoalho do III ventrículo. Ela é contínua com a lâmina rostral, outra delgada película que se estende desde o rostro do corpo caloso até a comissura anterior. Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA TELENCÉFALO Juntamente com o diencéfalo, o telencéfalo forma o cérebro, que corresponde, pois, ao prosencéfalo. O telencéfalo compreende os dois hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, e uma pequena parte mediana situada no limite anterior do III ventrículo. Esses dois hemisférios são incompletamente separados entre si pela fissura longitudinal do cérebro (fissura inter- hemisférica), cujo assoalho é formado pelo corpo caloso. Os hemisférios cerebrais possuem ainda cavidades, os ventrículos laterais esquerdo (I ventrículo) e direito (II ventrículo), que se comunicam com o III ventrículo por meio dos forames interventriculares (forame de Monro). Cada hemisfério possui três pólos: frontal, occipital e temporal; e três faces: face súpero-lateral (convexa); face medial (plana) e face inferior ou base do cérebro (de formato irregular) repousando anteriormente nos andares anterior e médio da base do crânio e posteriormente na tenda do cerebelo. DIVISÃO DOS LOBOS TELENCEFÁLICOS Os lobos cerebrais, delimitados por sulcos e linhas imaginárias, recebem sua denominação de acordo com os ossos do crânio com os quais se relacionam. Assim, temos os lobos frontal, temporal, parietal e occipital. Além destes, existe um quinto lobo, a ínsula, situado profundamente no sulco lateral e que não tem, por conseguinte, relação imediata com os ossos do crânio. Os sulcos que utilizaremos como referência são: Sulco lateral (de Sylvius): amplo sulco, melhor observado na face súpero-lateral do cérebro, que divide o lobo frontal e parte do parietal do temporal. Inicia-se ainda na face inferior do telencéfalo, lateralmente à substância perfurada anterior (localizada entre as duas estrias olfatórias) como uma fenda profunda que, separando o lobo frontal do temporal, dirige-se (em trajeto ascendente) para a face súpero-lateral do cérebro, onde termina dividindo-se em três ramos: anterior, ascendente e posterior. Os ramos ascendente e anterior são curtos e penetram no lobo frontal; o ramo posterior é muito mais longo, e dirige-se para trás e para cima, terminando no lobo parietal. O sulco lateral é responsável, então, por separar o lobo temporal, situado abaixo, dos lobos frontal e parietal, situados acima. Sulco central (de Rolando): é um sulco profundo e geralmente contínuo que percorre obliquamente a face súpero-lateral do hemisfério, separando os lobos frontal e parietal. Tem início na face medial do hemisfério cerebral, bem na região do lóbulo paracentral, aproximadamente no meio da borda dorsal desse hemisfério e a partir desses ponto dirige-se para diante e para baixo, em direção ao ramo posterior do sulco lateral, do qual é separado, na maioria dos casos, por uma pequena prega cortical. Esse sulco é delimitado por dois grandes giros paralelos a ele: giro pré-central (anteriormente) e o giro pós-central (posteriormente). De um modo geral, as áreas situadas adiante do sulco central relacionam-se com a motricidade, enquanto que as situadas atrás deste sulco, relacionam-se com a sensibilidade. Quanto às divisões em lobos, temos: O lobo frontal localiza-se acima do sulco lateral e anterior ao sulco central. Na face medial do cérebro, o limite anterior do lobo occipital é o sulco parieto-occipital. Já na face súpero-lateral este limite é arbitrariamente situado em uma linha imaginária que une a terminação do hemisfério, localizada na borda superior do hemisfério cerebral, à incisura pré-occipital, situada na borda ínfero-lateral, cerca de 4cm adiante do pólo occipital. Do ponto médio desta linha, parte uma segunda linha imaginária em direção no ramo posterior do sulco lateral e que, juntamente com este ramo, separa o lobo temporal do lobo parietal. Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA FACE SÚPERO-LATERAL DO TELENCÉFALO A face súpero-lateral do cérebro é uma face convexa, relacionando-se com todos os ossos que formam a abóbada craniana. Nela, estão representados os cincos lobos cerebrais que serão estudados a seguir. 1. Lobo frontal Identificam-se em sua superfície três sulcos principais: Sulco pré-central: mais ou menos paralelo ao sulco central, está localizado logo anteriormente ao giro pré-central, sendo, por muitas vezes, dividido em dois segmentos. Sulco frontal superior: inicia-se geralmente na porção superior do sulco pré-central e tem direção aproximadamente perpendicular a ele. Sulco frontal inferior: partindo da porção inferior do sulco pré-central, dirige-se para frente e para baixo. Entre estes sulcos, identificam-se os seguintes giros: Giro pré-central: localizado entre o sulco central e o sulco pré-central, representa a região onde se localiza a área motora primária do cérebro (área 4 de Brodmann) para face e membros superiores. Face súpero-lateral do giro frontal superior: localizado entre o sulco frontal superior e a margem superior do telencéfalo (na realidade, o giro frontal superior também apresenta uma face medial, que se estende até o sulco do cíngulo, na face medial do telencéfalo). Na face súpero-lateral deste giro, encontramos, dentre outras áreas, a área pré-motora (área 6 de Brodmann) e o campo ocular frontal (área 8 de Brodmann). Giro frontal médio: localizado entre o sulco frontal superior e o sulco frontal inferior. Giro frontal inferior: localizado abaixo do sulco frontal inferior, é um giro subdividido pelos ramos anterior e ascendente do sulco lateral em três partes: parte orbital (anteriormente ao ramo anterior do sulco lateral), parte triangular (entre o ramo anterior e o ramo ascendente) e a parte opercular (entre o ramo ascendente e a parte inferior do sulco pré-central). Situadas nas partes opercular e triangular do giro frontal inferior, existem as áreas 44 e 45 de Brodmann(área de Broca), áreas responsáveis pela programação da atividade motora relacionada com a expressão da linguagem. 2. Lobos parietal e occipital O lobo parietal apresenta dois sulcos principais: Sulco pós-central: paralelo e posterior ao sulco central, é frequentemente dividido em dois segmentos, que podem estar mais ou menos distante um do outro. Sulco intraparietal: muito variável e geralmente perpendicular ao pós-central, com o qual pode estar unido, estende-se para trás para terminar no lobo occipital. Entre estes sulcos, identificam-se os seguintes giros: Giro pós-central: localizado entre o sulco central e o sulco pós-central, representa uma das mais importantes áreas sensitivas do córtex: a área somestésica primária (área 3, 2 e 1 de Brodmann). Lóbulo parietal superior: complexo de giros localizados entre a margem superior do telencéfalo e o sulco intraparietal. Nestes giros, encontramos boa parte da área 7 e parte da área 5 de Brodmann, que representam a área somestésica secundária. Lóbulo parietal inferior: complexo de giros localizados abaixo do sulco intraparietal. Neste complexo, descrevem-se dois importantes giros: o giro supramarginal (localizado na ponta do ramo posterior do sulco lateral) e o giro angular (localizando no extremo da porção terminal e ascendente do sulco temporal superior). O primeiro compreende à área 40 de Brodmann; o segundo, à área 39 de Brodmann. Sabe-se que estes dois giros fazem parte da área de associação terciária temporoparietal e que, portanto, integram todas as informações somestésicas, visuais e auditivas pertinentes ao lado oposto do corpo. Mais importantes são também as conexões diretas que estes giros (o angular, em especial) realizam entre o córtex visual primário e a área de Wernicke. Por esta razão, o giro angular torna-se importante para leitura e funções não verbais semelhantes da linguagem (figuras ou fotos). O giro supramarginal também se situa entre o córtex visual e as áreas perisylvianas posteriores da linguagem e está envolvido nas funções visuais e táteis (leitura braile, por exemplo) da linguagem. Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA 3. Lobo Temporal Apresenta na face súpero-lateral do cérebro dois sulcos principais: Sulco temporal superior: inicia-se próximo ao pólo temporal e dirige-se para trás, paralelamente ao ramo posterior do sulco lateral, terminando no lobo parietal (bem no giro angular). Sulco temporal inferior: paralelo ao sulco temporal superior, é geralmente formado por duas ou mais partes descontínuas. Entre estes sulcos, identificam-se os seguintes giros: Giro temporal superior: localizado entre o ramo posterior do sulco lateral e o sulco temporal superior. Neste giro, escondido dentro do sulco lateral, encontramos o giro temporal transverso anterior, onde se localiza o córtex auditivo primário (área 41 e 42 de Brodmann). No restante do giro temporal superior, encontramos a área 22 de Brodmann, que corresponde a área auditiva secundária, cuja porção posterior é representada pela área de Wernicke, relacionada basicamente com a percepção da linguagem. Giro temporal médio: localizado entre o sulco temporal superior e temporal inferior. Nele, encontramos boa parte da área 21 de Brodmann, que corresponde à parte da área visual secundária localizada no lobo temporal. Giro temporal inferior: abaixo do sulco temporal inferior, se estende até o sulco occipito-temporal, sulco geralmente situado na face inferior do hemisfério. Neste giro, é possível encontrar as áreas 20 e 37 de Brodmann, que corresponde à outra porção da área visual secundária do lobo temporal. 4. Lobo da ínsula Afastando-se os lábios do sulco lateral, ou mesmo retirando o opérculo fronto-parieto-temporal, evidencia-se uma ampla fossa no fundo da qual está situada a ínsula, lobo cerebral que durante o desenvolvimento cresce menos que os demais, razão pela qual é pouco a pouco recoberto pelos lobos vizinhos: frontal, temporal e parietal. Sulco circular da ínsula: sulco que individualiza a ínsula dos demais lobos. Sulco central da ínsula: sulco diagonal que percorre a ínsula e separa os seus dois complexos de giros. Giro longo da ínsula: giro alongado localizado posteriormente ao sulco central da ínsula. Giros curtos da ínsula: giros encurtados localizados a frente do sulco central. Límen da ínsula: espécie de tuberosidade formada pelo encontro anterior dos giros curtos da ínsula. FACE MEDIAL DO TELENCÉFALO Para se visualizar completamente esta face, é necessário que o cérebro seja seccionado no plano sagital mediano, expondo, assim, a metade do diencéfalo e algumas formações inter-hemisféricas como o corpo caloso, o fórnix e o septo pelúcido, que serão descritos a propósito da anatomia dos ventrículos laterais. 1. Lobos Frontal e Parietal Sulco do corpo caloso: começa abaixo do rostro do corpo caloso, contorna o tronco e o esplênio do corpo caloso, onde continua, já no lobo temporal, com o sulco do hipocampo. Este sulco abriga a artéria pericalosa, ramo da artéria cerebral anterior. Sulco do cíngulo: tem curso paralelo ao sulco do corpo caloso, sendo separado deste por meio do giro do cíngulo. Termina posteriormente dividindo-se em dois ramos: o ramo marginal, que se curva em direção à margem superior do hemisfério, e o sulco subparietal, que continua posteriormente em direção ao sulco do cíngulo. Sulco paracentral: primeiro ramo do sulco do cíngulo, que se destaca deste e se dirige para a margem superior do telencéfalo, limitando o lóbulo paracentral anteriormente. Ramo marginal do sulco do cíngulo: segundo ramo ascendente do sulco do cíngulo, que delimita o lóbulo paracentral posteriormente. Sulco subparietal: ramo terminal do sulco do cíngulo, sendo praticamente contínuo a este, dirigindo-se para baixo, seguindo a direção do istmo do giro do cíngulo. Sulco parietooccipital: sulco muito profundo que separa o lobo occipital do parietal, se originando no local onde o sulco calcarino faz o seu arqueamento. É possível observar este sulco também na face súpero-lateral do telencéfalo. Giro do cíngulo: grande giro que se localiza entre o sulco do corpo caloso e o sulco do cíngulo. Anatomicamente, este giro se inicia na região abaixo do rostro do corpo caloso, na forma do giro paraterminal (que compreende a região da área septal, um dos principais centros de prazer do cérebro), e continua circundando o corpo caloso para que, próximo ao esplênio, se afunila e forma o istmo do giro do cíngulo. O giro do cíngulo representa uma importante estrutura do sistema límbico, correspondendo à área 24 de Brodmann, integrando, inclusive, o circuito de Papez, relacionado com o comportamento emocional e o controle do sistema nervoso autônomo. Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Face medial do giro frontal superior: porção medial do giro já descrito na face súpero-lateral do telencéfalo, estando essa porção delimitada pelo sulco do cíngulo e pela margem superior do telencéfalo. Na face medial do giro frontal superior, encontramos a área motora suplementar, também representada pela área 6 de Brodmann. Lóbulo paracentral: lobo quadrangular totalmente isolado por sulcos e pela margem superior do telencéfalo, onde também se inicia o sulco central. Nas partes anterior e posterior do lóbulo paracentral localizam-se, respectivamente, as áreas motora e sensitiva relacionadas com a perna e o pé e órgãos genitais. Pré-cúneus: giro com formato triangular localizado à frente do sulco parieto-occipital. Nele, encontramos boa parte da área 7 e parte da área 5 de Brodmann, que representam a área somestésica secundária. 2. Lobo Occipital Sulco calcarino: inicia-se abaixo do esplênio do corpo caloso e tem um trajeto arqueado em direção ao pólo occipital. Nos lábios do sulco calcarino, localiza-seo centro cortical da visão (área 17 de Brodmann). Esse sulco tem uma projeção lateral encontrada do corno posterior do ventrículo lateral denominada de calcaravis. Sulco parieto-occipital: já descrito anteriormente, é representado por um sulco muito profundo que separa o lobo occipital do parietal, se originando no local onde o sulco calcarino faz uma angulação. Cúneus: giro complexo, de forma triangular, localizado entre o sulco calcarino e o sulco parieto-occipital. Seu córtex é representado pelas áreas 18 e 19 de Brodmann, que compreendem às áreas visuais secundárias do lobo occipital. Giro occipito-temporal medial: giro que se projeta em direção da face inferior do cérebro para se continuar anteriormente com o giro para-hipocampal, já no lobo temporal. Na sua porção occipital, o giro occipito-temporal medial também é representando por áreas visuais secundárias, também numeradas como 18 (em sua maioria) e 19 de Brodmann. FACE INFERIOR A face inferior ou base do hemisfério cerebral pode ser dividida em duas partes: uma pertencente ao lobo frontal (que repousa sobre a fossa anterior do crânio) e a outra, muito maior, pertencente quase toda ao lobo temporal e repousa sobre a fossa média do crânio e a tenda do cerebelo. 1. Lobo temporal A face inferior do lobo temporal apresenta três sulcos principais de direção longitudinal e que são, da borda lateral para a borda medial: Sulco occipito-temporal: delimita, com o sulco temporal inferior, o giro temporal inferior. Medialmente, este sulco limita com o sulco colateral, o giro occipito-temporal lateral. Sulco colateral: inicia-se próximo ao pólo occipital e se dirige para frente, delimitando com o sulco calcarino e o sulco do hipocampo, respectivamente, o giro occipito-temporal medial, que se continua anteriormente como o giro para-hipocampal, cuja porção anterior se curva em torno do sulco hipocampal para formar o úncos. Sulco do hipocampo: origina-se na região do esplênio do corpo caloso, onde continua com o sulco do corpo caloso e se dirige para o pólo temporal, onde termina separando o giro para-hipocampal do uncos. Sulco rinal: pequeno sulco localizado na parte mais distal do sulco colateral, que divide a parte mais anterior do giro- parahipocampal do giro occipito-temporal lateral. Giro occipito-temporal lateral: giro localizado entre os sulcos temporal inferior e occipito-temporal. Pode-se dizer que seu córtex é praticamente recoberto por córtex visual secundário, representado pelas áreas 19, 20 e 37. Giro occipito-temporal medial: já descrito anteriormente, é um giro que se origina abaixo do sulco calcarino e se direciona para a face inferior do telencéfalo, onde se continua na forma de giro para-hipocampal. Giro para-hipocampal: considerado como uma continuação do giro occipito-temporal medial, após se unir com o istmo do giro do cíngulo. É delimitado, portanto, pelos sulcos colateral e do hipocampo. Seu córtex é representado pela área 28 de Brodmann, que corresponde a parte da área olfatória primária. Uncos: pequeno lobo na forma de gancho localizado na região mais distal do giro para-hipocampal, que se forma no momento em que este se angula para trás. O sulco formado entre estes dois giros ainda é representado pelo sulco do hipocampo. O córtex do úncos também corresponde à área olfatória, representada pela área 34 de Brodmann. Giro denteado: pequeno giro localizado medialmente ao hipocampo que recebe tal denominação por se assemelhar a uma roda dentada. Posteriormente, é contínuo com outro giro, agora delgado, de aspecto vermiforme, e sem demarcações, conhecido como giro fasciolar, que segue para se omitir por trás do esplênio do corpo caloso. 2. Lobo frontal A face inferior do lobo frontal apresenta um único sulco anatomicamente importante, o sulco olfatório, profundo (podendo ser observado bem proeminentemente em cortes coronais nesse nível) e de direção ântero-posterior. Medialmente ao sulco olfatório, continuando dorsalmente com o giro frontal superior, situa-se o giro reto. O resto da face inferior do lobo frontal é ocupado por sulcos e giros irregulares, os sulcos e giros orbitários. As principais formações encontradas na face inferior do lobo occipital são relacionadas com a olfação, constituindo o chamado rinencéfalo (de rhinos = nariz). O bulbo olfatório é uma dilatação ovóide e achatada de substância cinzenta que continua posteriormente com o tracto olfatório, ambos alojados no sulco olfatório. O bulbo olfatório recebe os filamentos que constituem o nervo olfatório (I par craniano). Estes atravessam pequenos orifícios que existem na lâmina crivosa do osso etmóide para fazer sinapses com o bulbo olfatório. Posteriormente, o tracto olfatório se bifurca formando as estrias olfatórias lateral e medial, que delimitam uma área triangular, o trígono olfatório, que contém uma área perfurada por pequenos orifícios para a passagem de vasos oriundos da artéria cerebral média: a substância perfurada anterior (lembrando que a substância perfurada posterior situa-se na fossa interpeduncular, entre os pedúnculos cerebrais do mesencéfalo). Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA OBS: As reas de Brodmann so clinicamente significativas, constituindo mapas citoarquitetnicos do crebro humano. Em resumo, as mais importantes so: reas 3,1 e 2 de Brodmann: trata-se do c rtex somatossensorial primrio (isoc rtex heterotpico granular). reas 4 de Brodmann: c rtex motor primrio (isoc rtex heterotpico agranular). reas 5 e 7 de Brodmann: c rtex somatossensorial secundrio. rea 6 de Brodmann: rea motora suplementar e rea pr-motora. rea 8 de Brodmann: campo ocular frontal, responsvel, em parte, pelo reflexo de acomodao do cristalino. reas 9, 10, 11, 12, 32 e 47 de Brodmann: c rtex pr-frontal (parte no-motora do lobo frontal). rea 17 de Brodmann: c rtex visual primrio (lobo occipital). reas 18, 19 (lobo occipital), 20, 21 e 37 (lobo temporal) de Brodmann: c rtex visual secundrio. rea 40 e parte da rea 39 de Brodmann: giro supramarginal e angular, respectivamente. reas 41 e 42 de Brodmann: reas auditivas primrias (giro temporal transverso anterior). reas 22 de Brodmann: reas auditivas secundrias (na sua poro posterior, encontramos a rea de Wernicke). rea 43 de Brodmann: c rtex gustat rio (pr ximo a representao somestsica da lngua no giro p s-central). rea 44 e parte da rea 45 de Brodmann: trata-se a rea de Broca no hemisfrio dominante. rea 27, 28 e 34 de Brodmann: olfat ria primria (rea entorrinal). rea 23, 24, 31 e 33: sistema lmbico. VENTRÍCULOS LATERAIS Os hemisfrios cerebrais possuem cavidades revestidas de epndima e contidas de lquido crebro-espinhal, os ventrículos laterais esquerdo e direito, que se comunicam com o III ventrculo pelo respectivo forame interventricular (forame de Monro). Exceto por este forame cada ventrculo uma cavidade completamente fechada, apresentando sempre uma parte central e trs cornos que correspondem aos trs p los do hemisfrio: cornos anterior, posterior e inferior. Com exceo do corno inferior, todas as partes do ventrculo lateral tm o teto formado pelo corpo caloso, cuja remoo expe amplamente a cavidade ventricular. Algumas estruturas merecem destaque, antes de abordarmos cada regio dos ventrculos laterais, pois elas serviro de referncia para o estudo de cortes enceflicos e dos pr prios ventrculos: Forame interventricular (de Monro): j destacado a prop sito do estudo do III ventrculo, corresponde a dois forames, um para cada hemisfrio cerebral, que comunica os respectivos ventrculos laterais com o III ventrculo. Tem como limite anterior a coluna do fórnix e, como limite posterior, o tubérculo anteriordo tálamo. Com relao aos ventrculos laterais, o forame interventricular, alm de comunicar estes com o III ventrculo, tambm serve como estrutura de referncia para separar o corno frontal da parte central do ventrculo lateral. Fórnix: conjunto de fibras que se origina na forma de fímbria do hipocampo e se dirige at o diencfalo para terminar nos corpos mamilares, integrando o circuito de Papez do sistema lmbico. facilmente encontrado, pois constitui uma estrutura em forma de “C” e que percorre, praticamente, todo o ventrculo lateral, saindo do corno inferior deste ventrculo (na forma de fímbria do hipocampo), adotando a forma de perna do fórnix, corpo do fórnix e, em nvel da transio telencfalo- diencfalo, passa a constituir a coluna do fórnix, at terminar nos corpos mamilares. Corpo caloso: maior das comissuras inter-hemisfricas, o corpo caloso formado por um grande feixe de fibras que cruzam o plano mediano e penetram de cada lado no centro branco medular do crebro, unindo reas simtricas do c rtex cerebral de cada hemisfrio. Observado o corpo caloso em um corte sagital do crebro, devemos diferenciar as seguintes regies: tronco do corpo caloso, que se dilata posteriormente para formar o esplênio do corpo caloso e se flete anteriormente em direo base do crebro para constituir o joelho do corpo caloso. Este, mais inferiormente, afila-se para formar o rostro do corpo caloso, que continua em uma fina lmina, a lâmina rostral, at a comissura anterior, uma outra comissura inter- hemisfrica. Entre a comissura anterior o quiasma ptico temos a lamina terminal, delgada lamina de substncia branca que tambm une os dois hemisfrios e forma o limite anterior do terceiro ventrculo. No dorso do corpo caloso, encontramos dois pares de estrias: as estrias longitudinais mediais e laterais, que correspondem ao chamado indúzio cinzento (gríseo). Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA 1. Corno Frontal do Ventrículo Lateral O corno anterior (frontal) é a parte do ventrículo lateral que se situa totalmente adiante do forame interventricular. Sua parede medial é vertical e constituída pelo septo pelúcido. O assoalho, inclinado, forma também a parede lateral e é constituído pela cabeça do núcleo caudado (um dos núcleos da base que ainda serão descritos), que é bem proeminente na cavidade ventricular. O tecto e o limite anterior do corno anterior são formados pelo corpo caloso. Nesta parte do ventrículo, devemos identificar as seguintes estruturas: Cabeça do núcleo caudado: projeção mais anterior de um dos principais núcleos da base do telencéfalo. O formato deste núcleo poderia ser comparado ao de um camarão, apresentando uma cabeça (localizada na parte central do ventrículo lateral), um corpo e uma cauda. Coluna do fórnix: pequena porção do fórnix que constitui o limite anterior do forame de Monro. Septo pelúcido: dupla película de tecido nervoso que, neste nível, separa os dois cornos frontais e apresenta uma importante veia conhecida como veia septal anterior. Joelho do corpo caloso: este deve ser reconhecido, também, em uma perspectiva interna do ventrículo. 2. Parte Central do Ventrículo Lateral A parte central do ventrículo lateral estende-se dentro do lobo parietal do nível do forame interventricular para trás, até o esplênio do corpo caloso, onde a cavidade se bifurca em cornos inferior e posterior na região denominada trígono colateral (área compreendida entre o hipocampo e o calcaravis, formações do corno temporal e occipital, respectivamente). O tecto da parte central é formado pelo corpo caloso e a parede medial, pelo septo pelúcido. O assoalho apresenta as seguintes formações: fórnix, plexo corióide, parte lateral da face dorsal do tálamo, estria terminal, veia tálamo-estriada e corpo do núcleo caudado. 3. Corno Occipital do Ventrículo Lateral O corno posterior (occipital) estende-se para dentro do lobo occipital e termina posteriormente na forma de uma ponta. Suas paredes, em quase toda a extensão, são formadas por fibras do corpo caloso (fórceps do corpo caloso). Na parte medial, descrevem-se duas elevações: o bulbo do corno posterior, formado pela porção occipital da radiação do corpo caloso, e o calcaravis, situado abaixo do bulbo e formado por uma prega da parede determinada pelo fundo do sulco calcarino (já descrito a propósito da face medial do telencéfalo). 4. Corno Temporal do Ventrículo Lateral O corno inferior (temporal) do ventrículo lateral curva-se inferior e a seguir, anteriormente em direção ao polo temporal a partir do trígono colateral, uma área triangular delimitada anteriormente pelo hipocampo e posteriormente pelo calcaravis. O tecto do corno inferior é formado pela substância branca do hemisfério e apresenta ao longo de sua margem medial a cauda do núcleo caudado e a estria terminal (que continua separando o núcleo caudado do tálamo). Na extremidade da cauda do núcleo caudado, observa-se uma discreta eminência arredondada, às vezes pouco nítida, formada pelo corpo amigdaloide, localizado em uma região do lobo temporal a frente do hipocampo. O assoalho do corno inferior do ventrículo apresenta duas eminências alongadas, a eminência colateral, formada pelo fundo do sulco colateral e o hipocampo, situado medialmente a ela. O hipocampo é uma elevação curva e muito pronunciada que se dispõe profundamente ao giro para-hipocampal. É constituído de um tipo de córtex muito antigo (arquicórtex) e faz parte do sistema límbico. O hipocampo liga-se as pernas do fórnix por um feixe de fibras situadas ao longo de sua borda medial, a fímbria do hipocampo. ORGANIZAÇÃO INTERNA DOS HEMISFÉRIOS CEREBRAIS Convém estudar agora alguns aspectos da organização interna dos hemisférios cerebrais visíveis macroscopicamente em secções horizontais (axiais), frontais (coronais) e sagitais do cérebro. Assim, cada hemisfério possui uma camada superficial de substância cinzenta, o córtex cerebral, que reveste um centro um centro de substância branca, o centro branco medular do cérebro (centro semi-oval), no interior do qual existem massas de substância cinzenta, os núcleos da base do cérebro. Em resumo, as seguintes estruturas devem ser devidamente reconhecidas: Núcleo Caudado: é uma alongada e bastante volumosa massa de substância cinzenta relacionada, em toda sua extensão, com os ventrículos laterais. Sua extremidade anterior, muito dilatada, constitui a cabeça do núcleo caudado (bastante proeminente no corno anterior do ventrículo). Ela continua gradualmente com o corpo do núcleo caudado (situado no assoalho da parte central do ventrículo lateral). Este afina-se pouco a pouco para formar a cauda do núcleo caudado, que é longa, delgada e fortemente arqueada, estendendo-se até a extremidade anterior do corno inferior do ventrículo lateral. A cabeça do núcleo caudado funde-se com a parte anterior do núcleo lentiforme. Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Núcleo Lentiforme: tem a forma e o tamanho aproximado de uma castanha-do-pará e se relaciona medialmente com a cápsula interna que o separa do núcleo caudado e do tálamo; lateralmente relaciona-se com o córtex da ínsula, do qual é separado por substância branca e pelo claustrum. O núcleo lentiforme é dividido em putâmen e globo pálido por uma fina lâmina de substância branca, a lâmina medular lateral. O putâmen situa-se mais lateralmente e é maior que o globo pálido, que se dispõe medialmente. O globo pálido é subdividido ainda em globo pálido lateral (externo) e globo pálido medial (interno) por meio da lâmina medular medial. Claustrum: é uma delgada calota de substância cinzenta situada entre o córtex da ínsula e o núcleo lentiforme. Separa-se daquele por uma fina lâmina branca, a cápsula extrema. Entre o claustrum e o núcleo lentiforme existe uma outralâmina branca, a cápsula externa. Corpo amigdalóide: é uma massa esferóide de substância cinzenta situada no polo temporal do hemisfério cerebral, em relação com a cauda do núcleo caudado. O corpo amigdalóide faz parte do sistema límbico e é importante centro regulador do comportamento sexual e da agressividade. Cápsula interna: a cápsula interna contém a maioria das fibras que saem ou entram no córtex cerebral. Estas fibras formam um feixe compacto que separa o núcleo lentiforme, situado lateralmente, do núcleo caudado e tálamo, situados medialmente. Acima do nível destes núcleos as fibras da cápsula interna passam a constituir a coroa radiada. A cápsula interna é dividida ainda em três porções: perna anterior, situada entre a cabeça núcleo caudado e o núcleo lentiforme; uma perna posterior, bem maior, situada entre o núcleo lentiforme e o tálamo; estas duas porções da cápsula interna encontram- se formando um ângulo que constitui o joelho da cápsula interna. Sumariando, as estruturas que se dispõem do interior de cada hemisfério cerebral vistas em um corte horizontal ao nível do corpo estriado (conjunto do núcleo caudado com núcleo lentiforme), da face lateral até a superfície ventricular: córtex da ínsula, cápsula extrema, claustrum, cápsula externa, putâmen, lâmina medular lateral, parte externa do globo pálido (globo pálido lateral), lâmina medular medial, parte interna do globo pálido (globo pálido medial), cápsula interna, tálamo e III ventrículo. Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA ARTÉRIAS DO TELENCÉFALO O encfalo irrigado pelas artérias carótidas internas e pelas artérias vertebrais, originadas no pescoo, onde, entretanto, no do nenhum ramo importante, sendo, pois, especializadas para a irrigao do encfalo. Na base do crnio, estas artrias formam um polgono anastom tico, o polígono de Willis, de onde saem as principais artrias para a vascularizao cerebral. SISTEMA CAROTÍDEO INTERNO (CIRCULAÇÃO ANTERIOR DO ENCÉFALO) A Artéria Carótida Interna (ACI) ramo da bifurcao da artria car tida comum quando esta se divide ao nvel da eminncia tire idea. Atribui-se ACI quatro segmentos: cervical (C1), petroso (C2), cavernoso (C3) e cerebral ou supraclin ide (C4). Ap s um trajeto mais ou menos longo no pescoo, sempre internamente bainha carotdea, a ACI penetra na cavidade craniana pelo canal carotdeo do osso temporal (onde d origem a ramos como a A. do canal pterigóideo e as Aa. carótico- timpânicas), atravessa o seio cavernoso, no interior do qual descreve em um plano vertical uma dupla curva, formando um “S”, o sifão carotídeo, relacionando-se com nervos cranianos como o N. abducente. Dentro do seio cavernoso (ao lado do corpo do O. esfen ide), a ACI (poro cavernosa) distribui os seguintes ramos: Tronco meningo-hipofisário: divide-se em artéria tentorial (ou de Bernasconi-Carcinari, que envia ramos para os Nn. oculomotor e troclear), artéria hipofisária inferior (irriga o lobo posterior da hip fise), artéria meníngea dorsal (envia ramos para o N. abducente). Raramente, origina a artéria inferior do seio cavernoso. Artéria meníngea anterior. Artéria capsular de McConnell: irriga a cpsula da hip fise e a dura-mter que reveste a parede anterior do seio cavernoso e do diafragma da sela. A seguir, a ACI atravessa os processos clin ides do O. esfen ide e perfura a dura-mter e a aracn ide. No incio do sulco lateral, pr ximo substncia perfurada anterior, divide-se em seus dois ramos terminais: as artérias cerebrais média e anterior. Alm de seus dois ramos terminais, a ACI (poro cerebral) origina os seguintes ramos tambm importantes: Artéria hipofisária superior: irriga o lobo anterior da hip fise e o infundbulo. Participa da formao do sistema porta- hipofisário (juntamente com vnulas que drenam diretamente par ao seio cavernoso). Artéria oftálmica: emerge da car tida interna quando esta atravessa o seio cavernoso, logo abaixo do processo clin ide anterior. Irriga o bulbo ocular e formaes anexas. Artéria comunicante posterior: anastomosa-se com a artria cerebral posterior, ramo terminal da basilar, contribuindo para a formao do polgono de Willis. Artéria corióidea anterior: dirige-se para trs, ao longo do tracto ptico, penetra no corno inferior do ventrculo lateral, irrigando os plexos cori ides, tracto ptico e corpo geniculado lateral, globo plido, hipocampo e parte da cpsula interna (perna posterior). SISTEMA VÉRTEBRO-BASILAR (CIRCULAÇÃO POSTERIOR DO ENCÉFALO) As artérias vertebrais direita e esquerda so ramos da primeira poro da artria subclvia, direita e esquerda correspondentes. Apresentam um trajeto ascendente, subindo na regio profunda do pescoo dentro dos forames transversos das seis vrtebras cervicais superiores; perfuram a membrana atlanto-occipital, a dura-mter e a aracn ide logo em seguida, penetrando no crnio pelo forame magno. Elas percorrem a seguir a face ventral do bulbo para constituir um tronco nico, a artéria basilar, alojada em um sulco de mesmo nome na ponte. As artrias vertebrais originam duas artrias espinhais posteriores e a artria espinhal anterior. Originam ainda as artrias cerebelares inferiores posteriores que irrigam a poro inferior e posterior do cerebelo, bem como a rea lateral do bulbo. A artria basilar percorre geralmente o sulco basilar da ponte e termina anteriormente, bifurcando-se para formar as artérias cerebrais posteriores direita e esquerda. Neste trajeto ascendente em seu sulco, a artria basilar emite os seguintes ramos: A. cerebelar inferior anterior, A. do labirinto, A. cerebelar superior e A. cerebral posterior. Sumariando, temos: Artéria cerebelar inferior posterior: ramo da poro distal da A. vertebral que adota trajeto lateralmente ao bulbo para depois contornar a tonsila cerebelar. responsvel pela irrigao da parte dorso-lateral do bulbo, assim como a poro inferior do cerebelo. Est relacionada com a Síndrome de Wallemberg. Artéria cerebelar inferior anterior: primeiro ramo da basilar que se distribui parte anterior da face inferior do cerebelo. Artéria do labirinto: penetra no meato acstico interno junto com os nervos facial e vestibulococlear, vascularizando estruturas do ouvido interno. Entretanto, vlido ressaltar que em apenas 15% dos casos, a artria do labirinto origina-se diretamente da artria basilar; na maioria dos casos, esta artria um ramo menor da artria cerebelar inferior anterior. Artéria cerebelar superior: nasce da A. basilar, logo antes das cerebrais posteriores, distribuindo-se para o mesencfalo e parte superior do cerebelo. Entre a artria cerebelar superior e a artria cerebral posterior (ramo terminal da artria basilar, que corre paralelamente acima da A. cerebelar superior), localiza-se o nervo culo-motor, que pode ser acometido nos casos de aneurismas dessas duas artrias. CIRCUITO ARTERIAL DO CÉREBRO O circuito arterial do crebro ou polígono (círculo) de Willis uma rede de anastomose arterial de forma poligonal situado na base do crebro, onde circunda o quiasma ptico e o tber cinreo, relacionando-se ainda com a fossa interpeduncular e a substncia perfurada anterior. formado pelas pores proximais das artrias cerebrais anterior, mdia e posterior, pela artria comunicante anterior e pelas artrias comunicantes posteriores. A artéria comunicante anterior pequena e conecta as duas artrias cerebrais anteriores adiante do quiasma ptico; as artérias comunicantes posteriores unem de cada lado as car tidas internas com as cerebrais posteriores correspondentes. Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA TERRITÓRIO CORTICAL DAS TRÊS ARTÉRIAS CEREBRAIS Ao contrário dos ramosprofundos, os ramos corticais das artérias possuem anastomoses, pelos menos em seu trajeto na superfície do cérebro. Entretanto, estas anastomoses usualmente são insuficientes para a manutenção de uma circulação colateral adequada em casos de obstrução dos troncos principais ou de seus ramos mais calibrosos. Resultam, pois, nestes casos, lesões de áreas mais ou menos extensas do córtex cerebral com um quadro sintomático característico das síndromes das artérias cerebrais anterior; média e posterior. Artéria cerebral anterior (ACA): um dos ramos da bifurcação da carótida interna, a ACA dirige-se para diante e para cima, ganhando a fissura longitudinal do cérebro. Curva-se em torno do joelho do corpo caloso e ramifica-se na face medial de cada hemisfério desde o lobo frontal até o sulco parieto-occipital. Esta artéria divide-se ainda ao nível do joelho do corpo caloso em dois ramos terminais: a artéria pericalosa (alojada no sulco do corpo caloso) e a artéria calosomarginal (alojada no sulco do cíngulo). Ela distribui-se também à parte mais alta da face súpero-lateral de cada hemisfério, onde se limita com o território da artéria cerebral média. Ao longo de seu trajeto, a ACA envia ramos corticais primários como: artéria orbitofrontal medial; artéria frontopolar; ramos frontais internos anterior, médio e posterior; A. paracentral. Termina se anastomosando com ramos da A. cerebral posterior. A obstrução de uma das artérias cerebrais anteriores causa, entre outros sintomas, paralisia e diminuição da sensibilidade no membro inferior do lado oposto, decorrente da lesão de partes das áreas corticais motora e sensitiva que correspondem à perna e pé e que se localizam na porção alta dos giros pré e pós- central (lóbulo paracentral), além de distúrbios vesicais (por lesão do centro paracortical da micção). Artéria cerebral média (ACM): ramo principal da carótida interna, a ACM percorre o sulco lateral em quase toda a sua extensão, distribuindo ramos que vascularizam a maior parte da face súpero-lateral de cada hemisfério. Seu território de irrigação compreende áreas corticais importantes, como a área motora, a área somestésica, o centro da palavra falada e outras. Seus principais ramos corticais são: A. orbitofrontal lateral (supre parte da área de Broca); A. pré-central (ou pré- Rolandica); A. central (ou Rolandica); A. pós-central (pós-Rolandica ou parietal anterior); A. supramarginal (ou parietal posterior); A. angular. As artérias Rolandicas suprem partes adjacentes dos giros pré-frontal e pós-frontal. Obstruções da artéria cerebral média, quando não são fatais, determinam sintomatologia muito rica, com paralisia e diminuição da sensibilidade do lado oposto do corpo (exceto no membro inferior, o que determina, portanto, um quadro de paresia e parestesia com predomínio braquiofacial), podendo haver ainda graves distúrbios da linguagem. O quadro é especialmente grave se a obstrução atingir também ramos profundos da artéria cerebral média (artérias lentículo-estriadas), que, como já foi exposto, vascularizam os núcleos da base e cápsula interna (vide OBS1). Artéria cerebral posterior (ACP): ramos de bifurcação da artéria basilar, as ACP dirigem-se para trás, contornando o pedúnculo cerebral ao longo do sulco do hipocampo. Em seu trajeto (percorrendo a face inferior do lobo temporal e chegando ao lobo occipital), a ACP envia ramos importantes como: A. temporal anterior (supre o uncos, parte anterior dos giros temporais inferiores, giro occipito-temporal lateral ou fusiforme e giro parahipocampal); A. temporal posterior (supre o restante dos giros fusiforme e temporal inferior); A. pericalosa posterior (ou ramo dorsal do corpo caloso, que irriga o esplênio); A. parieto-occipital (ou occipital posterior, que supre parte do cúneus); A. calcarina (que chega aos lábios do sulco calcarino). Sua obstrução causa a perda de uma parte do campo visual (hemianopsia homônima contralateral à lesão com preservação do reflexo consensual, diferenciando-se da lesão do tracto óptico). OBS: Principais ramos perfurantes (profundos). Como vimos, além dos ramos corticais, as artérias cerebrais e a ACI enviam ramos profundos responsáveis pela irrigação de estruturas profundas do encéfalo. O rompimento dessas artérias (frequentemente descritas como isquemia lacunar) causa quadros neurológicos variados e bastante diversos. Dentre as principais, destacamos: A. estriada medial (ou artéria recorrente de Heubner, ramo da A. cerebral anterior): existente em 80% dos casos, tem um trajeto recorrente e, depois de emitir alguns ramos para o córtex orbital, atravessa a substância perfurada anterior e se une aos ramos profundos da ACM. Irriga parte inferior da cabeça do núcleo caudado, parte inferior do pólo anterior do putâmen, pólo anterior do globo pálido, perna anterior da cápsula interna (onde passam as fibras do tracto córtico-pontino e fibras do tálamo que partem para o giro do cíngulo), etc. Aa. centrais ântero-laterais (ou artérias lentículo-estriadas, ramos da A. cerebral média): logo depois de formadas, atravessam a substância perfurada anterior e suprem todo o putâmen (com exceção do seu pólo anterior), parte superior da cabeça do núcleo caudado e todo o seu corpo, parte lateral do globo pálido, joelho da cápsula interna (por onde passam as fibras do tracto córtico-nuclear, que se dirigem para os núcleos da coluna eferente somática do tronco encefálico) e parte superior da perna posterior da cápsula interna. Essas artérias são as principais envolvidas nas isquemias lacunares. Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA A. corióidea anterior (ramo da A. carótida interna): origina-se da ACI imediatamente antes da bifurcação da mesma. Ela se dirige para trás acompanhando o tracto óptico e entra no corno inferior (temporal) do ventrículo lateral. Ela supre o plexo corióide do ventrículo lateral e emite ramos para o tracto óptico, corpo geniculado lateral, hipocampo, cauda do núcleo caudado, parte medial do globo pálido e terços posteriores da perna posterior da cápsula interna (por onde passam fibras do tracto córtico-espinhal, radiações talâmicas sensitivas, radiações ópticas e auditivas). Admite-se, também, que, em alguns casos, pode irrigar o joelho da cápsula interna e/ou a porção medial da base do pedúnculo cerebral. Ramos dos núcleos talâmicos (ou artérias tálamo-perfurantes, ramos da A. cerebral posterior): irrigam a maior parte do tálamo. VEIAS DO TELENCÉFALO As veias do encéfalo, de um modo geral, não acompanham as artérias, sendo maiores e mais calibrosas do que elas. De uma forma ou de outra, as veias drenam para os seios da dura-máter, de onde o sangue converge para as veias jugulares internas, as quais recebem praticamente todo o sangue venoso do encéfalo. Os seios da dura-máter ligam-se também às veias extracranianas por meio de pequenas veias emissárias que passam através de forames muito pequenos no crânio. As veias do cérebro dispõem-se em dois sistemas: o sistema venoso superficial e o sistema venoso profundo, sendo eles unidos por anastomoses. SISTEMA VENOSO SUPERFICIAL O sistema venoso superficial é constituído por veias que drenam o córtex e a substância branca subjacente. Anastomosam- se amplamente na superfície do cérebro, onde formam grandes troncos venosos, as veias cerebrais superficiais, que desembocam nos seios da dura-máter. As veias cerebrais superficiais superiores provêm da face medial e da metade superior da face súpero-lateral de cada hemisfério, desembocando no seio sagital. As veias cerebrais superficiais inferiores provêm da metade inferior da face súpero-lateral de cada hemisfério e de sua face inferior, terminando nos seios da base (petroso superior e cavernoso) e no seio transverso. As três principais veias que realizam a drenagem cortical superficial são: Veia de Trolard (veia anastomótica superior): é a maior veiaanastomótica que cursa ao longo da superfície cortical dos lobos frontal e parietal, entre o seio sagital superior e a veia sylviana (alojada no sulco lateral e que desemboca, indiretamente, no seio cavernoso), constituindo, assim, uma importante via anastomótica entre os seios venosos da abóbada e da base do crânio. É mais presente no hemisfério não-dominante. Veia de Labbé (veia anastomótica inferior): é o maior vaso anastomótico que cruza o lobo temporal, conectando veias do sulco lateral ao seio transverso. Ao contrário da veia de Trolard, a veia anastomótica inferior é mais comum no hemisfério dominante. Veia sylviana superficial (veia cerebral média superficial): geralmente nasce na porção posterior do sulco lateral, adotando um trajeto anterior e inferior ao longo deste sulco. Recebe as seguintes confluências: veia frontossylviana, parietossylviana e temporossylviana. Une-se ao seio esfenoparietal podendo, então, dirigir-se diretamente para o seio cavernoso. SISTEMA VENOSO PROFUNDO Compreende veias que drenam o sangue de regiões situadas profundamente no cérebro, tais como: o corpo estriado, a cápsula interna, o diencéfalo e grande parte do centro branco medular do cérebro. Veias localizadas no ventrículo lateral (e que drenam estruturas profundas da região) desembocam, gradativamente, na veia septal anterior e veia tálamo-estriada (esta segue ao longo da estria terminal, que divide o tálamo do corpo do núcleo caudado, e recebe veias caudadas ao longo de seu trajeto) que, por sua vez, após cruzarem o forame interventricular e alcançarem o III ventrículo, se unem, juntamente às veias corióideas, para formar a veia cerebral interna. Esta adota um trajeto posterior ao longo do tecto do III ventrículo para formar a veia cerebral magna e, deste modo, receber as veias basais (de Rosenthal) ou basilares e veias cerebelares. A mais importante veia deste sistema venoso profundo é, de fato, a veia cerebral magna (veia de Galeno), para qual converge quase todo o sangue do sistema venoso profundo do cérebro. A veia cerebral magna é, portanto, um curto tronco venoso ímpar e mediano formado pela confluência das veias cerebrais internas (formadas, por sua vez, pelas veias tálamo estriadas, veias corióideas e septal anterior), logo abaixo do esplênio do corpo caloso, desembocando no seio reto. A veia basal de Rosenthal é responsável por trazer o sangue da região mais inferior do diencéfalo (quiasma, hipotálamo) e se une com a V. cerebral magna para desembocar no seio reto. Veia Septal Anterior e Veia Tálamo-estriada + Veias corióideas Veia Cerebral Interna + Veias basilares Veia Cerebral Magna Seio Reto. Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA MINI-ATLAS DE SECÇÕES ENCEFÁLICAS CORTES FRONTAIS (CORONAIS) Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA CORTES AXIAIS (HORIZONTAIS) Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA CORTES SAGITAIS Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA Arlindo Ugulino Netto – MONITORIA DE NEUROANATOMIA