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PRÉ-HISTÓRIA 1. (Ufrn) A prática da agricultura e a criação de rebanhos implicaram alterações nas sociedades neolíticas. Nesse contexto, em diversas comunidades do Oriente Próximo, identifica-se, entre outras transformações, o(a) a) desenvolvimento de Impérios caracterizados pelo afastamento das tradições mítico-religiosas em favor de um pensamento racional e naturalista. b) ampliação das atividades lucrativas, como, por exemplo, o comércio realizado pelos estrangeiros e seus escravos nos domínios das diversas cidades. c) surgimento de uma prática política descentralizadora, que permitiu o livre desenvolvimento econômico das diferentes regiões ocupadas. d) diferenciação social baseada na riqueza e no poder, com o surgimento do Estado, instrumento de controle e apropriação dos recursos naturais. 2. (FCSCL-SP) Examine as três proposições, julgando se são verdadeiras ou falsas. Em seguida, assinale a alternativa correta. I. A Pré-História, época compreendida entre o aparecimento do homem sobre a Terra e o uso da escrita, é dividida tradicionalmente em dois períodos: Paleolítico e Neolítico. II. A domesticação de animais e o surgimento da agricultura ocorreram apenas após a invenção da escrita, posterior, portanto, ao Neolítico. III. A duração do Paleolítico é bem mais extensa que a do Neolítico, envolvendo níveis técnicos naturalmente mais primitivos. a) Todas as proposições são verdadeiras. b) Apenas as proposições I e II são verdadeiras. c) Apenas as proposições I e III são verdadeiras. d) Apenas as proposições II e III são verdadeiras. e) Todas as proposições são falsas. 3. Analise as proposições a seguir: I. As civilizações pré-históricas não se desenvolveram no mesmo período de tempo, nas várias regiões do mundo. II. A divisão da Pré-História não pode fundamentar-se em acontecimentos, mas nos melhoramentos das técnicas com que eram fabricados os instrumentos. III. Os monumentos megalíticos estariam associados ao culto dos mortos. a)Apenas I e II estão corretas b)Apenas II e III estão corretas c)Apenas I e III estão corretas d)Todas estão corretas e)Todas estão incorretas 4. "A partir de 18.000 a. C., com o fim da última Idade do Gelo, algumas regiões da Terra começaram a conhecer um processo regular de transbordamento dos grandes cursos fluviais, como o Tigre, Eufrates, Nilo, Indo e Amarelo, tornando possível a prática da agricultura." As civilizações que se desenvolveram ao longo desses rios formaram no seu conjunto: a)o modo de produção escravista; b)o comunitarismo familiar; c)o feudalismo despótico oriental; d)o modo de produção asiático; e)o sistema mercantil escravista. ANTIGUIDADE ORIENTAL Mesopotâmia 5. (UFAM) “Se um homem alugar um boi ou um asno, e se nos campos o leão matar o gado, é o proprietário do gado quem sofrerá a perda. Se um homem bater em seu pai, terá as mãos cortadas. Se um homem furar o olho de um homem livre, ser- lhe-á furado o olho”. Sendo um dos primeiros códigos de lei de que se tem conhecimento, este texto está associado: a) Ao Império Babilônico sob o reinado de Hamurabi. b) Ao Império Persa sob a dinastia de Talião. c) Ao Império Persa sob o reinado de Cambises ll. d) Ao Egito sob o reinado de Amenófis l. e) A Sociedade ateniense sob a direção de Péricles. 6. (UFRGS) O atual Iraque obrigou territorialmente a maior parte da Antiga Mesopotâmia (terra entre rios), berço de ricas civilizações. Entre essas civilizações encontram-se os sumerianos, os quais se caracterizavam por: a) apresentar uma comunidade constituída por clãs familiares independentes, onde a administração política descentralizada era exercida pelos patriarcas das aldeias; b) constituir um império duradouro e unificado, imune, graças a suas defesas naturais e a seus grandes exércitos, aos perigos inerentes às migrações de sociedades nômades; c) representar uma sociedade liderada pela oligarquia mercantil e pelos proprietários de navios, cujo poder e riqueza advinham sobretudo do comércio e do domínio dos mares do Oriente Médio; d) provocar uma ruptura embrionária entre a dimensão divina e a dimensão humana da figura real, dado que o Patesi não era o próprio Deus, como no Egito, mas apenas seu representante; e) formar um povo economicamente auto-suficiente, que não praticava relações comerciais com o exterior. 7. (UCS/RS) O Código Hamurabi, um bloco de pedras com 2,25 metros de altura, encontra-se hoje no Museu do Louvre, em Paris. Dos muitos artigos de lei nele gravados, cerca de 250 já foram decifrados. Com isso, informações sobre a sociedade mesopotâmica puderam ser reveladas. Analise, quanto à sua veracidade (V) ou falsidade (F), as afirmativas abaixo sobre a sociedade mesopotâmica e o seu código de leis: ( ) A chamada Lei de Talião (talionis, em latim, significa “tal” ou “igual”) apareceu pela primeira vez no Código de Hamurabi. Ela pregava o princípio do “olho por olho, dente por dente”, ou seja, ao infrator aplicava-se um castigo proporcional ao dano causado. ( ) O Código de Hamurabi trata dos mais variados assuntos relativos à vida cotidiana. Abrange, entre outros temas, a regulamentação e o exercício das profissões, fixando a remuneração dos trabalhadores e as normas a respeito do casamento, da assistência às viúvas, aos órfãos, aos pobres, etc. ( ) Na maioria das sociedades atuais, a Lei de Talião não é mais aplicada. No entanto, há países do Oriente Médio em que ainda se paga olho por olho, literalmente. Na Arábia Saudita, no Iêmen e em alguns dos Emirados Árabes, ladrões têm as mãos cortadas. Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo: a) V – F – V b) V – V – V c) F – V – F d) F – F – V e) F – F – F 8. (FFFCMPA/RS) Considere o texto abaixo: Localizada entre dois grandes rios, lá reinaram na Antiguidade Assurbanipal e Nabucodonosor. A Torre de Babel, os Jardins Suspensos da Babilônia e o herói mítico Gilgamesh são algumas conhecidas referências das manifestações artístico-culturais dos povos que habitavam essa região. O texto diz respeito à antiga civilização que se desenvolveu na região que hoje corresponde ao território: a) da Etiópia; b) do Egito; c) da Turquia; d) do Iraque; e) de Madagascar. 9. (UFPE) Não se pode esquecer a luta de alguns povos da Antiguidade, para construir seus vastos impérios. Contudo, esses povos também expressaram, na arte, seus sonhos e desejos. Numa análise mais geral dessas manifestações, podemos afirmar que: a) a escrita suméria expressava a habilidade artística do seu povo, que era bastante envolvido com uma religião liderada pelos escribas; b) os hebreus conseguiram construir uma arte original, desarticulada das manifestações religiosas; c) os egípcios conseguiram realizar revoluções na arte de pintar murais, mas não se preocuparam com a arquitetura de seus templos religiosos; d) a arte assíria não merece destaque, devido à preocupação excessiva do seu povo com a guerra e com o imperialismo; e) a grandiosidade da arte dos caldeus manifesta-se com especial destaque nas suas obras arquitetônicas. 10. (UFSCAR/SP) Entre as transformações havidas na passagem da pré-história para o período propriamente histórico, destaca-se a formação de cidades em regiões de: a) solo fértil, atingido periodicamente pelas cheias dos rios, permitindo grande produção de alimentos e crescimentopopulacional; b) difícil acesso, cuja disposição do relevo levantava barreiras naturais às invasões de povos que viviam do saque de riquezas; c) entroncamento de rotas comerciais oriundas de países e continentes distintos, local de confluência de produtos exóticos; d) riquezas minerais e de abundância de madeira, condições necessárias para a edificação dos primeiros núcleos urbanos; e) terra firme, distanciada de rios e de curso d’água, com grau de salubridade compatível com a concentração populacional. 11. A Mesopotâmia, estreita faixa de terras, foi assim denominada pelos gregos por estar entre os rios: a) Assur e Lagash; b) Tigre e Eufrates; c) Nilo e Eridu; d) Jordão e Kish; e) Tibre e Akkad. Egito 12. (UCS/RS) Em 2001, a cidade de São Paulo foi palco da exposição pioneira "A Arte no Egito no Tempo dos Faraós". Pela primeira vez foram expostas no Brasil 56 peças da milenar civilização do Egito Antigo, trazidas diretamente do acervo do Museu do Louvre, de Paris. Assim, os brasileiros tiveram oportunidade de visualizar um panorama de 3.000 anos de arte de uma das primeiras civilizações da história. Considere as seguintes afirmativas sobre o Egito Antigo, sua história e sua religião. I. Inserido no contexto do Modo de Produção Asiático, o Egito antigo conviveu com as outras civilizações localizadas nas proximidades do Mediterrâneo Oriental consideradas as primeiras da história, como as que se desenvolveram na Mesopotâmia e na Palestina, além de fenícios e persas. II. A religião egípcia, como todas as outras religiões antigas, caracteriza-se pelo monoteísmo, apresentando Deus como um ser com os vícios e virtudes dos homens, porém muito mais sábio e com a magia que o torna muito mais poderoso. III. O estudo da história egípcia nos tempos modernos começou com a descoberta da pedra de Rosetta e a interpretação dos hieróglifos pelo historiador francês Jean François Champollion (1790-1832), que em 1826 pediu ao rei Carlos X, da França, para começar uma coleção de antiguidades egípcias no Louvre, que hoje conta com mais de 60 mil itens. Das afirmativas acima, pode-se dizer que a) apenas I está correta. b) apenas II está correta. c) apenas III está correta. d) I e III estão corretas. e) I, II e III estão corretas. 13. (UCG/GO) O Tribunal de Osíris “Tu choraste em presença da morte? Na presença da morte choraste? Não descende o cobarte do forte; Pois choraste, meu filho não és! A morte sempre esteve no contexto das representações dos povos desde a antiguidade até a Idade Contemporânea. As visões e atitudes diante a morte podem ser percebidas pelo homem, em cada momento da história. Nesse sentido, pode-se afirmar que a) quando um faraó egípcio morria, ele não era julgado no Tribunal de Osiris. Pelo poder acumulado, estes faraós já tinham entrada garantida no reino dos céus ou no reino do além. b) eram comuns, tanto no Egito como na Europa medieval, as práticas de embalsamamento dos corpos dos Faraós e sacerdotes. c) segundo a religião do Egito, quando alguém morria era julgado pelo tribunal de Osiris. Lá, seu coração era colocado em uma parte da balança e, na outra, uma pluma de avestruz de Maát, representando a justiça. A pesagem era registrada pelo escriba dos deuses, o deus Thot. Se a balança se equilibrasse, o morto era conduzido, por Osíris, para o além. d) Na Idade Média tratou-se da morte não como um rito de passagem para a morada definitiva da alma, a derradeira peregrinação do homem-viajante medieval, mas como o momento de ressurreição para a vida eterna. 14. (UFC) Aos egípcios devemos uma herança rica em cultura, ciência e religiosidade: eram habilidosos cirurgiões e sabiam relacionar as doenças com as causa naturais; criaram as operações aritméticas e inventaram o sistema decimal e o ábaco. Sobre os egípcios, é correto afirmar também que: a) foram conhecidos pelas construções de navios, que os levaram a conquistar as rotas comerciais para o Ocidente, devido a sua posição geográfica, perto do mar Mediterrâneo. b) deixaram, além dos hieróglifos, outros dois sistemas de escrita: o hierático, empregado para fins práticos, e o demótico, uma forma simplificada e popular do hierático. c) praticaram o sacrifício humano como forma de obter chuvas e boas colheitas, haja vista o território onde se desenvolveram ser desértico. d) fizeram o uso da escrita cuneiforme, que inicialmente foi utilizada para designar objetos concretos e depois ganhou maior complexidade. e) usaram as pirâmides para fins práticos, como, por exemplo, a observação astronômica. 15. (CEFET/PR) A arquitetura dos templos do Antigo Egito apresentava entre suas características: a) a utilização de tijolos de argila queimada na construção de colunas e paredes; b) o seu reduzido tamanho, por serem apenas moradia da divindade; c) a inexistência de telhados, uma vez que quase não ocorriam chuvas durante todo o ano; d) a ausência de esculturas, uma vez que os preceitos religiosos de então não permitiam a representação da figura humana; e) a excessiva grandeza em suas dimensões e solidez na construção, com emprego intensivo de pedra como matéria-prima. 16. Assinale a alternativa correta. “O Egito, presente do Nilo”. Desta frase do historiador grego Heródoto, podemos afirmar que: a) o sistema econômico dos egípcios repousava, principalmente, numa base agrária alimentada em função do Nilo; b) o Nilo propiciava excelente meio de transporte para mercadorias que alimentavam um grande comércio; c) as “indústrias” das aldeias no curso do Nilo eram incentivadas à produção pela facilidade oferecida pelo transporte fluvial; d) as obras monumentais, muitas existentes até hoje, eram adornadas pelo ouro de lavagem, oferecido pelo rio; e) todas as alternativas estão corretas. 17. Durante o Novo Império Egípcio, ocorreu a reforma religiosa. Assinale abaixo a alternativa que contenha os elementos desta reforma: a) instalação de um culto monoteísta liderado por Amenófis IV; b) separação radical entre religião e Estado, em nome da república; c) extinção do caráter hereditário do processo político; d) ascensão da crença em Amon-Rá, principal deus dos egípcios; e) No Egito, muitos animais gozavam de um culto todo especial. Houve maior intensidade desta mentalidade com a reforma. Hebreus, Fenícios e Persas 18. (UEMS) A cultura hebraica (marcada por um profundo senso de religiosidade que perpassou sua arte e sua literatura) deixou raízes profundas em toda a Europa e, por extensão, na civilização ocidental, porque foi responsável pelo desenvolvimento do: a) Ateísmo b) Cristianismo c) Judaísmo d) Budismo e) Maometismo 19. (UFC) Os fenícios, povo de origem semita que se fixou e desenvolveu as suas cidades, numa faixa de 200 quilômetros situada entre o mar Mediterrâneo e as montanhas do atual Líbano, conheceram o apogeu da sua influência a partir de 1400 a.C. (destruição de Cnossos em Creta). Entre as afirmações que se seguem, escolha aquela que caracteriza de maneira correta esse povo: a) Viviam num sistema político teocrático. b) Suas principais atividades econômicas eram agrícolas. c) Praticavam uma religião maniqueísta. d) Eram especializados no comércio marítimo. e) Seu alfabeto foi elaborado a partir do alfabeto grego. 20. Os fenícios dedicavam-se, primordialmente, ao comércio marítimo porque:a) era grande seu excedente agrícola. b) sua organização militar garantia o domínio dos mares. c) sua localização geográfica os induzia a isso. d) sua organização política era fortemente centralizada. e) sua atividade militar lhes proporcionava numerosos escravos para atuar nas galeras como remadores. 21. (Ufrs) O soberano dividiu o seu império em províncias, chamadas satrapias, sendo a terra considerada como propriedade real e trabalhada pelas comunidades. Estas características identificam o a) império dos persas durante o reinado de Dario. b) império babilônico durante o governo de Hamurabi. c) antigo império egípcio durante a dinastia de Quéops. d) reino de Israel sob o comando de Davi. e) estado espartano durante a vigência das leis de Dracon. ANTIGUIDADE CLÁSSICA Grécia 22. (Fatec) "A cidade-estado era um objeto mais digno de devoção do que os deuses do Olimpo, feitos à imagem de bárbaros humanos. A personalidade humana, quando emancipada, sofre se não encontra um objeto mais ou menos digno de sua devoção, fora de si mesma." (Toynbee, Arnold J. HELENISMO, HISTÓRIA DE UMA CIVILIZAÇÃO) Na antiguidade clássica, as cidades-estados representavam a) uma forma de garantir territorialmente a participação ampla da população na vida política grega. b) um recurso de expansão das colônias gregas. c) uma forma de assegurar a independência política das cidades gregas entre si. d) uma característica da civilização helenística no sistema político grego. e) uma instituição política helenística no sistema político grego. 23. (Fei) Atenas foi considerada o berço do regime democrático no mundo antigo. Sobre o regime democrático ateniense, é CORRETO afirmar que: a) Era baseado na eleição de representantes para as Assembléias Legislativas, que se reuniam uma vez por ano na Ágora e deliberavam sobre os mais variados assuntos. b) Apenas os homens livres eram considerados cidadãos e participavam diretamente das decisões tomadas na Cidade-Estado. c) Os estrangeiros e mulheres maiores de 21 anos podiam participar livremente das decisões tomadas nas assembleias da Cidade-Estado. d) Era erroneamente chamado de democrático pois negava a existência de representantes eleitos pelo povo. e) A inexistência de escravos em Atenas levava a uma participação quase total da população da Cidade- Estado na política. 24. (Fgv) A Guerra do Peloponeso, ocorrida na Grécia entre 431 e 401 a.C., foi: a) uma guerra defensiva empreendida pelos gregos contra a invasão dos persas e a ameaça de perda de suas principais praças de comércio do Mar Mediterrâneo; b) uma luta entre dórios e aqueus na época da ocupação do território grego que resultou na formação das cidades de Esparta e Atenas; c) uma luta comandada pelas cidades de Esparta e Corinto contra a hegemonia da Confederação de Delos - liderada por Atenas - sobre o território grego; d) uma guerra entre gregos e romanos, pelo desejo de implantação de uma cultura hegemônica sobre os povos do Oriente Próximo; e) uma invasão do território grego pelas tropas de Alexandre - O Grande, na época de expansão do Império Macedônico que herdara de seu pai. 25. (Fuvest) "Ao povo dei tanto privilégio quanto lhe bastasse, nada tirando ou acrescentando à sua honra; Quanto aos que tinham poder e eram famosos por sua riqueza, também tive cuidado para que não sofressem nenhum dano... e não permiti que nenhum dos dois lados triunfasse injustamente." Sobre esse texto, é correto afirmar que seu autor, a) o dramaturgo Sólon, reproduz um famoso discurso de Péricles, o grande estadista e fundador da democracia ateniense; b) o demagogo Sólon, recorre à eloqüência e à retórica para enganar as massas e assim obter seu apoio para alcançar o poder; c) o tirano Sólon, lembra como, astutamente, acabou com as lutas de classes em Atenas, submetendo ricos e pobres às mesmas leis; d) o filósofo Sólon, evoca de maneira poética a figura do lendário Drácon, estadista e criador da democracia ateniense; e) o legislador Sólon, exprime o orgulho pelas leis, de caráter democrático, que fez aprovar em Atenas quando governou a cidade. 26. (Mackenzie) Foram características econômicas e sociais da Cidade-Estado Esparta, no período Arcaico: a) a posição do indivíduo na comunidade era definida pelo seu grau de parentesco com o patriarca e sua economia era natural e coletivista. b) as classes sociais ligadas ao comércio, ao mesmo tempo que adquiriam maior poder econômico, procuravam ampliar seu domínio social. c) a existência de uma oligarquia aristocrática, que monopolizava o poder militar, político e religioso, culturalmente arcaica, sem atividades mercantis. d) a proibição da escravidão por dívidas pela oligarquia dominante estimulou a vinda para a cidade de artesãos estrangeiros, a fim de promover o comércio e atividades culturais. e) cidade marítima dominada por camponeses proprietários de minifúndios, que permitia aos estrangeiros, Metecos, a realização de atividades culturais. 27. (Udesc) São fontes indispensáveis para o conhecimento dos primeiros tempos daquilo que viria a se constituir na civilização grega os poemas "Ilíada" e "Odisséia", atribuídos a Homero. Seus versos tratam, sobretudo, de episódios e conseqüências relacionadas com a seguinte alternativa: a) o domínio do fogo ofertado aos homens por Prometeu; b) a longa guerra contra a cidade de Tróia; c) a implantação da democracia em Atenas; d) os combates e batalhas da Guerra do Peloponeso; e) a conquista da Grécia pelas tropas romanas. 28. (Uece) A respeito da "Liga de Delos", que seria a base do imperialismo ateniense, podemos dizer corretamente: a) decorreu da aliança de cidades gregas e persas contra, a expansão macedônica b) pretendia libertar algumas cidades gregas, lideradas pela cidade de Delos, da dominação espartana c) surgiu de um processo de sujeição ou de domínio exercido por Atenas sobre as demais cidades da Liga d) definia-se, de início, como uma aliança militar, que previa autonomia para seus participantes, reservando à Atenas o comando das operações e) mesmo sendo liderada por Atenas, Esparta apresenta grande influência sobre ela. 29. (Ufscar) E muitos a Atenas, para a pátria de geração divina, reconduzi, vendidos que foram - um injustamente, o outro justamente; e outros por imperiosas obrigações exilados, e que nem mais a língua ática falavam, de tantos lugares por que tinham errado; e outros, que aqui mesmo escravidão vergonhosa levavam, apavorados diante dos caprichos dos senhores, livres estabeleci. O texto, um fragmento de um poema de Sólon - arconte ateniense, 594 a.C. -, citado por Aristóteles em "A Constituição de Atenas", refere-se a) ao fim da tirania. b) à lei que permitia ao injustiçado solicitar reparações. c) à criação da lei que punia aqueles que conspiravam contra a democracia. d) à abolição da escravidão por dívida. e) à instituição da Bulé. Roma 30. (Fuvest) "A história da Antiguidade Clássica é a história das cidades, porém, de cidades baseadas na propriedade da terra e na agricultura." (K. Marx. "Formações econômicas pré-capitalistas.") Em decorrência da frase de Marx, é correto afirmar que a) os comerciantes eram o setor urbano com maior poder na Antiguidade, mas dependiam da produção agrícola. b) o comércio e as manufaturas eram atividades desconhecidasnas cidades em torno do Mediterrâneo. c) as populações das cidades greco-romanas dependiam da agricultura para a acumulação de riqueza monetária. d) a sociedade urbana greco-romana se caracterizava pela ausência de diferenças sociais. e) os privilégios dos cidadãos das cidades gregas e romanas se originavam da condição de proprietários rurais. 31. (Fatec) A expansão romana pelo Mar Mediterrâneo gerou importantes transformações políticas, econômicas e sociais. Dentre elas temos: a) fortalecimento da família; desenvolvimento das atividades agropastoris; grande afluxo de riquezas, provenientes das conquistas. b) aumento do trabalho livre; maior concentração populacional nos campos e enriquecimento da elite patrícia. c) influência bastante grande da cultura grega; domínio político dos plebeus; grande moralização dos costumes. d) fim do trabalho escravo; concentração da plebe no campo; domínio político dos militares. e) grande número de escravos; predomínio do comércio; êxodo rural, gerando o empobrecimento da plebe. 32. (Fgv) O Edito de Milão (313), no processo de desenvolvimento histórico de Roma, reveste-se de grande significado, tendo em vista que a) combateu a heresia ariana, acabando com a força política dos bispados de Alexandria e Antioquia. b) tornou o cristianismo a religião oficial de todo Império Romano, terminando com a concepção de rei- deus. c) acabou inteiramente com os cultos pagãos que então dominavam a vida religiosa. d) deu prosseguimento à política de Deocleciano de intenso combate à expansão do cristianismo. e) proclamou a liberdade do culto cristão passando Constantino a ser o protetor da Igreja. 33. (Fgv) Com a expansão do poder romano [sob a República], tornou-se enorme a diferença entre a pequena cidade nascida às margens do Tibre e a Roma todo-poderosa, agora senhora do Mediterrâneo. A economia, a política, a vida social e religiosa dos romanos passaram por profundas modificações. (José Jobson de A. Arruda e Nelson Piletti, "Toda a História") Entre as modificações que se pode identificar está a) a prosperidade do conjunto da plebe, maior beneficiária da ampliação do mercado consumidor em função das províncias conquistadas. b) a disseminação da pequena propriedade, com a distribuição da terra conquistada aos legionários, maiores responsáveis pela expansão. c) a crescente influência cultural dos povos conquistados, em especial os gregos, alterando as práticas religiosas romanas. d) o enrijecimento moral de toda a sociedade, que passou a não mais tolerar as bacanais - festas em honra ao deus Baco. e) a criação e consolidação do colonato como base da economia romana e sua disseminação pelas margens do mar Mediterrâneo. 34. (Fuvest) Várias razões explicam as perseguições sofridas pelos cristãos no Império Romano, entre elas: a) a oposição à religião do Estado Romano e a negação da origem divina do Imperador, pelos cristãos. b) a publicação do Edito de Milão que impediu a legalização do Cristianismo e alimentou a repressão. c) a formação de heresias como a do Arianismo, de autoria do bispo Ário, que negava a natureza divina de Cristo. d) a organização dos Concílios Ecumênicos, que visavam promover a definição da doutrina cristã. e) o fortalecimento do Paganismo sob o Imperador Teodósio, que mandou martirizar milhares de cristãos. 35. (Mackenzie) Leia o texto: "Os homens que combatem e morrem pela Itália têm o ar, a luz e mais nada (...). Lutam e perecem para sustentar a riqueza e o luxo de outro, mas embora sejam chamados senhores do mundo, não têm um único torrão de terra que seja seu." (Tibério Graco - Perry Anderson, PASSAGEM DA ANTIGÜIDADE AO FEUDALISMO, pág. 60) Os irmãos Tibério e Caio Graco, Tribunos da Plebe romana, pretendiam: a) limitar a área de terras públicas (Ager Publicus) ocupadas por particulares e distribuir as mesmas aos cidadãos pobres. b) limitar a área de latifúndios e distribuir as terras públicas aos Patrícios. c) limitar o direito de cidadania romana aos habitantes do Lácio, Etrúria e Sabínia. d) limitar a excessiva expansão territorial derivada de uma prolongada política de conquista e anexação de terras. e) limitar a expropriação dos latifúndios e estabelecer propriedades coletivas. 36. (Mackenzie) As Guerras Púnicas, conflitos entre Roma e Cartago, no século II a.C., foram motivadas: a) pela disputa pelo controle do comércio no Mar Negro e posse das colônias gregas. b) pelo controle das regiões da Trácia e Macedônia e o monopólio do comércio no Mediterrâneo. c) pelo domínio da Sicília e disputa pelo controle do comércio no Mar Mediterrâneo. d) pela divisão do Império Romano entre os generais romanos e a submissão de Siracusa a Cartago. e) pelo conflito entre o mundo romano em expansão e o mundo bárbaro persa. 37. (Pucpr) A importância de Otávio Augusto em Roma antiga, concentra-se principalmente no seu esforço para: a) solucionar a crise agrícola decorrente da falta de pequenas propriedades. b) vencer as guerras púnicas, trazendo paz para a sociedade romana. c) estruturar um império com governo centralizado, apoiado em instituições republicanas. d) impedir que as reformas introduzidas pelos Gracos alterassem a estrutura agrária de Roma. e) favorecer a expansão do cristianismo, conciliando seus princípios com a filosofia romana. 38. (Ufg) O governo da República romana estava dividido em três corpos tão bem equilibrados em termos de direitos que ninguém, mesmo sendo romano, poderia dizer, com certeza, se o governo era aristocrático, democrático ou monárquico. Com efeito, a quem fixar a atenção no poder dos cônsules a constituição romana parecerá monárquica; a quem fixá-la no Senado ela mais parecerá aristocrática e a quem fixar no poder do povo ela parecerá claramente democrática. (POLÍBIOS. "Historia". Brasília: Ed. da UnB, 1985. Livro VI, 11. p. 333.) Políbios descreve a estrutura política da República romana (509-27 a. C.), idealizando o equilíbrio entre os poderes. Não obstante, a prática política republicana caracterizou- se pela a) organização de uma burocracia nomeada a partir de critérios censitários, isto é, de acordo com os rendimentos. b) manutenção do caráter oligárquico com a ordem equestre dos "homens novos" assumindo cargos na administração e no exército. c) adoção da medida democrática de concessão da cidadania romana a todos os homens livres das províncias conquistadas. d) administração de caráter monárquico com o poder das assembleias baseado no controle do exército e da plebe. e) preservação do caráter aristocrático dos patrícios que controlaram o Senado, a Assembleia centuriata e as magistraturas. 39. (Ufv) A respeito das classes que compunham a sociedade romana na Antiguidade, é CORRETO afirmar que: a) os "plebeus" podiam casar-se com membros das famílias patrícias, forma pela qual conseguiam quitar suas pendências de terra e dinheiro, conseguindo assim certa ascensão social. b) os "plebeus" compunham a classe formada pelos camponeses, artesãos e alguns que conseguiam enriquecer-se por meio do comércio, atividade que lhes era permitida. c) os "clientes" eram estrangeiros acolhidos pelos patrícios e transformados em escravos, quando sua conduta moral não condizia com a de seus protetores. d) os "patrícios" foram igualados aos plebeus, durantea democracia romana, quando da revolta dos clientes, que lutaram contra a exclusão social da qual eram vítimas. e) os "escravos" por dívida eram o resultado da transformação de qualquer romano em propriedade de outrem, o que ocorria para todos que violassem a obrigação de pagar os impostos que sustentavam o Estado expansionista. 40. (Unaerp) Na história de Roma, o século III da era cristã é considerado o século das crises. Foi nesse período que: a) As tensões geradas pelas conquistas se refletiram nas contendas políticas, criaram um clima de constantes agitações, promovendo desordens nas cidades. b) O exército entrou em crise e deixou de ser o exército de cidadãos proprietários de terras. c) O império romano começou a sofrer a terrível crise do trabalho escravo, base principal de sua riqueza. d) Os soldados perderam a confiança no Estado e tornaram-se fiéis a seus generais partilhando com eles os espólios de guerra. e) Os conflitos pela posse da terra geraram a Guerra Civil. Gabarito: 1. D 2. C 3. D 4. D 5. A 6. B 7. B 8. D 9. E 10. A 11. B 12. D 13. C 14. B 15. E 16. A 17. A 18. C 19. D 20. C 21. A 22. C 23. B 24. C 25. E 26. C 27. B 28. D 29. D 30. E 31. E 32. E 33. C 34. A 35. A 36. C 37. C 38. E 39. B 40. C