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MECÂNICA GERAL – RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS – MECÃNICA DOS FLUIDOS – OPERAÇÕES UNITÁRIAS 1
RESUMO BÁSICO SOBRE SISTEMAS
DE UNIDADES
MECÂNICA GERAL
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
MECÂNICA DOS FLUIDOS
OPERAÇÕES UNITÁRIAS
MARCELO COSTA DIAS
MECÂNICA GERAL – RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS – MECÃNICA DOS FLUIDOS – OPERAÇÕES UNITÁRIAS 2
1. REGULAMENTAÇÃO
Decreto nº 81621 - 03/05/1978
O decreto citado aprova o quadro geral de unidades de medida, em substituição
ao anexo do decreto nº 63233 de 12 de setembro de 1968.
" O Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81,
item III, da constituição, e tendo em vista o disposto no parágrafo único do artigo 9º do
Decreto Lei nº 240, de 28 de fevereiro de 1967.
Decreta:
Art. 1º - Fica aprovado o anexo Quadro Geral de Unidades de Medida, baseado nas
Resoluções, Recomendações e Declarações das Conferências Gerais de Pesos e Medidas,
realizadas por força da Convenção Internacional do Metro de 1975.
Art. 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogado o decreto nº
63233 de 12/09/1968 e demais disposições em contrário.
" Brasília, 03 de maio de 1978: 157º da Independência e 90º da República.
Ernesto Geisel
Ângelo Calmon de Sá "
2. INTRODUÇÃO
As leis da física exprimem relações entre grandezas (físicas) como comprimento,
tempo, força, energia e temperatura. A medição de uma destas grandezas envolve a
comparação com um valor unitário chamado de unidade. Por exemplo, a medição mais
elementar é, possivelmente a de distância. Para medir-se a distância retilínea entre dois
pontos precisa-se de uma unidade padrão. Pode-se escolher o metro, o centímetro, a
polegada, além de outras. A afirmação de que uma distância vale 20 metros, significa
fisicamente que uma régua calibrada com a unidade padrão “metro” caberia 20 vezes
naquele comprimento.
Contudo, deve-se evitar dizer que uma distância vale 10, pois não há significado
físico algum nesta afirmação, em razão da ausência de uma unidade de medida. Toda
grandeza física necessita de uma unidade padrão de comparação. Com base nos
comentários anteriores, pode-se definir:
Exemplo de grandezas e unidades correspondentes:
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No mundo atual, ainda encontramos vários sistemas de unidades de medida com
características bastante distintas entre si, por exemplo: Sistema Internacional, Sistemas
Ingleses, Sistema Técnico, etc. Em razão disto, há ainda uma certa confusão no emprego
e uso de certas unidades de medida, principalmente naquelas unidades usadas para
medir as grandezas relacionadas à mecânica. Por exemplo, podemos medir a pressão no
interior de uma tubulação de ar comprimido usando as unidades libras por polegada
quadrada, Pascal, milímetros de mercúrio, bar, quilograma por centímetro quadrado e
etc.
Contudo, a uma tendência mundial de utilizarmos no futuro somente o Sistema
Internacional de Unidades. As principais explicações para tal fato são o fenômeno da
globalização e a facilidade de operacionalização de unidades neste sistema. A adoção do
Sistema Internacional de Unidades ou SI pela maioria dos países do mundo parece,
finalmente, após mais de duzentos anos, coroar a expressão usada pelos seus criadores,
cientistas da academia de Paris que em 1790 propunham um sistema de medida “pour
tours les temp à tours les peuple” (por todo o tempo, para todas as pessoas).
Atualmente, quando falamos em unidades como polegada, pé, Btu (unidade
térmica britânica), slug, entre outras, que pertencem aos sistemas gravitacionais
ingleses, isto tem apenas conotação histórica. A Inglaterra e os países da comunidade
britânica de nações como a Austrália e o Canadá, já usam oficialmente o S.I. A exceção
fica por conta dos Estados Unidos que ainda têm alguma resistência à chamada
metrificação e é questão de tempo até seu uso estar definido legalmente em todo o
mundo.
Historicamente, o governo do Brasil no tempo do império (1862) adotava o
Sistema Técnico (MK*S). Entretanto, a forte influência das indústrias americanas e
inglesas dificultou o seu uso corrente. A legislação do império seguiu-se a de 1938 que
estabeleceu uma forma mais ampla para o conjunto de unidades aceitas legalmente. Esta
legislação ampliou tanto os tipos de unidades legais que gerou mais confusão que
benefícios.
Em 03 de maio de 1978, foi editado o decreto lei no 81.621 que faz
recomendação da substituição gradativa do Sistema Técnico e de algumas unidades dos
sistemas CGS (centímetro-grama-segundo), IPS (inch-pound-second) e FPS (foot-pound-
second) pelo SI (metro-quilograma-segundo). Por fim, a resolução no 01/1982 do
Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – COMETRO,
determina que o sistema de unidades legalmente vigente no Brasil passa a ser o SI –
Sistema Internacional de Unidades.
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3. Sistemas de Unidades
Como já comentamos, há além do SI, cerca de cinco sistemas de unidades que
possuem alguma representatividade e uso industrial. A seguir, resumidamente,
comentaremos cada um deles, sob o ponto de vista da mecânica.
a) Sistema Internacional (SI) ou MKS
Neste sistema foi arbitrado que as unidades fundamentais serão:
L – Comprimento [metro - m]
M – Massa [quilograma - kg]
T – Tempo [segundo - s]
Exemplo de unidade derivadas no SI é:
A aceleração da gravidade possui valor 9,80665 m / s².
b) Sistema CGS
Neste sistema foi arbitrado que as unidades fundamentais serão:
L – Comprimento [centímetro - cm]
M – Massa [grama - g]
T – Tempo [segundo - s]
Exemplo de unidade derivadas no CGS é:
A aceleração da gravidade possui valor 980,665 cm / s².
c) Sistema Técnico MK*S
Neste sistema foi arbitrado que as unidades fundamentais serão:
L – Comprimento [metro - m]
F – Força [quilograma-força - kgf]
T – Tempo [segundo - s]
Exemplo de unidade derivadas no sistema técnico é:
A unidade de massa do sistema MK*S é a utm ou unidade técnica de massa.
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d) Sistema Técnico Inglês IPS
Neste sistema foi arbitrado que as unidades fundamentais serão:
L – Comprimento [polegada ou inch - in]
F – Força [libra ou libra-força ou Pound - lb]
T – Tempo [segundo - s]
Exemplo de unidade derivadas no sistema técnico é:
A unidade de massa do sistema técnico IPS é o slug.
e) Sistema Técnico Inglês FPS
Neste sistema foi arbitrado que as unidades fundamentais serão:
L – Comprimento [pé ou foot - pé ou ft]
F – Força [libra ou libra-força ou pound - lb]
T – Tempo [segundo - s]
Exemplo de unidade derivadas no sistema técnico é:
A unidade de massa do sistema técnico FPS é a lbm ou libra-massa.
Observe a tabela a seguir que faz um resumo dos sistemas de unidades.
4. Principais motivos pelo qual o S.I de unidades é utilizado na maioria dos
países.
I. O SI é um sistema que tem múltiplos e submúltiplos decimais, de fácil manuseio;
Exemplo: Sistemas decimais (SI, Sistema Técnico e CGS) versus sistemas não
decimais (FPS e IPS).
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II. O SI é um sistema absoluto, isto é, suas grandezas fundamentais são invariáveis
no tempo e no espaço expressos num referencial newtoniano. Um sistema
absoluto não depende do valor da aceleração da gravidade local, ao contrário dos
sistemas gravitacionais.III. O SI é um dos sistemas mais antigos em uso.
IV. A unidade de força do SI, o Newton, possui uma magnitude mais apropriada as
aplicações de engenharia do que a unidade dina do CGS.
� Contudo, na prática diária, ainda é comum depararmo-nos com a
necessidade de converter unidades de medida de determinadas grandezas
físicas.
5. O Sistema Internacional de Unidades (SI)
O SI é o sistema de unidades mais utilizado em todo o mundo, ele é um sistema
absoluto e decimal. O SI é composto por quatro grupos de grandezas / unidades
apresentadas nesta seção. Este grupo de grandezas/unidades é o mais importante dentro
do SI. As grandezas fundamentais são em número de sete, cada uma destas possui uma
unidade de base correspondente. A tabela abaixo ilustra as grandezas fundamentais, as
unidades de base e os símbolos adotados.
As grandezas e unidades suplementares, mostradas na tabela abaixo, completam o
conjunto formado pelas grandezas fundamentais e pelas unidades de base.
Devemos ressaltar que as grandezas fundamentais e suplementares inicialmente foram
escolhidas arbitrariamente. As grandezas e unidades derivadas são constituídas a partir
das grandezas fundamentais e das unidades de base. As principais grandezas e unidades
derivadas usadas em mecânica estão dispostas nas tabelas abaixo.
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Grandezas e unidades derivadas mais comuns em mecânica.
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Grandezas e unidades derivadas mais comuns em eletricidade e magnetismo.
Grandezas e unidades derivadas mais comuns em termologia
6. Unidades admitidas pelo SI
Abaixo estão listadas as unidades que não pertencem diretamente ao SI, mas a
sua utilização é aceitável. Este grupo se divide em:
a) Unidades Aceitas sem restrição de prazo
São aquelas unidades aceitas sem restrição de prazo para sua substituição pelas
unidades do próprio SI, estão dispostas na tabela abaixo.
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b) Unidades Aceitas com restrição de prazo
São aquelas unidades aceitas com restrição de prazo, e que devem ser gradativamente
substituídas pelas unidades do SI, estas estão dispostas na tabela abaixo.
7. Prefixos utilizados no S.I
Para facilitar a escrita de grandezas de magnitude muito grande ou muito
pequena, as unidades podem ser acompanhadas de prefixos que designam seus
múltiplos e submúltiplos.
Deve-se observar que ao se mudar de um prefixo para outro mais imediato,
desde o mili até o kilo, multiplica-se ou divide-se o anterior por 10, como se
pode ver na tabela acima.
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8. Outras Unidades fora do SI admitidas temporariamente
Nome da Unidade Símbolo Valor do SI
Angstrom Ă 10-10 m
Atmosfera atm 101325 Pa
Bar bar 105 Pa
barn b 10-28 m2
Caloria * cal 4,1868 J
Cavalo-vapor * cv 735,5 W
gal Gal 0,01 m/s2
Hectare ha 104 m2
Quilograma-força * kgf 9,80665 N
Milímetro de Hg * mmHg 133,322 Pa (aproximado)
Milha marítima 1852 m
Nó 1852 / 3600 m/s (milha marítima por hora)
Quilate * 2 x 10-4 kg
Notas importantes:
� As unidades com asterisco deverão ser gradativamente substituídas pelas
unidades do SI.
� Velocidade (MRU) ―› v = [∆s]/[∆t] = [m]/[s]
� Aceleração (MUV) ―› α = [∆v]/[∆t] = [(m/s)/s] = [m/s2]
� Força ―› [F] = [m] x [α]= [kg x m/s2] = N
� Aceleração normal da gravidade ―› g = 9,80665 m/s2
� Kgf = 1 kg x 9,80665 m/s2
� Kgf = 9,80665 N
� Na prática, ainda são utilizadas unidades como: gf = 10-3 kgf e tf = 103 kgf.
� pol = 25,4 mm
� lb = 0,4536 kgf ≈ 4,4483 N
� pol; in ou ainda (")simbologia simplificada para facilitar a escrita, in - (inch)
polegada em inglês; exemplo: 1/4 pol = 1/4 in = 1/4 ".
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9. Algumas tabelas para conversões de unidades
I. Área
Para converter de Para Multiplique por
Polegada quadrada Centímetro quadrado 6,452
Polegada quadrada Metro quadrado 0,6452 x 10-3
Pé quadrado Metro quadrado 0,093
acre Hectare 0,405
Centímetro quadrado Metro quadrado 10-4
Centímetro quadrado Polegada quadrada 0,155
Metro quadrado Pé quadrado 10,764
Hectare Quilômetro quadrado 10-2
Hectare Metro quadrado 104
Quilômetro
quadrado
km2
Hectômetro
quadrado
hm2
Decâmetro
quadrado
dam2
Metro
Quadrado
m2
Decímetro
quadrado
dm2
Centímetro
quadrado
cm2
Milímetro
quadrado
mm2
1x106 m2 1x104 m2 1x102 m2 1 m2 1x10-2 m2 1x10-4 m2 1x10-6 m2
II. Calor Específico
Para converter de Para Multiplique por
BTU/libra kcal/kg 0,556
BTU/libra kJ/kg 2,326
kJ/kg BTU/libra 0,4302
BTU/ft3 kcal/m3 8,898
BTU/ft3 kJ/m³ 37,252
kJ/m³ BTU/ft3 26,83 x 10-3
BTU/libra ºF kcal/kg ºC 1
BTU/libra ºF kcal/kg K 4,187
kJ/kg K BTU/libra ºF 0,2388
kcal/kg BTU/libra 1,80
kcal/kg kJ/kg 4,187
kJ/kg kcal/kg 0,2388
kcal/m3 BTU/ft3 0,1121
kcal/m3 kJ/m³ 4,187
kJ/m³ kcal/m3 0,2388
kcal/kg ºC kJ/kg K 4,187
kJ/kg K kcal/kg ºC 0,2388
Conversão de Temperaturas
� °C = (°F-32)/1,8
� °F = 1,8.°C + 32
� K = °C + 273,15
� °R = °F + 459,67
� °R = 1,8.K
� Variação de Temperaturas (∆T): 1 °C = 1 K = 1,8 °F = 1,8 °R
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III. Coeficientes de Transferência de Calor
Para converter de Para Multiplique por
BTU/h.ft².°F cal/s.cm².°C 1,355 x 10-4
BTU/h.ft².°F HP/ft².°F 3,92 x 10-4
BTU/h.ft².°F Kcal/h.m².°C 4,86
BTU/h.ft².°F Watt/cm².°C 5,68 x 10-4
cal/s.cm².°C BTU/h.ft².°F 7,380 x 10³
cal/s.cm².°C HP/ft².°F 2,91
cal/s.cm².°C Kcal/h.m².°C 3,6 x 104
cal/s.cm².°C Watt/cm².°C 4,19
HP/ft².°F BTU/h.ft².°F 2,538 x 10³
HP/ft².°F cal/s.cm².°C 0,344
HP/ft².°F Kcal/h.m².°C 1,2390 x 104
HP/ft².°F Watt/cm².°C 1,44
Kcal/h.m².°C BTU/h.ft².°F 0,205
Kcal/h.m².°C cal/s.cm².°C 2,78 x 10-5
Kcal/h.m².°C HP/ft².°F 8,07 x 10-5
Kcal/h.m².°C Watt/cm².°C 1,16 x 10-4
IV. Comprimento
Para converter de Para Multiplique por
Jarda metro 0,9144
Metro centímetro 100
Metro pé 3,281
Metro polegada 39,37
Milha metro 1,609 x 10³
Pé centímetro 30,48
Pé metro 0,3048
Pé polegada 12
Polegada centímetro 2,54
Polegada pé 0,0833
Quilômetro
km
Hectômetro
Hm
Decâmetro
dam
Metro
m
Decímetro
dm
Centímetro
cm
Milímetro
mm
1000 m 100 m 10 m 1 m 0,1 m 0,01 m 0,001 m
V. Condutividade Térmica
Para converter de Para Multiplique por
BTU/h.ft².(°F/in) BTU/h.ft².(°F/ft) 0,0833
BTU/h.ft².(°F/in) cal/s.cm².(°C/cm) 3,44 x 10-4
BTU/h.ft².(°F/in) kcal/h.m².(°C/m) 0,124
BTU/h.ft².(°F/in) Watt/cm².(°C/cm) 1,44 x 10-3
kcal/h.m².(°C/m) BTU/h.ft².(°F/ft) 0,671
kcal/h.m².(°C/m) BTU/h.ft².(°F/in) 8,05
kcal/h.m².(°C/m) cal/s.cm².(°C/cm) 2,77 x 10-3
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kcal/h.m².(°C/m) Watt/cm².(°C/cm) 0,0116
Watt/cm².(°C/cm) BTU/h.ft².(°F/ft) 57,8
Watt/cm².(°C/cm) BTU/h.ft².(°F/in) 693,97
Watt/cm².(°C/cm) cal/s.cm².(°C/cm) 0,239
Watt/cm².(°C/cm) kcal/h.m².(°C/m) 86,1
VI. Densidade
Para converter de Para Multiplique por
lb/ft³ kg/m³ 16,018
kg/m³ lb/ft³ 0,0624
VII. Energia
Para converter de Para Multiplique por
BTU caloria (grama) 251,996
BTU erg 1,0543 x 1010
BTU HP 3,927 x 10-4
BTU Joule1054,35
BTU libra-força x ft 777,65
BTU quilogrâmetro (kgf x m) 107,51
BTU quilowatt x hora 2,929 x 10-4
caloria (grama) BTU 3,968 x 10-3
caloria (grama) erg 4,184 x 107
caloria (grama) grama-força x centímetro 4,2665 x 104
caloria (grama) HP x hora 1,559 x 10-6
caloria (grama) Joule 4,184
caloria (grama) libra-força x ft 3,0860
caloria (grama) quilogrâmetro (kgf x m) 0,42665
caloria (grama) quilowatt x hora 1,162 x 10-6
cavalo-vapor x hora quilocaloria 632
HP x hora BTU 2546,61
HP x hora caloria (cal) 641616
HP x hora Joule 2,6845 x 106
HP x hora libra-força x ft 1,98 x 106
HP x hora quilograma-força x metro 273745
HP x hora quilowatt x hora 0,74570
Joule BTU 9,480 x 10-4
Joule erg 107
Joule HP x hora 3,725 x 10-7
Joule libra-força x ft 0,7376
Joule quilocaloria 2,389 x 10-4
Joule quilogrâmetro (kgf x m) 0,1020
Joule Watt x hora 2,7778 x 10-4
quilowatt x hora libra-força x ft 2,655 x 106
quilowatt x hora quilogrâmetro (kgf x m) 367098
VIII. Frequência
Para converter de Para Multiplique por
revolução/minuto radianos/segundo ∏/30
radianos/segundo revolução/minuto 30/∏
IX. Força
Para converter de Para Multiplique por
libra-força dina 4,448 x 105
libra-força Newton 4,448
libra-força poundal 32,17
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libra-força quilograma-força 0,454
Newton dina 105
Newton libra-força 0,2248
poundal dina 13,826 x 103
poundal grama-força 14,10
poundal libra-força 0,03108
poundal Newton 0,1383
poundal quilograma-força 0,01410
Observação: No sistema Inglês Técnico ou de Engenharia força e massa (1slug = 32,2 lbm), são
escolhidos como unidades primárias e neste caso a segunda lei de Newton é escrita da seguinte
maneira:
.
c
m aF
g
=
�
��
Uma libra-força (1 lbf) é a força que dá à massa de uma libra-massa (1lbm) uma aceleração igual
a aceleração-padrão da gravidade na terra, 32,2 ft/s². Da segunda lei de Newton devemos ter
então o seguinte:
1 .32, 2 / ²1 32, 2 . / ( . ²)
constante de proporcionalidade.
c
c
c
lbm ft slbf g ft lbm lbf s
g
g
= =
−
X. Potência
Para converter de Para Multiplique por
BTU/hora ergs/segundos 2,929 x 106
BTU/hora libra-força x ft / hora 777,65
BTU/hora quilocaloria/hora 0,252
BTU/hora quilograma-força x m/segundo 2,9865 x 10-2
BTU/hora quilowatt 2,929 x 10-4
Cavalo-vapor BTU/hora 2,512 x 103
Cavalo-vapor HP 0,9863
Cavalo-vapor libra-força x ft / segundo 542,5
Cavalo-vapor quilocaloria/hora 632,8
Cavalo-vapor quilograma-força x m/segundo 75
Cavalo-vapor quilowatt 0,7355
HP BTU/hora 2,546 x 103
HP cavalo-vapor 1,014
HP ergs/segundos 7,457 x 109
HP HP (caldeira) 0,0760
HP libra-força x ft / hora 550
HP quilocaloria/hora 641,6
HP quilograma-força x m/segundo 76,04
HP quilowatt 0,7457
libra-força x ft / hora BTU/minuto 2,1432 x 10-5
libra-força x ft / hora caloria/minuto 0,00540
libra-força x ft / hora cavalo-vapor 5,119 x 10-7
libra-força x ft / hora ergs/minuto 2,2597 x 105
libra-força x ft / hora HP 5,050 x 10-7
libra-força x ft / hora quilograma-força x m/segundo 3,844 x 10-5
libra-força x ft / hora quilowatt 3,766 x 10-7
Watt BTU/hora 3,4144
Watt calorias/hora 860,421
Watt libra-força x ft/segundo 0,7376
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XI. Pressão
para converter de para multiplique por
atmosfera bar 1,013
atmosfera centímetro de mercúrio (°C) 76
atmosfera libra-força/polegada quadrada ou psi 14,7
atmosfera polegada de mercúrio (32°F) 29,92
atmosfera quilograma-força/cm2 1,0332
bar atmosfera 0,9869
bar bária ou dinas/cm2 106
bar centímetro de mercúrio (°C) 75,01
bar grama-força/cm2 1019,8
bar milibar 1000
bar Pascal 105
bar polegada de mercúrio (32°F) 29,53
bar quilograma-força/cm2 1,0197
Pascal atmosfera 9,87 x 10-6
Pascal bária ou dinas/cm2 10
Pascal libra-força/polegada quadrada 1,450 x 10-4
Pascal milímetro de mercúrio (°C) 7,50 x 10-3
Pascal polegada de mercúrio (32°F) 2,953 x 10-4
Pascal quilograma-força/cm2 1.020 x 10-5
polegada de mercúrio atmosfera 0,03342
polegada de mercúrio bar 0,03386
polegada de mercúrio bária ou dinas/cm2 3,386 x 104
polegada de mercúrio libra-força/polegada quadrada 0,4912
polegada de mercúrio quilograma-força/cm2 0,03453
psi atmosfera 0,06804
psi bar 6,895 x 10-2
psi centímetro de água (4°C) 70,31
psi milímetro de mercúrio (°C) 51,71
psi Newton/cm2 0,6895
psi Newton/m2 ou Pascal 6,895 x 103
psi pé de água (39,2 °F) 2,307
psi polegada de água (39,2 °F) 27,68
psi polegada de mercúrio (32 °F) 2,036
psi quilograma-força/cm2 0,07031
quilograma-força/cm2 atmosfera 0,9678
quilograma-força/cm2 bar 0,980665
quilograma-força/cm2 centímetro de mercúrio (0 °C) 73,56
quilograma-força/cm2 bária ou dinas/cm2 9,80665 x 105
quilograma-força/cm2 psi 14,22
XII. Massa
Para converter de Para Multiplique por
grão grama (g) 0,06480
libra (lb) quilograma (kg) 0,454
quilograma (kg) grama (g) 1000
quilograma (kg) libra (lb) 2,205
tonelada quilograma (kg) 1000
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XIII. Velocidade
Para converter de Para Multiplique por
pé/minuto metro/segundo 5 x 10-3
milha/hora quilômetro/hora 1,609
milha/hora metro/segundo 0,45
knot ou nós quilômetro/hora 1,853
knot ou nós metro/segundo 0,51
metro/segundo pé/minuto 200
quilômetro/hora milha/hora 0,621
quilômetro/hora metro/segundo 0,28
quilômetro/hora knot ou nós 0,54
XIV. Viscosidade
Para converter de Para Multiplique por
Centipoises (cP) g/s.cm (Poise) 0,01
Centipoises (cP) kg/h.m 3,60
Centipoises (cP) kg/s.m 0,001
Centipoises (cP) lb/h.ft 2,42
Centipoises (cP) lb/s.ft 0,000672
Centipoises (cP) N.s/m2 0,001
g/s.cm (Poise) kg/s.m 0,1
lb/s.ft N.s/m2 1,488
XV. Volume
Para converter de Para Multiplique por
barril (petróleo) galão (americano) 42
barril (petróleo) litro 159
barril (petróleo) pé cúbico 5,615
centímetro cúbico pé cúbico 3,531 x 10-5
centímetro cúbico polegada cúbica 0,06102
galão (americano) centímetro cúbico 3,785 x 103
galão (americano) galão (inglês) 0,83267
galão (americano) litro 3,785
galão (americano) metro cúbico 3,785 x 10-3
galão (americano) pé cúbico 0,1337
galão (americano) polegada cúbica 231
galão (americano) quart 4
galão (inglês) galão (americano) 1,201
metro cúbico litro 1000
metro cúbico pé cúbico 35,31
metro cúbico polegada cúbica 61023
pé cúbico centímetro cúbico 2,832 x 104
pé cúbico litro 28,32
pé cúbico metro cúbico 0,02832
pé cúbico polegada cúbica 1728
polegada cúbica centímetro cúbico 16,39
polegada cúbica litro 0,01639
polegada cúbica metro cúbico 1,639 x 10-5
polegada cúbica pé cúbico 5,787 x 10-4
quart metro cúbico 9,464 x 10-4
MECÂNICA GERAL – RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS – MECÃNICA DOS FLUIDOS – OPERAÇÕES UNITÁRIAS 17
Quilolitro
kl
Hectolitro
hl
Decalitro
dal
Litro
l
Decilitro
dl
Centilitro
cl
Mililitro
ml
1000 l 100 l 10 l 1 l 0,1 l 0,01 l 0,001 l
Quilômetro
cúbico
km³
Hectômetro
cúbico
hm³
Decâmetro
cúbico
dam³
Metro
cúbico
m³
Decímetro
cúbico
dm³
Centímetro
cúbico
cm³
Milímetro
cúbico
mm³
1x109 m3 1x106 m3 1x10³ m3 1 m³ 1x10-3 m3 1x10-6 m3 1x10-9 m3
XVI. Volume Específico
Para converter de Para Multiplique por
pé cúbico/libra m³/kg 0,0624
m³/kg pé cúbico/libra 16,018
10. Precisão e Arredondamento dos Números
Quando a precisão de um número é necessária, deve-se aprender a aplicar as
regras de arredondamento. É muito importantesaber que precisão desnecessária
desperdiça tempo e dinheiro.
Por exemplo: Ao se expressar o número de rolamentos 6208 existentes no
almoxarifado de uma determinada indústria, a resposta será expressa somente por um
número inteiro, pois em nenhuma hipótese existirá no almoxarifado 10,4 ou 9,7
rolamentos e sim 10 rolamentos.
Quando pesamos uma caixa e encontramos como resposta 100 N (3 algarismos
significativos), nunca se deve apresentar como resposta 100,000 N, se a precisão não
exigir (6 algarismos significativos), pois isto significaria ler a escala em 0,001 N
(milésimo de Newton) o que é absolutamente inadequado para o caso.
As Principais Regras de Arredondamento são:
1-Manter inalterado o dígito anterior se o dígito subseqüente for menor que "5" (<5).
Exemplo: Suponha o número 365,122. Arredondando esse número tem-se:
� 365,12 - para 5 algarismos significativos;
� 365,1 - para 4 algarismos significativos.
2-Acrescer uma unidade ao último dígito a ser mantido, quando o posterior for "≥5".
Exemplo: Suponha o número 26,666. Arredondando esse número tem-se:
� 26,67 - para 4 algarismos significativos;
� 26,7 - para 3 algarismos significativos;
� 27 - para 2 algarismos significativos.
3-Manter inalterado o último dígito se o primeiro dígito a ser desprezado for "5" seguido
de "zeros".
MECÂNICA GERAL – RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS – MECÃNICA DOS FLUIDOS – OPERAÇÕES UNITÁRIAS 18
Exemplo: Seja o número 34,650. Arredonda-se para:
� 34,6 - para 3 algarismos significativos.
4-Aumentar o último dígito em uma unidade se o número for ímpar e se o último dígito
for "5" seguido de "zeros".
Exemplos: Sejam os números 235,5 e 343,50.
� Arredonda-se o número 235,5 para: 236 - 3 algarismos significativos;
� Arredonda-se o número 343,50 para: 344 - 3 algarismos significativos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
MUNSON, Bruce R. Fundamentos da mecânica dos fluidos. São Paulo (SP): E. Blucher, 2004. 571 p.,
BRUNETTI, FRANCO. Mecânica dos fluidos. São Paulo (SP): Prentice Hall, 2008. INCROPERA, Frank P.
Fundamentos de transferência de calor e de massa. 6. ed. -. Rio de Janeiro (RJ): LTC, c2008.