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Analise do Código de Ética Profissional do Psicólogo

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Analise do Código de Ética Profissional do Psicólogo
O Código de Ética Profissional do Psicólogo está em vigor desde o dia 27 de agosto de 2005
Aprova o Código de Ética Profissional do Psicólogo.
O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, no uso de suas atribuições legais e regimentais, que lhe são conferidas pela Lei no 5.766, de 20 de dezembro de 1971;
CONSIDERANDO o disposto no Art. 6º, letra “e”, da Lei no 5.766 de 20/12/1971, e o Art. 6º, inciso VII, do Decreto no 79.822 de 17/6/1977;
CONSIDERANDO o disposto na Constituição Federal de 1988, conhecida como Constituição cidadã, que consolida o Estado Democrático de Direito e legislações dela decorrentes; 
CONSIDERANDO decisão deste Plenário em reunião realizada no dia 21 de julho de 2005;
RESOLVE:
Art. 1º – Aprovar o Código de Ética Profissional do Psicólogo.
Art. 2º – A presente Resolução entrará em vigor no dia 27 de agosto de 2005.
Art. 3º – Revogam-se as disposições em contrário, em especial a Resolução CFP n º 002/87.
Códigos de ética trazem princípios/ normas que devem ser pautadas no respeito ao ser humano. O objetivo não é normatizar a técnica do trabalho, mas sim assegurar, dentro de valores relevantes para a sociedade, um padrão de conduta que fortaleça o reconhecimento social da Psicologia. Serve mais como um instrumento de reflexão, de maneira a responsabilizar o psicólogo por suas ações e práticas. Baseado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Responde a realidade atual do país, os valores da Psicologia, o estágio de desenvolvimento dela como ciência. O Código muda, pois, a sociedade e profissão mudam, então não é um conjunto de normas fixo e imutável, há reflexão contínua dele. Quem formula? Sociedade e profissionais/entidades representativas.
Princípios Fundamentais
1) Promoção da liberdade, dignidade, igualdade e integridade, apoiado na declaração dos direitos humanos.
2) Promover saúde e e liminar todo tipo de opressão, exploração, violência.
3) Analisar criticamente a realidade econômica/política/social do país.
4) Contínuo aprimoramento para desenvolver a Psicologia no campo da ciência.
5) Contribuir para universalizar a população ao acesso dos conhecimentos e serviços.
6) Zelar para que a profissão seja exercida com dignidade, rejeitar situações em que a Psicologia seja aviltada/desvalorizada.
7) Considerar relações de poder/impacto sobre as atividades profissionais.
 
Deveres Fundamentais do Psicólogo
1. Conhecer e cumprir o código;
2. Assumir responsabilidades para quais esteja capacitado;
3. Prestar serviços de qualidade, em condições dignas e utilizando a ética;
4. Prestar serviços em calamidade pública sem cobrar; estabelecer acordos que respeitem os direitos do cliente;
5. Fornecer, a quem de direito, informações referentes ao trabalho a ser prestado e seu objetivo;
6. Informar os resultados relevantes a quem de direito; orientar sobre os encaminhamentos e fornecer, quando solicitado, os documentos pertinentes;
7. Zelar para que a guarda e comercialização de materiais privativos sejam feitas de acordo com o código;
8. Ter respeito por outros profissionais, e, se solicitado, colaborar com estes, salvo impedimento por motivo relevante;
9. Sugerir outros psi quando eu não puder continuar o serviço por motivo justificável e passar as informações necessárias para continuidade;
10. Notificar o exercício ilegal e irregular da psicologia e as transgressões ao Conselho.
É vedado: Tudo que é relacionado a violência, crueldade, discriminação, opressão, negligência; induzir minhas ideias políticas, filosóficas, morais e religiosas; ser cúmplice de pessoas que praticam a psicologia de maneira ilegal; ser conveniente com erros e contravenções de psicólogo. Emitir documentos sem qualidade; interferir na validade de instrumentos ou adulterar os resultados; prestar serviços não regulamentados; induzir as pessoas para usar seu serviço; estabelecer relações que afetem negativamente o serviço; ser avaliador em situações que seus vínculos possam afetar a fidelidade dos serviços; desviar para serviço particular visando benefício próprio; prolongar serviço; dar serviço que possa prejudicar o outro devido a informações privilegiadas; receber doações ou vantagens além do honorário; receber/pagar porcentagem por encaminhamento; realizar diagnótico/divulgar resultados de forma a expor pessoas e grupos.
Antes de entrar numa instituição verificar suas normas e a compatibilidade com esse código, existindo a incompatibilidade pode recusar trabalhar lá e, caso precise, denunciar ao CRP.
Remuneração: Considerar as condições do paciente/justa retribuição; estipular um valor de acordo com a atividade e comunicar o paciente antes de iniciar o trabalho; assegurar a qualidade independe do valor que foi estipulado. 
Greve: Continua a trabalhar se houver emergência; comunicar previamente.
Profissionais não psicólogo: Encaminhar para outros profissionais, tipo um psiquiatra, quando isso vai além do seu trabalho/campo de atuação; compartilhar somente dados relevantes e assinalar a responsabilidade de sigilo para quem os receber.
Intervir no serviço de outro profissional: A pedido do profissional; em caso de emergência/risco para o usuário; informado da interrupção voluntária e definitiva; no trab. multiprofissional e a intervenção fizer parte da metodologia. 
Psicólogo tem que informar o número do CRP, dizer só o que possui, não divulgar preços para atrair clientes, não prever resultados, não enaganar outros profissionais para conseguir clientes, não vai usar métodos de outras categorias.