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Centro Universitário DE GOIÁS
Uni-Anhanguera
LABORATÓRIO DE MECÂNICA DOS SOLOS 
“ANÁLISE GRANULOMÉTRICA”
Centro Universitário DE GOIÁS 
Uni-Anhanguera
Relatório apresentado a disciplina de Mecânica dos Solos, do curso de graduação em Engenharia Civil, ofertado pelo Centro Universitário de Goiás Uni-Anhanguera, sob orientação ......
Goiânia-GO
Outubro/2018
OBJETIVO
O objetivo dessa aula é proceder a realização do ensaio de granulometria através do peneiramento e sedimentação com a finalidade de obter a curva granulométrica de um solo.
	
INTRODUÇÃO
O método de ensaio de análise granulométrica está descrito na NBR 7181, nessa norma descreve esse ensaio por peneiramento ou por uma combinação de sedimentação e peneiramento.
O ensaio de granulometria é dividido em duas partes distintas, utilizáveis de acordo com o tipo de solo e as finalidades do ensaio para cada caso particular. São elas: análise granulométrica por peneiramento e análise granulométrica por sedimentação. Os solos grossos (areias e pedregulhos) possuindo pouca ou nenhuma quantidade de finos, podem ter a sua curva granulométrica inteiramente determinada utilizando-se somente o peneiramento. Em solos possuindo quantidades de finos significativas, deve- se proceder ao ensaio de granulometria conjunta, que engloba as fases de peneiramento e sedimentação. Através dos resultados obtidos desse ensaio, é possível a construção da curva de distribuição granulométrica, que possui fundamental importância na caracterização geotécnica do solo, principalmente no caso dos solos grossos.
MATERIAIS E MÉTODOS
Ao longo desse período durante a disciplina de Mecânica dos Solos, foram realizados diversos testes em laboratório, respeitando as normativas da NBR 6457 no que tange preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização. Já para análise granulométrica utilizamos o ensaio por peneiramento ou combinação de sedimentação e peneiramento, método esse pautado pela NBR 7181. 
Neste trabalho apresentaremos, além dos métodos já citados, os matérias e equipamentos que foram utilizados.
Durante a realização da análise granulométrica em laboratório, respeitando as normativas já citadas, nós utilizamos diversos equipamentos e materiais, são esses: 
Estufa
Balança
Recipientes para guarda as amostras
Proveta de Vidro
Peneiras
Quartiador
Escova com cerdas metálicas
Agitador mecânico de peneiras 
Bisnaga 
Solos para realizar a análise
PROCEDIMENTOS DO ENSAIO
Segundo as normas da ABNT, os ensaios foram realizados seguindo os seguintes procedimentos:
Pegou-se a amostra ao ar, até próximo da umidade higroscópica, depois fez o destorroamento do material e a passagem do material, utilizando o repartidor de amostras (quartiador), para retirar mais ou menos um quilo de solo, o mais homogêneo possível. Pesou a amostra e totalizou a tara bandeja=1048 Kg e massa total=1410,9 Kg;
Figura 1. Solo separado.
 
Figura 2. Solo sendo colocado no quarteador.
 
Figura 3. Amostra do solo pesada.
Depois foi despejado o material nas peneiras empilhadas de forma crescente, logo o foi colocado e travado no agitador de peneiras e foi realizada a agitação mecânica do conjunto de peneiras para permitir a separação e classificação dos diferentes tamanhos de grão de amostra;
Figura 4. Peneiras empilhadas e travado no agitador.
Pegou-se uma amostra seca passou pela peneira 76 mm, desprezando-se o material retido;
Passou o material na peneira de 2,0 mm, tomando a precauções de todos os torrões que por ventura ainda existente, de modo a assegurar a retenção na peneira somente os grãos maiores que a abertura da malha da peneira;
A parte retida lavou na peneira de 2,0 mm a fim de eliminar o material fino grudado e secar em estufa e determinar o teor de umidade. Utilizou a escova com cerdas metálicas para a retirada dos grãos retidos nas malhas de todos as peneiras;
Peneiramento Grosso: Após a secagem do material, peneirou-se manualmente nas peneiras de abertura 50; 38; 25; 19; 9,5; 4,8 e 2,0 mm. Pesou-se a fração retida em cada peneira;
 
Figura 5. Solo sendo destorroado.
 
Figura 6. Material grosso retido na peneira.
 
Figura 7. Material grosso retido na peneira sendo lavado.
Peneiramento fino: Lavou-se o material na peneira 200 que tinha o peso de 15,82 g e em seguida colocado na estufa para determinar o teor de umidade. Após a secagem do material, peneirou-se manualmente nas peneiras de abertura menor que a de Nº 10 (2,00 mm), que são: 1.2, 0.6, 0.42, 0.30, 0.15 e 0.75 mm. E pesou a fração retida nas peneiras;
Figura 8. Solo fino retido sendo lavado.
Figura 9. Material fino depois de lavado.
Figura 10. Estufa onde foram colocadas as cápsulas.
O peso do material foi anotado em cada peneira e no final somados, após a pesagem de todo o material, o mesmo é transferido para seu recipiente. Pesos mostrados tabela 2.
CALCULOS E RESULTADOS
W higroscópica: W= Mw/MsW= (S+t+w)-(S+t) / (S+t)-t
Cápsula B1 W= ((55,96-55,14) / (55,14-23,46)) *100%
 W=2,59%
Cápsula B2 W= ((78,70-77,36) / (77,36-25,31)) *100%
 W=2,57%
Cápsula B3 W= ((71,61-70,61) / (70,61-24,69)) *100%
 W=2,62%
Média W= (Somatória W) / NW= 7,780 / 3= 2,59%
	Cápsula
	B1
	B2
	B3
	Tara (g)
	23,46
	25,31
	24,69
	S+t+w (g)
	55,96
	78,7
	71,61
	S+t (g)
	55,14
	77,36
	70,41
	W%
	2,59
	2,57
	2,62
TABELA 1 (DO AUTOR)
Figura 11. Peso da cápsula B1.
 
Figura 12. Peso da cápsula B2.
 
Figura 13. Peso da cápsula B3.
Massa total da amostra seca:
Ms= ((Mt-Mg) / (100+W)) *100 + Mg
Onde:
Ms massa total seca
Mt massa seca em temperatura ambiente
Mg massa do material seco retido na # de 2 mm
W umidade higroscópica
Ms= ((1410,9 - 47,82) / (100 + 2,59)) *100 + 47,82
Ms= 1376,49 g
Peneiramento grosso
Porcentagens de materiais que passam nas peneiras: 50, 38, 25, 19, 9.5, 4.8 e 2.0 mm
Qg= ((Ms-Mr) / Ms)) *100%
Onde:
Qg % de material passado em cada peneira;
Mr massa do material retido acumulado em cada peneira;
Ms massa total seca;
# 4,8
Qg= ((1376,49-0,40) / 1376,49) *100 = 99,97%
# 2,0
Qg= ((1376,49-47,82) / 1376,49) *100 = 96,53%
Peneiramento fino
Porcentagem de materiais que passam nas peneiras de 1.2, 0.6, 0.42, 0.25, 0.15 e 0.075mm
Figura 14. Massa do material úmido submetido com peneiramento fino.
Qf= ((Mu*100)-(Mr(100+W)) / (Mu*100) *N
Onde:
Qf % do material passado em cada peneira;
Mu massa material úmido submetido com peneiramento fino;
N % material que passa na #2,0 mm;
# 1,2 mm
Qf= ((140,6*100)-3,03(100+2,59)) / (140,60*100) *96,53= 94,40%
# 0,6 mm
Qf= ((140,6*100)-8,91(100+2,59)) / (140,6*100) *96,53%= 90,25%
# 0,42 mm
Qf= ((140,6*100)-13,37(100+2,59)) / (140,6*100) *96,53%= 87,11%
# 0,25 mm
Qf= ((140,6*100)-22,86(100+2,59)) / (140,06*100) *96,53%=80,43%
# 0,15 mm
Qf= ((140,06*100)-34,68(100+2,59)) / (140,6*100) *96,53%= 72,10%
# 0,075 mm
Qf= ((140,06*100)-50,50(100+2,59)) / (140,06*100) *96,53%= 60,96%
	Peneiras
	Massa Retirada
	Massa Retirada
	% Passa
	(mm)
	(g)
	acumulada (g)
	
	1,9
	0
	0
	100%
	9,5
	0
	0
	100%
	4,8
	0,4
	0,4
	99,97%
	2
	47,42
	47,82
	96,53%
	1,2
	3,03
	3,03
	94,40%
	0,6
	5,88
	8,91
	90,25%
	0,42
	4,46
	13,37
	87,11%
	0,25
	9,49
	22,86
	80,43%
	0,15
	11,82
	34,68
	72,10%
	0,075
	15,82
	50,5
	60,96%
Tabela 2 (DO AUTOR)
Gráfico 1 (DO AUTOR)
CONCLUSÃO
Através do ensaio granulométrico conseguimos avaliar o tipo de solo, e a espessura de grãos. Essa avaliação do solo tem caráter muito importante na construção civil, é através deste estudo que identificamos a qualidade e tipo de solo a ser trabalhado, podendo identificar qual tipo de estrutura e material deverá ser utilizado para uma edificação. 
Conclui-se com está pratica, que cada solo tem sua característicaespecífica. Cada tipo de construção deverá obedecer ao tipo de solo do local para evitar desperdício, transtorno, acidentes e agressões ao meio ambiente. Analisar o solo permitirá um melhor planejamento ou até mesmo viabilizar uma intervenção maior no terreno, mantendo-o intocável e sem danos.
REFERÊNCIAS
NBR-7181/ABNT - Análise Granulométrica de Solos; D421-58 e D422-63/ASTM; T87-70 e T88- 70/AASHTO; MSL-05/CESP.
HUMES, C. “NOTAS DE AULA DA DISCIPLINA DE MECÂNICA DOS SOLOS“. São Bernardo do Campo, 2015.

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