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ESCOLA E COMUNIDADE Uma parceria que dá certo Diuliane Oliveira Ruiz Kamila de Souza Cardoso Thalia da S. Boneberger Professora Rossana Ramos de Aguiar Centro Universitário Leonardo da Vinci–UNIASSELVI Pedagogia (Ped 1453)–Seminário Interdisciplinar II 08/10/2016 RESUMO A relação escola e família tem um objeto comum, trabalhar uma educação de qualidade para as crianças, levando em conta que os primeiros atos educacionais partem da família, os princípios básicos de relação sociais, são atitudes que fazem a diferença quando a criança começa os primeiros anos escolares. A escola por sua vez tem o papel de ensinar os conteúdos e desenvolver competências que preparem os alunos para a vida. Palavras-chave:Escola. Comunidade. Parceria. 1 INTRODUÇÃO Ao decorrer do tempo houve grandes mudanças nas estruturas sociais, que modificaram a forma de educar. Desta forma o papel da escola também sofreu transformações. Entretanto até que ponto essas transformações beneficiaram a relação escola e aluno ou escola e família? Partindo do princípio que o conceito de escola se ampliou torna-se necessário uma análise do caso. Nesse sentido, este trabalho discute essas mudanças e suas implicações no cotidiano e na cultura escolar. 2 PARCERIA ENTRE ESCOLA E COMUNIDADE A Educação familiar é base na formação e desenvolvimento da criança e do adolescente. Desde a infância começam a receber princípios básicos para viver em sociedade e exercer cidadania. Percebemos que tudo fazemos é fruto de toda estrutura educacional que nos é transmitido em família, escola e sociedade. Não devemos nos isentar do nosso dever como responsáveis e transferir nossa obrigação para escola. Para ser uma parceria realmente de sucesso é necessário que cada saiba exatamente quais suas atribuições, respeitando por suas características. A importância da participação da família é uma construção sem fim e que não pode ser encarregada somente a escola. Por outro lado, a escola não se restringe apenas às disciplinas obrigatórias, vários temas como: delinquência juvenil, violência no trânsito, inclusão social, são alguns exemplos que fazem parte de discussões participativa da Comunidade Escolar, toda a sociedade em amplo debate. É aí que se percebe o valor dessa parceria Escola Família. A escola e a família, assim como outras instituições, vêm passando por profundas transformações ao longo da história. Estas mudanças acabam por interferir na estrutura familiar e na dinâmica escolar de forma que a família, em vista das circunstâncias, entre elas o fato de as mães e/ou responsáveis terem de trabalhar para ajudar no sustento da casa, tem transferido para a escola algumas tarefas educativas que deveriam ser suas. “No interior de nossa própria cultura, sem sair de nossa própria cidade nem de nosso próprio bairro, um belo dia observamos nosso ambiente e nos damos conta de que tudo mudou tanto que mal somos capazes de saber como as coisas funcionam. Sentimo-nos, então, desorientados como se tivéssemos viajado para uma sociedade estranha e distante, mas sem esperança de voltar a recuperar aquele ambiente conhecido no qual sabíamos nos arranjar sem problemas.” (ESTEVES, 2004, p. 24) MARCHESI (2004) nos diz que a educação não é uma tarefa que a escola possa realizar sozinha sem a cooperação de outras instituições e, a nosso ver, a família é a instituição que mais perto se encontra da escola. Sendo assim se levarmos em consideração que Família e Escola buscam atingir os mesmos objetivos, devem elas comungar os mesmos ideais para que possam vir a superar dificuldades e conflitos que diariamente angustiam os profissionais da escola e também os próprios alunos e suas famílias. “A escola nunca educará sozinha, de m odo que a responsabilidade educacional da família jamais cessará. Uma vez escolhida a escola, a relação com ela apenas começa. É preciso o diálogo entre escola, pais e filhos. (RE IS, 2007, p. 6)” Deste modo pesquisamos duas escolas, de cidades diferentes e verificamos quaistentam diminuir a distância entre elas e a comunidade escolar, realizando eventos e projetos que envolvam a todos. Como bem diz PIAGET: “Uma ligação estreita e continuada entre os professores e os pais leva, pois a muita coisa que a uma informação mútua: este intercâmbio acaba resultando em ajuda recíproca e, frequentemente, em aperfeiçoamento real dos métodos. Ao aproximar a escola da vida ou das preocupações profissionais dos pais, e ao proporcionar, reciprocamente, aos pais um interesse pelas coisas da escola chega-se até mesmo a uma divisão de responsabilidades [...]” (2007, p.50) Definiremos as escolas como: escola A e Escola B. A escola A tem um públicobastante participativo, no qual os pais e amigos prestigiam os trabalhos e festividades feito pelos alunos e ajudam a preservar o ambiente escolar. A escola possui o projeto Mais Educação oferecendo ainda mais conhecimento aos alunos, mais união e participação dos pais, professores e amigos. Esse projeto tem, por fim, desenvolver atividades de acompanhamento pedagógico; educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica. E dentro deste projeto foi realizada pelos alunos, uma Gincana Estudantil para desenvolver o espírito cooperativo, contribuir no caráter e no enriquecimento da personalidade e moral do aluno e desenvolver a relação e a participação da comunidade escolar. Foi criada pelas monitoras dois grupos “AGUA” e “FOGO”, cada grupo tinha de realizar brincadeiras, atividades, pesquisas e soluções para determinado tema; Havendo na escola um banco de jurados que os avaliavam de acordo com o desempenho de cada aluno, sendo os membros desse jure alguns pais, professores e funcionários, que deram o resultado final, no dia determinado pela direção, fazendo assim uma confraternização para comemorar a união e a força de cada um. Alem da partcipação dos pais nesse projeto, mesalmente a comunidade realiza multirões para a limpeza e organização do ambiente escolar. Enquanto na escola B a comunidade é pouco participativa, a escola não faz nenhuma atividade ou projeto que possa envolver os pais. A escola até o ano de 2015 tinha o projeto mais educação, porém durante este os alunos ficaram sem o projetos. 3 A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO ESCOLA - FAMILIA As escolas precisam aproveitar todas as oportunidades de contato com os pais para passar a eles informações sobre os seus objetivos, recursos, problemas e sobre as questões pedagógicas que se apresentarem. Somente deste modo eles irão sentir-se comprometidos com a melhoria da qualidade escolar. Se a instituição não informa a família sobre o trabalho escolar, dificulta a comunicação, os pais cobram o que não deveria ser cobrado ou ficam desmotivados e não participam. Então, a escola precisa deixar claro os seus objetivos e dinâmicas. Existem diversas contribuições que tanto a família quanto a escola podem oferecer, oportunizar o desenvolvimento pleno respectivamente dos seus filhos e dos seus alunos. Quando tratamos de parceria, não estamos afirmando uma participação perfeita. Em que o pai esteja todos os dias na escola, ou até assista as aulas. Mas de uma participação comprometida e ativa. A presença do pai na escola não apenas intimida possíveis atos de indisciplinas dos filhos, mas também ajuda no trato com os deveres do aluno. A partir do momento que o aluno percebe que a família acredita na escola e participa e contribui, este não se verá mais como um simples objeto da escolarização, mas como agente de transformação também. Torna-se responsável pelo cuidado das coisas da escola, um defensor, com uma identidade firme, se sentido parte da escola não mais um estranho. Os pais juntamente com os professores e com a escola possuem papéis fundamentais neste trato. Da mesma forma o aluno, sem este, todo o esforço no processo de melhoria será inválido. É importante que famíliae escola saibam aproveitar os benefícios desse fortalecimento de relações, pois isto irá resultar em princípios que simplificam a aprendizagem e a formação social da criança.. [...]tanto a família quanto a escola desejam a mesma coisa: preparar as crianças para o m undo; no entanto, a família tem suas particularidades que a diferenciam da escol a, e suas necessidades que a aproximam dessa mesma instituição. A escola tem sua metodologia e filosofia para educar uma criança, no entanto ela necessita da família para concretizar o seu projeto educativo. (PAROLIM, 2003, p. 99) Uma parceria escola e família são possíveis. E por que não, de extrema urgência. Quanto mais estes se afastam, maior o risco da permanência de problemas históricos como a indisciplina e a reprovação. Somente com um trabalho conjunto e participativo em que ambos realizem a investigação detectem os problemas e busquem resolvê-los. O papel dos pais e da escola mudou, quanto a isso não há duvidas. A questão de grande importancia é como estes concentrarão estas mudanças, e deque forma atuará sobre a realidade. Não se espera uma escola sem problemas, mas se defende um dialogo que se oriente para este assunto. Pais e filhos, professores e pais, professores e alunos relações como estas assumem posição de grande importancia na transformação da educação no Brasil e no mundo. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Vivemos em uma sociedade, onde há a necessidade de relacionamentos entre indivíduos. Sendo assim, não seria diferente com a escola e família. Essa aproximação torna-se bastante necessária, na medida em que se tem em vista a qualidade do ensino e formação do estudante. Professores e Pais são responsáveis por manter esta relação de forma positiva. Se tratando de educação ambos os participantes devem se envolver e unir os interesses em torno de formarum cidadão ativo e consciente de sua posição no mundo. A falta de um contato próximo da escola com os pais ocasiona diversos problemas que comprometem a qualidade da formação. É necessária a participação dos pais, mas também é fundamental a abertura do dialogo por parte da escola. A parceria tão importante neste caso fica limitada a algumas reuniões ocasionais. Cabe resaltar que quando se fala em parceria, está se tratando numa convivencia com objetivos comuns. Assim sendo, somente reuniões não possibilitará o alcance desta. 5 REFERÊNCIAS ESTEVES, José M.A terceira revolução educacional: a educação na sociedade do conhecimento.São Paulo: Moderna, 2004. MARCHESI, ÁLVARO; Gil H. Carlos.Fracasso Escolar–uma perspectiva multicultural.Porto Alegre: ARTMED,2004. PAROLIM, Isabel.As dificuldades de aprendizagem e as relações familiares. Fortaleza, 2003 PIAGET, Jean.Para onde vai à educação?Rio de Janeiro: José Olímpio, 2007.