CASO CONCRETO 13
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CASO CONCRETO 13


Disciplina(prática Civil I)9 materiais25 seguidores
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EXCELENTÍSSIMO SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA 1ª 
VARA CÍVEL DA COMARCA DE UBERLANDIA/MG. 
 
 
 
 
 
Processo Nº XXXXXX-XX 
 
 
 
 
 
Eduardo, já devidamente qualificado e representado nos Autos do 
processo, por meio de seu Advogado e bastante Procurador, também 
devidamente qualificado em procuração mandamental específica juntada ao 
seguinte feito, com endereço profissional completo, onde deverá ser intimado 
para dar andamento aos atos processuais, nos autos da Ação indenizatória de 
danos morais e materiais, vem respeitosamente perante Vossa Excelência 
apresentar 
CONTESTAÇÃO 
 
Em face de Marcela, já devidamente qualificada nos Autos, para expor e 
requerer o que se segue: 
 
 
 
 
 
 
I. BREVE SÍNTESE DOS FATOS 
 
Alega a parte autora, em breve síntese, que ao parar diante da faixa 
de pedestre, na cidade de Uberlândia/MG, teve seu veículo abalroado pelo 
automóvel conduzido pelo réu e, em razão do acidente teve sua mão direita 
amputada. 
Por esse motivo, propôs contra a Parte Ré, pleiteando indenização 
no valor de R$ 15.000,00, pelos danos materiais suportados, referentes a 
despesas hospitalares e gastos com remédios, e indenização por danos 
morais, no valor de R$60.000,00, pela amputação sofrida. 
 
II. DAS PRELIMINARES 
 
DA LITISPENDÊNCIA 
 
Da análise dos autos, surge-se como evidente a ocorrência da 
preliminar de mérito de litispendência, visto que a mesma autora já ajuizou esta 
mesma ação que AINDA ESTÁ EM CURSO na 1ª Vara Cível de 
Uberlândia/MG, aguardando a apresentação de Réplica da Parte Autora. 
Dessa forma, o processo há de ser extinto sem resolução de mérito, 
em fulcro nos termos do artigo 267, V, do Código de Processo Civil. 
 
 
 
III. DO MÉRITO 
 
Inicialmente, cumpre ressaltar que, constata-se culpa única e 
exclusiva da vítima, eis que dirigia de forma completamente incompatível com a 
via, uma vez que a Parte Autora parou o seu veículo indevidamente, diante da 
faixa de pedestre, não havendo qualquer pessoa aguardando para atravessar a 
via, conforme podem comprovar duas testemunhas que a tudo assistiram e se 
puseram a disposição para relatar o ocorrido perante esse juízo. 
A Requerente, por sua vez, agiu de forma completamente 
imprudente e desidiosa, ocasionando o acidente por negligência e imprudência 
exclusiva, pois ela não deveria estar parada na faixa de pedestre, visto que é 
totalmente proibido tal conduta. Assim sendo, resta evidente que os danos 
materiais e morais sofridos pela Autora não podem ser reputados ao 
Requerido, vez que em momento algum agiu de forma a contribuir para o 
infortúnio. 
Notoriamente, quando se fala em danos materiais e morais é 
necessário que haja um ato ilícito e um nexo de causalidade entre o agente 
acusado e o dano causado, para que então se desencadeie a obrigação de 
indenizar. No caso em questão, houve a exclusão do nexo de causalidade visto 
que o dano foi causado por culpa exclusiva da vítima, não havendo, portanto, 
que se falar em indenização por parte do Réu. 
 
 
 
IV. DA RECONVENÇÃO 
Como bem aduz o NCPC, no caput do artigo 343, é agora uma 
possibilidade do Réu trazer em sua peça contestatória, pretensão própria conexa com a 
causa principal. E com isso, nesta oportunidade, aqui se traz a pretensão da parte 
pertencente ao Pólo passivo da demanda, que agora passa a expor: 
V. DOS PEDIDOS 
 
Por todo o exposto, o réu, com o devido acatamento e respeito, desde logo, 
requer: 
 
I. O acolhimento da preliminar aludida nesta peça, devendo ser 
reconhecida a ocorrência da litispendência por ter outra ação 
tramitando na 2 ° vara cível, ação idêntica, e extinção do presente 
processo sem julgamento do mérito conforme o artigo 485 do CPC. 
II. O reconhecimento da improcedência do pedido do mérito da 
questão, devido à ausência do nexo de causalidade, visto que fora 
devidamente comprovada que o dano causado à Parte Autora foi por 
sua culpa exclusiva; 
III. Julgar totalmente procedente o pedido constante na Reconvenção 
proposta, qual seja condenar a Requerente a pagar como forma 
indenizatória pelos Danos Morais sofridos por ter sido amplamente 
acusado de algo que não tenha sido culpado, bem como pelos 
demais Danos Materiais que ele possa ter sofrido em decorrência da 
negligência e imprudência exclusiva da Autora. 
IV. Condenação da Autora ao pagamento dos Honorários advocatícios 
em 20% sobre o valor da causa (art. 85 CPC), bem como nas custas 
processuais a serem fixadas. 
 
Requer a produção de todos os meios de provas em direito 
admitidos, na amplitude dos artigos 369 do NCPC, em especial o pericial para 
investigar de maneira mais precisa o local e o real motivo do acidente, bem 
como testemunhal, documental e depoimento pessoal do Autor. 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
Teresina/PI, 20 de novembro de 2018. 
 
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ANDREZZA DE OLIVEIRA MIRANDA 
OAB/PI 2255