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HISTÓRIA
HISTÓRIA ANTIGA
Thiago Thomaz Garcia
Wagner Montanhini
http://www.unar.edu.br
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO A PRÉ-HISTÓRIA 
Thiago Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
 
1 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
 
CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Nessa etapa inicial do nosso estudo, vamos procurar entender um pouco a 
respeito das origens do homem neste planeta. Para essa finalidade, a História é 
fundamental, bem como ciências auxiliares como a sociologia, antropologia, 
arqueologia e outras. . 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
 
As origens do homem 
Pesquisas recentes de antropólogos e arqueólogos tendem a indicar que o 
homem surgiu, provavelmente, na África, em torno de 5 milhões de anos atrás, 
segundo datações mais atualizadas. Supõe-se que, ali, em terras e ambiente 
propício tropical, tenham se reunido algumas condições que permitiram um lento 
processo de evolução da espécie humana. Um ser que basicamente se diferenciou 
de outro reino, o animal, pela forma de ser e de fazer-se racionalmente no ambiente 
criado. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO A PRÉ-HISTÓRIA 
Thiago Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
 
2 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
A partir do momento da constatação de que os ancestrais humanos deixam 
o continente africano, muitas dúvidas são lançadas aos antropólogos e arqueólogos. 
Para responder a essas dúvidas, as ciências humanas formulam várias 
hipóteses. O assunto possibilita diferentes perspectivas para se encontrar uma 
explicação cientificamente justificável, para o deslocamento humano pelo planeta. 
Quando e como o homem deixou a África e dirigiu-se para os demais 
continentes, continua a ser discutido e muito debatido. Possivelmente, em mais 
alguns anos, tenhamos uma resposta adequada pela ciência quanto ao surgimento e 
evolução humana. Alguns pesquisadores já detalharam uma possível “construção” 
genealógica do homem. 
Nossa atenção pode se concentrar, segundo estudiosos, no aparecimento 
do chamado Homo sapiens, cujo aparecimento pode ter ocorrido por volta de 1 
milhão e 200.000 anos. 
Teoria da evolução 
Como o homem surgiu na terra? Várias respostas já foram dadas a essa 
pergunta. Todos os povos criaram mitos, narrativas que tratam de temas 
fundamentais e misteriosos para os homens, como a origem, as finalidades ou 
o modo de ser de uma realidade, explicando a realidade humana. Em 1650, um 
pensador religioso inglês, baseado nas crenças judaico-cristãs, chegou à conclusão, 
sem nenhum critério científico, de que o homem havia sido criado no ano 4004 a.C. 
No século XIX, as descobertas arqueológicas possibilitaram explicações 
científicas. Foi nesse mesmo século, rico em pesquisas, que Charles Darwin 
publicou seu livro A origem das espécies. A partir das observações anotadas em 
uma viagem pelo mundo (1831-1836), Darwin formulou a teoria da evolução das 
espécies. Em suma, concluiu que por meio de mutações, as espécies passam por 
mudanças, adaptam-se ao meio natural e dão origem a novas espécies. Algumas 
espécies se extinguem dando lugar a outras. Todo esse processo seria realizado por 
meio da seleção natural. 
 
A proposição básica da seleção natural é que as condições ambientais determinam o 
quanto  uma  determinada  característica  de  um  organismo  ajuda  na  sobrevivência  e 
reprodução  desse  organismo.  Organismos  que  não  possuem  essas  características  podem 
morrer  antes  de  se  reproduzirem  ou  ser  menos  prolíficos  que  os  organismos  que  as 
apresentam. Ao contrário, uma espécie bem adaptada tende a sobreviver e se reproduzir. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO A PRÉ-HISTÓRIA 
Thiago Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
Darwin estendeu sua teoria para o surgimento do homem, classificando-o como 
descendentes dos antropoides. A comunidade científica e outros setores da 
sociedade, inicialmente, opuseram-se a essa conclusão. 
Atualmente, a ciência questiona a linearidade evolutiva do homem, 
concebendo teorias que afirmam a existência simultânea de grupos humanos 
diferentes, tanto do ponto de vista cultural como biológico. 
Desde o momento em que o homem passou a confeccionar instrumentos e 
desenvolver uma linguagem articulada, ele se distinguiu dos outros animais e criou o 
mundo da cultura. Transformar a natureza e a si próprio por meios do trabalho 
passou a ser característica essencial da espécie humana. Dessa forma, a evolução 
biológica, a partir de um determinado ponto, ocorre simultaneamente à evolução 
cultural, confundindo-se com ela. 
A fabricação de instrumentos culminou num processo evolutivo de milhões 
de anos. Durante muito tempo a evolução dos ancestrais do homem obedeceu às 
leis da natureza, mas a fabricação de instrumentos libertou o homem dessa 
dependência exclusiva. Assim o homem é o único animal que pode influenciar na 
sua própria evolução. 
O fato é que a nossa capacidade de produzir cultura está baseado na 
herança propriamente cultural que recebemos do passado como nas características 
físicas que adquirimos com a evolução biológica. A base física da nossa evolução 
cultural, que nos distingue dos demais animais, pode ser mais bem entendida se for 
comparada com a dos nossos parentes mais próximos, os macacos. 
O homem atual é um animal que possui cérebro maior em relação ao 
tamanho do seu corpo. A média do tamanho do nosso cérebro é de 1.400 cm3, 
enquanto o de um chimpanzé é cerca de um terço disso. Além do tamanho 
precisamos atentar também para outros aspectos, entre eles o funcionamento do 
cérebro humano. Não podemos afirmar se o aumento do cérebro, inicialmente 
esteve ligado ao desenvolvimento da inteligência ou se, ao contrário, esses cérebros 
maiores criaram a oportunidade para um desenvolvimento posterior da inteligência. 
A maneira de o homem se locomover exige um esqueleto adaptado para 
suportar a tensão e o peso ligado a essa forma de locomoção. Andar apenas sobre 
dois membros representou uma adaptação à vida nas savanas e não mais nas 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO A PRÉ-HISTÓRIA 
Thiago Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
florestas. O bipedismo tem sido apontado como um fator fundamental para a 
evolução humana porque livrou as mãos para outras tarefas. Isso teria não só 
desenvolvido uma extrema habilidade manual no homem, mas também 
condicionado o próprio desenvolvimento da sua inteligência. 
O andar ereto necessita de um maior gasto de energia em relação a outras 
formas de locomoção usadas pelos mamíferos, gerando muito calor devido ao 
esforço muscular. Mas, por outro lado, permite correr ou manter uma marcha 
constante durante muito tempo, ou seja, podemos percorrer grandes distâncias. 
Na mão humana o polegar é mais longo e mais afastado dos outros dedos 
do que na dos chimpanzés e dos gorilas, nossos parentes mais próximos. Isso 
permite a sua utilização combinada com qualquer outro dedo da mão, possibilitando 
pegar objetos de vários tamanhos com a mesma eficiência em força e precisão, 
permitindo a fabricação de uma infinidade de objetos diferentes. 
Os seres humanos possuem a abertura dos olhos maior do que a íris, 
deixando ver a parte branca; também temos sobrancelhas, cílios e lábios 
aumentados. Com essas características o rosto humano tem uma enorme 
capacidade comunicativa. Todas essas características humanas possibilitou o 
aumento da sociabilidade e da cooperação nos grupos humanos, o que parece estar 
ligado às necessidades de sobrevivência do grupo. 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
INDICAÇÕES 
 
Para ler as publicações referentes ao Homem pré-histórico acesse o site: 
Disponível em: <http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=495> 
Acesso em: 19 de junho de 2014. 
 
História e cinema:A guerra do fogo. Ano, 1981. 97 minutos. 
 Um dos raros filmes sobre a pré-história que permite discutir uma série de 
temas importantes acerca do período. 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 2 - PERIODIZAÇÃO DA PRÉ-HISTÓRIA 
Thiago Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
 
CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Conhecer as principais características e periodização da pré-história; 
identificar as condições de vida do homem pré-histórico no paleolítico e diferenciar 
as produções humanas como fenômenos anteriores e posteriores ao processo de 
sedentarização humana. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Os tempos “pré-históricos” 
 A chamada “pré-história” pode ser apresentada como um momento da 
história da espécie humana em que o homem ainda não possuía a escrita como 
observamos hoje. Todavia, participavam da forma de ser e fazer de uma 
“construção” material de seu mundo. É dessa maneira que alguns estudiosos 
tendem a classificar essa primeira etapa humana como Idade da Pedra, um período 
de quase 700.000 anos, sobre o qual aprofundaremos nosso estudo. 
Mas o que seria essa Idade da Pedra? Você já ouviu falar? Tem ideia a 
respeito? Como o homem vivia nesse momento? 
Vamos procurar respostas para essas indagações? 
 A idade da Pedra, propriamente dita, segundo especialistas, possui uma 
divisão: os chamados períodos Paleolítico e Neolítico. 
O período Paleolítico, cujo termo significa “pedra antiga”, é conhecido, 
também, como Idade da Pedra Lascada, por se acharem nesse período muitos 
indícios de artefatos produzidos e talhados rusticamente pelo Homem. 
O Neolítico já tende a expor outro significado: “pedra nova”, ou também 
chamado de Idade da Pedra Polida. Trata-se de uma era em que começam a ser 
evidenciados pela produção humana certos progressos de vivência, graças ao uso 
de sua razão. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 2 - PERIODIZAÇÃO DA PRÉ-HISTÓRIA 
Thiago Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
 
fonte: http://blog.educacional.com.br/lianasuzuki/files/2010/03/linha-do-tempo.jpg acessada em 23/05/10. 
 
Tais vivências eram construídas pelos desafios do dia a dia. Produzir as 
condições de vida diária significava enfrentar e superar os desafios impostos pela 
natureza. Desafios básicos como obter comida, objetos para caça e defesa, do frio. 
Na superação dessas dificuldades, a humanidade começa a desenvolver 
comportamentos que são reflexos destes enfrentamentos das adversidades. 
As pesquisas indicam que, durante esse período, predominou o uso do 
raciocínio, para formar as condições de sua sobrevivência, razão pela qual foram 
produzidos certos utensílios e artefatos, utilizando-se de lascas de pedras. Certos 
machados de pedra e madeira, usados para a caça aos animais, foram utilizados e 
criados. Podemos dizer que eram homens predispostos à sobrevivência e 
basicamente caçadores e coletores. Aos poucos, conseguem assimilar e dominar a 
técnica de fabricação e conservação do fogo, o que lhes possibilitou enfrentar o frio, 
animais e a cozinhar alimentos obtidos com a caça. 
Em certos achados arqueológicos, cientistas observaram indícios de vida 
espiritual e de cultos que se estabeleciam de diversas formas. O homem de 
Neanderthal, um dos primeiros a ter uma análise mais precisa da ciência, deixou 
vestígios de sepulturas, onde o tributo aos mortos era essencial. 
O chamado homo sapiens, que viveu no período denominado Paleolítico 
Superior tem sua marca deixada em artefatos que construiu, e, basicamente, em 
pinturas rupestres, de manifestações artísticas. 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 2 - PERIODIZAÇÃO DA PRÉ-HISTÓRIA 
Thiago Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
 
Homo sapiens sapiens 
Fonte: http://tejedasblog.blogspot.com/2010/09/blog-2-allegory-of-cave.html 
 
As pinturas encontradas em cavernas, sempre tendem a demonstrar a 
atuação dos homens, transformando e vivendo em um habitat, onde pudessem se 
esconder das intempéries e se organizarem em núcleos com configurações 
primitivas de sociedade. Tudo isso pode ser visualizado nas paredes de algumas 
grutas e, por muitas vezes, há que se observarem cenas de caçadas, lutas, danças, 
inclusive com a representação da mentalidade de seres humanos. 
Muito se tem deduzido a respeito das pinturas encontradas. Uma delas está 
ligada às práticas rituais de caçada e sobrevivência do grupo. Alguns especialistas 
tendem a acreditar que foi, também, a partir desses rituais ligados a práticas do 
cotidiano que se originou a religião. A caça, por exemplo, utilizava-se de lascas de 
pedra, mas, progressivamente, os artefatos foram aperfeiçoados e outros novos 
foram criados. Com o tempo, tais homens ditos, das cavernas, começaram a criar 
processos de luta pela vida, pois vários artefatos foram aprimorados como o arco e a 
flecha, arpão e outros. Essa produção caracterizou o período denominado 
Paleolítico Superior. 
Existia certa divisão do trabalho feita basicamente por sexo e faixa etária. 
Podemos dizer que de um lado, mulheres, crianças e velhos ficavam a cargo de 
trabalharem na coleta e o preparo dos alimentos, já os homens dedicavam-se à 
caça. 
Cabe-nos indagar como organizavam todo esse processo de caça e coleta 
dos produtos numa sociedade? Todos os produtos tanto da caça, como da coleta se 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 2 - PERIODIZAÇÃO DA PRÉ-HISTÓRIA 
Thiago Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
faziam repartir entre os membros de determinada comunidade. Para alguns 
cientistas, ainda nessa época não se pode falar da configuração de uma estrutura 
familiar. 
Por serem inicialmente nômades, eram caçadores e coletores, tendo que se 
deslocar a cada jornada do tempo ou necessidade, sempre à procura de regiões que 
lhe pudessem fornecer alimentos. Quando descobriram que algumas espécies de 
vegetais podem ser cultivadas e alguns animais domesticados para o seu sustento, 
a sedentarização começava a se tornar característica nos agrupamentos. A partir 
daí, a humanidade principiou a ver e viver de uma nova maneira e reconfigurou a 
evolução de seus estágios de vida e comportamento. 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
INDICAÇÕES 
É interessante a sua leitura em outros sites onde os autores apresentam de 
forma clara algumas características desse nosso assunto. Veja o site abaixo: 
 
Disponível em: <http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=495> 
Acesso em 30 de maio de 2014. 
 
DOCUMENTÁRIO: Homem Pré-Histórico - Vivendo entre as feras, caçar ou ser 
caçado. 
Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=sCBMPug_fE8> Acesso em 30 
de maio de 2014. 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 3 - SURGIMENTO DE TÉCNICAS AGRÍCOLAS 
 Thiago Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
 
CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Identificar as condições de vida do homem pré-histórico durante o neolítico, 
compreender o surgimento de técnica de cultivo e diferenciar as produções humanas 
como fenômenos anteriores e posteriores ao processo de sedentarização humana. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Da agricultura 
Pode parecer algo insignificante hoje ao homem ao ir à feira, atacadão de 
frutas, verduras e legumes ou ainda a uma feira agropecuária e ver animais. São 
coisas simples para nós, todavia, nesse olhar há uma verdadeira e forte “revolução” 
na história da humanidade. É que, muitas vezes, não paramos para pensar em 
várias conquistas já feitas. São em situações como essas que é possível 
compreender a transição do período Paleolítico e o início do Neolítico 
(aproximadamente, há 10.000 anos). 
Surge-nos uma indagação simples: Como o homem “descobriu” a 
agricultura, ou o manejo dela? Trabalhar a terra e as estações lunares?As diversas 
formas agriculturáveis, plantios e tudo mais? Pode ser algo simples hoje, mas é 
instigante, ao se tratar do homem em si. 
Entre o final do paleolítico e o início do neolítico, houve um período que 
grosseiramente poderíamos chamar de transição: o período mesolítico. A passagem 
do mesolítico para o neolítico deu-se entre 15000 e 10000 a.C. Nessa fase a Terra 
começava a adquirir suas características atuais, com o fim da última era glacial. As 
regiões temperadas foram ficando mais quentes, e as regiões mediterrâneas, mais 
secas. Surgiram florestas nas regiões temperadas da Europa, enquanto ao sul 
formaram-se áreas secas e desérticas. Estavam criadas as condições que geraram 
a grande revolução da pré-história: a Revolução agrícola ou Neolítica. 
 
 
 
 
 
 
Revolução agrícola ou Neolítica: a palavra  revolução designa um processo de profunda 
transformação  de  uma  realidade.  Chamamos  Revolução  Agrícola  ou Neolítica  o  processo  que 
transformou radicalmente a vida dos seres humanos que viveram muitos séculos antes de Cristo. 
A invenção da agricultura, ou a descoberta de que os homens podiam interferir na sobrevivência 
da  espécie,  a  sedentarização dos  grupos  (já que não dependiam  apenas da  caça  e da  coleta). 
Trouxe  também mudanças nos  instrumentos, nas  relações entre os  seres humanos e  entre os 
homens e mulheres (divisão do trabalho). 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 3 - SURGIMENTO DE TÉCNICAS AGRÍCOLAS 
 Thiago Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
Um dado importante a ser considerado em nosso estudo e que merece um 
olhar atento relaciona-se ao fato de a agricultura ter promovido a sedentarização dos 
grupos humanos, visto que tudo, até o tempo de preparo do solo, semeadura e a 
colheita, está restrito a certo lugar da vivência humana. Isso tudo levará a um 
significativo aumento demográfico. 
Enquanto eram apenas caçadores e coletores, nômades, os grupos sociais 
humanos não eram numerosos, mas, devido ao aumento populacional, poderia gerar 
o esgotamento dos alimentos. Ao viver somente da agricultura e não tendo mais 
necessidade de ser nômade, a divisão do trabalho se efetuava da melhor maneira 
possível. Assim, aos homens reservava-se o preparo do terreno. As mulheres 
dedicavam-se ao trabalho de semear, colher e produzir alimentos. Com o processo 
da sedentarizarão, a agricultura ganha força, pois, por meio dela, além de produzir 
se fez necessário guardar os alimentos cultivados. A necessidade de estocar os 
alimentos para os períodos de escassez de alimentos levou ao desenvolvimento da 
cerâmica e demais utensílios. Com relação ao trato com animais e sua 
domesticação, dedicaram-se à criação de ovelhas, acarretando a fabricação de 
tecidos. 
Além disso, o processo de sedentarização gera defesa do território dos 
grupos que ali estavam se organizando na agricultura. Para não serem atacados por 
outros grupos, construíram casas próximas, dando início à formação de aldeias. 
Isso, para a ciência, foi interpretado como o início do período neolítico, cuja data 
aproximada girou em torno de 8000 anos a.C. Nesse período Neolítico, devido à 
formação de aldeias e comunidades, observou-se a construção de barcos, tornando 
com isso possível a pesca em lagoas, rios e mares. 
A cultura do Neolítico: vida e sociedade 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 3 - SURGIMENTO DE TÉCNICAS AGRÍCOLAS 
 Thiago Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
11 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
Com a agricultura ocorreu uma das mais fundamentais mudanças na vida do 
homem: a passagem do nomadismo para o sedentarismo. Durante milhares de anos 
o homem viveu da coleta, da caça e da pesca. As sociedades que vivem dessas 
atividades são nômades. Deslocam-se de um lugar para outro à medida que os 
recursos naturais escasseiam. Era preciso acompanhar o deslocamento das 
manadas de animais, procurar rios mais piscosos e achar áreas novas para coletar 
alimentos. Foi durante o neolítico que ocorreu a sedentarização de muitos grupos 
humanos. A coleta constante fez o homem observar algumas características de 
determinadas plantas: época de frutificação, germinação, locais onde cresciam com 
maior facilidade e abundância, duração do ciclo de vida das plantas, etc. Assim, sem 
abandonar a caça, a pesca e a coleta, alguns grupos humanos passaram a cultivar 
plantas que estavam acostumados a coletar. Essa ação do homem vai, inclusive, 
mudar as características dessas plantas. Com isso surgiram espécies mais 
produtivas e mais adequadas ao uso humano. O mesmo ocorreu com os animais. A 
domesticação deve estar ligada ao hábito de recolher filhotes e criá-los para matar e 
comer mais tarde. Algumas espécies se aproximavam do acampamento de 
caçadores à procura de ossos e restos de comida. 
Assim, a passagem do nomadismo para o sedentarismo ocorreu 
gradualmente. Não raro, a agricultura e o pastoreio conviveram com o 
seminomadismo, configurando uma sedentarização incompleta. 
A agricultura, fixando os grupos humanos em uma determinada região, faz 
com que nessas agrícolas surjam novas formas de sociabilidade. Além disso, a 
agricultura deu mais segurança no que se refere a alimentação. O armazenamento 
de grãos garantia a sobrevivência alimentar por períodos mais longos. 
Os rebanhos e os instrumentos de trabalho eram propriedade de toda a 
comunidade. Não havia distinção social entre os membros do grupo: todos 
trabalhavam e o produto era consumido igualmente por todos, ocorrendo somente a 
divisão sexual do trabalho: as mulheres teciam, cuidavam das plantações e faziam 
cestos, enquanto os homens lidavam com os animais e construíam abrigos. A 
necessidade de defesa provocou a formação de grupos sociais mais complexos: as 
tribos. 
Uma das grandes invenções do período Neolítico foi a cerâmica, que 
melhorou a qualidade da alimentação do homem primitivo. Também teve início a 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 3 - SURGIMENTO DE TÉCNICAS AGRÍCOLAS 
 Thiago Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
12 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
construção de casas de barro, junco ou madeira. Os instrumentos eram ainda feitos 
de pedra ou osso, mas recebiam um acabamento: eram polidos com areia até 
adquirir formas mais úteis e adequadas. 
No final do neolítico (5000-4000 a.C.), o homem passou a utilizar também 
metais nobres, como o cobre, para fabricar instrumentos. Esse metal podia ser 
trabalhado frio e facilitava a produção de instrumentos mais duráveis que os de osso 
ou pedra. Inicia-se aí, a Idade dos Metais. 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
INDICAÇÕES 
Para maior aprofundamento, acesse: 
Disponível em: <http://www.arqueologia.arq.br/page4-8.htm> Acesso em 30 de maio 
de 2014. 
 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=UKu2VzjsoBE> Acesso em 01 
de junho de 2014. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 4 - A ERA DO BRONZE 
 Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
1 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
 
CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Conhecer as principais características e periodização da pré-história; 
identificar as condições de vida do homem pré-histórico, a transição do período 
neolítico, e as principais características do período final da pré-história. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
A era do bronze 
Entre 6000 a 5000 a.C., podemos dizer, com base nas pesquisas sobre esse 
tema, que, em certas aldeias neolíticas, já se observava o emprego dos metais 
como ferro e bronze. Por essa razão, alguns autores denominaram de Idade dos 
Metais. Técnicas de fundição de cobre, ferro e bronze, aperfeiçoamento de 
utensílios e armas caracteriza para os historiadores a Idade dos Metais. Apesar da 
impossibilidade de estabelecer uma cronologia exata desses avanços, supõe-se que 
o bronze tenha sido utilizado em diversas áreas do Oriente já por volta de 4000 a.C., 
alcançando a Europae o mundo mediterrâneo cerca de 2 mil anos depois. 
Como vimos em unidades anteriores nesta disciplina, o desenvolvimento 
técnico aplicado na agricultura possibilitou maior produção e um consequente 
aumento populacional. Alguns grupos familiares passaram a exercer domínio sobre 
outros grupos, gerando sociedades ampliadas. A necessidade de garantir a defesa e 
a produção em áreas relativamente extensas, habitadas por várias aldeias ou grupos 
familiares (as tribos), levou ao início da organização de Estados. 
 
 
 
 
 
As grandes transformações ocorridas ao longo do período Neolítico 
mudaram radicalmente as formas de convivência humana em algumas regiões do 
mundo. A posse coletiva, que até então prevalecia nas comunidades, passou a 
coexistir com situações de posse privada: os instrumentos e o fruto do trabalho, 
antes pertencentes a toda comunidade, agora se tornavam exclusivos de cada 
indivíduo, de famílias ou de grupos de famílias. Surgiram, nesse período, as 
O conceito de Estado é muito importante para o estudo e o entendimento da 
História. Em síntese, significa a autoridade própria que organiza uma sociedade, que 
define regras para a convivência do conjunto das pessoas submetidas a essa autoridade 
e que faz que as regras sejam cumpridas, valendo-se de um conjunto de instituições. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 4 - A ERA DO BRONZE 
 Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
2 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
primeiras organizações sociais, com a criação do Estado e o desenvolvimento da 
escrita – primeiramente, ao que parece, Oriente Próximo, no Egito e na 
Mesopotâmia. 
 
 
 
 
Fonte: http://www.historia.uff.br/nec/imagem/grandes-cidades-do-oriente-pr%C3%B3ximo 
Acesso em 23 de maio de 2014. 
 
Mas uma questão importante é lançada pelos estudiosos: por que 
denominar-se “pré-histórico” ao período que se segue? Qual o sentido nesse caso 
de ser “pré-histórico”? Para uma concepção mais tradicional da linha historiográfica, 
existem pesquisadores afirmando que, apenas e tão somente com a invenção da 
escrita, encerra-se a “Pré-História”, pois a partir do momento em que se pode utilizar 
a escrita para manifestar uma representação, a história humana se inicia. Tal 
concepção é bastante criticada nos dias atuais por vários historiadores. Mais à 
frente, vamos refletir a respeito. 
Oriente Próximo: nome que, antes da Segunda Guerra Mundial, era dado às terras mais próximas 
da Europa, estendendo‐se do Mediterrâneo ao Golfo Pérsico.  
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 4 - A ERA DO BRONZE 
 Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
Contudo, a análise com critérios mais rigorosos possibilitará perceber que a 
invenção da escrita coincide com uma série de outras modificações na maneira de 
viver dos grupos humanos, situações e contextos culturais por eles desenvolvidos, o 
que nos permite inferir que, em torno de 5000 anos a. C., os homens chegaram a 
um estágio de Civilização. 
Ainda com relação à escrita faz-se necessário dizer que ela veio ao encontro 
de novas necessidades culturais do homem. Com ela houve efeitos e não, 
propriamente, uma causa das grandes transformações políticas, econômicas e 
religiosas da época, ainda que, o processo de manifestação de linguagem, tenha 
significado a possibilidade de avanços em todos esses setores. 
 
 
A chamada máscara de Agamenon 
Fonte: http://www.sitedecuriosidades.com/im/g/3F531.jpg Acesso em 23 de maio de 2014. 
 
 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
Para recordar: Períodos pré-históricos. 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 4 - A ERA DO BRONZE 
 Thomaz Garcia 
Wagner Montanhini 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PALEOLÍTICO
NEOLÍTICO 
IDADE DA PEDRA LASCADA 
 Coleta, caça e pesca 
 Nomadismo 
 Abrigos provisórios 
 Instrumentos de pedra, ossos e, 
possivelmente, madeiras 
lascados 
 Bandos pouco numerosos 
IDADE DA PEDRA POLIDA 
 
 Prática da agricultura e criação 
de animais 
 Seminomadismo e sedentarismo 
 Moradias fixas 
 Instrumentos de pedra e ossos 
polidos, cestaria e cerâmica 
IDADE DOS METAIS 
 Metalurgia 
 Organizações 
sociais mais 
numerosas 
HISTÓRIA ANTIGA – UNIDADE 5 
MESOPOTÂMIA 
 Profº Esp. Thiago Thomaz Garcia 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Analisar as condições sociais, econômicas e políticas, na região localizada entre 
os rios Tigre e Eufrates. Vamos estudar uma região que hoje faz parte de noticiários e 
dilemas internacionais em termos econômicos, sociais e culturais. Não vamos falar de 
petróleo, mas de onde grande parte do petróleo consumido nas mais variadas partes 
do planeta é produzido: Iraque, ou, Mesopotâmia. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Mesopotâmia: esplendor e vida urbana. 
Observe, no mapa abaixo, a localização dessa região que foi marcada pelo 
desenvolvimento de vários povos e foi também denominada de “crescente fértil”. Dada 
a riqueza natural que ali se produz, até hoje, é cenário de grandes conflitos. 
 
 
Rios Tigre e Eufrates 
Fonte: http://tecendoasabedoria.blogspot.com/2010/05/mesopotamia.html 
 
HISTÓRIA ANTIGA – UNIDADE 5 
MESOPOTÂMIA 
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2 
 
 
A Mesopotâmia era a região situada entre os rios Tigre e Eufrates, por isso 
denominada de “entre rios” ou “mesopotâmia”. Ali, uma variedade de povos se instalou, 
destacando-se sumérios, assírios, acádios e babilônicos. Era uma região com farta 
irregularidade natural, contribuindo, assim, para que uma quantidade grande de obras 
de irrigação e drenagem fosse realizada ao longo de sua história. A maior parte da 
população da região vivia em cidades, governadas por um patesi (rei-sacerdote) e 
inseridas por entre os montes Zagros, atual Irã, a leste, até os desertos da Arábia 
Saudita, a oeste, com os rios que escorriam das montanhas para o golfo Pérsico. Já a 
parte mais ao norte, situada na alta mesopotâmia, era a mais montanhosa, de condição 
desértica e com isso menos fértil. O centro e o sul entre os rios Tigre e Eufrates 
situavam a baixa mesopotâmia, com planícies muito férteis. 
Em pesquisas recentes, arqueólogos revelam descobertas, indicando que a 
sedentarização da região Mesopotâmia ocorreu durante a transição do Paleolítico para 
o Neolítico, o que gerou para muitos deles o indício de organizações civilizadas antes 
de qualquer outra do mundo. 
Com a formação de núcleos urbanos, a região teve, ao longo dos tempos, um 
completo desenvolvimento de seu sistema hidráulico, o que tendia a favorecer a 
utilização para a agricultura dos pântanos e evitava as inundações em época de chuvas 
e cheias, garantindo, com isso, o armazenamento de água para os grandes períodos de 
estiagem local. 
O desenvolvimento dos aglomerados urbanos e das atividades agrícolas fez 
com que algumas cidades, como Uruk, se tornassem prósperas na região. Com isso, 
além de se fixar, a população local se efetivou em termos de defesa militar, bastando 
que com isso houvesse uma centralização política para melhor governar, obtendo um 
controle maior da população. Na mesopotâmia, guerras eram constantes, pois invasões 
de tribos sobre tribos ocorriam de modo rotineiro. 
Os povos mesopotâmicos formavam uma sociedade muito organizada e que 
ficaram conhecidas pelas dezenas de cidades-estados (muito parecidas com as cidades 
HISTÓRIA ANTIGA – UNIDADE 5 
MESOPOTÂMIA 
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gregas, por serem independentes) e que ocupavam a região dos rios Tigres e Eufrates. 
Em cada uma dessas cidades havia a presença de uma autoridade que era responsável 
por tomar as decisões de cunho político e religioso nessas tribos. 
Os reis tinham sua imagem vinculada aos deuses, porém não eram vistos como 
divindades(teocracia). Habitavam suntuosos palácios e tinham um amplo corpo de 
funcionários a sua disposição. 
 
 
 
Logo após o rei e seus familiares, a pirâmide social dos povos mesopotâmicos 
contava com uma classe intermediária que era integrada por nobres, guerreiros, 
funcionários públicos e sacerdotes que desempenhavam algumas importantes funções 
que ajudavam a manter a dinâmica do estado. A grande maioria da população era 
pertencente a uma classe mais baixa que estavam incluídos os camponeses e 
trabalhadores que prestavam serviço à comunidade. No campo científico, os 
mesopotâmicos tiveram destaque no desenvolvimento da escrita com a criação de um 
sistema de caracteres cuneiformes, criando assim a escrita cuneiforme. 
 
 
Fonte: http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEJFKCO3wAI/AAAAAAAAFok/FpKXf5sEFAQ/s400/untitled.bmp 
Fonte: http://operamundi.uol.com.br/arquivos/upload/800px-Cuneiform_writing_Ur.jpg 
Teocracia - forma de governo em que o governante exerce o poder como o 
representante de um deus ou se apresenta como a própria divindade. 
http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEJFKCO3wAI/AAAAAAAAFok/FpKXf5sEFAQ/s400/untitled.bmp
http://operamundi.uol.com.br/arquivos/upload/800px-Cuneiform_writing_Ur.jpg
HISTÓRIA ANTIGA – UNIDADE 5 
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Com o grande processo das atividades comerciais, a álgebra teve também um 
grande desenvolvimento com as operações matemáticas e o sistema de pesos e 
medidas. Na arquitetura, onde os mesopotâmicos destacam-se através da construção 
de grandes de enormes palácios e templos que ficaram conhecidos como zigurates. 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
INDICAÇÕES 
Para aprofundamento dos conceitos aqui estudados pesquise nos sites abaixo: 
 
Disponível em: <http://www.uned.es/geo-1-historia-antigua-
universal/MESOPOTAMIA/Textos/Textos_1.htm> Acesso em 22 de junho de 2014. 
 
Disponível em: <http://www.mesopotamia.co.uk/menu.html#> Acesso em 23 de junho 
de 2014. 
 
Documentário: Civilizações perdidas - Mesopotâmia. 
Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=uF_-_OWexPA> Acesso em 23 de 
junho de 2014. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 6 - SUMÉRIOS E ACADIANOS 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Analisar as condições sociais, econômicas e políticas, na região localizada 
entre os rios Tigre e Eufrates em especial, os sumérios e acadianos. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Sumerianos e acadianos (antes de 2000 a.C.) 
No final do período Neolítico, os povos sumerianos, vindos do planalto do 
Irã, fixaram-se na Caldeia (Média e Baixa Mesopotâmia) e fundaram diversas 
cidades autônomas, verdadeiros Estados independentes, como Ur, Uruk, Nipur e 
Lagash. Cada uma delas era governada por um patesi, supremo-sacerdote e chefe 
militar absoluto. 
 
 
Fonte: http://www.tudook.com/guiadoensino/images/474px-dinastico_arcaico_svg.png 
 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 6 - SUMÉRIOS E ACADIANOS 
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Os deuses eram considerados os proprietários de todas as terras, a quem 
os homens sempre deviam servir, sendo as cidades suas moradas terrenas. Junto 
aos templos das cidades, homenageando o seu deus patrono, eram erigidos 
zigurates, pirâmides de tijolos maciços, que serviam de santuários e acesso dos 
deuses, quando desciam até seu povo. 
Empreendedores e criativos, os sumérios estabeleceram relações 
comerciais com vários povos da costa do Mediterrâneo e do vale do Indo. 
Inventaram a escrita cuneiforme (caracteres em forma de cunha) que foi utilizada por 
todas as civilizações da Mesopotâmia e povos vizinhos. 
Enquanto as cidades-estados sumerianas viviam constantemente em guerra 
pela supremacia na região, produzindo hegemonias sucessivas, os acadianos, 
povos de origem semita, ocupavam a região central da Mesopotâmia. Por volta de 
2300 a.C., o rei acadiano Sargão I, unificou politicamente o centro e o sul da 
Mesopotâmia, dominando os sumerianos. Esse rei torna-se conhecido como o 
“soberano dos quatro cantos da terra”. Ao mesmo tempo, o Império acadiano 
incorporou a cultura sumeriana, com destaque para os registros da nova língua 
semítica. 
Devido às diversas revoltas internas e a continuação de invasões 
estrangeiras, o Império acadiano acabou se enfraquecendo e desapareceu – ao 
redor de 2100 a.C. -, permitindo o breve reerguimento de algumas das cidades-
estados sumerianas, como Ur. 
 
 
TEXTO 
O mito sumério do dilúvio. 
 
O mito do dilúvio, posteriormente espalhados por todo o Antigo 
Testamento (Gênesis 6-8), é na verdade um antigo mito sumério, 
conhecido em sua primeira versão de uma tábua encontrada em 
Nippur. Nele, os deuses punir os "cabeças negras" o envio de uma 
catástrofe natural de um homem que é salvo, Ziusudra, um 
construtor de barcos que se refugiaram em diferentes espécies 
animais. O tema também está presente na literatura assíria, onde o 
herói é Atrahasis. O processo de reformulação, depois de sofrer 
alguns mitos sumério faz a história do dilúvio é incorporado ao 
poema de Gilgamesh, fazendo com que a entrevista supreviviente 
do desastre. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 6 - SUMÉRIOS E ACADIANOS 
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Os restos de um desastre natural ter sido procurado na Baixa 
Mesopotâmia, para provar a historicidade do episódio, mas sem 
resultados aparentes. A verdade é que a enchente serviu como uma 
relação temporal entre as comunidades sumério, o mais antigo, cuja 
história é laço dinástica com ele. Por exemplo, "... depois do dilúvio, 
royalty descer do céu uma segunda vez para a cidade de Kish ...». 
O mito transmite a existência da cidade e da monarquia como um 
processo anterior ao período em que os sumérios colocar o dilúvio. 
(Pilar González-Conde). 
 
(...) Eu quero a minha destruição da raça humana 
Nintu quer parar a destruição das minhas criaturas. 
Eu retornarei as pessoas para os seus estabelecimentos. 
Cidades Criada em toda parte 
e eu serei o tom suave. 
Substitua os tijolos em nossos templos nos lugares sagrados, 
(e) os locais das nossas decisões nos lugares consagrados. 
Vou preparar a água corretamente há santo que extingue o fogo, 
completará as regras divinas sublime e decretos, 
a terra será irrigada e eu estabelecerei a paz lá. 
Depois de An, Enlil, Enki e Ninhursag 
trem criado (pessoas) de cabeça preta 
desenvolvido vegetação luxuriante, na terra, 
animais de todos os tamanhos, quadrúpedes, foram classificadas 
como planícies e ornamento adequado 
[---] 
Eu vou considerar (seus esforços ansiosos). 
(Depois), a construtora do país, havia estabelecido os fundamentos, 
(quando o cetro) da realeza tinha descido do céu, 
tiara após o sublime (e) o trono da realeza tinha descido do céu, 
ele completou (as regras divinas e o destino sublime). 
Fundou (cinco) cidades (lugares puros); 
deram seus nomes e designadas como centros de culto. 
A primeira dessas cidades, Eridu, ele deu a Nudimmud chefe, 
O Baltibira segundo, deu a nugig, 
A terceira, LARAK, deu a Pabilsag, 
o quarto, Sippar, foi entregue ao herói Utu, 
o quinto, Shuruppak, deu-Sud 
Ele anunciou os nomes das cidades designadas e centros de culto; 
não impediu que a terra (anual) de inundação, (mas) escavados e 
trouxe a água, 
e estabeleceu a limpeza de pequenos canais e valas de irrigação. 
[---] 
(...) a inundação 
(...) 
e estava convencido de (...). 
Então Nintu chorou (para as Suas criaturas) como um (...); 
Divino Inana cantou um lamento pelo seu povo; 
Enki tomou conselho de si mesmo. 
An, Enlil, Enki (e) Ninhursag, 
os deuses do universo foram empossados pelos nomes de An e 
Enlil. 
Então, o rei Ziusudra, o pashishu de (...) 
construída (...). 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE6 - SUMÉRIOS E ACADIANOS 
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Humildemente obediente, ele reverentemente (...); 
ocupados todos os dias, ele constantemente (...). 
Este não foi um sonho, sair e falar (...), 
invocando o céu (e) o submundo, ele (...). 
No Ki-Ur, os deuses, um muro (...). 
Ziusudra ouviu seu lado, 
de pé no lado esquerdo da parede (...): 
"Ao longo da parede, eu vou lhe dizer uma palavra (ouvir) a minha 
palavra, 
ouvidos às minhas instruções: 
A enchente vai inundar todas as residências, todos os locais de 
culto, 
para destruir a semente da humanidade (...). 
(Isso) é a decisão do decreto da Assembleia (os deuses). 
(Isso) é a palavra de An, Enlil (e Ninhursag). 
(...) A destruição da realeza. 
Agora (...)» 
[---] 
(...) 
Todas as tempestades e ventos quebrou; 
(no momento) a inundação invadiu as casas de culto. 
Depois do dilúvio varreu a terra por sete dias e sete noites, 
E o barco enorme tinha sido abalada por sobre as águas vasta por 
tempestades 
Utu saiu, iluminando o céu e a terra. 
Ziusudra depois abriu uma janela de seu barco grande 
Utu e fez seus raios penetram no barco gigante. 
Rei Ziusudra 
prostrou-se (então), antes de Utu; 
o rei sacrificado um grande número de bois e ovelhas. 
"Invocareis pelo céu e da terra (...)» 
Um (e) Enlil invocada pelo céu e da terra (...), 
e fez os animais parecem emergir da terra. 
Rei Ziusudra 
prostrou-se diante de uma (e) Enlil. 
Um (e) Enlil Ziusudra cuidada, 
deu a vida como ela (a de) um deus, 
fez cair por ele como um suspiro eterno (a de) um deus. 
Então o rei Ziusudra, 
que salvou as sementes da destruição da humanidade, nesse 
momento, 
no exterior, no Oriente, Dilmun, (nós) não vivem. 
 
Fonte http://pt.wikilingue.com/es/Gilgamesh. Acesso em 22 de maio de 
2010. 
 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
Disponível em: <http://www.mundoeducacao.com/historiageral/sumerios-
acadios.htm> Acesso em 23 de junho de 2014. 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 6 - SUMÉRIOS E ACADIANOS 
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Documentário: Civilizações perdidas - Mesopotâmia. 
Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=uF_-_OWexPA> Acesso em 23 
de junho de 2014. 
 HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 7 - O IMPÉRIO BABILÔNICO 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Analisar as condições sociais, econômicas e políticas, na região localizada 
entre os rios Tigre e Eufrates em especial, o Primeiro Império Babilônico entre 200 
a.C à 1750 a.C., o Código de Hamurabi e o Segundo Império Babilônico (612 a.C. – 
539 a. C.). 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
O Primeiro Império Babilônico (2000 a.C. – 1750 a. C) 
Entre os invasores que destruíram o Império acadiano destacam-se os 
amoritas. Vindos do deserto da Arábia, impuseram seu domínio na Mesopotâmia, 
partindo de sua cidade principal chamada Babilônia. As disputas entre ela e as 
demais cidades-estados mesopotâmicas, além de outras ondas invasoras, 
resultaram uma luta quase ininterrupta até o início do século XVIII a.C., quando 
Hamurabi, rei da Babilônia, realizou a completa unificação, conseguindo dominar 
toda a região, desde a Assíria, na Alta Mesopotâmia, até a Caldeia, no sul, fundando 
o Primeiro Império Babilônico. 
Rapidamente, a capital babilônica transformou-se num dos principais centros 
urbanos da antiguidade, sediando um poderoso império e convertendo-se no eixo 
cultural e econômico da região do Crescente Fértil. Hamurabi também elaborou o 
primeiro código de leis completo de que se tem notícia, baseado nas antigas 
tradições sumerianas e contextos próprios de uma época vivida. 
O código de Hamurabi apresenta uma diversidade de procedimentos 
jurídicos e determinação de penas para uma vasta gama de crimes, partindo, da 
maior parte delas, do princípio do “olho por olho, dente por dente”. O código de 
Hamurabi decorria da Lei de Talião que preconizava que as punições fossem 
idênticas aos delitos cometidos. 
 HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 7 - O IMPÉRIO BABILÔNICO 
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Código de Hamurabi em tamanho natural 
 
Fonte: http://parceiropensador.net/?q=system/files&file=hammurabi.jpg. Acesso em 21de junho de 2014. 
 
Código instituído pelo Rei Hamurabi 1700 anos antes de Cristo. 
fonte: http://gdpfazendohistoria.blogspot.com/2010/07/codigo-de-hamurabi.html 
 
O código abarca praticamente todos os aspectos da vida babilônica, 
passando pelo comércio, propriedade, herança, direitos da mulher, família, adultério, 
falsas acusações e escravidão. As punições variavam de acordo com a posição 
social da vítima e do infrator. Hamurabi também empreendeu uma ampla reforma 
 HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 7 - O IMPÉRIO BABILÔNICO 
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religiosa, transformando o deus Marduk, da Babilônia, no principal deus da 
Mesopotâmia, mesmo mantendo as antigas divindades. A Marduk foi erguido um 
templo junto ao qual foi erigido o Zigurate de Babel, citado pelo Livro do Gênesis 
(Bíblia) como uma torre para se chegar ao céu. 
Após a morte de Hamurabi, o império entrou em decadência principalmente 
por causa das rebeliões internas e novas ondas de invasões, como a dos hititas e a 
dos cassitas. A desorganização do Império Babilônico promoveu o surgimento de 
vários reinos menores rivais, propiciando a ascensão dos assírios, a partir de 1300 
a. C. 
Como introdução o Código possuía o seguinte texto: 
 
Quando o alto Anu, Rei de Anunaki e Bel, Senhor da Terra e dos 
céus, determinador dos destinos do mundo, entregou o governo de 
toda a humanidade a Marduc; quando foi pronunciado o alto nome da 
Babilônia; quando ele a fez famosa no mundo e nela estabeleceu um 
duradouro reino cujos alicerces tinham a firmeza do céu e da terra, 
por esse tempo Anu e Bel me chamaram, a mim Hamurabi, o excelso 
príncipe, o adorador dos deuses, para implantar justiça na terra, para 
destruir os maus e o mal, para prevenir a opressão do fraco pelo 
forte, para iluminar o mundo e propiciar o bem estar do povo. 
Hamurabi, governador escolhido por Bel, sou eu; eu o que trouxe a 
abundância à terra; o que fez obra completa para Nippur e Dirilu; o 
que deu vida à cidade de Uruk; supriu água com abundância aos 
seus habitantes; o que tornou bela a nossa cidade de Brasíppa; o 
que encelerou grãos para a poderosa Urash; o que ajudou o povo em 
tempo de necessidade; o que estabeleceu a segurança na Babilônia; 
o governador do povo, o servo cujos feitos são agradáveis a Anuit. 
 
Alguns artigos do Código: 
 
Art. 1º - Se alguém acusa outro, lhe imputa um sortilégio, mas não 
pode dar prova disso, aquele que acusou deverá ser morto. 
Art. 3º - Se alguém em um processo se apresenta como testemunha 
de acusação e não prova o que disse, se o processo importa perda 
de vida, ele deverá ser morto. 
Art. 4º - Se alguém se apresenta como testemunha por grão e 
dinheiro, deverá suportar a pena cominada no processo. 
Art. 5º - O juiz prolator de uma sentença errada será punido com o 
pagamento das custas multiplicadas por 12, e ainda será expulso 
publicamente de sua cadeira 
Art. 15 - Se alguém furta pela porta da cidade um escravo ou uma 
escrava da Corte, ou escravo ou escrava de um liberto, deverá ser 
morto. 
 HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 7 - O IMPÉRIO BABILÔNICO 
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Art. 16 - Se alguém acolhe em sua casa um escravo ou escrava 
fugidos da Corte ou de um liberto e depois da proclamação pública 
do mordomo, não apresenta, o dono da casa deverá ser morto. 
Art. 127 - Se alguém difama uma mulher consagradaou a mulher de 
um homem livre e não pode provar, se deverá arrastar esse homem 
perante o Juiz e tosquiar-lhe a fronte. 
Art. 128 - Se alguém toma uma mulher, mas não conclui contrato 
com ela, essa mulher não é esposa. 
Art. 129 – Se a esposa de alguém é encontrada em contato sexual 
com um outro, deve-se amarrá-los e lançá-los n'água, salvo se o 
marido perdoar à sua mulher e o rei a seu escravo. 
Art. 130 – Se alguém viola a mulher que ainda não conheceu homem 
e vive na casa paterna e tem contato com ela e é surpreendido, este 
homem deverá ser morto e a mulher irá livre. 
Art. 131 – Se a mulher de um homem livre é acusada pelo próprio 
marido, mas não surpreendida em contato com outro, ela deverá 
jurar em nome de Deus e voltar à sua casa. 
Art. 195 - Se um filho espanca seu pai, dever-se-lhe-á decepar as 
mãos. 
 
O Segundo Império Babilônico (612 a.C. – 539 a. C.) 
Os caldeus, povo de origem semita, derrotaram os assírios e fizeram da 
Babilônia novamente a capital da Mesopotâmia. Assim, nasceu o Império 
Neobabilônico, mais grandioso que o de Hamurabi e mais de mil anos depois. 
Durante o reinado de Nabucodonosor (604 a.C. – 561 a.C.), o Segundo 
Império Babilônico viveu o seu apogeu. Foi a época das grandes construções 
públicas, como os templos para vários deuses, especialmente o de Marduk, as 
grandes muralhas da cidade e os palácios. Nabucodonosor também expandiu seu 
Império, dominando boa parte da Fenícia, Síria e Palestina, escravizando os 
habitantes do reino de Judá, que foram transferidos como escravos para a capital 
(“Cativeiro da Babilônia”) 
O Segundo Império Babilônico não sobreviveu por muito tempo após morte 
de Nabucodonosor, sendo conquistado em 539 a.C. pelo rei persa Ciro I. A partir de 
então, a Mesopotâmia e seus domínios passaram a pertencer ao Império Persa. 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
 HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 7 - O IMPÉRIO BABILÔNICO 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAS “DR. EDMUNDO ULSON” – UNAR” 
 
Disponível em:<http://www.historiadomundo.com.br/babilonia/> Acesso em 26 de 
junho de 2014. 
 
Documentário: Nabucodonosor ll e o Império Babilônico. 
Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=V3dRFi3gzJg> Acesso em 26 de 
junho de 2014. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 8 - MESOPOTÂMIA: ECONOMIA, SOCIEDADE E CULTURA 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
 Analisar as condições sociais, econômicas e culturais, nas quais se 
produziram as sociedades que viveram na região localizada entre os rios Tigre e 
Eufrates. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Economia, sociedade e cultura Mesopotâmica 
A estrutura produtiva mesopotâmica, tal como a do Egito, inseria-se no modo 
de produção asiático, tendo a agricultura como atividade principal e a população 
submetida ao sistema de servidão coletiva. A unidade econômica da cidade-estado 
ou do império dependia do templo, eixo da religião, e dos sacerdotes, que atuavam 
como elo de ligação entre a população e a autoridade política: o patesi, ou o 
imperador. As terras pertenciam aos deuses, os seus representantes (políticos e 
religiosos) administravam essas terras e dominavam camponeses, artesãos 
(padeiros, oleiros, tecelões, ferreiros, etc.), soldados e serviçais menores, obrigados 
a produzir, a defender e a trabalhar nas obras públicas. 
Uma aristocracia de governantes, sacerdotes e funcionários públicos, 
através do Estado, controlavam a construção de reservatórios de água, diques, 
canais de irrigação, estradas e depósitos de alimentos, além de impor tributos sobre 
quase tudo o que era produzido. Também contava com a mão de obra escrava, 
constituída dos vencidos nas guerras. 
O artesanato e o comércio mesopotâmico atingiram um alto grau de 
desenvolvimento, com seus negociantes, organizando caravanas que iam da Arábia 
à Índia, buscando ou levando produtos, como lã, tecidos, cevada e minerais, entre 
outras mercadorias. 
A cultura mesopotâmica descendia, em grande parte, dos sumérios, 
destacando-se especialmente a escrita cuneiforme. 
A religião mesopotâmica, de herança sumeriana e ampliada por seus 
sucessores, tinha inúmeros deuses que representavam fenômenos da natureza 
(atualmente são conhecidos cerca de três mil) e era vista como meio de obter 
recompensas nas terras imediatas, pois, ao contrário dos egípcios, os 
mesopotâmicos não acreditavam na vida após a morte. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 8 - MESOPOTÂMIA: ECONOMIA, SOCIEDADE E CULTURA 
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TEXTO 
O mito sumério do dilúvio. 
 
O mito do dilúvio, posteriormente espalhados por todo o Antigo 
Testamento (Gênesis 6-8), é na verdade um antigo mito sumério, 
conhecido em sua primeira versão de uma tábua encontrada em 
Nippur. Nele, os deuses punir os "cabeças negras" o envio de uma 
catástrofe natural de um homem que é salvo, Ziusudra, um 
construtor de barcos que se refugiaram em diferentes espécies 
animais. O tema também está presente na literatura assíria, onde o 
herói é Atrahasis. O processo de reformulação, depois de sofrer 
alguns mitos sumério faz a história do dilúvio é incorporado ao 
poema de Gilgamesh, fazendo com que a entrevista supreviviente 
do desastre. 
Os restos de um desastre natural ter sido procurado na Baixa 
Mesopotâmia, para provar a historicidade do episódio, mas sem 
resultados aparentes. A verdade é que a enchente serviu como uma 
relação temporal entre as comunidades sumério, o mais antigo, cuja 
história é laço dinástica com ele. Por exemplo, "... depois do dilúvio, 
royalty descer do céu uma segunda vez para a cidade de Kish ...». 
O mito transmite a existência da cidade e da monarquia como um 
processo anterior ao período em que os sumérios colocar o dilúvio. 
(Pilar González-Conde). 
 
(...) Eu quero a minha destruição da raça humana 
Nintu quer parar a destruição das minhas criaturas. 
Eu retornarei as pessoas para os seus estabelecimentos. 
Cidades Criada em toda parte 
e eu serei o tom suave. 
Substitua os tijolos em nossos templos nos lugares sagrados, 
(e) os locais das nossas decisões nos lugares consagrados. 
Vou preparar a água corretamente há santo que extingue o fogo, 
completará as regras divinas sublime e decretos, 
a terra será irrigada e eu estabelecerei a paz lá. 
Depois de An, Enlil, Enki e Ninhursag 
trem criado (pessoas) de cabeça preta 
desenvolvido vegetação luxuriante, na terra, 
animais de todos os tamanhos, quadrúpedes, foram classificadas 
como planícies e ornamento adequado 
[---] 
Eu vou considerar (seus esforços ansiosos). 
(Depois), a construtora do país, havia estabelecido os fundamentos, 
(quando o cetro) da realeza tinha descido do céu, 
tiara após o sublime (e) o trono da realeza tinha descido do céu, 
ele completou (as regras divinas e o destino sublime). 
Fundou (cinco) cidades (lugares puros); 
deram seus nomes e designadas como centros de culto. 
A primeira dessas cidades, Eridu, ele deu a Nudimmud chefe, 
O Baltibira segundo, deu a nugig, 
A terceira, LARAK, deu a Pabilsag, 
o quarto, Sippar, foi entregue ao herói Utu, 
HISTÓRIA ANTIGA 
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o quinto, Shuruppak, deu-Sud 
Ele anunciou os nomes das cidades designadas e centros de culto; 
não impediu que a terra (anual) de inundação, (mas) escavados e 
trouxe a água, 
e estabeleceu a limpeza de pequenos canais e valas de irrigação. 
[---] 
(...) a inundação 
(...) 
e estava convencido de (...). 
Então Nintu chorou (para as Suas criaturas) como um (...); 
Divino Inana cantou um lamento pelo seu povo; 
Enki tomou conselho de si mesmo. 
An, Enlil, Enki (e) Ninhursag, 
os deuses do universo foram empossados pelos nomes de An eEnlil. 
Então, o rei Ziusudra, o pashishu de (...) 
construída (...). 
Humildemente obediente, ele reverentemente (...); 
ocupados todos os dias, ele constantemente (...). 
Este não foi um sonho, sair e falar (...), 
invocando o céu (e) o submundo, ele (...). 
No Ki-Ur, os deuses, um muro (...). 
Ziusudra ouviu seu lado, 
de pé no lado esquerdo da parede (...): 
"Ao longo da parede, eu vou lhe dizer uma palavra (ouvir) a minha 
palavra, 
ouvidos às minhas instruções: 
A enchente vai inundar todas as residências, todos os locais de 
culto, 
para destruir a semente da humanidade (...). 
(Isso) é a decisão do decreto da Assembleia (os deuses). 
(Isso) é a palavra de An, Enlil (e Ninhursag). 
(...) A destruição da realeza. 
Agora (...)» 
[---] 
(...) 
Todas as tempestades e ventos quebrou; 
(no momento) a inundação invadiu as casas de culto. 
Depois do dilúvio varreu a terra por sete dias e sete noites, 
E o barco enorme tinha sido abalada por sobre as águas vasta por 
tempestades 
Utu saiu, iluminando o céu e a terra. 
Ziusudra depois abriu uma janela de seu barco grande 
Utu e fez seus raios penetram no barco gigante. 
Rei Ziusudra 
prostrou-se (então), antes de Utu; 
o rei sacrificado um grande número de bois e ovelhas. 
"Invocareis pelo céu e da terra (...)» 
Um (e) Enlil invocada pelo céu e da terra (...), 
e fez os animais parecem emergir da terra. 
Rei Ziusudra 
prostrou-se diante de uma (e) Enlil. 
Um (e) Enlil Ziusudra cuidada, 
deu a vida como ela (a de) um deus, 
HISTÓRIA ANTIGA 
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fez cair por ele como um suspiro eterno (a de) um deus. 
Então o rei Ziusudra, 
que salvou as sementes da destruição da humanidade, nesse 
momento, 
no exterior, no Oriente, Dilmun, (nós) não vivem. 
 
Fonte: http://pt.wikilingue.com/es/Gilgamesh. Acesso em 22 de maio de 
2012. 
 
 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
Disponível em: <http://descobrindohistoria.com.br/2012/06/resumo-mesopotamia/> 
Acesso em 26 de junho de 2014. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 9 - EGITO: formação política I 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
 Reconhecer o Egito como grande potência da antiguidade, identificando suas 
principais características administrativas e políticas. Destacar os principais períodos 
da história política egípcia, bem como seus principais líderes. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
O nascer de um Império. 
 O Egito está entre as principais e primeiras grandes civilizações orientais, 
baseadas na servidão coletiva. Um dos pontos de sua notoriedade foi possuir 
grandes obras públicas como palácios, templos, pirâmides, além de canais de 
irrigação, diques, de extrema importância para a agricultura. O Estado egípcio 
contava com um poder despótico, que controlava toda a estrutura econômica, social 
e cultural. O meio administrativo pautava-se por possuir uma instituição burocrática 
forte. O mundo cultural, militar e religioso controlava e deixava a sociedade, sob a 
sua subjugação. 
Estando situado ao nordeste da África, numa localização em que o meio se 
faz desértico, o Nilo, seu principal rio, que o corta, foi a riqueza maior do Egito. 
As chuvas em demasia, durante o mês das águas na nascente, no vale sul 
de seu território, provocam transbordamento de suas águas. O mais interessante é 
que com essas cheias, ao invadirem as margens do rio, depositam o húmus 
fertilizante. Isso ajudava muito a terra a ser adubada para que quando terminasse o 
período das cheias e o rio voltasse ao seu leito normal, as margens estivessem já 
preparadas para uma agricultura farta e grandiosas colheitas. 
Tal quadro só favoreceu o aparecimento das primeiras aldeias em estado 
neolítico na região no vale do Nilo, constituindo-se na forma de nomos, que eram 
comunidades independentes a desenvolver uma agricultura ainda rudimentar. Com o 
sedentarismo na região, pôde a comunidade crescer e se aprimorar aos poucos nas 
técnicas agrícolas, ocasionando uma produção de excedentes que, gradualmente, 
veio possibilitar o crescimento das comunidades e o surgimento das cidades. Com 
esse fenômeno, diferenciaram-se socialmente. Um dos aspectos que a região do 
Nilo desenvolveu foram as técnicas de irrigação e drenagem, além de formar 
culturas, como a escrita no desenvolvimento da linguagem e comunicação. 
HISTÓRIA ANTIGA 
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O rio Nilo visto de uma projeção aérea. 
Fonte: http://www.ebdweb.com.br/imagens/nilo.jpg. Acesso em 23 de maio de 2010. 
 
A história política do Egito: O antigo Império (3200 a.C. – 2000 a.C.) 
O cenário de estruturação das aldeias agrícolas e, com elas, uma 
reconfiguração social, possibilitaram o surgimento de certos nomos e as diferentes 
ações das elites que vão postular a formação do Estado, unindo os territórios, 
possibilitando a formação de dois reinos por volta de 3500 a.C: o alto Egito, bem 
ao sul do rio Nilo, e o baixo Egito, localizado ao norte. 
Somente perto de 3200 a.C., que Menes, governante do alto Egito, firma a 
unidade, fazendo-se faraó de todo o Egito, tornando-se o primeiro governante de um 
Estado unificado e subordinado aos vários nomos. Com relação aos nomos, os 
monarcas convertidos de tais localidades, representavam o poder maior de tais 
sociedades, onde administravam aldeias, cidades, fazendo coleta de impostos e 
todas as formas de determinação emitidas pelo faraó. 
A unificação representa o início do chamado período dinástico. Com ele, o 
faraó passa a ter um papel central na história do povo egípcio, sendo o supremo 
poder, concentrando tudo em suas mãos e apropriando-se das terras. Cabia à 
população, em seu contexto geral, pagar tributos e servi-lo fielmente. Fora a sua 
dimensão de poder e papel dinástico maior, o imperador encarnava o religioso, o 
que passava a ser também considerado um deus vivo e assim ser honrado pela 
terra e céus. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 9 - EGITO: formação política I 
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Uma grande parte da população trabalhava na agricultura e, na maioria das 
vezes, o faraó convocava-os para trabalhar em grandes obras para o Estado, como 
as pirâmides. Após 2780 a.C., foram erguidas as históricas pirâmides de Gize, que 
guarda os túmulos dos faraós da quarta dinastia, além das pirâmides de Quefren e 
Miquerinos. 
 
 
Pirâmides de Quéops, Quefren e Miquerinos. 
Fonte: http://www.infoescola.com/files/2009/08/1-a7fb3c9941.jpg Acesso em 23/05/10. 
 
Uma longa estabilidade política e social se fez no Egito e, a partir do ano de 
2200 a.C., conheceu-se um dos mais graves períodos de desordens e falta de 
comando do poder central. Tudo estava ligado aos custos do grande aparelho 
estatal faraônico, mas a diminuição das grandes cheias, frutos do rio Nilo; crises de 
abastecimento e fome geraram revoltas populares. Tudo isso ocasionou uma grande 
desorganização no processo de produção, o que irá, obviamente, enfraquecer o 
poder central. Visto dessa forma, os poderes locais que ali se alicerçavam, irão 
ganhar uma nova importância e dinâmica. 
A caracterização dessa época é conhecida como idade feudal egípcia, 
devido às intermitentes lutas entre os monarcas e sociedade, o que caracteriza tal 
período como das primeiras revoltas da história, ou que se tem notícia delas. 
HISTÓRIA ANTIGA 
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BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
Disponível em: <http://antigoegito.tripod.com/index2.htm> Acessoem 21de junho de 
2014. 
 
Documentário: Construindo um Império - Egito Antigo (History Channel). 
Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=6qaWDqg7kvw> Acesso em 22 
de junho de 2014. 
 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 10 - EGITO: formação política II 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Reconhecer o Egito como grande potência da antiguidade, identificando 
suas principais características administrativas e políticas. Destacar os principais 
períodos da história política egípcia, bem como seus principais líderes. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
 
O primeiro período intermediário (2134 a 2065 a.C.) 
No final da Sexta Dinastia, os nomos começaram a recobrar sua autonomia, 
revelando um enfraquecimento no poder central dos faraós e uma tendência à 
fragmentação política. Isso certamente esteve relacionado a uma queda nas 
colheitas devido à diminuição das cheias do Nilo, o que aumentou o 
descontentamento social e as revoltas contra o Estado. 
 O Egito voltou a ser dividido em dois reinos: o do Alto e o do Baixo Egito. A 
reunificação ocorreu por volta de 2060 a.C. 
 
O Médio Império (2065 a 1785 a.C.) 
 A partir da 12ª Dinastia, o Egito alcançou o período mais glorioso de sua 
história. A estabilidade interna coincidiu com o aumento de sua influência no 
exterior, e as fronteiras do país se ampliaram. 
No nível político, surgiu uma nova modalidade sucessória: o faraó dividia o 
trono com seu filho, para garantir a sucessão ainda em vida. O cargo de nomarca 
(autoridade provincial dos nomos) foi suprimido. O poder central controlava 
rigorosamente o país. Faziam-se recenseamentos para aferir o número de homens, 
cabeças de gado e terras aráveis. Com base nesses dados eram fixados impostos. 
 A invasão de povos asiáticos pelo delta do Nilo, entretanto, corroeu a 
autoridade central, iniciando nova fragmentação política. 
 
 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
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http://patigaier.blogspot.com.br/2011/04/normal-0-21-false-false-false_05.html 
 
O segundo período intermediário (1785 a 1580 a.C.) 
Povos asiáticos, chamados pelos egípcios de hicsos, estabeleceram-se no 
delta do Nilo, fixaram-se na cidade de Ávaris e, a partir dali, foram conquistando todo 
o país. Seguiu-se um período de dominação estrangeira, com os hicsos no poder. 
 A luta contra os invasores se deu a partir da cidade de Tebas, e acabou 
sendo vitoriosa. Ávaris foi tomada e os hicsos expulsos. 
 Os hicsos deixaram para os egípcios importantes conhecimentos. Entre eles 
o uso do cavalo, do carro de guerra e do tear vertical. Foram eles também que 
introduziram no Egito o gado Zebu e a fundição do bronze. 
 
O Novo Império (1580 a 1200 a.C.) 
O Novo Império teve início com a expulsão dos hicsos. Foi um período de 
grande influência dos sacerdotes do templo do deus Amon, ameaçando o próprio 
poder real. Amenófis IV (1372 a 1354 a.C.) reagiu a essa ameaça suprimindo o culto 
a Amon, instituindo uma nova capital e uma nova religião: a adoração ao disco solar, 
HISTÓRIA ANTIGA 
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Aton; o faraó mudou seu nome para Akhenaton, filho do sol. Foi uma tentativa de 
estabelecer uma religião monoteísta, diretamente controlada pelo faraó, e 
enfraquecer o poder e a influência dos sacerdotes. 
 Com a morte de Akhenaton, os sacerdotes recuperaram o poder e 
restauraram o culto ao deus Amon. O sucessor de Akhenaton, Tutankamon, 
governou por pouco tempo. Após sua morte, o poder foi tomado por Horemheb, 
general que vinha se destacando na luta contra os hititas, um povo que tentava 
invadir o país. Os sacerdotes de Amon legitimaram o poder do novo Faraó. 
O Novo Império foi marcado também pelo militarismo, com a formação de 
um exército permanente e com a preocupação de estender o poder do Estado para 
outras regiões, como o norte da Mesopotâmia. Com isso, alguns faraós se 
destacaram como chefes militares, como Ramsés I, que se destacou na luta contra 
os hititas. 
 
O faraó Akhenaton e sua esposa Nefertiti deleitam-se com a atenção suas filhas e os raios de seu 
deus-sol, Aton. http://viajeaqui.abril.com.br/materias/faraos-egito 
Após o reinado de Ramsés ll, o Egito entrou em franca decadência. A 
frequente ocorrência de revoltas de camponeses, bem como as constantes invasões 
e o aumento da fome e da miséria levaram o país à dominação assíria. 
Em 653 a.C., os assírios foram expulsos e iniciou-se o chamado 
Renascimento Saíta, uma efêmera restauração do poder central. Mas a formação e 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 10 - EGITO: formação política II 
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o crescimento de uma nova força ameaçavam o Egito: o Império Persa, que 
avançava em várias direções. Em 332 a.C., tanto a Pérsia como o Egito passaram a 
ser um importante domínio do imperador Alexandre Magno em uma rápida conquista 
militar. 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
Documentário : Planeta Egito Episódio 1 - O Nascimento de Um Império. 
Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=aGDgl1XxtPA> Acesso em 20 de 
junho de 2014. 
 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 11 - Sociedade e cultura egípcia 
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Wagner Montanhi 
 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Reconhecer o Egito como grande potência da antiguidade, identificando 
suas características socioculturais. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
 Economia e sociedade. 
 No antigo Egito, a organização das atividades produtivas era uma 
atribuição do Estado, detentor da maioria das terras férteis. Cabia a população 
camponesa, subjugada ao poder do faraó, pagar impostos, sob a forma de produtos 
ou trabalho, constituindo o que se denominava servidão coletiva. Na época das 
cheias do Nilo, quando a atividade agrícola era suspensa, os trabalhadores eram 
geralmente requisitados pelo Estado para trabalhar nas obras de construção de 
diques, canais de irrigação, templos, palácios e outros. A astronomia era usada para 
a previsão de cheias e vazantes do rio Nilo, necessárias para as práticas agrícolas, 
permitindo calcular com precisão a época do plantio e da colheita. Destacavam-se, 
entre outros produtos, o trigo, a cevada, o algodão, o papiro, o linho e, na criação de 
animais, cabras, carneiros e gansos, além da intensa pesca no rio Nilo. 
 A partir dessa base econômica, a sociedade egípcia estruturava-se da 
seguinte forma: acima de todos achava-se o faraó e sua ampla família; logo abaixo 
na escala hierárquica, vinha a aristocracia privilegiada constituída por sacerdotes, 
funcionários do Estado (burocratas e militares) e nobres, descendentes das grandes 
famílias dirigentes dos nomos. Entre os burocratas destacavam-se os escribas, 
funcionários responsáveis pela contabilidade e supervisão da organização 
administrativa. Na base da sociedade egípcia, estava a ampla massa camponesa e 
o grupo não muito numeroso dos escravos, os quais, quase sempre, eram 
prisioneiros de guerra. A sujeição dos camponeses era conseguida graças à 
repressão e as características da cultura egípcia, na qual a religião, largamente 
difundida, promovia a preservação da ordem existente. 
 
 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 11 - Sociedade e cultura egípcia 
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Cultura e religião 
 
 A religião politeísta foi o elemento cultural mais atuante no Egito antigo, 
constituída por uma centena de deuses, alguns em forma de animais. A diversidade 
de divindades remontavaas origens das aldeias e dos nomos do período pré-
dinástico, com seus cultos locais, depois agrupados e remodelados numa religião 
nacional de todas as divindades egípcias, sobressaia-se Amon-ra (sol), 
especialmente fortalecido no império, após a tentativa frustrada de reforma religiosa 
de Amenofis IV. Outras divindades importantes era Osíris, Isis, Set, Horus, Anúbis e 
Apis. 
 
Osíris: um dos deuses da civilização do antigo Egito. 
Fonte imagem: http://seshdotcom.files.wordpress.com/2009/01/osiris.jpg. Acesso em 23/05/10. 
 
 
Havia vários deuses em cada localidade, ligados a animais ou antepassados 
tribais. Com a evolução da cultura egípcia, esses deuses foram tomando forma 
mista, de homens e animais, ou a forma humana (antropomorfismo). Todos os 
deuses eram cultuados simultaneamente, mas alguns – Rá, Ptah, Amon – acabaram 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 11 - Sociedade e cultura egípcia 
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por se impor sucessivamente, em todo o império, demonstrando o poder dos 
sacerdotes de cada região e a importância do poder central. 
Para o egípcio antigo, a morte tinha um especial interesse. Havia uma 
crença absoluta no renascer, daí a necessidade de preservação do cadáver e o 
desenvolvimento da técnica da mumificação. A crença dos egípcios na vida após a 
morte criou uma sofisticada arte funerária, incluindo pirâmides, hinos religiosos, 
fórmulas mágicas para serem usadas pelos mortos diante do tribunal dos deuses, 
objetos rituais, sarcófagos e esculturas. 
Grande parte do conhecimento que hoje temos sobre a civilização egípcia 
deve-se ao estudioso francês Champollion, que no século XIX decifrou a escrita 
hieroglífica. Essa forma de escrita desenvolveu-se no período Pré-Dinástico e foi 
sendo aperfeiçoada paulatinamente. Nela encontramos sinais que representam a 
fauna e a flora do Nilo, bem como instrumentos utilizados pelos egípcios, o que nos 
leva a crer que era uma escrita autóctone, isto é, nascida no próprio país. Havia 
também, dois outros tipos de escrita: a hierática (escrita mais simples), derivada da 
hieroglífica, para textos mais correntes, e a demótica, ainda mais simpes, de uso 
mais geral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
 
 
INDICAÇÕES 
Para ler algo a respeito do Antigo Egito, acesse os sites: 
 
 Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/egito/> Acesso em 20 de maio de 2014. 
 Disponível em: <http://antigoegito.tripod.com/index2.htm> Acesso em 30 de maio de 
2014. 
 Disponível em: <http://www.egipto.com.br/> Acesso em 07 de junho de 2014. 
 Disponível em: <http://www.klepsidra.net/klepsidra16/egito-1.htm> Acesso em 07 de 
junho de 2014. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 12 - Fenícia, Pérsia e Judéia 
Thiago Thomaz Garcia 
 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Conhecer as principais características sociais, econômicas e políticas dos 
povos Persas, Fenícios e Hebreus. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Persas e Medas 
Mas quem eram esses povos? Eram povos indo-germânicos que ali 
chegaram por volta do ano 1000 a.C. A princípio podemos dizer que foram 
dominados por outros povos da Mesopotâmia, contudo, os medas conseguiram 
vencer os assírios e chegar até a Ásia menor. A influência desse povo durou breve 
tempo. No decorrer dos anos subsequentes, os persas os dominaram levando com 
isso à uma unificação do Irã. Os persas prosseguiram suas conquistas dominando a 
Mesopotâmia, a Síria, a Palestina e o Egito. 
 
O exército persa comandado por Dario. 
Fonte: http://laescueladeateanas.files.wordpress.com/2007/10/medicas-01.jpg. Acesso em 24/05/10 
 
É exatamente no governo de Dario, que esse imenso Império foi habilmente 
dividido em regiões denominadas satrápias e visitadas periodicamente por 
emissários reais, o que fortalecia e garantia o poder central. Era uma estratégia 
moldada para estabelecer e fundamentar um Estado. Ao contrário dos Assírios, os 
persas se caracterizavam pelo respeito as culturas dominadas. O fim do império 
persa se deu, quando ocorreu o choque com os gregos, que os venceram nas 
guerras médicas. Posteriormente, tanto a Grécia quanto a Pérsia, foram dominados 
pelos macedônios. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 12 - Fenícia, Pérsia e Judéia 
Thiago Thomaz Garcia 
 
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Império Persa 
Fonte: http://www.portalplanetasedna.com.ar/figura_persas00.jpg. Acesso em 24/05/10. 
 
OS FENÍCIOS 
Os fenícios eram um povo de origem semita, que habitavam uma estreita 
faixa litorânea (Líbano atual). Vivendo em território exíguo, sem boas condições para 
a agricultura e tendo um litoral disponível, desde cedo os fenícios foram 
impulsionados a navegar e a fazer comércio. Seus navios, partindo das cidades de 
Tiro, Sidon e Biblos, principalmente, percorriam o mediterrâneo, realizando uma 
autêntica expansão colonial. 
Várias colônias foram fundadas na orla do mediterrâneo. Particularmente 
uma delas estaria destinada, no futuro, a se tornar uma grande metrópole comercial: 
Cartago, no norte da África. 
Moeda fenícia 
Fonte: http://globulo.files.wordpress.com/2009/08/moeda_fen_cia.jpg. Acesso em 23/05/10. 
 A Fenícia não constituía uma nação ou um império: ela se organizava em 
cidades-estado autônomas. Sua atividade comercial baseava-se não apenas na 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 12 - Fenícia, Pérsia e Judéia 
Thiago Thomaz Garcia 
 
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exportação de seus produtos, mas, na atuação com intermediário entre outros 
povos. 
 
Mapa da fenícia e toda a rota de navegação e comercio. 
Fonte: http://www.portalplanetasedna.com.ar/figura_fenicia00.jpg. Acesso em 24de maio de 2010. 
 
 
OS HEBREUS 
Quando se fala em povo hebreu, logo vem a nossa mente alguns 
personagens bíblicos como Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, além de outros. Mas 
vamos deter-nos em conhecer mais em específico o povo hebreu em si. Uma 
sociedade de origem semita, cujos descendentes advinham de Abraão, que era 
natural da cidade de Ur, localizada na Caldeia, região mesopotâmica. Viveram 
provavelmente, na mesma época de Hamurabi. Estabeleceram-se em Canaã 
(Palestina) onde Abraão e seus descendentes iniciaram a história desse povo que, 
em pouco tempo e pela localização geográfica, tornaram-se vítimas de ataques 
vizinhos. Pressionados pelos hicsos, os hebreus chegaram até ao Egito, onde, 
depois de um período de tranquila convivência foram escravizados por longos anos. 
Graças a Moisés e seu poder de liderança, conseguiram sair do Egito e retornar a 
região da Palestina. Tiveram que lutar ainda contra vários povos para conseguirem 
se fixar. 
HISTÓRIA ANTIGA 
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Em função das dificuldades encontradas ao longo das jornadas 
estabelecidas, os hebreus decidiram-se pela unificação política, tendo Saul se 
tornado o primeiro rei, sucedido por seu filho David e Salomão, responsáveis pela 
afirmação do poder militar e expansionista. Após a morte de Salomão, filho de 
David, a coesão interna do povo hebreu foi quebrada, tendo a região se dividido em 
dois reinos (Israel e Judá), que se tornaram presas para os assírios, babilônicos, 
persas, macedônios, e, finalmente, os romanos. 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
TEXTO “Ocupação da Cananeia pelos hebreus” 
 
E aconteceu que, depois da morte de Moises, servo do Senhor, este falou a 
Josué, filho de Num, ministro de Moises, e lhe disse: Meu servo Moises, morreu; 
levanta-te, e passa esse Jordão, tu e todo o povo contigo. Entra naterra que eu 
darei aos filhos de Israel. Todo o lugar que a planta do vosso PE pisar, eu vo-lo 
darei, como disse a Moises. Os seus limites serão desde o deserto e desde o Líbano 
ate o grande rio Eufrates, todos os pais dos heteus ate o mar grande para o 
ocidente. Ninguém vos poderá resistir em todos os dias da vossa vida; como foi com 
Moises, assim serei contigo; não te deixarei, nem desampararei. 
E Josué ordenou aos príncipes do povo: Percorrei os acampamentos, e dizei ao 
povo: Fazei provisão de mantimentos, porque daqui a três dias haveis de atravessar 
o Jordão e passareis a possuir a terra, que o Senhor vosso Deus vos há de dar. 
Disse também aos rubenitas e aos gaditas, e a meia tribo de Manasses: 
Lembrai-vos do que vos ordenou Moises, servo do Senhor: O senhor vosso Deus 
vos deu descanso e toda esta terra. Vossas mulheres e filhos e animais ficarão na 
terra que Moises vos deu aquém do Jordão; Mas vos, os mais valentes, passareis 
armados a frente de vossos irmãos, e pelejareis por eles, ate que o Senhor de 
descanso a vossos irmãos, como o deu a vos, e também eles possuam a terra, que 
o Senhor vosso Deus lhes há de dar; e depois voltareis para a terra que possuis, a 
que Moises, servo do Senhor, vos deu no Jordão para a nascente, e habitareis nela. 
E eles responderam a Josué: Nós faremos tudo o que nos ordenaste; e iremos para 
onde quer que nos mandares. 
 
JOSUE 1, 1-5; 1, 10-16. in: PINSKY, J. 100 textos de história antiga. 4ed. São Paulo: Contexto, 1988. 
 
Indicações: 
Disponível em:<http://www.portalplanetasedna.com.ar/fenicios.htm> Acesso em 01 de junho 
de 2014. 
Disponível em: 
<http://www.discoverybrasil.com/guia_grecia/grecia_guerra/grecia_persas/index.shtml> 
Acesso em 02 de junho de 2014. 
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UNIDADE 13 - Grécia: de Creta ao período arcaico 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Analisar a civilização cretense, ou egeana como povo precedente à 
civilização grega e, portanto, fundamental para o estudo da antiguidade clássica 
ocidental. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
A civilização cretense 
A civilização cretense teve início por volta do terceiro milênio antes de Cristo, 
atingindo sua expressão maior entre 2000 a 1500 a. C. Seu foco principal era a ilha 
de Creta, no mar Egeu. 
Era um povo essencialmente comerciante, que manteve ativo intercâmbio 
com o Egito, Ásia menor e ilhas do mar Egeu. Exportava objeto de cerâmica, tecido 
e vinho, importando metais, mármore, marfim e vidros. Sal sociedade era bastante 
original e desenvolvida, dando lugar de destaque à mulher. Há fortes evidências de 
que não se admitia a escravidão. 
A sociedade apresentava uma classe de ricos proprietários, que detinham o 
poder político. A classe dos comerciantes era expressiva, mas não chegou a 
participar do poder. 
Reflexo da pujança econômica desenvolveu-se uma arte esplêndida, com 
destaque para as pinturas murais e os vasos de cerâmica. Escavações feitas no 
palácio de Cnossos revelaram que os cretenses possuíam tecnologia desenvolvida, 
pois se encontraram ruínas de banheiros e de um sistema de esgotos. 
Essa brilhante civilização sofreu forte abalo, quando a região foi invadida 
pela tribo dos aqueus, por volta de 1500 a. C. Os aqueus eram uma das tribos das 
quais se originou, posteriormente, o povo grego. Apesar da destruição de Creta, a 
civilização egeana ainda perdurou em Micenas e Tróia. Mas os invasores atingiram 
também Micenas. Finalmente, Tróia foi destruída pelos gregos no século XI a. C. e a 
civilização cretense desapareceu completamente. 
O povoamento da Grécia 
Provavelmente, os primeiros povos a habitarem a Grécia foram os 
pelasgos, ou, pelágios. Ao que tudo indica, por volta do ano 2000 a.C., esses 
povos, organizados em comunidades coletivas, ocupavam a zona litorânea e mais 
HISTÓRIA ANTIGA 
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alguns pontos isolados na Grécia continental. Foi aproximadamente nessa época 
que teve início, na Grécia, um grande período de invasões, que se prolongaria até 
1200 a.C. Os povos invasores – indo-europeus provenientes das planícies euro-
asiáticas – chegaram em pequenos grupos, subjugando lentamente os pelasgos. 
Os primeiros indo-europeus que invadiram a Grécia foram os aqueus, e ali 
se estabeleceram, entre os anos 2000 a.C. e 1700 a.C. Foram eles os fundadores 
de Micenas, cidade que foi o berço da civilização creto-micênica. Entre 1700 a.C. e 
1400 a. C., outros povos atingiram a Grécia: os eólios, que ocuparam a Tessália e 
outras regiões, e os jônios, que se fixaram na ática, onde posteriormente fundariam 
a cidade de Atenas. A partir de 1400 a.C., com a decadência da civilização cretense, 
Micenas viveu um período de grande desenvolvimento, que terminaria por volta de 
1200 a.C., quando se iniciaram as invasões dos dórios. 
Os dórios – último povo indo-europeu a migrar para a Grécia – eram 
essencialmente guerreiros. Ao que parece, foram eles os responsáveis pela 
destruição da civilização micênica e pelo consequente deslocamento de grupos 
humanos da Grécia continental para diversas ilhas do Egeu e para a costa da Ásia 
menor. Esse processo de dispersão e conhecido pelo nome de primeira diáspora. 
Após o esplendor da civilização micênica, segue-se um período em que as 
cidades foram saqueadas, a escrita desapareceu e a vida política e econômica 
enfraqueceu, caracterizando um processo de regressão da Grécia a uma fase 
primitiva e rural. Desse período (séculos XII a.C. a VIII a.C.), que foi a base da 
civilização grega, não se tem registro, exceto os poemas Ilíada e Odisséia atribuídos 
a Homero, que, tendo vivido no século VI a.C., teria recolhido histórias transmitidas 
oralmente durante os séculos anteriores. Por essa razão, esse período, posterior a 
invasão dórica, ficou conhecido como tempos homéricos. 
Os tempos Homéricos (XII a.C. a VIII a.C.) 
Para compreendermos a evolução política da Grécia antiga, é necessário 
retrocedermos aos tempos pré-homéricos, quando os povos indo-europeus ali se 
fixaram. Já nessa época, esses grupos humanos encontravam-se divididos em 
genos, famílias coletivas constituídas por um grande número de pessoas sob a 
liderança de um patriarca. Após as invasões dos dórios, os genos passaram a 
constituir a forma predominante de organização social. Assim, podemos afirmar que 
o período homérico foi também o período das comunidades gentílicas. 
HISTÓRIA ANTIGA 
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Cada geno constituía uma unidade econômica, social, política e religiosa da 
sociedade grega. De fato, esses pequenos agrupamentos humanos conseguiam, 
isoladamente, assegurar sua sobrevivência com uma economia natural e coletivista. 
Os meios de produção (terra, sementes), assim como os bens produzidos 
(alimentos, objetos), pertenciam a todos os indivíduos, ou seja, a propriedade não 
tinha caráter particular. Na organização hierárquica dos genos, o patriarca, ou pater, 
era a autoridade máxima, exercendo as funções de juiz, chefe religioso e militar. O 
critério que definia a posição dos indivíduos na comunidade era o seu grau de 
parentesco com o pater. 
As comunidades gentílicas existiram durante quase todo o período homérico. 
Apenas por volta do século VIII a.C., iniciou-se o processo de desintegração dos 
genos, evoluindo mais rapidamente em algumas regiões do que em outras. Diversos 
fatores contribuíram para a dissolução dos genos no final dos tempos homéricos, 
entre eles o crescimento populacional e o aumento do consumo. Entretanto, a 
produção continuava limitada, pois havia poucas terras férteis e as técnicas de 
produção erambastante rudimentares. 
A luta pela sobrevivência, que dependia basicamente da terra, desencadeou 
uma série de guerras entre genos. Para enfrentar um inimigo comum, alguns deles 
se uniram, formando uma fratria. Reunidas, as fratrias constituíram uma tribo, a qual 
se submetia a autoridade do filobasileu, o supremo comandante do exército. A união 
de várias tribos deu origem aos demos (“povo”, “povoado”), que reconhecia como 
seu líder supremo o basileu. 
A crise da sociedade gentílica alterou profundamente a estrutura interna das 
genos. Aos poucos, a terra deixou de constituir propriedade coletiva, sendo dividida, 
de modo desigual, entre os membros dos genos. As melhores parcelas de terra 
foram tomadas pelos parentes mais próximos do pater, e por esse motivo passaram 
a ser chamados de eupatridas (“bem nascidos”). O restante das terras foi dividido 
entre os georgois (“agricultores”), parentas mais distantes do patriarca. Nesse 
processo de divisão, os mais prejudicados foram os thetas (“marginais”), para os 
quais nada restou. Com a crise das comunidades gentílicas, a Grécia continental se 
transformou em palco de inúmeros conflitos e tensões sociais, que resultaram uma 
nova dispersão do povo grego – a segunda diáspora. Os principais fatores que 
provocaram esse novo deslocamento foram o crescimento demográfico e a 
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escassez de terras cultiváveis na Grécia continental, em grande parte consequência 
da concentração da propriedade nas mãos de uma pequena parcela da população. 
Desse modo, boa parte da população excedente, que era constituída, 
principalmente, pelos menos beneficiados na partilha das terras, emigrou para 
regiões do Mediterrâneo ocidental, ali fundando diversas colônias. Assim surgiram 
cidades como Tarento e Siracusa, no sul da Itália, região que se desenvolveu muito 
graças ao cultivo de cereais e que ficou conhecida como Magna Grécia. 
Neste período de instabilidade por questões de segurança, várias tribos se 
uniram formando comunidades independentes, que deram origem a polis ou 
cidades-estados. As cidades-estados tinham como ponto central a acrópole, parte 
mais alta da povoação, governada pelo conselho de aristocratas, os eupátridas. 
Período Arcaico (VIII a.C. – VI a.C.) 
A privatização das terras e a dissolução da comunidade gentílica levaram a 
profundas transformações no interior da sociedade grega. Inicialmente ,processou-
se a passagem de uma economia doméstica para uma economia de mercado local, 
que, mais tarde, voltou-se para o exterior. Em sintonia, a sociedade e a política 
passaram por transformações: a aristocracia enriquecia-se, aumentando as 
desigualdades entre os grupos sociais, levando a descontentamentos, lutas, tiranias. 
Mais que a tradição, seria a riqueza que determinaria o lugar do indivíduo na escala 
social. Como decorrência do aumento de importância da aristocracia, substitui-se a 
monarquia pela oligarquia (“governo de poucos”). A Grécia possui mais de cem 
cidades-estados autônomas e independentes que, de modo geral, se mantiveram 
oligárquicas ou evoluíram para a democracia. Vamos tratar aqui de duas das mais 
importantes cidades gregas: Esparta (oligárquica) e Atenas (a democrática). 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
Indicações: 
Disponível em: <http://www.portalplanetasedna.com.ar/fenicios.htm> Acesso em 01 de junho 
de 2014. 
Disponível em: 
<http://www.discoverybrasil.com/guia_grecia/grecia_guerra/grecia_persas/index.shtml> 
Acesso em 02 de junho de 2014. 
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UNIDADE 14 - GRÉCIA: ESPARTA 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
 
Conhecer os principais aspectos políticos, econômicos e sociais da cidade 
estado de Esparta. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
 
Esparta 
Esparta ou Lacedemônia localizava-se na península do Peloponeso, na 
planície da Lacônia. Foi fundada no século IX a.C., às margens do rio Eurotas, após 
a união (sinecismo) das três tribos dórias. Embora defendida por um conjunto de 
montanhas, cujos desfiladeiros formavam fortificações naturais e a isolavam das 
regiões vizinhas, parece ter prosseguido até o século VII a.C., uma evolução 
semelhante a das demais cidades dominadas pelos dórios. Nesse período, Esparta 
conquistou a região da Messênia, que a circundava, e solidificou seu caráter 
essencialmente guerreiro, vindo a desenvolver-se de forma peculiar e distinta das 
demais polis gregas. Com a conquista da Messênia, o território pertencente a 
Esparta foi dividido em lotes e distribuído entre os guerreiros espartanos. 
 
A estrutura social espartana era rígida e dividia-se em: 
 
 Espartanos ou esparciatas: descendentes dos conquistadores dórios eram 
os únicos detentores da cidadania e, portanto, com direitos políticos. Formava 
uma classe privilegiada que monopolizava o poder militar e, por decorrência, 
o político e o religioso. 
 
 Periecos: eram os habitantes dos arredores da cidade, provavelmente 
descendentes das populações nativas que se submeteram pacificamente aos 
dórios. Livres, dedicavam-se ao comércio e ao artesanato, tarefas 
desprezadas pelos espartanos. 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 14 - GRÉCIA: ESPARTA 
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 Hilotas: eram servos pertencentes ao Estado, prováveis descendentes da 
população conquistada pelos dórios. Eram cedidos aos espartanos 
juntamente com a terra na qual trabalhavam e, por constituírem a maioria da 
população, eram mantidos em obediência pelo terror. 
 
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/civilizacao-grega/imagens/esparta1.jpg. Acesso em 
23 de maio de 2010. 
 
A legislação espartana baseava-se num código de leis atribuído a Licurgo, 
cuja existência é posta em dúvida pelos historiadores. Essa legislação preservava a 
sociedade guerreira assegurando aos cidadãos-soldados (espartanos) totais 
privilégios. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 14 - GRÉCIA: ESPARTA 
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Hoplita, na Era Clássica da Grécia antiga, 
era um soldado de infantaria pesada. 
Politicamente, Esparta organizava-se sob uma diarquia, ou seja, uma 
monarquia composta por dois reis, que tinham funções religiosas e guerreiras. As 
funções executivas, entretanto, eram exercidas pelo Eforato composto por cinco 
membros eleitos anualmente, que administravam os negócios públicos e 
fiscalizavam a vida dos cidadãos. 
Havia, ainda, a Gerusia, composta por 28 membros da aristocracia, com 
idade superior a sessenta anos, que tinha funções legislativas e de corte suprema e 
controlava a atividade dos diarcas. Na base das estruturas políticas, encontrava-se 
a Apela ou assembléia popular, formada por todos os cidadãos maiores de trinta 
anos, que tinha a função de votar leis e escolher os gerontes. 
Ao contrário de Atenas e de outras polis gregas, Esparta manteve-se sempre 
oligárquica, não evoluindo para a democracia. O modo de vida espartano, 
rigidamente regulamentado, visava perpetuar, de todas as formas, a estrutura social 
existente. Atendendo a essa disposição, a educação do cidadão espartano era 
dirigida intensamente para a obediência da autoridade e para a aptidão física, 
fundamentais a um Estado militarizado. 
Sob essas condições, a debilidade física era inadmissível e as crianças que 
apresentassem algum indício de doença ou fraqueza eram sacrificadas ao nascer. 
As demais ficavam com suas famílias até os sete anos de idade, quando então os 
meninos eram entregues aos cuidados do Estado. 
Aprendendo a viver em duas condições, sob rígida disciplina, obtinham até 
os 18 anos, uma férrea educaçãoguerreira. Com essa idade ingressavam no 
exército, tornando-se hoplitas. 
Aos trinta anos tornavam-se 
cidadãos, sendo-lhes permitido 
casar e ter participação política. Somente aos sessenta anos os espartanos eram 
desmobilizados do exército, podendo fazer parte da Gerúsia. 
De acordo com o culto ao preparo físico, também as moças eram educadas 
seriamente pela família e obrigadas a executar exercícios atléticos. 
 
 
 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 14 - GRÉCIA: ESPARTA 
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BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
Documentário: Os 300 Espartanos Os Últimos Heróis 300: A Ascensão do Império. 
Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=wIQPzqEUy0M> Acesso em 20 
de junho de 2014. 
 
Vídeo aula: Grécia - Período Arcaico (Esparta). 
Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=X2LO1mpRlgs> Acesso em 20 de 
junho de 2014. 
 
 
 
 
 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 15 - GRÉCIA: ATENAS 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Conhecer os principais aspectos políticos, econômicos e sociais da cidade 
estado de Atenas. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
 
Atenas: do arcaico ao clássico. 
Atenas, situada na Ática, apresentava uma paisagem movimentada, onde 
colinas e montanhas parcelam pequenas planícies. Cada região recebe uma 
denominação específica: regiões de planícies férteis chamavam-se Pediu; regiões 
de montanhas áridas, Diacria; regiões litorâneas, Paralia. A ocupação inicial da ática 
foi realizada pelos aqueus, seguidos posteriormente por eólicos e principalmente 
jônios. Atenas, que havia sido fundada pelos jônios, foi poupada, graça a sua 
localização – próxima ao mar e cercada pelas montanhas -, as invasões dóricas do 
século XII a.C. e ao conhecimento de uma sociedade imposta pelos vencedores. 
No final da época homérica, entretanto, também a ática passou por 
profundas transformações, desde a desagregação da comunidade gentílica até a 
formação da sociedade de classes. Foi nesse período, aproximadamente século X 
a.C., que ocorreu a unificação das células gentílicas em quatro tribos, em torno do 
centro político-militar-religioso que a acrópole de Atenas representava. Atenas 
conservou a monarquia por muito tempo, até que os aristocratas acabaram por 
solapar o poder do basileu, que foi substituído pelo arcontado – composto por nove 
arcontes, cujos mandatos eram anuais: arconte polemarco (tinha o poder militar de 
julgar os estrangeiros); arconte epônimo (representava o poder religioso); arconte 
thesmothetas (em número de seis), tinha o poder judiciário sobre os thetas e 
georgois. 
Foi também criado um conselho – o areópago, composto por eupátridas, 
com função de regular a ação dos arcontes. Estabeleceu-se, assim, o pleno 
domínio oligárquico. Nesse período chamado pós-homérico ou arcaico, a escassez 
de terras férteis e o aumento populacional impulsionaram algumas cidades – como 
Corinto, Megar e, destacadamente, Atenas – a estabelecer colônias com fins 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 15 - GRÉCIA: ATENAS 
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comerciais e de povoamento em vários pontos do Mediterrâneo – era o período da 
segunda diáspora. Durante o transcurso dos séculos VIII, VII e VI a.C., os gregos 
instalaram entrepostos e colônias, principalmente no sul da península itálica, em 
torno do mar Negro – chamado, então, de Ponto Euxino – e na Ásia menor. 
O comércio entre essas áreas baseava-se nas exportações de azeite, vinho 
e peças de artesanato gregas e na importação de artigos como trigo, metais 
precisos, cobre, ferro e madeira das regiões mediterrânicas. Essa expansão atenuou 
os problemas agrários internos, enriqueceu cidades e, ao mesmo tempo, expandiu a 
cultura grega. Em Atenas, as classes ligadas ao comércio, ao mesmo tempo em que 
adquiriam maior poder econômico, procuravam ampliar seu domínio social e político, 
fato desencadeador de confrontos e lutas que ajudava a moldar sua nova estrutura. 
Além dos eupátridas, georgois e thetas (que em boa parte emigraram em 
expedições colonizadoras), a sociedade ateniense ainda se subdividiria, a partir do 
século VIII a.C. em: 
Demiurgos: comerciantes, em geral; georgois que perderam as terras; thetas 
que permaneceriam na polis ou artesãos. Foi uma classe intermediária que fez da 
riqueza um valor que se sobrepôs a tradição; escravos: prisioneiros de guerra, sem 
direitos políticos, eram de início numericamente inexpressivos, mas logo se 
transformaram na base da produção agrária. Em aténs, atuaram em todos os ofícios, 
e muitos até chegaram a alcançar a liberdade, embora nunca a cidadania. 
A estrutura social ateniense ativou o confronto de interesses e impasses que 
caracterizavam o período arcaico. De maneira geral, havia rivalidades políticas 
resultantes da posição socioeconômica dos diversos grupos existentes em Atenas. 
Os eupátridas, donos das maiores e melhores terras na planície (Pedium), 
buscavam conservar seus privilégios e o poder. Já os comerciantes, controlados do 
litoral (Paralia), enriquecendo cada vez mais, buscavam mudanças a fim de 
conseguir participação no poder. Em pior situação estavam os georgois e os tehtas, 
habitantes da montanha (Diarcia), vivendo em péssimas condições, sem direitos 
políticos. Muitos recorriam a empréstimos para poder cultivar suas terras, visando a 
sobrevivência. Com isso endividavam-se, ficando sujeitos aos poderosos, o que 
semeava descontentamento e anseio por mudanças. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 15 - GRÉCIA: ATENAS 
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As lutas entre as classes sociais, a instabilidade, o crescimento da polis e o 
desenvolvimento do comércio foram fatores que motivaram o surgimento de 
reformas, feitas por legisladores, que expressavam as divisões no interior da 
sociedade. Dentre esses legisladores, destacou-se Dracon, que, em 621 a.C., 
organizou e registrou por escrito as leis que, até então, baseavam-se na tradição 
oral e eram conhecidas apenas pelos eupátridas. O código legal de Dracon, 
entretanto, além de ser extremamente severo, manteve os privilégios sociais e 
políticos existentes. Assim, mesmo com as leis escritas, as desigualdades 
continuaram ativando o descontentamento, levando, consequentemente, a 
ocorrência de choques sociais. 
Em 594 a.C., Sólon, outro legislador, deu início a reformas mais ambiciosas. 
Eliminou as hipotecas por dívidas, libertou os escravizados por elas e dividiu as 
sociedades censitariamente, ou seja, de acordo com o padrão de renda dos 
indivíduos. O critério de riqueza passou, então, a determinar privilégios, abrindo 
espaço para a ascensão política dos ricos demiurgos. Além disso, criou a Bulé, ou, 
Conselho dos Quatrocentos, da qual participavam elementos das quatro tribos em 
que estava dividida a ática; a Eclésia, assembléia popular que aprovava as medidas 
da Bulé; e os Helieu, tribunal de justiça aberto a todos os cidadãos. 
As reformas de Sólon desagradaram os aristocratas que perderam parte de 
seus privilégios oligárquicos, e o povo, que esperava reformas mais extensas e 
profundas. A conturbação política que se seguiu a reforma de Sólon permitiu o 
surgimento dos tiranos, ditadores que usurparam o poder. O primeiro foi Pisístrato, 
que governou Atenas de 561 a.C. a 527 a.C. e procurou amenizar os confrontos 
sociais, patrocinando várias obras públicas, gerando emprego a thetas e georgois 
descontentes. Uma das primeiras medidas de Clistenes foi a redivisão de Atenas em 
dez tribos, em lugar das quatro anteriores. Dessa forma, foi neutralizada a influência 
dos eupátridas, eliminando-se o papel político tradicional de genos, tribos e fratrias.Procedendo a reorganização dos órgãos públicos, a Bule passou a contar com 
quinhentos membros (cinquenta por tribo), os quais se revezavam no governo da 
polis; ao colégio de nove arcontes foi acrescentado um secretário (dez membros), 
um eleito de cada tribo. A Eclésia, assembleia popular composta por seis mil 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 15 - GRÉCIA: ATENAS 
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cidadãos de todas as classes, teve seus poderes decisórios ampliados, fiscalizando 
a atuação das demais instituições políticas e votando as propostas da Bule. 
A Eclésia tinha também o poder de votar o ostracismo – exílio por um 
período de dez anos – contra todos os que pusessem em perigo a democracia 
ateniense. O exilado não perdia suas propriedades, que lhe eram instituídos 
juntamente com seus direitos civis, ao retornar a cidade. É importante lembrar que a 
democracia instituída pelas reformas de Clistenes era um sistema político do qual 
participavam todos os cidadãos atenienses, adultos, filhos de pai e mãe atenienses. 
Este, entretanto, constituía uma minoria da qual estavam excluídos os estrangeiros 
(metecos), os escravos e as mulheres. Clistenes foi denominado o “pai da 
democracia” e suas reformas trouxeram a estabilidade social que permitiu a 
expansão econômica ateniense. 
Atenas era, assim, o reverso político de Esparta. Essa oposição seria 
marcante na história grega, ficando agrupadas em torno de várias cidades-estados 
gregas. Entretanto, durante o século V a.C., essas diferenças ficariam obscurecidas 
pelo esforço conjunto contra o avanço dos persas sobre as colônias gregas orientais 
e, posteriormente, sobre a própria península balcânica. 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
 
Documentário: ATENAS - Grandes Tesouros da Arqueologia. 
Disponível em <  http://www.youtube.com/watch?v=ENwXwYwWmWo> Acesso em 
23 de junho de 2014. 
 
Disponível em: <http://www.sohistoria.com.br/ef2/grecia/p3.php> Acesso em 23 de 
junho de 2014. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 16 - Grécia: período clássico e helenístico (V a.C. – IV a.C.) 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Analisar as principais características dos períodos clássico e helenístico. 
Identificar os fatores que promoveram a decadência da civilização grega. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Após algum tempo de submissão as regiões de Mileto, Efeso e as ilhas de 
Samos e Lesbos rebelaram-se e Atenas enviou navios e tropas em seu auxílio. 
Entretanto, esses esforços foram insuficientes, permitindo que os persas 
destruíssem Mileto e iniciassem seu avanço sobre a Grécia. Era o início das Guerras 
Médicas. 
 
Fonte: http://www.fjavier.com/mapas/mapa13medicas.jpg. Acessado em 23/05/10. 
 
A primeira expedição enviada por Dario I foi desbaratada em Maratona (490 
a.C.), numa batalha em que os gregos, apesar da inferioridade numérica, acabaram 
vitoriosos. Nos anos seguintes, Atenas reforçou sua marinha e as cidades gregas 
puderam preparar-se para enfrentar os novos ataques persas. Entretanto, quando 
Xerxes, sucessor de Dario, deu início à segunda investida contra o território grego, 
esteve muito próximo de estender seu domínio sobre toda a Grécia. Após derrotar 
um exército espartano, comandado por Leônidas, no desfiladeiro das Termópilas, 
chegou a invadir e incendiar Atenas. Todavia, os persas acabaram por ver malograr 
seus intentos com a derrota na batalha naval de Salamina. Sem suprimentos ou 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 16 - Grécia: período clássico e helenístico (V a.C. – IV a.C.) 
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Soldo ‐ antiga moeda romana de ouro criada 
por Constantino em 309 d.C.  
reforços, o exército de Xerxes recuou para a Ásia menor e foi derrotado na batalha 
de Plateia (479 a.C.), por forças atenienses e espartanas, sob o comando de 
Pausanias e Aristides. A luta com os persas, porém, não estava encerrada. Em meio 
à guerra, forjou-se a união militar das polis gregas, denominada Confederação de 
Delos. Cada cidade-estado deveria contribuir com navios ou dinheiro, a serem 
depositados na ilha de Delos. Quase todos os Estados grego do mar Egeu aliaram-
se, comandados por Atenas, que tomou definitivamente a ofensiva contra os persas, 
libertando algumas províncias da Ásia menor e vencendo a decisiva batalha do rio 
Eurimedon, em 468 a.C. 
Finalmente, em 449 a.C., foi assinada a Paz de Calias ou Paz de Cimon, 
pela qual os persas comprometiam-se a abandonar o mar Egeu. O mediterrâneo 
oriental via-se, assim, aberto à frota ateniense, que, sem rivais, pode expandir o 
comércio e o poderio da cidade-estado, que se encontrava em seu período de maior 
prosperidade. Paralelamente a isso, as cidades gregas estavam militarmente 
fortalecidas. O período compreendido entre os anos de 461 a.C. e 429 a.C. é 
considerado a “idade de ouro” de Atenas, quando a cidade viveu o seu auge 
econômico, militar, político e cultural. Nesse período, Atenas foi governada por 
Péricles e tornou-se a cidade mais importante da Grécia, graças às reformas 
implantadas tanto no nível político, aperfeiçoando-se a democracia, quanto no 
cultural, produzindo-se obras-primas, até hoje modelos de beleza. 
Embora aristocrata de nascença, Péricles deu maior amplitude à democracia 
ateniense, permitindo o ingresso e a participação política de parcelas da população 
antes excluídas. Ateniense de baixa renda, envolvidos no trabalho constante para 
garantir a sobrevivência, não poderiam dedicar-se à participação política. Entre as 
reformas políticas estão o 
soldo para os integrantes do 
exército, assim como uma 
pequena remuneração para as funções e cargos públicos, o que possibilitou maior 
participação popular. Péricles retirou também diversas outras restrições a cidadania, 
embora os cidadãos ainda constituíssem uma minoria. Nessa época, Atenas possuía 
quatro mil cidadãos que somados as suas famílias, completavam um total de 150 mil 
indivíduos. Os metecos (estrangeiros, filhos de não-nascidos em Atenas) chegavam 
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a cinquenta mil e os escravos perto de 120 mil. Assim, de uma população estimada 
em 320 mil pessoas, apenas quarenta mil participavam da democracia ateniense. 
Com o passar do tempo, o predomínio de Atenas na confederação de Delos 
transformou-se em imperialismo: havia interferência ateniense na política e 
sociedade dos demais aliados. Após as pressões, o tesouro de Delos foi transferido 
para Atenas; quando alguns estados-membros quiseram se retirar, Atenas obrigou-
os a permanecerem, por meio da força, transformando-os em aliados que eram em 
Estados que lhe pagavam tributos. Se Péricles era democrata em Atenas, em 
relação aos outros Estados era imperialista. Em troca dessas imposições, oferecia-
lhes proteção contra invasões marítimas e vantagens comerciais. Assim, o 
desenvolvimento e a manutenção da democracia ateniense dependiam desse 
imperialismo, do intenso comércio, dos tributos cobrados das outras polis, além da 
prata extraída das minas do Laurio. Era com recurso advindo da dominação interna, 
com a escravidão, e da dominação externa, com o imperialismo, que os atenienses 
ostentavam o status de cidadãos e garantiam o esplendor econômico e cultural do 
século de ouro. As demais cidades-estados que haviam permanecido aristocráticas, 
representadas especialmente por Esparta, opunham-se ao expansionismo 
ateniense, considerando-o um perigo econômico e político. Assim, organizaram, sob 
a liderança espartana, a sua própria liga – a Confederação do Peloponeso. Diante 
desse quadro, qualquer incidentecolocaria frente a frente os dois blocos rivais. E foi 
o que aconteceu. 
Em 431 a.C., as duas cidades rivais entraram em conflito frontal devido a 
uma disputa comercial entre Atenas e Corinto, velha aliada de Esparta. Esta tinha 
grande poderio terrestre enquanto Atenas dominava os mares, Esparta obteve 
vantagem logo no início, arrasando os campos da Ática e obrigando seus habitantes 
a se refugiarem dentro das muralhas atenienses. A superpopulação ajudou a 
propagar uma epidemia que atingiu, inclusive, Péricles. A partir daí, foi uma guerra 
de desgaste: durante 10 anos, os conflitos se estenderam sem que houvesse 
vitórias ou derrotas decisivas. Em 421 a.C. foi assinada a Paz de Nicias, rompida por 
Atenas sete anos depois, reiniciando as lutas que só se encerraram com a vitória 
espartana na batalha de Egos Potamos (404 a.C.). Atenas foi obrigada a entregar 
seus navios, demolir suas fortificações e renunciar ao império. 
HISTÓRIA ANTIGA 
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Iniciou-se o período da hegemonia espartana, com a ascensão dos governos 
oligárquicos e o fim da democracia ateniense. O sistema democrático até então 
vigente em Atenas foi substituído por trinta atenienses aristocráticos (governo dos 
Trinta tiranos), ocorrendo o mesmo em outras cidades gregas de sistema 
democrático. O imperialismo e a democracia ateniense, desta forma, sucumbiram 
juntos, cabendo à guerra do Peloponeso o papel de desfecho final. Mas o domínio 
espartano que se iniciou, durou pouco tempo. A cidade de Tebas, localizada no 
estreito de Corinto, projetava-se crescentemente como grande potência militar da 
Grécia, quando se iniciou a hegemonia espartana. Tebas opôs-se a Esparta e, 
graças à tática militar de dois excelentes generais, Epaminondas e Pelópidas, os 
tebanos venceram a batalha de Leutras (371 a.C.) e iniciara sua supremacia, que foi 
também de curta duração. Na prática, essas guerras constantes enfraqueceram os 
gregos e, a partir de meados do século IV a.C., nenhuma das cidades tinha 
condições para se sobrepor as outras. Enquanto isso ocorria, a Macedônia – ao 
norte da Grécia – expandia-se e fortalecia-se, tornando inevitável seu avanço sobre 
a Grécia. 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
INDICAÇÕES 
Para ler mais a respeito sobre do período helenístico acesse o site 
Disponível em: <http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=541> 
Acesso em 15 de junho de 2014. 
 
Além disso, outros sites para aprofundamento: 
 
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_helen%C3%ADstica> Acesso em 10 
de junho de 2014. 
 
Disponível em:<http://plato.if.usp.br/1-2003/fmt0405d/apostila/mediev11/node2.html> 
Acesso em 10 de junho de 2014. 
 
Documentário: Construindo um Império - Grécia. 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=nwD2F7v67PI> Acesso em 15 
de junho de 2014. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 17 - Roma: da monarquia a república 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Conhecer as características que promoveram o surgimento e 
desenvolvimento da civilização romana; analisar os aspectos econômicos, sociais e 
políticos dos períodos da monarquia e da república em Roma. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Roma foi fundada no Lácio, por volta do ano 1000 a.C., ao que tudo indica, 
foi unicamente um centro de defesa contra os ataques constantes dos etruscos. 
Tem-se, todavia, a versão lendária da fundação de Roma, relatada por Tito Lívio em 
sua História de Roma e reforçada na obra Eneida, pelo poeta romano Virgilio. Nessa 
versão, Enéias, principal troiano, filho de Vênus, fugido de tal cidade, destruída pelos 
gregos, chegou ao Lácio e se casou com um a filha de um rei latino. 
Seus descendentes, Rômulo e Remo, foram jogados por Amúlio, rei de Alba 
Longa, no Tibre. Mas foram salvos por uma loba que os amamentou, tendo em 
seguida sido encontrados por camponeses. Conta-se a lenda que, quando adultos, 
os dois irmãos voltaram e depuseram Amúlio e, em seguida fundaram, Roma, em 
753 a.C. Após desentendimento entretanto, Rômulo matou o irmão e se 
transformou no primeiro rei de Roma. 
 
Estátua da loba amamentando os irmaos Romulo e Remulo 
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Capitoline_she-wolf_Musei_Capitolini_MC1181.jpg 
 
Monarquia (fundação até 509 a.C.) 
A documentação desse período é precária, até mesmo os nomes dos reis 
são desconhecidos, citando-se apenas os reis lendários, apresentados nas obras de 
Virgilio e Tito Lívio. 
HISTÓRIA ANTIGA 
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Durante esse período, o rei acumulava as funções executiva, judicial e 
religiosa, embora seus poderes fossem limitados na área legislativa, já que o 
senado, ou Conselho dos Anciãos, tinha o direito de veto e sanção das leis 
apresentadas pelo rei. A ratificação dessas leis era feita pela Assembléia ou Cúria, 
composta por todos os cidadãos em idade militar. Na fase final da realeza, a partir 
do fim do século VII a.C., Roma conheceu um período de domínio etrusco, que 
coincidiu com o início de sua expansão comercial 
No período monárquico, a sociedade romana estava dividida em 
praticamente quatro classes: 
 Patrícios– cidadãos de Roma, possuidores de terra e gado, que constituíam 
aristocracia. 
 Plebeus – parcela da população que passara para o domínio romano durante 
as primeiras conquistas; eram livres, mas não participavam do Senado, nem podiam 
formar famílias legalmente reconhecidas. 
 Clientes– indivíduos subordinados a alguma família patrícia, cumpridores de 
diversas obrigações econômicas, morais e religiosas. O patrício era seu patrono, um 
“protetor” econômico, político e jurídico; em troca, os clientes seguiam as decisões 
políticas de seus patronos, cumprindo o obsequium (submissão política), além de 
dedicar jornadas de trabalho para o seu senhor. Eram, enfim, os dependentes, 
alguns de origem estrangeira, outros, de origem plebéia que, para sobreviver, 
buscavam a proteção dos abastados e poderosos patrícios. 
 Escravos– população recrutada entre os derrotados de guerra, considerados 
instrumentos de trabalho, sem nenhum direito político. 
Ao que parece, durante a monarquia, o escravismo não possuiu grande 
significação, ganhando importância somente com a expansão territorial do período 
republicano. Na verdade, durante a monarquia surgiram condições para a sua 
instalação, tendo o escravismo se transformado, logo a seguir, no modo de 
produção predominante, em detrimento de todas as outras formas de trabalho 
produtivo. 
A República (509 a.C. – 27 a.C.) 
Em 509 a.C., o rei Tarquínio, o soberbo, de origem etrusca, foi derrubado 
por uma conjuração patrícia do Senado, que queria por fim a interferência real no 
poder legislativo. Tarquínio governava de forma despótica, anulando, desse modo, 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 17 - Roma: da monarquia a república 
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os anseios patrícios de participação política. Terminou, assim, a realeza romana e 
em seu lugar surgia uma nova estrutura administrativa, na qual o poder do Senado 
sobrepunha-se aos demais. 
O senado era um órgão Máximo da república, controlava toda a 
administração, as finanças, além de decidir pela guerra ou pela paz. Somente os 
patrícios tinham acesso a esse órgão legislativo. O poder executivo, por sua vez, 
ficara a cargo das seguintes magistraturas: Cônsules, Pretor, Censor, Edil, Questor, 
Ditador. 
As funções religiosas cabiam a um conselho de pontífices. Existiam ainda três 
assembleias, completando as instituições políticas republicanas:Assembleia 
centurial, assembleia curial e assembleia tribal. 
A grande parcela da sociedade romana, durante a república, era constituída 
pelos plebeus, que viviam marginalizados politicamente, mesmo que enriquecessem 
através do comércio. Quando um plebeu, por exemplo, tornava-se insolvente, sem 
condições de pagar suas dívidas, tinha de se submeter ao nexum – instituição que 
colocava o devedor subordinado ao credor até a total extinção da dívida, criando-se 
uma servidão que chegava a durar toda uma vida. A marginalização e o 
descontentamento, do início do período republicano, levaram ao agravamento das 
lutas de classe em Roma. 
Em 494 a.C., os plebeus, em sinal de protesto, retiraram-se para o monte 
sagrado, exigindo representação política. Como sua participação na economia e no 
exército de Roma era de extrema importância, os patrícios concordaram em atender 
aos plebeus, que ganharam representações de dois tribunos da plebe (em 471 a.C. 
passaram a ser dez). Os tribunos conquistaram também o direito a veto sobre as 
decisões do Senado e eram considerados intocáveis (imunidade). Os tribunos 
podiam ser procurados por qualquer pessoa que se julgasse injustiçada, daí suas 
casas ficarem abertas dia e noite. 
Em 450 a.C., outras revoltas plebeias existiram fazendo com que os patrícios 
convocassem os decênviros - dez juristas nomeados para redigir um código de leis. 
O resultado foi a elaboração da Lei das Doze Tábuas, primeira compilação escrita 
das leis romanas. 
Em 367 a.C., foram adotadas a Leis Licínias, que possibilitaram aos plebeus 
partilhar as terras conquistadas, além de estabelecer que um dos cônsules seria 
HISTÓRIA ANTIGA 
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sempre um plebeu. A Lei Canuleia também favoreceu os plebeus, pois permitiu o 
casamento entre estes e os patrícios. Acabaram-se as distinções sociais 
tradicionais, mas mantinha-se a distinção econômico-militar, entre ricos e pobres, 
altas patentes e simples soldados. Um dos fatores que permitiu manter essa 
situação foi o nacionalismo surgido com as guerras e a expansão territorial. 
Do século V a.C. ao III a.C., Roma empenhou-se em conquistar a península 
itálica, devido à necessidade de obter gêneros para o abastecimento essencial, bem 
como de por fim as ameaças de invasão dos povos da região. Em 272 a.C., Roma 
alcançou o extremo sul, conquistando Tarento, na região da Magna Grécia. 
A expansão deu dinâmica própria a estrutura escravista que, estabelecida, 
passou a exigir novas conquistas para aumentar o número de cativos, os quais cada 
vez mais passavam a ser indispensáveis a estrutura socioeconômica do mundo 
romano. Estimando-se que, somente no século IV a.C., a população de escravos 
somou não menos que quarenta mil indivíduos. 
Embora tivesse conquistado a península itálica, a hegemonia cartaginesa no 
mediterrâneo impedia a expansão romana na região. A cidade de Cartago, fundada 
por fenícios, com cerca de 250 mil habitantes, localizava-se ao norte da África, mas 
possuía inúmeras posses na Córsega, Sardenha, Sicília e península ibérica. A 
disputa pela posse da Sicília originou guerras entre Roma e Cartago que se 
estenderam de 264 a.C. a 146 a.C. e ficaram conhecidas como Guerras Púnicas. 
Os romanos viveram momentos de grande tensão quando o general 
cartaginês Aníbal atravessou Gibraltar, os Pireneus e os Alpes para atacar Roma, 
embora não tivesse obtido sucesso, tendo sido obrigado a regressar a Cartago. 
Aníbal foi derrotado em Zama, ao sul de Cartago, pelo general romano Cipião, o 
Africano. Em 146 a.C., entretanto, Roma conseguiu arrasar definitivamente Cartago, 
dizimando sua população, e continuou sua expansão, dominando todo o mar 
Mediterrâneo, que passou a se chamar de mare nostrum (nosso mar). 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
INDICAÇÃO: 
Discovery na Escola - Roma Antiga: Ascensão ao Poder. 
Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=Z5ag8UaRbEE> Acesso em 20 de 
junho de 2014. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 18 - As transformações na república romana 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Conhecer as principais transformações políticas e sociais ocorridas durante 
a república romana. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Durante o período de conquistas, a sociedade romana transformou-se 
profundamente devido ao clima Imperialista que subsistia, favorecendo o modo de 
produção escravista, que se efetivou com a derrota de Cartago. 
As causas das mudanças sociais deveram-se: 
 Ao grande fluxo de riqueza para Roma, provenientes das conquistas; 
 A ruína do pequeno lavrador, impossibilitado de concorrer com a 
produção de latifúndios trabalhados por escravos; 
 Ao aumento da escravidão; 
 Ao êxodo rural, gerando o empobrecimento da plebe; 
 Ao surgimento de novas classes sociais: camada senatorial 
(aristocratas), classe equestre (mercadores, banqueiros ou homens novos), clientes 
(agregados, dependentes dos patrícios), e trabalhadores (plebeus miseráveis, cuja 
única posse era uma prole numerosa). 
Em 326 a.C., aboliu-se a submissão servil por dívidas, o que tornou a mão 
de obra escrava (os vencidos) de importância vital para a produtividade rural da elite 
romana. A ampla utilização da mão de obra escrava, entretanto, trouxe ao Estado 
romano inúmeras rebeliões de cativos, entre as quais a mais significativa foi 
comandada pelo Tracio Spartacus, de 73 a.C. a 71 a.C., que chegou a ameaçar a 
própria cidade de Roma. Escapando de Cápua, cidade ao sul de Roma, 74 
gladiadores refugiaram-se próximo ao vulcão Vesúvio, onde se reuniram mais de 
120 mil soldados. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 18 - As transformações na república romana 
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Estatua de Spartacus 
Fonte:http://listverse.files.wordpress.com/2007/09/450px-spartacus1.jpg 
 
A revolta de Spartacus foi o último grande movimento rebelde contra Roma, 
o que não significou, apesar da repressão e ameaças, o fim das sublevações 
escravas, as quais continuaram até o final de história romana. 
As lutas civis 
Frente à crise geral por que passavam os pequenos agricultores, alguns 
grupos mobilizaram-se na busca de reformas. Destacaram-se, nesse período, dois 
tribunos da plebe, Tibério e Caio Graco. 
Tibério, eleito tribuno da plebe em 133 a.C., propôs uma lei pela qual quem 
tivesse mais de 310 acres de terras deveria doar o excedente para o Estado, a fim 
de que este as arrendasse aos cidadãos pobres. O senado opôs-se a tais medidas 
e, numa tumultuada sessão no recinto do próprio senado, Tibério e mais de 
trezentos de seus adeptos foram assassinados. 
Caio Graco foi eleito tribuno em 123 a.C., dez anos depois do assassinato 
de seu irmão Tibério. Caio elaborou leis para melhorar as condições de vida da 
plebe, como a Lei frumentária, que determinava a distribuição de trigo a baixo preço 
aos plebeus, além da reforma agrária. Os aristocratas reagiram contra Graco e seus 
seguidores, o que resultou em vários confrontos armados, até que, cercado numa 
das colinas romana, Caio ordenou a um escavo que o matasse. O escravo suicidou-
se em seguida. 
Após a morte dos Gracos, houve a polarização política seguida da 
radicalização nas lutas governamentais, e a república romana entrou em crise, de 
um lado estavam os aristocratas, preocupados com a manutenção da ordem 
existente; de outro, os populares, ansiosos por reformas. Destacaram-se nesse 
HISTÓRIA ANTIGA 
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período o general Mario, defensor da plebe, e o general Silas, que defendia os 
conservadores.Mario chegou a ser eleito cônsul por seis vezes consecutivas, conseguindo 
transformar o exército, cujos postos eram privilegiados dos cidadãos, em um 
exército popular, composto por assalariados. Os soldados passaram a receber um 
soldo de participação nos espólios e, ao cabo de 25 anos de carreira, direito a um 
pedaço de terra. Com a morte de Mario, em 86 a.C., Silas estabeleceu uma ditadura 
militar e perseguiu violentamente os antigos seguidores de seu antecessor, 
conseguindo desarticular os grupos políticos populares. 
Em 79 a.C., Silas, já velho, abdicou e o poderio que se seguiu foi de 
aparente calma, pois novos líderes aristocráticos, como Pompeu e Crasso, 
despontavam. Pompeu conseguiu abafar, na Espanha, uma revolta popular 
comandada por Sertório (78 a.C. – 72 a.C.), enquanto Crasso reprimiu a revolta dos 
escravos, liderada por Spartacus (73 a.C.– 71 a.C.), em Cápua. O prestígio militar 
alcançado pelos dois generais aproximava-os da política, na qual já se destacava 
Julio César. O clima de insatisfação perdurava, havendo nova tentativa de golpe 
político, dessa vez, por parte de um patrício, Catilina, que tencionava tomar o poder 
e assassinar os magistrados. Essa conjura foi delatada e evitada por Cícero, 
destacado orador, eleito cônsul. Os cidadãos de Roma disputaram o controle do 
Estado, ativando a instabilidade política que caracterizou o final da república 
romana. 
 
Busto de Júlio César. 
Fonte: http://www.blogdacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2009/06/julio-cesar.jpg 
 
HISTÓRIA ANTIGA 
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Contudo, em 54 a.C, Crasso morreu combatendo na Pérsia e, dois anos 
depois, Pompeu foi proclamado cônsul único destituindo Cesar do comando militar 
da Gália. Ao receber a mensagem senatorial de sua destituição, César, entretanto, 
resolveu lutar e avançar para o sul. 
Foi nesse momento que César, atravessou o rio Rubicão, fronteira entre sua 
província e a Gáia, teria dito “a sorte esta lançada” e dirigiu-se para Roma, causando 
a fuga de Pompeu. César assumiu imediatamente o poder romano, mas só iria 
derrotar Pompeu, definitivamente, na Grécia, em Farsália, em 49 a.C. Pompeu 
escapou ileso e fugiu para o Egito, onde acabou sendo assassinado. 
Os triunviratos 
Em 60 a.C., o senado acabou elegendo três fortes líderes políticos ao 
consulado: Julio César, Pompeu e Crasso governaram juntos no chamado Primeiro 
Triunvirato, dividindo entre si os domínios romanos. 
Nessa época, crescia no Egito a disputa pelo poder entre o faraó Ptolomeu e 
sua irmã Cleópatra. Julio César foi para Alexandria, apoiou Cleópatra e colocou-a no 
poder. Em seguida, dirigiu a Ásia menor, onde aniquilou as tropas Sírias inimigas. 
Retornando a Roma, Julio César foi proclamado ditador vitalício, em clara 
oposição ao senado, que havia organizado uma conspiração contra ele. Em 44 a.C., 
foi assassinado a punhaladas em pleno senado. Sua morte gerou uma grande 
revolta na população, fato habilmente explorado por Marco Antonio, um dos fortes 
generais de Julio César que, juntamente com Otavio e Lépido, formou o segundo 
triunvirato. 
Após eliminarem os opositores de César, os novos triunviros iniciaram suas 
disputas internas. Otavio, aproveitando-se da ausência de Marco Antonio, que se 
encontrava no Egito, tentou ampliar seus poderes. Desconsiderou Lépido e declarou 
guerra a Marco Antonio, o qual foi derrotado na batalha naval de Actium, em 31 a.C. 
Em seguida, Otávio recebeu do senado o título de príncipe (primeiro 
cidadão), primeira etapa para obter o título de imperator (o supremo). Otávio tornou-
se progressivamente senhor absoluto de Roma, recebendo, além dos dois títulos, o 
de augustus (o divino), até então inédito entre os governantes romanos. 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 18 - As transformações na república romana 
Thiago Thomaz Garcia 
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INDICAÇÃO: 
Documentário - JÚLIO CÉSAR: "NÃO SOU REI. SOU CÉSAR!”. 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=7ctlUeMB_Vw> Acesso em: 21 
de junho de 2014. 
 
Aprofunde seu conhecimento nos sites abaixo: 
Disponível em: < http://www.starnews2001.com.br/historia/ancient_rome.html> 
Acesso em 21 de junho de 2014. 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 19 - IMPÉRIO ROMANO: ascensão e queda 
Thiago Thomaz Garcia 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Analisar aspectos da Roma Imperial em seu auge e queda. Roma, um 
mundo de domínio feito ao longo de séculos que aos poucos se deteriora 
drasticamente em sua má administração. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Com o advento do Império romano, reorganizou-se a estrutura política, 
concentrando-se toda a autoridade nas mãos do imperador. Esse último período que 
iremos estudar apresenta duas etapas distintas: o Alto Império (século I a.C. a III 
d.C.) e o Baixo Império (século III a V d.C.). 
Roma atingiu o seu grande apogeu, durante o alto império, devido, 
principalmente, ao desenvolvimento sem precedentes do modo de produção 
escravista que se fazia em sua sociedade, além das conquistas territoriais 
perpetradas, alcançando o esplendor da uma vasta riqueza e poder como nenhuma 
outra civilização já viu. 
Ao Imperador, sempre mandatário, cabia basicamente exercer por si só o 
controle político, sobrepondo-se ao senado. Este, no Império, já não teria mais uma 
forte presença. A ele competia nomear magistrados, controlar os exércitos, 
interferindo, até mesmo, nas questões religiosas. Com a plena centralização, 
conseguia-se a estabilidade, anulando os tradicionais conflitos que por um acaso 
viessem a ocorrer entre os vários grupos políticos dominantes. O império foi, 
contudo, uma forma de se solucionar governamentalmente para por fim ao 
descontrole da política republicana. 
Otávio Augusto, o primeiro imperador (27 a.C.-14 d.C.), preocupou-se com 
as obras públicas, sendo que estas vieram a mostrar o poder dessa época onde se 
arquitetava muitas das magníficas construções, cujas construções atualmente em 
ruínas podem ser vistas ainda hoje em Roma. Para cuidar da sua segurança, cria-se 
a Guarda Pretoriana, cuja principal função era defender o império e vigiar a capital. 
Ao mesmo tempo, Otavio Augusto, distribuía trigo à população e organizava 
sistematicamente grandes espetáculos públicos de circo, a chamada política do 
pão e circo, ampliando muito a sua popularidade. 
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Administrativamente, foi criada uma nova estrutura, que visava a modificar, 
desde a forma de cobrança de tributos, pondo fim ao usual arrendamento da 
arrecadação, até as divisões possíveis e a convocação de homens para o exército. 
O funcionalismo público também foi ampliado, sendo o consequente aumento de 
despesas coberto pelos crescentes fluxos de riqueza. Para uma população 
imperial de quase 60 milhões de habitantes, a sociedade romana passou a ser 
dividida em cidadãos, cerca de 5, 5 milhões de pessoas e provinciais. Os cidadãos 
eram hierarquizados de acordo com suas fortunas: no topo da escala social ficava a 
ordem senatorial, um conjunto a aproximado de duas mil pessoas, os possuidores 
de mais de 1 milhão de sestércios (moeda de prata); em seguida, vinha ordem 
equestre, cerca de vinte mil indivíduos com fortuna superior a 400 mil sestércios; e 
finalmente abaixo, ficava a ordem plebeia. 
No plano militar, Otavio Augusto organizou um poderoso exército com mais 
de 300 mil homens, dividido em 25 legiões (cada uma com 5620 combatentes), 
compostas por cidadãos e tropas auxiliares das províncias, cujos membrossó 
recebiam a cidadania pelo serviço militar. Foi graças ao poder e à estabilidade 
iniciada por augusto, que Roma pode desfrutar de um período de grande 
prosperidade, constituindo a Pax Romana, que duraria pelo menos mais dois 
séculos após o seu governo. 
Durante o governo de Otavio, nasceu Jesus, que pouco a pouco foi 
ganhando seguidores em todo império. Com a morte de Otavio, o alto império, 
passou por diversas dinastias: de 14 a 68, o governo coube as dinastias Júlio-
claudiana, seguida pela dos Flávios, que perdurou ate 96, vindo em seguida a dos 
Antoninos, que governaria ate 192. A última dinastia foi a dos Severos, que 
estiveram no poder de 193 a 235. 
Os sucessores de Augusto desestruturaram o governo, minando o modo de 
produção escravista, fator de riqueza para o Império, além de favorecerem o 
descontrole político com as constantes intrigas palacianas, as crises sucessórias e a 
imoralidade em nível não só pessoal, mas também administrativo. 
De maneira geral, essa situação se agravou com os imperadores Tibério 
(14-37), Calígula (37-41) e Nero (54 -68). Tibério desmoralizou o governo, e acabou 
sendo transferido para Capri, onde morreu assassinado. Calígula, famoso por sua 
imoralidade e despotismo inconsequente, chegou a nomear o cavalo Incitatus, 
HISTÓRIA ANTIGA 
UNIDADE 19 - IMPÉRIO ROMANO: ascensão e queda 
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cônsul romano. Foi também Calígula quem mandou cortar a cabeça das estátuas 
dos deuses em Roma, substituindo-as por seu próprio rosto como modelo. Já Nero, 
celebrizou-se pelas perseguições aos cristãos, que se negavam a cultuá-lo como 
divindade. Para incriminá-los e reprimi-los com mais violência, Nero mandou 
incendiar a cidade de Roma. 
 
Busto de Calígula 
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Caligula_bust.jpg 
 
Com a dinastia dos Antoninos, Roma voltou a ter relativa estabilidade e 
prosperidade, pois a habilidade administrativa de imperadores como Trajano e 
Marco Aurélio amenizou temporariamente as dificuldades do império. Durante o 
governo de Trajano, o império atingiu a sua maior extensão territorial e com Marco 
Aurélio, um enorme reerguimento cultural. 
No final do período Antonino, entretanto, delineou-se os contornos que 
poriam fim ao escravismo e ao mundo romano. No governo da dinastia dos Severos, 
a fragilidade romana não poderia mais reverter a sua decadência, crescendo a 
pressão dos povos vizinhos que avançavam em hordas sobre o interior do Império, 
iniciando o baixo império romano. 
O baixo império romano foi marcado pela decadência, pelas grandes crises 
e pela anarquia, devidas principalmente a interrupção das conquistas, o que arruinou 
a economia imperial baseada no trabalho escravo e na exploração das províncias, 
escasseando os tributos impostos aos vencidos, Roma caminhou para o progressivo 
esgotamento econômico. 
Merecem destaque os seguintes imperadores do baixo império: 
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Diocleciano (284 - 305), na tentativa de salvar o império da falência, baixou 
o edito máximo, fixando preços para as mercadorias e salários, sendo os infratores 
condenado a morte. A medida não surtiu efeito, pois as mercadorias 
desapareceram, enquanto só os preços continuaram a subir descontroladamente. 
Outra decisão importante de Diocleciano foi a criação da tetrarquia – divisão do 
império entre quatro generais buscando conseguir a paz social e o controle político 
perdido. 
Constantino (313 - 337), através do edito de Milão, concedeu liberdade de 
culto aos cristãos, já importantes em número e influência. Buscou também 
estabilizar a produção rural frente à escassez de mão de obra decretando, com a Lei 
do Colonato, a obrigatoriedade de fixação do colono na terra em que trabalhava. Era 
a intensificação do uso do trabalho servil em substituição ao trabalho escravo. Outra 
medida de destaque tomada por Constantino foi a fundação de uma segunda capital 
do império – Istambul hoje – situada no Oriente, com a finalidade de garantir a 
proteção da fronteira do leste. 
Teodósio (378-395) oficializou o cristianismo e, em 395, dividiu o império 
romano em dois, do oriente, Constantinopla e ocidente, Roma. Ao final de seu 
governo, os bárbaros conseguiram se infiltrar por todo o império. O que culminou 
nas invasões e na queda definitiva do império ocidental, em 476, quando a tribo dos 
hérulos, chefiada por Odoacro, derrubou o último Imperador romano, Rômulo 
Augusto. 
Foram diversos os fatores que causaram a decadência romana, destacando-
se o imperialismo, as guerras civis, a anarquia militar, a crise do escravismo, a 
ascensão do cristianismo e as invasões bárbaras. 
O imperialismo romano e as guerras civis internas foram responsáveis pela 
ampliação do aparelho militar e burocrático, bem como pela instabilidade política. As 
sucessivas lutas pelo poder geraram corrupção, descontrole político, queda de 
valores tradicionais, desencadeando uma séria crise moral. 
No século III, impôs-se a anarquia militar: as legiões entronavam e 
destronavam imperadores segundo interesses imediatos (de 211 a 284, cerca de 20 
imperadores). 
A crise do escravismo, ocasionada pelo fim das guerras de conquistas e que 
fez escassear o número de prisioneiros, tornou-se um obstáculo para a produção, 
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UNIDADE 19 - IMPÉRIO ROMANO: ascensão e queda 
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baseada, fundamentalmente, na escravidão. Os proprietários foram então obrigados 
a arrendar suas terras a camponeses, que se sujeitavam a pagar quaisquer tributos 
que lhes fossem cobrados. Substituía-se o escravismo pela servidão rural. 
O crescimento do cristianismo foi outro fator de desagregação do império, 
pois se opunha a estrutura militar e escravocrata, sustentáculo do Império romano. 
A crise econômica, advinda da crise escravista, resultou a diminuição de 
receitas para cobrir os gastos com a manutenção da burocracia e do exército. Ao 
lado disso, houve uma nítida diminuição de áreas cultivadas, devido à falta de mão 
de obra, o que veio a encarecer os produtos. Ao mesmo tempo, estava 
desvalorizada a moeda, devido à diminuição de metais nobres, como ouro e prata, 
único meio de que dispunha para saldar seus compromissos. Houve como 
consequência, uma inflação crescente, que resultou num caos monetário, no início 
do século III, e que acelerou a decadência econômica. 
A volta para uma economia rural de subsistência fez com que a população 
rural se isolasse em vilas autossuficientes e autônomas, para poder enfrentar a crise 
geral do Império. Finalmente, as invasões bárbaras minaram as forças imperiais, já 
agonizantes, tomando pouco a pouco seu território e pondo fim ao Império romano 
em 476. 
 
BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
INDICAÇÕES 
Aprofunde seus conhecimentos nos sites abaixo: 
Disponível em: <http://educaterra.terra.com.br/voltaire/artigos/gladiadores.htm> 
Acesso em 24 de junho de 2014. 
 
Disponível em: <http://www.lmc.ep.usp.br/people/hlinde/Estruturas/coliseu.htm> 
Acesso em 24 de junho de 2014. 
 
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UNIDADE 20 - CIVILIZAÇÕES INDIANA E CHINESA NA ANTIGUIDADE 
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CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Analisar aspectos elementares, tais como: sociais, políticos e culturais da 
civilização indiana e chinesa durante a antiguidade. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Escavações no vale do Rio Indo, realizadas especialmente na década de 
1920, ampliaram os conhecimentos sobre as cidades de Mohenjo-Daro e Harappa. 
A região pertenceu a Índia e hoje está no território do Paquistão, criadoem 1947. As 
descobertas mostraram que as civilizações que antes eram denominadas 
“civilizações do Indo” se estendiam muito além do vale desse rio. As duas cidades, 
distantes 600 quilômetros entre si, foram erigidas em 3000 a.C. Possuíam 
canalização de água e esgoto, com algum tratamento, distribuição das edificações 
em forma de um tabuleiro de xadrez e um governo centralizado; um grande sinal de 
desenvolvimento urbano para a época. 
 
Ruínas de Mohenjo-Daro. 
Fonte: http://www.historiazine.com/2009/07/os-harappeanos.html. Acesso em 28 de junho de 2014. 
A civilização desenvolvida nesta área, ficou conhecida como dravidiana, em 
referência aos drávidas, grupo étnico que habitava o sul da Índia e comunicavam-se 
através de idiomas que não pertenciam às línguas indo-europeias. 
 
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UNIDADE 20 - CIVILIZAÇÕES INDIANA E CHINESA NA ANTIGUIDADE 
Thiago Thomaz Garcia 
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Ainda não se compreende como a civilização dravidiana desapareceu, 
supõe-se condições climáticas adversas severas. 
No decorrer do segundo milênio antes da era Cristã, de forma lenta, com 
imigrações e invasões, a região registra a chegada de povos seminômades indo-
europeus, chamados de ários ou arianos. Dominando a escrita, os ários 
descreveram sangrentos conflitos por meio dos quais teriam se instalado no vale do 
Rio Indo. Esses textos, que forma escritos em sânscrito, são conhecidos como 
Vedas, que significa “conhecimento”. Por isso a civilização que surge nesse 
momento é chamada de védica. A civilização védica está na base histórica da Índia 
como hoje a conhecemos. Sua cultura foi compartilhada pelos diversos reinos que 
se formaram na região. Caracterizava-se pela religião – hinduísmo (adoração de 
várias divindades, inclusive animais e a crença na reencarnação, onde o objetivo 
principal é alcançar a plena purificação – o chamado nirvana) e, posteriormente, o 
bramanismo – e pela forma de organização social – o sistema de castas (domínio 
dos guerreiros e dos sacerdotes sobre os demais grupos sociais). 
 
A China antiga 
Aproximadamente em 1700 a.C. encontramos no norte da China suas 
primeiras cidades, no vale do Rio Amarelo. Os reis da dinastia Chang criaram, com 
base na unificação de várias cidades e suas áreas de influencia, um grande Estado 
que teve continuidade até aproximadamente 1100 a.C. O que se sabe sobre a 
dinastia Chang vem de objetos rituais, como cascas de bambu, ossos e cascos de 
tartaruga, e textos escritos em ideogramas encontrados em escavações realizadas 
entre 1920 e 1930. 
A capital do reino Chang foi mudada algumas vezes, mas se estabeleceu em 
Yin. A rica cultura material incluía a criação de vasos de bronze decorados com 
imagens de seres míticos e animais, esculturas em jade e instrumentos musicais. 
Ergueram-se palácios, tumbas e fortificações, envolvendo o trabalho de milhares de 
camponeses e escravos. 
Línguas  indo‐europeias: grupo  linguístico que  inclui, por exemplo,  latim,  russo, polonês e uma 
série de dialetos. 
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Uma invasão de povos vindos de um reino a oeste, os Chou (ou Zhou), por 
volta de 1100 a.C., derrubou a dinastia Chang. Foi durante a dinastia Chou que se 
firmou a denominação Reino do Meio, atribuída pelos próprios chineses, que 
acreditavam ser o centro do mundo. Houve nesse período um grande impulso 
cultural, muitas vezes lembrado como Idade de Ouro da filosofia chinesa. 
Uma das fontes importantes para o conhecimento desse período da história 
da China são os escritos de Confúcio, que viveu no século Vl a.C. Ele deixou uma 
grande obra, reunindo muitos textos antigos por seu valor moral, sem se preocupar 
com a veracidade histórica. 
 
 
 
 
 
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BUSCANDO CONHECIMENTO 
 
Disponível em: <http://www.historiazine.com/2009/07/os-harappeanos.html> Acesso 
em 29 de junho de 2014. 
 
Disponível em: 
<http://discoverybrasil.uol.com.br/china_antiga/dinastias_chinesas/dinastia_shang/> 
Acesso em 29 de junho de 2014. 
 
Documentário – Construindo um império: China. 
Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=gxaLsQq9cyY> Acesso em 28 de 
junho de 2014. 
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