Aula 09. Especiação
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Aula 09. Especiação


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Especiação 
Especiação alopátrica 
Especiação alopátrica 
\uf097 É a evolução de barreiras reprodutivas em populações que são 
impedidas por uma barreira geográfica de trocar genes 
 
\uf097 É o resultado de acúmulo de diferenças genéticas entre populações 
isoladas 
Especiação alopátrica 
\uf097 Uma barreira física (montanha, 
rio) reduz o fluxo gênico 
 
\uf097 Diferenças acumulam entre as 
populações 
 
\uf097 Quando novamente estas 
populações divergentes entram 
em contato, elas não mais se 
intercruzam. 
 
Uma espécie nova surge por dispersão de 
uma população 
Especiação alopátrica 
 
 
Vicariância (barreira extrínseca) 
 
Dispersão 
 
Especiação alopátrica 
Por vicariância: 
\uf097 Barreira extrínseca 
\uf097 É a típica especiação por separação 
geográfica. 
 
\uf097 Geralmente, uma barreira extrínseca 
separa as populações que acumulam 
diferenças devido a mutações, deriva e 
seleção natural. 
 
\uf097 Eventualmente uma barreira reprodutiva 
também aparece, formando duas espécies 
de acordo com o CBE. 
 
Especiação alopátrica 
\uf097 As populações de micos do gênero 
Saguinus foram separadas pelo 
Rio Amazonas e afluentes. 
 
\uf097 Nas regiões onde os rios são 
largos, populações de margens 
opostas não se intercruzam e se 
divergem em direção a espécies 
separadas. 
 
\uf097 Onde o rio é estreito, as 
populações ainda se intercruzam. 
 
Especiação alopátrica 
FLUXO GÊNICO É REDUZIDO !!!! 
Especiação alopátrica 
Por dispersão 
 
\uf097 pela migração para regiões 
separadas 
Especiação Peripátrica 
Peripátrica 
 
\uf097 É a especiação devido à dispersão (ou isolamento) de poucos 
migrantes para outra área. 
 
\uf097 Estes migrantes fundam uma nova população periférica: efeito 
fundador. 
 
\uf097 Deriva genética e seleção natural divergente geralmente atuam na 
diferenciação. 
 
\uf097 Eventualmente uma barreira reprodutiva aparece entre as populações 
alopátricas, formando duas espécies de acordo com o CBE. 
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1. Desastre duplo: Não obstante as moscas da fruta da ilha estarem 
separadas geograficamente de seus parentes do continente, apenas algumas 
das larvas sobreviveram a viajem angustiante para finalmente colonizar a 
ilha. 
2. Genes raros sobrevivem: Os poucos sobreviventes por acaso levam alguns 
genes que são raros na população do continente. Um desses genes raros 
acaba causando uma pequena variação na dança do acasalamento. Outro 
causa uma ligeira diferença no formato da genitália masculina. 
Este é um exemplo do efeito fundador. 
3. Deriva da frequência gênica: Essas pequenas diferenças, que são raras no 
continente, derivam para fixação em pequenas populações da ilha ao longo 
de algumas gerações, ou seja, a população inteira da ilha acaba tendo esses 
genes. 
4. Mais mudanças: Como a população da ilha cresce, as características únicas 
de reprodução na ilha resultam em uma cascata de mudanças causadas pela 
seleção sexual. As moscas também vivenciam a seleção natural que favorece 
indivíduos mais bem adaptados ao clima e alimentos da ilha. 
 5. Especiação: Depois de algumas gerações, as moscas da ilha tornam-se 
reprodutivamente isoladas das moscas do continente. 
Especiação alopátrica 
\uf097 A deriva genética age mais rapidamente em populações pequenas. 
\uf097 Deriva genética e talvez, fortes pressões seletivas, causariam uma 
rápida mudança genética na pequena população. 
 
 
Seleção natural Divergente e/ou 
deriva genética 
= Especiação 
Seleção natural Divergente e/ou 
Deriva genética 
= Especiação 
Especiação alopátrica 
Especiação alopátrica Peripátrica 
Especiação Peripátrica 
\uf097 Diferenciação peripátrica foi iniciada pela dispersão de poucos 
indivíduos (efeito fundador) de M. hemimelaena para uma 
pequena floresta boliviana isolada por pelo menos 3000 anos do 
fragmento maior e contínuo de habitat florestal. 
Divergência de canto e frequências alélicas divergentes indicam 
que está ocorrendo diferenciação peripátrica, mas neste caso 
chamamos de especiação incipiente (ainda são subespécies). 
Especiação Peripátrica 
\uf097 População foi isolada na ilha 
\u201cMoleques do Sul\u201d desde o fim da 
última Glaciação (12.000 anos atrás) 
pelo aumento do nível do oceano 
Atlântico 
 
\uf097 Possui baixíssima diversidade 
genética, resultada de um efeito 
fundador e do baixo tamanho 
populacional efetivo (N. ao redor de 
40 indivíduos). 
 
\uf097 A espécie possui peculiaridades 
morfológicas e genéticas típicas de 
táxons endêmicos de ilhas. 
Cavia intermedia 
Especiação Alopátrica e Peripátrica 
Especiação Parapátrica 
Ocorre em um continuum populacional. 
\uf097 Populações de uma espécie extensamente distribuídas divergem 
por adaptação a ambientes diferentes 
 
 
 
 
 
 
 
\uf097 A espécie (e suas populações) é distribuída por uma ou mais áreas 
adjacentes com diferentes nichos, ambientes e pressões seletivas. 
\uf097 A seleção divergente leva cada população a uma adaptação local. 
 
Especiação Parapátrica 
\uf097 Entre estas populações forma-se uma zona híbrida, cujos indivíduos 
não são bem adaptados a nenhum dos dois ambientes das 
populações parentais. 
\uf097 A zona híbrida serve como um barreira ao fluxo gênico entre as duas 
populações localmente adaptadas que podem se tornar novas 
espécies. 
Especiação Parapátrica 
 
\uf097 parte da população se adaptou 
a um hábitat adjacente ao da 
população/espécie parental 
 
\uf097 Grupo populacional divergente 
possui uma combinação única 
de características adaptadas 
localmente 
 
\uf097 Pequeno pássaro verde de 
Camarões, África, com várias 
espécies adjacentes, uma em 
cada ecossistema. 
 
Zonas Híbridas na Especiação Parapátrica 
\uf097 Quando duas populações de 
uma espécie divergem 
geneticamente em áreas 
adjacentes com habitats 
diferentes pode-se formar uma 
zona híbrida interpopulacional 
 
\uf097 Esta região de contato das duas 
populações é chamada de 
\u201czona híbrida\u201d 
Especiação Simpátrica 
\uf097 Não requer distância geográfica em larga escala para reduzir o 
fluxo gênico entre as partes de uma população. 
\u2022 É um modelo que não envolve isolamento geográfico em 
populações habitando a mesma área restrita. 
 
\u2022 Se dá quando uma barreira biológica ao intercruzamento se origina 
dentro dos limites de uma população, sem nenhuma segregação 
espacial das "espécies incipientes" (que estão se diferenciando). 
Especiação Simpátrica 
\uf097 Especiação simpátrica em moscas maggot (Rhagoletis pomonella) 
A mosca da fruta (maggot) é nativa da América do Norte, mas as maçãs não. Originalmente, as 
maggots se alimentavam de hawthorn (pilrito: fruta nativa dos EUA), mas agora também de 
maçãs. 
As duas plantas hospedeiras fornecem recursos em diferentes épocas do ano. A especialização 
para se alimentar de maçãs está associada o aparecimento de larvas em épocas diferentes do 
das que utilizam hawthornes. 
\uf097 Peixes ciclídeos do lago Barmobi Mbo em Camarões 
Especiação Simpátrica 
\uf097 Escolha de parceiros em duas espécies de ciclídeos do Lago Victoria (África) 
Especiação Simpátrica 
Resumindo.... 
 
Resumindo.... 
 
Especiação Peripátrica (tipo de alopátrica) 
 ocorre no limite extremo da distribuição ou por dispersão 
de indivíduos. As populações filhas ficam isoladas 
geograficamente e sofrem um efeito fundador. 
 
Especiação Parapátrica 
ocorre por isolamento genético/adaptativo ao longo da 
distribuição geográfica em áreas adjacentes contínuas 
com diferenças de habitat.