Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
Laje Bubbledeck 
Características gerais e viabilidade executiva 
 
Ossimar Fernandes Duarte Júnior 
juniorfd@gmail.com 
MBA Gerenciamento de Obras, Tecnologia e Qualidade da Construção 
Instituto de Pós-Graduação - IPOG 
Goiânia, Goiás, 08 de junho de 2014 
 
 
Resumo 
 
Com o crescente número de novas tecnologias e técnicas no ramo da construção civil, para 
cada tipo de edificação tem-se um determinado método construtivo mais indicado no que diz 
respeito ao custo-benefício. Dessa forma, o presente trabalho visa a caracterização de um 
sistema construtivo de estruturas de concreto armado, a BubbleDeck, através de um 
comparativo com outro método construtivo, a laje nervurada com fôrmas plásticas. 
Foram realizadas pesquisas e levantamentos buscando enumerar e classificar as vantagens e 
desvantagens de cada uma. Assim, foram criadas tabelas comparativas, onde verificou-se que 
para determinados tipos de obra, o uso da BubbleDeck torna-se competitivo em diferentes 
quesitos. 
 
Palavras-chave: Bubble-Deck. Bubble. Esferas plásticas. Laje. Sistema construtivo. 
 
1. Introdução 
 
A BubbleDeck aparece no cenário da construção civil como mais uma das possíveis soluções 
apresentadas pelos fabricantes, no que diz respeito a estrutura de concreto armado. Estas 
alternativas visam, na sua maioria, proporcionar agilidade na execução das obras e redução 
dos custos do material e da mão de obra, com foco na relação custo-benefício proporcionada 
ao empreendimento. 
Conforme publicado no Estado de São Paulo [20], estimativas do Sindicato da Indústria da 
Construção Civil do Estado de São Paulo (SINDUSCON-SP), ao final do ano de 2011, o 
Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil deve crescer 6,1% se comparado ao ano de 
2010. Este fato ocorre paralelamente ao desenvolvimento do país, em consonância com o 
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, que está diretamente 
ligado ao déficit de moradias, além de eventos de magnitude mundial, como a Copa do 
2 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
Mundo de Futebol e as Olimpíadas. 
Para se manter competitivo e eficiente na elaboração e execução de projetos, os profissionais 
da construção civil devem se atentar a novas tecnologias que ofereçam soluções inteligentes 
tanto no que se refere a características específicas de cálculo quanto no sistema construtivo 
além de saber contestar as soluções convencionais, quando esta não for a melhor alternativa. 
Desta forma, o presente trabalho se justifica pela necessidade de verificar e avaliar as 
características e potencialidades do sistema construtivo em laje BubbleDeck. 
A Figura 4 apresenta a divisão em percentual do custo da execução de estrutura de concreto 
armado para um pavimento tipo de edifício residencial. 
 
 
 
Figura 4 – Composição de custo do pavimento 
 
 
2. Objetivos 
 
2.1. Objetivo Geral 
O presente artigo tem como objetivo geral estudar, do ponto de vista estrutural e construtivo, 
o sistema de laje tipo BubbleDeck. 
 
2.2. Objetivos Específicos 
 
Realizar estudo comparativo dos custos de produção, envolvendo fôrmas e escoramentos para 
diversos tipos de lajes; 
3 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
Realizar estudo comparativo das características de tipos de laje mais utilizados e demonstrar 
diferenciais entre cada uma delas. 
Avaliar procedimentos de execução em obras que utilizam a tecnologia BubbleDeck, expondo 
vantagens e dificuldades previstas, bem como tempo de execução e demanda de mão de obra. 
 
 
 
 
 
3. Laje BubbleDeck – Características Gerais 
 
Segundo Freire [19] a combinação das esferas plásticas com malha de aço na laje tipo 
cogumelo permite o aumento de vão nas duas direções e acarreta as seguintes vantagens: 
liberdade de projetos, que podem ser adaptados em desenhos irregulares; redução de peso 
próprio, acarretando menor carga na fundação; eliminação de vigas, que proporciona maior 
rapidez na execução de estrutura e alvenaria, e redução do consumo de concreto, fôrma e 
escoramento. 
 
Tais características levam a concorrência com o sistema de laje nervurada, que tem como 
principal vantagem a redução do volume de concreto, possibilitando grandes vãos e/ou 
sobrecargas, além de bons resultados econômicos. 
 
No que tange ao tema sustentabilidade e preservação ambiental, a tecnologia possui selo 
verde devido às esferas serem produzidas com material reciclado e reduzir o consumo de 
concreto e de fôrmas de madeira. 
 
De acordo com Freire [19], a cada metro quadrado contruído de laje BubbleDeck (para uma 
laje de 23 cm) são retirados 1 Kg de plástico do meio ambiente. Para cada um milhão de 
metros quadrados fabricados com laje maciça há uma economia de 24,4 mil m³ de concreto 
com a tecnologia. 
 
A tecnologia está em conformidade com a NBR 15.575/2010 “Edifícios habitacionais de até 
cinco pavimentos – Desempenho”, a qual discorre sobre, entre outros, conforto térmico e 
acústico da estrutura. 
 
Seguindo verificações realizadas, de acordo com o descrito por Freire [19], e com critérios da 
ISO 834, em caso de incêndio, as esferas carbonizam sem emitir gases tóxicos e a resistência 
4 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
ao fogo pode variar de uma a duas horas, dependendo da cobertura de concreto acima das 
esferas. 
 
Para projetos já executados, destaca-se o Millennium Tower, em Rotterdam, Holanda, o qual 
foi possível adição de dois pavimentos já durante a obra, devido as características da 
tecnologia, além de redução de tempo de execução e conseqüentemente de custos. 
 
 
 
 
 
 
Figura 5 - Millennium Tower 
Fonte: http://www.skyscraperpicture.com (26/09/2011) 
 
 
No Brasil, foi executada obra de ampliação da sede da construtora Odebrecht em Salvador, 
com aproximadamente 1000 m², a fotografia da obra pode ser observada na Figura 6. Está 
previsto ainda para este ano de 2011 o início da construção do novo Centro Administrativo do 
Distrito Federal em Brasília e para o ano de 2012, um edifício residencial de 12 pavimentos 
em Goiânia, Goiás. 
 
 
 
5 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
 
 
Figura 6 – Execução de sede da Odebrecht 
Fonte: Wlicio Nascimento. Acervo pessoal 
 
Como fonte para estudo comparativo do sistema construtivo BubbleDeck com outros métodos 
utilizados atualmente, foram utilizadas tabelas fornecidas pelos fabricantes. 
As características do sistema BubbleDeck dependem das dimensões das bubbles (esferas 
plásticas), que variam de 18 a 36 cm, conforme apresentado na Tabela 1. O diâmetro dasesferas implica diretamente a espessura da laje, que considerando o cobrimento, variam de 23 
a 45 cm de espessura. Os itens que indicarão os parâmetros para comparação são “carga” e 
“vão” que a estrutura suporta. A coluna “concreto” demonstra o consumo deste material por 
metro quadrado de estrutura, verifica-se que, para maiores carregamentos, indica-se maiores 
diâmetros de esferas, propiciando a transposição de maiores vãos de laje 
 
 
Tabela 1 - Tabela de especificações BubbleDeck 
 
Tipo 
Espessura 
laje (mm) 
Diâmetro 
esferas 
(mm) 
Vão 
(m) 
Carga 
(Kgf/m²) 
Concreto 
(m³/m²) 
BD230 230 180 7 a 10 370 0,15 
BD280 280 225 8 a 12 460 0,19 
BD340 340 370 9 a 14 550 0,23 
BD390 390 315 10 a 16 640 0,25 
BD450 450 360 11 a 18 730 0,31 
6 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
Fonte: www.bubbledeckbrasil.com / 2011 
 
 
As lajes do tipo nervuradas são as que têm proposta semelhante a da BubbleDeck, por se 
tratar de métodos com consumos de material, características de cálculos e seqüência executiva 
diferentes de lajes maciças convencionais. Baseado nisso, foram adotados como referência as 
características técnicas da fabricante de cubetas plásticas ATEX. 
 
Na Tabela 2, verifica-se que as características do sistema construtivo se apresentam de acordo 
com as dimensões das fôrmas para a laje nervurada. As três primeiras colunas apresentam 
altura da fôrma, lâmina de concreto acima da fôrma e altura total da laje respectivamente. 
 
Tabela 2 - Especificações ATEX 
 
Altura da 
Fôrma 
Espessura 
da Lamina 
Altura 
Total 
Volume do 
Vazio 
Peso 
Próprio 
Volume 
Concreto 
cm cm cm m³/m² KN/m² m³/m² 
20 5 25 0,135 2,85 0,114 
25 5 30 0,164 3,4 0,136 
30 5 35 0,191 3,98 0,159 
35 5 40 0,214 4,65 0,186 
40 5 45 0,231 5,48 0,219 
Fonte: www.atex.com.br / 2011 
 
Para efeitos de cálculos estruturais são apresentados os dados “peso próprio” para cada 
dimensão de fôrma e sua respectiva lâmina e o consumo de concreto por metro quadrado. 
Dentre os itens referente a material, além do consumo de concreto e aço, deve-se atenção 
também a fôrma e escoramentos utilizados para a execução de cada um dos sistemas 
construtivos de lajes. 
 
 
7 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
 
 
Figura 7 – Sitema pré-laje BubbleDeck 
Fonte: Wlicio Nascimento. Acervo pessoal 
 
 
Quanto ao escoramento, estudo realizado pela BubbleDeck, resultou no esquema mostrado na 
Figura 8. O estudo contemplou características como a quantidade de escoras e seu 
espaçamento, em comparação com a laje nervurada. 
 
Figura 8 – Esquema representando escoramento 
 
 
 
Fonte: Apresentação BubbleDeck (27/09/2011) 
 
8 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
O comparativo apresentado foi desenvolvido para laje nervurada ATEX 900 e BubbleDeck 
BD450 (sistema pré laje), para a obra do Estádio Kleber Andrade, em Vitória – ES e resultou 
em redução de mais de 60% da quantidade total do escoramento, o que implica ainda a 
redução de mão de obra, segundo estudo feito pela BubbleDeck. 
 
A análise da tecnologia depende ainda do consumo de mão de obra necessária para execução 
da obra através do sistema construtivo adotado. No que tange esse quesito, existe ainda a 
problemática relativa a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada devido ao mercado 
da construção civil aquecido no país. 
 
4. Resultados e discussões 
 
É apresentada a seguir, tabela comparativa de consumo de materiais necessários para 
execução de estruturas de concreto armado através de três métodos construtivos: laje 
convencional (maciça), laje nervurada e laje BubbleDeck. Para seleção dos tipos de laje a 
serem comparadas foram selecionadas aquelas com vão máximo equivalentes ou próximos. A 
partir deste critério, é possível fazer comparativo de consumo de materiais. 
 
 
Tabela 3 - Consumo de matérias de diferentes tipos de lajes 
 
TIPO DE 
LAJE 
ESPESSURA 
DA LAJE 
(cm) 
VÃO 
MÁXIMO 
(m) 
CONSUMO 
AÇO (Kg/m²) 
CONCRETO 
(m³/m²) 
FÔRMA 
(m²/m²) 
MACIÇA 25,00 10,80 22,50 0,250 1,00 
NERVURADA 
ATEX900 
37,50 10,80 6,30 0,173 - 
BUBBLE DECK 
- BD 230 
23,00 10,00 20,00 0,150 - 
 
 
De início, verifica-se a laje tipo maciça apresenta os maiores índices de consumo de materiais. 
Isso ocorre devido ao vão adotado como referência ser relativamente grande para este sistema. 
A construção com este sistema não seria impossível, mas provavelmente inviável. 
 
Para o consumo de concreto o melhor resultado é para o sistema BubbleDeck, que é uma das 
principais vantagens citadas pela empresa e em artigos científicos. Esta vantagem não está 
ligada apenas a economia de concreto em laje propriamente dita, mas sim ao fato de a 
estrutura ter o peso expressivamente menor do que em outros sistemas construtivos, fato este 
9 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
que acarreta redução na carga da fundação e influencia todo dimensionamento estrutural, 
além de reduzir o tempo de concretagem e, conseqüentemente, proporcionar maior velocidade 
na execução dos pavimentos. 
Quanto ao item “consumo de aço”, o sistema de laje nervurada apresenta o menor consumo, 
entretanto, levando em consideração o novo cálculo estrutural proposto pelo sistema 
BubbleDeck devido a redução peso da estrutura, o consumo de aço para pilares e vigas pode 
sofrer redução, tornando-se assim competitivo em relação ao da laje nervurada. 
 
O insumo “fôrma” não é mensurado na tabela para os itens BubbleDeck e laje nervurada por 
nenhum dos métodos utilizarem fôrma convencionais e apresentarem particularidades. Para 
lajes nervuradas é necessário o aluguel, ou compra, das cubetas plásticas e montagem das 
mesmas, e para BubbleDeck a fôrma pode chegar a zero se utilizado o sistema pré-laje, 
lembrando que os dois sistemas podem exigir alguma pequena quantidade de fôrmas para os 
capitéis. 
 
Considerando os consumos de materiais para a execução de lajes através de diferentes 
métodos construtivos e se valendo de valores de mercado, elaborou-se a tabela 4 com custos 
para execução de 1 m² de laje. 
 
 
Tabela 4 - Custo de material para execução de 1 m² de laje 
 
TIPO DE 
LAJE 
CONSUMO 
TOTAL 
AÇO CONCRETO FÔRMA BUBBLES ESCORAMENTO 
NERVURADA 
ATEX 900 
R$ 32,13 R$ 43,25 R$ 64,80 - R$ 0,91 R$ 141,09 
BUBBLE 
DECK - BD 230 
R$102,00 R$ 27,50 - R$ 24,50 R$ 0,46 R$154,46 
 
A análise do custo de execução somente da laje apresenta diferença de aproximadamente 10% 
a mais para BubbleDeck. Foi considerado nesta composição o aluguel de cubetas plásticas e o 
fornecimento de esferas plásticas. O tipo de escoramento utilizado para esta composição é o 
metálico alugado, para um período de trinta dias, considerando escoramento e reescoramento.É necessário além da análise do consumo de material, o custo de mão de obra necessária para 
executar as lajes para os diferentes métodos, conforme apresentado na tabela 5. 
 
 
Tabela 5 - Custo de mão de obra para execução de 1m² de laje 
TIPO DE CONSUMO TOTAL 
10 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
LAJE ARMAÇÃO CONCRETAGEM FÔRMA ESCORAMENTO 
NERVURADA 
ATEX 900 
R$ 0,62 R$ 7,21 R$ 9,92 R$ 3,77 R$ 21,52 
BUBBLE DECK 
 BD 230 
R$ 0,14 R$ 4,92 R$ 1,79 R$ 2,02 R$ 8,87 
 
 
A tecnologia BubbleDeck apresenta economia de consumo de mão de obra acima de 40% se 
comparado a laje tipo nervurada. Isso se deve a diferença da seqüência executiva e da 
industrialização do processo. O item armação no sistema BubbleDeck refere-se apenas ao 
posicionamento das telas de aço para montagem do modulo, dispensa mão de obra 
especializada, corte, dobra e montagem de barras no local de execução da estrutura. 
 
A concretagem apresenta valores diferentes para cada sistema devido ao diferente consumo de 
concreto. 
 
No que se refere a quantidade de fôrma, para laje nervurada a montagem de guias de 
reescoramento, posicionamento e retiradas das fôrmas plásticas e para BubbleDeck a 
colocação da esferas de plásticos para montagem do módulo pré-laje, esta última também 
dispensa o uso de mão de obra especializada. O escoramento, como citado anteriormente, 
apresenta redução de mão de obra por não necessitar de tantas escoras quanto ao sistema de 
laje nervurada. 
 
 
5. Conclusão 
 
Verificou-se, através de estudo comparativo realizado com vãos semelhantes de lajes 
executadas nos sistemas BubbleDeck, maciça e nervurada ATEX, que a tecnologia quando 
aplicada na alternativa “painel pré-fabricado”, além de eliminar a utilização de forma 
assoalho, reduz cimbramento e o consumo de concreto. 
 
Analisando apenas o consumo de materiais, somado ao maior consumo de aço, esta 
composição de custos para diferentes tipos de lajes não apresenta resultado econômico 
interessante. Entretanto, a redução do escoramento, a ausência de fôrmas assoalho e o tipo de 
aço ser apenas tela, implicam significativa diminuição da mão de obra necessária para a 
execução da estrutura segundo esta tecnologia. 
 
11 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
O sistema de escoramento reduzido, além de implicar diretamente o custo de material, 
influencia também a demanda de mão de obra para montá-lo e desmontá-lo, gerando redução 
do tempo de execução da estrutura. 
 
A eliminação de fôrmas assoalhos para lajes implica a economia de material, mão de obra 
para fabricar as peças com dimensões necessárias, montagem e desforma após concretagem. 
Essas vantagens somente são possíveis com execução do sistema pré-laje, o qual exige que os 
painéis sejam montados em local diferente de seu destino final (pavimento). 
 
O aço, apesar de apresentar consumo maior em relação a outros sistemas, dispensa mão de 
obra especializada para sua montagem. É utilizado telas que já saem da indústria de acordo 
com especificações exigidas pela BubbleDeck, que serão posicionadas em local especifico 
para montagem do módulo, composto também pelas esferas plásticas. 
Especificamente para o vão analisado, a tecnologia Bubbledeck apresentou vantagens não 
somente econômicas, mas também do ponto de vista de execução, ou seja, permitindo 
maximizar a industrialização e a simplificação do processo com conseqüente redução de mão-
de-obra. 
 
Dentro do contexto em que o mercado oferece limitações quanto a disponibilidade de mão de 
obra, principalmente especializada, relativa escassez de material e projetos cada vez mais 
ousados, é imprescindível confrontar os métodos convencionais usados atualmente fazendo, 
por exemplo, uma análise de viabilidade para a aplicação não só da BubbleDeck, mas 
também de outros métodos construtivos que possam vir a diminuir custos e facilitar a 
execução dessas obras. 
 
Tais estudos devem ter como objetivo aproveitar todas as vantagens que o sistema oferece, 
como a redução do peso da estrutura, que implica em vão maiores, redução na quantidade de 
pilares e das cargas na fundação e a industrialização do processo construtivo com mão de obra 
reduzida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. Referências 
[1] BOTELHO, MARCHETTI, M.H.C., O. CONCRETO ARMADO: eu te amo. São 
Paulo: Ed. Blucher, 2007. 265 p. 2ed. 2v. 
 
[2] TUTIKIAN, Bernardo Fonseca, DAL MOLIN, Denise Carpena. Concreto auto-
adensável. 1 Edição. São Paulo: Ed. PINI, 2008. 140p. 
 
[3] NAZAR, Nilton. Fôrmas e escoramentos para edifícios. 1 Edição. São Paulo: Ed. PINI, 
2007. 173p. 
 
[4] JAHU. Catalogo de produtos. 
 
[5] CICHINELLI, Gisele C.. Lajes ampliadas. Revista Téchne. São Paulo. 132 Edição. 
Pág.32 a 36. Março de 2008. 
 
[6] Passo a Passo: Lajes nervuradas com cubas plásticas. Equipe de obra. São Paulo. 16 
Edição. 
 
[7] ATEX. Catálogo de produtos. 
13 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
 
[8] SH Fôrmas e Escoramento. Catálogo de produtos. 
 
[9] TCPO: Tabelas de composição de preços para orçamentos. 1 Edição. São Paulo: Ed. 
PINI, 1999.283 p. 
 
[10] BubbleDeck C.I. Ltd. Technical Information Sheet 1, Sound Insulation. 2005. 
 
[11] BubbleDeck C.I. Ltd. Technical Information Sheet 2, Thermal Insulation. 2005. 
 
[12] BubbleDeck C.I. Ltd. Product Introduction. 2006 
 
[13] PINHEIRO, L. M., RAZENTE, J. A. Estruturas de concreto. USP. São Paulo. 2007. 
 
[14] HARDING, Paul. BubbleDeck – Advanced Structure Engineering. Cornerstone 30. 
Grand Rapids, USA. Pág.15 e 16. 2004. 
 
[15] FEENER, Andrew. Flexural Comparison of a Concrete BubbleDeck Slab. 2005. 
Dalhousie Univesity. Halifax, Nova Scotia. 
 
[16] LAJES PAULISTA. Laje treliçada com cerâmica. Disponivel em 
<http://www.lajespaulista.com.br/lajes-trelicadas-paineis-trelicados.php?lajes-pre 
moldadas=produtos&lajes=macico-Laje-> Acesso em: 10 de abril de 2011. 
[17] PONTES, Ricardo José Roriz.Tecnologia BubbleDecl. Revista Construir Mais. 
Goiânia. 1ª. Edição. Pág.15. Agosto de 2010. 
 
[18] NAKAMURA, Juliana. Pré-lajes. Revista Téchne. São Paulo. Reportagem disponível 
em < http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/149/imprime149925.asp> Acesso em 
02 de abril de 2011. 
 
[19] FREIRE, Augusto. Lajes de concreto com esferas plásticas. Revista Téchne. São Paulo. 
Reportagem disponível em < http://www.revistatechne.com.br/engenharia-
civil/138/imprime102422.asp>. Acesso em 02 de abril de 2011. 
 
14 
 
 
Laje Bubbledeck Características gerais e viabilidade executiva dezembro/2014 
 
ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia -8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014 
 
[20] HOLTZ, Fabiana. SindusCon: construção civil deve crescer 6,1% em 2011. Economia & 
Negócio. O Estado de São Paulo. São Paulo. Reportagem disponível em < 
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,sinduscon-construcao-civil-deve-
crescer-61-em-2011,46532,0.htm>. Acesso em 18 de maio de 2011

Mais conteúdos dessa disciplina