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* Etiopatogênese e degenerações celulares Curso: Odontologia Disciplina: Patologia geral Profa. Esp. Angelita Freitas Esp. Endodontia Esp. Implantodontia Mestranda em Endodontia Imperatriz-2018 * Objetivos: Conhecer a etiopatogênese geral das lesões; Compreender as degenerações celulares: glicogênica hidrópica hialina mucóide lipidoses esteatose * Revisão * Relembrando * Etiopatogênese geral das lesões * Agentes físicos * Agentes físicos * Agentes químicos * Agentes Químicos * Agentes biológicos * Agentes biológicos * Agentes biológicos * RESUMO: Lesão celular: Privação de oxigênio (hipóxia); Agentes físicos: trauma, choques, temperatruras extremas, radiação; Agentes químicos e drogas: sal, álcool, drogas, glicose, poluentes, venenos; Agentes infecciosos; Reações imunológicas- ativação do SI; Defeitos genéticos; Desequilíbrios nutricionais. * Alterações bioquímicas: Redução na fosforilação oxidativa; Diminuição da ATP- falha na bomba de Na+/K+; Desequilíbrio hidroeletrolítico; Lesão aos lípidios, proteínas e DNA; Acúmulo de proteínas anormalmente. * Lesões reversíveis Caracterizada por um estímulo nocivo leve que promove pequenas alterações funcionais passíveis de correção pela célula. * Alterações celulares Alterações regressivas, catabióticas, passivas: Metabolismo reduzido; Alterações progressivas, anabióticas, ativas: Metabolismo aumentado. * Degeneração Alterações regressivas das células: São lesões celulares reversíveis, decorrentes de alterações bioquímicas que resultam o acúmulo de substâncias no interior das células ou na MEC. modificações da estrutura citoplasmática e nuclear; diminuição da função celular. Sufixo para degenerações: ose * Classificação Distúrbios do metabolismo dos carboidratos; Distúrbios do metabolismo protídico; Distúrbios do metabolismo lipídico; Distúrbios do metabolismo dos pigmentos; Distúrbios do metabolismo mineral. * Patogênese da degeneração 1- Maior chegada da substância à célula- porém metabolismo normal; 2- Distúbios de metabolização intracelular, que chega em quantidade normal; 3- Formação de substância em maior quantidade na célula, porém a eliminação está normal; 4- Formação e metabolismo normal, porém eliminação deficiente. * Patogênese da degeneração 5- Formação e eliminação pela célula normais, porém há insuficiente gasto da substância. 6- Substância em quantidade normal dentro da célula, porém perde a capacidade de ligação a outras substâncias. 7- Substância passa a ser estranha a célula. * Importância do estudo: 1- Indicar a perturbação do metabolismo da célula; 2- Por ser a base das doenças degenerativas ou metabólicas. * * Degeneração glicogênica Glicogênio: Polissacarídeo Principal reserva energética das células Síntese: glicose polimerizada a glicogênio; Armazenado no fígado e músculos; Tecidos ricos em glicogênio: fibras de condução de estímulos no coração, hepatócitos, mucosa uterina. * Degeneração glicogênica Glicogênio: Solúvel em água; Apresenta-se, no interior das células sob forma de grânulos ou grumos. Deficiência nas enzimas que metabolizam o glicogênio. Acúmulo excessivo de glicose, ex: diabete melito. Muita reabsorção de glicose. * Acúmulo patológico do glicogênio Alguns cânceres; Diabete melito; Hepatite a vírus; Glicogenoses (I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX e X) * Glicogenoses Doença de von Gierke ou glicogenose tipo I; Rara, hereditária, crianças; Acúmulo de glicogênio no fígado e nos rins; Hepatomegalia, hipoglicemia, convulsão; Carência hereditária da glicose-6-fosfatase, responsável pela degradação do glicogênio em glicose. * Microscopicamente Células hepáticas: aumentadas de volume claras contorno nítidos (condensação do citoplasma) aspecto de célula vegetal. * Aspecto microscópico * Glicogenoses Armazenamento excessivo: Sofrimento Morte celular Dificuldade no transporte intracelular e transformações químicas. * Degeneração mucosa Mucopolissacaridoses Células mucosas; Aumento na produção de muco pelas cél. epiteliais; Situações: inflamações na mucosa e alguns cânceres; Degeneração e morte celular Trato respiratório, genital, digestivo, urinário. * Degeneração mucosa Doença Mucoviscidose/ fibrose cística. rara, hereditária; Crianças O muco produzido, em excesso e muito viscoso, pelo pâncreas, fígado e brônquios; Obstrução dos ductos excretores levando a várias complicações. * Fibrose cística Ambos os sexos; Doença genética; Comprometimento das glândulas que produzem muco, suor e enzimas pancreáticas. Sintomas: Tosses com secreção produtivas, pneumonias repetitivas, diarréias, dificuldade para engravidar e homens estéreis. * Degeneração MUCÓIDE Acúmulo de proteoglicanos nos tecidos conjuntivo e de sustentação; Aguda. Causas: Vírus, hiper ou hipotireoidismo, imunopatias. Frequência: Doenças degenerativas do aparelho locomotor; Ligamentos, tendões, meniscos... Artroses, rotura de menisco do joelho, hérnia de disco intervertebral e etc. * Degeneração mucóide Localização: Tecido fibroso denso de cápsulas articulares e bainhas tendinosas; Fibrocartilagem dos meniscos do joelho Discos intervertebrais Cartilagens articulares * Degeneração mucóide Microscopicamente: Acúmulo de substância mucóide; Aspecto claro e edematoso; mucopolissacárides ácidos; entre as fibras colágenas; Formam cistos com a substância; * Degeneração mucóide Patogênese: Lesão primária de células mesenquimatosas; Lesão secundária à composição patológica dos proteoglicanos. * Degeneração mucóide Consequências: Menisco do joelho- rotura do menisco; Disco intervertebral- hérnia de disco Artrose deformante (osteoartrite) * Degeneração hidrópica Primeira manifestação de quase todos os tipos de lesão celular; É o acúmulo de água no meio intracelular; Incapacidade da célula em manter o equilíbrio iônico. Desequilíbrio no controle osmótico; Membrana citoplasmática; Mecanismos de absorção e eliminação da água e eletrólitos. * Degeneração hidrópica Patogênese: Desequilíbrio iônico entre o sódio e potássio; Sódio fica retido intracelularmente- entrada de água- potássio do lado de fora; Célula se torna muito permeável; Entra muita água na mitocôndria diminuindo seu metabolismo e a produção de ATP. * Degeneração hidrópica Aspecto macroscópico: Aumento do volume tecidual; Tonalidade pálida; Perda da elásticidade do tecido; Brilho característicos. Fígado, rins e coração. Bolhas na pele após longas exposições ao sol. * Degeneração hidrópica Aspecto microscópico: Células aumentadas de volume; Núcleo não é descolado; Citoplasma em estrutura de rendilhado; Contornos celulares bem evidentes e corados. * Degeneração hidrópica FONTE: https://www.ufrgs.br/patologiageral/degeneracao-hidropica/ * * Degeneração hidrópica Etiologia: Hipóxia; Infecções bacterianas e virais; Hipertermia; Intoxicação endógenas e exógenas. * Esteatose É o acúmulo de gordura (lipídeos) em células, tecidos ou órgãos; Acúmulo de gordura neutra (triacilglicerol). Lipidose: acúmulo de gorduras complexas (colesterol). Importantes: devido a desnutrição e alcoolismo crônico; * Esteatose Acomete células parenquimatosas, mesenquimatosas e as substâncias intercelulares; Mais frequente: no fígado, rins e coração; Cor amarelado. * Esteatose Causas: Superalimentação; Carência alimentar (proteica); Carência de ácidos aminados para formar lipoproteínas; Prejuízo na formação do retículo endoplasmático e de suas enzimas- lipoproteínas. * Esteatose Causas: Esteatose porhipoxemia- menor oxidação dos ácidos graxos no fígado; Esteatose por tóxicos (drogas, etanol)- distúrbios na síntese proteica, deficiência na apoproteína; Caquexia cancerosa e infecções crônicas (tuberculose); Diabete melito- maior lipólise e liberação de ácidos graxos. Cetoacidose. * FONTE: http://3.bp.blogspot.com/_ZPwSyGtwDVQ/S5AzCQbnenI/AAAAAAAAADA/TDJAQeVDKag/s320/d7_fatty_liver_disease.jpg * * * * Degeneração hialina Hialinose; Alteração da constituição físico-química dos elementos proteicos, resultando em acúmulo no interior do citoplasma ou na MEC. Quando o acúmulo de proteína for fora da célula temos a condição chamada Amiloidose. * Degeneração hialina Grande importância pois está relacionada com doenças de grande interesse: Hipertensão essencial; Doenças de tecido conjuntivo; Colagenoses e outros * Degeneração hialina * Aspecto macro e micro Homogêneo Compacto Transparência e brilho Coloração pelos corantes ácidos eosinas e fucsina. * Degeneração hialina propriamente dita Depósito de proteínas no tecido conjuntivo fibroso e na parede dos vasos; Está relacionado com o processo de cicatrização, decorrente de processos inflamatórios- Quelóides; * Macroscopicamente: lesões elevadas, que crescem além das margens da lesão. * Quelóide Resposta exagerada à lesão; Proliferação de fibroblastos; Excessiva deposição extracelular de fibroblastos; Patogênese desconhecida; Fatores hereditários, raças asiática, africana, tensão cutânea, infecção. * Microscopicamente Histologicamente o queloide se caracteriza por: lesão dérmica consitituída por fascículos ou nódulos de fibras de colágeno espessas e hialinizadas e relativamente poucos fibroblastos. * Degeneração hialina Propriamente dita Sanguínea: Fibrinas de trombos Exudatos Degeneração da parte aquosa do exudato ou trombo; Fusão de grânulos de fibrina formando faixas largas no interior dos vasos. * Corpúsculos de Russell Processos inflamatórios oriundo dos plasmócitos; O plasmócito não consegue eliminar suas imunoglobulinas; Imunoglobulina em excesso nos plasmócitos; Interesse de patologista. * Gotícular renal Acúmulos de gotículas hialinas nos túbulos e mais raramente no glomérulo renal; Absorção da albumina em excesso na célula. Doença que causa proteinúria. Interesse de patologista. * Corpúsculo de Mallory Cirrose hepática, hipóxia, avitaminose A; Absorção anormal das proteínas do sangue pelos hepatócito. Hepatite alcoólica * * Responda: Com base nas informações da aula de hoje, ficou evidente a importância da homeostase celular para o bom funcionamento de células, assim evitando as lesões teciduais. Cite com suas palavras duas situações de problemas patológicos relacionados ao desequilíbrio celular aqui estudados. * Objetivos: Conhecer a etiopatogênese geral das lesões; Compreender as degenerações celulares: glicogênica hidrópica hialina mucoide lipidoses esteatose * Bibliografia FARIA, J.L, et al. Patologia Geral, fundamentos das doenças com aplicações clínicas. 4°ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. KUMAR, V; COTRAN, R.S; ROBBINS, S.L. Patologia básica. 5°ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1994.