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Local: A300 - 3º andar - Bloco A / Andar / Polo Tijuca / POLO UVA TIJUCA
Acadêmico: EAD-IL80070-20182A 
Aluno: NATHALIA AREA LEAO GARCIA DE SOUZA
Avaliação: A2-
Matrícula: 20172300004
Data: 7 de Junho de 2018 - 13:00 Finalizado
Correto Incorreto Anulada  Discursiva  Objetiva Total: 7,00/10,00 
1  Código: 29639 - Enunciado:  Leia, atentamente, o texto a seguir: Sob a perspectiva dessa gramática, o erro 
gramatical não existe, ou, melhor explicando, caracteriza-se como um “erro” apenas as formas ou estruturas que 
fogem ao funcionamento das diversas variedades de uma língua. Aceita-se, por exemplo, o uso do pronome “você” 
juntamente com “te” ou “tua”, ou ainda a substituição de “nós” por “a gente”. Ou seja, essa gramática trata os 
“erros” de maneira diferente: utiliza-se um critério social, estabelecendo como mais importante a interação entre os 
falantes, o contexto e o que é adequado a cada momento. (Adaptado de POSSENTI, 1996.) O texto está se referindo 
ao conceito de gramática:  
 a) Universal, como objeto de estudo da gramática gerativa que inclui várias percepções acerca do fenômeno. 
 b) Descritiva e funcional, com seu foco nas funções exercidas por cada elemento da língua e em seus usos. 
 c) Histórico-comparativa, em suas aproximações históricas de diversas línguas para formar uma genealogia. 
 d) Normativa e tradicional, com seu foco nas regras do bem falar e do bem escrever em cada povo e língua. 
 e) Gerativa, em seu estudo de todos os mecanismos necessários para a formação de sentenças na língua. 
Alternativa marcada:
b) Descritiva e funcional, com seu foco nas funções exercidas por cada elemento da língua e em seus usos. 
Justificativa: Resposta correta: Descritiva e funcional, com seu foco nas funções exercidas por cada elemento da 
língua e em seus usos.As gramáticas descritivas e funcionais não se ocupam com juízos de valor, atendo-se à 
descrição científica acerca de como o fenômeno linguístico ocorre em cada contexto de uso, tal como exemplificado 
pelo texto, a partir de critérios sociais. Distratores:Histórico-comparativa, em suas aproximações históricas de 
diversas línguas para formar uma genealogia. Errada, pois a linguística histórico-comparativa, mesmo em sua 
versão de gramática, realiza um estudo diacrônico, cujo objetivo é descrever o status de diversas línguas em um 
continuum temporal, relacionando-as umas às outras de forma a criar relações analógicas de parentesco. Gerativa, 
em seu estudo de todos os mecanismos necessários para a formação de sentenças na língua. Errada, pois a 
gramática gerativa se aplica ao estudo dos mecanismos sintáticos necessários à formação de sentenças antes 
mesmo de que sejam produzidas e, portanto, não considera as variações linguísticas por elas sofridas 
posteriormente em seu estudo, bem como juízos de valor.Universal, como objeto de estudo da gramática gerativa 
que inclui várias percepções acerca do fenômeno. Errada, pois a gramática universal é o objeto de estudo da 
gramática gerativa que estaria presente em todos os seres humanos, ainda que inativa, como mecanismo inato 
presente em um dispositivo de aquisição de linguagem (ou DAL) e, portanto, não está relacionada a variações 
linguísticas posteriores à etapa de aquisição de linguagem.Normativa e tradicional, com seu foco nas regras do bem 
falar e do bem escrever em cada povo e língua. Errada, pois a gramática normativa estabelece juízos de valor e 
noções de certo/errado com base nas normas de cada país e no que é considerado culto por cada sociedade e, 
portanto, não se relaciona com o enunciado. 
0,50/ 0,50 
2  Código: 29563 - Enunciado:  Uma das teorias relacionadas à aquisição de linguagem (WIETHAN et al., 2012, p. 984-
985) defende que esse estudo seja feito em analogia às conexões realizadas por neurônios em rede no cérebro 
humano. Demonstrando que o cérebro tem um alto grau de flexibilidade no tratamento da informação, além da 
capacidade de preencher lacunas quando necessário, essa abordagem defende que "não existe qualquer tipo de 
conhecimento inato da linguagem que seja de domínio específico ou localizado, porém adquirido por meio de 
processadores que, embora inatos e localizados, não são de domínio específico, ou seja, podem também processar 
informações de outros domínios. Além disso, defendem que o conhecimento linguístico não é localizado em regiões 
particulares do cérebro e que o cérebro infantil possui plasticidade e é altamente diferenciado no momento do 
nascimento". Esses pressupostos podem ser ligados ao: 
 a) Conexionismo, uma vez que se referem às conexões neuronais como modo de operação para a aquisição. 
 b) Inatismo chomskiano, uma vez que se referem ao estudo de estruturas mentais relacionadas à língua. 
 c) Construtivismo piagetiano, uma vez que se referem ao estudo do cérebro de acordo com sua faixa etária. 
 d) Interacionismo vygotskiano, uma vez que se referem à interação, considerando seus pares e conexões. 
 e) Behaviorismo, uma vez que se referem ao estudo de estímulos e modelos de comportamento do cérebro. 
Alternativa marcada:
a) Conexionismo, uma vez que se referem às conexões neuronais como modo de operação para a aquisição. 
Justificativa: Resposta correta: Conexionismo, uma vez que se referem às conexões neuronais como modo de 
operação para a aquisição.Refere-se ao texto-base e à vertente do conexionismo que toma o processo de atuação 
em rede dos neurônios, como elementos não especializados para uma função em especial, como forma de operação 
a ser considerada, analogicamente, nos processos de aquisição de linguagem. Ao propor que não existe 
0,50/ 0,50 
conhecimento inato de linguagem, essa corrente se distancia do inatismo e, ao não mencionar interações sociais 
posteriores ao período de maturação do cérebro, se distancia do behaviorismo, do construtivismo e do 
interacionismo. Distratores.Inatismo chomskiano, uma vez que se referem ao estudo de estruturas mentais 
relacionadas à língua. Errada, pois o inatismo prevê um grupo de estruturas cerebrais dedicadas, especificamente, à 
língua ou à linguagem, especializadas, algo que é desmentido pelo texto. Os neurônios não apresentariam nenhuma 
função inata: sua especialização ocorreria por conexão em rede.Construtivismo piagetiano, uma vez que se referem 
ao estudo do cérebro de acordo com sua faixa etária. Errada, pois o texto-base não se refere ao estudo por faixa 
etária, mencionando o cérebro, apenas em sua etapa de formação e infantil, estágios iniciais de 
maturação.Interacionismo vygotskiano, uma vez que se referem à interação, considerando seus pares e conexões. 
Errada, pois o texto-base não se refere à interação entre pares de nenhuma ordem. Além disso, os pares da teoria 
vygotskiana são pares em interação cotidiana, e não cerebrais ou mentais. O texto se refere a processos internos e a 
teoria interacionista, ainda que embasada em conceitos de operação da consciência, ao se referir a pares, menciona 
a interação socioambiental dos aprendizes com o mundo e entre si.Behaviorismo, uma vez que se referem ao estudo 
de estímulos e modelos de comportamento do cérebro. Errada, pois embora o behaviorismo estude modelos de 
comportamento e acredite em uma aquisição baseada em estímulo-resposta, esses modelos não são cerebrais, mas 
externalizados. O texto-base se refere a padrões mentais. 
3  Código: 29855 - Enunciado:  Um professor do ensino médio decide planejar sua aula com base nas visões formalista 
e funcionalista de linguagem, entendidas como complementares. Para isso, constrói uma atividade em que os 
alunos terão de ler um texto disponível em seu livro didático, destacar dele orações que chamem sua atenção e 
analisá-las sintaticamente. Considerando as noções de forma, uso e significado, podemos dizer que o professor está 
sendo: 
 a) Mais formalista, pois seus alunos estudarão os elementos que constituem uma oração. 
 b) Bem-sucedido, poisseus alunos verão a formação, a função e o uso da oração no texto. 
 c) Mais funcionalista, pois seus alunos analisarão a função dos elementos de uma oração. 
 d) Bem-sucedido, pois, com a análise sintática, seus alunos chegarão ao significado do texto. 
 e) Mais funcionalista, pois seus alunos verão as funções de diferentes orações em um texto. 
Alternativa marcada:
e) Mais funcionalista, pois seus alunos verão as funções de diferentes orações em um texto. 
Justificativa: Resposta correta: Mais formalista, pois seus alunos estudarão os elementos que constituem uma 
oração.A visão formalista parte da noção chomskiana de gramática gerativa, interessada na forma como os 
enunciados são construídos antes mesmo de serem formulados e, portanto, nos elementos constitutivos desses 
enunciados, gerando uma sintaxe própria (a sintaxe gerativa). Ao propor uma análise sintática, o professor não 
inclui elementos funcionalistas, já que ignora o uso em contexto e os possíveis significados de cada 
oração. Distratores:Mais funcionalista, pois seus alunos analisarão a função dos elementos de uma oração. Errada, 
pois o termo função, na visão funcionalista, refere-se ao uso que fazemos de sentenças no cotidiano, seu uso social, 
e não à função que cada elemento ocupa em uma escala sintática (ou sintagmática). O professor não contempla, em 
nenhum momento, a análise discursivo-social do texto, que seria própria da visão funcionalista.Bem-sucedido, pois 
seus alunos verão a formação, a função e o uso da oração no texto. Errada, pois o termo função, na visão 
funcionalista, refere-se ao uso que fazemos de sentenças no cotidiano, seu uso social, e não à função que cada 
elemento ocupa em uma escala sintática (ou sintagmática). O professor não contempla, em nenhum momento, a 
análise discursivo-social do texto, que seria própria da visão funcionalista.Mais funcionalista, pois seus alunos verão 
as funções de diferentes orações em um texto. Errada, pois a atividade proposta pelo professor não permite analisar 
de que forma cada oração foi utilizada no texto para criar ênfase, representar o mundo ou negociar papéis. Esse tipo 
de abordagem, próprio da gramática funcionalista, exigiria que ele estabelecesse um debate entre o texto, suas 
propostas e o contexto social.Bem-sucedido, pois, com a análise sintática, seus alunos chegarão ao significado do 
texto. Errada, pois a análise sintática não trabalha com o nível linguístico da criação de significado, que seria próprio 
das visões mais funcionalistas de gramática. Analisar sintaticamente um texto permite compreender a estrutura de 
uma sentença em si mesma, de forma lógica e descontextualizada, o que torna a atividade mais formalista. 
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4  Código: 29368 - Enunciado:  Crianças, apesar de serem expostas apenas a falas precárias e fragmentadas, já 
dominam os princípios básicos da gramática internalizada dos falantes desde muito jovens. Segundo a linguista 
Miriam Ester Scarpa (2001), “um mecanismo ou dispositivo inato de aquisição da linguagem [...], que elabore 
hipóteses lingüísticas sobre dados lingüísticos primários (isto é, a língua a que a criança está exposta), gera uma 
gramática específica, que é a gramática da língua nativa da criança, de maneira relativamente fácil e com um certo 
grau de instantaneidade. Isto é, esse mecanismo inato faz desabrochar o que já está lá, através da projeção, nos 
dados do ambiente, de um conhecimento lingüístico prévio, sintático por natureza". Dessa forma, a linguista 
argumenta a favor do Dispositivo de Aquisição de Linguagem – DAL, seguindo a proposta de Noam Chomsky. Sobre 
esse dispositivo, podemos dizer que embasa a visão: 
 a) Inatista de aquisição de linguagem, amparada no argumento da pobreza de estímulo. 
 b) Interacionista de aquisição de linguagem, amparada na interação social entre pares. 
 c) Prescritivista de aquisição de linguagem, amparada no ensino do certo e do errado. 
 d) Behaviorista de aquisição de linguagem, amparada no modelo de criação de hábitos. 
 e) Conexionista de aquisição de linguagem, amparada na interação em multiplataformas. 
0,50/ 0,50 
Alternativa marcada:
a) Inatista de aquisição de linguagem, amparada no argumento da pobreza de estímulo. 
Justificativa: Resposta correta: Inatista de aquisição de linguagem, amparada no argumento da pobreza de 
estímulo. Refere-se ao enunciado no que diz respeito à aquisição por meio de um dispositivo que desperta o que já 
nasceu com a criança (o que já está lá e, portanto, é inato), independentemente da pobreza de estímulos recebidos 
por ela, considerando que esses são fragmentados. Distratores:Behaviorista de aquisição de linguagem, amparada 
no modelo de criação de hábitos. Errada, pois refere-se à visão de Skinner, baseada no modelo de criação de hábitos 
por repetição, que não é defendida nem sugerida pelo enunciado. A criança, segundo a proposta de Chomsky, não 
pode formar hábitos a partir do que recebe e precisa contar com algo mais, que lhe é inato, ou não será capaz de 
desenvolver a linguagem.Conexionista de aquisição de linguagem, amparada na interação em multiplataformas. 
Errada, pois refere-se à visão externa ou exteriorizada de aquisição de linguagem que considera o meio 
multitecnológico em que vivemos como fator intrínseco na definição de como adquirimos a linguagem. Essa visão 
não é contemplada pela descrição do enunciado, que considera os estímulos do meio insuficientes para a 
aquisição.Interacionista de aquisição de linguagem, amparada na interação social entre pares. Errada, pois refere-se 
às visões externas ou exteriorizadas de aquisição de linguagem propostas por Piaget e Vygotsky, não contempladas 
pelo enunciado. Na visão interacionista, é a partir da interação com o meio que adquirimos a linguagem e, na 
proposta do enunciado, essa interação é tida como insuficiente.Prescritivista de aquisição de linguagem, amparada 
no ensino do certo e do errado. Errada, pois não existe, no enunciado ou na literatura científica conhecida, nenhuma 
menção à prescrição como forma de amparar a aquisição de linguagem. O enunciado não se refere à normatização 
como fonte de aprendizagem ou aquisição. 
5  Código: 29366 - Enunciado:  Leia as reflexões a seguir, realizadas por dois alunos em contextos bem diferentes 
sobre suas aulas de língua portuguesa (SILVEIRA; XAVIER, 2003): "[...] usava-se só as regras com palavras isoladas, 
não se usava a palavra num contexto. Tinha professor que ensinava por ensinar. Era ensinada normas [...] mas isso 
era passado com palavras isoladas e não num contexto. O professor só ensinava assim. A língua portuguesa no 
ensino médio é tratada como algo bem básico, os professores ensinam o que o 'sistema' promete que é 
particularmente a gramática e pouco de interpretação de texto, focando principalmente na gramática." 
(MG)"Durante minha prática discente os professores tinham como prioridade empregar o uso correto da gramática, 
sem se preocupar com as variações da língua e com sua oralidade [...] dizendo que 'esta palavra está errada, você 
pronunciou tal palavra errada para esse contexto', sem se preocupar com por que essa variação ocorreu." 
(BA) Considerando os relatos expostos, elenque duas contribuições que a gramática gerativa e a gramática funcional 
podem oferecer para o planejamento de uma aula de língua portuguesa que vá além das questões normativas. 
Lembre-se de mencionar os conceitos de conscientização e uso linguístico em sua resposta. 
Resposta: 
Justificativa: Expectativa de resposta:A visão gerativa de gramática pode contribuir para a conscientização 
linguística dos alunos a partir de exercícios focados na estrutura da frase, na construção dos sintagmas verbais e 
nominais e em seu custo de processamento. A visão funcionalista da gramática pode contribuir a partir de exercícios 
envolvendo os diferentes usos da língua, em situações contextualizadas, envolvendo a produção de e-mails,vídeos 
e apresentações, dentre outros, estudando variações relevantes para a vida dos alunos e para o mercado 
profissional. Conscientizar os alunos em relação a esses aspectos biológicos, cognitivos e funcionais do uso da 
língua colabora para o desenvolvimento de sua autonomia como falantes e para o desenvolvimento de um 
pensamento crítico-reflexivo acerca da língua como recurso político-identitário a partir do qual interagimos no 
mundo. 
2,50/ 2,50 
6  Código: 29357 - Enunciado:  Existem muitas formas de conceber a gramática, desde as que indicam as regras do 
"bem falar e escrever" às que descrevem como processamos a língua ou como a utilizamos no dia a dia. Observe o 
plano de aula a seguir, adaptado do site Uol Educação: "O professor deverá listar na lousa os seis tipos de vícios de 
linguagem. Depois, dividir a turma em seis grupos, sendo que cada grupo ficará responsável por um item. Para não 
haver favorecimento a nenhum grupo, essa divisão pode se dar por meio de sorteio. Em seguida, deverá solicitar aos 
alunos exemplos de vícios de linguagem referentes ao tipo de vício que eles sortearam e passar exercícios sobre o 
assunto. A correção poderá ser feita oralmente, entre os próprios grupos." Esse tipo de planejamento está 
relacionado ao conceito de gramática: 
 a) Sistêmico-funcional, elaborada por Michael Alexander Halliday. 
 b) Descritiva, influenciada por estudos histórico-comparativos. 
 c) Gerativa ou transformacional, elaborada por Noam Chomsky. 
 d) Descritiva, influenciada por estudos filológicos do século XVI. 
 e) Tradicional ou normativa, influenciada por estudos filosóficos. 
Alternativa marcada:
a) Sistêmico-funcional, elaborada por Michael Alexander Halliday. 
Justificativa: Resposta correta: Tradicional ou normativa, influenciada por estudos filosóficos.Conforme indicado 
pelo enunciado, dentre as opções de gramática apresentadas na primeira linha, a noção de que existem 'vícios de 
linguagem' remete a uma linguagem correta ou culta, seguindo a linha de aplicação do que conhecemos como 
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gramática normativa ou tradicional. Essa gramática sofre a influência dos estudos filosóficos, e não científicos, 
sobre a linguagem, uma vez que o estudo científico não admite normatização (lugar do certo e 
errado). Distratores:Descritiva, influenciada por estudos histórico-comparativos. Errada, pois o plano de aula apenas 
aponta instruções normativas de uso. Além disso, as gramáticas descritivas mencionadas no enunciado se referem a 
processos mentais de processamento (Chomsky) ou de uso (Halliday), e não à descrição da diferença entre as 
línguas (método histórico-comparativo), o que também pode auxiliar na resolução da questão.Gerativa ou 
transformacional, elaborada por Noam Chomsky. Errada, pois o plano de aula não se refere a nenhum processo de 
geração de sentenças, mas apenas à normatização de usos da língua. A geração de sentenças descreve o 
processamento interno das frases antes de que sejam produzidas ou a competência linguística inata de cada ser 
humano.Sistêmico-funcional, elaborada por Michael Alexander Halliday. Errada, pois o plano de aula não se refere à 
função exercida pelos 'vícios de linguagem' na sociedade, apenas indica que eles não devem ser utilizados. A 
descrição de funções se dedica ao item de linguagem tal como ele se apresenta na sociedade, e não pretende 
regular seu uso.Descritiva, influenciada por estudos filológicos do século XVI. Errada, pois o plano de aula apenas 
normatiza o uso da língua. Além disso, esta opção se refere ao movimento filológico que está relacionado à 
investigação de textos escritos e redescobrimento de aspectos culturais a partir de suas marcas, em metodologia 
diferente da utilizada no exemplo, o que pode ajudar o aluno a resolver a questão. 
7  Código: 29649 - Enunciado:  As últimas décadas têm assistido a um crescente interesse pela técnica de 
rastreamento ocular na psicolinguística. Hoje, já é possível encontrar laboratórios em várias regiões do 
Brasil com trabalhos relevantes sobre o processamento da linguagem e suas interfaces. A partir de pontos de fixação 
do olhar, dentre outras medições, é possível calcular o custo de processamento de sentenças em diferentes 
situações, incluindo diferentes graus de acesso à informação contextual. Considerando esses avanços, explique três 
maneiras a partir das quais a psicolinguística experimental pode colaborar com o trabalho de educadores em língua 
portuguesa e estrangeira. 
Resposta: 
Justificativa: Expectativa de resposta:Os estudos sobre o processamento linguístico adquirem precisão quando 
realizados a partir das técnicas de rastreamento ocular. O cálculo do custo de processamento em situações em que 
os sujeitos estão expostos a diferentes graus de acesso à informação contextual — como sentenças contendo mais 
ou menos palavras antes e depois das estruturas que interessam ao pesquisador — pode ajudar professores a 
planejarem suas aulas ou mesmo refletirem sobre a melhor forma de interagirem com seus alunos, consideram os 
níveis de dificuldades com os quais pretendem trabalhar a cada momento. Os experimentos podem ser realizados a 
partir de estruturas específicas, como a voz passiva, indicando ao professor que trabalhará com esse conteúdo 
como gerar ou escolher material didático adequado de acordo com seu custo de processamento. Além disso, 
experimentos são realizados com sujeitos afásicos e disléxicos, permitindo aos educadores conhecerem suas 
particularidades de processamento, o que facilita no pré-diagnóstico dessas condições em sala de aula e no 
posterior encaminhamento para uma equipe interdisciplinar de profissionais que possa confirmá-lo. 
1,50/ 1,50 
8  Código: 29535 - Enunciado:  Em 2011, um grupo de alunos se manifestou diante do Ministério Público com uma 
faixa contendo os dizeres "Porque a carga horária almentar? Se na escola não tenho condições de ficar". Ao 
comentar a faixa indicando que ela apresenta erros no uso do "porquê" e na grafia da palavra "aumentar", um 
profissional de Letras estaria partindo do conceito de gramática: 
 a) Funcional, destacando como cada estrutura da língua realiza diferentes funções em um contexto dado. 
 b) Gerativa, destacando mecanismos sintáticos a partir dos quais sentenças são geradas em uma língua. 
 c) Normativa, destacando regras socialmente estabelecidas sobre o que é correto ou incorreto no idioma. 
 d) Descritiva, destacando como as estruturas linguísticas se comportam em ambientes reais de interação. 
 e) Universal, destacando mecanismos sintáticos que operam em todas as línguas naturais humanas. 
Alternativa marcada:
c) Normativa, destacando regras socialmente estabelecidas sobre o que é correto ou incorreto no idioma. 
Justificativa: Resposta correta: Normativa, destacando regras socialmente estabelecidas sobre o que é correto ou 
incorreto no idioma.Está correta porque o comentário se resume à indicação de erros, relacionando-se à visão de 
que o idioma deve ser normatizado, ou regrado, a partir de uma visão de correção, inspirada nos estudos da 
filosóficos da linguagem de origem grega. Essa visão pressupõe que existe uma forma correta de se utilizar a língua e 
é gerenciada pelos documentos oficiais que regem a norma culta do país. Distratores:Universal, destacando 
mecanismos sintáticos que operam em todas as línguas naturais humanas. Errada, pois se refere à visão 
chomskiana de padrões universais linguísticos inatos que não estão relacionados a regras de correção e incorreção 
social. O conceito de erro na grafia de palavras não é universal e não está relacionado à busca de uma gramática 
universal, nem a padrões sintáticos.Gerativa, destacando mecanismos sintáticos a partir dos quais sentenças são 
geradas em uma língua. Errada, pois se refere à visão chomskiana de aquisição de linguagem e processamento 
frasal que não está relacionada a regras de correção eincorreção social. O conceito de erro na grafia de palavras não 
está relacionado à produção de sentenças, uma vez que somos perfeitamente capazes de produzir frases incorretas, 
como o cartaz exemplifica.Funcional, destacando como cada estrutura da língua realiza diferentes funções em um 
contexto dado. Errada, pois se refere à visão da língua como algo que se define a partir de seu uso, não 
estabelecendo juízo de valor quanto a usos corretos ou incorretos, mas avaliando a adequação ou inadequação de 
usos quanto a seu contexto comunicativo. Um comentário funcionalista não partiria do conceito de erro de grafia, 
1,50/ 1,50 
mas do contexto situacional — no caso, a manifestação por direitos em educação —, avaliando o sucesso 
comunicativo dos jovens alunos.Descritiva, destacando como as estruturas linguísticas se comportam em 
ambientes reais de interação. Errada, pois se refere à visão da língua como objeto de estudo a ser descrito tal como 
ele se apresenta no mundo, não imputados juízos de correção ou incorreção. Um comentário descritivo apenas 
destacaria como os elementos se apresentam no texto da faixa e suas possíveis implicações de interpretação. 
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