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Eutanásia
Aspectos Éticos e Jurídicos, 
Davi da Silva Ribeiro
Eutanásia
CONCEITOS ATRELADOS A PRÁTICA DA EUTANÁSIA;
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA;
CONSENTIMENDO PACIENTE E MORTE DIGNA
MODALIDADES
FORMAS DE INTERVENÇÃO
EUTANÁSIA NO BRASIL
EUTANÁSIA NO MUNDO
CONCLUSÃO 
Eutanásia
A eutanásia é em princípio o ato de proporcionar morte sem sofrimento a um indivíduo acometido de uma doença incurável ou curável, porém em estágio avançado e em condições irreversíveis, e cujo as dores decorrentes desta na maioria das vezes não podem ser supridas pelos medicamentos e métodos Paliativos. Ou vivem em situação cujo a vida é de total dependência em decorrência da incapacidade gerada pela doença , e por sua vez a tornam insuportável para o paciente.
Tais condições trazem à tona algumas questões: A inviolabilidade a vida é inquestionável? Até que ponto se vale a pena viver? Até onde o estado deve interferir na vontade dos indivíduos?
Conceito de Eutanásia – João Victor
Eutanásia
CONCEITOS ATRELADOS A PRÁTICA DA EUTANÁSIA;
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA;
CONSENTIMENDO PACIENTE E MORTE DIGNA
MODALIDADES
FORMAS DE INTERVENÇÃO
EUTANÁSIA NO BRASIL
EUTANÁSIA NO MUNDO
CONCLUSÃO 
Eutanásia
A eutanásia é descrita na história é tão antiga quanto a existência humana. Ela vem sendo praticada desde as épocas mais remotas pelos povos primitivos. 
Alguns exemplos:
A passagem Bíblica de 1 Samuel: 31: 1-13, onde o rei Saul lutava contra os filisteus, e estes mataram seus filhos Jônatas e Abnadab e Meslquisua e avançavam a fim de matar Saul, mas antes que isso se concretizasse Saul ordena que seu escudeiro desembainhasse sua espada e com ela o atravessasse antes que os incircuncidados lhe retirassem a vida.
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA - DAVI
Eutanásia
Na Índia eram realizadas cerimônias públicas, e durante estas, os doentes em estágios mais avançados eram jogados no Rio Ganges, e impedidos de respirar, pois, sua boca e narinas eram obstruídas com lama sagrada.
Os Celtas eliminavam idosos enfermos e crianças nascidas com deficiência monstruosa.
Em Atenas na ilha de Cea, o habitante com 60 anos de idade era envenenado, pois não teria mais serventia no período de guerra.
Tribos nômades que não conseguiam transportar os enfermos do clã optavam por sacrificá-los a ter que os abandonar aos inimigos ou às inconstâncias climáticas.
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA - DAVI
Eutanásia
Cleópatra e Marco Antônio fundaram no Egito uma “academia”, cujo fim era realizar experiências sobre a forma menos dolorosa de morrer. 
Napoleão Bonaparte em sua campanha, no Egito, pediu ao médico que cuidava do exército, que acabasse com a vida dos soldados que estavam sofrendo, em razão da peste, pois para os mesmos não lhe restavam mais de vinte quatro horas de vida.
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA - DAVI
Eutanásia
Sêneca( 4 AC) filosofo e defensor da eutanásia e do suicídio fez algumas declarações que merecem ser lembradas a cerca do deste tema 
“A escravidão mesmo perde sua amargura, quando com um simples passo eu posso conquistar a
liberdade. Contra todos os assaltos da vida eu tenho o refúgio da morte. E, se posso
escolher entre uma morte de tortura e uma morte boa e frágil por que não escolherei
esta?
“Assim como escolho o navio que viajarei e a casa na qual habitarei, assim escolherei a morte pela qual deixarei a vida. O homem deve procurar a aprovação dos outros nos negócios da
vida: a morte é assunto seu. ”
 
“ Por que sofrerei as agonias da doença e as crueldades da tirania humana, quando posso emancipar-me de todos os tormentos e laçar fora as cadeias? Por uma única razão, a vida não é um mal: Porque ninguém é obrigado a viver”.
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA - DAVI
Eutanásia
Após todos estes exemplos é notório que no decorrer da história a dor e o sofrimento dos enfermos afligiam também aqueles que estavam ao redor. E tomados pela dor pediam a estes o alivio que em seu estado somente a morte poderia proporcionar.
A morte na eutanásia não é uma morte egoísta e fútil ou uma fuga da realidade. É na verdade um meio ou uma escolha pela liberdade. Ser livre dos remédios e dos tratamento protelatórios e inúteis a sua condição. Ser livre da dor e da angustia do esperar pela morte. Ser livre para por seu próprio e livre convencimento caminhar em direção a sua própria morte. Pois neste caso a morte não é uma prisão ou castigo. Sua prisão é a vida e seu castigo é viver em sofrimento até o ultimo suspiro.
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA - DAVI
Eutanásia
CONCEITOS ATRELADOS A PRÁTICA DA EUTANÁSIA;
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA;
CONSENTIMENDO PACIENTE E MORTE DIGNA
MODALIDADES
FORMAS DE INTERVENÇÃO
EUTANÁSIA NO BRASIL
EUTANÁSIA NO MUNDO
CONCLUSÃO 
Eutanásia
Na eutanásia o consentimento, é o o pré-requisito da pratica, sem a qual pelo qual perde a sua legitimidade, e logo torna-se em simples e cruel homicídio. Uma vez que aquele que não consentiu a prática não abriu mão do seu direito a vida. Diferente daqueles que por seu livre convencimento optaram pela eutanásia. 
Práticas como eutanásia e suicídio assistido exigem de seus pacientes primeiramente plena capacidade de discernimento, e consentimento voluntário. 
CONSENTIMENDO PACIENTE E A MORTE DIGNA – João Victor
Eutanásia
Três condições atestam a capacidade de discernimento: 
A capacidade de realizar escolhas baseadas em critérios racionais;
a capacidade a resultados razoáveis por meio de decisões;
plena autonomia na tomada de decisão.
 ou seja, o paciente deverá comprovar que não há por parte de nenhuma outra pessoa que não o paciente interessado na citadas práticas. 
CONSENTIMENDO PACIENTE E A MORTE DIGNA – João Victor
Eutanásia
Dentro deste contexto o que é uma morte digna?
Para responder esta pergunta é necessário entender o significado de dignidade e logo nos basearmos para deduzir logicamente o que é ou não digno. Ainda é necessário contextualiza-la para que não se crie ou diminua as possibilidades de interpretação ambígua.
Em um Estado democrático de Direito, o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, consagrado no art. 1º, inciso III da Constituição Federal de 1988, tendo como uma de suas características ser uma normo-gênese, tendo em vista poder extrair desse preceito fundamental normas que vão se materializar no caso concreto.
CONSENTIMENDO PACIENTE E A MORTE DIGNA – João Victor
Eutanásia
A dignidade humana não pode ser definida de forma restritiva, não sendo um conceito objetivo, visto que engloba inúmeros aspectos que protege o ser humano, tanto de no que tange à sua integridade física quanto psicológica. Conforme dito por Carmem Lúcia Antunes Rocha “Há que se assegurar que a vida seja experimentada em sua dimensão digna, entendida como qualidade inerente à condição do homem. “ 
Desta forma, entende-se que o princípio da dignidade da pessoa humana relaciona-se como muitos direitos garantidos pela constituição, como exemplo o direito à vida, bem como o direito à saúde e inclusive à liberdade e autonomia da vontade.
CONSENTIMENDO PACIENTE E A MORTE DIGNA – João Victor
Eutanásia
A morte digna se apoia nesses dois conceitos fundamentais: No direito ou Princípio da dignidade humana e o princípio da liberdade e autonomia da vontade. Princípios estes que fazem parte do nosso ordenamento jurídico, dentro de nossa ordem constitucional.
No que tange ao Princípio da Dignidade Humana, um ser humano não vive dignamente se este não tem a garantia de sua integridade tanto física quanto psicológica. O que claramente uma pessoa em estado terminal não possui quando esta abre mão do seu direito a vida. mas tem negada o direito a escolher a sua própria morte pelo do estado, que nega a este fazer uso de seu direito constitucional garantido pelo princípio da autonomia da vontade. Que desta forma mantém este indivíduo como cárcere de sua própria doença, privado de sua liberdade e de seus direitos. .
Uma Morte Digna consiste em ter garantido a capacidade de exercer sua autonomia, sendo respeitada pelo estado seu exercício ao optar porabdicar de seus direito a vida, para que no pouco tempo em que lhe restar possa exerce-la da maneira mais digna, sem ter que prologar a sua dor e de seus entes queridos. 
CONSENTIMENDO PACIENTE E A MORTE DIGNA – João Victor
Eutanásia
CONCEITOS ATRELADOS A PRÁTICA DA EUTANÁSIA;
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA;
CONSENTIMENDO PACIENTE E MORTE DIGNA
MODALIDADES
FORMAS DE INTERVENÇÃO
EUTANÁSIA NO BRASIL
EUTANÁSIA NO MUNDO
CONCLUSÃO 
Eutanásia
Quanto ao tipo de ação, são classificadas em:
Eutanásia ativa, a qual tem como objetivo provocar a morte sem sofrimento do paciente, por fim misericordioso;
Eutanásia passiva ou indireta, a morte do paciente ocorre em estado terminal, ou porque não se inicia uma ação médica ou pela interrupção de uma medida extraordinária, com objetivo de minorar o sofrimento;
Última modalidade é a de duplo efeito, quando a morte é acelerada como uma consequência indireta de ações médicas, que visam aliviar o sofrimento do paciente.
Quanto ao consentimento, classificam-se em:
voluntária,;
Involuntária;
e não voluntária. 
MODALIDADES DE EUTANÁSIA - DAVI
Eutanásia
A modalidade voluntária é a que gera mais discussão, pois se poderá se o discernimento do enfermo encontra-se alterado, em razão da dor e do sofrimento em que se encontra. 
Já há involuntária, é quando o ato é realizado contra a vontade do enfermo, e em linhas gerais pode ser igualada ao homicídio. 
E por fim, eutanásia não voluntária, quando a vida é abreviada sem que se conheça a vontade do paciente. Existem diversas outras definições, porém estas são as mais comuns.
MODALIDADES DE EUTANÁSIA - DAVI
Eutanásia
CONCEITOS ATRELADOS A PRÁTICA DA EUTANÁSIA;
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA;
CONSENTIMENDO PACIENTE E MORTE DIGNA
MODALIDADES
FORMAS DE INTERVENÇÃO
EUTANÁSIA NO BRASIL
EUTANÁSIA NO MUNDO
CONCLUSÃO 
Eutanásia
DISTANÁSIA
A distanásia tem como objetivo o prolongamento da vida de um enfermo por inúmeros tratamentos possíveis, é caracterizada também como, escarnecimento terapêutico, obstinação terapêutica ou tratamento fútil. “A distanásia por sua vez, se dedica a prolongar ao máximo a quantidade de vida humana, combatendo a morte como um grande e último inimigo” ( PESSINI, 2001).
A distanásia é uma ação intervenção ou procedimento médico que não conseguirá de nenhuma forma atingir a cura do paciente e nem beneficiará de nenhuma forma o seu estado clinico, e não fará nada além de prolongar inútil e sofridamente o processo do morrer, procurando distanciar a morte.
FORMAS DE INTERVENÇÃO - DAVI 
Eutanásia
ORTOTANÁSIA
A ortotanásia também segue também em contrapartida da distanásia, uma vez que consiste em não prolongar artificialmente a vida do paciente. Ato este que finda não praticar com o paciente a distanásia. Estes casos são semelhantes aos dos pacientes da distanásia com a diferença que os familiares optam por não manter um tratamento que não garantirá nenhuma efetividade e que não há uma chance deste paciente se recuperar.
FORMAS DE INTERVENÇÃO - DAVI 
Eutanásia
MISTANÁSIA
A Mistanásia consiste na morte que ocorre fora e antes do seu tempo, também conhecida por eutanásia social. As grandes vítimas da Mistanásia, são pessoas pobres, que levam a vida em estado precário, que não tem acesso a boa saúde, o que resulta em uma morte prematura.
 Essa morte pode ser em decorrência de omissão de socorro, ausência ou precariedade de serviço médico, erro médico entre outras. Um exemplo prático da aplicação desta forma de intervenção foi o caso da chefe do CTI do hospital evangélico em Curitiba. Acusada por crimes contra a saúde pública e sobre a morte de pacientes dentro do hospital. Segundo denúncias dos funcionários e de dados obtido com a quebra do sigilo telefônico da mesma foram investigados a possível pratica da Mistanásia a seu mando para conseguir novas vagas na ala do CTI.
FORMAS DE INTERVENÇÃO - DAVI 
Eutanásia
SUICÍDIO ASSISTIDO
No suicídio assistido, o enfermo solicita o auxílio de uma outra pessoa para morrer, nesse caso, o paciente está consciente, manifestando sua opção pela morte.
O país que melhor entende e legitima esta pratica é a suíça. Nos Art. 114 e 115 do código penal suíço servem basicamente para distinguir o auxílio da indução ao suicídio. Definindo que auxiliar consiste em dar infraestrutura e meio não dolorosos de alcançar o objetivo que é a morte. Mas que deve ser praticado pelo próprio paciente, diferente da eutanásia que é feita por um especialista da área médica.
FORMAS DE INTERVENÇÃO - DAVI 
Eutanásia
SUICÍDIO ASSISTIDO
Embora permitido por lei, deverá atender alguns requisitos:
Primeiramente o paciente precisa ou ter uma doença terminal, ou uma doença curável, mas que foi descoberta tardiamente e que no atual estágio assim como doenças terminais sem o suicídio assistido o futuro deste será uma morte lenta e dolorosa considerada por este paciente como indigna. 
Uma vez que este toma a iniciativa de solicitar o suicídio assistido. Outro critério é a plena capacidade de discernimento. O que quer dizer que pessoas com depressão não são por eles consideradas aptas a pratica do suicídio assistido e não receberão o seu auxilio.
Outro critério é que eles nunca aceitam a primeira solicitação.Negam a segunda e até a terceira, dando a chance de desistir até o último instante da dose letal que deverá ser ingerida pelo solicitante.
FORMAS DE INTERVENÇÃO - DAVI 
Eutanásia
SUICÍDIO ASSISTIDO
As únicas organizações na suíça que praticam o suporte ao suicídio assistido são a Exit a Dignitas. Elas possuem algumas diferenças. Para realizar suicídio assistido com a Exit é necessário ser membro da organização e pagar uma anuidade inferior a noventa reais. Outro critério é necessário ou ser cidadão suíço ou estrangeiro residente na suíça. Em outros casos eles também negam o auxílio ao suicídio assistido. Por outro lado, a Dignitas recebe e ajuda estrangeiros, e fornece toda a infraestrutura necessária. Porém para cobrir os custos tais como local pessoas e matérias necessários ela cobra um valor de mais ou menos quatro mil euros.
FORMAS DE INTERVENÇÃO - DAVI 
Eutanásia
SUICÍDIO ASSISTIDO
As substancias mais utilizadas nessa pratica são soluções de cloreto de potássio e succinilcolina. Sendo ingerido apenas 200 ml misturados a agua ou uma bebida que seja de preferência do paciente. A Exit possui uma formula própria com sabor de laranja uma vez que o sabor característico das outras substâncias é de extremo amargor e deve ser ingerido até o final para garantir que a morte seja rápida e indolor assim que a pessoa cair em sono profundo.
FORMAS DE INTERVENÇÃO - DAVI 
Eutanásia
CONCEITOS ATRELADOS A PRÁTICA DA EUTANÁSIA;
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA;
CONSENTIMENDO PACIENTE E MORTE DIGNA
MODALIDADES
FORMAS DE INTERVENÇÃO
EUTANÁSIA NO BRASIL
EUTANÁSIA NO MUNDO
CONCLUSÃO 
Eutanásia
A legislação Brasileira assegura a todos o direito à vida, protegendo-a, desde a concepção até a morte, apesar da indisponibilidade da vida prevista na Constituição Federal, o Estado legitima sua retirada em alguns casos especiais, conforme citado anteriormente nas formas de intervenção.
O projeto de lei n° 125/96, foi uma tentativa de ser inserido no Brasil um
meio para cessar o sofrimento do enfermo, o projeto tinha como foco a legalização
da eutanásia, ele propunha que a eutanásia seja permitida desde que, uma junta de
cinco médicos, sendo dois deles especialistas no problema da pessoa ateste a
inutilidade do sofrimento físico ou psíquico do paciente, sendo que o pedido para a
prática da eutanásia teria que ser feito pelo paciente, se este estivesse em um
estado de inconsciência, a decisão caberia aos familiares próximos. O projeto nunca
foi colocado em votação, o próprio autor do projeto, Gilvam Borges, argumentou que
a lei nunca seria aprovada.
EUTANÁSIA NO BRASIL – João Victor
Eutanásia
A eutanásia é enquadrada no código vigente, como sendo homicídio por motivo de relevante valor moral,previsto do parágrafo 1° do artigo 121 do CP.
“Art. 121 – Matar alguém:
Pena – reclusão de seis a vinte anos.
Caso de diminuição de pena
§ 1° - Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz ode reduzir a pena de um sexto a um terço.” 
Embora no corpo do artigo traga esta escusa como relevante, não exime o agente causador da morte de uma sanção prevista em lei, nestes casos o juiz poderá reduzir a pena, de um sexto a um terço tendo em vista os motivos que levam o praticante ao cometimento do delito.
Quanto no caso de suicídio assistido, a sua prática será enquadrada no artigo 122 do CP. induzimento ou auxílio ao suicídio, o qual, a pena é de 2 a 6 anos se o suicídio se consuma, ou 1 a 3 anos, se da tentativa de homicídio resultar lesão corporal grave.
EUTANÁSIA NO BRASIL – João Victor
Eutanásia
No projeto de reforma da parte especial do código penal anteriormente mencionado(PL 125/96) previa as condutas relacionadas a eutanásia da seguinte forma nos §§3° e 4° do art.121:
§3° Se o autor do crime é cônjuge, companheiro, ascendente, descendente, Irmão ou pessoa ligada por estritos laços de afeição a vítima e agiu por Compaixão a pedido desta, imputável e maior de dezoito anos, para abreviar-lhe sofrimento físico insuportável, em razão de doença grave e em Estado terminal, devidamente diagnosticado:
Pena – Reclusão de 2 a 5 anos
§4° Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial se previamente atestado por dois médicos a morte como iminente e inevitável e desde que haja consentimento do paciente ou, em sua impossibilidade, de cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão. 
EUTANÁSIA NO BRASIL – João Victor
Eutanásia
O projeto retira a conduta do agente do campo do homicídio simples, valorando-o em homicídio privilegiado, passando a ter um tratamento atenuado.
 Há também a menção a palavra eutanásia, o que não consta na legislação em vigor.
Na proposta de reforma do código penal de há duas condições distintas apresentadas, no parágrafo 3° trata-se da eutanásia ativa, a qual continua mantendo a ilicitude da conduta, mas em razão da existência da compaixão, ocorre a redução da pena, sendo que não deixa de ser considerado um homicídio.
No parágrafo 4° fica evidente a legalização da ortotanásia, ha expresso exclusão da ilicitude, mas tem como requisito, a necessidade de atestado por dois médicos a morte iminente e inevitável, consentimento do paciente ou familiar.
EUTANÁSIA NO BRASIL – João Victor
Eutanásia
CONCEITOS ATRELADOS A PRÁTICA DA EUTANÁSIA;
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA;
CONSENTIMENDO PACIENTE E MORTE DIGNA
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EUTANÁSIA NO BRASIL
EUTANÁSIA NO MUNDO
CONCLUSÃO 
Eutanásia
Não será dito neste tópico como é tratado a questão, tão somente ressaltar alguns dos principais casos em alguns países:
ESTADOS UNIDOS
A Suprema Corte dos Estados Unidos, em 26 de janeiro de 1997, tomou a decisão, por unanimidade, de ratificar a leis dos Estados de Nova Iorque e Washington, referentes à eutanásia. Esses Estados consideram como um crime, médicos ministrarem medicamentos que possam levar à morte pessoas lúcidas, mesmo atendendo à solicitação dessas. Essa decisão decorreu da ação de seis pacientes em estado terminal e que apresentavam dores insuportáveis. À época da decisão, todos os seis pacientes já se encontravam mortos.
A Suprema Corte não decidiu se aqueles pacientes terminais teriam direito ao suicídio assistido, mas apenas sobre o direito de se recorrer à justiça em tais circunstâncias. Relevante, na decisão da suprema corte, é que ela deixou evidente não haver impedimento de ordem constitucional para qualquer Estado americano aprovar uma lei que permita o suicídio assistido.
EUTANÁSIA NO MUNDO – João Victor
Eutanásia
A legislação nos Estados Unidos varia de Estado para Estado. O estado de Michigan descriminalizou o suicídio assistido. O Estado da Califórnia em 1976 reconhecia o direito do paciente de recusar tratamento que o mantivesse vivo e, em 1983, a Comissão Presidencial para o Estudo dos Problemas Éticos na Medicina publicou informe sobre a possibilidade de omissão e suspensão de suporte vital para pacientes terminais. O Estado de Conecticut, em 1985 admitiu a suspensão de suporte vital, mas não da alimentação, da hidratação, dos cuidados de conforto e analgesia. Decisão semelhante foi tomada, no mesmo ano, pela Sociedade Médica de Massachussets, permitindo o direito de pacientes terminais ou em estado vegetativo, com autorização prévia, de recusar tratamento, estando aí incluindo o uso de hidratação e alimentação por sondas.
Em 17 de janeiro de 2006, a Suprema Corte dos EUA confirmou a lei do Estado de Oregon que permite o suicídio assistido por médicos, contrariando o governo federal que ultimamente havia criticado a lei estadual. Em uma decisão por 6 votos a 3, o tribunal superior considerou que o governo federal ultrapassou seus poderes ao tentar penalizar médicos que prescrevem drogas para ajudar doentes terminais a pôr fim a suas vidas.
EUTANÁSIA NO MUNDO – João Victor
Eutanásia
URUGUAY
Conforme o estudo realizado por Goldim (1997), Uruguai possui em se Código criminal a previsão da eutanásia, é caracterizada como “homicídio piedoso’, mas a sua prática não se trata de um consentimento, e sim a possibilidade de exoneração de culpa, ou seja, o agente causador da morte
passa vir a ser considerado inocente.
Para que o procedimento ocorra é necessário que se cumpra determinados requisitos, sendo eles, o autor da prática deve ter antecedentes honráveis, agir motivado pela piedade, e que o pedido seja feito exclusivamente pelo enfermo,
Se o indivíduo que pratica o tipo de homicídio piedoso não estiver respaldado pelos três requisitos do artigo 37 da lei 9.414, seu ato será enquadrado em outro tipo penal, o auxílio ao suicídio, o qual, tem pena de 6 meses a 6 anos, e, podendo chegar até 12 anos se a vítima for menor de 18 anos, conforme Estabelecido no art. 315.
EUTANÁSIA NO MUNDO – João Victor
Eutanásia
ESPANHA
Conforme Goldim (1997) A Espanha foi um dos primeiros países a discutir a questão da eutanásia, em virtude da influência do Dr. Jimenez de Asúa, penalista espanhol, ele defendia a ideia da eutanásia ser considerado como um homicídio piedoso, e tinha como foco, a não punição do agente que cometesse o delito, para sua prática também deveria ser obedecida alguns requisitos como, o ato que levou a prática deve ter sido cometido por motivo de piedade, além da vítima requerer a sua realização.
A proposta do penalista Asúa não foi aceita na Espanha, mas a sua ideia serviu como base para implementação da legalização da eutanásia em outros países. Entretanto o projeto “Morte Digna” na Espanha, foi aprovado em 17/03/2010 o qual “permite ao enfermo negar a submeter-se a um tratamento que apenas prolongue sua vida de forma artificial” (MERLO, 2010). O projeto
regulamenta a prática da ortotanásia, assegurando a autonomia do paciente.
EUTANÁSIA NO MUNDO – João Victor
Eutanásia
ESPANHA
O caso mais conhecido por todos os espanhóis é o de Ramon Sampedro, um espanhol, tetraplégico desde os 26 anos, que solicitou à justiça espanhola o direito de morrer, por não mais suportar viver. Sampedro permaneceu tetraplégico durante 29 anos, lutou na justiça durante cinco anos pelo direito à eutanásia ativa voluntária, a qual não lhe foi concedido, pois a lei espanhola caracterizaria este tipo de ação como homicídio. Porém com o auxílio de amigos planejou a sua morte de maneira a não incriminar sua família ou seus amigos, no dia 15 de janeiro de 1998 foi encontrado morto, de manhã, por uma das amigas que o auxiliava. A necropsia indicou que a sua morte foi causada por ingestão de cianureto. Ele gravou em vídeo os seus últimos minutos de vida. Nesta fita fica evidente que os amigos colaboraram colocandoo copo com um canudo ao alcance da sua boca, porém fica igualmente documentado que foi ele quem fez a ação de colocar o canudo na boca e sugar o conteúdo do copo. A amiga de Ramón Sampedro foi incriminada pela polícia como sendo a responsável pelo homicídio, a justiça, alegando impossibilidade de levantar todas as evidências, acabou arquivando o processo. A história de Ramom sampedro deu origem a um livro e um filme. O nome do filme é mar a dentro e os livros são “ cartas do inferno” e “Quando eu cair”.
EUTANÁSIA NO MUNDO – DAVI
Eutanásia
CONCEITOS ATRELADOS A PRÁTICA DA EUTANÁSIA;
EUTANÁSIA NA HISTÓRIA;
CONSENTIMENDO PACIENTE E MORTE DIGNA
MODALIDADES
FORMAS DE INTERVENÇÃO
EUTANÁSIA NO BRASIL
EUTANÁSIA NO MUNDO
CONCLUSÃO 
Eutanásia
A constituição federal da república federativa do brasil em seu artigo 5° diz que aos brasileiros e estrangeiros residentes no país é garantido a inviolabilidade do direito à vida e ao mesmo tempo a liberdade. 
Neste mesmo artigo diz: ”Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. “ 
E é aí que encontramos um belo conflito gerado entre o a inviolabilidade a vida e a liberdade, e a quebra deste princípio constitucional da autonomia da vontade, quando nosso desejo é inviabilizado pelo estado em função da inviolabilidade a vida. Quando o estado compulsoriamente induz um ser humano a condições de tortura,
Conclusão - DAVI 
Eutanásia
uma vez que os paliativos não só não possuem a função de currar o indivíduo como de prolongar a dor do mesmo por um tempo ainda maior do que normalmente nosso corpo naturalmente é capaz de aguentar. tendo em vista este fato precisamos nos questionar da seguinte forma:
 A vedação da prática da Eutanásia não poderia ser considerado um tratamento desumano e degradante, além de não respeitar a suposta liberdade que lhe é garantido da mesma forma que a inviolabilidade do direito à vida? 
A inviolabilidade do direito à vida não deveria entender estes casos como exceção? 
Uma vez que a pratica da eutanásia não é feita de forma compulsória, e depende como requisito a condição clinica fora dos padrões e e das possibilidades alcançados pela medicina, bem como a vontade do paciente e a seu pleno consentimento e capacidade de discernimento? 
Eutanásia
Pensando sobre essas questões a eutanásia deveria de fato ser considerado um crime? Ou apenas o exercício de uma exceção da “inviolabilidade "do direito a vida. Visto que já existem exceções. 
Diz-se não haver pena de morte em razão da citada inviolabilidade, enquanto a própria constituição define no artigo 5°, XLVII: 
										“XLVII - não haverá penas:
						a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;”
Provando que no caso em destaque há, pois, flexibilização da inviolabilidade do direito a vida. 
Eutanásia
Outro exemplo de flexibilização da inviolabilidade do direito a vida em nosso ordenamento jurídico é o Art.23, inciso I e II do CP, que diz:
								“Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato:
								I - em estado de necessidade;
								II - em legítima defesa;”
Estes dois dispositivos legais demonstram que por mais que seja de suma importância a defesa do direito a vida, este não deve ser tratado com absoluto, e por isso devem existir casos onde estes devem ser flexibilizados.
 
Eutanásia
Para que o ordenamento jurídico possa atender os anseios sociais para obtenção do bem comum assim como exposto na LINDB em seu artigo 5°, é necessário traçar uma linha entre os direito e deveres.
Essa linha quando tratar de casos com a eutanásia deve servir de norte ao legislador e ao aplicador da lei para que o cidadão não seja escravo de seus direitos. Inalienabilidade do direito a vida é um direito, e não dever tornar-se uma punição. O que significa tratar com respeito a posição do indivíduo de lançar mão ou não do seu direito, e faze-lo valer assim como descrito pelas leis que o amparam. Esse direito é tão somente uma garantia de que o estado e os indivíduos não hajam de maneira arbitrária em relação a vida dos demais. 
Mas também é importante ressaltar que não se deve haver a banalização ou a descriminalização deliberada. Como frisado constantemente no desenvolver do trabalho a descriminalização da eutanásia em outros países não foram razão para prática deliberada em nenhum deles, e todos trataram com extremo cuidado e envolto em rígidos critérios que habilitam ou não uma pessoa para praticar a eutanásia, ou o suicídio assistido.
Dentre todos os direitos considerados indisponíveis este é o único que nos faz entender ser justo o indivíduo abrir mão conforme a sua vontade, uma vez que o futuro iminente deste é a morte.
Eutanásia

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