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10/08/2018 
1 
DIETAS HOSPITALARES Profa. Ms. Mariana L Rocha Innecchi 
INTRODUÇÃO 
 As dietas são prescritas de acordo com o 
estado nutricional e fisiológico dos indivíduos. 
Pacientes hospitalizados: ajustadas as situações 
clínicas 
• Apor te adequado de 
nutrientes 
• Preservar EN 
• Melhora qualidade de vida 
DIETAS 
HOSPITALARES 
 Modificações da dieta normal, padronizadas 
pela Unidade ou Serviço de Nutrição e 
Dietética (UND ou SND) 
 
Atender as necessidades nutricionais de 
indivíduos hospitalizados 
 
 São padronizadas por conveniência, 
eficiência, economia e uniformidade da UND. 
 
 Dietas modificadas utilizadas no 
cuidado nutricional 
 
- Baseadas em uma dieta adequada, 
- Com modificações que visam atender as 
necessidades específicas dos pacientes. 
DIETAS 
HOSPITALARES 
Objetivos principais da prescrição da dieta : 
 
 Favorecer a ingestão, digestão e absorção de nutrientes; 
 Repousar e/ou estimular o funcionamento dos órgãos; 
 Prevenir e/ou corrigir deficiências nutricionais; 
 Ajustar a ingestão de nutrientes à capacidade metabólica 
do organismo; 
 Atenuar intolerâncias ou manifestações alérgicas. 
PORQUE PADRONIZAR? 
 Manter a prescrição e o atendimento nutricionais seguros, 
eficientes e de qualidade. 
 
 Produção e distribuição 
 Treinamento de funcionários 
 Flexibilidade nas adequações das condições e necessidades individuais. 
 
 
 
 
 
 São classificadas em: 
 De rotina 
 Modificada 
 Especial 
Manual de dietas: objetiva a uniformização das refeições servidas 
 Equipe multiprofissional integrada : 
 Nomenclatura 
 Características das dietas 
 Adequação nutricional 
Mart ins et al, 2001. 
TIPOS E OBJETIVOS DAS DIETAS HOSPITALARES 
 Objetivos da dietoterapia são definidos a partir das demandas 
nutricionais compatíveis com a fisiologia da doença 
 
Alterações na composição química da dieta (macro e 
micronutrientes) 
Adaptações de textura 
Limitação de determinado nutriente 
 Dietas de rotina podem ser modificadas em suas consistências 
 • Geral 
• Branda 
• Pastosa 
• Semilíquida 
• Líquida 
• Líquida 
Restrita 
A nomenclatura 
da dieta varia 
de acordo com 
cada serviço de 
dietética 
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2 
DIETA GERAL 
 I ndicação: 
 
Pacientes que não necessitam de 
modificações de nutrientes e 
consistência. 
 Deve preencher todos os 
requisitos de uma dieta 
equilibrada de acordo com as 
Leis da Nutrição e com o Guia 
Alimentar. 
 Funcionamento normal do TGI 
 Fracionamento: 5- 6 
refeições/dia 
 Normoglicídica, normoproteica e 
normolipídica. 
Exemplo de Cardápio: Dieta Geral 
Desjejum: 
 
Leite com café 
Pão francês 
Margarina / Geléia 
Melão 
 
Almoço: 
Salada alface e tomate 
Bife Rolê 
Batata sauté 
Arroz + feijão 
Uva rosada 
Suco de maracujá 
Jantar: 
Salada de acelga 
Frango assado 
Creme de milho 
Arroz 
Kiwi 
Limonada 
Colação: 
 
Suco de frutas 
Lanche da tarde: 
 
Iogurte frutas 
Bolo simples 
Ceia: 
 
Chá mate 
Torrada 
Geléia de frutas 
DIETA BRANDA 
 Indicação: 
 Problemas de mastigação, enfermidades 
gastrointestinais (gastrite, úlcera péptica) 
 Dieta de transição 
 Facilita (mecanicamente) o consumo e/ou 
digestão de alimentos. 
 Abrandamento de fibras por cocção ou ação 
mecânica 
 Fracionamento: 5- 6 refeições/dia 
 Normoglicídica, normoproteica e 
normolipídica. 
 
DIETA BRANDA 
ALIMENTOS PROIBIDOS 
Desjejum: 
 
Leite com café 
Pão de forma 
Margarina 
Mamão 
Almoço: 
 
Bife Rolê 
(s/pimentão) 
Batata sauté 
Arroz + caldo de 
feijão 
Maçã cozida 
Suco de maracujá 
Jantar: 
 
Frango assado 
Creme de espinafre 
Arroz 
Gelatina de morango 
Limonada 
Colação: 
 
Laranjada 
Lanche da tarde: 
 
Iogurte frutas 
Bolo simples 
Ceia: 
 
Chá mate 
Torrada 
Requeijão 
Exemplo de Cardápio: Dieta Branda 
DIETA PASTOSA 
 I ndicação: 
 Indivíduos com dificuldade de mastigação e 
deglutição; pós op.; casos neurológicos; 
Insuficiência Respiratória; diarreias. 
 Exige o mínimo de mastigação, pouco esforço 
para deglutição, fácil transito e digestibilidade. 
 
Purê, amassados, moídos , liquidificados, 
batidos 
 
 Fracionamento: 5- 6 refeições/dia 
 Normoglicídica, normoproteica e normolipídica. 
 
 
10/08/2018 
3 
Desjejum: 
Leite com café 
Pão de 
forma/biscoito 
maisena 
Margarina/geléia 
Mamão 
Açúcar 
Almoço: 
 
Carne moída batida 
Purê de batata 
Arroz mole + caldo de 
feijão 
Gelatina 
Suco de maracujá 
Jantar: 
 
Frango batido 
Creme de ervilha 
Arroz mole + caldo de 
feijão 
Creme de papaya 
Limonada 
Colação: 
 
Suco de laranja 
Lanche da tarde: 
 
Iogurte frutas 
Chá 
Bolacha maria 
Açúcar 
Ceia: 
 
Chá mate 
Biscoito maisena 
Geléia 
Dieta Pastosa 
DIETA SEMI-LIQUIDA OU LEVE 
 I ndicação: 
 
Pacientes com problemas mecânicos de mastigação e 
deglutição; dificuldade de digestão; em determinados 
preparos de exames e cirurgias, pós-operatórios. 
 A base da dieta é líquida, agregando alimentos sólidos 
abrandados com função de espessar a dieta. 
 Exclui o processo de mastigação. Contém poucos 
resíduos. 
 As preparaçõ es são em forma d e sopas com alimentos 
sólidos, purês, mingaus. 
 Normoprotéica, normoglicídica, normocalórica, com 
preparações líquidas e pastosas associadas, de fácil 
digestão, mastigação e deglutição. 
 - fracionamento: 5 a 6 refeições 
 
Desjejum: 
 
Leite com café 
Bolacha maisena 
Margarina 
Mamão 
Almoço: 
Sopa de legumes 
com frango 
Purê de batata 
Maçã cozida 
Suco de uva 
Jantar: 
Sopa de 
mandioquinha com 
carne 
Purê de mandioca 
Gelatina de morango 
Suco de laranja 
 
Colação: 
 
Leite batido com 
banana e aveia 
Lanche da tarde: 
 
Iogurte de frutas 
Bolacha tipo 
cream-cracker 
Ceia: 
 
Mingau de maisena 
Dieta Leve/Semilíquida 
DIETA LÍQUIDA COMPLETA 
 I ndicações: 
• indivíduos com dificuldade de mastigação e deglutição 
 - Pré e Pós-operatórios, 
 - Preparo de exames 
 - Casos graves de infecções 
 
Objetivos: fornecer alimentos fluidos, hidratar, nutrir tecidos, 
repousar TGI, amenizar sintomatologia da função digestiva. 
Na temperatura ambiente: líquido. 
 
 Fracionamento: 6-10 refeições/dia 
 Tende a ser hipocalórica, hipoproteica e hipolipídica 
Dieta Líquida 
IMPORTANTE! 
 Dieta com baixo teor nutritivo!!! 
 Propicia pouca saciedade. Deve ser oferecida a cada 2 horas, com quantidade 
de açúcar mantida no mínimo para evitar fermentação. 
 Evolução breve para dieta semilíquida. 
 Quando não for possível, deve-se fazer suplementação vitamínica e/ou mineral, 
ou mesmo protéico-calórica (suplementos: Sustagem, Sustacal, Meritene, Nutren 
Activie, etc) e ainda farinhas, clara de ovo, etc) 
Desjejum: 
 
Leite com café 
Chá de camomila 
Suco de mamão 
Almoço: 
Sopa de legumes com 
carne liquidificada e 
coada 
Sorvete de abacaxi 
Suco de uva 
Jantar: 
Sopa de legumes com 
carne liquidificada e 
coada 
Gelatina de morango 
Suco de laranja 
Colação: 
 
Leite batido com 
frutas 
Lanche da tarde: 
 
Iogurte de frutas 
Ceia: 
 
Mingau de maisena 
Exemplo de Cardápio: Dieta Líquida 
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DIETA LÍQUIDA RESTRITA OU LIQ. SEM RESÍDUOS 
 I n dicação: 
 
 Pré e pós op. de cirurgias do TGI, após 
períodos longos de NPT, infecções graves, 
diarreia aguda, exames. 
 Não pode ser usada por mais de 3 dias. 
 
Restrição quanto ao teor de resíduoscausados 
por determinados alimentos. Excluídos: Leite e 
acúcar. 
 
Objetivo principal: repouso de TGI, hidratar 
tecidos, manter função renal, amenizar 
sintomatologia. 
 Fracionamento: 6-10 refeições (2/2h) 
HÍDRICA 
GERAL 
BRANDA 
PASTOSA 
LEVE 
LÍQUIDA 
sopa batida  
sopa normal  
geral macia  
+ 
- 
normal  
Dietas 
modificadas em 
consistência 
TIPOS DE DIETAS 
DIETAS ESPECIAIS OU 
TERAPÊUTICAS 
DIETAS MODIFICADAS 
Dietas com modificações de 
algum componente, 
mantendo-se nas mesmas 
características das dietas de 
rotina 
 ou  Fibras 
 Sal 
 Líquidos 
Dietas planejadas para 
alguma patologia específica. 
Ex: pancreatite, doença 
renal, cirrose hepática 
Macronutrientes 
TIPOS DE DIETAS 
DIETAS ESPECIAIS OU 
TERAPÊUTICAS 
DIETAS MODIFICADAS 
 Laxativa ( Fibras) 
 Obstipante ( Fibras insolúveis) 
 Hipossódica 
 Hipocalêmica 
 Hipercalêmica 
 Hipogordurosa 
 Hipoprotéica 
 Hiperprotéica 
DIE TA 
LA XATIVA 
Indicação: Pacientes 
constipados 
 
- Alimentos com alto 
teor de fibras 
- Água! 
DIETA OBSTIPANTE 
 I ndicação: Diarreia. 
 
 - Incluir fibras - importante para auxiliar no controle do trânsito intestinal por 
meio da viscosidade que proporciona. 
 - Oferta hídrica. 
 - Evitar leites e derivados 
 
 
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5 
Dieta Hipossódica 
 Indicação: - Hipertensão, 
 - Nefropatias 
 - Cardiopatias 
 - Cirrose hepática com presença de ascite 
 - Edema 
 
Características 
• Consistência: normal com reduzido teor de SÓDIO 
• Normoglicídica (50 a 60% VCT), normolipídica (25 a 30%) e 
normoprotéica (10 – 15%). 
• Recomendação: preparar todos os alimentos sem adição de sal e 
acrescentar no prato pronto. 
Recomendação de sódio para indivíduos saudáveis 
Sódio 
(g/dia) 
Cloreto de sódio- 
NaCl (g/dia) 
Ingestão adequada (AI) 1,5 3,8 
Limite superior tolerável de ingestão (UL) 2,3 5,8 
 AI – Adequate intake , UL - Tolerable Upper Intake Level 
 DRIs, 2001 
Consumo no Brasil: 4,5g sódio/dia  11,2g NaCl/dia 
Dieta Hipossódica 
Recomendações: 2 g de cloreto de sódio/dia = 2 colheres de 
café rasa ou 2 tampas de caneta BIC ou 2 sachês de 1g 
Evitar: 
• Enlatados: ervilha, milho verde, atum, sardinha, molho de tomate, etc. 
• Conservas: azeitonas, picles, palmito 
• Temperos prontos, caldos concentrados, etc. 
• Sopas de pacote 
• Molho prontos: catchup, mostarda, molho de soja, molho inglês, maionese, etc. 
• Carne seca, bacalhau, pertences para feijoada. 
• Frios e embutidos: presunto, salame, mortadela, salsicha, lingüiça, etc 
• Queijos: mussarela, prato, provolone, parmesão, gorgonzola, etc 
• Glutamato monossódico, macarrão tipo lamen. 
Dieta Hipossódica 
Permitidos 
Dieta Hipocalêmica/ Dieta Hipercalêmica 
 Indicação: Pacientes com hipercalemia 
 - Cardiopatias e nefropatias 
 - Doenças da vesícula biliar 
 
POTÁSSIO: nível sérico normal: de 3,5 a 5,0 mg/dl 
Características 
• < 2700 mg/dia, no máximo 70 mEq 
• Fontes de potássio: Frutas, hortaliças, 
tubérculos, leguminosas e oleaginosas 
 
 Indicação: Pacientes com pacientes 
com hipocalemia (necessária a 
reposição de potássio). 
Características 
• Aumentar os alimentos fontes de 
potássio: Frutas, hortaliças cruas, 
tubérculos, leguminosas, oleaginosas e 
demais alimentos fontes de potássio. 
 
Dieta Hipogordurosa 
 Indicação: - Hepatopatias 
 - Pancreatites 
 - Doenças da vesícula biliar 
 - Dislipidemias 
 
Características 
• Consistência: normal 
• Normoglicídica, hipolipídica e normoprotéica. Todos os alimentos são preparados sem 
adição de qualquer tipo de gordura. 
• < 20% do VET de gordura. 
 
Dieta Hipoproteica / Dieta Hiperproteica 
• Dieta normoproteica: de 0,8 a 1,0 g/kg/dia. 
 
• Restrição proteica: 0,6 a 0,8 g/kg/dia (<10% 
VET) 
 Os alimentos fonte de proteínas devem ser 
preferencialmente de origem animal (>50% de 
PAVB). 
 
• Indicações: pacientes com doença renal 
crônica (fase não dialítica ou tratamento 
conservador) e insuficiência hepática grave. 
• Dieta hiperproteíca: 1,0 a 1,5 g/kg/dia (15 
a 20% VET) >50% proteínas de origem 
animal 
 
• Indicações: pacientes com doença renal 
crônica 
 (fase dialítica: hemodiálise ou diálise peritoneal) 
ou aumento do metabolismo: desnutrição, 
queimaduras graves, cirurgias, infecções 
graves, politraumatismos, etc; 
Avaliar 
necessidade de 
suplementação 
proteica! 
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Documentação do Cuidado Nutricional 
 Prontuário  documento legal, permanente 
 
 Escrita legível com caneta 
 
 Anotações claras, consistentes e precisas 
 
 Data, hora e assinatura (carimbo) 
LEGISLAÇÃO 
RESOLUÇÃO CFN N° 304/2003 
DISPÕE SOBRE CRITÉRIOS PARA PRESCRIÇÃO DIETÉTICA NA ÁREA DE NUTRIÇÃO CLÍNICA 
E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. 
 
 Art. 4o. O registro da prescrição dietética deve c onstar no prontuár io do cl ient e-pac ient e, de 
acordo com os pro tocolos pré-estabe lecidos ou ace itos pelas unidades ou serviços de atenção 
nutric ional, devendo conte r data, Valor Energétic o Total (VET), consistência, macro e 
micronutrientes mais im portantes para o caso cl ínico, fracionamento, assinatura seguida de 
carimbo, número e região da inscrição no CRN do nutricionista responsável pela prescrição. 
 Parágrafo único. Outros dados pode rão ser acrescentados, de acordo com a necessidade e 
complexidade do serviço. 
LEGISLAÇÃO 
RESOLUÇÃO CFN N° 304/2003 
 
 Art. 5o. O registr o da ev olução nutric iona l dev e constar no pront uário do c liente-paciente, de 
acordo com os protocolos pré-estabelecidos, devendo conter: 
 alteração da ingestão alimentar 
 avaliação da tolerância digestiva 
 exame físico 
 antropometria 
 capacidade funcional 
 avaliação bioquímica. 
 
 Parágrafo únic o. Outros dados poderão ser acrescentados, de acordo com a necessidade e 
complexidade do serviço. 
EVOLUÇÃO DIETOTERÁPICA MÉTODO DE REGISTRO NO PRONTUÁRIO – SOAP 
 
Consiste em um método que ajuda a organizar as informações a fim de estabelecer a conduta mais apropriada 
para a Evolução Dietoterápica. 
 
Os dados DIÁRIOS a serem colhidos são: 
S = dados subjetivos; 
O = dados objetivos; 
A = análise; 
P = plano de tratamento. 
 
S - D ADOS SU BJETIVOS: são as informações diárias do paciente ou do acompanhante sobre suas queixas (o 
que sente, observa, acredita, suas reações ou qualquer outra observação adicional). É que o paciente relata. 
•alterações no apetite relatado 
•sintomas referidos 
•alterações no consumo alimentar referidas (do jantar, por exemplo) 
•queixas relacionadas à influência da internação na alimentação 
•outros. 
O - DADOS OBJETIVOS: são os dados mensuráveis, os sinais e sintomas observados, os resultados de 
exames, as drogas utilizadas (interação drogas/nutrientes), os cuidados prescritos, o tratamento em 
andamento, as orientações, etc. 
 hipóteses diagnósticas ( descrever as que tem relação com a nutrição) 
 exames laboratoriais atuais (do dia) 
 sintomas presentes no dia (avaliar sintomas relacionados ao TGI) 
 conferir funções do TGI: dentição, digestão, vômitos, frequência e características de evacuação; 
 modificações no hábito urinário 
 indicadores da evolução clínica (febre, pressão arterial, glicemia capilar, variação ponderal, edema, etc.) 
 interação drogas/nutrientes 
 anorexia 
 aumento ou redução da ingestão de alimentos (qualificar e/ou quantificar) 
 alteração qualitativa no consumo alimentarAdministração da dieta enteral: variação da quantidade de dieta infundida, variação na velocidade de 
infusão, etc. 
 
A - AN ÁL ISE: expli ca e interpreta os significados das informações colhidas, ajudando a definição do 
problema, avaliando ao mesmo tempo a evolução da conduta adotada e identificando novos problemas. A 
análise dará subsídios para a prescrição da dieta. Devem estar incluídas as razões para manter, mudar ou 
abandonar uma conduta. Aqui deve conter o diagnóstico nutricional e as condições gerais e clínicas do 
paciente que justifiquem a manutenção ou mudanças na dieta. 
A ANÁLISE deve justificar as características físicas e químicas da dieta prescrita. 
 
P = PLANO DE TRAT AMEN TO: É a conduta a ser tomada, baseando-se nos dados colhidos (dados 
objetivos e subjetivos analisados). É a conduta alimentar propriamente dita. 
Deve-se considerar a: 
 consistência da dieta (apresentação) 
 composição química da dieta (não devem ser descritos alimentos ou preparações, mas sim NUTRIENTES) 
 dietas especiais padronizadas. 
Também pode ser incluído no plano de tratamento a coleta de dados adicionais. Coleta de dados (clínicos, 
laboratoriais, nutricionais): são os dados a serem observados no paciente como, por exemplo: controle de 
ingestão alimentar, controle hídrico, frequência do hábito intestinal, observação sobre as características das 
fezes, características do hábito urinário, etc. 
10/08/2018 
7 
Exemplo: Evolução Dietoterápica 
 
 # EVOLUÇÃO DIETOTERÁPICA # 
(S) Paciente no leito, acordado, responsivo, acompanhado do filho. Acompanhante refere constipação há 6 
dias e hábito urinário sem alterações. Paciente reiniciou dieta via oral na noite de ontem e o filho relatou 
que teve uma ingestão alimentar satisfatória, apesar de não ter ingerido toda a dieta oferecida. 
 
(O) Paciente portador das doenças crônicas: hipertensão arterial, diabetes mellitus, DPOC estágio IV e 
internou para investigar massa pulmonar. Exames bioquímicos atuais da internação: Foi realizada avaliação 
das funções renais e hepáticas e os valores assinalam que os exames referentes a função renal se 
apresentaram dentro da normalidade, enquanto que a função hepática está alterada. Creatinina: 0,54 
mg/dl (VN: 0,7 - 1,5 mg) Ureia: 19 mg/dl (VN: 10,0 - 50,0 mg/dL) Sódio: 136,7 mmol/l (VN: 135,0 a 
145,0 mmol/L) Potássio: 3,9 mmol/l (VN: 3,5 a 5,0 mmol/L) TGO: 126 u/l (VN: 15 – 37 u/l) TGP: 101 u/l 
(VN: 30- 65 u/l) Medicações em uso durante a internação: Continua tomando Vitamina D+ Carbonato de 
Cálcio(que consumia no domicílio). Morfina, Dipirona Sódica, Lactulose xarope e Bromoprida. Em função 
do uso de opióides para atenuar a dor, será monitorado o funcionamento intestinal. Não foi realizada 
avaliação do estado nutricional pelas condições do paciente. Incluo o: Peso estimado = 60,5kg (Rabito, 
2006) e Altura estimada = 1,70m (Chumlea, 1987). Paciente apresentou um aumento de 500g em relação 
ao peso da internação (Peso: 60,0 kg), possivelmente por hidratação. 
Exemplo: Evolução Dietoterápica 
 
Necessidades Energéticas e Nutricionais: GEB = 1200kcal GET = 1450kcal Proteína = 65g -
97,5g (1,0 -1,5g/kg/dia) Aceitação dieta hospitalar foi maior que 70%, todavia, preferiu o consumo 
de alimentos proteicos. As refeição complementares foram aceitas totalmente. 
 
(A) O paciente vem recebendo dieta por via SNE com 1.0 kcal/ml totalizando 400Kcal com 20g de 
proteína (para diabéticos, 200ml 2x/dia), associada a dieta pastosa devido a falta da prótese 
dentária. Está sendo realizada a reintrodução da alimentação via oral e progrediremos a dieta para 
via oral exclusiva e suspensão da SNE. A dieta de consistência branda, conforme preferência da 
paciente, especial para paciente diabético (sem sacarose, rica em fibras, com restrição em gorduras 
saturas) e hipossódica com 2g sal/refeição 2000 kcal com lanche noturno, oferecendo 2000 kcal e 
90g de proteína. Oferta total de 2400 kcal e 110g de proteína. 
 
(P) Conduta: - Dieta Branda (2400 kcal e 110g de proteína ) hipossódica (2g sal/refeição) e para 
diabetes (sem sacarose, rica em fibras, com restrição em gorduras saturas) e suspenção da SNE. - 
Discuto com residente para suspender a SNE devido aceitação satisfatória da via oral que atende as 
necessidades nutricionais do paciente. 
Considerando o paciente: 
 
ELABORAÇÃO DE ANOTAÇÃO EM PRONTUÁRIO HOSPITALAR 
K.M, 62 anos, sexo feminino, branca, consciente. 
HD = Fratura de membro inferior direito. Comorbidades: diabetes e hipertensão arterial. 
Refere que a prótese dentária está um pouco larga e machucando. Nega dificuldades para 
deglutir. Evacuação ausente há 3 dias. 
- Familiares referiram peso de 60Kg e altura de 160 cm, sem história de emagrecimento ou 
qualquer alteração da ingestão alimentar. 
- Exames laboratoriais mostram glicemia: 124mg/dL (até 99mg/dL) e Albumina: 3,0 (3,5-5,0) 
Conclusão da avaliação nutricional subjetiva global:(x)nutrido 
Necessidade energética calculada: 1700Kcal/dia 
Necessidade hídrica calculada =2010 mL por dia (30mLx67kg) 
Qual dieta a paciente deve receber? 
 
De acordo com os dados acima, como você colocaria estas 
informações (de forma breve) no prontuário da paciente?

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