Patologias do ovário- ROBBINS
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Patologias do ovário- ROBBINS


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também pelos, 
sebo, cartilagem e osso. 
Microscopia : grau I, II e III \u2013 quantidade variável de neuroepitélio imaturo, misturado com tecidos dos 3 folhetos 
germinativos. Crescimento rápido \u2013 tratamento por cirurgia + quimioterapia, e se necessário radioterapia.*Células 
pequenas redondas e azuis. 
 
C. Teratoma monodérmico (especializado ) 
1.B.1. Struma ovarii não é tecido ovariano, só de tireoide. Composto de tecido tireoideano maduro \u2013 pode evolui p 
hipertireoidismo 
1.B.2. Carcinóide, produz 5-hidroxitriptamina ( serotonina ) \u2013 Sd. Carcinóide. É maligno, com comportamento 
benigno. 
 
 
Figura 12- teratoma maduro 
Letícia Nano- Medicina Unimes 
 
2- Disgerminoma 
2% dos tumores ovarianos; 80% unilaterais. Frequentes na 2ª e 3ª décadas. Associados a disgenesia gonadal. 
Macroscopia: tumor sólido macio, branco-acinzentado. É maligno. 
Microscopia: grandes células com citoplasma claro e vesiculoso, com núcleos regulares e 
nucléolos evidentes. Formam blocos e entre eles, estroma fibroso com infiltrado de linfócitos. 
Expressam Oct3; Oct4 e c-KIT 
Bom prognóstico \u2013 sensíveis a quimioterapia 
Obs.: em outros tecidos (não ovário) pode se chamar germinoma, com características iguais. 
 
3- Tumor do seio endodérmico ( saco vitelínico ): Raro, origem em células germinativas derivadas de remanescentes 
do saco vitelínico. Clínica: criança ou mulher jovem com dor e massa pélvica. 
 Macroscopia: pequenos, consistência gelatinosa 
Microscopia: rosetas de Schiller-Duvall ( possui um vaso ) e presença de gotículas hialinas citoplasmáticas. 
PAS positivas. Expressam \u3b1-fetoproteína ( é usado como marcador no pós op.)e \u3b11-antitripsina. 
Crescimento rápido e agressivo \u2013 sensível a quimioterapia. 
 
4-Coriocarcinoma: de origem placentária ou da diferenciação extraembrionária de células germinativas malignas 
Concomitantes a outros tumores de céls. germinativas. Muito agressivos, mesmo em pequeno tamanho 
metastatizam. 
Macroscopia: pequenos, vinhosos e hemorrágicos. Sangrante, lembra uma placenta. 
Microscopia: células atípicas do sinciciotrofoblasto e citotrofoblasto, sem vilosidades coriais. 
 Expressam gonadotrofina coriônica (HCG). Mulher não gravida com \u2191 HCG \u2013 tumor. Metástases 
em pulmões, fígado e ossos. Insensíveis a QT, agressivos e fatais. 
 
\u2192 Tumores do estroma e cordão sexual 
Neoplasia do estroma ovariano derivado dos cordões sexuais da gônada embrionária. Nesta fase pode produzir 
células da gônada masculina (=Sertoli-Leydig) e da gônada feminina (= Teca-Granulosa) 
1. Tumores de células da granulosa 
2. Fibromas, tecomas e fibrotecomas 
3. Tumores de células de Sertoli- Leydig 
 
1- Tumor de células da granulosa: representam 5% das neoplasias ovarianas. 2/3 ocorrem pós-menopausa, 
causando hiperplasia endometrial. Elaboram estrógenos e raramente andrógenos. O potencial de malignização é de 
5 a 25% . Nível sérico de Inibina \u2013 monitorização no pós op. 
Macroscopia: unilaterais, massas solido-císticas, de coloração amarelada. 
Microscopia: células cubóides ou poligonais pequenas \u201c células em grãos de café \u201c, 
crescem em cordões ou blocos. \u201ccorpos de Call-Exner\u201d é uma pseudo roseta, pois não 
possui vaso no centro. 
Figura 13- disgerminoma 
Figura 3- roseta 
de Schiller-Duvall 
Figura 13-coriocarcinoma 
Figura 14- corpos de Call Exner 
Letícia Nano- Medicina Unimes 
 
2- Fibroma/tecoma/ fibrotecoma : representam 4% dos tumores de ovário. São produtor de hormônio (=Tecoma). 
Inativo, sem formar hormônio (=Fibroma), mais comum após menopausa. *Síndrome de Meigs: tumor ovariano+ 
ascite+ hidrotórax. 
Macroscopia: unilateral, massa sólida, branco-amarelada, dura 
Microscopia : composto por fibroblastos ou células fusiformes com gotículas lipídicas 
Se faz diagnóstico diferencial com leiomioma seroso. A diferença é a localização, fibroma- ovário, leiomioma- útero. 
Ou se diferencia por tricrômio de Masson: fibroblasto de uma cor ( azul ), músculo de outra. Obs.: o tecoma é mais 
amarelado pois produz hormônio. 
 
 
 
 
 
3- Tumor de célula de Sertoli e Leydig ( androblastoma ): São raros, são 
remanescentes das gônadas masculinas. Causam masculinização pois produzem 
andrógeno. Mais frequente na 2ª ou 3ª décadas de vida. Só se houver metástase se 
considera maligno. 
Macroscopia: unilateral, sólido, castanho-dourado ( por causa do hormônio ) 
Microscopia túbulos compostos por células de Sertoli ou Leydig 
Recorrência ou metástase em menos de 5% 
 
\u2192 Tumores metastáticos no ovário 
-Útero e Tuba uterina (origem Mülleriana)\u2192 carcinoma do endométrio principalmente! 
-Mama 
-Trato gastro-intestinal (Estômago, Cólon, Trato Biliar e Pâncreas) 
>Pseudomixoma peritoneal \u2013 Apêndice 
>Tumor de Krukenberg ( origem primária do estômago, cólon e apêndice ): células em 
anel de sinete embebidas no estroma ovariano que imitam um sarcoma ( tumor sólido ). A consistência do tumor é 
diagnostico diferencial de cistadenocarcinoma tipo intestinal ( glandular ), primário do ovário. 
Estadiamento dos tumores ovarianos: 
-Estádio I - Tumor limitado ao ovário (ovários), com lavado peritoneal e líquido ascítico negativos para células 
tumorais. Ausência de doença clínica, radiológica ou histológica fora dos ovários. Marcadores tumorais normais. 
Bilateralidade não muda o estadiamento. 
-Estádio II - Restos microscópicos ou linfonodos positivos (< 2 cm pela medida da patologia). Lavado peritoneal ou 
líquido ascítico negativo. Marcadores tumorais podem ser positivos ou negativos. 
-Estádio III - Linfonodos ou nódulos metastáticos comprometidos (> 2 cm); massa residual ou biópsia apenas; 
envolvimento de vísceras contíguas (omento, intestino, bexiga); e/ou lavado peritoneal ou líquido ascítico positivos 
para células tumorais. Marcadores tumorais podem ser positivos ou negativos. 
-Estádio IV - Metástase a distância, incluindo fígado. 
Figura 14 e 15- fibroma Figura 16 e 17- tecoma 
Figura 18-tumor de célula de Sertoli 
Figura 19- tumor de Krukenberg