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TERCEIRA AULA DO PRIMEIRO DIA DE CB: 05.02.2019 glândulas salivares GLÂNDULAS SALIVARES MAIORES - Responsáveis por 85% da saliva. A. GLÂNDULAS PARÓTIDAS Glândula parótida - vista lateral direita (verde) - Serosa (quando a secreção da glândula é fluida, aquosa, claras e rica e proteínas) - 25% da produção de saliva - Ducto de Stensen: O ducto parotídeo (também conhecido como ducto de Stensen) drena a saliva para o interior da cavidade oral, próximo ao segundo dente molar, através da papila parotídea. Em seu curso ele cruza o masseter e perfura o bucinador. Tecidos glandulares ao longo do ducto parotídeo e repousando sobre o músculo masseter são chamados de glândulas parótidas acessórias. Ducto Parotídeo - vista lateral direita (verde) GLÂNDULAS SUBMANDIBULAR - Mista (quando a secreção é mucosa e serosa ao mesmo tempo; mucosa = espessa e rica em muco; serosa = fluidas, aquosas, claras e ricas em proteínas); - 70% da saliva - Ducto de Wharton: As glândulas salivares submandibulares são um par de glândulas salivares que encontram-se abaixo do soalho da boca. A saliva é excretada através do Canal de Wharton, ou Ducto de Wharton ou Ducto Submandibular e contornam o limite posterior do músculo mio-hióideo e segue lateralmente na superfície superior. Deste modo, os ductos secretores são atravessados pelo nervo lingual e no fim drenam para as carúnculas sublinguais que estão de cada lado do freio lingual ao lado do ducto lingual. Estas glândulas podem ser palpadas e estimuladas visto que encontram-se posicionadas junto ao côndilo da mandíbula. GLÂNDULAS SUBLINGUAL - Mucosa - 5% da saliva - Vários ductos terminais (Rivinus) que podem unir-se formando um ducto excretor principal: Ducto de Bartholin. GLÂNDULAS SALIVARES MENORES (ACESSÓRIAS) - Mucosa - Aproximadamente 750 glândulas - Localizam-se por toda a mucosa com exceção da região anterior do palato e gengiva DOENÇAS DAS GLANDULAS SALIVARES: Podem ser: - Reacionais - Lesões obstrutivas - Infecções - Desordens imunopatológicas - Neoplasias O SINAL MAIS COMUM É O AUMENTO DE VOLUME PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS: • Palpação • Sialometria • Radiografia •Sialografia • Tomografia computadorizada • Ressonância magnética • Punção aspirativa com agulha fina (PAAF) • Biópsia SIALOLITÍASE = Cálculo salivar, pedras salivares (que se acumulam/localizam na saída do ducto excretor de glândulas e provocam aumento de volume por acúmulo de saliva) - O paciente vai apresentar um maior acúmulo de saliva nos momentos antes das refeições, o que pode ser um indicativo/uma pista para nós. - 85% dos casos são nos ductos das glândulas submandibulares - 10% na parótida - 8% na sublingual - Nas glândulas salivares menores (acessórias) é MUITO raro, normalmente acontece um rompimento do ducto por conta de calculo nessas glândulas. TRATAMENTO: (quando pequenos e localizados superficialmente) - Massagem leve na glândula (ordenha) - Calor úmido (por exemplo, gaze embebida em soro morno) - Aumento da ingestão de liquido - Estimulo do fluxo salivar (exemplo, dar coisas azedas ao paciente) - Sialagogos (ex: pilocarpina, 5mg antes das refeições) - Chicletes sem açúcar - Gotas de limão (por conta da acidez) - Cirurgia através do acesso do ducto TRATAMENTO: (quando localizados no parênquima da glândula) - Cirurgia com ou sem remoção da glândula SIALODENÍTE - É a inflamação das glândulas salivares. ORIGEM: Infecciosa (viral ou bacteriana); causa a compressão da glândula salivar por conta do aumento de volume originário da infecção - Obstrução ductal - Redução do fluxo salivar Não Infecciosa (Síndrome de Sjögren, radioterapia, traumas, neoplasias e hiperplasias adjacentes à glândulas) SINAIS E SINTOMAS: - Edema - Eritema - Saída de secreção - Trismo eventualmente - Dor TRATAMENTO: - Antibioticoterapia (amoxicilina) - Reidratação do paciente - Calor local - Drenagem cirúrgica (em caso de abscesso) MUCOCELE A mucocele é uma lesão comum da mucosa oral resultante da ruptura de um ducto de glândula salivar e do extravasamento de mucina para dentro dos tecidos moles vizinhos. Geralmente, este extravasamento é resultante de um trauma local, embora em muitos casos não haja história de trauma associado. De forma contrária aos cistos de ducto salivar, a mucocele não é um cisto verdadeiro, já que não apresenta revestimento epitelial interno. Entretanto, alguns autores têm incluído os cistos de ducto salivar em seus relatos de séries de casos, algumas vezes sob a classificação de mucocele de retenção ou cisto de retenção mucoso. Muitos pacientes relatam a história de um aumento de volume recorrente que se rompe periodicamente e libera seu conteúdo fluido. TRATAMENTO: Algumas mucoceles são lesões autolimitantes que se rompem e cicatrizam sozinhas. Entretanto, muitas dessas lesões são de natureza crônica, e a excisão cirúrgica local é necessária. Para minimizar o risco e a recorrência, o cirurgião deve remover qualquer glândula salivar menor que possa estar localizada dentro da lesão quando a área for excisada. O tecido excisado deve ser submetido à avaliação microscópica para confirmar o diagnóstico e descartar a possibilidade de neoplasias de glândula salivar. O prognóstico é excelente, embora mucoceles ocasionais possam recorrer, necessitando ser submetidas à nova excisão cirúrgica, especialmente se as glândulas subjacentes não tiverem sido removidas. RÂNULA Rânula normalmente está associada a uma glândula salivar maior (a submandibular). É constantemente associada ao mucocele, mas elas possuem a diferença que o mucocele está associada as glândulas acessórias e a rânula, como dito anteriormente, a glândula salivar maior. Normalmente acontece no assoalho da boca. TRATAMENTO: O mucocele possui o tratamento de remoção (biopsia excecional), tirando também um grupo de glandulas acessórias. Mas a rânula, por estar associada a uma glândula importante, normalmente fazemos marsupialização (a marsupialização é a técnica cirúrgica de cortar uma fenda em um abcesso ou cisto -no caso aqui, rânula- e suturar as bordas da fenda para formar uma superfície contínua da superfície externa até a superfície interna da lesão). Podemos fazer também a micromarsupialização, que consiste em anestesiar o paciente, não faz nenhum tipo de incisão mas pega o fio de seda e passa ele várias vezes através da ranula, sem apertar, para que aja uma epitelização em torno do fio na parte que está dentro da lesão com formação de novas possibilidades de ducto para secreção de saliva. SIALOMETAPLASIA NECROSANTE ETIOLOGIA: Isquemia do tecido salivar; tomar muito cuidado com anestesia na região posterior do palato (cuidado com a quantidade de solução anestésica, principalmente se houver um vasoconstritor potente); as vezes é confundido com uma afta enorme, mas na verdade já é a necrose do tecido. Fica com esse aspecto feio, mas cicatriza espontaneamente com o tempo. Incomoda o paciente como se fosse uma afta, mas cicatriza sem haver necessidade de tratamento. FATORES PREDISPONENTES: - Lesão traumáticas - Injeções anestésicas (!!!) - Proteses mal adaptadas - Infecções nas vias aéreas superiores - Tumores adjacentes - Cirurgias prévias