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FECHAMENTO 1

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Problema 1
Tétano 
É uma doença infecciosa, altamente fatal, causada por toxinas produzidas pelo Clostridium tetani. Caracteriza-se por rigidez muscular e morte por parada respiratória ou convulsões.
Bactéria – 
Anaeróbica , Gram positiva, formadora de esporo, encontrada no solo e trato intestinal.
Na maioria dos casos a bactéria é introduzida nos tecidos através de ferimentos, permanecendo neste local, não invadindo os tecidos adjacentes, começando a proliferar e produzir neurotoxinas somente quando determinadas condições ambientais forem obtidas, principalmente, a redução de oxigênio local.
A bactéria produz pelo o menos 3 proteínas tóxicas:
Tetanolisina – promove a disseminação da infecção ao ampliar a quantidade de necrose tecidual local.
Tetanospasmina – é uma exotoxina lipoprotéica que se difunde, a partir do local de produção, até o sistema vascular, onde se distribui, difusamente, até a área pré-sinápticas das placas motoras, interferindo, provavelmente, na liberação de neurotransmissores, glicina e ácido gama aminobutírico (GABA), que provoca hiperexcitabilidade.
Toxina não-espasmogênica – é suposta devido aos fenômenos autônomos, resultantes da hiperestimulação do sistema nervoso simpático.
Epidemiologia
Tem como reservatório do agente o solo constantemente contaminado por fezes de animais.
Todas as espécies de animais de interesse zootécnico são sensíveis, mas ocorre variação de suscetibilidade, sendo os equinos os mais suscetíveis e os bovinos os menos sensíveis. 
O C. tetani tem como habitat o intestino de equídeos, ruminantes, cães, gatos, roedores, aves, e também, da espécie humana, fazendo parte da microbiota entérica normal. Eliminado nas fezes, esporula na presença de oxigênio, mantendo assim, os solos constantemente contaminados. Em geral a incidência de tétano é maior nos locais mais quentes dos vários continentes.
Patogenia 
Não ocorrem lesões estruturais. Nessa doença, ocorrem lesões bioquímicas nas células.
A infecção ocorre, geralmente por contaminação de ferimentos (causados por objetos perfurocortantes) ou feridas cirúrgicas (de castrações, descornas, caudectomias e casqueamento) com terra, fezes e outras sujidades que contenham esporos de C. tetani e bactérias piogênicas.
Sinais clínicos
O período de incubação do tétano é variável e depende das dimensões do ferimento, grau de anaerobiose, número de bactérias inoculadas e título de antitoxina do hospedeiro. Na maioria dos animais suscetíveis, os sinais clínicos ocorrem uma a três semanas após a infecção bacteriana. Os casos em cordeiros ocorrem 3-10 dias após a castração, tosa ou remoção da cauda. O quadro clínico é similar para todas as espécies animais. 
Os principais sinais clínicos caracterizam-se por andar com os membros rígidos, tremores musculares, trismo mandibular, prolapso da terceira pálpebra, rigidez da cauda, orelhas eretas, hiperexcitabilidade, tetania dos músculos masseteres, constipação e a retenção urinária são comuns, provavelmente, pela incapacidade de assumir a posição normal para urinar. Podem ocorrer convulsões, inicialmente quando há estímulo pelo som ou toque e, posteriormente, de forma espontânea. Os espasmos dos músculo do dorso e da cernelha causam extensão da cabeça e pescoço, e o enrijecimento dos músculos dos membros fazem o animal assumir “uma posição de cavalete”.
Patologia 
Não há alterações macroscópicas ou histológicas características que permitem confirmar o diagnóstico. Na maioria dos casos pode-se observar feridas que podem ser a fonte de infecção.
Diagnóstico 
O diagnóstico é realizado, essencialmente, pelo exame clínicos e pelos dados epidemiológicos. 
Diagnóstico diferencial 
Hipocalcemia 
Achados de necropsia
Não são observadas lesões anatomopatológicas, macroscópicas nem microscópicas, havendo apenas alterações bioquímicas no organismo animal.
Tratamento 
Propiciar relaxamento muscular para evitar asfixia mecânica e reduzir a acidose metabólica;
Diminuir o estado de hiperestesia;
Manter o animal hidratado e em estação;
Manter o equilíbrio acidobásico; 
Eliminar o foco de infecção, extinguindo C. tetani do local e interrompendo a produção de tetanospasmina;
Neutralizar a tetanospasmina circulante;
Propiciar ambiente calmo, escuro e silencioso;
Colocar o animal em baia com paredes alcochoadas, para evitar traumatismos em caso de quedas;
Manter o animal em estação sobre o piso adequado para evitar a ocorrência de laminite.
Controle e profilaxia
Exigem cuidados com o manejo sanitário em haras e demais criações evitando ao máximo ferimentos. Limpeza do cordão umbilical e vacinação correta.
Rodoccocose Equina
É uma doença infectocontagiosa, piogranulomatosa, causada pela bactéria Rhodococcus equi, caracterizada por pneumonia, enterite, linfadenite e lesões abscedantes em animais e humanos.
Etiologia 
Este microrganismo é um cocobacilo capsulado intracelular facultativo de macrófagos, oportunista, que vive no solo e trato intestinal de aves e mamíferos e não multiplica-se em tempera Dentre os animais, afeta mais comumente os eqüinos, especialmente potros, sendo esporádica sua ocorrência em animais adultos. turas superiores à 10° C.
Epidemiologia
O equino é a principal espécie suscetível. Em equinos, a doença ocorre com mais frequência em potros com idade entre 2 semanas e 6 meses, principalmente entre 45 e 60 dias de idade. A alta ocorrência da doença nesse período é atribuída ao declínio da imunidade passiva adquirida do sistema imune dos potros em debelar a infecção nessa faixa etária. A doença em equinos adultos é rara.
No Brasil, esta doença é considerada uma das mais graves na criação de potros. Apresenta alta mortalidade, mesmo que seja realizado tratamento adequado.
A contaminação por essa bactéria ocorre por ingestão, inalação dos aerossóis contaminados (mais comum), transmissão vertical (durante a gestação) ou por migração de larvas parasitarias do trato gastrointestinal. Habitualmente, é uma afecção casual, embora possa ser endêmica em certas fazendas, com casos ocorrendo todos os anos.
Normalmente acomete potros de 4 a 6 meses de idade, ocasionalmente podendo afetar animais mais jovens quando estes apresentam perda parcial ou total de transferência passiva de anticorpos pelo colostro.
O curso da doença pode ser agudo, levando rapidamente à morte, devido à grave pneumonia, ou crônico, durando de 30 a 40 dias. 
Sinais clínicos
Clinicamente, a doença caracteriza-se principalmente por apresentar broncopneumonia abscedante em lactentes e, menos freqüentemente, distúrbios entéricos e/ou articulares. O quadro clínico inclui febre, tosse com ou sem rinorréia, presença de ruídos na ausculta pulmonar e diarréia, quando há comprometimento entérico. Também podem estar presentes artrite, osteomielite, abscessos subcutâneos, renal, hepático, cerebral e reticuloperitoneal; além de bacteremia e meningite.
Diagnóstico
Dentro os exames complementares, o teste mais confiável é o isolamento microbiano. Este, por sua vez, é feito, de preferência, através do lavado trans-traqueal. Exames citológicos diretos de órgãos, de material centrifugado de lavados traqueais e de líquido sinovial são opções para o diagnóstico da doença.
Diagnóstico diferencial 
Aborda outras doenças respiratórias que incluem agentes com S. equi, influenza vírus equino, herpesvírus 1 e 4, além do vírus da arterite viral equina.
Achados anatomopatológicos
Na necropsia, são observados abscessos bem delimitados no interior do pulmão, broncopneumonia, severo comprometimento intestinal com lesões nos vasos linfáticos mesentéricos e linfonodosassociados. A histopatologia revela a presença de processos piogranulomatosos, havendo grande quantidade de macrófagos, linfócitos e neutrófilos degenerados, células-gigantes e enorme contingente de microrganismos no citoplasma de fagócitos, envoltos por cápsula fibrosa.
Tratamento
O tratamento da afecção tem por base a antibioticoterapia, com a associação de eritromicina, na dose de 20 a 25mg/kg, por via oral, a cada