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Ministério da Educação 
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica 
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais 
 
 
 
 
 
 
 
 
2º VESTIBULAR DE 2016 
 
 
HORÁRIO: 8h às 12h. 
 
 
PROVAS DESTE CADERNO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INSCRIÇÃO Nº.: ______________ SALA: _____ 
 
NOME: ________________________________________________________ 
LÍNGUA PORTUGUESA 
LITERATURA BRASILEIRA 
REDAÇÃO 
LÍNGUA ESTRANGEIRA 
SÓ ABRA ESTE CADERNO QUANDO AUTORIZADO 
LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES NO VERSO 
 
 
Ministério da Educação 
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica 
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 
 
2° Vestibular de 2016 2 
2º VESTIBULAR DE 2016 
 
INSTRUÇÕES 
 
Este caderno de provas contém: 
 
- Prova Escrita Objetiva com 30 (trinta) questões: 
 
15 (quinze) questões de Língua Portuguesa; 
5 (cinco) questões de Literatura Brasileira e 
10 (dez) questões de Língua Estrangeira. 
 
ATENÇÃO: você deverá fazer as provas de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e apenas uma de Língua 
Estrangeira, conforme a sua escolha no ato da inscrição. 
 
- Prova de Redação (deverá ser feita em formulário específico e entregue ao aplicador de provas). 
 
A prova terá duração de 04 (quatro) horas, improrrogáveis, incluindo o tempo necessário para transferir a 
resposta de cada questão para o Formulário de Respostas e fazer a redação. 
 
Nenhuma folha deverá ser destacada durante a realização das provas. 
 
Quando necessário, faça os cálculos e rascunhos neste caderno de provas, sem uso de máquina de calcular ou 
aparelhos eletrônicos. 
 
Cada questão objetiva tem 4 alternativas (A, B, C, D), com apenas uma resposta correta. Não marque mais de 
uma alternativa para a mesma questão nem deixe nenhuma questão sem resposta. 
 
Leia atentamente as questões antes de resolvê-las. 
 
O número de respostas deverá coincidir com o número de questões. 
 
Durante a prova, é proibida a comunicação entre candidatos. 
 
Após resolver as questões, passe as respostas assinaladas para o Formulário de Respostas (Gabarito 
Personalizado). 
 
O Formulário de Respostas deverá ser preenchido com caneta esferográfica azul ou preta. Não se esqueça de se 
identificar no Caderno de Provas. 
 
Este Caderno de Provas somente poderá ser levado depois de transcorridas 2 (duas) horas de aplicação das 
provas. 
 
Ao terminar a prova, o candidato entregará ao aplicador, o Formulário de Respostas e a Prova de Redação, 
devidamente preenchidos e assinados no local apropriado. 
 
O Formulário de Respostas não deve ser dobrado, amassado ou rasurado, pois NÃO SERÁ SUBSTITUÍDO. 
 
Ao término das provas, deverão estar presentes na sala pelo menos 2 (dois) candidatos, que assinarão a ata de 
aplicação das provas. 
 
O Gabarito da Prova Escrita será divulgado no dia 13 de junho de 2016, nos murais dos Campi do IFNMG e no 
site do IFNMG (http://www.ifnmg.edu.br). 
 
Não haverá correspondência ao candidato informando o seu resultado nas provas. O resultado final estará 
disponível no site http://www.ifnmg.edu.br e nos murais dos Campi do IFNMG, até o dia 30 de junho de 2016. 
 
 
 
Ministério da Educação 
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica 
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 
 
2° Vestibular de 2016 3 
PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA 
Instrução: O texto que se segue serve de base para responder às questões de 01 a 11. Leia-o atentamente. 
 
TEXTO 01 
 
A ÉTICA E A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO HOJE (Texto adaptado) 
Mario Sergio Cortella* 
 
01 
 
 
 
05 
 
 
 
 
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40 
 
 
 
 
45 
Ressaltemos desde o início: a ética é uma questão absolutamente humana! Só se pode falar 
em ética quando se fala em humano, porque a ética tem um pressuposto: a possibilidade de escolha. 
A ética pressupõe a possibilidade de decisão, ética pressupõe a possibilidade de opção. 
É impossível falar em ética sem falar em liberdade. Quem não é livre não pode, 
evidentemente, ser julgado do ponto de vista da ética. Outros animais, ao menos nos parâmetros que 
utilizamos, agem de forma instintiva, não deliberada, sem uma consciência intencional. Cuidado. 
Há quem diga: “Eu queria ser livre como um pássaro”; lamento profundamente, pois pássaros não 
são livres, pássaros não podem não voar, pássaros não podem escolher para onde voam, pássaros 
são pássaros. Se você quiser ser livre, você tem de ser livre como um humano. Pensemos em algo 
que pode parecer extremamente horroroso: como disse Jean-Paul Sartre, nós somos condenados a 
ser livres. 
Da liberdade, vêm as três grandes questões éticas que orientam (mas também atormentam, 
instigam, provocam e desafiam) as nossas escolhas: Quero? Devo? Posso? Retomemos o cerne: o 
exercício da ética pressupõe a noção de liberdade. Existe alguém sobre quem eu possa dizer que 
não tem ética? É possível falar que tal pessoa “não tem ética”? Não, é impossível. Você pode dizer 
que ele não tem uma ética como a tua, você pode dizer que ele tem uma ética com a qual você não 
concorda, mas é impossível dizer que alguém não tem ética, porque ética é exatamente o modo 
como ele compreende aquelas três grandes questões da vida: devo, posso, quero? 
Tem coisa que eu devo mas não quero, tem coisa que eu quero mas não posso, tem coisa que 
eu posso mas não devo. Nessas questões, vivem os chamados dilemas éticos; todas e todos, sem 
exceção, temos dilemas éticos, sempre, o tempo todo: devo, posso, quero? Tem a ver com 
fidelidade na sua relação de casamento, tem a ver com a sua postura como motorista no trânsito; 
quando você pensa duas vezes se atravessa um sinal vermelho ou não, se você ocupa uma vaga 
quando vê à distância que alguém está dando sinal de que ele vai querer entrar; quando você vai 
fazer a sua declaração de Imposto de Renda; quando você vai corrigir provas de um aluno ou de um 
orientando seu; quando você vai cochilar depois do almoço, imaginando que tem uma pia de louça 
que talvez seja lavada por outra pessoa, e como você sabe que ela lava mesmo, e que se você não 
fizer o outro faz, você tem a grande questão ética que é: devo, posso, quero? Por exemplo, quando 
se fala em bioética: podemos lidar com clonagem? Podemos, sim. Devemos? Não sei. Queremos? 
Sim. Clonagem terapêutica, reprodutiva? É uma escolha. Posso eu fazer um transplante intervivos? 
Posso. Devo, quero? Tem coisa que eu devo, mas não quero; aliás, a área de Saúde, de Ciência e 
Medicina, é recheada desses dilemas éticos. Tem muita coisa que você quer, mas não pode, muita 
coisa que você deve, mas não quer. 
(...) Quando se pensa especialmente no campo da ética, a relação com a liberdade traz 
sempre o tema da decisão, da escolha. Por que estou dizendo isso? Porque não dá para admitir uma 
mera repetição do que disseram muitos dos generais responsáveis pelo holocausto e demais 
atrocidades emanadas do nazismo dos anos de 1940. Exceto um que assumiu a responsabilidade, 
todos usaram o mesmo argumento em relação à razão de terem feito o que fizeram. Qual foi? “Eu 
estava apenas cumprindo ordens”. “Estava apenas cumprindo ordens”, isso me exime da 
responsabilidade? Estava apenas obedecendo... Essa é uma questão séria, sabe por quê? Porque 
“estava apenas cumprindo ordens” implica a necessidade de pensarmos se a liberdade tem lugar ou 
não. 
Ética tem a ver com liberdade, conhecimento tem a ver com liberdade, porque conhecimento 
tem a ver com ética. Por isso, se há algo que também é fundamentalquando se fala em ciência, ética 
na pesquisa e produção do conhecimento, é a noção de integridade. A integridade é o cuidado para 
 
Ministério da Educação 
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica 
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 
 
2° Vestibular de 2016 4 
 
 
 
 
50 
 
 
 
 
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se manter inteiro, completo, transparente, verdadeiro, sem máscaras cínicas ou fissuras. Nessa hora, 
um perigo se avizinha: assumir-se individual ou coletivamente uma certa “esquizofrenia ética”. Ela 
desponta quando as pessoas se colocam não como inteiras, mas repartidas em funções que 
pareceriam externas a elas. Exemplos? “Eu por mim não faria isso, mas, como eu sou o 
responsável, tenho de fazê-lo”. Ora, eu não sou eu e uma função, eu sou uma inteireza, eu não sou 
eu e um professor, eu e um pesquisador, eu e um diretor, eu e um Secretário, eu sou um inteiro. “Eu 
por mim não faria”, então eu não faço! 
Cautela! Coloca-se um estilhaçamento da integridade: “Eu, por mim, não lhe reprovaria, 
mas como eu sou seu professor, eu tenho que reprovar”; “Eu, por mim, não lhe mandaria embora, 
mas como eu sou seu chefe...”; “Eu, por mim, não lhe suspenderia, mas como eu sou seu 
superior...”; “Eu, por mim, não faria isso, mas como eu sou o contador...”; “Eu, por mim, não faria 
isso, mas como eu sou o responsável pelo laboratório...”.: “Eu por mim não faria”, então eu não 
faço; “Eu por mim não lhe reprovaria”, então não reprovo. De novo: eu não sou eu e uma função, 
eu não sou eu e um pesquisador, eu e um chefe do laboratório, eu e um diretor de instituto, eu e um 
Secretário... O esboroamento da integridade pessoal e coletiva é a incapacidade de garantir que a 
“casa” fique inteira, e para compreender melhor a ideia de “casa íntegra”, vale fazer um breve 
passeio pelas palavras. Talvez as pessoas que estudaram um pouco de etimologia se lembrem que a 
palavra ética vem para nós do grego ethos, mas ethos, em grego, até o século VI a. C., significava 
morada do humano, no sentido de caráter ou modo de vida habitual, ou seja, o nosso lugar. Ethos é 
aquilo que nos abriga, aquilo que nos dá identidade, aquilo que nos torna o que somos, porque a sua 
casa é o modo como você é, onde está a sua marca. Mais tarde, esse termo para designar também o 
espaço físico foi substituído por oikos. Aliás, o conhecimento mais valorizado na sociedade grega 
era o que cuidava das regras da casa, para a gente poder viver bem e para deixar a casa em ordem. 
Como o vocábulo nomos significa “regra” ou “norma”, passou-se a ter a oikos nomos (a economia) 
como a principal ciência. No entanto, a noção original de ethos não se perdeu, pois os latinos a 
traduziram pela expressão more, ou mor, que acabou gerando para nós também uma dupla 
concepção; uma delas é “morada”, e a outra, que vai ser usada em latim, é o lugar onde você 
morava, o seu habitus. Olha só, a expressão “o hábito faz o monge” não tem a ver com a roupa dele, 
habitus; habitus é exatamente onde nós vivemos, o nosso lugar, a nossa habitação. 
Quando se pensa em ética e produção do conhecimento hoje, a grande questão é: como está 
a nossa possibilidade de sustentar a nossa integridade; essa integridade, como se coloca? A 
integridade da vida individual e coletiva, a integridade daquilo que é mais importante, porque uma 
casa, ethos, tal como colocamos, é aquela que precisa ficar inteira, é aquela que precisa ser 
preservada. 
Como está a morada do humano? Essa morada do humano desabriga alguém? Alguém está 
fora da casa, alguém está sem comer dentro dessa casa? Alguém está sem proteção à sua saúde, 
alguém está sem lazer dentro dessa casa? Essa morada do humano é inclusiva ou é exclusiva? Essa 
morada do humano lida com a noção de qualidade em ciência, ou lida com a noção de privilégio? 
Cuidado. Duas coisas que se confundem muito em ciência são qualidade e privilégio; qualidade tem 
a ver com quantidade total, qualidade é uma noção social, qualidade social só é representada por 
quantidade total. Qualidade sem quantidade não é qualidade, é privilégio. São Paulo é uma cidade 
em que se come muito bem, é verdade; quem come, quem come o quê? Qualidade sem quantidade 
total não é qualidade, é privilégio. Todas as vezes em que se discute essa temática, aparece a noção 
de uma qualidade restrita, e qualidade restrita, reforcemos, é privilégio. Nesse sentido, a grande 
questão volta: será que, na morada do humano, alguém está desabrigado? Será que essa casa está 
inteira, ela está em ordem nessa condição? Nessa nossa casa, quando a gente fala em cuidado, é o 
mesmo que falar em saúde; aliás, quando digo: “eu te saúdo”, ou, “queria fazer aqui uma 
saudação”, etimologicamente é a mesma coisa. Saudar é procurar espalhar a possibilidade de 
cuidado, de atenção, de proteção. Nossa casa, que casa é essa? Há nela saúde? A ética é a morada 
do humano; como essa casa é protegida? Qual é o lugar da ciência dentro dela? Qual é o papel que 
ela desempenha? Qual é a nossa tarefa nisso, para pensar exatamente aquelas três questões: posso, 
devo, quero? 
É claro que essas questões e suas respostas não são absolutas, elas não são fechadas, elas são 
históricas, sociais e culturais. A mesma pergunta não seria feita do mesmo modo há vinte anos; a 
 
Ministério da Educação 
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica 
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 
 
2° Vestibular de 2016 5 
100 
 
 
 
 
105 
 
 
 
 
110 
 
 
 
 
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grande questão no nosso país há cento e cinquenta anos, a grande questão ética há cento e cinquenta 
anos era se eu podia açoitar um escravo e depois cuidar dele, ou só açoitá-lo e deixá-lo para ser 
cuidado pelos outros; se eu poderia extrair o dente de alguém, se é mais recomendável para o 
dentista que ele faça a extração ou que ele tente o tratamento. Há alguns anos, algumas décadas, 
uma discussão de natureza ética era algo que nem passaria pela cabeça de um dentista. A pessoa 
chegava ao seu consultório e dizia: “Eu quero que o senhor arranque todos os meus dentes”. Ele 
respondia: “Tá bom”; hoje, você tem outra questão. O mesmo vale em relação ao uso de 
contraceptivos ou à legalização do aborto consentido, ou ainda sobre a separação entre princípios 
religiosos e conduta científica. Quando se pensa na manutenção da integridade, do devo, posso e 
quero, a grande questão, junto com essa tríade, é se estamos dirigindo, como critério último, a 
proteção da morada do humano, da morada coletiva do humano. Afinal de contas, não somos 
humanos e humanas individualmente, pois só o somos coletivamente. Fala-se muito em vivência, 
quando referimos à vida humana; no entanto, o mais correto seria sempre dizer convivência, pois 
ser humano é ser junto. Desse modo, a noção de ethos, a noção de morada do humano, oferece um 
critério para responder ao posso, devo e quero, que é: protejo eu a morada ou desprotejo? Incluo ou 
excluo? Vitimo ou cuido? 
Em um livro delicioso e de complexa leitura, Ética da Libertação, Enrique Dussel escreve 
sobre um percurso da história da ética dentro do mundo. (...). A principal virtude ética nos nossos 
tempos, para poder manter a integridade e cuidar da casa, da morada do humano, é a incapacidade 
de desistir, é evitar o apodrecimento da esperança, é evitar aquilo que padre Antonio Vieira 
apontou, no começou de um de seus Sermões, da seguinte maneira:“O peixe apodrece pela 
cabeça”. Já viu um peixe apodrecer? Tal como algumas pessoas, ele apodrece da cabeça para o 
resto do corpo... (...). 
Ser humano é ser capaz de dizer não, ser humano é ser capaz de recusar o que parece não ter 
alternativa, ser humano é ser capaz de afastar o que parece sem saída. Ser humano é ser capaz de 
dizer não, e só quem é capaz de dizer não pode dizer sim; aí está a nossa liberdade. Tem gente que 
diz assim: “Ah, a minha liberdade acaba quando começa a do outro”; cuidado, a minha liberdade 
acaba quando acaba a do outro. Liberdade, como saúde, tem de ser um conceito coletivo, a minha 
liberdade não acaba quando começa a do outro, a minha liberdade acaba quando acaba a do outro. 
Se algum humano não for livre, ninguém é livre, se algum homem ou mulher não for livre da falta 
de trabalho, ninguém é livre; se algum homem ou mulher não for livre da falta de socorro, de saúde, 
ninguém é livre; se alguma criança não for livre da falta de escola, ninguém é livre; a minha 
liberdade não acaba quando começa a do outro, minha liberdade acaba quando acaba a do outro. Ser 
humano é ser junto, e é em relação a isso que vale pensarmos nossa capacidade de dizer não a tudo 
que vitima e sermos capazes de proteger o que eleva a Vida. O vínculo da Ética com a Produção do 
Conhecimento está relacionado à capacidade deste de cuidar daquela, isto é, manter a integridade 
digna da vida coletiva. Ética é a possibilidade de recusar a falência da liberdade, a ética é a nossa 
capacidade de recusar a ideia de que alguns cabem na nossa casa, outros não cabem; alguns comem, 
outros não comem; alguns têm graça, outros têm desgraça. 
A ética é o exercício do nosso modo de perceber como é que nós existimos coletivamente, e 
então pensar com seriedade naquilo que François Rabelais vaticinou: “Conheço muitos que não 
puderam, quando deviam, porque não quiseram, quando podiam”. 
 
* Professor-Titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião da PUC-SP 
 
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=_D6KSnYtMFY&feature=related. Acesso em: 02 fev. 2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica 
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 
 
2° Vestibular de 2016 6 
QUESTÃO 01 
Dentre as afirmativas que se seguem, uma única exprime ideia não compatível com o que o autor do 
TEXTO 01 defende, assinale essa EXCEÇÃO. 
 
A) A noção de ética pode ser compreendida de modo particular e individual. 
B) O exercício da ética pressupõe a noção de liberdade, porque se pode falar que “alguém” não possui 
ética. 
C) A ética envolve o modo como cada um compreende as três grandes questões da vida: Devo? Posso? 
Quero? 
D) Não podemos afirmar que alguém não possui ética, e sim que alguém possui ética diferente da sua. 
 
QUESTÃO 02 
Segundo Mário Sérgio Cortella, a ética “é uma questão absolutamente humana”. Marque a opção que 
justifica a tese do autor. 
 
A) Os humanos possuem capacidade de discernir, de escolher, de optar e são dotados de liberdade e 
consciência intencional; portanto podem ser julgados do ponto de vista ético. 
B) A ética envolve apenas seres humanos, uma vez que estes são capazes de escolha e discernimento; 
atributos também observados nos animais. 
C) Apenas os seres humanos possuem liberdade de escolha e podem ser julgados do ponto de vista ético, 
porque não podem responder às três questões vitais: “Quero? Devo? Posso?” 
D) Os seres humanos não são os únicos que podem fazer as seguintes perguntas: “Quero? Devo? Posso?” 
 
QUESTÃO 03 
 
“Eu por mim não faria isso, mas, como eu sou o responsável, tenho de fazê-lo”. Ora, eu não sou eu e 
uma função, eu sou uma inteireza, eu não sou eu e um professor, eu e um pesquisador, eu e um diretor, 
eu e um Secretário, eu sou um inteiro. “Eu por mim não faria” (...) (linhas 49 – 52) 
 
 
O trecho anterior exemplifica bem que a ética envolve todas as opções a seguir, EXCETO: 
 
A) Uma fragilidade, porque nem sempre se tem a cautela de manter a integridade, completude e 
transparência nas ações e escolhas. 
B) Máscaras cínicas e fissuras que se avizinham quando as pessoas resolvem assumir, individual e 
coletivamente, uma “esquizofrenia ética”. 
C) Aniquilar-se a integridade quando se assume uma função-social, ao invés da verdade individual. 
D) O fato de as pessoas sempre escolherem a integridade, a transparência e a verdade individual. 
 
QUESTÃO 04 
Ao tratar do tema “ética”, o autor defende todas as ideias que se seguem, EXCETO: 
 
A) As pessoas passam por dilemas éticos, porque têm atitudes que desejam tomar, mas não querem; ou, 
devem tomar, mas não querem. 
B) A ética envolve aspectos históricos, sociais e culturais, por isso os dilemas éticos modificam no tempo 
e espaço; isto é, uma pergunta feita hoje, seria feita de modo diferente há vinte anos. 
C) A principal virtude do momento é conseguir manter a integridade individual e coletiva, cuidar da 
morada do humano e manter a esperança. 
D) A Ética, a liberdade e o conhecimento estão dissociados, porque a ética sempre envolverá escolhas, 
decisões individuais e coletivas. 
 
 
 
 
Ministério da Educação 
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica 
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2° Vestibular de 2016 7 
QUESTÃO 05 
 
“Nessa hora, um perigo se avizinha: assumir-se individual ou coletivamente uma certa “esquizofrenia 
ética” (linhas 46 – 47) 
 
Observando a expressão destacada, verificamos que o autor apropria-se de um termo da psiquiatria e o 
desloca para o campo da filosofia. De acordo com o TEXTO 01, a esquizofrenia ética é: 
 
A) O conjunto de psicoses endógenas, cujos sintomas fundamentais apontam a existência de uma 
dissociação da ação e do pensamento, expressa em uma sintomatologia variada, como delírios 
persecutórios, alucinações auditivas, labilidade afetiva etc. 
B) O desrespeito à ética, ao interesse coletivo, a ruptura com a integridade humana e as alucinações que 
se caracterizam pela dissociação da verdade e da ilusão e desconsideração do que é individual para se 
valorizar o que é função social. 
C) A quebra da integridade humana, a incapacidade de se manter inteiro, completo, transparente, 
verdadeiro, sem máscaras cínicas ou fissuras. As pessoas, ao invés de se colocarem como inteiras, são 
repartidas em funções que pareceriam externas a elas. 
D) Nenhuma das alternativas. 
 
QUESTÃO 06 
Para o autor, o esboroamento da integridade pessoal e coletiva é a incapacidade de garantir que a “casa” 
fique inteira. 
 
A palavra “casa” assume o valor semântico de todas as opções que se seguem, EXCETO: 
 
A) É o nosso modo de vida habitual, ou seja, a moradia do humano, o ethos. 
B) É o mesmo que ethos, “o que nos abriga” e que nos dá identidade. 
C) É a residência, a moradia e o local físico, a habitação. 
D) É o modo como somos, é a nossa marca. 
 
QUESTÃO 07 
Mário Sérgio Cortella defende que a integridade da vida individual e coletiva perpassa pela preservação 
da “morada do humano”. Pode-se depreender do texto que essa morada ideal é aquela que deva garantir, 
EXCETO: 
 
A) Inclusão e privilégio. 
B) Proteção e inclusão. 
C) Qualidade e abrigo. 
D) Cuidado e atenção. 
 
QUESTÃO 08 
 
 “(...) padre Antonio Vieira apontou, no começou de um de seus Sermões, da seguinte maneira: “O peixe 
apodrece pela cabeça”. Já viu um peixe apodrecer? (linhas 119 – 121) 
 
O autor recorre ao trecho, em destaque, de autoria do Padre Vieira, para indicar: 
 
A) Refere-se à capacidade de desistir do que parece difícil. 
B) Não podemos perder a esperança e “pôr tudo a perder”. 
C) Seria recusar aquilo que parece não ter mais alternativa. 
D) Nenhuma das opções.Ministério da Educação 
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2° Vestibular de 2016 8 
QUESTÃO 09 
O autor defende as seguintes ideias, EXCETO: 
 
A) O ser humano é ser capaz de proteger o que eleva a vida. 
B) O conhecimento deve cuidar da ética e manter a integridade da vida coletiva. 
C) A ética é a falência da liberdade e é a nossa capacidade de recusar o privilégio. 
D) A ética é a morada do humano e é, também, o exercício do nosso modo de perceber como é que nós 
existimos coletivamente. 
 
QUESTÃO 10 
 
“Tem coisa que eu devo mas não quero, tem coisa que eu quero mas não posso, tem coisa que eu posso 
mas não devo.” (linhas 19 – 20) 
 
Sobre o trecho anterior, SÓ NÃO podemos afirmar que: 
 
A) O período é composto por nove orações, uma vez que há nove verbos. 
B) O sujeito do verbo querer é “coisa”. 
C) Houve um equívoco na pontuação. Nas três ocorrências, antes da conjunção adversativa “mas”, há 
necessidade do uso da vírgula. 
D) Há omissão do verbo fazer, depois dos verbos “devo”, “posso” e “quero”. 
 
QUESTÃO 11 
 
“todas e todos, sem exceção, temos dilemas éticos, sempre, o tempo todo: devo, posso, quero? Tem a 
ver com fidelidade na sua relação de casamento, tem a ver com a sua postura como motorista no trânsito; 
(...)” (Linhas 20 – 22) 
 
A única opção que NÃO interpreta linguística e semanticamente o trecho anterior, de acordo com a norma 
culta é: 
 
A) “devo, posso, quero...”, após os dois pontos, está funcionando como aposto. 
B) “Todos e todos... temos” trata-se de uma concordância ideológica, respaldada pela gramática 
normativa. 
C) Podemos afirmar que o trecho de texto exemplifica bem a função emotiva ou expressiva da 
linguagem, uma vez que explora a subjetividade no tratamento do tema. 
D) Considerado o verbo “temos”, cujo sujeito é “todas e todos”, podemos afirmar que houve erro de 
concordância verbal. 
 
QUESTÃO 12 
 
TEXTO 02 
Leia a tirinha que se segue: 
 
 
Fonte: http://aeticadocuidar.blogspot.com.br/2013/05/blog-post_155.html. Acesso em: 04 fev. .2016. 
 
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2° Vestibular de 2016 9 
Ao colocar em diálogo os TEXTOS 01 e 02, em relação à ética, podemos afirmar que: 
 
A) A fala do garoto revela a noção de ética como sendo a manutenção do cuidado e da proteção. 
B) A tirinha não evidencia o dilema ético: o que devo, o que desejo e o que posso. 
C) A fala do garoto evidencia um problema que envolve a ética, apontado por Mário Sérgio Cortella, que 
é a questão do privilégio. 
D) A fala do garoto revela a integridade, a completude, a transparência e a capacidade de recusa do 
privilégio. 
 
QUESTÃO 13 
 
“protejo eu a morada ou desprotejo?” (linha 114) 
 
Todas as palavras, nas opções que se seguem, possuem prefixo de mesmo valor semântico da palavra 
“desprotejo”, EXCETO: 
 
A) Impossível. 
B) Reprodutiva. 
C) Incapacidade. 
D) Desabrigado. 
 
Instrução: Para responder às questões 14 e 15, leia o TEXTO 03. 
 
TEXTO 03 
“Ética é construir nossa própria competência” 
Neiva Pavesi* 
 
 
01 
 
 
 
05 
 
 
 
 
10 
 
 
 
 
15 
 
Um sociólogo comenta que certos indivíduos não se conformam que gente do povo possa 
pensar, ter ideias próprias, saber das coisas. Pessoas nascidas em berço difícil, fortalecidas pela 
rudeza da vida, tornam-se cidadãos mais comprometidos com a sociedade, porque sentem na pele a 
exclusão em seus variados e perversos aspectos. Só conhece a vida quem batalha por ela; só sabe do 
que precisa, quem passa por dificuldades; só tem capacidade de reivindicar seus direitos quem os 
conhece e sabe que eles lhes são negados. Quem sempre teve a facilidade de bens materiais, sabe o 
que significa pobreza? Quem nunca se equilibrou num orçamento pequeno, vivendo de poucos 
salários conhece o valor de cada real que recebe? Falar é fácil; aliás, a palavra, a mídia mais antiga 
que se conhece, está aí para ser usada. A palavra é neutra: o que muda é o uso e a leitura que se faz 
dela. A experiência cultural do povo brasileiro pode não ser refinada, mas está sedimentada em cinco 
séculos de difícil aprendizagem. 
A Aracati – Agência de Mobilização Social - reuniu no livro Frutos do Brasil, uma 
amostragem do que os jovens brasileiros estão, no momento, realizando por esses brasis. Ótimas 
ações de mobilização juvenil que nos fazem conhecer a inteligência, a solidariedade e a competência 
de jovens cidadãos provocadores, promotores e atores de processos de mudanças que não são vistos 
pelos que vivem no submundo das facilidades e são, geralmente, sectários: não aceitam que as coisas 
 
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2° Vestibular de 2016 10 
 
 
 
20 
 
 
 
 
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35 
 
 
 
sejam de outro modo, não tentam nem querem mudar; são inflexíveis com os outros. Suas mentes 
têm a profundidade de um pires. Os relatos do livro e do site não esgotam a abrangência e o 
significado do que é realizado neste momento. 
As ações desenvolvidas quebram tabus e preconceitos sociais, sexuais, raciais que excluem as 
pessoas. Trabalham pelo coletivo. Porque a vida é um só movimento energético entre os seres 
humanos; não existe o movimento nosso e o deles; tudo tem a ver com tudo. Há uma interligação 
entre nós. Não importa se um é rico e o outro pobre; se de bairro nobre ou periferia. Somos uma 
unidade chamada humanidade. O que afeta o rapaz que mora num barraco afeta, também, o que mora 
numa cobertura. Interação sempre foi o ponto vital de uma sociedade: realizar juntos, interagir (agir 
juntos), conviver (viver juntos). 
Os jovens frutos do Brasil pararam de reclamar da vida, do (des)governo. Saíram da disputa 
para ver quem sofre mais, quem é mais excluído, quem leva o prêmio de “o mais coitadinho do ano”. 
Tiveram a sabedoria de enxergar que isso não levava a nada e os mantinha presos à negatividade. 
Resolveram assumir o controle do barco de suas vidas. Não sabem o que acontecerá no momento 
seguinte como, aliás, toda a humanidade: eis a magia da vida. Mas estão preparados para as 
mudanças e flexíveis a tudo; eis a sabedoria! 
Os jovens do Brasil são éticos. Suas ações implicam em autonomia. Eles entendem o que têm 
de fazer. E escolhem fazê-lo. Optam pela ação. Escolhem a sua liberdade. Iniciam em seu interior 
uma revolução e, partindo da morada onde brilha a alma, começam a agir: fazem e acontecem. Essa 
juventude que os demais brasileiros desconhecem não está na mídia, mas em nosso bairro, em nossa 
cidade, em nossa rua, em nosso prédio, ao nosso lado no ônibus, nos bancos escolares. Se tivermos a 
sensibilidade necessária os reconheceremos. 
_____________ 
(*) Neiva Pavesi, educadora, promotora de leitura, divulgadora cultural, escritora, coordena 
Concertos de Leitura com o Grupo Cantigas Praianas, em Santos/SP, onde reside. 
 
 
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia/%27etica-e-construir-nossa-propria-
competencia%27/12/12636 - Acesso em 30 de março 2016. 
 
QUESTÃO 14 
Sobre o TEXTO 01 e o TEXTO 03, SÓ NÃO é correta a seguinte afirmativa: 
 
A) Ambos os autores, ao discutirem sobre a ética, destacam a necessidade do protagonismo juvenil e a 
necessidade de manter a integridade coletiva, em favor de uma unidade na humanidade. Entretanto, 
Neiva Pavesi destaca a necessidade sensível de reconhecermos a mobilidade juvenil nos recantos do 
Brasil. 
B) Neiva Pavesi concebe que os jovens brasileiros,em determinados recantos do Brasil, são éticos, 
porque suas ações implicam autonomia e protagonismo, pois promovem suas revoluções interiores e 
começam a agir. 
C) No TEXTO 01, Mário Sérgio Cortella empenha-se para conceituar ética, na sua relação com a 
liberdade e o conhecimento, para defender a tese de que a ética é o exercício de perceber o modo 
como existimos coletivamente. 
D) Podemos afirmar que tanto o TEXTO 01, de Mário Sérgio Cortella, quanto o TEXTO 03, de Neiva 
Pavasi, trazem importantes reflexões sobre a questão da exclusão social e propõem uma sociedade que 
considere a dimensão coletiva dos humanos e ambos consideram a unidade como o caminho ético, 
isto é, “realizar juntos, interagir (agir juntos), conviver (viver juntos)”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2° Vestibular de 2016 11 
QUESTÃO 15 
Das opções a seguir, marque aquela em que há emprego inadequado da regência verbal, conforme a 
gramática normativa: 
 
A) “Essa juventude que os demais brasileiros desconhecem não está na mídia,(...)” (linhas 35 – 36) 
B) “Eles entendem o que têm de fazer.” (linhas 33 – 34) 
C) “Suas ações implicam em autonomia”. (linha 33) 
D) Nenhuma das alternativas acima. 
 
PROVA DE LITERATURA BRASILEIRA 
 
QUESTÃO 16 
Instrução: leia o TEXTO 04, que se segue, e responda à questão proposta. 
 
TEXTO 04 
 
Que falta nesta cidade?................Verdade 
Que mais por sua desonra?...........Honra 
Falta mais que se lhe ponha..........Vergonha. 
O demo a viver se exponha, 
Por mais que a fama a exalta, 
numa cidade, onde falta 
Verdade, Honra, Vergonha. 
(...) 
E que justiça a resguarda?.............Bastarda 
É grátis distribuída?......................Vendida 
Que tem, que a todos assusta?.......Injusta. 
(...) 
E nos frades há manqueiras?.........Freiras 
Em que ocupam os serões?............Sermões 
Não se ocupam em disputas?.........Putas. 
Com palavras dissolutas 
me concluís na verdade, 
que as lidas todas de um Frade 
são Freiras, Sermões, e Putas. 
O açúcar já se acabou?..................Baixou 
E o dinheiro se extinguiu?.............Subiu 
Logo já convalesceu?.....................Morreu. 
À Bahia aconteceu 
o que a um doente acontece, 
cai na cama, o mal lhe cresce, 
Baixou, Subiu, e Morreu. 
A Câmara não acode?...................Não pode 
Pois não tem todo o poder?...........Não quer 
É que o governo a convence?........Não vence. 
(...) 
Fonte: 
https://www.google.com.br/?gws_rd=cr&ei=ylxMV5fBOYOEmQH38IOQBw#q=gregorio+de+matos+que+falta+nesta+c
idade+verdade. Acesso em: 24 abr. 2016. 
 
 
 
 
 
 
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2° Vestibular de 2016 12 
Sobre o fragmento do TEXTO 04, podemos afirmar que: 
 
A) Os recursos linguísticos próprios da poesia Barroca de Gregório de Matos, utilizados nesse poema, 
são: o jogo de ideias, o cultismo, o conceptismo, a clareza e o equilíbrio formal. 
B) A poesia é fortemente marcada pelo contraste e pela ideologia católica, especialmente quando trata do 
pecado como fragilidade humana. 
C) O poema traduz bem os poemas líricos resultantes das paixões humanas, com elementos resultantes, 
também, da reflexão religiosa, um dos temas importantes do Barroco e da poesia de Gregório de 
Matos. 
D) Trata-se de um exemplo de poema satírico do poeta, que faz uma reflexão sobre o cenário baiano, na 
época do Brasil colônia, tanto da política como dos vícios humanos. 
 
QUESTÃO 17 
Leia o TEXTO 05 que se segue, extraído do livro Crepúsculo de Arame, do poeta Wagner Rocha e 
responda o que se pede: 
 
TEXTO 05 
2. 
O pendulo de um relógio 
Sem memória 
Dissecando suas nau- 
fragas palavras 
e algum silêncio atravessa, pasmo, 
a cidade diluída 
 
Como atravessamos a vida 
Ilhados em nosso grito 
 
E caminhamos longo 
Dentro de uma mórbida paisagem 
Como uma árvore sem pêlos, 
Como uma árvore 
Incapazes de mover os olhos. (ROCHA, Wagner. Crepúsculo de Arame, p 74) 
 
Sobre o TEXTO 05, SÓ NÃO PODEMOS afirmar que: 
 
A) Há marcadamente uma adaptação do eu lírico com a paisagem urbana, na qual é possível dizer e 
manifestar a vida na sua integridade. 
B) O poeta Wagner Rocha ocupa-se da estética e da existência em sua poesia, uma vez que a questão 
humana é tema central. 
C) A cidade e o homem compõem a paisagem e a estética no discurso poético do autor, revelando a 
impotência humana, conforme pode-se ler nos versos “Como atravessamos a vida/Ilhados em nosso 
grito”. 
D) O poema explora imagens metafóricas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2° Vestibular de 2016 13 
QUESTÃO 18 
A obra Niketche: uma história de poligamia trata das condições subalternas das mulheres africanas, com 
destaque para a questão da poligamia. Quando a personagem Rami descobre que o marido Tony a traía 
com várias mulheres, resolve: 
 
A) Vinga-se, fugindo com outro homem para o Norte da África, já que nessa região as mulheres eram 
mais respeitadas. 
B) Abandona o lar e vai para o Sul da África, torna-se escritora que denuncia as condições das mulheres 
africanas. 
C) Vingar no dia do aniversário de Tony, levando todas as mulheres do marido para a festa e todos os 
filhos, de modo a expor a poligamia do marido. 
D) Nenhuma das alternativas. 
 
QUESTÃO 19 
Sobre as estéticas literárias desenvolvidas no Brasil, SÓ NÃO É correta a seguinte afirmativa: 
 
A) No início do século XX, o Brasil passa por diversas transformações que vislumbravam certa 
modernização da vida política, social e cultural. Embora alguns escritores ainda estivessem presos à 
estética realista-naturalista e simbolista, alguns escritores já apresentavam novidades, tanto estéticas 
quanto temáticas, tais como interesse pela realidade brasileira, busca de uma linguagem mais simples 
e coloquial. 
B) Clarice Lispector pertence à geração modernista de 30 (1930), com uma prosa regionalista e intimista, 
marcada esteticamente pela pesquisa e renovação nas formas de expressão. A autora relativiza os 
limites entre prosa e poesia e se debruça em torno da própria linguagem literária. 
C) A primeira fase do Modernismo no Brasil caracterizou-se pelas tentativas de solidificação do 
movimento renovador e pela divulgação das obras e ideias modernistas. Tinham como proposta 
reconstruir a cultura brasileira sobre bases nacionais, eliminar o nosso complexo de povo colonizado 
e produzir uma literatura em que predominava a crítica da realidade brasileira. 
D) A poesia da segunda geração modernista foi essencialmente questionadora da existência humana, das 
inquietações sociais, religiosas, filosóficas e amorosas, e tem como grande expoente, o poeta mineiro 
Carlos Drummond de Andrade. 
 
QUESTÃO 20 
Instrução: leia o trecho do poema de Ferreira Gullar, TEXTO 06, e responda o que se pede. 
 
TEXTO 06 
 
Não sei de que tecido é feita minha carne e essa vertigem 
que me arrasta por avenidas e vaginas entre cheiros de gás 
e mijo a me consumir como um facho-corpo sem chama, 
ou dentro de um ônibus 
ou no bojo de um Boeing 707 acima do Atlântico 
acima do arco-íris 
perfeitamente fora 
do rigor cronológico 
sonhando 
Garfos enferrujados facas cegas cadeiras furadas mesas gastas 
balcões de quitanda pedras da rua da Alegria beirais de casas 
cobertos de limo muros de musgos palavras ditas à mesa do 
jantar, 
voais comigo 
sobre continentese mares 
E também rastejais comigo 
pelos túneis das noites clandestinas 
 
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2° Vestibular de 2016 14 
sob o céu constelado do país 
entre fulgor e lepra 
debaixo de lençóis de lama e de terror 
vos esgueirais comigo, mesas velhas, 
armários obsoletos gavetas perfumadas de passado 
dobrais comigo as esquinas do susto 
e esperais esperais 
que o dia venha (GULLAR, 2013, p.33-4) 
 
Sobre a Obra Poema Sujo, de Ferreira Gullar, SÓ NÃO É CORRETA, a seguinte afirmativa: 
 
A) Na obra, Ferreira Gullar apresenta sua experiência pessoal associada ao contexto sócio-histórico das 
décadas de 1960 e 1970. 
B) Considerando que é uma obra de denúncia social política, não há marcas autobiográficas em Poema 
Sujo. 
C) Na obra, o poeta evoca também o contexto da segunda Guerra Mundial, entrelaçando eventos 
ocorridos no Brasil e fora do país, desse modo, o poeta pode ser considerado um escritor engajado. 
D) Na tentativa de revificar as experiências do cotidiano passado, o poeta evoca a passagem do tempo 
pelos objetos deteriorados, que funcionam como elementos constitutivos mnemônicos. 
 
 
PROVA DE REDAÇÃO 
 
PROPOSTA DE REDAÇÃO 
 
 
 
“Quando se pensa na manutenção da integridade, do devo, posso e quero, a grande questão, junto com 
essa tríade, é se estamos dirigindo, como critério último, a proteção da morada do humano, da morada 
coletiva do humano. Afinal de contas, não somos humanos e humanas individualmente, pois só o somos 
coletivamente. Fala-se muito em vivência, quando referimos à vida humana; no entanto, o mais correto 
seria sempre dizer convivência, pois ser humano é ser junto. Desse modo, a noção de ethos, a noção de 
morada do humano, oferece um critério para responder ao posso, devo e quero, que é: protejo eu a 
morada ou desprotejo? Incluo ou excluo? Vitimo ou cuido?” (linhas 108 – 115) 
 
 
Considerando as reflexões que se apresentam nos TEXTOS 01 e 02 e a sua experiência reflexiva, 
PRODUZA UM TEXTO DISSERTATIVO ARGUMENTATIVO, respondendo à seguinte questão: 
 
Que valores e organização social devemos cultivar para manter a integridade humana e conservar a 
“morada do humano”? 
 
 
 
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2° Vestibular de 2016 15 
FOLHA DE RASCUNHO DA REDAÇÃO 
 NÃO PODE SER DESTACADA 
 
_________________________________________________________________________________________________ 
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2 ______________________________________________________________________________________ 
 
3 ______________________________________________________________________________________ 
 
4 ______________________________________________________________________________________ 
 
5 ______________________________________________________________________________________ 
 
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24 ______________________________________________________________________________________ 
 
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2° Vestibular de 2016 16 
 
PROVA DE LÍNGUA ESPANHOLA 
INSTRUÇÃO: O TEXTO 01 que segue, serve de base para responder às questões de 21 a 25. Ele foi 
dividido em PARTE 01 e PARTE 02. Leia-o atentamente. 
TEXTO 01 
Mensajes del Secretario General con motivo del Día Internacional de Lucha contra la 
Corrupción (Texto adaptado) 
 
 
PARTE 01 
1 
 
 
 
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 La corrupción es un fenómeno mundial que golpea muy especialmente a los pobres, 
obstaculiza el crecimiento económico incluyente y sustrae fondos sumamente necesarios de servicios 
esenciales. Desde que nacen hasta que mueren, millones de personas se ven afectadas por la sombra 
de la corrupción que se cierne sobre ellas. 
[...] Con motivo del Día Internacional contra la Corrupción, exhortamos nuevamente a todos 
los habitantes del mundo a que contribuyan a “Romper la Cadena de la Corrupción”. […] Nuestra 
finalidad es empoderar a los individuos y unir los esfuerzos de los gobiernos, el sector privado y la 
sociedad civil para ayudar a que millones de personas salgan de la pobreza, proteger el planeta y 
lograr prosperidad y dignidad para todos. Eliminar la corrupción y sus efectos perniciosos será 
fundamental para nuestro bienestar futuro. 
A fin de derribar los altos muros de la corrupción, insto a todas las naciones a que ratifiquen y 
apliquen la Convención de las Naciones Unidas contra la Corrupción. Las medidas innovadoras 
previstas en esa Convención en las esferas de la prevención, la criminalización, la cooperación 
internacional y la recuperación de activos han posibilitado que se logren importantes avances, pero 
queda mucho más por hacer. Los servicios públicos deben cumplir las normas más elevadas de 
integridad y asegurar que los nombramientos se basen en el mérito. Los funcionarios públicos, así 
como los funcionarios electos, deben guiarse por la ética, la transparencia y la rendición de cuentas. 
El sector privado también tiene un papel esencial que desempeñar. Comportarse 
correctamente es hacer un buen negocio. Los grupos empresariales pueden transformar las medidas 
de lucha contra la corrupción en medidas de sólido apoyo al desarrollo sostenible. 
Insto a todos a ayudar a poner fin a la corrupción, y a unirse para luchar por la justicia y la 
equidad en el planeta. El mundo y sus habitantes ya no pueden afrontar el gasto que representa la 
corrupción ni tolerarla. 
9 de diciembre de 2014 
Ban Ki-moon 
 
Disponível em: http://www.un.org/es/events/anticorruptionday/2014/sgmessage.shtml.Acessado em: 25 de abril de 
2016. 
 
PARTE 02 
 
La actitud en todo el mundo hacia la corrupción ha cambiado drásticamente. Si bien hubo una 
época en que se solía considerar que el soborno, la corrupción y los flujos financieros ilícitos 
formaban parte de los costos derivados de hacer negocios, hoy en día la corrupción es considerada 
ampliamente (y con razón) una práctica delictiva y corrosiva. La nueva Agenda 2030 para el 
 
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2° Vestibular de 2016 17 
 
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Desarrollo Sostenible, que constituye nuestro plan para poner fin a la pobreza y asegurar una vida 
digna para todos, reconoce la necesidad de luchar contra la corrupción en todos sus aspectos y pide 
una reducción significativa de los flujos financieros ilícitos y la recuperación de los activos robados. 
La corrupción tiene consecuencias desastrosas en el desarrollo cuando los fondos que deben 
destinarse a las escuelas, las clínicas de salud y otros servicios públicos esenciales se desvían y se 
ponen en manos de delincuentes o de funcionarios deshonestos. 
La corrupción exacerba la violencia y la inseguridad y puede conducir al descontento con las 
instituciones públicas, al desencanto con el gobierno en general y a espirales de ira y disturbios. 
La Convención de las Naciones Unidas contra la Corrupción constituye una plataforma 
integral para los gobiernos, las organizaciones no gubernamentales, la sociedad civil y los 
particulares. A través de la prevención, la penalización, la cooperación internacional y la 
recuperación de activos, la Convención promueve avances mundiales para poner fin a la corrupción. 
Con motivo del Día Internacional contra la Corrupción, pido que aunemos esfuerzos para 
enviar un mensaje claro a todo el mundo de firme rechazo a la corrupción y de adhesión en su lugar a 
los principios de transparencia, rendición de cuentas y buena gobernanza. Ello beneficiará a las 
comunidades y los países y ayudará a marcar el comienzo de un futuro mejor para todos. 
 
9 de diciembre de 2015 
Ban Ki-moon 
Disponível em: http://www.un.org/es/events/anticorruptionday/2015/sgmessage.shtml. Acessado em: 25 de abril de 
2016. 
 
QUESTÃO 21 
Considere as seguintes afirmações sobre o TEXTO 01: 
 
I - A corrupção, ao impedir um crescimento econômico de inclusão e roubar verbas dos serviços 
essenciais, afeta milhares de pobres, que, por toda a vida, sentem a sombra da corrupção recair sobre eles. 
II - A campanha do dia internacional contra a corrupção convida todas as nações a construírem, 
juntamente com a Organização das Nações Unidas, uma convenção capaz de romper a cadeia da 
corrupção. 
III – O objetivo da campanha do dia internacional contra a corrupção é empoderar os indivíduos, além de 
promover a união entre os governos, o setor privado e a sociedade civil para ajudarem a retirar milhares 
de pessoas da pobreza. 
 
Assinale a alternativa CORRETA: 
 
A) Apenas I e III. 
B) Apenas II e III. 
C) Apenas I. 
D) I, II e III. 
 
QUESTÃO 22 
Considerando as afirmações de Ban Ki-moon, é correto afirmar, EXCETO: 
 
A) Os serviços públicos devem seguir as normas mais altas de integridade previstas na convenção das 
Nações Unidas contra a corrupção. 
B) A atitude de todo o mundo contra a corrupção mudou drasticamente, de 2014 para 2015, pois hoje em 
dia a corrupção é considerada amplamente uma prática delitiva e corrosiva. 
C) Os grupos empresariais são os responsáveis pelo desenvolvimento sustentável, portanto, devem 
aplicar a ética e a transparência nos negócios. 
D) A adesão aos princípios da transparência, prestação de contas e boa governança trará benefícios para 
as comunidades e para os países e ajudará a marcar o começo de um futuro melhor para todos. 
 
 
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2° Vestibular de 2016 18 
QUESTÃO 23 
São consequências da corrupção apontadas por Ban Ki-moon, na PARTE 02, do TEXTO 01, EXCETO: 
 
A) Insatisfação com as instituições públicas. 
B) Ataques de ira. 
C) Intensificação da violência e da segurança. 
D) Desencanto com o governo. 
 
QUESTÃO 24 
Marque a alternativa INCORRETA: 
 
A) “Muy” tem como plural “muchos”. 
B) “Hacia” e “contra” são preposições. 
C) “Drásticamente” pode ser classificada de acordo com a sílaba tônica como uma palavra 
“sobresdrújula”. 
D) “Criminalización” pode ser classificada de acordo com a sílaba tônica como uma palavra “esdrújula”. 
 
QUESTÃO 25 
“Si bien hubo una época en que se solía considerar que el soborno, la corrupción y los flujos financieros 
ilícitos formaban parte de los costos derivados de hacer negocios, hoy en día la corrupción es considerada 
ampliamente (y con razón) una práctica delictiva y corrosiva”. 
 
No trecho anterior, a expressão sublinhada expressa a ideia de: 
 
A) Adição. 
B) Contraposição. 
C) Condição. 
D) Consequência. 
 
QUESTÃO 26 
Observe o TEXTO 02. 
 
TEXTO 02 
 
Disponível em: http://www.antesdepartir.org.mx/medios/noticias/14-internacional-contra-corrupcion. Acessado em 26 de abril 
de 2016. 
 
No trecho “¡Contra la riqueza que empobrece, actúa!”, sobre a forma verbal em destaque, é CORRETO 
afirmar que: 
 
A) Está no modo subjuntivo e sugere ao leitor uma ação. 
B) Está no modo imperativo e refere-se a “vosotros”. 
C) Está no modo imperativo e convoca o leitor a agir. 
D) Está no modo indicativo e descreve uma ação. 
 
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2° Vestibular de 2016 19 
QUESTÃO 27 
Os TEXTOS 01 e 02 têm como objetivo comum: 
 
A) Apontar as consequências da corrupção. 
B) Mostrar como funciona a cadeia da corrupção. 
C) Chamar o leitor à ação mediante a corrupção que causa o empobrecimento. 
D) Conclamar as intituições públicas a combaterem a corrupção que causa o empobrecimento. 
 
QUESTÃO 28 
TEXTO 03 
 
 Ética y moral 
Javier R. Cinacch
Moral no es un niño asustado, 
en un rincón de las mentes. 
Ni ética es algo del pasado, 
o una ruina que se pierde. 
 
Moral y ética deben ser corona, 
que en las cabezas resplandezca, 
no joya pisada, sucia y olvidada, 
exhibida como algo extraño a la mirada. 
 
Moral no es un simple disfraz, 
que desempolvado se use para ocultar. 
No es ética un aro que se cuelga, 
en los oídos para adornar. 
 
Moral y ética deben ser las simples ropas, 
que uno vista cada día, 
fina corona en las cabezas, 
y parte desarrollada del alma.
Disponível em: http://www.poesiasdelavida.com.ar/poemas/etica-moral.htm. Acessado em: 27 de maio de 2016. 
 
Considerando o TEXTO 03, é possível afirmar que: 
 
A) A moral está localizada em um lugar específico das mentes. 
B) A moral e ética são como coroas feitas para enfeitar e que se encontram sujas e esquecidas. 
C) A ética e a moral são como ruínas de um passado esquecido. 
D) A ética e a moral devem ser vestimentas cotidianas. 
 
QUESTÃO 29 
No trecho “Ni ética es algo del pasado”, a partícula em destaque é: 
 
A) Artigo. 
B) Conjunção. 
C) Preposição. 
D) Pronome. 
 
QUESTÃO 30 
Considerando a leitura do TEXTO 03, é possível estabelecer uma relação de sentido entre as palavras 
destacadas em espanhol para o português, na alternativa: 
 
A) “desarrollada” - desenvolvida. 
B) “olvidada” - amassada. 
C) “niño” - ninho. 
D) “desempolvado” - poeirento.
 
 
 
 
 
Ministério da Educação 
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica 
Instituto Federaldo Norte de Minas Gerais 
 
2° Vestibular de 2016 20 
 
PROVA DE LÍNGUA INGLESA 
 
TEXTO 01 
 
Social media is making us depressed: let's learn 
to turn it off 
 
 
Social media is addictive, and like all drugs, it's doing us more harm than good 
Do Facebook and Twitter make us happier? The answer it would seem is: no. A recent survey 
found as many as one in five people say they feel depressed as a result of using social media. That might 
come as a surprise to the generation under 30; social media is part of their DNA and teenagers are rapidly 
losing the ability to communicate if not through their smartphones. But the stress of constantly 
monitoring our statuses and endlessly documenting every aspect of our lives via networks like Facebook, 
Snapchat and Instagram is taking its toll. 
Employers claim many school leavers are unprepared for the world of work, where they will 
have to interact with people outside their peer group and actually speak face-to-face with total strangers. 
Meanwhile, there have been countless academic studies since 2015 on the negative impacts of 
social media, showing that its regular use leads to feelings of anxiety, isolation and low self-esteem, not 
to mention poor sleep. We use these outlets to present a false picture of our lives to the online 
community; with flattering selfies and faux-glamorous images of holidays, parties and meals. It‟s as if 
we‟re starring in a movie of the life we‟d like to lead, not the humdrum one we actually inhabit. An 
underwhelming number lack of shares or „likes‟ can lead to debilitating feelings of inadequacy. 
We post intimate fragments of our lives to total strangers, falsely believing that a „friend‟ 
online is a real friend whose opinions matter. As for Twitter, it is a vehicle for screaming, nothing more 
and nothing less. Best not to read tweets if you are of a vulnerable disposition. 
Recently, I dared to write that cycling was being prioritised over walking in London. Cyclists, 
like Scottish Nationalists, are the thugs of the new era. Immediately, my words were distorted, and 
amplified via Twitter. I was accused of hate crimes against cycling even though I carefully said that I 
actually enjoyed it. I received 1,000 vile and abusive messages – and they‟re still coming. 
Twitter has an effect on one‟s disposition; augmenting anger and upset. Many of the women I 
know have come off Twitter because of the constant abuse that waits every time they pick up their phone 
or log in to their computer. 
The latest fashion among hipsters is to have a „digital-free‟ home. That could be a good move. 
Arianna Huffington has just written a book (The Sleep Revolution) citing experts who say there should be 
no screens in the bedroom and we shouldn‟t use social media in the hour before lights-out. 
How many times have we read a message on our phones and then spent hours in turmoil? 
Social media never switches off: someone, somewhere, is posting pictures, comments or messages, 
asking you to join a chat or wade in with an opinion. No wonder many teenagers suffer from what shrinks 
call “decision paralysis”. The options are simply too enormous for any human brain to deal with. 
For many people (not just teenagers), it seems the only way we can validate ourselves is 
though a screen, a habit which is just as bad for our health as over-indulging in drink or drugs. And just as 
addictive. 
 
Disponível em: http://www.independent.co.uk/voices/social-media-is-making-us-depressed-lets-learn-to-turn-it-off-
a6974526.html. Acesso em:21 abr. 2016. 
 
 
 
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Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 
 
2° Vestibular de 2016 21 
QUESTÃO 21 
Na frase "That might come as a surprise to the generation under 30", grifada no primeiro parágrafo do 
TEXTO 01, a palavra "that" foi usada para substituir: 
 
A) O fato de as redes sociais fazerem parte do DNA das pessoas com menos de 30 anos. 
B) O fato de os adolescentes usarem celulares para se comunicarem. 
C) O fato de o Facebook e Twitter não trazerem felicidade a ninguém. 
D) O fato de existir uma ligação entre o uso de redes sociais e depressão. 
 
QUESTÃO 22 
De acordo com o TEXTO 01, por que os estudantes que se formam não estão preparados para o mundo 
do trabalho? 
 
A) Porque existe uma carência de interação física. 
B) Porque as empresas não permitem usar redes sociais durante o período de trabalho. 
C) Porque a interação virtual nem sempre permite uma interação física. 
D) Porque é necessário deixar as redes sociais de lado para fazer mais cursos. 
 
QUESTÃO 23 
De acordo com o TEXTO 01, o uso constante das redes sociais pode causar, EXCETO: 
 
A) Isolamento. 
B) Baixa autoestima 
C) Ansiedade. 
D) Falta de insônia. 
 
QUESTÃO 24 
Na frase, “It’s as if we’re starring in a movie of the life we’d like to lead”, sublinhada no 3° parágrafo do 
TEXTO 01, qual é a origem da palavra “starring”? 
 
A) To stare. 
B) To star. 
C) To starre. 
D) To starry. 
 
QUESTÃO 25 
Na frase, “Best not to read tweets if you are of a vulnerable disposition”, a palavra “dispolition”, 
sublinhada no 4° parágrafo do TEXTO 01, pode ser melhor representada por: 
 
A) Disciplina. 
B) Saúde. 
C) Temperamento. 
D) Aparência. 
 
QUESTÃO 26 
De acordo com o TEXTO 01, todas as críticas, a seguir, referem-se às redes sociais, EXCETO: 
 
A) As pessoas esperam por "Likes" em suas postagens. 
B) As pessoas estão mostrando uma vida que gostariam de ter. 
C) As pessoas escondem a monotonia de suas vidas. 
D) As pessoas apresentam um quadro irreal de suas vidas. 
 
 
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2° Vestibular de 2016 22 
QUESTÃO 27 
De acordo com o TEXTO 01, todas as críticas abaixo se referem ao Twitter, EXCETO: 
 
A) O que a pessoa diz no Twitter pode ser usado contra ela. 
B) A fala da pessoa pode tomar proporções inesperadas. 
C) As pessoas podem entender o contrário do que se quer dizer. 
D) A quantidade de caracteres é insuficiente para formar sentido. 
 
QUESTÃO 28 
Segundo o TEXTO 01, o que está causando um efeito negativo nas pessoas? 
 
A) O fato de as pessoas postarem no Facebook. 
B) O fato de as pessoas documentarem tudo o que é feito. 
C) O fato de as pessoas usarem Snapchat. 
D) O fato de as pessoas terem Instagram. 
 
QUESTÃO 29 
Todas as afirmações abaixo podem se referir ao termo “The Sleep Revolution”, que está grifado no 7° 
parágrafo do TEXTO 01, EXCETO: 
 
A) Não devemos manter aparelhos eletrônicos no quarto. 
B) Não devemos usar redes sociais antes de dormir. 
C) Não foi escrito por especialistas. 
D) Não é um livro recente. 
 
QUESTÃO 30 
A palavra “over” na frase “a habit which is just as bad for our health as over-indulging in drink or drugs” 
que está marcada no último parágrafo do TEXTO 01, transmite uma ideia de: 
 
A) Finalização. 
B) Proximidade. 
C) Excesso. 
D) Distância. 
 
 
 
 
 
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2º VESTIBULAR DE 2016 DO 
IFNMG 
 
Atenção: caso queira levar esta folha de rascunho do gabarito, faça apenas as 
anotações das respostas das provas e destaque-a. 
 
 
RASCUNHO DO GABARITO 
 
QUESTÕES 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
 
 
 
 
QUESTÕES 
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Endereço da Reitoria: Rua Gabriel Passos, nº 259 – Centro – Montes Claros/MG 
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