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Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais 2º VESTIBULAR DE 2016 HORÁRIO: 8h às 12h. PROVAS DESTE CADERNO IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO INSCRIÇÃO Nº.: ______________ SALA: _____ NOME: ________________________________________________________ LÍNGUA PORTUGUESA LITERATURA BRASILEIRA REDAÇÃO LÍNGUA ESTRANGEIRA SÓ ABRA ESTE CADERNO QUANDO AUTORIZADO LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES NO VERSO Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 2 2º VESTIBULAR DE 2016 INSTRUÇÕES Este caderno de provas contém: - Prova Escrita Objetiva com 30 (trinta) questões: 15 (quinze) questões de Língua Portuguesa; 5 (cinco) questões de Literatura Brasileira e 10 (dez) questões de Língua Estrangeira. ATENÇÃO: você deverá fazer as provas de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e apenas uma de Língua Estrangeira, conforme a sua escolha no ato da inscrição. - Prova de Redação (deverá ser feita em formulário específico e entregue ao aplicador de provas). A prova terá duração de 04 (quatro) horas, improrrogáveis, incluindo o tempo necessário para transferir a resposta de cada questão para o Formulário de Respostas e fazer a redação. Nenhuma folha deverá ser destacada durante a realização das provas. Quando necessário, faça os cálculos e rascunhos neste caderno de provas, sem uso de máquina de calcular ou aparelhos eletrônicos. Cada questão objetiva tem 4 alternativas (A, B, C, D), com apenas uma resposta correta. Não marque mais de uma alternativa para a mesma questão nem deixe nenhuma questão sem resposta. Leia atentamente as questões antes de resolvê-las. O número de respostas deverá coincidir com o número de questões. Durante a prova, é proibida a comunicação entre candidatos. Após resolver as questões, passe as respostas assinaladas para o Formulário de Respostas (Gabarito Personalizado). O Formulário de Respostas deverá ser preenchido com caneta esferográfica azul ou preta. Não se esqueça de se identificar no Caderno de Provas. Este Caderno de Provas somente poderá ser levado depois de transcorridas 2 (duas) horas de aplicação das provas. Ao terminar a prova, o candidato entregará ao aplicador, o Formulário de Respostas e a Prova de Redação, devidamente preenchidos e assinados no local apropriado. O Formulário de Respostas não deve ser dobrado, amassado ou rasurado, pois NÃO SERÁ SUBSTITUÍDO. Ao término das provas, deverão estar presentes na sala pelo menos 2 (dois) candidatos, que assinarão a ata de aplicação das provas. O Gabarito da Prova Escrita será divulgado no dia 13 de junho de 2016, nos murais dos Campi do IFNMG e no site do IFNMG (http://www.ifnmg.edu.br). Não haverá correspondência ao candidato informando o seu resultado nas provas. O resultado final estará disponível no site http://www.ifnmg.edu.br e nos murais dos Campi do IFNMG, até o dia 30 de junho de 2016. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 3 PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA Instrução: O texto que se segue serve de base para responder às questões de 01 a 11. Leia-o atentamente. TEXTO 01 A ÉTICA E A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO HOJE (Texto adaptado) Mario Sergio Cortella* 01 05 10 15 20 25 30 35 40 45 Ressaltemos desde o início: a ética é uma questão absolutamente humana! Só se pode falar em ética quando se fala em humano, porque a ética tem um pressuposto: a possibilidade de escolha. A ética pressupõe a possibilidade de decisão, ética pressupõe a possibilidade de opção. É impossível falar em ética sem falar em liberdade. Quem não é livre não pode, evidentemente, ser julgado do ponto de vista da ética. Outros animais, ao menos nos parâmetros que utilizamos, agem de forma instintiva, não deliberada, sem uma consciência intencional. Cuidado. Há quem diga: “Eu queria ser livre como um pássaro”; lamento profundamente, pois pássaros não são livres, pássaros não podem não voar, pássaros não podem escolher para onde voam, pássaros são pássaros. Se você quiser ser livre, você tem de ser livre como um humano. Pensemos em algo que pode parecer extremamente horroroso: como disse Jean-Paul Sartre, nós somos condenados a ser livres. Da liberdade, vêm as três grandes questões éticas que orientam (mas também atormentam, instigam, provocam e desafiam) as nossas escolhas: Quero? Devo? Posso? Retomemos o cerne: o exercício da ética pressupõe a noção de liberdade. Existe alguém sobre quem eu possa dizer que não tem ética? É possível falar que tal pessoa “não tem ética”? Não, é impossível. Você pode dizer que ele não tem uma ética como a tua, você pode dizer que ele tem uma ética com a qual você não concorda, mas é impossível dizer que alguém não tem ética, porque ética é exatamente o modo como ele compreende aquelas três grandes questões da vida: devo, posso, quero? Tem coisa que eu devo mas não quero, tem coisa que eu quero mas não posso, tem coisa que eu posso mas não devo. Nessas questões, vivem os chamados dilemas éticos; todas e todos, sem exceção, temos dilemas éticos, sempre, o tempo todo: devo, posso, quero? Tem a ver com fidelidade na sua relação de casamento, tem a ver com a sua postura como motorista no trânsito; quando você pensa duas vezes se atravessa um sinal vermelho ou não, se você ocupa uma vaga quando vê à distância que alguém está dando sinal de que ele vai querer entrar; quando você vai fazer a sua declaração de Imposto de Renda; quando você vai corrigir provas de um aluno ou de um orientando seu; quando você vai cochilar depois do almoço, imaginando que tem uma pia de louça que talvez seja lavada por outra pessoa, e como você sabe que ela lava mesmo, e que se você não fizer o outro faz, você tem a grande questão ética que é: devo, posso, quero? Por exemplo, quando se fala em bioética: podemos lidar com clonagem? Podemos, sim. Devemos? Não sei. Queremos? Sim. Clonagem terapêutica, reprodutiva? É uma escolha. Posso eu fazer um transplante intervivos? Posso. Devo, quero? Tem coisa que eu devo, mas não quero; aliás, a área de Saúde, de Ciência e Medicina, é recheada desses dilemas éticos. Tem muita coisa que você quer, mas não pode, muita coisa que você deve, mas não quer. (...) Quando se pensa especialmente no campo da ética, a relação com a liberdade traz sempre o tema da decisão, da escolha. Por que estou dizendo isso? Porque não dá para admitir uma mera repetição do que disseram muitos dos generais responsáveis pelo holocausto e demais atrocidades emanadas do nazismo dos anos de 1940. Exceto um que assumiu a responsabilidade, todos usaram o mesmo argumento em relação à razão de terem feito o que fizeram. Qual foi? “Eu estava apenas cumprindo ordens”. “Estava apenas cumprindo ordens”, isso me exime da responsabilidade? Estava apenas obedecendo... Essa é uma questão séria, sabe por quê? Porque “estava apenas cumprindo ordens” implica a necessidade de pensarmos se a liberdade tem lugar ou não. Ética tem a ver com liberdade, conhecimento tem a ver com liberdade, porque conhecimento tem a ver com ética. Por isso, se há algo que também é fundamentalquando se fala em ciência, ética na pesquisa e produção do conhecimento, é a noção de integridade. A integridade é o cuidado para Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 4 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 se manter inteiro, completo, transparente, verdadeiro, sem máscaras cínicas ou fissuras. Nessa hora, um perigo se avizinha: assumir-se individual ou coletivamente uma certa “esquizofrenia ética”. Ela desponta quando as pessoas se colocam não como inteiras, mas repartidas em funções que pareceriam externas a elas. Exemplos? “Eu por mim não faria isso, mas, como eu sou o responsável, tenho de fazê-lo”. Ora, eu não sou eu e uma função, eu sou uma inteireza, eu não sou eu e um professor, eu e um pesquisador, eu e um diretor, eu e um Secretário, eu sou um inteiro. “Eu por mim não faria”, então eu não faço! Cautela! Coloca-se um estilhaçamento da integridade: “Eu, por mim, não lhe reprovaria, mas como eu sou seu professor, eu tenho que reprovar”; “Eu, por mim, não lhe mandaria embora, mas como eu sou seu chefe...”; “Eu, por mim, não lhe suspenderia, mas como eu sou seu superior...”; “Eu, por mim, não faria isso, mas como eu sou o contador...”; “Eu, por mim, não faria isso, mas como eu sou o responsável pelo laboratório...”.: “Eu por mim não faria”, então eu não faço; “Eu por mim não lhe reprovaria”, então não reprovo. De novo: eu não sou eu e uma função, eu não sou eu e um pesquisador, eu e um chefe do laboratório, eu e um diretor de instituto, eu e um Secretário... O esboroamento da integridade pessoal e coletiva é a incapacidade de garantir que a “casa” fique inteira, e para compreender melhor a ideia de “casa íntegra”, vale fazer um breve passeio pelas palavras. Talvez as pessoas que estudaram um pouco de etimologia se lembrem que a palavra ética vem para nós do grego ethos, mas ethos, em grego, até o século VI a. C., significava morada do humano, no sentido de caráter ou modo de vida habitual, ou seja, o nosso lugar. Ethos é aquilo que nos abriga, aquilo que nos dá identidade, aquilo que nos torna o que somos, porque a sua casa é o modo como você é, onde está a sua marca. Mais tarde, esse termo para designar também o espaço físico foi substituído por oikos. Aliás, o conhecimento mais valorizado na sociedade grega era o que cuidava das regras da casa, para a gente poder viver bem e para deixar a casa em ordem. Como o vocábulo nomos significa “regra” ou “norma”, passou-se a ter a oikos nomos (a economia) como a principal ciência. No entanto, a noção original de ethos não se perdeu, pois os latinos a traduziram pela expressão more, ou mor, que acabou gerando para nós também uma dupla concepção; uma delas é “morada”, e a outra, que vai ser usada em latim, é o lugar onde você morava, o seu habitus. Olha só, a expressão “o hábito faz o monge” não tem a ver com a roupa dele, habitus; habitus é exatamente onde nós vivemos, o nosso lugar, a nossa habitação. Quando se pensa em ética e produção do conhecimento hoje, a grande questão é: como está a nossa possibilidade de sustentar a nossa integridade; essa integridade, como se coloca? A integridade da vida individual e coletiva, a integridade daquilo que é mais importante, porque uma casa, ethos, tal como colocamos, é aquela que precisa ficar inteira, é aquela que precisa ser preservada. Como está a morada do humano? Essa morada do humano desabriga alguém? Alguém está fora da casa, alguém está sem comer dentro dessa casa? Alguém está sem proteção à sua saúde, alguém está sem lazer dentro dessa casa? Essa morada do humano é inclusiva ou é exclusiva? Essa morada do humano lida com a noção de qualidade em ciência, ou lida com a noção de privilégio? Cuidado. Duas coisas que se confundem muito em ciência são qualidade e privilégio; qualidade tem a ver com quantidade total, qualidade é uma noção social, qualidade social só é representada por quantidade total. Qualidade sem quantidade não é qualidade, é privilégio. São Paulo é uma cidade em que se come muito bem, é verdade; quem come, quem come o quê? Qualidade sem quantidade total não é qualidade, é privilégio. Todas as vezes em que se discute essa temática, aparece a noção de uma qualidade restrita, e qualidade restrita, reforcemos, é privilégio. Nesse sentido, a grande questão volta: será que, na morada do humano, alguém está desabrigado? Será que essa casa está inteira, ela está em ordem nessa condição? Nessa nossa casa, quando a gente fala em cuidado, é o mesmo que falar em saúde; aliás, quando digo: “eu te saúdo”, ou, “queria fazer aqui uma saudação”, etimologicamente é a mesma coisa. Saudar é procurar espalhar a possibilidade de cuidado, de atenção, de proteção. Nossa casa, que casa é essa? Há nela saúde? A ética é a morada do humano; como essa casa é protegida? Qual é o lugar da ciência dentro dela? Qual é o papel que ela desempenha? Qual é a nossa tarefa nisso, para pensar exatamente aquelas três questões: posso, devo, quero? É claro que essas questões e suas respostas não são absolutas, elas não são fechadas, elas são históricas, sociais e culturais. A mesma pergunta não seria feita do mesmo modo há vinte anos; a Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 5 100 105 110 115 120 125 130 135 140 grande questão no nosso país há cento e cinquenta anos, a grande questão ética há cento e cinquenta anos era se eu podia açoitar um escravo e depois cuidar dele, ou só açoitá-lo e deixá-lo para ser cuidado pelos outros; se eu poderia extrair o dente de alguém, se é mais recomendável para o dentista que ele faça a extração ou que ele tente o tratamento. Há alguns anos, algumas décadas, uma discussão de natureza ética era algo que nem passaria pela cabeça de um dentista. A pessoa chegava ao seu consultório e dizia: “Eu quero que o senhor arranque todos os meus dentes”. Ele respondia: “Tá bom”; hoje, você tem outra questão. O mesmo vale em relação ao uso de contraceptivos ou à legalização do aborto consentido, ou ainda sobre a separação entre princípios religiosos e conduta científica. Quando se pensa na manutenção da integridade, do devo, posso e quero, a grande questão, junto com essa tríade, é se estamos dirigindo, como critério último, a proteção da morada do humano, da morada coletiva do humano. Afinal de contas, não somos humanos e humanas individualmente, pois só o somos coletivamente. Fala-se muito em vivência, quando referimos à vida humana; no entanto, o mais correto seria sempre dizer convivência, pois ser humano é ser junto. Desse modo, a noção de ethos, a noção de morada do humano, oferece um critério para responder ao posso, devo e quero, que é: protejo eu a morada ou desprotejo? Incluo ou excluo? Vitimo ou cuido? Em um livro delicioso e de complexa leitura, Ética da Libertação, Enrique Dussel escreve sobre um percurso da história da ética dentro do mundo. (...). A principal virtude ética nos nossos tempos, para poder manter a integridade e cuidar da casa, da morada do humano, é a incapacidade de desistir, é evitar o apodrecimento da esperança, é evitar aquilo que padre Antonio Vieira apontou, no começou de um de seus Sermões, da seguinte maneira:“O peixe apodrece pela cabeça”. Já viu um peixe apodrecer? Tal como algumas pessoas, ele apodrece da cabeça para o resto do corpo... (...). Ser humano é ser capaz de dizer não, ser humano é ser capaz de recusar o que parece não ter alternativa, ser humano é ser capaz de afastar o que parece sem saída. Ser humano é ser capaz de dizer não, e só quem é capaz de dizer não pode dizer sim; aí está a nossa liberdade. Tem gente que diz assim: “Ah, a minha liberdade acaba quando começa a do outro”; cuidado, a minha liberdade acaba quando acaba a do outro. Liberdade, como saúde, tem de ser um conceito coletivo, a minha liberdade não acaba quando começa a do outro, a minha liberdade acaba quando acaba a do outro. Se algum humano não for livre, ninguém é livre, se algum homem ou mulher não for livre da falta de trabalho, ninguém é livre; se algum homem ou mulher não for livre da falta de socorro, de saúde, ninguém é livre; se alguma criança não for livre da falta de escola, ninguém é livre; a minha liberdade não acaba quando começa a do outro, minha liberdade acaba quando acaba a do outro. Ser humano é ser junto, e é em relação a isso que vale pensarmos nossa capacidade de dizer não a tudo que vitima e sermos capazes de proteger o que eleva a Vida. O vínculo da Ética com a Produção do Conhecimento está relacionado à capacidade deste de cuidar daquela, isto é, manter a integridade digna da vida coletiva. Ética é a possibilidade de recusar a falência da liberdade, a ética é a nossa capacidade de recusar a ideia de que alguns cabem na nossa casa, outros não cabem; alguns comem, outros não comem; alguns têm graça, outros têm desgraça. A ética é o exercício do nosso modo de perceber como é que nós existimos coletivamente, e então pensar com seriedade naquilo que François Rabelais vaticinou: “Conheço muitos que não puderam, quando deviam, porque não quiseram, quando podiam”. * Professor-Titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião da PUC-SP Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=_D6KSnYtMFY&feature=related. Acesso em: 02 fev. 2016. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 6 QUESTÃO 01 Dentre as afirmativas que se seguem, uma única exprime ideia não compatível com o que o autor do TEXTO 01 defende, assinale essa EXCEÇÃO. A) A noção de ética pode ser compreendida de modo particular e individual. B) O exercício da ética pressupõe a noção de liberdade, porque se pode falar que “alguém” não possui ética. C) A ética envolve o modo como cada um compreende as três grandes questões da vida: Devo? Posso? Quero? D) Não podemos afirmar que alguém não possui ética, e sim que alguém possui ética diferente da sua. QUESTÃO 02 Segundo Mário Sérgio Cortella, a ética “é uma questão absolutamente humana”. Marque a opção que justifica a tese do autor. A) Os humanos possuem capacidade de discernir, de escolher, de optar e são dotados de liberdade e consciência intencional; portanto podem ser julgados do ponto de vista ético. B) A ética envolve apenas seres humanos, uma vez que estes são capazes de escolha e discernimento; atributos também observados nos animais. C) Apenas os seres humanos possuem liberdade de escolha e podem ser julgados do ponto de vista ético, porque não podem responder às três questões vitais: “Quero? Devo? Posso?” D) Os seres humanos não são os únicos que podem fazer as seguintes perguntas: “Quero? Devo? Posso?” QUESTÃO 03 “Eu por mim não faria isso, mas, como eu sou o responsável, tenho de fazê-lo”. Ora, eu não sou eu e uma função, eu sou uma inteireza, eu não sou eu e um professor, eu e um pesquisador, eu e um diretor, eu e um Secretário, eu sou um inteiro. “Eu por mim não faria” (...) (linhas 49 – 52) O trecho anterior exemplifica bem que a ética envolve todas as opções a seguir, EXCETO: A) Uma fragilidade, porque nem sempre se tem a cautela de manter a integridade, completude e transparência nas ações e escolhas. B) Máscaras cínicas e fissuras que se avizinham quando as pessoas resolvem assumir, individual e coletivamente, uma “esquizofrenia ética”. C) Aniquilar-se a integridade quando se assume uma função-social, ao invés da verdade individual. D) O fato de as pessoas sempre escolherem a integridade, a transparência e a verdade individual. QUESTÃO 04 Ao tratar do tema “ética”, o autor defende todas as ideias que se seguem, EXCETO: A) As pessoas passam por dilemas éticos, porque têm atitudes que desejam tomar, mas não querem; ou, devem tomar, mas não querem. B) A ética envolve aspectos históricos, sociais e culturais, por isso os dilemas éticos modificam no tempo e espaço; isto é, uma pergunta feita hoje, seria feita de modo diferente há vinte anos. C) A principal virtude do momento é conseguir manter a integridade individual e coletiva, cuidar da morada do humano e manter a esperança. D) A Ética, a liberdade e o conhecimento estão dissociados, porque a ética sempre envolverá escolhas, decisões individuais e coletivas. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 7 QUESTÃO 05 “Nessa hora, um perigo se avizinha: assumir-se individual ou coletivamente uma certa “esquizofrenia ética” (linhas 46 – 47) Observando a expressão destacada, verificamos que o autor apropria-se de um termo da psiquiatria e o desloca para o campo da filosofia. De acordo com o TEXTO 01, a esquizofrenia ética é: A) O conjunto de psicoses endógenas, cujos sintomas fundamentais apontam a existência de uma dissociação da ação e do pensamento, expressa em uma sintomatologia variada, como delírios persecutórios, alucinações auditivas, labilidade afetiva etc. B) O desrespeito à ética, ao interesse coletivo, a ruptura com a integridade humana e as alucinações que se caracterizam pela dissociação da verdade e da ilusão e desconsideração do que é individual para se valorizar o que é função social. C) A quebra da integridade humana, a incapacidade de se manter inteiro, completo, transparente, verdadeiro, sem máscaras cínicas ou fissuras. As pessoas, ao invés de se colocarem como inteiras, são repartidas em funções que pareceriam externas a elas. D) Nenhuma das alternativas. QUESTÃO 06 Para o autor, o esboroamento da integridade pessoal e coletiva é a incapacidade de garantir que a “casa” fique inteira. A palavra “casa” assume o valor semântico de todas as opções que se seguem, EXCETO: A) É o nosso modo de vida habitual, ou seja, a moradia do humano, o ethos. B) É o mesmo que ethos, “o que nos abriga” e que nos dá identidade. C) É a residência, a moradia e o local físico, a habitação. D) É o modo como somos, é a nossa marca. QUESTÃO 07 Mário Sérgio Cortella defende que a integridade da vida individual e coletiva perpassa pela preservação da “morada do humano”. Pode-se depreender do texto que essa morada ideal é aquela que deva garantir, EXCETO: A) Inclusão e privilégio. B) Proteção e inclusão. C) Qualidade e abrigo. D) Cuidado e atenção. QUESTÃO 08 “(...) padre Antonio Vieira apontou, no começou de um de seus Sermões, da seguinte maneira: “O peixe apodrece pela cabeça”. Já viu um peixe apodrecer? (linhas 119 – 121) O autor recorre ao trecho, em destaque, de autoria do Padre Vieira, para indicar: A) Refere-se à capacidade de desistir do que parece difícil. B) Não podemos perder a esperança e “pôr tudo a perder”. C) Seria recusar aquilo que parece não ter mais alternativa. D) Nenhuma das opções.Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 8 QUESTÃO 09 O autor defende as seguintes ideias, EXCETO: A) O ser humano é ser capaz de proteger o que eleva a vida. B) O conhecimento deve cuidar da ética e manter a integridade da vida coletiva. C) A ética é a falência da liberdade e é a nossa capacidade de recusar o privilégio. D) A ética é a morada do humano e é, também, o exercício do nosso modo de perceber como é que nós existimos coletivamente. QUESTÃO 10 “Tem coisa que eu devo mas não quero, tem coisa que eu quero mas não posso, tem coisa que eu posso mas não devo.” (linhas 19 – 20) Sobre o trecho anterior, SÓ NÃO podemos afirmar que: A) O período é composto por nove orações, uma vez que há nove verbos. B) O sujeito do verbo querer é “coisa”. C) Houve um equívoco na pontuação. Nas três ocorrências, antes da conjunção adversativa “mas”, há necessidade do uso da vírgula. D) Há omissão do verbo fazer, depois dos verbos “devo”, “posso” e “quero”. QUESTÃO 11 “todas e todos, sem exceção, temos dilemas éticos, sempre, o tempo todo: devo, posso, quero? Tem a ver com fidelidade na sua relação de casamento, tem a ver com a sua postura como motorista no trânsito; (...)” (Linhas 20 – 22) A única opção que NÃO interpreta linguística e semanticamente o trecho anterior, de acordo com a norma culta é: A) “devo, posso, quero...”, após os dois pontos, está funcionando como aposto. B) “Todos e todos... temos” trata-se de uma concordância ideológica, respaldada pela gramática normativa. C) Podemos afirmar que o trecho de texto exemplifica bem a função emotiva ou expressiva da linguagem, uma vez que explora a subjetividade no tratamento do tema. D) Considerado o verbo “temos”, cujo sujeito é “todas e todos”, podemos afirmar que houve erro de concordância verbal. QUESTÃO 12 TEXTO 02 Leia a tirinha que se segue: Fonte: http://aeticadocuidar.blogspot.com.br/2013/05/blog-post_155.html. Acesso em: 04 fev. .2016. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 9 Ao colocar em diálogo os TEXTOS 01 e 02, em relação à ética, podemos afirmar que: A) A fala do garoto revela a noção de ética como sendo a manutenção do cuidado e da proteção. B) A tirinha não evidencia o dilema ético: o que devo, o que desejo e o que posso. C) A fala do garoto evidencia um problema que envolve a ética, apontado por Mário Sérgio Cortella, que é a questão do privilégio. D) A fala do garoto revela a integridade, a completude, a transparência e a capacidade de recusa do privilégio. QUESTÃO 13 “protejo eu a morada ou desprotejo?” (linha 114) Todas as palavras, nas opções que se seguem, possuem prefixo de mesmo valor semântico da palavra “desprotejo”, EXCETO: A) Impossível. B) Reprodutiva. C) Incapacidade. D) Desabrigado. Instrução: Para responder às questões 14 e 15, leia o TEXTO 03. TEXTO 03 “Ética é construir nossa própria competência” Neiva Pavesi* 01 05 10 15 Um sociólogo comenta que certos indivíduos não se conformam que gente do povo possa pensar, ter ideias próprias, saber das coisas. Pessoas nascidas em berço difícil, fortalecidas pela rudeza da vida, tornam-se cidadãos mais comprometidos com a sociedade, porque sentem na pele a exclusão em seus variados e perversos aspectos. Só conhece a vida quem batalha por ela; só sabe do que precisa, quem passa por dificuldades; só tem capacidade de reivindicar seus direitos quem os conhece e sabe que eles lhes são negados. Quem sempre teve a facilidade de bens materiais, sabe o que significa pobreza? Quem nunca se equilibrou num orçamento pequeno, vivendo de poucos salários conhece o valor de cada real que recebe? Falar é fácil; aliás, a palavra, a mídia mais antiga que se conhece, está aí para ser usada. A palavra é neutra: o que muda é o uso e a leitura que se faz dela. A experiência cultural do povo brasileiro pode não ser refinada, mas está sedimentada em cinco séculos de difícil aprendizagem. A Aracati – Agência de Mobilização Social - reuniu no livro Frutos do Brasil, uma amostragem do que os jovens brasileiros estão, no momento, realizando por esses brasis. Ótimas ações de mobilização juvenil que nos fazem conhecer a inteligência, a solidariedade e a competência de jovens cidadãos provocadores, promotores e atores de processos de mudanças que não são vistos pelos que vivem no submundo das facilidades e são, geralmente, sectários: não aceitam que as coisas Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 10 20 25 30 35 sejam de outro modo, não tentam nem querem mudar; são inflexíveis com os outros. Suas mentes têm a profundidade de um pires. Os relatos do livro e do site não esgotam a abrangência e o significado do que é realizado neste momento. As ações desenvolvidas quebram tabus e preconceitos sociais, sexuais, raciais que excluem as pessoas. Trabalham pelo coletivo. Porque a vida é um só movimento energético entre os seres humanos; não existe o movimento nosso e o deles; tudo tem a ver com tudo. Há uma interligação entre nós. Não importa se um é rico e o outro pobre; se de bairro nobre ou periferia. Somos uma unidade chamada humanidade. O que afeta o rapaz que mora num barraco afeta, também, o que mora numa cobertura. Interação sempre foi o ponto vital de uma sociedade: realizar juntos, interagir (agir juntos), conviver (viver juntos). Os jovens frutos do Brasil pararam de reclamar da vida, do (des)governo. Saíram da disputa para ver quem sofre mais, quem é mais excluído, quem leva o prêmio de “o mais coitadinho do ano”. Tiveram a sabedoria de enxergar que isso não levava a nada e os mantinha presos à negatividade. Resolveram assumir o controle do barco de suas vidas. Não sabem o que acontecerá no momento seguinte como, aliás, toda a humanidade: eis a magia da vida. Mas estão preparados para as mudanças e flexíveis a tudo; eis a sabedoria! Os jovens do Brasil são éticos. Suas ações implicam em autonomia. Eles entendem o que têm de fazer. E escolhem fazê-lo. Optam pela ação. Escolhem a sua liberdade. Iniciam em seu interior uma revolução e, partindo da morada onde brilha a alma, começam a agir: fazem e acontecem. Essa juventude que os demais brasileiros desconhecem não está na mídia, mas em nosso bairro, em nossa cidade, em nossa rua, em nosso prédio, ao nosso lado no ônibus, nos bancos escolares. Se tivermos a sensibilidade necessária os reconheceremos. _____________ (*) Neiva Pavesi, educadora, promotora de leitura, divulgadora cultural, escritora, coordena Concertos de Leitura com o Grupo Cantigas Praianas, em Santos/SP, onde reside. Fonte: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia/%27etica-e-construir-nossa-propria- competencia%27/12/12636 - Acesso em 30 de março 2016. QUESTÃO 14 Sobre o TEXTO 01 e o TEXTO 03, SÓ NÃO é correta a seguinte afirmativa: A) Ambos os autores, ao discutirem sobre a ética, destacam a necessidade do protagonismo juvenil e a necessidade de manter a integridade coletiva, em favor de uma unidade na humanidade. Entretanto, Neiva Pavesi destaca a necessidade sensível de reconhecermos a mobilidade juvenil nos recantos do Brasil. B) Neiva Pavesi concebe que os jovens brasileiros,em determinados recantos do Brasil, são éticos, porque suas ações implicam autonomia e protagonismo, pois promovem suas revoluções interiores e começam a agir. C) No TEXTO 01, Mário Sérgio Cortella empenha-se para conceituar ética, na sua relação com a liberdade e o conhecimento, para defender a tese de que a ética é o exercício de perceber o modo como existimos coletivamente. D) Podemos afirmar que tanto o TEXTO 01, de Mário Sérgio Cortella, quanto o TEXTO 03, de Neiva Pavasi, trazem importantes reflexões sobre a questão da exclusão social e propõem uma sociedade que considere a dimensão coletiva dos humanos e ambos consideram a unidade como o caminho ético, isto é, “realizar juntos, interagir (agir juntos), conviver (viver juntos)”. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 11 QUESTÃO 15 Das opções a seguir, marque aquela em que há emprego inadequado da regência verbal, conforme a gramática normativa: A) “Essa juventude que os demais brasileiros desconhecem não está na mídia,(...)” (linhas 35 – 36) B) “Eles entendem o que têm de fazer.” (linhas 33 – 34) C) “Suas ações implicam em autonomia”. (linha 33) D) Nenhuma das alternativas acima. PROVA DE LITERATURA BRASILEIRA QUESTÃO 16 Instrução: leia o TEXTO 04, que se segue, e responda à questão proposta. TEXTO 04 Que falta nesta cidade?................Verdade Que mais por sua desonra?...........Honra Falta mais que se lhe ponha..........Vergonha. O demo a viver se exponha, Por mais que a fama a exalta, numa cidade, onde falta Verdade, Honra, Vergonha. (...) E que justiça a resguarda?.............Bastarda É grátis distribuída?......................Vendida Que tem, que a todos assusta?.......Injusta. (...) E nos frades há manqueiras?.........Freiras Em que ocupam os serões?............Sermões Não se ocupam em disputas?.........Putas. Com palavras dissolutas me concluís na verdade, que as lidas todas de um Frade são Freiras, Sermões, e Putas. O açúcar já se acabou?..................Baixou E o dinheiro se extinguiu?.............Subiu Logo já convalesceu?.....................Morreu. À Bahia aconteceu o que a um doente acontece, cai na cama, o mal lhe cresce, Baixou, Subiu, e Morreu. A Câmara não acode?...................Não pode Pois não tem todo o poder?...........Não quer É que o governo a convence?........Não vence. (...) Fonte: https://www.google.com.br/?gws_rd=cr&ei=ylxMV5fBOYOEmQH38IOQBw#q=gregorio+de+matos+que+falta+nesta+c idade+verdade. Acesso em: 24 abr. 2016. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 12 Sobre o fragmento do TEXTO 04, podemos afirmar que: A) Os recursos linguísticos próprios da poesia Barroca de Gregório de Matos, utilizados nesse poema, são: o jogo de ideias, o cultismo, o conceptismo, a clareza e o equilíbrio formal. B) A poesia é fortemente marcada pelo contraste e pela ideologia católica, especialmente quando trata do pecado como fragilidade humana. C) O poema traduz bem os poemas líricos resultantes das paixões humanas, com elementos resultantes, também, da reflexão religiosa, um dos temas importantes do Barroco e da poesia de Gregório de Matos. D) Trata-se de um exemplo de poema satírico do poeta, que faz uma reflexão sobre o cenário baiano, na época do Brasil colônia, tanto da política como dos vícios humanos. QUESTÃO 17 Leia o TEXTO 05 que se segue, extraído do livro Crepúsculo de Arame, do poeta Wagner Rocha e responda o que se pede: TEXTO 05 2. O pendulo de um relógio Sem memória Dissecando suas nau- fragas palavras e algum silêncio atravessa, pasmo, a cidade diluída Como atravessamos a vida Ilhados em nosso grito E caminhamos longo Dentro de uma mórbida paisagem Como uma árvore sem pêlos, Como uma árvore Incapazes de mover os olhos. (ROCHA, Wagner. Crepúsculo de Arame, p 74) Sobre o TEXTO 05, SÓ NÃO PODEMOS afirmar que: A) Há marcadamente uma adaptação do eu lírico com a paisagem urbana, na qual é possível dizer e manifestar a vida na sua integridade. B) O poeta Wagner Rocha ocupa-se da estética e da existência em sua poesia, uma vez que a questão humana é tema central. C) A cidade e o homem compõem a paisagem e a estética no discurso poético do autor, revelando a impotência humana, conforme pode-se ler nos versos “Como atravessamos a vida/Ilhados em nosso grito”. D) O poema explora imagens metafóricas. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 13 QUESTÃO 18 A obra Niketche: uma história de poligamia trata das condições subalternas das mulheres africanas, com destaque para a questão da poligamia. Quando a personagem Rami descobre que o marido Tony a traía com várias mulheres, resolve: A) Vinga-se, fugindo com outro homem para o Norte da África, já que nessa região as mulheres eram mais respeitadas. B) Abandona o lar e vai para o Sul da África, torna-se escritora que denuncia as condições das mulheres africanas. C) Vingar no dia do aniversário de Tony, levando todas as mulheres do marido para a festa e todos os filhos, de modo a expor a poligamia do marido. D) Nenhuma das alternativas. QUESTÃO 19 Sobre as estéticas literárias desenvolvidas no Brasil, SÓ NÃO É correta a seguinte afirmativa: A) No início do século XX, o Brasil passa por diversas transformações que vislumbravam certa modernização da vida política, social e cultural. Embora alguns escritores ainda estivessem presos à estética realista-naturalista e simbolista, alguns escritores já apresentavam novidades, tanto estéticas quanto temáticas, tais como interesse pela realidade brasileira, busca de uma linguagem mais simples e coloquial. B) Clarice Lispector pertence à geração modernista de 30 (1930), com uma prosa regionalista e intimista, marcada esteticamente pela pesquisa e renovação nas formas de expressão. A autora relativiza os limites entre prosa e poesia e se debruça em torno da própria linguagem literária. C) A primeira fase do Modernismo no Brasil caracterizou-se pelas tentativas de solidificação do movimento renovador e pela divulgação das obras e ideias modernistas. Tinham como proposta reconstruir a cultura brasileira sobre bases nacionais, eliminar o nosso complexo de povo colonizado e produzir uma literatura em que predominava a crítica da realidade brasileira. D) A poesia da segunda geração modernista foi essencialmente questionadora da existência humana, das inquietações sociais, religiosas, filosóficas e amorosas, e tem como grande expoente, o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. QUESTÃO 20 Instrução: leia o trecho do poema de Ferreira Gullar, TEXTO 06, e responda o que se pede. TEXTO 06 Não sei de que tecido é feita minha carne e essa vertigem que me arrasta por avenidas e vaginas entre cheiros de gás e mijo a me consumir como um facho-corpo sem chama, ou dentro de um ônibus ou no bojo de um Boeing 707 acima do Atlântico acima do arco-íris perfeitamente fora do rigor cronológico sonhando Garfos enferrujados facas cegas cadeiras furadas mesas gastas balcões de quitanda pedras da rua da Alegria beirais de casas cobertos de limo muros de musgos palavras ditas à mesa do jantar, voais comigo sobre continentese mares E também rastejais comigo pelos túneis das noites clandestinas Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 14 sob o céu constelado do país entre fulgor e lepra debaixo de lençóis de lama e de terror vos esgueirais comigo, mesas velhas, armários obsoletos gavetas perfumadas de passado dobrais comigo as esquinas do susto e esperais esperais que o dia venha (GULLAR, 2013, p.33-4) Sobre a Obra Poema Sujo, de Ferreira Gullar, SÓ NÃO É CORRETA, a seguinte afirmativa: A) Na obra, Ferreira Gullar apresenta sua experiência pessoal associada ao contexto sócio-histórico das décadas de 1960 e 1970. B) Considerando que é uma obra de denúncia social política, não há marcas autobiográficas em Poema Sujo. C) Na obra, o poeta evoca também o contexto da segunda Guerra Mundial, entrelaçando eventos ocorridos no Brasil e fora do país, desse modo, o poeta pode ser considerado um escritor engajado. D) Na tentativa de revificar as experiências do cotidiano passado, o poeta evoca a passagem do tempo pelos objetos deteriorados, que funcionam como elementos constitutivos mnemônicos. PROVA DE REDAÇÃO PROPOSTA DE REDAÇÃO “Quando se pensa na manutenção da integridade, do devo, posso e quero, a grande questão, junto com essa tríade, é se estamos dirigindo, como critério último, a proteção da morada do humano, da morada coletiva do humano. Afinal de contas, não somos humanos e humanas individualmente, pois só o somos coletivamente. Fala-se muito em vivência, quando referimos à vida humana; no entanto, o mais correto seria sempre dizer convivência, pois ser humano é ser junto. Desse modo, a noção de ethos, a noção de morada do humano, oferece um critério para responder ao posso, devo e quero, que é: protejo eu a morada ou desprotejo? Incluo ou excluo? Vitimo ou cuido?” (linhas 108 – 115) Considerando as reflexões que se apresentam nos TEXTOS 01 e 02 e a sua experiência reflexiva, PRODUZA UM TEXTO DISSERTATIVO ARGUMENTATIVO, respondendo à seguinte questão: Que valores e organização social devemos cultivar para manter a integridade humana e conservar a “morada do humano”? Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 15 FOLHA DE RASCUNHO DA REDAÇÃO NÃO PODE SER DESTACADA _________________________________________________________________________________________________ 1 ______________________________________________________________________________________ 2 ______________________________________________________________________________________ 3 ______________________________________________________________________________________ 4 ______________________________________________________________________________________ 5 ______________________________________________________________________________________ 6 ______________________________________________________________________________________ 7 ______________________________________________________________________________________ 8 ______________________________________________________________________________________ 9 ______________________________________________________________________________________ 10 ______________________________________________________________________________________ 11 ______________________________________________________________________________________ 12 ______________________________________________________________________________________ 13 ______________________________________________________________________________________ 14 ______________________________________________________________________________________ 15 ______________________________________________________________________________________ 16 ______________________________________________________________________________________ 17 ______________________________________________________________________________________ 18 ______________________________________________________________________________________ 19 ______________________________________________________________________________________ 20 ______________________________________________________________________________________ 21 ______________________________________________________________________________________ 22 ______________________________________________________________________________________ 23 ______________________________________________________________________________________ 24 ______________________________________________________________________________________ 25 ______________________________________________________________________________________ Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 16 PROVA DE LÍNGUA ESPANHOLA INSTRUÇÃO: O TEXTO 01 que segue, serve de base para responder às questões de 21 a 25. Ele foi dividido em PARTE 01 e PARTE 02. Leia-o atentamente. TEXTO 01 Mensajes del Secretario General con motivo del Día Internacional de Lucha contra la Corrupción (Texto adaptado) PARTE 01 1 5 10 15 20 25 30 La corrupción es un fenómeno mundial que golpea muy especialmente a los pobres, obstaculiza el crecimiento económico incluyente y sustrae fondos sumamente necesarios de servicios esenciales. Desde que nacen hasta que mueren, millones de personas se ven afectadas por la sombra de la corrupción que se cierne sobre ellas. [...] Con motivo del Día Internacional contra la Corrupción, exhortamos nuevamente a todos los habitantes del mundo a que contribuyan a “Romper la Cadena de la Corrupción”. […] Nuestra finalidad es empoderar a los individuos y unir los esfuerzos de los gobiernos, el sector privado y la sociedad civil para ayudar a que millones de personas salgan de la pobreza, proteger el planeta y lograr prosperidad y dignidad para todos. Eliminar la corrupción y sus efectos perniciosos será fundamental para nuestro bienestar futuro. A fin de derribar los altos muros de la corrupción, insto a todas las naciones a que ratifiquen y apliquen la Convención de las Naciones Unidas contra la Corrupción. Las medidas innovadoras previstas en esa Convención en las esferas de la prevención, la criminalización, la cooperación internacional y la recuperación de activos han posibilitado que se logren importantes avances, pero queda mucho más por hacer. Los servicios públicos deben cumplir las normas más elevadas de integridad y asegurar que los nombramientos se basen en el mérito. Los funcionarios públicos, así como los funcionarios electos, deben guiarse por la ética, la transparencia y la rendición de cuentas. El sector privado también tiene un papel esencial que desempeñar. Comportarse correctamente es hacer un buen negocio. Los grupos empresariales pueden transformar las medidas de lucha contra la corrupción en medidas de sólido apoyo al desarrollo sostenible. Insto a todos a ayudar a poner fin a la corrupción, y a unirse para luchar por la justicia y la equidad en el planeta. El mundo y sus habitantes ya no pueden afrontar el gasto que representa la corrupción ni tolerarla. 9 de diciembre de 2014 Ban Ki-moon Disponível em: http://www.un.org/es/events/anticorruptionday/2014/sgmessage.shtml.Acessado em: 25 de abril de 2016. PARTE 02 La actitud en todo el mundo hacia la corrupción ha cambiado drásticamente. Si bien hubo una época en que se solía considerar que el soborno, la corrupción y los flujos financieros ilícitos formaban parte de los costos derivados de hacer negocios, hoy en día la corrupción es considerada ampliamente (y con razón) una práctica delictiva y corrosiva. La nueva Agenda 2030 para el Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 17 35 40 45 50 Desarrollo Sostenible, que constituye nuestro plan para poner fin a la pobreza y asegurar una vida digna para todos, reconoce la necesidad de luchar contra la corrupción en todos sus aspectos y pide una reducción significativa de los flujos financieros ilícitos y la recuperación de los activos robados. La corrupción tiene consecuencias desastrosas en el desarrollo cuando los fondos que deben destinarse a las escuelas, las clínicas de salud y otros servicios públicos esenciales se desvían y se ponen en manos de delincuentes o de funcionarios deshonestos. La corrupción exacerba la violencia y la inseguridad y puede conducir al descontento con las instituciones públicas, al desencanto con el gobierno en general y a espirales de ira y disturbios. La Convención de las Naciones Unidas contra la Corrupción constituye una plataforma integral para los gobiernos, las organizaciones no gubernamentales, la sociedad civil y los particulares. A través de la prevención, la penalización, la cooperación internacional y la recuperación de activos, la Convención promueve avances mundiales para poner fin a la corrupción. Con motivo del Día Internacional contra la Corrupción, pido que aunemos esfuerzos para enviar un mensaje claro a todo el mundo de firme rechazo a la corrupción y de adhesión en su lugar a los principios de transparencia, rendición de cuentas y buena gobernanza. Ello beneficiará a las comunidades y los países y ayudará a marcar el comienzo de un futuro mejor para todos. 9 de diciembre de 2015 Ban Ki-moon Disponível em: http://www.un.org/es/events/anticorruptionday/2015/sgmessage.shtml. Acessado em: 25 de abril de 2016. QUESTÃO 21 Considere as seguintes afirmações sobre o TEXTO 01: I - A corrupção, ao impedir um crescimento econômico de inclusão e roubar verbas dos serviços essenciais, afeta milhares de pobres, que, por toda a vida, sentem a sombra da corrupção recair sobre eles. II - A campanha do dia internacional contra a corrupção convida todas as nações a construírem, juntamente com a Organização das Nações Unidas, uma convenção capaz de romper a cadeia da corrupção. III – O objetivo da campanha do dia internacional contra a corrupção é empoderar os indivíduos, além de promover a união entre os governos, o setor privado e a sociedade civil para ajudarem a retirar milhares de pessoas da pobreza. Assinale a alternativa CORRETA: A) Apenas I e III. B) Apenas II e III. C) Apenas I. D) I, II e III. QUESTÃO 22 Considerando as afirmações de Ban Ki-moon, é correto afirmar, EXCETO: A) Os serviços públicos devem seguir as normas mais altas de integridade previstas na convenção das Nações Unidas contra a corrupção. B) A atitude de todo o mundo contra a corrupção mudou drasticamente, de 2014 para 2015, pois hoje em dia a corrupção é considerada amplamente uma prática delitiva e corrosiva. C) Os grupos empresariais são os responsáveis pelo desenvolvimento sustentável, portanto, devem aplicar a ética e a transparência nos negócios. D) A adesão aos princípios da transparência, prestação de contas e boa governança trará benefícios para as comunidades e para os países e ajudará a marcar o começo de um futuro melhor para todos. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 18 QUESTÃO 23 São consequências da corrupção apontadas por Ban Ki-moon, na PARTE 02, do TEXTO 01, EXCETO: A) Insatisfação com as instituições públicas. B) Ataques de ira. C) Intensificação da violência e da segurança. D) Desencanto com o governo. QUESTÃO 24 Marque a alternativa INCORRETA: A) “Muy” tem como plural “muchos”. B) “Hacia” e “contra” são preposições. C) “Drásticamente” pode ser classificada de acordo com a sílaba tônica como uma palavra “sobresdrújula”. D) “Criminalización” pode ser classificada de acordo com a sílaba tônica como uma palavra “esdrújula”. QUESTÃO 25 “Si bien hubo una época en que se solía considerar que el soborno, la corrupción y los flujos financieros ilícitos formaban parte de los costos derivados de hacer negocios, hoy en día la corrupción es considerada ampliamente (y con razón) una práctica delictiva y corrosiva”. No trecho anterior, a expressão sublinhada expressa a ideia de: A) Adição. B) Contraposição. C) Condição. D) Consequência. QUESTÃO 26 Observe o TEXTO 02. TEXTO 02 Disponível em: http://www.antesdepartir.org.mx/medios/noticias/14-internacional-contra-corrupcion. Acessado em 26 de abril de 2016. No trecho “¡Contra la riqueza que empobrece, actúa!”, sobre a forma verbal em destaque, é CORRETO afirmar que: A) Está no modo subjuntivo e sugere ao leitor uma ação. B) Está no modo imperativo e refere-se a “vosotros”. C) Está no modo imperativo e convoca o leitor a agir. D) Está no modo indicativo e descreve uma ação. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 19 QUESTÃO 27 Os TEXTOS 01 e 02 têm como objetivo comum: A) Apontar as consequências da corrupção. B) Mostrar como funciona a cadeia da corrupção. C) Chamar o leitor à ação mediante a corrupção que causa o empobrecimento. D) Conclamar as intituições públicas a combaterem a corrupção que causa o empobrecimento. QUESTÃO 28 TEXTO 03 Ética y moral Javier R. Cinacch Moral no es un niño asustado, en un rincón de las mentes. Ni ética es algo del pasado, o una ruina que se pierde. Moral y ética deben ser corona, que en las cabezas resplandezca, no joya pisada, sucia y olvidada, exhibida como algo extraño a la mirada. Moral no es un simple disfraz, que desempolvado se use para ocultar. No es ética un aro que se cuelga, en los oídos para adornar. Moral y ética deben ser las simples ropas, que uno vista cada día, fina corona en las cabezas, y parte desarrollada del alma. Disponível em: http://www.poesiasdelavida.com.ar/poemas/etica-moral.htm. Acessado em: 27 de maio de 2016. Considerando o TEXTO 03, é possível afirmar que: A) A moral está localizada em um lugar específico das mentes. B) A moral e ética são como coroas feitas para enfeitar e que se encontram sujas e esquecidas. C) A ética e a moral são como ruínas de um passado esquecido. D) A ética e a moral devem ser vestimentas cotidianas. QUESTÃO 29 No trecho “Ni ética es algo del pasado”, a partícula em destaque é: A) Artigo. B) Conjunção. C) Preposição. D) Pronome. QUESTÃO 30 Considerando a leitura do TEXTO 03, é possível estabelecer uma relação de sentido entre as palavras destacadas em espanhol para o português, na alternativa: A) “desarrollada” - desenvolvida. B) “olvidada” - amassada. C) “niño” - ninho. D) “desempolvado” - poeirento. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federaldo Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 20 PROVA DE LÍNGUA INGLESA TEXTO 01 Social media is making us depressed: let's learn to turn it off Social media is addictive, and like all drugs, it's doing us more harm than good Do Facebook and Twitter make us happier? The answer it would seem is: no. A recent survey found as many as one in five people say they feel depressed as a result of using social media. That might come as a surprise to the generation under 30; social media is part of their DNA and teenagers are rapidly losing the ability to communicate if not through their smartphones. But the stress of constantly monitoring our statuses and endlessly documenting every aspect of our lives via networks like Facebook, Snapchat and Instagram is taking its toll. Employers claim many school leavers are unprepared for the world of work, where they will have to interact with people outside their peer group and actually speak face-to-face with total strangers. Meanwhile, there have been countless academic studies since 2015 on the negative impacts of social media, showing that its regular use leads to feelings of anxiety, isolation and low self-esteem, not to mention poor sleep. We use these outlets to present a false picture of our lives to the online community; with flattering selfies and faux-glamorous images of holidays, parties and meals. It‟s as if we‟re starring in a movie of the life we‟d like to lead, not the humdrum one we actually inhabit. An underwhelming number lack of shares or „likes‟ can lead to debilitating feelings of inadequacy. We post intimate fragments of our lives to total strangers, falsely believing that a „friend‟ online is a real friend whose opinions matter. As for Twitter, it is a vehicle for screaming, nothing more and nothing less. Best not to read tweets if you are of a vulnerable disposition. Recently, I dared to write that cycling was being prioritised over walking in London. Cyclists, like Scottish Nationalists, are the thugs of the new era. Immediately, my words were distorted, and amplified via Twitter. I was accused of hate crimes against cycling even though I carefully said that I actually enjoyed it. I received 1,000 vile and abusive messages – and they‟re still coming. Twitter has an effect on one‟s disposition; augmenting anger and upset. Many of the women I know have come off Twitter because of the constant abuse that waits every time they pick up their phone or log in to their computer. The latest fashion among hipsters is to have a „digital-free‟ home. That could be a good move. Arianna Huffington has just written a book (The Sleep Revolution) citing experts who say there should be no screens in the bedroom and we shouldn‟t use social media in the hour before lights-out. How many times have we read a message on our phones and then spent hours in turmoil? Social media never switches off: someone, somewhere, is posting pictures, comments or messages, asking you to join a chat or wade in with an opinion. No wonder many teenagers suffer from what shrinks call “decision paralysis”. The options are simply too enormous for any human brain to deal with. For many people (not just teenagers), it seems the only way we can validate ourselves is though a screen, a habit which is just as bad for our health as over-indulging in drink or drugs. And just as addictive. Disponível em: http://www.independent.co.uk/voices/social-media-is-making-us-depressed-lets-learn-to-turn-it-off- a6974526.html. Acesso em:21 abr. 2016. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 21 QUESTÃO 21 Na frase "That might come as a surprise to the generation under 30", grifada no primeiro parágrafo do TEXTO 01, a palavra "that" foi usada para substituir: A) O fato de as redes sociais fazerem parte do DNA das pessoas com menos de 30 anos. B) O fato de os adolescentes usarem celulares para se comunicarem. C) O fato de o Facebook e Twitter não trazerem felicidade a ninguém. D) O fato de existir uma ligação entre o uso de redes sociais e depressão. QUESTÃO 22 De acordo com o TEXTO 01, por que os estudantes que se formam não estão preparados para o mundo do trabalho? A) Porque existe uma carência de interação física. B) Porque as empresas não permitem usar redes sociais durante o período de trabalho. C) Porque a interação virtual nem sempre permite uma interação física. D) Porque é necessário deixar as redes sociais de lado para fazer mais cursos. QUESTÃO 23 De acordo com o TEXTO 01, o uso constante das redes sociais pode causar, EXCETO: A) Isolamento. B) Baixa autoestima C) Ansiedade. D) Falta de insônia. QUESTÃO 24 Na frase, “It’s as if we’re starring in a movie of the life we’d like to lead”, sublinhada no 3° parágrafo do TEXTO 01, qual é a origem da palavra “starring”? A) To stare. B) To star. C) To starre. D) To starry. QUESTÃO 25 Na frase, “Best not to read tweets if you are of a vulnerable disposition”, a palavra “dispolition”, sublinhada no 4° parágrafo do TEXTO 01, pode ser melhor representada por: A) Disciplina. B) Saúde. C) Temperamento. D) Aparência. QUESTÃO 26 De acordo com o TEXTO 01, todas as críticas, a seguir, referem-se às redes sociais, EXCETO: A) As pessoas esperam por "Likes" em suas postagens. B) As pessoas estão mostrando uma vida que gostariam de ter. C) As pessoas escondem a monotonia de suas vidas. D) As pessoas apresentam um quadro irreal de suas vidas. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2° Vestibular de 2016 22 QUESTÃO 27 De acordo com o TEXTO 01, todas as críticas abaixo se referem ao Twitter, EXCETO: A) O que a pessoa diz no Twitter pode ser usado contra ela. B) A fala da pessoa pode tomar proporções inesperadas. C) As pessoas podem entender o contrário do que se quer dizer. D) A quantidade de caracteres é insuficiente para formar sentido. QUESTÃO 28 Segundo o TEXTO 01, o que está causando um efeito negativo nas pessoas? A) O fato de as pessoas postarem no Facebook. B) O fato de as pessoas documentarem tudo o que é feito. C) O fato de as pessoas usarem Snapchat. D) O fato de as pessoas terem Instagram. QUESTÃO 29 Todas as afirmações abaixo podem se referir ao termo “The Sleep Revolution”, que está grifado no 7° parágrafo do TEXTO 01, EXCETO: A) Não devemos manter aparelhos eletrônicos no quarto. B) Não devemos usar redes sociais antes de dormir. C) Não foi escrito por especialistas. D) Não é um livro recente. QUESTÃO 30 A palavra “over” na frase “a habit which is just as bad for our health as over-indulging in drink or drugs” que está marcada no último parágrafo do TEXTO 01, transmite uma ideia de: A) Finalização. B) Proximidade. C) Excesso. D) Distância. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais 2º VESTIBULAR DE 2016 DO IFNMG Atenção: caso queira levar esta folha de rascunho do gabarito, faça apenas as anotações das respostas das provas e destaque-a. RASCUNHO DO GABARITO QUESTÕES 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 QUESTÕES 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de MinasGerais Endereço da Reitoria: Rua Gabriel Passos, nº 259 – Centro – Montes Claros/MG Site: www.ifnmg.edu.br