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07 03 (Lista Orações Subordinadas Adverbiais)

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Questões resolvidas

(EEAR/BR - 2019) Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, os sentidos expressos pelas palavras ou expressões em destaque no fragmento de texto a seguir: "Ao passo que os aparatos tecnológicos se tornam mais presentes na nossa vida, mais se aprende a viver em rede. Embora saibamos o quanto é importante firmar nossos valores individuais, acabamos sendo arrastados, como gados ao matadouro, rumo à neutralização das diferenças culturais dos povos."
a) causa, comparação e temporalidade.
b) consequência, concessão e comparação.
c) proporcionalidade, concessão e comparação.
d) condição, conformidade e proporcionalidade.

Considere as frases abaixo. Avalie as afirmacoes respectivas com relação aos termos em negrito. Tenha como referência a norma culta e o sentido do texto.
( )Ter sido despejada e haviam invadido são ambas expressões verbais na voz passiva; os termos que são conjunções integrantes subordinadas entre si.
( ) Ela e lhe têm o mesmo referente; para introduz uma oração com sentido de finalidade; a si mesmo refere-se a governo.
( ) A expressão verbal se consegue é exemplo de voz reflexiva; cada vez indica pontualidade no tempo; em vez de pode ser substituído por ao invés de.
( ) Os termos as, os e tal são pronomes demonstrativos; o plural de muito mais riqueza é muito mais riquezas; o adjetivo predominante impede a generalização;
( )Pois introduz uma oração de caráter explicativo; como tem sentido de conformidade; assim que tem sentido temporal.

Em relação ao trecho que o sucede, o trecho sublinhado tem sentido de
a) consequência.
b) condição.
c) conclusão.
d) concessão.
e) causa.

Em “Mesmo que elas tenham ideias realmente (ou potencialmente) revolucionárias, muitas vezes não as reconhecem como tais, ou não acreditam no seu próprio potencial” (1º parágrafo), a locução conjuntiva sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
a) À medida que.
b) Ainda que.
c) Desde que.
d) Visto que.
e) A menos que.

Assinale a alternativa cujo trecho sublinhado denota uma condição.

a) [...] trazem à tona um questionamento conceitual importante: uma vez considerado arte contemporânea, o movimento perderia sua essência?
b) [...] ele ganhou em força, criatividade e técnica, sendo reconhecido hoje no Brasil como graffiti artístico.
c) Muito além da diferenciação conceitual entre as expressões – ainda que elas compartilhem da mesma matéria-prima [...]
d) Ela é evidenciada pela impossibilidade de inserção em qualquer estatuto pré-estabelecido, pois isso pressuporia a diluição e a perda de sua potência signo-estética.
e) “Se alguém faz alguma coisa no seu trabalho, isso é positivo, para mim, porque escolheram a minha peça entre as expostas” [...]

Em “Esse marco legal e institucional traz aspectos essenciais para que a gestão dos serviços seja pautada por uma visão de saneamento como direito de cidadania”, a oração sublinhada exerce a mesma função sintática em qual das alternativas abaixo?
a) O problema do saneamento básico é mundial, desde 2010 reconhecido pela ONU, ou seja, é muito grande para que seja resolvido com apenas uma lei.
b) Foi muito importante a criação da Secret

8. (UNIFESP/SP - 2019) “Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso.” (5º parágrafo) Em relação ao trecho que o sucede, o trecho sublinhado expressa ideia de
a) finalidade.
b) causa.
c) proporção.
d) comparação.
e) consequência.

9. (EBMSP/ SP - 2018) Considerando-se os aspectos coesivos que mantêm a progressão temática do texto, é correto afirmar:
a) O conectivo “que”, em “É verdade que eles fazem parte da vida”, dá continuidade às ideias do texto, ao introduzir a oração que funciona como sujeito de “É verdade”.
b) O pronome pessoal “eles”, em “É verdade que eles fazem parte da vida”, faz uma referência catafórica ao termo “preconceitos de todo tipo”, prenunciando uma reflexão sobre um viés temático ainda não apresentado e tratado a seguir.
c) O relativo “[n]a qual”, em “fazem parte da vida na qual há preconceitos”, resgata a palavra “parte”, caracterizando-a a partir de um aspecto que lhe é inerente.
d) O demonstrativo “aquela”, em “Uma vida que se autoquestiona eticamente é aquela que tenta entender”, retoma a expressão “vida infeliz”, a fim de caracterizá-la como uma prática incessante de autoconhecimento.
e) O elemento coesivo pronominal “ela”, em “É ela, essa condição diferente e única própria de cada pessoa”, refere-se ao vocábulo “superação”, recuperando-o para ressaltar a única condição de uma existência feliz.

(UPF/RGS - 2018) A apropriada relação entre diferentes partes de um texto é garantida pela coesão textual. Analisando os trechos “Para que usar camisinha” (referência 1) e “se a Pabllo não engravida” (referência 2), verifica-se que a segunda oração estabelece com a primeira uma relação de:

a) causa, uma vez que uma das causas de uma gravidez pode ser a não utilização de preservativos.
b) oposição, visto que, no texto, fica inferida uma oposição entre as concepções de homem e mulher no que, biologicamente, diz respeito à capacidade de engravidar.
c) finalidade, uma vez que, na concepção dos internautas que se manifestaram, o uso da camisinha tem a contracepção como finalidade exclusiva.
d) condição, porque a biologia feminina é condição para a gravidez e, portanto, para esse grupo específico de internautas, o uso da camisinha na relação sugerida no clipe justifica o questionamento sobre essa escolha.
e) concessão, uma vez que é possível inferir, pelo contexto, que o uso da camisinha seria uma exigência para o consentimento de uma relação íntima.

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(EEAR/BR - 2019) Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, os sentidos expressos pelas palavras ou expressões em destaque no fragmento de texto a seguir: "Ao passo que os aparatos tecnológicos se tornam mais presentes na nossa vida, mais se aprende a viver em rede. Embora saibamos o quanto é importante firmar nossos valores individuais, acabamos sendo arrastados, como gados ao matadouro, rumo à neutralização das diferenças culturais dos povos."
a) causa, comparação e temporalidade.
b) consequência, concessão e comparação.
c) proporcionalidade, concessão e comparação.
d) condição, conformidade e proporcionalidade.

Considere as frases abaixo. Avalie as afirmacoes respectivas com relação aos termos em negrito. Tenha como referência a norma culta e o sentido do texto.
( )Ter sido despejada e haviam invadido são ambas expressões verbais na voz passiva; os termos que são conjunções integrantes subordinadas entre si.
( ) Ela e lhe têm o mesmo referente; para introduz uma oração com sentido de finalidade; a si mesmo refere-se a governo.
( ) A expressão verbal se consegue é exemplo de voz reflexiva; cada vez indica pontualidade no tempo; em vez de pode ser substituído por ao invés de.
( ) Os termos as, os e tal são pronomes demonstrativos; o plural de muito mais riqueza é muito mais riquezas; o adjetivo predominante impede a generalização;
( )Pois introduz uma oração de caráter explicativo; como tem sentido de conformidade; assim que tem sentido temporal.

Em relação ao trecho que o sucede, o trecho sublinhado tem sentido de
a) consequência.
b) condição.
c) conclusão.
d) concessão.
e) causa.

Em “Mesmo que elas tenham ideias realmente (ou potencialmente) revolucionárias, muitas vezes não as reconhecem como tais, ou não acreditam no seu próprio potencial” (1º parágrafo), a locução conjuntiva sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
a) À medida que.
b) Ainda que.
c) Desde que.
d) Visto que.
e) A menos que.

Assinale a alternativa cujo trecho sublinhado denota uma condição.

a) [...] trazem à tona um questionamento conceitual importante: uma vez considerado arte contemporânea, o movimento perderia sua essência?
b) [...] ele ganhou em força, criatividade e técnica, sendo reconhecido hoje no Brasil como graffiti artístico.
c) Muito além da diferenciação conceitual entre as expressões – ainda que elas compartilhem da mesma matéria-prima [...]
d) Ela é evidenciada pela impossibilidade de inserção em qualquer estatuto pré-estabelecido, pois isso pressuporia a diluição e a perda de sua potência signo-estética.
e) “Se alguém faz alguma coisa no seu trabalho, isso é positivo, para mim, porque escolheram a minha peça entre as expostas” [...]

Em “Esse marco legal e institucional traz aspectos essenciais para que a gestão dos serviços seja pautada por uma visão de saneamento como direito de cidadania”, a oração sublinhada exerce a mesma função sintática em qual das alternativas abaixo?
a) O problema do saneamento básico é mundial, desde 2010 reconhecido pela ONU, ou seja, é muito grande para que seja resolvido com apenas uma lei.
b) Foi muito importante a criação da Secret

8. (UNIFESP/SP - 2019) “Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso.” (5º parágrafo) Em relação ao trecho que o sucede, o trecho sublinhado expressa ideia de
a) finalidade.
b) causa.
c) proporção.
d) comparação.
e) consequência.

9. (EBMSP/ SP - 2018) Considerando-se os aspectos coesivos que mantêm a progressão temática do texto, é correto afirmar:
a) O conectivo “que”, em “É verdade que eles fazem parte da vida”, dá continuidade às ideias do texto, ao introduzir a oração que funciona como sujeito de “É verdade”.
b) O pronome pessoal “eles”, em “É verdade que eles fazem parte da vida”, faz uma referência catafórica ao termo “preconceitos de todo tipo”, prenunciando uma reflexão sobre um viés temático ainda não apresentado e tratado a seguir.
c) O relativo “[n]a qual”, em “fazem parte da vida na qual há preconceitos”, resgata a palavra “parte”, caracterizando-a a partir de um aspecto que lhe é inerente.
d) O demonstrativo “aquela”, em “Uma vida que se autoquestiona eticamente é aquela que tenta entender”, retoma a expressão “vida infeliz”, a fim de caracterizá-la como uma prática incessante de autoconhecimento.
e) O elemento coesivo pronominal “ela”, em “É ela, essa condição diferente e única própria de cada pessoa”, refere-se ao vocábulo “superação”, recuperando-o para ressaltar a única condição de uma existência feliz.

(UPF/RGS - 2018) A apropriada relação entre diferentes partes de um texto é garantida pela coesão textual. Analisando os trechos “Para que usar camisinha” (referência 1) e “se a Pabllo não engravida” (referência 2), verifica-se que a segunda oração estabelece com a primeira uma relação de:

a) causa, uma vez que uma das causas de uma gravidez pode ser a não utilização de preservativos.
b) oposição, visto que, no texto, fica inferida uma oposição entre as concepções de homem e mulher no que, biologicamente, diz respeito à capacidade de engravidar.
c) finalidade, uma vez que, na concepção dos internautas que se manifestaram, o uso da camisinha tem a contracepção como finalidade exclusiva.
d) condição, porque a biologia feminina é condição para a gravidez e, portanto, para esse grupo específico de internautas, o uso da camisinha na relação sugerida no clipe justifica o questionamento sobre essa escolha.
e) concessão, uma vez que é possível inferir, pelo contexto, que o uso da camisinha seria uma exigência para o consentimento de uma relação íntima.

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Prof. Gustavo 
Gramática 
 
Página 1 de 8 
EXERCÍCIOS – SINTAXE – ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
 
1. (EEAR/BR - 2019) Assinale a alternativa que 
apresenta, correta e respectivamente, os sentidos 
expressos pelas palavras ou expressões em destaque no 
fragmento de texto a seguir: 
“Ao passo que os aparatos tecnológicos se 
tornam mais presentes na nossa vida, mais se aprende a 
viver em rede. Embora saibamos o quanto é importante 
firmar nossos valores individuais, acabamos sendo 
arrastados, como gados ao matadouro, rumo à 
neutralização das diferenças culturais dos povos.” 
 
 
a) causa, comparação e temporalidade. 
b) consequência, concessão e comparação. 
c) proporcionalidade, concessão e comparação. 
d) condição, conformidade e proporcionalidade. 
 
 
(FEPAR/PR – MED - 2019) Leia o texto e responda à 
questão a seguir. 
 
Quebra a perna 
Uma mulher tornou-se moradora de rua no Largo 
do Paiçandu, no centro de São Paulo, por ter sido 
despejada com outros moradores do edifício que haviam 
invadido, ali na praça, e que acabou desabando depois de 
um incêndio. Ela decidiu ficar acampada em frente da 
ruína. “Só saio daqui com a chave da minha casa na mão”, 
declarou. O desabamento, em sua opinião, lhe deu o 
direito de ganhar uma casa “do governo” – e ela não 
estava disposta a procurar outro lugar para morar. 
Sua reivindicação foi tratada como a coisa mais normal do 
mundo. Não ocorreu a ninguém que só a população pode 
pagar essa e qualquer outra despesa feita em nome do 
público, pois só ela trabalha, produz e ganha o dinheiro 
que o governo lhe arranca para, basicamente, sustentar a 
si mesmo. 
Eis aí uma ilustração do delírio a que foi reduzida 
a “questão social” neste País. Aqui se grita cada vez mais 
alto em favor da igualdade – e aqui se faz cada vez mais 
o contrário de tudo o que poderia tornar as pessoas 
menos desiguais entre si. Não haverá esperança para 
essa mulher, e para todos os que vivem no mesmo 
abismo, enquanto praticamente todas as forças políticas 
e ideológicas insistirem em impor a ideia de que a 
“igualdade” e os “direitos iguais” para todos são 
“prioridades”. Por essa maneira de ver o mundo, a 
igualdade tem de ser obtida já, por cobrança de mais 
impostos e atuação do governo, e não, segundo exigem 
as realidades da vida, como consequência do trabalho – 
da criação de riquezas, de avanços na educação, da 
multiplicação das oportunidades. A única coisa que se 
consegue por esse caminho é uma quantidade cada vez 
maior de leis mandando os cidadãos serem iguais – e, ao 
mesmo tempo, dificuldades cada vez mais perversas para 
a liberdade de produzir e gerar progresso. Resultado: em 
vez de ficar mais perto, a igualdade fica mais longe. 
Circula atualmente nas redes sociais um vídeo 
muito interessante a esse respeito. Nele, o autor* de uma 
palestra para jovens nos Estados Unidos observa que, 
hoje, a essência da moral, tanto nas ideias como nas 
ações da vida pública, é a pregação da igualdade entre 
todos. Para isso, segundo esses pregadores, tudo vale – 
inclusive cometer atos de violência contra os que estão 
num nível acima. São os que têm mais talento, mais 
habilidade, mais inteligência – e nem sempre mais 
estudos acadêmicos. São as pessoas que criam, que 
brilham, que têm sucesso. No fundo, são as que mais 
contribuem para o conjunto da sociedade – e, em 
consequência de seus méritos, geram muito mais riqueza 
e conforto que os demais. No mundo intelectual e político 
de hoje, a visão predominante é que tal situação é uma 
injustiça que tornará inviável a sobrevivência das 
sociedades. O maior dever que um cidadão pode ter na 
vida é exigir a diminuição da distância entre “os que têm” 
e “os que não têm”. 
Para ilustrar o 
problema, o palestrante 
menciona o maior astro do 
basquetebol do momento, 
LeBron James – e diz 
ironicamente que, em nome 
da igualdade, ele teria o 
direito de entrar numa quadra 
de basquete com LeBron e 
exigir chances iguais de vitória numa partida entre os dois. 
Como? Obviamente ele não teria condições de fazer um 
único ponto contra o campeão. Também não pode 
aprender grande coisa de basquete se não tem talento 
para esse esporte. A solução para uma disputa igual só 
poderia ser quebrar as duas pernas de LeBron, 
possivelmente também um braço – isso sim, seria fazer 
justiça. Engraçado, não é mesmo? Pois isso se observa 
todos os dias. Como não podem quebrar de verdade as 
pernas dos que estão acima, socam impostos neles, cada 
vez mais. É assim que pretendem criar igualdade para a 
mulher do Largo do Paiçandu. 
(*) Yaron Brook. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch>.Acesso em: 28 jun. 2018 (Adaptado 
de: GUZZO, J.R. Veja, 28 jun. 2018) 
 
2. (FEPAR/PR - 2019) Considere as frases abaixo. Avalie 
as afirmações respectivas com relação aos termos em 
negrito. Tenha como referência a norma culta e o sentido 
do texto. 
 
(1) Uma mulher tornou-se moradora de rua no Largo do 
Paiçandu por ter sido despejada com outros moradores 
do edifício que haviam invadido, ali na praça, e que 
acabou desabando depois de um incêndio. 
(2) Só a população pode pagar essa e qualquer outra 
despesa feita em nome do público, pois só ela trabalha, 
produz e ganha o dinheiro que o governo lhe arranca para, 
basicamente, sustentar a si mesmo. 
(3) A única coisa que se consegue por esse caminho é 
uma quantidade cada vez maior de leis mandando os 
cidadãos serem iguais – e, ao mesmo tempo, dificuldades 
cada vez mais perversas para a liberdade de produzir e 
gerar progresso. Resultado: em vez de ficar mais perto, a 
igualdade fica mais longe. 
(4) No fundo, são as que mais contribuem para o conjunto 
da sociedade – e, em consequência de seus méritos, 
 
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geram muito mais riqueza e conforto que os demais. No 
mundo intelectual e político de hoje, a visão predominante 
é que tal situação é uma injustiça que tornará inviável a 
sobrevivência das sociedades. 
(5) Engraçado, não é mesmo? Pois isso se observa todos 
os dias. Como não podem quebrar de verdade as pernas 
dos que estão acima, socam impostos neles, cada vez 
mais. É assim que pretendem criar igualdade para a 
mulher do Largo do Paiçandu. 
 
( )Ter sido despejada e haviam invadido são ambas 
expressões verbais na voz passiva; os termos que são 
conjunções integrantes subordinadas entre si. 
( ) Ela e lhe têm o mesmo referente; para introduz uma 
oração com sentido de finalidade; a si mesmo refere-se a 
governo. 
( ) A expressão verbal se consegue é exemplo de voz 
reflexiva; cada vez indica pontualidade no tempo; em vez 
de pode ser substituído por ao invés de. 
( ) Os termos as, os e tal são pronomes demonstrativos; 
o plural de muito mais riqueza é muito mais riquezas; o 
adjetivo predominante impede a generalização; 
( )Pois introduz uma oração de caráter explicativo; como 
tem sentido de conformidade; assim que tem sentido 
temporal. 
 
3. (UNESP/SP - 2019) Leia o trecho do livro A dança do 
universo, do físico brasileiro Marc. Gleiser, para 
responder às questões a seguir. 
 
Algumas pessoas tornam-se heróis contra sua 
própria vontade. Mesmo que elas tenham ideias 
realmente (ou potencialmente) revolucionárias, muitas 
vezes não as reconhecem como tais, ou não acreditam no 
seu próprio potencial. Divididas entre enfrentar sua 
insegurança expondo suas ideias à opinião dos outros, ou 
manter-se na defensiva, elas preferem a segunda opção. 
O mundo está cheio de poemas e teorias escondidos no 
porão. 
Copérnico é, talvez, o mais famoso desses 
relutantes heróis da história da ciência. Ele foi o homem 
que colocou o Sol de volta no centro do Universo, ao 
mesmo tempo fazendo de tudo para que suas ideias não 
fossem difundidas, possivelmente com medo de críticas 
ou perseguição religiosa. Foi quem colocou o Sol de volta 
no centro do Universo, motivado por razões erradas. 
Insatisfeito com a falha do modelo de Ptolomeu, que 
aplicava o dogma platônico domovimento circular 
uniforme aos corpos celestes, Copérnico propôs que o 
equante fosse abandonado e que o Sol passasse a 
ocupar o centro do cosmo. Ao tentar fazer com que o 
Universo se adaptasse às ideias platônicas, ele retornou 
aos pitagóricos, ressuscitando a doutrina do fogo central, 
que levou ao modelo heliocêntrico de Aristarco dezoito 
séculos antes. 
Seu pensamento reflete o desejo de reformular as 
ideias cosmológicas de seu tempo apenas para voltar 
ainda mais no passado; Copérnico era, sem dúvida, um 
revolucionário conservador. Ele jamais poderia ter 
imaginado que, ao olhar para o passado, estaria criando 
uma nova visão cósmica, que abriria novas portas para o 
futuro. Tivesse vivido o suficiente para ver os frutos de 
suas ideias, Copérnico decerto teria odiado a revolução 
que involuntariamente causou. 
Entre 1510 e 1514, compôs um pequeno trabalho 
resumindo suas ideias, intitulado Commentariolus 
(Pequeno comentário). Embora na época fosse 
relativamente fácil publicar um manuscrito, Copérnico 
decidiu não publicar seu texto, enviando apenas algumas 
cópias para uma audiência seleta. Ele acreditava 
piamente no ideal pitagórico de discrição; apenas aqueles 
que eram iniciados nas complicações da matemática 
aplicada à astronomia tinham permissão para 
compartilhar sua sabedoria. Certamente essa posição 
elitista era muito peculiar, vinda de alguém que fora 
educado durante anos dentro da tradição humanista 
italiana. Será que Copérnico estava tentando sentir o 
clima intelectual da época, para ter uma ideia do quão 
“perigosas” eram suas ideias? Será que ele não 
acreditava muito nas suas próprias ideias e, portanto, 
queria evitar qualquer tipo de crítica? Ou será que ele 
estava tão imerso nos ideais pitagóricos que realmente 
não tinha o menor interesse em tornar populares suas 
ideias? As razões que possam justificar a atitude de 
Copérnico são, até hoje, um ponto de discussão entre os 
especialistas. 
(A dança do universo, 2006. Adaptado.) 
 
 “Tivesse vivido o suficiente para ver os frutos de 
suas ideias, Copérnico decerto teria odiado a revolução 
que involuntariamente causou.” (3º parágrafo) 
 
 Em relação ao trecho que o sucede, o trecho 
sublinhado tem sentido de 
a) consequência. 
b) condição. 
c) conclusão. 
d) concessão. 
e) causa. 
 
4. (UNESP/SP - 2019) Em “Mesmo que elas tenham 
ideias realmente (ou potencialmente) revolucionárias, 
muitas vezes não as reconhecem como tais, ou não 
acreditam no seu próprio potencial” (1º parágrafo), a 
locução conjuntiva sublinhada pode ser substituída, sem 
prejuízo para o sentido do texto, por: 
a) À medida que. 
b) Ainda que. 
c) Desde que. 
d) Visto que. 
e) A menos que. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gramática 
 
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(ITA/SP - 2019) Texto para a questão a seguir. 
Pichação-arte é pixação? 
As discussões muitas vezes acaloradas sobre o 
reconhecimento da pixação como expressão artística 
trazem à tona um questionamento conceitual importante: 
uma vez considerado arte contemporânea, o movimento 
perderia sua essência? Para compreendermos os 
desdobramentos da pixação, alguns aspectos presentes 
no graffiti são essenciais e importantes de serem 
resgatados. O graffiti nasceu originalmente nos EUA, na 
década de 1970, como um dos elementos da cultura hip-
hop (Break, MC, DJ e Graffiti). Daí até os dias atuais, ele 
ganhou em força, criatividade e técnica, sendo 
reconhecido hoje no Brasil como graffiti artístico. Sua 
caracterização como arte contemporânea foi consolidada 
definitivamente por volta do ano 2000. 
A distinção entre graffiti e pixação é clara; ao 
primeiro é atribuída a condição de arte, e o segundo é 
classificado como um tipo de prática de vandalismo e 
depredação das cidades, vinculado à ilegalidade e 
marginalidade. Essa distinção das expressões deu-se em 
boa parte pela institucionalização do graffiti, com os 
primeiros resquícios já na década de 1970. 
Esse desenvolvimento técnico e formal do graffiti 
ocasionou a perda da potência subversiva que o marca 
como manifestação genuína de rua e caminha para uma 
arte de intervenção domesticada enquadrada cada vez 
mais nos moldes do sistema de arte tradicional. O 
grafiteiro é visto hoje como artista plástico, possuindo as 
características de todo e qualquer artista contemporâneo, 
incluindo a prática e o status. Muito além da diferenciação 
conceitual entre as expressões – ainda que elas 
compartilhem da mesma matéria-prima – trata-se de sua 
força e essência intervencionista. 
Estudos sobre a origem da pixação afirmam que 
o graffiti nova-iorquino original equivale à pixação 
brasileira; os dois mantêm os mesmos princípios: a força, 
a explosão e o vazio. Uma das principais características 
do pixo é justamente o esvaziamento sígnico, a potência 
esvaziada. Não existem frases poéticas, nem 
significados. A pichação possui dimensão incomunicativa, 
fechada, que não conversa com a sociedade. Pelo 
contrário, de certa forma, a agride. A rejeição do público 
geral reside na falta de compreensão e intelecção das 
inscrições; apenas os membros da própria comunidade 
de pixadores decifram o conteúdo. 
A significância e a força intervencionista do pixo 
residem, portanto, no próprio ato. Ela é evidenciada pela 
impossibilidade de inserção em qualquer estatuto pré-
estabelecido, pois isso pressuporia a diluição e a perda 
de sua potência signo-estética. Enquanto o graffiti foi 
sendo introduzido como uma nova expressão de arte 
contemporânea, a pichação utilizou o princípio de não 
autorização para fortalecer sua essência. 
Mas o quão sensível é essa forma de expressão 
extremista e antissistema como a pixação? Como lidar 
com a linha tênue dos princípios estabelecidos para não 
cair em contradição? Na 26ª Bienal de Arte de São Paulo, 
em 2004, houve um caso de pixo na obra do artista 
cubano naturalizado americano, Jorge Pardo. Seu 
comentário, diante da intervenção, foi “Se alguém faz 
alguma coisa no seu trabalho, isso é positivo, para mim, 
porque escolheram a minha peça entre as expostas” […]. 
“Quem fez isso deve discordar de alguma coisa na obra. 
Pode ser outro artista fazendo sua própria obra dentro da 
minha. Pode ser só uma brincadeira” e finalizou dizendo 
que “pichar a obra de alguém também não é tão incomum. 
Já é tradicional”. 
É interessante notar, a partir do depoimento de 
Pardo, a recorrência de padrões em movimentos de 
qualquer natureza, e o inevitável enquadramento em 
algum tipo de sistema, mesmo que imposto e organizado 
pelos próprios elementos do grupo. Na pixação, levando 
em conta o “sistema” em que estão inseridos, 
constatamos que também passa longe de ser perfeito; 
existe rivalidade pesada entre gangues, hierarquia e 
disputas pelo “poder”. 
Em 2012, a Bienal de Arte de Berlim, com o tema 
“Forget Fear”, considerado ousado, priorizou fatos e 
inquietações políticas da atualidade. Os pixadores 
brasileiros, Cripta (Djan Ivson), Biscoito, William e R.C., 
foram convidados na ocasião para realizar um workshop 
sobre pixação em um espaço delimitado, na igreja Santa 
Elizabeth. Eles compareceram. Mas não seguiram as 
regras impostas pela curadoria, ao pixar o próprio 
monumento. O resultado foi tumulto e desentendimento 
entre os pixadores e a curadoria do evento. 
O grande dilema diante do fato é que, ao 
aceitarem o convite para participar de uma bienal de arte, 
automaticamente aceitaram as regras e o sistema 
imposto. Mesmo sem adotar o comportamento esperado, 
caíram em contradição. Por outro lado, pela pichação ser 
conhecidamente transgressora (ou pelo jeito, não tão 
conhecida assim), os organizadores deveriam pressupor 
que eles não seguiriam padrões pré-estabelecidos. 
Embora existam movimentos e grupos que 
consideram, sim, a pixação como forma de arte, como é o 
caso dos curadores da Bienal de Berlim, há uma questão 
substancial que permeia a realidade dos pichadores. 
Quem disse que eles querem sua expressão reconhecida 
como arte? Se artepressupõe, como ocorreu com o 
graffiti, adaptar-se a um molde específico, seguir 
determinadas regras e por consequência ver sua potência 
intervencionista diluída e branda, é muito improvável que 
tenham esse desejo. 
A representação da pixação como forma de 
expressão destrutiva, contra o sistema, extremista e 
marginalizada é o que a mantêm viva. De certo modo, a 
rejeição e a ignorância do público é o que garante sua 
força intervencionista e a tão importante e sensível 
essência. 
Adaptado de: CARVALHO, M. F. Pichação-arte é pixação? Revista 
Arruaça, Edição nº 0. Cásper Líbero, 2013. Disponível em 
<https://casperlibero.edu.br/revistas/pichacao-arte-e-pixacao/> Acesso 
em: maio 2018. 
5. (ITA/SP - 2019) Assinale a alternativa cujo trecho 
sublinhado denota uma condição. 
a) [...] trazem à tona um questionamento conceitual 
importante: uma vez considerado arte contemporânea, 
o movimento perderia sua essência? 
b) [...] ele ganhou em força, criatividade e técnica, sendo 
reconhecido hoje no Brasil como graffiti artístico. 
 
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c) Muito além da diferenciação conceitual entre as 
expressões – ainda que elas compartilhem da mesma 
matéria-prima [...] 
d) Ela é evidenciada pela impossibilidade de inserção em 
qualquer estatuto pré-estabelecido, pois isso 
pressuporia a diluição e a perda de sua potência 
signo-estética. 
e) “Se alguém faz alguma coisa no seu trabalho, isso é 
positivo, para mim, porque escolheram a minha peça 
entre as expostas” [...] 
 
(ESPCEX (AMAN) 2019) Leia o texto e responda à 
questão a seguir. 
 
Política pública de saneamento básico: as bases do 
saneamento como direito de cidadania 
e os debates sobre novos modelos de gestão 
Ana Lucia Britto 
Professora Associada do PROURB-FAU-UFRJ 
Pesquisadora do INCT Observatório das Metrópoles 
 
A Assembleia Geral da ONU reconheceu em 
2010 que o acesso à água potável e ao esgotamento 
sanitário é indispensável para o pleno gozo do direito à 
vida. É preciso, para tanto, fazê-lo de modo 
financeiramente acessível e com qualidade para todos, 
sem discriminação. Também obriga os Estados a 
eliminarem progressivamente as desigualdades na 
distribuição de água e esgoto entre populações das zonas 
rurais ou urbanas, ricas ou pobres. 
No Brasil, dados do Ministério das Cidades 
indicam que cerca de 35 milhões de brasileiros não são 
atendidos com abastecimento de água potável, mais da 
metade da população não tem acesso à coleta de esgoto, 
e apenas 39% de todo o esgoto gerado são tratados. 
Aproximadamente 70% da população que compõe o 
déficit de acesso ao abastecimento de água possuem 
renda domiciliar mensal de até 
1 2
 salário mínimo por 
morador, ou seja, apresentam baixa capacidade de 
pagamento, o que coloca em pauta o tema do 
saneamento financeiramente acessível. 
Desde 2007, quando foi criado o Ministério das 
Cidades, identificam-se avanços importantes na busca de 
diminuir o déficit já crônico em saneamento e pode-se 
caminhar alguns passos em direção à garantia do acesso 
a esses serviços como direito social. Nesse sentido 
destacamos as Conferências das Cidades e a criação da 
Secretaria de Saneamento e do Conselho Nacional das 
Cidades, que deram à política urbana uma base de 
participação e controle social. 
Houve também, até 2014, uma progressiva 
ampliação de recursos para o setor, sobretudo a partir do 
PAC 1 e PAC 2; a instituição de um marco regulatório (Lei 
11.445/2007 e seu decreto de regulamentação) e de um 
Plano Nacional para o setor, o PLANSAB, construído com 
amplo debate popular, legitimado pelos Conselhos 
Nacionais das Cidades, de Saúde e de Meio Ambiente, e 
aprovado por decreto presidencial em novembro de 2013. 
Esse marco legal e institucional traz aspectos essenciais 
para que a gestão dos serviços seja pautada por uma 
visão de saneamento como direito de cidadania: a) 
articulação da política de saneamento com as políticas de 
desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de 
combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção 
ambiental, de promoção da saúde; e b) a transparência 
das ações, baseada em sistemas de informações e 
processos decisórios participativos institucionalizados. 
A Lei 11.445/2007 reforça a necessidade de 
planejamento para o saneamento, por meio da 
obrigatoriedade de planos municipais de abastecimento 
de água, coleta e tratamento de esgotos, drenagem e 
manejo de águas pluviais, limpeza urbana e manejo de 
resíduos sólidos. Esses planos são obrigatórios para que 
possam ser estabelecidos contratos de delegação da 
prestação de serviços e para que possam ser acessados 
recursos do governo federal (OGU, FGTS e FAT), com 
prazo final para sua elaboração terminando em 2017. A 
Lei reforça também a participação e o controle social, 
através de diferentes mecanismos como: audiências 
públicas, definição de conselho municipal responsável 
pelo acompanhamento e fiscalização da política de 
saneamento, sendo que a definição desse conselho 
também é condição para que possam ser acessados 
recursos do governo federal. 
O marco legal introduz também a obrigatoriedade 
da regulação da prestação dos serviços de saneamento, 
visando à garantia do cumprimento das condições e 
metas estabelecidas nos contratos, à prevenção e à 
repressão ao abuso do poder econômico, reconhecendo 
que os serviços de saneamento são prestados em caráter 
de monopólio, o que significa que os usuários estão 
submetidos às atividades de um único prestador. 
 
FONTE: adaptado de http://www.assemae.org.br/artigos/item/1762-
saneamento-basico-como-direito-de-cidadania 
 
6. (ESPCEX (AMAN) 2019) Em “Esse marco legal e 
institucional traz aspectos essenciais para que a gestão 
dos serviços seja pautada por uma visão de 
saneamento como direito de cidadania”, a oração 
sublinhada exerce a mesma função sintática em qual das 
alternativas abaixo? 
a) O problema do saneamento básico é mundial, desde 
2010 reconhecido pela ONU, ou seja, é muito grande para 
que seja resolvido com apenas uma lei. 
b) Foi muito importante a criação da Secretaria de 
Saneamento e do Conselho Nacional das Cidades, que 
deram à política urbana uma base de participação e 
controle social. 
c) A Lei 11.445/2007 reforça a necessidade de 
planejamento para o saneamento, porque obriga a 
criação de planos municipais para tratamento de 
esgoto. 
d) A definição de um conselho municipal de fiscalização é 
condição para que possam ser acessados recursos do 
governo federal. 
e) As desigualdades sociais eram tantas, com falta de 
acesso por parte da população à moradia, transporte e 
saneamento, que foi criado, em 1º de janeiro de 2003, 
o Ministério das Cidades. 
 
A(s) questão(ões) refere(m)-se ao texto “Dizer o que se 
pensa não é sempre uma qualidade” 
 
Dizer o que se pensa não é sempre uma qualidade 
Suzana Herculano-Houzel 
 
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1Donald Trump fala o que muitos pensam e não têm 
coragem de dizer, 2segundo seus eleitores. 
 
Cheguei aos EUA em 2016 com Obama na Casa 
Branca e 3assisti 4boquiaberta, poucos meses depois, a 
uma parcela significativa da nação eleger uma figura no 
mínimo controversa. Trump parecia imune aos próprios 
atentados contra os valores americanos. A razão, louvada 
por tantos de seus eleitores? “Ele fala o que muitos 
pensam e não têm coragem de dizer.” 
5E 6ainda faz escola. Já ouvi o mesmo argumento 
de vários que apoiam presidenciáveis brasileiros. 7Como 
se dizer o que se pensa fosse, de fato, sempre algo 
louvável. Mas não é. 
Pensar besteira todo mundo faz, de chegar na 
mureta do mirante e ponderar que “é 8só passar a perna 
por cima e me jogar” ou olhar para o vizinho e pensar que 
“se eu o empurrasse, ele teria morte certa”. 9Evocar 
associações comuns, como mureta e suicídio, é apenas 
natural para o cérebro, consequência inevitável do seu 
aprendizado por repetição. 
 
10Da mesma forma, 11num 12ambiente em que 
racismo, homofobia e liberdadestomadas com a vida dos 
outros ainda imperam, 13onde se cresce ouvindo que 
negros e índios são isso, gays são aquilo, e 14onde todo 
útero grávido é propriedade coletiva, 15insultar é o impulso 
mental fácil, mesmo que por repetição, e não por crença. 
16Pensamentos também são testes de ações 
mentais e suas consequências possíveis. Mentalmente, 
todo mundo um dia xinga a mãe, esbofeteia o vizinho, 
esfaqueia o marido ou profere insultos racistas e 
homofóbicos. 
17Mas a grande maioria para no pensamento, 
18horrorizada pela consequência que suas ações mentais 
teriam na vida real se executadas ou ditas. 
19Pensamentos terríveis têm essa utilidade: 20primatas 
que somos, com um córtex pré-frontal expressivo, capaz 
de reconhecer 21más ideias e impedi-22las de vir à tona, 
não precisamos chegar às vias de fato para aprender a 
não fazer besteira. 
23Dizer o que “todo mundo pensa mas não ousa 
dizer”, portanto, não é sinal de coragem, nem de 
honestidade, mas apenas de falta de controle pré-frontal 
– ou de mau caráter mesmo. 
 
(Herculano-Houzel, Suzana [bióloga e neurocientista da Universidade 
Vanderbilt (EUA)]. Dizer o que se pensa não é sempre uma qualidade. 
Folha de São Paulo, 14/08/2010. Adaptado. Disponível em: 
http://www.brasilagro.com.br/conteudo/dizer-o-que-se-pensa-nao-e-
sempre-uma-qualidade.html. Acesso em 11 ago. 2018) 
 
7. (UPF/RGS - 2019) Em cada uma das alternativas a 
seguir, são apresentados um trecho do texto “Dizer o que 
se pensa não é sempre uma qualidade” (Coluna 1) e uma 
proposta de reescrita desse trecho (Coluna 2). Assinale a 
alternativa em que essa reescrita está em desacordo com 
o sentido originalmente proposto. 
Leia o trecho inicial do conto “A doida”, de Carlos 
Drummond de Andrade, para responder à(s) questão(ões) 
a seguir. 
 Coluna 1 Coluna 2 
a) Donald Trump fala o 
que muitos pensam e 
não têm coragem de 
dizer, segundo seus 
eleitores. (ref. 1). 
Segundo os eleitores 
de Donald Trump, ele 
fala o que muitos 
pensam, mas não têm 
coragem de dizer. 
b) E ainda faz escola. Já 
ouvi o mesmo 
argumento de vários 
que apoiam 
presidenciáveis 
brasileiros. Como se 
dizer o que se pensa 
fosse, de fato, 
sempre algo 
louvável. Mas não é. 
(ref. 5) 
E ainda faz escola. O 
mesmo argumento já 
foi ouvido por mim, dito 
por vários que apoiam 
presidenciáveis 
brasileiros. Como se 
dizer o que se pensa 
fosse, de fato, sempre 
algo louvável. E não é. 
c) Da mesma forma, 
num ambiente em 
que racismo, 
homofobia e 
liberdades tomadas 
com a vida dos outros 
ainda imperam, (...) 
insultar é o impulso 
mental fácil, mesmo 
que por repetição, e 
não por crença. (ref. 
10) 
De igual modo, num 
ambiente em que 
racismo, homofobia e 
liberdades tomadas 
com a vida dos outros 
ainda imperam, (...) 
insultar é o impulso 
mental fácil, uma vez 
que é motivado pela 
repetição, e não por 
crença. 
d) Pensamentos 
também são testes 
de ações mentais e 
suas consequências 
possíveis. 
Mentalmente, todo 
mundo um dia xinga 
a mãe, esbofeteia o 
vizinho, esfaqueia o 
marido ou profere 
insultos racistas e 
homofóbicos. (ref. 
16) 
Um dia, mentalmente, 
todos xingam a mãe, 
esbofeteiam o vizinho, 
esfaqueiam o marido 
ou proferem insultos 
racistas e 
homofóbicos, pois 
pensamentos também 
são testes de ações 
mentais e suas 
consequências 
possíveis. 
e) Mas a grande maioria 
para no pensamento, 
horrorizada pela 
consequência que 
suas ações mentais 
teriam na vida real se 
executadas ou ditas. 
(ref. 17) 
Horrorizada pela 
consequência que 
suas ações mentais 
teriam na vida real se 
executadas ou ditas, a 
grande maioria, no 
entanto, para no 
pensamento. 
 
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A doida habitava um chalé no centro do jardim 
maltratado. E a rua descia para o córrego, onde os 
meninos costumavam banhar-se. Era só aquele 
chalezinho, à esquerda, entre o barranco e um chão 
abandonado; à direita, o muro de um grande quintal. E na 
rua, tornada maior pelo silêncio, o burro que pastava. Rua 
cheia de capim, pedras soltas, num declive áspero. Onde 
estava o fiscal, que não mandava capiná-la? 
Os três garotos desceram manhã cedo, para o 
banho e a pega de passarinho. Só com essa intenção. 
Mas era bom passar pela casa da doida e provocá-la. As 
mães diziam o contrário: que era horroroso, poucos 
pecados seriam maiores. Dos doidos devemos ter 
piedade, porque eles não gozam dos benefícios com que 
nós, os sãos, fomos aquinhoados. Não explicavam bem 
quais fossem esses benefícios, ou explicavam demais, e 
restava a impressão de que eram todos privilégios de 
gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar 
para irmandades. E isso não comovia ninguém. A loucura 
parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se 
inclinados a 1lapidar a doida, isolada e agreste no seu 
jardim. 
Como era mesmo a cara da doida, poucos 
poderiam dizê-lo. Não aparecia de frente e de corpo 
inteiro, como as outras pessoas, conversando na calma. 
Só o busto, recortado numa das janelas da frente, as 
mãos magras, ameaçando. Os cabelos, brancos e 
desgrenhados. E a boca inflamada, soltando 
xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da 
Bíblia misturadas a termos populares, dos quais alguns 
pareciam escabrosos, e todos fortíssimos na sua cólera. 
Sabia-se confusamente que a doida tinha sido 
moça igual às outras no seu tempo remoto (contava mais 
de sessenta anos, e loucura e idade, juntas, lhe lavraram 
o corpo). Corria, com variantes, a história de que fora 
noiva de um fazendeiro, e o casamento uma festa 
estrondosa; mas na própria noite de núpcias o homem a 
repudiara, Deus sabe por que razão. O marido ergueu-se 
terrível e empurrou-a, no calor do bate-boca; ela rolou 
escada abaixo, foi quebrando ossos, arrebentando-se. Os 
dois nunca mais se veriam. Já outros contavam que o pai, 
não o marido, a expulsara, e esclareciam que certa manhã 
o velho sentira um amargo diferente no café, ele que tinha 
dinheiro grosso e estava custando a morrer – mas nos 
2racontos antigos abusava-se de veneno. De qualquer 
modo, as pessoas grandes não contavam a história 
direito, e os meninos deformavam o conto. Repudiada por 
todos, ela se fechou naquele chalé do caminho do 
córrego, e acabou perdendo o juízo. Perdera antes todas 
as relações. Ninguém tinha ânimo de visitá-la. O padeiro 
mal jogava o pão na caixa de madeira, à entrada, e 
eclipsava-se. Diziam que nessa caixa uns primos 
generosos mandavam pôr, à noite, provisões e roupas, 
embora oficialmente a ruptura com a família se 
mantivesse inalterável. Às vezes uma preta velha 
arriscava-se a entrar, com seu cachimbo e sua paciência 
educada no cativeiro, e lá ficava dois ou três meses, 
cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, afinal, 
empregada nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida, 
pedir a bênção à doida, jantar em casa da doida, 
passaram a ser, na cidade, expressões de castigo e 
símbolos de 3irrisão. 
Vinte anos de uma tal existência, e a legenda está 
feita. Quarenta, e não há mudá-la. O sentimento de que a 
doida carregava uma culpa, que sua própria doidice era 
uma falta grave, uma coisa aberrante, instalou-se no 
espírito das crianças. E assim, gerações sucessivas de 
moleques passavam pela porta, fixavam cuidadosamente 
a vidraça e lascavam uma pedra. A princípio, como justa 
penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia 
muito tempo, por hábito. Como a doida respondesse 
sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um 
equilíbrio por compensação, que afogava o remorso. 
Em vão os pais censuravam tal procedimento. 
Quando meninos, os pais daqueles três tinham feito o 
mesmo, com relação à mesma doida, ou a outras. 
Pessoas sensíveis lamentavam o fato, sugeriam que se 
desse um jeito para internar a doida. Mas como? O 
hospício era longe, os parentes não se interessavam. E 
daí – explicava-se ao forasteiro que porventura 
estranhasse a situação – toda cidade tem seus doidos; 
quase que toda família os tem. Quando se tornam ferozes,são trancados no sótão; fora disto, circulam pacificamente 
pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, se preferem ficar 
em casa. E doido é quem Deus quis que ficasse doido... 
Respeitemos sua vontade. Não há remédio para loucura; 
nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse; e 
a cidade sabe bastante, ao passo que livros mentem. 
 
(Contos de aprendiz, 2012.) 
__________________________________ 
1lapidar: apedrejar. 
2raconto: relato, narrativa. 
3irrisão: zombaria. 
 
8. (UNIFESP/SP - 2019) “Como a doida respondesse 
sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um 
equilíbrio por compensação, que afogava o remorso.” (5º 
parágrafo) 
 
 Em relação ao trecho que o sucede, o trecho 
sublinhado expressa ideia de 
 
a) finalidade. 
b) causa. 
c) proporção. 
d) comparação. 
e) consequência. 
 
 
(EBMSP/ SP - 2018) Leia o texto e responda à questão a 
seguir. 
 
Preconceitos fazem parte de uma vida infeliz. É 
verdade que eles fazem parte da vida na qual há 
preconceitos de todo tipo, sempre desproporcionais em 
relação às diferenças, à singularidade. Uma vida que se 
autoquestiona eticamente é aquela que tenta entender e 
superar preconceitos. Em geral, nessa superação, 
encontramos com a novidade da singularidade. É ela, 
essa condição diferente e única própria de cada pessoa, 
que devemos respeitar universalmente. Em um aspecto 
profundo é o autoquestionamento ético que, ao nos ajudar 
a superar preconceitos, nos leva à felicidade. 
 
 
TIBURI, Márcia. Infelicidades contemporâneas. Disponível em: 
<https://revistacult.uol.com.br>.Acesso em: ago. 2017. 
 
 
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9. (EBMSP/ SP - 2018) Considerando-se os aspectos 
coesivos que mantêm a progressão temática do texto, é 
correto afirmar: 
 
a) O conectivo “que”, em “É verdade que eles fazem parte 
da vida”, dá continuidade às ideias do texto, ao 
introduzir a oração que funciona como sujeito de “É 
verdade”. 
b) O pronome pessoal “eles”, em “É verdade que eles 
fazem parte da vida”, faz uma referência catafórica ao 
termo “preconceitos de todo tipo”, prenunciando uma 
reflexão sobre um viés temático ainda não apresentado 
e tratado a seguir. 
c) O relativo “[n]a qual”, em “fazem parte da vida na qual 
há preconceitos”, resgata a palavra “parte”, 
caracterizando-a a partir de um aspecto que lhe é 
inerente. 
d) O demonstrativo “aquela”, em “Uma vida que se 
autoquestiona eticamente é aquela que tenta 
entender”, retoma a expressão “vida infeliz”, a fim de 
caracterizá-la como uma prática incessante de 
autoconhecimento. 
e) O elemento coesivo pronominal “ela”, em “É ela, essa 
condição diferente e única própria de cada pessoa”, 
refere-se ao vocábulo “superação”, recuperando-o para 
ressaltar a única condição de uma existência feliz. 
 
(ITA/ SP - 2018) Leia o texto e responda à questão a 
seguir. 
 
O Brasil será, em poucas décadas, um dos países 
com maior número de idosos do mundo, e precisa correr 
para poder atendê-los no que eles têm de melhor e mais 
saudável: o desejo de viver com independência e 
autonomia. [...] O mantra da velhice no século XXI é 
“envelhecer no lugar”, o que os americanos chamam de 
aging in place. O conceito que guia novas políticas e 
negócios voltados para os longevos tem como principal 
objetivo fazer com que as pessoas consigam permanecer 
em casa o maior tempo possível, sem que, para isso, 
precisem de um familiar por perto. Não se trata de 
apologia da solidão, mas de encarar um dado da realidade 
contemporânea: as residências não abrigam mais três 
gerações sob o mesmo teto e boa parte dos idosos de 
hoje prefere, de fato, morar sozinha, mantendo-se dona 
do próprio nariz. 
 
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/brasillenvelhecer-no-seculo-
xxi/>, 18 mar. 2016.Adaptado. Acesso em: 10 ago. 17. 
 
10. (ITA/ SP - 2018) A conjunção em destaque na frase 
“Não se trata de apologia da solidão, mas de encarar um 
dado da realidade contemporânea: ...” possui a função 
semântica de 
 
a) retificação. 
b) compensação. 
c) complementação. 
d) separação. 
e) acréscimo. 
 
 
(UPF/RGS - 2018) Leia o texto e responda à questão a 
seguir. 
 
Tem gente que não entendeu a campanha de 
camisinha com Pabllo Vittar 
 
 
"1Para que usar 
camisinha 2se a Pabllo não 
engravida?" é o tom de 
diversos comentários nas 
redes sociais do novo clipe 
de Pabllo Vittar no Youtube. 
No vídeo de "Corpo 
Sensual", a cantora drag 
queen aparece dançando e seduzindo Mateus Carrillo, 
até que entram em um carro e Pabllo pega uma 
camisinha. 
Feito em parceria com o Ministério da Saúde, o vídeo foi 
pensado para lembrar o público da importância do uso do 
preservativo quando o clima esquenta. No entanto, nem 
todos os internautas entenderam a mensagem. 
 
(UOL. 08/09/2017. Disponível em: 
https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/09/08/te
m-gente-que-nao-entendeu-a-campanha-de-camisinha-com-pablo-
vittar.htm. Adaptado. Acesso em: 9 set. 2017) 
 
11. (UPF/RGS - 2018) A apropriada relação entre 
diferentes partes de um texto é garantida pela coesão 
textual. Analisando os trechos “Para que usar camisinha” 
(referência 1) e “se a Pabllo não engravida” (referência 2), 
verifica-se que a segunda oração estabelece com a 
primeira uma relação de: 
 
a) causa, uma vez que uma das causas de uma gravidez 
pode ser a não utilização de preservativos. 
b) oposição, visto que, no texto, fica inferida uma oposição 
entre as concepções de homem e mulher no que, 
biologicamente, diz respeito à capacidade de 
engravidar. 
c) finalidade, uma vez que, na concepção dos internautas 
que se manifestaram, o uso da camisinha tem a 
contracepção como finalidade exclusiva. 
d) condição, porque a biologia feminina é condição para a 
gravidez e, portanto, para esse grupo específico de 
internautas, o uso da camisinha na relação sugerida no 
clipe justifica o questionamento sobre essa escolha. 
e) concessão, uma vez que é possível inferir, pelo 
contexto, que o uso da camisinha seria uma exigência 
para o consentimento de uma relação íntima. 
 
(EPCAR (CPCAR) 2018) Leia o texto de responda à 
questão a seguir 
O PODER DA LITERATURA 
José Castello 
1Em um século dominado pelo virtual e pelo 
instantâneo, que poder resta à literatura? Ao contrário das 
imagens, que nos jogam para fora e para as superfícies, 
a literatura nos joga para dentro. Ao contrário da realidade 
virtual, que é compartilhada e se baseia na interação, 2a 
literatura é um ato solitário, nos aprisiona na introspecção. 
Ao contrário do mundo instantâneo em que vivemos, 
 
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dominado pelo “tempo real” e pela rapidez, a literatura é 
lenta, é indiferente às pressões do tempo, ignora o 
imediato e as circunstâncias. 
Vivemos em um mundo dominado pelas 
respostas enfáticas e poderosas, enquanto a literatura se 
limita a gaguejar perguntas frágeis e vagas. A literatura, 
portanto, parece caminhar na contramão do 
contemporâneo. Enquanto o mundo se expande, se 
reproduz e acelera, 3a literatura contrai, pedindo que 
paremos para um mergulho “sem resultados” em nosso 
próprio interior. Sim: a literatura – no sentido prático – é 
inútil. 4Mas ela apenas parece inútil. 
A literatura não serve para nada – é o que se 
pensa. A indústria editorial tende a reduzi-la a um 
entretenimento para a beira de piscinas e as salas de 
espera dos aeroportos. De outro lado, a universidade – 
em uma direção oposta, mas igualmente improdutiva – 
transforma a literatura em uma “especialidade”, destinada 
apenas ao gozo dos pesquisadores e dos doutores. Vou 
dizer com todas as letras: são duas formas de matá-la. A 
primeira, por banalização. A segunda, por um esfriamento 
que a asfixia. Nos dois casos, a literatura perde sua 
potência. 5Tanto quando é vista como “distração”, quanto 
quando é vista como “objeto de estudos”, 6a literatura 
perde o principal: seu poder de interrogar, interferire 
desestabilizar a existência. 7Contudo, desde os gregos, a 
literatura conserva um poder que não é de mais ninguém. 
8Ela lança o sujeito de volta para dentro de si e o leva a 
encarar o horror, as crueldades, a imensa instabilidade e 
9o igualmente imenso vazio que carregamos em nosso 
espírito. Somos seres “normais”, como nos orgulhamos 
de dizer. Cultivamos nossos hábitos, manias e padrões. 
Emprestamos um grande valor à repetição e ao Mesmo. 
Acreditamos que somos donos de nós mesmos! 
Mas 10leia Dostoievski, leia Kafka, leia Pessoa, 
leia Clarice – 11e você verá que rombo se abre em seu 
espírito. Verá o quanto tudo isso é mentiroso. 12Vivemos 
imersos em um grande mar que chamamos de realidade, 
mas que – a literatura desmascara isso – não passa de 
ilusão. A “realidade” é apenas um pacto que fazemos 
entre nós para suportar o “real”. A realidade é norma, é 
contrato, é repetição, ela é o conhecido e o previsível. O 
real, ao contrário, é instabilidade, surpresa, 
desassossego. O real é o estranho. 
(...) 
A literatura não tem o poder dos mísseis, dos 
exércitos e das grandes redes de informação. Seu poder 
é limitado: é subjetivo. 13Ao lançá-lo para dentro, e não 
para fora, ela se infiltra, como um veneno, nas pequenas 
frestas de seu espírito. Mas, 14nele instalada pelo ato da 
leitura, 15que escândalos, que estragos, 16mas também 
que descobertas e que surpresas ela pode deflagrar. 
Não é preciso ser um especialista para ler uma 
ficção. Não é preciso ostentar títulos, apresentar 
currículos, ou credenciais. A literatura é para todos. 
Dizendo melhor: é para os corajosos ou, pelo menos, para 
aqueles que ainda valorizam a coragem. 
(...) 
http://blogs.oglobo.globo.com/jose-castello/post/o-poder-da-literatura-
444909.html.Acesso em: 21 de fev 2017. 
 
 
12. (EPCAR (CPCAR) 2018) Assinale a alternativa que 
apresenta uma explicação INCORRETA. 
 
a) Em “Tanto quando é vista como distração, quanto 
quando é vista como objeto de estudos...” (ref. 5), os 
termos em destaque estabelecem uma relação de 
comparação entre as duas situações relacionadas. 
b) Os dois pontos foram utilizados no excerto “...a 
literatura perde o principal: seu poder de interrogar, 
interferir e desestabilizar...” (ref. 6) para introduzir 
ideias que foram resumidas em um termo anterior. 
c) A vírgula presente em “...a literatura é um ato solitário, 
nos aprisiona na introspecção.” (ref. 2) foi utilizada para 
marcar a elipse de um termo. 
d) No período “...mas também que descobertas e que 
surpresas ela pode deflagrar.” (ref. 16) , se o sujeito 
fosse para o plural, a locução verbal ficaria: pode 
deflagrarem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO 
 
1.C 2.F-V-F-V-F 3.B 4.B 
5.A 6.C 7.B 8.A 
9.A 10.A 11.D 12.D

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