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Finalização – Motor Trifásico (assíncrono de dois polos)Finalização – Motor Trifásico (assíncrono de dois polos) Passo a Passo – Passo a Passo – RebobinRebobinagem de agem de um Motor Trifásum Motor Trifásico – ico – Sistema ImbricSistema Imbricadoado Preparando o Motor para as LigaçõesPreparando o Motor para as Ligações LigaçõesLigações Sentidos de Rotação dos Sentidos de Rotação dos MotoresMotores Defeitos em Motores de InduçãoDefeitos em Motores de Indução Vida Útil do Motor Vida Útil do Motor Tabela de Defeitos MecânicosTabela de Defeitos Mecânicos SumárioSumário Instituto Universal BrasileiroInstituto Universal Brasileiro CURSO DE ENROLAMENTO DE MOTORCURSO DE ENROLAMENTO DE MOTOR Todos os direitos são reservados. Não é permitida a reprodução total ou parcial deste curso.Todos os direitos são reservados. Não é permitida a reprodução total ou parcial deste curso. PASSO A PASSO 2PASSO A PASSO 2 MOTOR TRIFÁSICO - SISTEMA IMBRICADOMOTOR TRIFÁSICO - SISTEMA IMBRICADO AdministraçãoAdministração Luiz Fernando Diniz NasoLuiz Fernando Diniz Naso José Carlos Diniz NasoJosé Carlos Diniz Naso Inês Diniz NasoInês Diniz Naso Gerente GeralGerente Geral Modesto PantaléaModesto Pantaléa Direção de ArteDireção de Arte Carlos Eduardo P. NasoCarlos Eduardo P. Naso Assistente JurídicaAssistente Jurídica Rafaela NasoRafaela Naso ProduçãoProdução Marcos Prado de CarvalhoMarcos Prado de Carvalho ImagensImagens Alexandre Morsilla Alexandre Morsilla Mariana VecchiMariana Vecchi YaYasmin Carolina smin Carolina CavalliniCavallini RevisãoRevisão Roseli Anastácio SilvaRoseli Anastácio Silva Marcia Moreira de CarvalhoMarcia Moreira de Carvalho Claudia de A. Maranhão Prescott NasoClaudia de A. Maranhão Prescott Naso Diretora GeralDiretora Geral Irene Rodrigues de Oliveira Teixeira RibeiroIrene Rodrigues de Oliveira Teixeira Ribeiro CoordenaçCoordenação ão DidáticaDidática Waldomiro RecchiWaldomiro Recchi FotografiaFotografia Roberto Carlos AlvesRoberto Carlos Alves Assessoria técnicaAssessoria técnica Anacácio Pedroso Albuquerque Anacácio Pedroso Albuquerque Autor Autor Waldomiro RecchiWaldomiro Recchi EditoraçãoEditoração Instituto Universal BrasileiroInstituto Universal Brasileiro ImpressãoImpressão IUBRAIUBRA - Indústria Gráfica e Editora Ltda - Indústria Gráfica e Editora Ltda Rodovia Estadual Boituva - Iperó, km 1,1Rodovia Estadual Boituva - Iperó, km 1,1 Campos de Boituva - Boituva - SPCampos de Boituva - Boituva - SP CEP 18550-000CEP 18550-000 Finalização – Motor Trifásico (assíncrono de dois polos)Finalização – Motor Trifásico (assíncrono de dois polos) Passo a Passo – Passo a Passo – RebobinRebobinagem de agem de um Motor Trifásum Motor Trifásico – ico – Sistema ImbricSistema Imbricadoado Preparando o Motor para as LigaçõesPreparando o Motor para as Ligações LigaçõesLigações Sentidos de Rotação dos Sentidos de Rotação dos MotoresMotores Defeitos em Motores de InduçãoDefeitos em Motores de Indução Vida Útil do Motor Vida Útil do Motor Tabela de Defeitos MecânicosTabela de Defeitos Mecânicos SumárioSumário Instituto Universal BrasileiroInstituto Universal Brasileiro CURSO DE ENROLAMENTO DE MOTORCURSO DE ENROLAMENTO DE MOTOR Todos os direitos são reservados. Não é permitida a reprodução total ou parcial deste curso.Todos os direitos são reservados. Não é permitida a reprodução total ou parcial deste curso. PASSO A PASSO 2PASSO A PASSO 2 MOTOR TRIFÁSICO - SISTEMA IMBRICADOMOTOR TRIFÁSICO - SISTEMA IMBRICADO AdministraçãoAdministração Luiz Fernando Diniz NasoLuiz Fernando Diniz Naso José Carlos Diniz NasoJosé Carlos Diniz Naso Inês Diniz NasoInês Diniz Naso Gerente GeralGerente Geral Modesto PantaléaModesto Pantaléa Direção de ArteDireção de Arte Carlos Eduardo P. NasoCarlos Eduardo P. Naso Assistente JurídicaAssistente Jurídica Rafaela NasoRafaela Naso ProduçãoProdução Marcos Prado de CarvalhoMarcos Prado de Carvalho ImagensImagens Alexandre Morsilla Alexandre Morsilla Mariana VecchiMariana Vecchi YaYasmin Carolina smin Carolina CavalliniCavallini RevisãoRevisão Roseli Anastácio SilvaRoseli Anastácio Silva Marcia Moreira de CarvalhoMarcia Moreira de Carvalho Claudia de A. Maranhão Prescott NasoClaudia de A. Maranhão Prescott Naso Diretora GeralDiretora Geral Irene Rodrigues de Oliveira Teixeira RibeiroIrene Rodrigues de Oliveira Teixeira Ribeiro CoordenaçCoordenação ão DidáticaDidática Waldomiro RecchiWaldomiro Recchi FotografiaFotografia Roberto Carlos AlvesRoberto Carlos Alves Assessoria técnicaAssessoria técnica Anacácio Pedroso Albuquerque Anacácio Pedroso Albuquerque Autor Autor Waldomiro RecchiWaldomiro Recchi EditoraçãoEditoração Instituto Universal BrasileiroInstituto Universal Brasileiro ImpressãoImpressão IUBRAIUBRA - Indústria Gráfica e Editora Ltda - Indústria Gráfica e Editora Ltda Rodovia Estadual Boituva - Iperó, km 1,1Rodovia Estadual Boituva - Iperó, km 1,1 Campos de Boituva - Boituva - SPCampos de Boituva - Boituva - SP CEP 18550-000CEP 18550-000 MOTOR TRIFÁSICO – SISTEMAMOTOR TRIFÁSICO – SISTEMA IMBRICADOIMBRICADO No Passo a Passo 1, fizemos a rebobi-No Passo a Passo 1, fizemos a rebobi- nagem do estator de um motor trifásico assín-nagem do estator de um motor trifásico assín- crono de dois polos, de ligação série de seiscrono de dois polos, de ligação série de seis terminais, com sistema de enrolamento con-terminais, com sistema de enrolamento con- cêntrico, e a ligação entre si das saídas dascêntrico, e a ligação entre si das saídas das bobinas de passo 12.bobinas de passo 12. Como dissemos, a identificação e prepa-Como dissemos, a identificação e prepa- ração das pontas de ligação das entradas,ração das pontas de ligação das entradas, bem como os procedimentos finais para a bem como os procedimentos finais para a con-con- clusão e fechamento deste motor trifásico e oclusão e fechamento deste motor trifásico e o teste final, ficaram para este Passo teste final, ficaram para este Passo a a PassoPasso.. Finalizaremos este fascículo com a rebo-Finalizaremos este fascículo com a rebo- binagem de um motor trifásico assíncrono debinagem de um motor trifásico assíncrono de seis polos, de ligação série de seis terminais,seis polos, de ligação série de seis terminais, com sistema de enrolamento imbricado.com sistema de enrolamento imbricado. Finalização - Motor TrifásicoFinalização - Motor Trifásico (assíncrono de dois polos)(assíncrono de dois polos) Numeração dos fiosNumeração dos fios Após Após o o enlaçamento enlaçamento do do lado lado oposto oposto aoao dadass sasaídídasas dodoss fifiosos dede liligagaçãçãoo dodoss grgrupuposos dede bobo-- binas, devemos fazer as ligações: primeiro dasbinas, devemos fazer as ligações: primeiro das saídas (norte) e, depois, das entradas (sul).saídas (norte) e, depois, das entradas (sul). Como vimos no Passo a Passo 1, as saí-Como vimos no Passo a Passo 1, as saí- das das bobinas de passo 12 são ligadas entredas das bobinas de passo 12 são ligadas entre si da seguinte maneira:si da seguinte maneira: • Ponta de saída do canal 3 com a ponta• Ponta de saída do canal 3 com a ponta de saída do canal 15;de saída do canal 15; • Ponta de saída do canal 7 com a ponta• Ponta de saída do canal 7 com a ponta de saída do canal 19;de saída do canal 19; • • Ponta de saída do canal 11 com a pontaPonta de saída do canal 11 com a ponta de saída do canal 23.de saída do canal 23. As As entradas entradas são são as as pontas pontas das das bobinasbobinas de passo 10. Assim, seguindo a montagemde passo 10. Assim, seguindo a montagem das bobinas no estator, conforme mostrada nadas bobinas no estator, conforme mostrada na figura 86 do Passo a Passo 1, teremos as pon-figura 86 do Passo a Passo 1, teremos as pon- tas de saída das bobinas de passo 10 tas de saída das bobinas de passo 10 nos se-nos se- guintescanais.guintes canais. • Ponta de saída do canal 3 com a ponta• Ponta de saída do canal 3 com a ponta de saída do canal 6;de saída do canal 6; • Ponta de saída do canal 4 com a ponta• Ponta de saída do canal 4 com a ponta de saída do canal 1;de saída do canal 1; • Ponta de saída do canal 2 com a ponta• Ponta de saída do canal 2 com a ponta de saída do canal 5.de saída do canal 5. ObserObservem vem aa figura 1 figura 1 que mostra a liga- que mostra a liga- ção dos grupos de ção dos grupos de bobinasbobinas:: CCuurrsso o dde e EEnnrroollaammeenntto o dde e MMoottoor r – – PPaasssso o a a PPaasssso o 2 2 IInnssttiittuutto o UUnniivveerrssaal l BBrraassiilleeiirroo33 Figura 1 -Figura 1 - Ligação dos grupos de bobinas. Ligação dos grupos de bobinas. EsEstatass liligagaçõçõeses fafazezemm aa sasaídídaa dodoss grgrupuposos de bobinas.de bobinas. Manteremos, para facilitar o entendi-Manteremos, para facilitar o entendi- mento por parte dos alunos, as cores verde,mento por parte dos alunos, as cores verde, para representar a bobina de passo 1:10, epara representar a bobina de passo 1:10, e vermelvermelho, para a ho, para a bobina de passo 1:12.bobina de passo 1:12. QuQuanantoto aa esestata nunumemeraraçãção,o, alalerertatamomoss ququee elelaa nãnãoo exexisistete nana rerealalididadade.e. CoCololocacamomoss paparara fafa-- cilitar o entendimento. Quando adquirirem prá-cilitar o entendimento. Quando adquirirem prá- tica, não a utilizarão mais.tica, não a utilizarão mais. CCUURRSSOO DDEE EENNRROLOLAAMEMENNTOTO DDEE MMOTOTOOR R PASSO A PASSO 2PASSO A PASSO 2 Veja, na figura 2, o esquema das liga- ções dos grupos de bobinas: Se o enlaçamento foi feito conforme suge- rido no Passo a Passo 1, as pontas de entrada das bobinas de passo 10 já podem ser isoladas com o espaguete. Devemos emendar com pe- daços de cabinhos flexíveis (2,50 mm, ± 30 cm), soldar e revestir com fita crepe. Por fim, cobrir esta emenda com o espaguete mais grosso. Depois de emendadas as pontas de entra- das, devemos numerá-las. Para isso,usamos uma sequência de etiquetas numeradas (figura 3). Etiquetadas as pontas, encerramos a re- bobinagem do motor trifásico assíncrono de dois polos, ligação série com seis terminais, sistema de bobinagem concêntrica (figura 4). Agora, podemos fechar o motor e fazer as li- gações dos fios. Devemos reunir as pontas de entrada para passarem pela abertura existente na tampa traseira do motor durante a sua coloca- ção (figura 5). Antes da colocação das tampas, deve- mos usar o acamador em todos os canais para baixar as bobinas, evitando assim que elas saiam dos canais quando o motor en- trar em funcionamento (figura 6). Devemos, Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro4 Antes de soldar, é preciso raspar o iso- lamento dos terminais das bobinas. Veja a sequência destas operações na figura 97 do Passo a Passo1. Figura 2 - Esquema das ligações dos grupos de bobinas. Figura 3 - Etiquetas numeradas. Figura 5 - Pontas de entrada dos grupos de bobinas de passo reunidas. Figura 4 - Numeração das pontas de entrada do grupo de bobinas. também, com um pincel, passar verniz iso- lante elétrico nas cabeceiras das bobinas, bem como em todos os canais do estator, para enrijecer e dar acabamento à rebobi- nagem (figura 7). Colocação das tampas Agora vamos colocar as tampas nos res- pectivos lugares, respeitando as marcas que foram feitas na desmontagem. Iniciamos com a tampa dianteira com o rotor (figura 8). Em seguida, colocamos a tampa tra- seira, tomando o cuidado de passar os ter- minais dos grupos de bobinas pela abertura, existente na tampa, de passagem dos fios (figura 9). Caso seja necessário, batemos leve- mente com um martelo sobre a tampa para que se encaixe corretamente – não se es- quecendo de observar a posição das mar- cas (figura 10). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro5 Figura 6 - Usando o acamador nos canais. Figura 8 - Colocando a tampa dianteira com o motor. Figura 9 - Colocando a tampa traseira.Figura 7 - Envernizando as cabeceiras das bobinas. Feito isto, devemos tentar girar o eixo do rotor com as mãos para sentir se ele gira suavemente. Caso isto não ocorra, devemos rever o assentamento da tampa novamente. Ao perceber que o eixo do rotor gira de forma suave, podemos colocar os parafusos nas tampas para finalizar este procedimento (figuras 11A e B). Montado o motor, fazemos o teste na bancada. Ligamos o motor na rede elétrica e deixamos funcionar por alguns minutos (fi- gura 12). Ligações Para os motores elétricos trifásicos, existem dois tipos de ligação à rede elétrica: ligação triângulo e ligação estrela. A ligação triângulo tem o seu esquema mostrado na figura 13: Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro6 Figura 10 - Batendo levemente com o martelo sobre a tampa traseira. Figura 11A e B - Colocando e apertando os parafusos. Figura 12 - Testando o motor. Figura 13 - Esquema de ligação triângulo. Na ligação triângulo do motor trifásico, os terminais do motor são ligados à rede da seguinte maneira (figura 14): Na ligação estrela (ver esquema na figura 15), isolam-se os terminais 4, 5 e 6 e ligam-se à rede os terminais 1, 2 e 3. Neste tipo de ligação, os terminais 4, 5 e 6 não são ligados à rede, devendo ser ligados entre si e isolados (figura 16). Passo a Passo Rebobinagem de um Motor Trifásico - Sistema Imbricado O motor com enrolamento imbricado é o que possui dois lados de bobina por ra- nhura. A quantidade total de bobinas é igual à quantidade total de ranhuras, e todas as bobinas têm a mesma quantidade de espi- ras, o mesmo formato e o mesmo passo. O motor cuja rebobinagem será mos- trada a seguir é um trifásico assíncrono de seis polos, com ligação série de seis termi- nais (figura 17). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro7 Figura 14 - Ligação triângulo: 1 e 6, 2 e 4, 3 e 5. Figura 16 - Ligação estrela. Figura 15 - Esquema de ligação estrela. Os procedimentos normais que ante- cedem a rebobinagem de um motor trifásico, que são válidos para qualquer motor, serão citados, mas não serão apresentados em forma de passo a passo, por já terem sido mostrados no fascículo anterior, sendo já do conhecimento do aluno. Vamos relembrar estes procedimentos: 1. Fazer a marcação nas tampas e car- caça do motor; 2. Soltar e retirar os parafusos; 3. Retirar a tampa traseira e a dianteira com o rotor; 4. Cortar e remover todas as bobinas dos canais do estator; 5. Verificar e anotar o tipo de sistema de enrolamento, o passo das bobinas, número de espiras e diâmetro do fio; 6. Removidas as bobinas, fazer a lim- peza interna; 7. Depois da limpeza, isolar todos os ca- nais com poliéster. 8. Na confecção das bobinas, pegar um pedaço de fio e fazer o modelo. Este modelo não deve ser justo, mas com folga de ± 3 cm de cada lado do estator. Como foi dito, o enrolamento imbricado tem o mesmo número de bobinas, qual seja o número de canais (ranhuras) do estator. Em nosso caso, serão 36 canais, portanto, 18 grupos com duas bobinas cada. Todas as bobinas têm o passo 6 com 30 espiras cada (figura 18). Para facilitar, vamos usar cores para a identificação das bobinas, e números, para os canais do estator, assim como foi feito no Passo a Passo 1. Nas bobinas, usaremos a cor verde para a primeira bobina e vermelha, para a segunda. Os canais serão numerados do 1 ao 36. Colocação das bobinas Feitas as bobinas, agora podemos ini- ciar a colocação do primeiro grupo de bobi- nas em qualquer canal, e as demais na sequência, no sentido horário, sem pular os canais.1) Vamos começar a rebobinagem colo- cando o primeiro lado da primeira bobina do primeiro grupo (figura 19). O segundo lado não é colocado ainda, permanece levantado. Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro8 Figura 17 - Motor trifásico assíncrono de seis polos - ligação série de seis terminais. Qualquer dúvida, consulte o Passo a Passo 1 em que estão todos estes procedi- mentos de forma detalhada. Chamamos de sequência o fio de união das duas bobinas. Na prática, as bobinas não são coloridas, nem os canais do estator são numerados. Figura 18 - Grupo de bobinas de passo 6 com 30 espi- ras cada. 2) Em seguida, colocamos o fio sequên- cia (ver figura 18) no canal 2 (figura 20). 3) Feito isto, neste mesmo canal 2, colo- camos o primeiro lado da segunda bobina do primeiro grupo (figura 21). O segundo lado permanece levantado também. 4) É importante que as bobinas sejam ajeitadas à medida que elas são colocadas nos canais. Para isso, pressionamos para baixo, com o dedo polegar, as cabeças das bo- binas (figura 22). 5) Em um sistema imbricado, como vão duas bobinas em cada canal do estator, é necessário introduzirmos separadores de papel timbó sobre as bobinas colocadas (fi- gura 23). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro9 Figura 19 - Primeiro lado da primeira bobina do primeiro grupo colocado. Figura 20 - Colocando o fio sequência no canal 2. Figura 22 - Pressionando as cabeças das bobinas. Figura 23 - Introduzindo separadores de papel timbó. Figura 21 - Colocando o primeiro lado da segunda bo- bina. 6) Introduzidos os separadores, deve- mos passar o acamador para baixar as bobi- nas, e abrir espaço para as que irão se encaixar mais tarde (figura 24). 7) Continuando com a rebobinagem, co- locamos o primeiro lado da primeira bobina do segundo grupo no canal à esquerda da bobina anterior, canal 3 (figura 25). O se- gundo lado permanece levantado. 8) Depois, colocamos o fio sequência no canal ao lado da bobina anterior - canal 4 (fi- gura 26). 9) Feito isto, colocamos o primeiro lado da segunda bobina do segundo grupo (figura 27) no canal 4. O segundo lado não é colocado ainda. 10) Sobre essas bobinas, introduzimos os separadores e, em seguida, passamos o acamador (figuras 28 e 29). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro10 Figura 24 - Passando o acamador. Figura 26 - Colocando o fio sequência no canal 4. Figura 27 - Colocando o primeiro lado da segunda bobina do segundo grupo. Figura 28 - Introduzindo os separadores. Figura 25 - Colocando a primeira bobina do segundo grupo. 11) Agora, colocamos o primeiro lado da primeira bobina do terceiro grupo no canal se- guinte (canal 5), não colocando ainda o se- gundo lado (figura 30). Esta é a última bobina com o segundo lado levantado. 12) Podemos colocar o primeiro lado da segunda bobina do terceiro grupo no canal 6 e o segundo lado, sobre a bobina do canal 1 (figura 31). Posição das bobinas O número de bobinas levantadas (não co- locadas nos canais) é um a menos que o passo, ou seja, cinco.Assim, neste caso, deixamos cinco bobinas levantadas. A sexta bobina, que corres- ponde à segunda bobina do terceiro grupo, já pode ser colocada nos dois canais, ou seja, o pri- meiro lado no canal 6, no sentido horário, e o se- gundo lado (passo 6 à direita), no sentido anti-horário (canal 1) – figura 32. Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro11 Figura 29 - Passando o acamador. Figura 31 - Colocando a segunda bobina do terceiro grupo. Figura 32 - Bobinas dos canais 1, 2, 3, 4 e 5 levantadas e a bobina dos canais 6 e 1 colocadas. Figura 30 - Colocando o primeiro lado da primeira bo- bina do terceiro grupo. Podemos observar, nesta última figura, que o primeiro lado da segunda bobina do ter- ceiro grupo foi colocado no canal 6, ao lado do canal 5 (primeira bobina do terceiro grupo), em sentido horário. É desta forma que devemos colocar todos os primeiros lados das bobinas dos 18 grupos. Já o segundo lado da segunda bobina do terceiro grupo recua o passo que corres- ponde a seis canais e cai sobre a primeira bo- bina do primeiro grupo, no canal 1. Essa sobreposição irá acontecer daqui para frente durante a colocação dos segundos lados de todas as bobinas dos 18 grupos. Essa é a razão pela qual devemos colocar os separadores de papel timbó em cima das bo- binas para isolar uma da outra. Para facilitar a colocação das bobinas nos outros canais, sugerimos que o motor seja posicionado no berço (figura 33). Sobre o segundo lado da segunda bo- bina do terceiro grupo, colocada no canal 1, devemos posicionar o cavalote. Caso seja pre- ciso, pressionamos a bobina para baixo, para facilitar a passagem do cavalote, utilizando, para isto, uma espátula feita de bambu ou de plástico (figuras 34 e 35). Outra medida importante que devemos tomar, toda vez que colocarmos os cavalo- tes, é enrolar as pontas dos fios das bobi- nas (figura 36). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro12 Os segundos lados das bobinas dos três primeiros grupos só serão colocados no final da rebobinagem nos respectivos canais (32, 33, 34, 35 e 36). Figura 33 - Posicionando o motor no berço. Figura 34 - Pressionando a bobina com uma espátula. Figura 35 - Posicionando o cavalote. Figura 36 - Enrolando as pontas dos fios. Colocação dos demais grupos de bobinas Para continuarmos com a rebobinagem dos demais grupos de bobinas, devemos re- petir as operações já feitas com as primeiras bobinas e que serão mostradas através de uma série de ilustrações na sequência. Quarto grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 7 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 2 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 8 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 3 Feito isto, introduzimos os espaçadores nos canais 7 e 8 e os cavalotes sobre as bobi- nas dos canais 2 e 3 (figura 37). Quinto grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 9 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 4 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 10 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 5 Espaçadores nos canais 9 e 10 e os ca- valotes sobre as bobinas dos canais 4 e 5 (fi- gura 38). Sexto grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 11 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 6 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 12 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 7 Espaçadores nos canais 11 e 12 e os ca- valotes sobre as bobinas dos canais 6 e 7 (fi- gura 39). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro13 Devemos usar o acamador e a espá- tula para assentar as bobinas, para a intro- dução dos espaçadores e dos cavalotes. Figura 37 - Colocação do quarto grupo de bobinas. Figura 38 - Colocação do quinto grupo de bobinas. Sétimo grupo de bobinas • Primeira bobina c) Primeiro lado: canal 13 d) Segundo lado: sobre a bobina do canal 8 • Segunda bobina c) Primeiro lado: canal 14 d) Segundo lado: sobre a bobina do canal 9 Espaçadores nos canais13e 14e oscavalo- tes sobre as bobinas dos canais 8 e 9 (figura 40). Oitavo grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 15 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 10 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 16 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 11 Espaçadores nos canais 15 e 16 e os cavalotes sobre as bobinas dos canais 10 e 11 (figura 41). Nono grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 17 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 12 • Segunda bobina a) Primeirolado: canal 18 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 13 Espaçadores nos canais 17 e 18 e os cavalotes sobre as bobinas dos canais 12 e 13 (figura 42). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro14 Figura 39 - Colocação do sexto grupo de bobinas. Figura 41 - Colocação do oitavo grupo de bobinas. Figura 40 - Colocação do sétimo grupo de bobinas. Décimo grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 19 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 14 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 20 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 15 Espaçadores nos canais19e 20e oscavalo- tessobreasbobinasdoscanais14e15(figura43). Décimo primeiro grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 21 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 16 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 22 c) Segundo lado: sobre a bobina do canal 17. Espaçadores nos canais 21 e 22 e os ca- valotes sobre as bobinas dos canais 16 e 17 (figura 44). Décimo segundo grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 23 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 18 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 24 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 19 Espaçadores nos canais 23 e 24 e os ca- valotes sobre as bobinas dos canais 18 e 19 (figura 45). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro15 Figura 42 - Colocação do nono grupo de bobinas. Figura 44 - Colocação do décimo primeiro grupo de bobinas. Figura 43 - Colocação do décimo grupo de bobinas. Décimo terceiro grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 25 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 20 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 26 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 21 Espaçadores nos canais25e 26 e oscavalo- tessobreasbobinasdoscanais20e21(f igura 46). Décimo quarto grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 27 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 22 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 28 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 23 Espaçadores nos canais 27 e 28 e os ca- valotes sobre as bobinas dos canais 22 e 23 (figura 47). Décimo quinto grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 29 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 24 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 30 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 25 Espaçadores nos canais 29 e 30 e os cavalotes sobre as bobinas dos canais 24 e 25 (figura 48). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro16 Figura 45 - Colocação do décimo segundo grupo de bobinas. Figura 47 - Colocação do décimo quarto grupo de bobinas. Figura 46 - Colocação do décimo terceiro grupo de bobinas. Décimo sexto grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 31 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 26 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 32 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 27 Espaçadores nos canais 31 e 32 e os ca- valotes sobre as bobinas dos canais 26 e 27 (figura 49). Décimo sétimo grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 33 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 28 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 34 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 29 Espaçadores nos canais 33 e 34 e os ca- valotes sobre as bobinas dos canais 28 e 29 (figura 50). Décimo oitavo grupo de bobinas • Primeira bobina a) Primeiro lado: canal 35 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 30 • Segunda bobina a) Primeiro lado: canal 36 b) Segundo lado: sobre a bobina do canal 31 Espaçadores nos canais 35 e 36 e os ca- valotes sobre as bobinas dos canais 30 e 31 (figura 51). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro17 Figura 48 - Colocação do décimo quinto grupo de bobinas. Figura 50 - Colocação do décimo sétimo grupo de bobinas. Figura 49 - Colocação do décimo sextogrupo de bobinas. Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro18 Se tudo ocorreu bem, ou seja, se todas as bobinas foram colocadas corretamente, deve estar livre a parte de cima dos canais 32, 33, 34, 35 e 36 (veja figura anterior). São nesses canais em que serão colocados os segundos lados das cinco primeiras bobinas que ficaram levantadas. Colocação dos segundos lados das bo- binas do primeiro, segundo e terceiro grupo Primeiro grupo (figura 52) • Primeira bobina: canal 32 • Segunda bobina: canal 33 Segundo grupo • Primeira bobina: canal 34 • Segunda bobina: canal 35 E, finalmente, colocamos o segundo lado da primeira bobina do terceiro grupo no canal 36 (figura 53). Feita a colocação de todas as bobinas, vamos fazer uma revisão e verificar se, em todos os canais, foram colocados os separadores de papel timbó e os cavalotes sobre todas as bobinas. Com as pontas dos fios enroladas, está concluída a rebobinagem do estator (figura 54). Agora, vamos para a parte que requer bastante atenção, que são as ligações dos fios. Figura 51 - Colocação do décimo oitavogrupo de bobinas. Figura 54 - Rebobinagem completada. Figura 53 - Colocação dos lados direitos da primeira e se- gunda bobina- canais 34, 35 e 36. Figura 52 - Colocaçãodos segundos lados daprimeirae se- gunda bobina- canais 32 e 33. Preparando o Motor para as Ligações 1) Vamos preparar o motor para as liga- ções, isolando as cabeças das bobinas com papel timbó (figura 55). 2) Terminado isto, vamos preparar os fechamentos. Primeiro, esticamos as pon- tas internas e externas das bobinas (fi - gura 56). 3) Feito isto, é fácil observar que estas pontas saem dos canais do estator para o in- terior, do centro dos canais entre as bobinas e do fundo do canal rente à carcaça (figura 57). Os fios que saem das bobinas, os que so- brepõem às outras bobinas nos canais e saem para o interior do estator, são as saídas. Vamos identificá-las com espaguete na cor preta.As de- mais representam as entradas, sendo identifi- cadas com espaguete na cor vermelha. A ligação das saídas e entradas das bo- binas deve ser feita com muita atenção para não errar, caso contrário, ao fazer o teste, po- demos curto-circuitar o enrolamento e perder todo o trabalho. Para facilitar mais ao aluno, mostramos na figura 58 o esquema do motor e suas liga- ções três fases, em três cores: azul para pri- meira fase (1-4); verde, segunda fase (2-5); e vermelho, terceira fase (3-6). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro19 Figura 56 - Pontas internas e externasesticadas. Figura 55 - Isolando as cabeças das bobinas. Figura 57 - Pontas dos canais. Figura 58 - Ligações trêsfases. Observe nesta figura que as pontas dos espaçadores, colocados dentro dos canais entre as bobinas, estão aparecendo. Portanto, deve- mos cortá-las rente às cabeças das bobinas. Aproveitamos a colocação dos isola- mentos nas bobinas para ajeitar as cabeças com o dedo polegar (ver figura 22). Fechamento da primeira fase 1) Para iniciar as interligações das bobi- nas, vamos determinar a ponta da bobina que será o terminal de entrada 1, que pode ser qualquer um, e inserimos o espaguete na cor vermelha (figura 59). 2) Feito isto, vamos emendar com um pe- daço de fio flexível de 2,5 mm. Soldamos, re- vestimos com fita crepe e o isolamos com espaguete de maior diâmetro, como foi ensi- nado no Passo a Passo 1 (figura 60). 3) Na sequência, inserimos os espague- tes vermelhos nas pontas de entrada, um fio sim, um não (figura 61). 4) Na ponta de saída do grupo de bobi- nas do terminal 1, inserimos o espaguete preto e repetimos este procedimento acada quatro bobinas (figura 62). 5) A partir da entrada do terminal 1, de quatro em quatro bobinas, fechamos as entra- das – espaguetes vermelhos (figura 63). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro20 Figura 59 - Espaguete vermelhono terminal de entrada 1. Figura 62 - Inserindoespaguetespretosnaspontasdesaída, de quatro em quatro bobinas. Figura 63 – Fechando as entradas (espaguetes ver- melhos). Figura 61 - Inserindo os espaguetes vermelhos em um fio sim, um não. Figura 60 - Emendando o terminal de entrada 1. Este terminal será a referência em que se fará a contagem de bobinas para as demais ligações. 6) Agora, na saída do terminal 1, fecha- mos as saídas de quatro em quatro bobinas – espaguetes pretos (figura 64). 7) Este procedimento se repete até ter- minar a primeira fase, chegando ao terminal 4 (figuras 65, 66 e 67). 8) Todas as emendas feitas nas pontas de entrada e saída devem ser soldadas e pro- tegidas com fita crepe e espaguete de maior diâmetro (figura 68). 9) Para concluir, emendamos o terminal 4 com um pedaço de fio flexível (azul) – figura 69. Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro21 Figura 64 - Fechando as saídas (espaguetes pretos). Figura 65 - Fechando as entradas. Figura 66 - Fechando as saídas. Figura 67 - Concluindo os fechamentos. Figura 68 - Emendas isoladas. Figura 69 - Emendando o terminal 4. 10) Feita esta emenda, soldamos, reves- timos com fita crepe e inserimos espaguete de maior diâmetro, para isolar a ligação do termi- nal 4 (figura 70). 11) Agora, vamos numerar os terminais 1 e 4 com etiquetas numeradas (figuras 71A e B). Veja na figura 72 um esquema em que se mostram as emendas das saídas e entra- das da primeira fase (1-4): Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro22 Figura 70 - Isolando a ligação do terminal 4. Figura 72 - Fechamento das saídas e entradas da primeira fase (1-4).Figuras 71A e B - Etiquetando os terminais 1 e 4. Fechamento da segunda fase 1) Vamos iniciar o fechamento das pontas de saída e entrada da segunda fase (2-5). Observe o terminal de entrada 2 atra- vés da figura 73: 2) Emendamos o terminal 2 com um cabo flexível (azul). Soldamos, revestimos com fita crepe e isolamos com espaguete (figura 74). 3) Feito isto, colocamos uma etiqueta numerada (neste caso, número 2) para iden- tificar o terminal 2 (figura 75). 4) Depois disto, contando de quatro em quatro bobinas, fazemos o fecha- mento das saídas (espaguete preto) – fi - gura 76. 5) De quatro em quatro bobinas, tam- bém, fazemos o fechamento das entradas (espaguete vermelho) – figura 77. Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro23 Figura 73 - Terminal de entrada 2. Figura 75 - Colocando a etiqueta numerada. Figura 76 - Fechando as saídas. Figura 74 - Emendando e isolando o terminal. 6) Desta forma, fechamos as saídas (preto com preto) e as entradas (vermelho com vermelho), até chegarmos ao terminal 5, concluindo, assim, a segunda fase (2-5) – figura 78. 7) Agora, emendamos ao terminal 5 um pedaço de fio flexível. Soldamos, revestimos com fita crepe e isolamos com espaguete, etiquetando em seguida (número 5) – figu- ras 79 e 80. 8) Na figura 81, mostramos o es- quema de fechamento das saídas (preto com preto) e entradas (vermelho com ver- melho) da segunda fase, de quatro em qua- tro bobinas. Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro24 Figura 77 - Fechando as entradas. Figura 79 - Emendando o terminal 5. Figura 80 - Colocando a etiqueta número 5. Figura 78 - Terminal 5 da segunda fase. Lembramos que a primeira fase é 1-4 e a segunda fase é 2-5. A seguir, veremos o fechamento da terceira fase (3-6). Fechamento da terceira fase Concluída as ligações da primeira e se- gunda fase, vamos fazer o fechamento da terceira fase. 1) Primeiro, fazemos a emenda do ter- minal 3 com um cabo flexível (azul), sol- dando, revestindo com fita crepe e isolando com espaguete, etiquetando em seguida (número 3) – figuras 82 e 83. Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro25 Figura 81 - Fechamento das saídas e entradas da segunda fase. Figura 82 - Emendando o terminal 3. Figura 83 - Etiquetando o terminal 3. 2) De acordo com o que foi feito nas fases anteriores, fazemos o fechamento das saídas (preto com preto) e entradas (vermelho com vermelho), de quatro em quatro bobinas, conforme esquema mostrado na figura 84. 3) Concluído este fechamento, vamos para o terminal 6, da terceira fase, que deve ser emendado ao fio flexível, soldando, iso- lando e etiquetando em seguida, finalizando, assim, o procedimento de fechamento (figu- ras 85 e 86). 4) A seguir, o esquema geral de fe- chamento das entradas e saídas das três fases (figura 87). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro26 Figura 84 - Esquema de fechamento das saídas e entradas da terceira fase. Figura 85 - Emendando o terminal 6. Figura 86 - Etiquetando o terminal 6. 5) Colocada a etiqueta, o motor já está pronto para receber o verniz isolante elétrico em todo o seu interior (estator e ca- beça de bobinas), para em seguida ser fe- chado conforme as orientações dadas no início deste Passo a Passo (figura 88). Ligações Após o fechamento do motor, com a co- locação correta das tampas, podemos fazer a ligação dos terminais à rede. Os motores trifásicos podem ser liga- dos em 220 ou 380 volts. Para isso, usamos o sistema de ligação triângulo ou estrela. 1) Na ligação triângulo (220 volts), liga- mos à rede os terminais 1 e 6, 2 e 4, 3 e 5 (fi- guras 89A e B). Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro27 Figura 87 - Esquema geral de fechamento das três fases. Figura 88 - Motor pronto. 2) Na ligação estrela, isolamos os termi- nais 4, 5 e 6 e ligamos à rede os terminais 1, 2 e 3 (figura 90). Sentidos de Rotação dos Motores Os motores elétricos são fabricados para girar em dois sentidos. Há casos espe- ciais em que a rotação é feita em sentido único. Nesses motores com um único sen- tido, há uma seta na carcaça indicando o sentido correto da rotação. Nos motores com dois sentidos de rotação, o funciona- mento para cada sentido é alcançado tro- cando-se a ligação de dois condutores de alimentação. Olhando de frente à ponta do eixo do motor, dizemos que o sentido de rotação é horário ou anti-horário, conforme seja o caso. As condições ideais, ou usuais, para o funcionamento de motores elétricos são as seguintes: • Temperatura ambiente não superior a 40 °C; • Meio ambiente isento de elementos prejudiciais ao funcionamento do motor; • Localização do motor à sombra; • Al t i tude do local não superior a 1.000 m acima do nível do mar. As condições não adequadas para o motor são estas: • Exposição a fumaças; • Funcionamento em locais excessiva- mente úmidos; • Funcionamento em velocidade que excede os limites permanentes; • Exposição de poeiras, vapores, gases combustíveis ou explosivos; • Exposição a poeiras abrasivas, con- dutoras ou excessivas; • E xp os iç ão a f ib ra s e a o v ap or d’água; • Funcionamento em ambientes com pouca ventilação; Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro28 Figuras 89A e B – Ligação dos terminais 1 e 6, 2 e 4, 3 e 5 à rede. Figura 90 – Ligação estrela. • Exposição a temperaturas sempre in- feriores a 10 °C ou superiores a 40 °C; • Exposição ao ar salgado ouambien- tes corrosivos; • Exposição a choques, vibrações ou basculamentos (abertura em sentido verti- cal), provenientes de fontes externas; • Funcionamento com tensão fora do li- mite de tolerância de ± 10%; • Funcionamento com frequência fora do limite de tolerância de ± 5%; • Soma das tolerâncias de tensão e de frequência ultrapassando ± 10%; • Funcionamento com tensões dese- quilibradas; • Funcionamento, sem interrupção, de motores com características de uso para re- gime de tempo limitado. Defeitos em Motores de Indução Devido a sua simplicidade, os motores de indução apresentam poucos defeitos, que podem ser divididos em defeitos mecânicos e elétricos. De uma maneira geral, podemos ter os seguintes casos: 1. Se o motor não der a partida, caso seja um motor trifásico, devemos inicial- mente observar se o eixo gira livremente ou não. Caso tenha ocorrido o travamento do eixo, poderá ser defeito nos mancais ou haver presença de um corpo estranho em seu interior, prendendo assim, o rotor. 2. Quando ocorre o travamento do rotor, circula uma corrente excessiva pelo estator, que dificilmente sobreviverá. Deve- mos, então, procurar a causa deste trava- mento e, ao mesmo tempo, preparar-nos para rebobinar o motor. 3. Se o rotor gira livremente, sem notar que está se raspando no estator, então, o não funcionamento deste pode ser atribuído à abertura ou curto-circuito nas bobinas de uma fase. 4. Nos motores monofásicos, se o ca- pacitor (condensador) de partida estiver aberto, o motor não dará partida. A mesma coisa acontece quando o platinado do cen- trífugo estiver aberto, com sujeira ou des- gaste excessivo dos contatos. Em um primeiro teste, abrimos o compartimento do capacitor e o trocamos por outro bom, li- gando o motor de forma experimental. Se funcionar normalmente, o reparo se limitará à troca do capacitor. 5. Outra causa para que o motor não dê a partida é a queima do enrolamento au- xiliar, que pode ser um curto-circuito no ca- pacitor ou o platinado colado, de modo que não se abra, mesmo com o motor em pleno funcionamento. 6. Com a tampa traseira removida, po- demos verificar a continuidade entre os ter- minais do platinado (é bom dessoldar os terminais para evitar que o teste venha a ser falseado). Com a alavanca para baixo (posição do motor parado), os contatos devem se fechar, e o instrumento (lâmpada de prova ou multímetro) acusar continui- dade. Soltando a alavanca do platinado (posição do motor em funcionamento), o instrumento de teste não deve acusar con- tinuidade. 7. Os motores de indução, tanto mono como trifásico, podem funcionar mal, com roncos etc. se os rolamentos estiverem com folga. Sacudindo a ponta do eixo, este não deve ter movimento algum. Caso se movi- mente um pouco, está na hora de trocar os mancais. Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro29 Se o motor ainda não funcionar, abri- mos e examinamos o centrífugo, assim como seus enrolamentos. 8. Um outro defeito, bem raro, é o afrou- xamento do pacote de chapas que constituem o núcleo do estator, de modo que uma ou mais chapas possam entrar em vibração. 9. Falta de fase ou o desbalanceamento da rede trifásica, de maneira que uma das fases fique com tensão inferior às demais, leva à queima do enrolamento do motor trifásico. 10. Picos de tensão causados pelo acionamento rápido de cargas indutivas, através de um TRIAC ou dispositivo seme- lhante, provocam “furos” no isolamento dos motores, ocasionando curto-circuito nas bo- binas, entre si ou na carcaça. Se o motor funcionar, ainda que mal, será conveniente: a) procurar causas mecânicas para o mau funcionamento; b) observar se o eixo não está empe- nado, fazendo o rotor roçar no estator; c) constatar se não há corpo estranho entre o estator e o rotor; d) verificar as condições dos rolamen- tos (ou buchas de bronze) que constituem os mancais; e) verificar as soldas de conexão dos grupos e fases. Vida Útil do Motor A vida útil de um motor depende, quase que exclusivamente, da vida útil de seu mate- rial isolante, que depende da temperatura am- biente, da umidade do ar e das condições de serviço, as quais são as forças eletrodinâmi- cas nas frenagens e nas acelerações, vibra- ções, ambientes corrosivos etc. Para cada 8 °C de acréscimo sobre a temperatura máxima, a vida útil do material isolante cai pela metade. Lembramos que para separar uma bo- bina de outro grupo dentro dos canais, usa- mos papel timbó (figura 91). A isolação dos canais, bem como os ca- valotes, devem ser feitos com poliéster, com espessura 19 para motores até 10 HP, e 25 para motores acima de 20 HP( figura 92). Lembramos também que o verniz a ser utilizado é o verniz isolante elétrico. Para finalizar este Passo a Passo, segue uma Tabela de Defeitos Mecânicos para o me- lhor aprendizado do aluno. Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro30 Outra fonte de ruído e dificuldades no funcionamento são os mancais secos, sem lubrificação adequada e com sujeira. Caso um enrolamento esteja rompido (aberto) ou em curto-circuito parcial, a solu- ção será rebobinar o motor. Figura 91 - Papel timbó. Figura 92 - Poliéster. Curso de Enrolamento de Motor – Passo a Passo 2 Instituto Universal Brasileiro31 Tabela de Defeitos Mecânicos Defeitos Causas Queima da bobina auxiliar ou de partida Normalmente, é pela não abertura do conjunto centrífugo-platinado, deixando, por- tanto, a bobina ligada por mais tempo que o especificado. Curto-circuito na conexão Defeito de isolamento, geralmente cau- sado por contaminação, abrasão ou oscila- ção de tensão. Curto-circuito contra a massa (carcaça), na saída da ranhura Também defeito de isolamento, carac- terístico de contaminação, abrasão ou osci- lação de tensão. Curto-circuito entre as espiras Outro defeito de isolamento caracterís- tico de contaminação, abrasão e oscilação de tensão. Queima por sobrecarga Quando ocorre a queima total de todas as fases do enrolamento trifásico, o motivo é a sobrecarga do motor. Sobretensões ou subtensões provocam o mesmo problema. Curto-circuito entre fases Defeito de isolamento causado por con-taminação, abrasão ou oscilação de tensão. Fase danificada por desbalanceamento da tensão da rede Quando as tensões são desiguais, nor- malmente tem como motivo cargas não ba- lanceadas na rede de alimentação por conexões deficientes nos terminais do motor ou mau contato. É aceitável um desequilíbrio de 6% a 10% da alimentação normal. Falta de fase (motor monofásico ligado em estrela) Este problema é consequência da inter- rupção em uma fase da rede de alimentação do motor. Em geral, é um fusível queimado, um contato aberto, uma linha de força inter- rompida ou uma conexão deficiente. Queima da bobina principal (motor mo- nofásico) Sobrecarga do motor provoca a queima de todo o isolamento do enrolamento princi- pal do motor. Sobretensões, ou ainda, a bo- bina auxiliar não conectada no momento da partida causam o mesmo problema.