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Prova Residência Cirurgia Bucomaxilofacial UFMA 2016

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Buco-maxilo-facial

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QUESTÕES GERAIS
POLÍTICAS PÚBLICAS
1. Um Projeto Terapêutico Singular (PTS) se constitui em um conjunto de propostas de condutas terapêuticas
articuladas para um sujeito individual ou coletivo, produzido pela discussão de uma equipe interdisciplinar.
A construção de um PTS pode ser sistematizada em quatro momentos, exceto :
a. Diagnóstico e análise;
b. Definição de ações e metas;
c. Divisão de responsabilidades;
d. Prognóstico;
e. Reavaliação.
2. Que ferramenta de avaliação familiar é bastante útil no mapeamento de redes, apoios sociais e ligações da
família com a comunidade?
a. Ecomapa;
b. Genograma;
c. P.R.A.C.T.I.C.E.;
d. Entrevista familiar;
e. F.I.R.O: Fundamental Interpersonal Relations Orientation (Orientações Fundamentais nas Relações
Interpessoais).
3. No Brasil, o perfil nutricional da população brasileira tem apresentado mudanças relevantes nas últimas
décadas, acompanhando o processo de transição nutricional que tem afetado inúmeros países. Nesse
sentido, marque a opção in correta :
a. Observa-se importante redução das taxas de desnutrição infantil, segundo os principais inquéritos
populacionais conduzidos no país;
b. Entre os menores de cinco anos avaliados nas Pesquisas Nacionais sobre Demografia e Saúde PNDS ,
realizadas em 1996 e 2006, a prevalência da desnutrição foi reduzida em cerca de 50%;
c. Entre os adolescentes, os resultados de inquéritos têm mostrado frequências relativamente baixas de
déficits ponderais, alcançando 3,7%, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2002-
2003;
d. Alta prevalência de excesso de peso, que afeta 16,7% dos adolescentes brasileiros;
e. Comparando-se dados da década de 70 com os da POF 2002-2003, observa-se aumento da prevalência de
déficit de altura de 10,8% para 33,5% entre os meninos e de 7,9% para 26,3% entre as meninas.
4. Sobre os Consultórios na Rua, podemos afirmar:
a. As equipes dos Consultórios na Rua deverão cumprir a carga horária mínima semanal de 40 horas;
b. O horário de funcionamento deverá ser das 08h às 17h em todos os dias da semana;
c. São equipes da atenção básica, compostas por profissionais de saúde com responsabilidade exclusiva de
articular e prestar atenção integral à saúde das pessoas em situação de rua;
d. As equipes deverão realizar suas atividades de forma itinerante, desenvolvendo ações na rua, em
instalações específicas sempre fora das instalações das Unidades Básicas de Saúde do território onde está
atuando;
e. Para cálculo do teto das equipes dos Consultórios na Rua de cada município, serão tomados como base os
dados dos censos populacionais relacionados à população total do município, realizados por órgãos
oficiais e reconhecidos pelo Ministério da Saúde.

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5. A Estratégia Saúde da Família visa à reorganização da atenção básica no País, de acordo com os preceitos do
Sistema Único de Saúde. São itens necessários à Estratégia Saúde da Família, exceto:
a. Cadastramento de cada profissional de saúde em apenas uma equipe de Saúde da Família, exceção feita
somente ao profissional médico, que poderá atuar em, no máximo, duas equipes e com carga horária total
de 40 horas semanais;
b. Cada equipe de Saúde da Família deve ser responsável por, no máximo, 4.000 pessoas, sendo a média
recomendada de 3.000, respeitando critérios de equidade para essa definição;
c. Existência de equipe multiprofissional composta por, no mínimo, médico generalista ou especialista em
Saúde da Família ou médico de Família e Comunidade, enfermeiro generalista ou especialista em Saúde
da Família e agentes comunitários de saúde;
d. Carga horária de 40 horas semanais para todos os profissionais de saúde membros da equipe de Saúde da
Família, à exceção dos profissionais médicos;
e. O número de ACS deve ser suficiente para cobrir 100% da população cadastrada, com um máximo de 750
pessoas por agente comunitário de saúde e de 12 agentes comunitários de saúde por equipe de Saúde da
Família, não ultrapassando o limite máximo recomendado de pessoas por equipe.
6. So bre o fina nciamento da Atenção Básica, é corret o afirmar:
a. O Demonstrativo sintético de execução orçamentária deverá demonstrar como a aplicação dos recursos
financeiros resultou em ações de saúde para a população, incluindo quantitativos mensais e anuais de
produção de serviços de atenção básica;
b. A prestação de contas dos valores recebidos e aplicados no período deve ser aprovada no Conselho
Municipal de Saúde e encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado ou município e à Câmara Municipal;
c. Cabe a Secretaria Estadual de Saúde definir os códigos de lançamentos, assim como seus identificadores
literais, que constarão nos respectivos avisos de crédito, para tornar claro o objeto de cada lançamento
em conta;
d. Os registros contábeis e os demonstrativos gerenciais mensais devidamente atualizados relativos aos
recursos repassados ficarão, temporariamente, à disposição dos conselhos responsáveis pelo
acompanhamento, e a fiscalização, no âmbito dos municípios, dos Estados, do Distrito Federal e dos
órgãos de fiscalização federais, estaduais e municipais, de controle interno e externo;
e. No âmbito municipal, o montante de recursos financeiros destinados à viabilização deões de atenção
básica à saúde compõe o Bloco de Financiamento de Atenção Básica e parte do Bloco de Financiamento de
Invest imento.
7. A inclusão da redução de danos como uma das ações de saúde da Política Nacional de Atenção Básica
pressupõe sua utilização como abordagem possível para lidar com diversos agravos e condições de saúde.
Sobre redução de danos é incorreto afirmar:
a. Considerando especificamente a atenção aos problemas de álcool e outras drogas, a estratégia de redução
de danos visa minimizar as consequências adversas criadas pelo consumo de drogas, tanto na saúde
quanto na vida econômica e social dos usuários e seus familiares;
b. Atuar em uma perspectiva de redução de danos na Atenção Básica pressupõe a utilização de tecnologias
relacionais centradas no acolhimento empático, no vínculo e na confiança como dispositivos
favorecedores da adesão da pessoa;
c. Em relação ao uso de álcool e outras drogas, a redução de danos postula intervenções singulares que
podem envolver o uso protegido, a diminuição desse uso, a substituição por substâncias que causem
menos problemas, e até a abstinência das drogas que criam problemas aos usuários;
d. Apesar da estratégia de redução de danos ser tradicionalmente conhecida como norteadora das práticas
de cuidado de pessoas que tenham problemas com álcool e outras drogas, esta noção não se restringe a
esse campo por ser uma abordagem passível de ser utilizada em outras condições de saúde em geral;
e. A redução de danos pode ser caracterizada como uma abordagem em saúde mais normalizadora e
prescritiva, a partir da autoridade profissional, ditando quais seriam as escolhas e atitudes adequada s ou
não a serem adotadas.