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Unidade 2: Homeostasia e morfostasia Thaís Apolinário Introdução • Célula é a menor estrutura funcional de um indivíduo. • Constitui todas as forma de vida. • Unicelulares e pluricelulares. • Teoria celular (1839): uma célula deriva sempre de outra célula preexistente e todas as funções vitais de um organismo se desenvolvem dentro da célula. • Quando em equilíbrio (homeostase celular) realizam suas funções fisiológicas, mantendo a vida e gerando novas células. • Se o equilíbrio é perdido a célula pode: Se adaptar, alterando forma e função, sobrevivendo sem maiores danos, ou; Não se adaptar, sofrendo uma lesão que pode ser reversível ou irreversível. • O tipo celular apresenta forma diferente dependendo da função que desempenha. • As células podem apresentar estruturas diferentes, umas das outras, Uma célula óssea é mais rígida que uma célula epitelial. • Algumas podem alterar a forma de acordo com o local, como os leucócitos, que mudam a forma para passar pelos espaços entre as células dos vasos e chegar até a lesão. • Alterações mais violentas (muda de forma, função e nome): monócitos, ao passar para os tecidos se torna o macrófago. Células de defesa Adipócito Célula epitelial ciliada Neurônio Célula da raiz Espermatozóide Óvulo Célula muscular Hemácia Células alteradas Morte celular (apoptose) Eritrócitos de tilápia. A. célula normal; B. célula com alteração no envoltório nuclear (invaginação); C. célula com alteração no envoltório nuclear (evaginação); D. célula com broto nuclear; E. célula com micronúcleo; F. célula em processo de morte. Lesão e adaptação celular • Célula sofre agressão: reação, superação, adaptação para atingir novo equilíbrio. • Caso não consiga: alterações, lesão e morte. • Uma célula está adaptada quando não se encontra em homeostase basal, mas também não apresenta alterações a ponto de serem consideradas lesões, ou seja, está entre esses dois pontos. Exemplo: Hipertrofia. • Células bem nutridas e corretamente oxigenadas, realizam o processo normal de desenvolvimento. • Algumas morrem e são substituídas por processos naturais, para manter a homeostase do tecido. • Quando privadas dos nutrientes, oxigênio ou expostas a algum agente lesivo, as células entram e processo de degeneração, podendo chegar à morte. • Estresse celular: a célula sofre com calor, falta de alimentos, frio, infecção por microrganismo, contato com substância tóxica, etc. • Os pontos mais vulneráveis da célula são os relacionados ao metabolismo: respiração (mitocôndria), membranas, síntese de proteínas, e alterações nucleares. Lesão e adaptação celular Lesão e adaptação celular Agentes agressores • O oxigênio chega às células pela circulação. • Qualquer alteração dos sistemas vascular, pulmonar, cardíaco e suas combinações pode levar a quadros de hipóxia. Isquemia, obstrução de vasos, trombose, infarto; Insuficiências cardíacas; Perda da função pulmonar, câncer de pulmão, enfisema, pneumonia; Anemias severas; Causas ambientais, como intoxicação por inalação de CO. Causas de Lesão Celular • Degeneração celular hidrópica: pode estar associada à hipóxia. • Tumefação celular, edema celular e inchaço celular. • Ocorre acúmulo de líquido dentro da célula, mudando sua conformação e alterando seu funcionamento. • Perda da morfostase e homeostase. • Bomba de sódio e potássio retira sódio da célula e envia potássio para dentro da célula e gasta ATP. • O ATP é produzido pelas mitocôndrias com uso de O2. • Em casos de hipóxia, ocorre falta de O2, não produção de ATP e falha de função da Bomba de Sódio e Potássio. • O sódio acumulado dentro da célula causa acúmulo de líquido celular. • Alguns microrganismos são citopáticos (lesionam às células). Vírus e Rickettsias (bactérias intracelulares obrigatórias). • Outros secretam substâncias tóxicas para as células. Agridem a célula e alteram a homeostase. Enzimas hemolíticas de bactérias; Toxinas liberadas pela Ascaris, quando mortos em massa por vermifugos, podem atacar o sistema nervoso central e causar ataque epilético. • Ataques autoimunes. Agentes químicos • Medicamentos. • Poluentes do ar: CO2, CO, NO2, CH4, hidrofluorcarbonetos, ozônio. O CO em grande quantidade pode causar: redução da acuidade visual, diminuição do rendimento no trabalho, diminuição da capacidade intelectual, mal- estar, desmaios. CO2: em grande quantidade, inconsciência e morte. NO2: degeneração celular, irritação na pele, olhos e mucosas do aparelho respiratório. • Etanol: perda da homeostase celular pelo acúmulo de proteínas (corpúsculo de Mallory – indicativo de degeneração celular); ocorre também a síndrome do alcoolismo fetal (microcefalia). • Asbesto: presente no cimento, se acumula nas vias respiratórias causando alterações celulares e dificuldade respiratórias. • Tetracloreto de carbono: lesões no retículo endoplasmático. • Os sintomas da asbestose aparecem gradualmente só depois da formação de muitas cicatrizes e quando os pulmões perdem a sua elasticidade. Os primeiros sintomas são a dispnéia ligeira e a diminuição da capacidade para o exercício. • Os grandes fumadores que sofrem de bronquite crônica juntamente com podem tossir e ter uma respiração sibilante. A respiração torna-se, gradualmente, mais difícil. Cerca de 15 % das pessoas com asbestose têm dispnéia e insuficiência respiratória.