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ÉTICA NO CONTEXTO EDUCACIONAL: A CONSTRUÇÃO DA ÉTICA NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DOS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA CURSO DE LICENCIATURA EM COMPUTAÇÃO FRANCISCO GESSIONE DOS SANTOS SENA PAULO ROBERTO MOREIRA VASCONCELOS Resumo Retrata análise aplicada em uma escola pública estadual, em Bela Cruz-CE, a respeito da visão de ética dos alunos do segundo ano do ensino médio. INTRODUÇÃO Os seres humanos não nascem com um conjunto de atitudes e regras congênitas, estas são adquiridas e ressignificadas através das interações com o meio em que vivem no decorrer de suas vidas. Durante toda a existência o homem é investigado em relação às suas interações sociais, por meio destes estudos constatou-se a preexistência de atitudes que são adquiridas e moldadas através das relações com o meio em que cada indivíduo vive. Por meio das experiências sociais, são estabelecidas normas e valores que determinam o comportamento ético e moral dos indivíduos. Este artigo de cunho bibliográfico discorre sobre o conceito da palavra ética e de sua aplicação no cotidiano de cada aluno, abordando e relacionando as questões sociais como um fator decisivo e necessário para aqueles que fazem parte da formação e do convívio do colegiado desde o princípio, com o intuito de educar e transformar o pensamento tanto dos profissionais da educação como daqueles que fazem parte do cotidiano social e educacional. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Um dos desafios nas redes escolares é contribuir para a formação moral e ética dos alunos-cidadãos. É fundamental que, na educação, seja construída e problematizada a participação do indivíduo na vida pública - o que reflete a consciência de realidades, conflitos, interesses individuais e sociais, o conhecimento de mecanismos de controle e defesa de direitos, a noção dos limites e das possibilidades de ações individuais e coletivas. “ Há características individuais, além de sociais e ambientais, que concorrem para moldar a personalidade ou definir comportamentos, sobretudo a qualidade dos relacionamentos humanos.” (BENEDETTI; URT, 2008, p.142). “Aprender a ser cidadão é, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não violência; aprender a usar o diálogo nas mais diferentes situações e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e do país. Esses valores e essas atitudes precisam ser aprendidos e desenvolvidos pelos alunos e, portanto, podem e devem ser ensinados na escola”. (BRASIL, MEC, p. 13) Para Rodrigues (2014) às crianças estão sendo enviadas cada vez mais cedo para a escola e nela permanecerão por um longo tempo de suas vidas. “Cada vez mais a Escola exercerá ou poderá exercer um papel que a ela jamais foi atribuído em tempos passados: o de ser a instituição formadora dos seres humanos.” (RODRIGUES, 2001, p. 253). Por isso se faz necessário estar atento à qualidade no que diz respeito ao papel do educador que reflete na formação educacional desde o primeiro contato com a instituição. METODOLOGIA DA PESQUISA A partir da elaboração de perguntas elencadas em sala de aula, durante a disciplina de Informática na Sociedade e Ética, ministrada pela Professora Wilda Fernandes, foram criados questionamentos pelos grupos de aluno do Curso de Licenciatura em Computação para aplicação do questionário em Escola de Nível Médio Regular a saber sobre a incidência das práticas éticas nos contexto escolar; mediante as respostas de amostragem obtidas pela turma do 2º ano “C” turno tarde da EEM Professora Theolina de Muryllo Zacas. ANÁLISE DOS RESULTADOS O questionário foi respondido por um total de 29 alunos do segundo ano do ensino médio. Entre os alunos há um equilíbrio entre os sexos e, no cômputo geral, ligeira predominância do sexo feminino (51,75%) em relação ao masculino (48,25%). A faixa etária mais comum no segundo ano (entre 15 a 18 anos) é significativamente expressiva. Além de representarem alunos com vulnerabilidade econômica, há também estudantes de classe média. Você sabe o que é ética? Das respostas dadas à questão, (96,56%) de ambos os sexos foram enquadradas como conscientes em relação ao conceito da questão supracitada, delas (48,28%) homens e (48,28%) mulheres . Dentre as respostas, (3,45%) o equivalente a 01 (um) dos questionados do sexo feminino, declara a inexistência do conhecimento por meio do significado da expressão. O que você entende por ética? Dentre as respostas dadas às alternativas da questão, (27,58%) das mulheres disseram que a ética é o conjunto de princípios e valores necessários para a socialização humana. Já (20,68%) os homens acreditam ser esse o verdadeiro conceito aplicado a ética no contexto atual. Mas cerca dos outros (20,68%) dos homens e das mulheres questionados concluíram que ética é baseado na educação moral, enquanto (6,89%) uma pequena parcela masculina diverge das respostas dos demais e acentua que a ética é uma consciência correta perante a sociedade , no entanto (3,44%), ou seja 01 (um) aluno do sexo masculino afirma não saber a respeito da pergunta. O que lhe influencia nas suas atitudes éticas? Ao analisar o gráfico elaborado constatou-se que das respostas dadas à questão é significativo destacar que (44,82%) das mulheres e (41,37%) dos homens, creem que as influências éticas derivam do contexto familiar, fator primordial para moldagem do indivíduo juvenil à adentrar na sociedade, os outros (6,88%) dos interrogados, dentre eles homens e mulheres afirmam que as atitudes éticas ressurgem perante a escola ou da convivência com os amigos, entre os dados coletados, (3,44%) o equivalente a 01 (um) dos participantes foi enquadrado como desconhecedor da origem de sua convicção quanto ao seu posicionamento ético. Os índices nos levam a crer que a importância que lhe conferem em resposta a esta questão é devida não só a ausência de práticas de conceituação ética no trabalho educativo escolar, mas ao que ouvem fora da escola, provavelmente no ambiente familiar, simulando os argumentos expostos. Na sua escola existe o código de ética? Por meio do questionário aplicado, dentre as respostas dadas à questão, cerca de (24,13%) dos homens e (10,34%) das mulheres interrogadas, afirmam existir o código, mas que não seguem ou não é seguido, já as outras (20,68%) das mulheres e (17,24%) dos homens reforçam que o código de ética existe e seguem ou é seguido pelos demais, (27,57%) não sabem da existência do código, somando (6,89%) dos homens e (20,68%) das mulheres. Você considera que seguir as normas e as regras de funcionamento da escola é ético? Das respostas dadas à questão, (96,54%) dos alunos entrevistados responderam que é ético seguir as normas existentes no regimento interno da escola, dentre esses números, (48,27%) são homens e (48,27%) mulheres e apenas (3,44%) afirmou não seguir as normas criadas pela instituição. Você acha correto o professor expor os erros dos alunos diante a turma? Dentre os alunos questionadas através da questão, (86,2%) dos alunos dentre eles (48,27%) das mulheres e (37,93%) dos homens, alegam não ser ético o professor expor os erros dos alunos em meio ao restante da turma, muito embora um pequeno quantitativo (3,44%) dos homens e (3,44%) das mulheres afirmam ser ético explanar sobre erros do alunado durante as aulas ou durante estadia na instituição, por fim 02 (dois) alunos do sexo masculino (6,88%) da sala não souberam opinar. Você está em sala de aula e o seu telefone toca. O que você faria? Em torno da questão, (55,17%) dos alunos participantes alegam não terem aparelho celular ou afirmam não levarem o mesmo a instituição, dentre eles (37,93%) mulheres e (17,24%) homens, outros (31,03%) concluem que o celular fica desligado durante a aula ou na instituição, dentre os números estão (17,24%) dos homens e (13,79%) das mulheres, enquanto apenas(13,79%) do total dos homens afirmam pedirem ao professor para atender as ligações ou manusear o mesmo. Quando você percebe que um colega está adotando uma postura não ética, qual a sua atitude? Por exemplo, praticando bullying com outro colega. Das respostas fornecidas pelos entrevistados em sintonia com a questão, (48,27%) afirmam ficarem quietos para não se comprometerem na situação, dentre os números (31,03%) são mulheres e (17,24%) homens, cerca de (20,68%) responderam que falariam para a coordenação a respeito do fato, destes (13,79%) do sexo masculino e (6,89%) do sexo feminino, (17,24%) dos educandos entrevistados asseguraram que o diálogo com o colega a respeito do fato propicia grande valência, enquanto os (13,79%) do geral somando entre homens e mulheres afirmam não saberem responder a pergunta. Qual dessas situações antiéticas você já praticou? Em torno da pergunta fornecida pela questão, se acentua o grau de incitação as atitudes rejeitadas pelos fatores éticos, num total de (82,75%) afirmaram já terem furado fila, dentre eles (44,82%) eram mulheres e (37,93%) homens, no ranking (62,06%) dos entrevistados assinalaram a atitude da cola como prática existente no caso (34,48%) dos homens e (27,58%) das mulheres alegam já terem colado provas, prática até então enquadrada como antiética, (13,79%) dos homens afirmam já terem recebido troco a mais e não devolveram, contra um total de (3,44%) das mulheres apenas (3,44%), o equivalente a 01 (um) aluno do sexo masculino afirma ter encontrado objetos a que não lhe pertencia e não devolveu ao respectivo dono, 02 (dois) dos aluno, ou seja, (6,89%) do sexo masculino alegam desconhecerem situações das descritas. CONSIDERAÇÕES FINAIS Por meio das respostas assinaladas foi possível concluir que a pergunta exigiu um conhecimento pré adquirido além do entusiasmo dos estudantes para definir o que entendem por ética. Tais respostas nos fazem refletir sobre a sistemática de aplicação de conceitos relacionadas a este princípio, por parte da comunidade escolar (direção, coordenação pedagógica, orientação educacional e corpo docente) no tocante a instigar o alunado a terem uma reflexão mais cativa sobre as questões éticas/morais. REFERÊNCIAS ___. A Ordem do Discurso. 13. ed. São Paulo: Loyola, 2006. MARQUES, Mário Osório. A aprendizagem na mediação do aprendido e da docência. 3. ed. Ijuí: Unijuí, 2006. RODRIGUES, Neidson. Educação: da formação humana à construção do sujeito ético. Educação e Sociedade, v.22, n.76, p.232 – 257, 2001. BENEDETTI, Ieda; URT, Sônia da Cunha. “Escola, ética e cultura contemporânea: reflexões sobre a constituição do sujeito que não aprende'". Psicologia da Educação, n. 27, p. 141 – 155, 2008. CARVALHO, Diógenes Gonçalves de. Ética no cotidiano escolar. 144 p. Dissertação (Mestrado) – Universidade do Oeste Paulista, 2004