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DESCONSTRUINDO O PRECONCEITO POR MEIO DA VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE NA ESCOLA
DISCONTINUING THE PREJUDICE THROUGH THE VALUATION OF DIVERSITY AT SCHOOL
Resumo: Este trabalho visa a reflexão e a prática sobre o que cada vez mais se presencia em nossa sociedade: a discriminação e o preconceito. Esses atos ocorrem contra negros, mulheres, homossexuais de diferentes classes sociais. O mundo atual com suas permissividades e a falta de tolerância reflete sobre as maneiras eficazes de cessar a prática de vários abusos existentes. A escola tem um papel de suma importância, pois é um espaço de construção do conhecimento, e não só de conteúdos, pois também formador de atitudes, na maioria das vezes, preconceituosas. Nesse sentido, os professores devem ser estimulados a refletir sobre as desigualdades e as injustiças praticadas nessa seara, devendo tomar uma posição perante as variadas situações que ocorrem dentro e fora da sala de aula, estarem aptos e prontos para dialogar com os educandos, pais e comunidade. Ademais, cabe a toda equipe escolar desenvolver com os alunos e com a comunidade atividades pedagógicas, sendo estas diversificadas e interessantes que os farão refletir sobre os transtornos causados a muitas pessoas que podem desencadear situações reclusas e injustas. Portanto, é levando a conscientização, colocando-a em prática e envolvendo toda comunidade escolar que resultados dignos serão alcançados visando o respeito, empatia, solidariedade, justiça social para todo ser humano independente de gênero, raça, religião e escolha de vida.
 
 Palavras chave: Educação; Gênero; Diversidade; Formação De Professores.
 
Abstract: This work aims at reflection and practice on what is increasingly present in our society: discrimination and prejudice. These acts occur against blacks, women, homosexuals of different social classes. The present world with its permissiveness and lack of tolerance reflects on effective ways to stop the practice of various abuses. The school has a role of paramount importance, since it is a space of construction of knowledge, not only of contents, but also a form of attitudes, in most cases, prejudiced. In this sense, teachers should be encouraged to reflect on the inequalities and injustices practiced in this field, and must take a stand in the face of the varied situations that occur inside and outside the classroom, be able and ready to dialogue with the students, parents and community. In addition, it is up to all school staff to develop with the students and the community pedagogical activities, which are diversified and interesting that will make them reflect on the disorders caused to many people that can trigger situations reclusive and unfair. Therefore, it is raising awareness, putting it into practice and involving every school community that decent results will be achieved aiming at respect, empathy, solidarity, social justice for every human being regardless of gender, race, religion and choice of life.
Keywords: Education; Genre; Diversity; Teacher training. 
 
INTRODUÇÃO
Cada vez mais presenciamos em nossa sociedade, todo tipo de preconceito e discriminação. A falta de tolerância e empatia geram variados tipos de exclusões o que nos leva a refletir sobre como desconstruir os preconceitos existentes. É entendendo e valorizando a diversidade que iremos lutar por um mundo justo. 
Crê-se que é desde a mais tenra da infância que tais pré-conceitos são formados, ou seja, tanto na base familiar quanto na escola. A reflexão deve ter início com os educadores, os que estão em contato direto com os educandos. Devem ser estimulados a refletirem sobre suas práticas escolares, conhecerem a si mesmos em relação aos seus conceitos referentes ao outro e chegarem à conclusão de que apenas trabalhar conteúdos programáticos com alunos não é o suficiente. 
Educadores sensibilizados com a injusta realidade devem pesquisar e trabalhar com atividades, partindo da realidade dos educandos, sendo estas interessantes levando os alunos refletirem quanto ao respeito e a diversidade. Tal trabalho que têm como objetivo maior a desconstrução da prática do preconceito contra as mulheres, idosos, racial, contra a homossexualidade, as diferentes religiões, formas de corpos e classes sociais. Exigem planejamentos, pesquisas, engajamento e atitudes perante as injustiças.
 Nesse viés, Freire (ano, página) defende a tese que nós educadores não devemos ser neutros em nossa prática e nos deixa a frase: "Que é mesmo a minha neutralidade senão a maneira cômoda, talvez, mas hipócrita, de esconder minha opção ou meu medo de acusar a injustiça? Lavar as mãos em face da opressão é reforçar o poder do opressor, é optar por ele”.
A educação sempre acontece em dois movimentos: ou para manter o “status quo”, deixando tudo como está ou ser uma ferramenta de emancipação humana, afirmação das liberdades e transformação da realidade. Pelas ideias que se defende e pelo  que se pratica, podem ser avaliados como liberais ou conservadores, libertários ou opressores, democráticos ou autoritários.	Comment by DESKTOP: Mudar palavras – constou plágio
A formação de professores, seja ela inicial ou continuada, constitui-se como um lócus privilegiado, não só para refletir e discutir sobre essas questões, como para a criação e a implementação de proposições que possibilitem vislumbrar novos caminhos e avanços no que tange ao respeito relacionado a diversidade no contexto escolar. 	Comment by DESKTOP: Mudar palavras – constou plágio
Segundo Freire (ano, página), deve-se acreditar e investir na capacidade de discernimento de nossos estudantes e docentes, no sentido de que, tendo uma visão ampla do que acontece tanto no território em que vivem, como no mundo em que se vive, terão condições de analisar o que se passa em sua volta e, das circunstâncias concretas, do mundo em que vivem, em todos os campos de conhecimento, inclusive do conhecimento sensível. 
Em resumo, significa que educar não é apenas constatar; mas educar para mudar e para transformar o mundo.	Comment by DESKTOP: Parágrafo muito curto. Aqui vc deve colocar a metodologia (ex. utilizou-se o enfoque dedutivo e o levantamento bibliográfico, além da pesquisa qualitativa).
 
1 DISCRIMINAÇÃO CONTRA A MULHER - A MAIS ANTIGA FORMA DE DESIGUALDADE SOCIAL
Começar com parágrafo pessoal.	Comment by DESKTOP: Coloque uns dois a três parágrafos de início. (pra dar duas folhas igualmente ao próximo tópico).
Segundo o pensamento pós-estruturalista, a identidade de gênero não é um dado natural, mas sim o resultado de uma série de discursos que permeiam as relações de poder entre as pessoas. Esses discursos hierarquizam grupos e validam o que é considerado normal a partir do que é estabelecido pela ordem dominante. O termo gênero, portanto, diz respeito aos processos culturais que atuam mediante relações de poder, construindo padrões hegemônicos, a partir de corpos sexuados (SCOTT, 1995).
Parágrafo pessoal comentando o disposto pelo autor.
A identidade de gênero pode ser compreendida como a auto percepção de cada pessoa em relação às categorias sociais que dizem respeito ao masculino e ao feminino, a parte de uma representação biológica que se constrói pelos fatores sociais e culturais que são predominantes na formação. É um dos elementos constituintes da identidade, mas não a definidora desta. Seu desenvolvimento ocorre desde o nascimento, numa interação constante entre o indivíduo e os outros, não se constituindo nem se apresentando de maneira fixa (LOURO, 2003; RIBEIRO, 2003).
Parágrafo pessoal comentando o disposto pelo autor.
Analisando brevemente a história da mulher em nossa sociedade, Perrot (2008) destaca que pouco se falava e se registrava sobre a mulher, até as mesmas eram convencidas de sua pouca importância e assim participavam da destruição de seus papeis sociais. A partir de 1960, com advento da história das mulheres deu-se na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, e na França uma década depois, a mulher foi colocada como objeto de estudos nas ciências humanas e na história,devido a vários fatores científicos, sociológicos e políticos. 
Parágrafo pessoal comentando o disposto pelo autor.
Isso aconteceu porque a própria concepção da história mudou, a mulher saiu do seu papel secundário de acordo com a expansão dos estudos, vinculando-se a uma definição do político (MATOS, 2009).
Contemporaneamente, há um avanço significativo quanto à participação da mulher na sociedade e em outros níveis sociais, antes considerados “masculinos”. Porém, ainda há um grande contingente de mulheres que trabalham em profissões “femininas”, setores vindos já bem delineados histórica e socialmente. 
Corroborando com essa linha de raciocínio, Leonardo (2016) aduz que:
Apesar de a sociedade viver em tempos modernos, em que o tema deveria ser visto e tratado com a naturalidade que lhe condiz, ainda se faz necessário enfatizar a obrigação da igualdade, cujo princípio se encontra na Lei Maior, pois são frequentes os episódios de preconceito vividos por milhares de pessoas, devido à orientação sexual a que pertencem. Em alguns casos, o desfecho pode ser de forma brutal, ceifando vidas e cultivando a intolerância e discriminação (LEONARDO, 2016, p. 208).
Parágrafo pessoal comentando o disposto pelo autor.
A produção de conhecimento sobre o atual desenvolvimento de políticas públicas de educação pela perspectiva da redução da desigualdade de gênero no sistema público de ensino brasileiro é ainda escassa e segue a tendência geral das pesquisas de gênero na educação, caracterizadas pela precária divulgação (ROSEMBERG, 2001).
Parágrafo pessoal comentando o disposto pelo autor.
Raras são as investigações que abordam o impacto da discriminação de gênero nas políticas públicas educacionais, tais como a extinção do tema em abordagens do currículo, limitação ao acesso à educação e permanência na escola, bem como o fracasso escolar que marca de maneira distinta a trajetória escolar de meninos e meninas. A escassez dessa abordagem espelha-se na raridade de análises densas sobre a discussão acerca da igualdade entre homens e mulheres prevista na Constituição Federal de 1988.	Comment by DESKTOP: Mudar palavras – constou plágio
O empoderamento das mulheres pressupõe a igualdade entre homens e mulheres por meio do desenvolvimento de valores éticos, de respeito e solidariedade entre as pessoas. Portanto, é de suma importância estudos e práticas sobre a construção de identidades de gênero, sobre discurso social da subordinação, sobre estereótipos e preconceitos, e particularmente sobre as formas sutis com as quais as mulheres são subjugadas e desvalorizadas, recolocando, assim, preconceitos e estereótipos com a exclusão social.
 
2 MULTIDISCIPLINARIDADE E DIVERSIDADE
Fazendo uma breve análise histórica sobre a formação de professores para atuar multidisciplinarmente em todos os níveis de ensino, desde o início o correto é o pedagogo dever realizar uma pratica educacional multidisciplinar, porém em sua formação não tinha aprendido, nem vivido, sendo assim, como deveria tornar-se professor de atuação multidisciplinar sem nunca ter vivenciado a multidisciplinaridade teórico-prática.	Comment by DESKTOP: Mudar palavras – constou plágio
A partir de 1985, as experiências de reformulações curriculares do curso de pedagogia que se voltam para a formação de professores, mas somente para as séries iniciais do Ensino Fundamental vieram corrigir essa distorção e atingiram patamares desejáveis de qualificação, já comprovados pelo bom desempenho dos egressos do curso de pedagogia nos concursos destinados ao preenchimento de vagas para professores de atuação nos anos iniciais da educação básica. 	Comment by DESKTOP: Mudar palavras – constou plágio
Com efeito, as propostas de curso de pedagogia que vêm qualificando esses professores, com um embasamento teórico-prático-teórico pretendem negar qualquer possibilidade de preparo pela falaciosa aplicação da premissa “quem pode o mais pode o menos”, como era feito no antigo curso de pedagogia. Nesse sentido, o educador deveria ser, fazer e saber fazer, tendo uma identidade configurada pela e na sua formação da qual foi coautor. 	Comment by DESKTOP: Mudar palavras – constou plágio
Deve ser ressaltado ainda, no Parecer n. 9161/86, intitulado “Reformulação do curso de pedagogia”, além de fazer um histórico do curso e das regulamentações feitas pelo CFE, a conselheira Eurides Brito da Silva aponta os projetos de reformulação apresentados para análise no Conselho e sugere que devem ser estimuladas experiências de formação, como por exemplo a ênfase na docência para as séries iniciais do Ensino Fundamental, às quais o CFE não pretendia obstar. Isso ocorreu na prática até 1995, quando foi instituído o Conselho Nacional de Educação, pela Lei no 9.193, a qual dispõe sobre formação de professores fosse concretizada progressivamente até que os professores das séries iniciais do Ensino Fundamental passassem a ser formados em nível superior. 	Comment by DESKTOP: Colocar citação
Tais mudanças fizeram com que a formação de professores também fosse possível através do Ensino Superior oferecendo oportunidades de variados tipos de ensinos a distância, perdendo assim a qualidade do mesmo. É valido ressaltar que é muito importante que ocorra uma reformulação no currículo para a formação de educadores sobre a multidisciplinaridade e a diversidade, o qual caracteriza o mundo real em que se vivem.
Ball e Marguire (ano e pág.) realizaram um estudo sobre as reformas educacionais duas realidades distintas: Reino Unido e Estados Unidos. A reforma tem como objetivos a resolução dos problemas educacionais. No Reino Unido a escola é gerenciada como um a empresa, em que os professores são liderados pelo diretor, seguindo assim um modelo comercial em que provoca o abandono das pesquisas. 
Há a presença marcante de avaliações que buscam mensurar a educação por meio de números a fim de estabelecer a responsabilização do professor pelo possível fracasso e também é comum a imposição de procedimentos. Nesse modelo o professor é apenas um trabalhador que não reflete sobre suas ações, somente seguem modelos prontos impostos.
No caso dos Estados Unidos, os educadores são atores da reforma, pois participando do processo de decisão e não apenas são objetos delas. Professores agentes de transformação que se baseiam em pesquisas acadêmicas promovendo visões mais plurais.
Diante do exposto, no cotidiano escolar deve haver a gestão democrática, a qual evolve gestão, educadores, educandos e toda comunidade. Assim, todos se tornam agentes de transformações que nossa sociedade tanto precisa.
Portanto, de nada valem todas as pesquisas, dados levantados e a não existência da prática. Nessa linha de raciocínio, Tiba (2011) ressalta que: “Pensar precede o fazer, mas não adianta só pensa e não fazer.  É a ação de nadar quer me torna um nadador. Conhecimento é informação em ação. Para existir, preciso agir”.
De acordo com Paulo Freire (ano e pág.) “a educação exige pesquisa, alegria, esperança, a convicção de que a mudança é possível e também que a educação é uma das formas de intervenção na sociedade” e que eles, como futuros docentes e pedagogos, tem um papel fundamental a desempenhar na educação e particularmente na escola.
Contudo, é partindo da prática da gestão democrática e do comprometimento de todos os envolvidos que se atingirão os objetivos de valorizar a diversidade humana e a igualdade de oportunidades a todas as pessoas que compõe a sociedade.
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS	Comment by DESKTOP: Escrever mais (uns 4 parágrafos – pode ter uma ou outra citação).
Como a escola é uma extensão da sociedade, deve-se partir da realidade na qual está inserida. Todos os envolvidos na educação devem agir com responsabilidade, compromisso ético e político tanto da pesquisa quanto no contexto em que se insere a partir dos quais é desenvolvida.
São válidas todas tentativas concretas de promoção da justiça social em contextos educacionais em que todos são agentes e sujeitos que participam do processo. Para finalizar, é preciso esclarecer que é importanteos profissionais da educação não assumirem a mediocridade do mundo oficial e tornarem se neutros, ou seja favoráveis as desigualdades e as injustiças.
Importa reconhecer esse momento como de fecundidade de ideias e práticas. Neste movimento fecundo, as ideias e práticas se resinificam e se fortalecem para sustentar a ousadia de os educadores levarem adiante, com responsabilidade política e ética, as possibilidades de dar maior significado à sólida formação e à valorização profissional do docente, em todos os níveis e modalidades de ensino. Uma escola que promove a igualdade será também um espaço para todos e todas, tendo a potência de formar uma sociedade livre do ódio, violência e perseguição.	Comment by DESKTOP: Mudar palavras – constou plágio
 
REFERÊNCIAS
 
BALL, Stephen J.; MAINARDES, Jeferson. Políticas educacionais: Questões e dilemas. São Paulo: Cortez, 2011.	Comment by DESKTOP: Essas referências não constam no texto. (pedagogia do oprimido não é do Paulo Freire?)
______. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro. Paz e terra, 42 ed. 2005.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. Organização do texto por Juarez de Oliveira. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 1990.
LEONARDO, Francisco Antonio Morilhe. A efetividade da Lei Maria da Penha quanto à orientação sexual. Revista Brasileira de Políticas Públicas, v. 6, n. 3, 2017.
LOURO, G. L. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. 5º ed. Petrópolis, Vozes, 2003.
MATOS, I. M. História das Mulheres e Gênero: usos e perspectivas. In: MELO, H. P. et al. (orgs.). Olhares Feministas. Brasília: Ministério da Educação: UNESCO, 2009. (Coleção Educação para todos; v. 10).
PERROT, M. Minha história das mulheres. São Paulo: Editora Contexto. 2008.
RIBEIRO, P. R. C. Inscrevendo a sexualidade: discursos e práticas de professoras das séries iniciais do Ensino Fundamental. Tese (Doutorado no Instituto de Ciências Básicas da Saúde). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003.
ROSEMBERG, F. Caminhos cruzados: educação e gênero na produção acadêmica. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.27, n.1, p.47-68, 2001.
SCOTT, Joan Wallach. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade. Porto Alegre, vol. 20, nº 2, jul./dez. 1995.
TIBA, Içami. Pais e educadores de alta performance. Interage Editora, 2011.
NÃO CONSTAM NAS REF. (MAS CONSTAM NO TEXTO):
Ball e Marguire
Paulo Freire

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