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FÓSFORO (P) e sua 
Dinâmica no solo 
FÓSFORO NO SOLO E INTERAÇÕES COM OUTROS ELEMENTOS 
 Na crosta terrestre o P é um elemento escasso 
 Comparado ao N e ao K o P é absorvido em menor 
quantidade 
 Nas adubações, o P é considerado um nutriente de baixo 
aproveitamento pelas plantas 
Considerações gerais sobre o P 
Relação fonte – dreno de P no solo 
 O solo poderá ser fonte de P quando ainda apresentar 
características nutricionais (reservas) favoráveis à planta, 
mesmo que insatisfatórias 
O solo poderá ser naturalmente fonte de nutrientes, 
fértil, ou tornar-se fonte, com maior ou menor restrição 
(tamponamento) a essa mudança, por meio da adição de 
fertilizantes 
 O solo poderá ser dreno de P quando ocorrer competição 
entre a planta (dreno) e o solo pelo P adicionado como 
fertilizante, ou seja 
Exemplo: 
Com o aumento do grau de intemperismo, o solo vai 
tornando-se menos eletronegativo e mais eletropositivo 
< Intemperismo O solo atua mais como fonte 
> Intemperismo O solo atua mais como dreno 
Em condições extremas de intemperismo, em 
alguns Latossolos da região do Cerrado, o solo é um 
forte dreno. Solos como esse podem adsorver mais 
de 2 mg cm-3 de P, o equivalente a 4000 kg ha-1 de 
P ou 9200 kg ha-1 de P2O5 
Intemperismo 
Dreno 
Fonte 
G
ra
n
d
e
za
 
Componentes do ciclo de P em solos 
cauliníticos e oxídicos 
P 
Solução 
P 
Planta 
P 
Palhada 
Po Estável 
Pc Lábil Po Lábil Po M. Lábil 
Pc Estável 
P Ocluso 
P Ñ Lábil 
P 
Raiz 
P 
Microbial 
Po 
Resistente 
Po 
Agregado 
Alteração de carga na fração coloidal em 
função do aumento do pH 
H
+
 
O
H
- 
pH 
0 
5 
10 
15 
5 
10 
15 
3 4 5 6 7 8 9 
5 6 7 8 9 
H2PO4
- HPO4
2- 
Ocorrência dos íons fosfato em relação ao pH da solução 
pH 
100% 
Precipitação de P no solos 
Conceito 
“É a reação de P às formas iônicas de Al e Fe em solos 
ácidos ou a Ca2+ em solos neutros ou calcários, formando 
compostos de composição definida e pouco solúveis”. 
Exemplo 
Al3+ + H2PO4
- 2H+ + Al(OH)2 H2PO4
- 
INSOLÚVEL 
Exemplo 
Ca2+ + H2PO4
- Ca3(PO4
3-) + 4H+ 
INSOLÚVEL 
+ 
+ 
+ 
- 
- 
+ 
- + 
- 
- + 
+ 
+ 
- 
- 
+ 
+ + 
- - 
+ 
- 
+ 
- 
+ 
+ 
- 
Caulinita e óxidos de Fe e Al 
- - 
- 
+ 
- 
- 
+ 
+ 
H2PO4
- 
P-Lábil 
P-Ocluso 
H2PO4
- 
H2PO4
- 
H2PO4
- P-Solução 
P-Não lábil 
H2PO4
- 
< 0,2 mg L-1 
P em equilíbrio 
(Fase líquida-Sólida) 
P adsorvido a 
Fase Sólida 
P ligado a 
rede cristalina 
Cinética das transformações de P no solo 
P-Solução 
P-Fertilizante 
P-Lábil P-Ñ Lábil 
P-Ocluso 
Min/Hr 
Hr/Dias Dias/Sem. 
Sem./Meses 
Quanto mais tempo o P ficar na 
solução do solo sem ser absorvido 
pelas raízes da planta, maior será 
a taxa de adsorção 
Fonte: Novais & Smyth, 1999 
O revolvimento favorece a ida do íon 
fosfato em direção a superfície do 
colóide 
H2PO4
- 
H2PO4
- 
H2PO4
- 
H2PO4
- 
- 
+ 
- 
- 
+ 
+ + 
+ 
+ 
- 
- 
+ 
- + 
- 
- + 
+ 
+ 
- 
- 
+ 
- 
+ 
- 
+ 
+ 
+ + 
- - 
+ 
- 
- - 
 
FORMAS DE P NO SOLO 
 
H3PO4 H
+ + H2PO4
- → pk1= 2,12 
 
H2PO4 H
+ + HPO4 
2- → pk2= 7,20 
 
HPO4 
2 H
+ + PO4 
3- → pk3= 12,30 
 
Planta absorve nessa forma Predomina 
em solos 
brasileiros 
 
O ORTOFOSFATO (H3PO4) SE COMBINA COM: 
 
Fe, Al, Ca, → proporção condicionada com o pH e pelo tipo e 
quantidade de minerais. 
 
 
• Solos ácidos (caulinita e óxidos – P+Fe; P+Al), cresce a 
solubilidade de P com o aumento do pH. 
 
• Solos neutros ou alcalinos (Fosfatos de Ca) baixa solubilidade, 
Hidroxipatita e fluorapatita, cresce a solubilidade com a 
diminuição do pH. 
 
• M.O. → predomínio de H2PO4
- 
FORMAS DE P NO SOLO 
P SOLUÇÃO 
[ ] muito baixa 
0,1mg/L 
 
P LÁBIL 
Esta em equilíbrio rápido com o P solução 
P NÃO LÁBIL 
Maior parte 
insolúvel 
EXTRATORES (MEHLICH) 
ORDEM DE SOLUBILIDADE DOS EXTRATORES ÁCIDOS 
 
P-Ca > P-Al > P-Fe 
 
O MEHLICH É UM EXTRATOR BOM PARA EXTRAIR P DE 
SOLOS ALCALINOS (Fosfato de Ca). 
 
 
EM SOLOS BRASILEIROS (ARGILOSO) MAIOR [ ] DE 
FOSFATO DE Al E Fe, O QUAL O MEHLICH NÃO CONSEGUE 
EXTRAIR. 
EXTRATORES (MEHLICH) 
OS FOSFATOS NATURAIS (FOSFATOS DE Ca) SERIAM 
MELHOR EXTRAIDOS POR OUTRO MÉTODO (RESINA) 
 
SE APLICAR FOSFATO DE Ca E UTILIZAR MÉTODO 
MEHLICH TERÁ UMA SUPERESTIMAÇÃO DE P, POIS ESTE 
MÉTODO SOLUBILIZA TODO O FOSFATO DE Ca 
 
TAMBÉM HÁ SUPERESTIMAÇÃO COM O AUMNETO DOS 
TEORES DE ARGILA. 
EXTRATORES (RESINA) 
MÉTODO RESINA, TROCADOR DE ÁNIONS (saturada com 
bicarbonato) 
 
SÃO ESFERAS DE RESINA (CARREGADAS ELETRICAMENTE 
+). 
 
O MÉTODO QUANTIFICA O P NA SOLUÇÃO DO SOLO (H2O + 
RESINA (esferas) + SOLO. 
 
PROCESSO SEMELHANTE Á ABSORÇÃO DE P PELAS 
PLANTAS (P-LÁBIL → P-SOLUÇÃO → P-ABSORVIDO). 
RESINA: TEMPO 16 HORAS 
MEHLICH: 5 HORAS 
MEHLICH 3: determina (P; Ca; Mg; K; Cu; Fe; Zn; Mn) 
P NA PLANTA 
H2PO4
- (absorvido por difusão), curta distância; 
 
Transporte: Xilema via apoplasto (H2PO4
- folha) 
 
Floema: alta mobilidade; 
FORMA DE P NA PLANTA 
Inorgânicas: ácido ortofosfórico, ácido pirofosfórico; 
 
Orgânicas: ácido fítico (germinação); esteres de carboidrato, trifosfato de 
adenosina, fosfolipídios, nucleotídios 
FUNÇÕES P NA PLANTA 
ESTRUTURAL: membrana 
FORNECIMENTO DE ENERGIA: ATP 
FOTOSSINTESE; 
RESPIRAÇÃO; 
ABSORÇÃO IÔNICA; 
SINTESE DE PROTEÍNAS 
FORMAÇÃO: DNA, RNA 
DEFICIÊNCIA DE P NA PLANTA 
Folha estreita, nanismo; 
Redução da taxa de fotofosforilação; 
Redução da taxa da síntese de RNA; 
Caules finos; 
Folhas e orgãos + velhos (roxo avermelhada, devido ao aumento de 
antocianina). 
Sistema Plantio 
 Direto 
Os efeitos da interação 
entre os atributos são 
mais importantes do 
que os efeitos isolados 
de cada um 
Plantio Convencional 
Os efeitos isolados de 
cada atributo é mais 
importante do que a 
interação entre cada 
atributo 
Fases de evolução do SPD 
Tempo de PD (anos) 
0-5 
Fase 
inicial 
• Rearranjo 
estrutura 
• Baixo teor 
MOS 
• Baixo 
acúmulo 
palhada 
• Reestabele-
cimento BM 
• > exigência 
N 
5-10 
Fase de 
transição 
• Reagrega-
ção 
• Início de 
acúmulo 
palhada 
• Início de 
acúmulo de 
MOS 
• Início 
Acúmulo P 
• Imob. N  
Min. 
10-20 
Fase de 
Consolidação 
Acúmulo de 
palhada 
• Acúmulo de 
C 
• Aumento da 
CTC 
• > H2O 
• Imob. N < 
Min. 
• Ciclagem 
nutrientes 
> 20 
Fase de 
Manutenção 
• Fluxo 
contínuo de 
C e N 
• Elevado 
acúmulo de 
palhada 
• > H2O 
• > Ciclagem 
nutrientes 
• < exigência 
de N e P 
Sá, 2001 
Formação de linhas com P-Fertilizante 
Diferentes espaçamentos, profundidade de 
colocação do fertilizante e quantidade 
17 cm 40 cm 
80 cm 
Trigo Soja 
Milho Aveia Preta 
17 cm 
Profundidade de colocação do 
fertilizante no sulco de semeadura 
Trigo 
2 a 4 cm 
Soja 
4 a 6 cm 
Milho 
10 a 12 cm 
Localização do fertilizante 
no sulco de semeadura 
Zona de adsorção em 
torno dos grânulos 
de P-Fertilizante 
Foto cedida: Cleo Cleminsk 
Profundidade de colocação do 
fertilizante no sulco de semeadura 
10 cm 
Trigo Soja Milho 
• Redistribuição de formasorgânicas 
de P menos susceptíveis à adsorção 
• Redistribuição de P-orgânico via 
sistema radicular para camadas 
mais profundas 
Diferenças básicas entre o PC x PD 
no caminho do H2PO4
- 
Absorção 
radicular 
Dessorção de P 
Raízes liberam elevadas 
quantidades de ácidos 
orgânicos e 
polissacarídeos 
Redistribuição de P-orgânico 
via sistema radicular para 
camadas mais profundas 
Aumento do P no solo via cobertura verde no SPD 
redistribuição de 
P no solo via 
sistema radicular 
O íon fosfato é móvel 
na planta 
Fertilizante 
Fosfatado 
aplicado no 
sulco de 
semeadura 
O íon fosfato é pouco 
móvel no solo 
Milho Soja Trigo ou Aveia Preta 
Adubação com P no 
sulco de semeadura 
Redistribuição de P via sistema 
radicular 
Resposta das culturas 
a adubação fosfatada 
y = 22,2 + 0,63P
R2 = 0,99***
0
20
40
60
80
100
0 30 60 90 120
Doses de P (kg ha
-1
)
P
ro
d
u
ç
ã
o
 r
e
la
ti
v
a
 (
%
)
Resposta da cultura de milho a doses de P em um 
Cambissolo (textura média) sob preparo 
convencional (área recém convertida) 
LVd arenoso
y = -0,1559x
2
 + 29,351x + 8262,4
R
2
 = 0,9853
7000
7500
8000
8500
9000
9500
10000
0 30 60 90 120
Cb arenoso
y = -0,2067x
2
 + 21,846x + 8368,1
R
2
 = 0,6734
7000
7500
8000
8500
9000
9500
10000
0 30 60 90 120
Rubrozem argiloso
y = -0,0945x
2
 + 15,64x + 7277,5
R
2
 = 0,5763
6000
6500
7000
7500
8000
8500
9000
9500
10000
0 30 60 90 120
LV argiloso
y = -0,1713x
2
 + 24,719x + 6285,1
R
2
 = 0,8013
6000
6500
7000
7500
8000
8500
9000
9500
10000
0 30 60 90 120
Resposta da cultura de milho a doses de P em SPD 
S
á
, 
1
9
9
9
 
LV argiloso
y = -0,1935x
2
 + 25,366x + 6853,3
R
2
 = 0,848
6000
6500
7000
7500
8000
8500
9000
9500
10000
0 30 60 90 120
Cb argilo-arenoso
y = -0,2235x
2
 + 29,446x + 5868,3
R
2
 = 0,7001
6000
6500
7000
7500
8000
8500
9000
9500
10000
0 30 60 90 120
LV argiloso
y = -0,1804x
2
 + 23,358x + 8439,3
R
2
 = 0,9278
6000
6500
7000
7500
8000
8500
9000
9500
10000
0 30 60 90 120
Média Geral
y = -0,1752x
2
 + 24,256x + 7336,1
R
2
 = 0,9709
7000
7500
8000
8500
9000
9500
10000
0 30 60 90 120
Resposta da cultura de milho a doses de P em SPD 
S
á
, 
1
9
9
9
 
Doses 
P2O5 
------------------------------ % ------------------------------ 
S
á
, 
1
9
9
9
 
% de resposta no rendimento de grãos de 
milho no SPD a doses de P aplicadas no 
sulco de semeadura em diversos solos 
LEd 
arenoso 
0 
30 
60 
90 
120 
C.V. 
P-Mehlich 
P-Resina 
85,5 
94,8 
97,9 
100,0 
99,6 
4,76 
6 
61 
90,4 
100,0 
93,6 
96,6 
87,3 
14,74 
5 
10 
Cb 
arenoso 
LV 
argiloso 
Cb 
arg./ar. 
87,0 
93,8 
100,0 
93,7 
91,2 
6,9 
44 
101 
84,2 
86,3 
100,0 
93,6 
86,1 
13,0 
12 
41 
argiloso 
89,2 
100,0 
97,5 
96,5 
99,0 
6,8 
3 
8 
LE 
argiloso 
91,6 
99,7 
100,0 
98,5 
95,0 
4,0 
7 
59 
Tempo PD 6 10 18 7 2 12 
y = -0.0116x 
2 
 + 7.8227x + 8474.2 
R 
2 
 = 0.7698 
6000 
7000 
8000 
9000 
10000 
0 40 80 120 160 
P
ro
d
u
ti
v
id
a
d
e
 (
k
g
 h
a
-1
) 
Doses de P (kg/ha) 
Efeito de doses de P aplicadas no sulco de 
semeadura no rendimento de grãos de milho no SPD 
Fonte: Boletim Técnico 100 - IAC, 2002 
Interpretação do P-disponível do solo (extraído 
por Resina de troca aniônica) para São Paulo 
Faixa de disponibilidade P-Resina (mg dm-3) 
Muito Baixo 0 – 6 
Baixo 7 – 15 
Médio 16 – 40 
Alto 41 – 80 
Muito Alto > 80 
Interpretação do P-disponível do solo (extraído por 
Mehlich) para Paraná 
Considerações Finais 
No sistema plantio direto ocorre uma 
efeito de “memória” com as adubações 
no sulco de semeadura 
As frações lábeis do Po e o P da 
biomassa microbiana passam a ter 
contribuição expressiva no 
fornecimento de P para as plantas. 
 
Considerações Finais 
As respostas a P no preparo 
convencional são mais elevadas do que 
no plantio direto 
Os exstratores em uso parece não 
interpretar a “leitura da planta” 
Em áreas com plantio direto 
consolidado a profundidade de 
amostragem será relevante

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