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AULA 07: FRATURAS DO ÚMERO PROXIMAL, COTOVELO, PUNHO COM RESPECTIVOS TRATAMENTO
Fisioterapia em ortopedia e traumatologia 
FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA
Ventilação Não Invasiva
Ventilação não invasiva 
• A ventilação não invasiva permite fornecer suporte ventilatório ao 
paciente na ausência de via aérea artificial por meio de máscaras. 
• Tem por objetivos reverter os sintomas da insuficiência respiratória 
(principalmente a dispneia), melhorar a troca gasosa, evitar a 
intubação traqueal, prevenir e tratar as atelectasias, maximizar a 
qualidade de vida dos pacientes, e prevenir e reverter a insuficiência 
respiratória pós-extubação, evitando reintubação orotraqueal e 
reduzindo tempo de internação na UTI. 
(PRESTO; PRESTO, 2005; MAHIEUX, 2006; OLIVEIRA; MACHADO, 2008).
Interfaces utilizadas na VNI: 
Máscaras nasais
• uso indicado para período prolongado. 
• Vantagens: gera menor sensação de claustrofobia, 
apresenta menor risco de aspiração, facilita 
expectoração, permite fala/alimentação, é de fácil 
manuseio e possui menor espaço morto. 
• Desvantagens: possui escape e despressurização 
oral, gera irritação nasal, tem uso limitado em 
pacientes com obstrução nasal e ressecamento 
nasal.
Interfaces utilizadas na VNI: 
Máscaras faciais
• recobrem as cavidades nasal e oral. 
• Vantagens: gera menor vazamento oral, 
permite maiores fluxos e pressões. 
• Desvantagens: promove maior claustrofobia, 
apresenta maior risco de aspiração e 
broncoaspiração, e dificulta alimentação e 
comunicação.
Interfaces utilizadas na VNI: 
Total face 
• Vantagens: promove mais conforto para 
paciente, é fácil de ajustar, apresenta menor 
risco de lesão facial por pressão da máscara e 
menor risco de vazamento. 
• Desvantagens: aumenta o espaço morto, não 
deve ser utilizada durante aerossolterapia, 
requer cuidado com aspiração (vômito).
Interfaces utilizadas na VNI: 
Capacete (Helmet)
• um manguito em torno do pescoço evita 
vazamento. A fixação é realizada por 
tiras fixadas nos membros superiores. 
• Vantagens: é mais confortável para uso 
prolongado, não apresenta riscos de 
lesão cutânea facial. 
• Desvantagens: apresenta maior risco de 
reinalação de CO2 , favorece assincronia
com o ventilador, não pode ser utilizada 
com aerossolterapia, gera sensação de 
pressão no ouvido.
Modalidades em VNI 
CPAP 
• garante pressão contínua nas vias aéreas durante todo o ciclo 
respiratório (PEEP). 
• O paciente deve apresentar respiração espontânea (drive), sendo 
indicado para pacientes com hipoxemia na ausência de hipercapnia. 
• Há aumento da CRF e da ventilação colateral, redução do shunt, 
melhora da complacência, melhora da oxigenação e redução do 
trabalho respiratório.
Modalidades em VNI 
Bilevel
• permite ajuste de pressão inspiratória (IPAP) e de pressão expiratória 
(EPAP). 
• O IPAP auxilia na ventilação, e o EPAP na CRF. 
• Pode ser indicado na presença de insuficiência respiratória aguda 
hipoxêmica (edema de pulmão/ pneumonias) ou hipercápnica
(DPOC). 
• De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Ventilação Mecânica 
(2013), o CPAP é indicado no caso de edema agudo de pulmão 
cardiogênico, no pós-operatório de cirurgia abdominal e na apneia do 
sono leve/moderada, enquanto o Bilevel tem indicação para 
pacientes com hipercapnia, edema agudo de pulmão cardiogênico e 
nas infecções de paciente imunossuprimidos. 
Ventilação não invasiva 
Recomendação: 
• para pacientes com incapacidade para manutenção de respiração 
espontânea (Vol Min < 4 l/min, PaCO2 > 50 mmHg, pH > 7.25) está 
indicada a ventilação com dois níveis pressóricos (Bilevel), garantindo 
pressão inspiratória suficiente para ventilação.
Contraindicações Absolutas à VNI: 
• Parada Cardíaca ou respiratória; 
• Necessidade de intubação de urgência.
Ventilação não invasiva 
Contraindicações Relativas à VNI: 
• Incapacidade de cooperação, proteção de vias aéreas e secreção 
pulmonar abundante; 
• Rebaixamento do nível de consciência (exceto na acidose respiratória 
na DPOC); 
• Falência orgânica não respiratória (encefalopatias, arritmias malignas, 
instabilidade hemodinâmica devido à hemorragia digestiva grave); 
• Cirurgia facial/neurológica; 
• Trauma facial; Obstrução de Via Aérea Superior.
Ventilação não invasiva 
Suspensão da VNI: 
• O sucesso da VNI é associado a melhora do padrão respiratório com 
redução de frequência respiratória, aumento do volume corrente, 
redução do esforço muscular respiratório, melhora da oxigenação, 
redução da hipercapnia e melhora do nível de consciência. 
• Na ausência dos sinais de melhora, o paciente precisa de intubação 
pelo médico e ventilação mecânica invasiva.

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