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apostila microbiologia

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O BOM ALUNO DE CURSOS À DISTÂNCIA: 
 
• Nunca se esquece que o objetivo central é aprender o conteúdo, e não apenas terminar o curso. 
Qualquer um termina, só os determinados aprendem! 
• Lê cada trecho do conteúdo com atenção redobrada, não se deixando dominar pela pressa. • 
Sabe que as atividades propostas são fundamentais para o entendimento do conteúdo e não 
realizá-las é deixar de aproveitar todo o potencial daquele momento de aprendizagem. 
• Explora profundamente as ilustrações explicativas disponíveis, pois sabe que elas têm uma função 
bem mais importante que embelezar o texto, são fundamentais para exemplificar e melhorar o 
entendimento sobre o conteúdo. 
• Realiza todos os jogos didáticos disponíveis durante o curso e entende que eles são momentos de 
reforço do aprendizado e de descanso do processo de leitura e estudo. Você aprende enquanto 
descansa e se diverte! 
• Executa todas as atividades extras sugeridas pelo monitor, pois sabe que quanto mais aprofundar 
seus conhecimentos mais se diferencia dos demais alunos dos cursos. Todos têm acesso aos 
mesmos cursos, mas o aproveitamento que cada aluno faz do seu momento de aprendizagem 
diferencia os “alunos certificados” dos “alunos capacitados”. 
• Busca complementar sua formação fora do ambiente virtual onde faz o curso, buscando novas 
informações e leituras extras, e quando necessário procurando executar atividades práticas que 
não são possíveis de serem feitas durante as aulas. (Ex.: uso de softwares aprendidos.) 
• Entende que a aprendizagem não se faz apenas no momento em que está realizando o curso, mas 
sim durante todo o dia-a-dia. Ficar atento às coisas que estão à sua volta permite encontrar 
elementos para reforçar aquilo que foi aprendido. 
• Critica o que está aprendendo, verificando sempre a aplicação do conteúdo no dia-a-dia. O 
aprendizado só tem sentido quando pode efetivamente. 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO À 
MICROBIOLOGIA. 
1 
Definição e origem 
• Definição: 
– mikros + bios + logos 
 
• O que são considerados micro-organismos? 
– Organismos unicelulares (?) microscópicos: 
• Fungos 
• Bactérias 
• Protozoários 
– Vírus (acelulares) 
Maior diversidade da vida é microbiana 
 
Micro-organismos vem se diversificando há cerca de 3,8 bilhões 
de anos, ao contrário dos macro-organismos que se diversificam 
há apenas 600 milhões anos. 
“A maior parte da diversidade microbiana ainda está para ser 
descoberta” 
Atlas e Bartha,1998 
3 
1,500 Fungos 
Archaea e Bacteria 
Cianobactérias 
O que é diversidade? 
 Variabilidade entre micro-organismos em nível de 
espécie (intra-específica) e nos ecossistemas. 
– Níveis hierárquicos: 
• Organismo 
• Ecológica 
• Genética 
Elementos da diversidade 
Diversidade Diversidade Diversidade 
Ecológica Genética Organismal 
Biomas 
Bio-regiões 
Paisagem 
Ecossistema 
Habitat 
Nichos 
Populações 
Populações 
Indivíduos 
Cromossomos 
Genes 
Nucleotídeos 
Reino 
Filo 
Família 
Gênero 
Espécie 
População 
Indivíduo 
Hierarquias 
A diversidade de micro-organismos 
eucariontes inclue: 
Protozoários 
Algas 
Fungos 
Nematóides 
Micro-artrópodes 
 
Protozoários 
 
~200.000 espécies? 
 
Nematóides 
 
~400.000 espécies 
~400.000 
espécies? 
 
Algas 
Fungos 
 
~1.500.000 spécies 
 
A descoberta dos micro-organismos 
Antony van Leeuwenhoek 
(1632-1723 sec. XVII e XVIII) 
Delft, Holanda 
 O microscópio de 
Leeuwenhoek 
 
1673-1723: 
Esboços de bactérias da cavidade 
bucal, observadas por Leeuwenhoek. 
Também mostrou a motilidade de 
algumas bactérias, no traçado C-D. 
 
Animálculos de Leeuwenhoek 
Leeuwenhoek 
 
 
 
Biogênese X Abiogênese 
 Pasteur (1822-1895 séc. XIX) 
3.1. A geração espontânea de volta 
• Pasteur (1822-1895) 
O Experimento de Pasteur 
O Experimento de Pasteur 
• Pasteur (1822-1895) 
O Experimento de Pasteur 
• Pasteur (1822-1895) 
Povos antigos usavam a fermentação para 
a produção de: 
• vinhos: Grécia 
• kiu (cerveja de arroz): China (2300 a.C.) 
• saquê (vinho de arroz fermentado): Japão
 (500 a.C.) 
• shoyu (molho de soja) 
• leite fermentado 
Teoria microbiana das fermentações 
• 1850: Pasteur resolve problemas da indústria 
francesa de vinhos e estabelece a primeira teoria 
microbiana da fermentação. 
 
• PASTEURIZAÇÃO 
 
Teoria microbiana das fermentações 
• Fracastoro (séc. XVI): 
– seres pequenos causadores de doenças, presentes 
no ar. 
• Plenciz (séc. XVII): 
– diferentes doenças eram causadas por diferentes 
micro-organismos (parasitismo-> nutrientes a 
partir de outro ser) 
• Pasteur (séc. XIX) - indústria da seda: 
• iniciou um estudo sobre a doença do bicho da seda que estava dando 
prejuízos aos fabricantes de seda na França. Neste estudo ele descobriu o 
agente infeccioso e também a maneira como este agente era transmitido 
e inclusive como prevenir. 
Teoria microbiana das doenças 
• Robert Koch (1843-1910): 
– Concorrente de Pasteur na descoberta do agente do 
carbúnculo (antraz): 
 
• descobriu a bactéria Bacillus anthracis em 1876. 
É uma doença infecto-contagiosa de origem animal. 
Ataca principalmente animais ruminantes herbívoros que pastam em áreas com solo contaminado. O 
nome da doença faz referência à mancha negra formada na pele, em caso de contaminações 
cutâneas. A palavra “anthrax” vem do grego, que significa carvão. 
 
• Primeiro pesquisador a provar que um micro-organismo era 
causador da doença, fazendo o mesmo mais tarde com a 
tuberculose 
Teoria microbiana das doenças 
• Alemães: 
– conceito de meio de cultura: colônias em batatas 
– isolamento 
– meios: caldos, leite, frutas etc. 
• Robert Koch: 
– ágar-ágar e a cultura pura 
• Julius Petri: placa para cultura 
• Paul Erlich: coloração das células 
• Joseph Lister: fenol como primeiro desinfetante, 
técnicas assépticas 
Desenvolvimento de técnicas 
POSTULADOS DE KOCH 
1. O organismo patogênico 
suspeito deve estar 
presente em todos os 
casos da doença e 
ausente em animais 
sadios 
 
2. O organismo suspeito 
deve ser cultivado em 
cultura pura 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Células de uma cultura 
pura do organismo 
suspeito devem causar a 
doença em um animal 
sadio 
 
 
4. O organismo deve ser 
reisolado e demonstrar-
se idêntico ao original 
• Ecologia Microbiana: 
– Sergei Winogradski e Martinus Beijerinck 
 
• bactérias autotróficas 
• Bactérias-> fixação do N2 
• bactérias fotossintetizantes 
 
A idade de ouro (1875-1915) 
• Imunologia: 
– primeiras vacinas (Edward Jenner / Pasteur) 
 
• Indústria: fármacos, antibióticos, alimentos 
 Fleming, Waksman 
 
• Virologia: Iwanovski/Stanley 
 
3.5. A idade de ouro (1875-1915) 
• Carl Linaeus (1707-1778): 
– Animal x Vegetal 
– Sistema binomial 
 
• 1767: 
– descoberta dos micro-organismos, sugere: 
• Protozoários: Reino Animal 
• Outros micro-organismos: Reino Vegetal 
A classificação dos micro-organismos 
Haeckel e o 3º reino (1866): 
 
 Animal 
 
 Vegetal 
 
 Protista (unicelulares) 
A classificação dos micro-organismos 
• adventodo microscópio eletrônico (1940): 
• detalhes da ultra-estrutura das células 
 
• Procariotos x Eucariotos (1960) 
A classificação dos micro-organismos 
• Whittaker propõe os 5 Reinos (1969) 
 
• tipo de célula: procariótica x eucariótica 
 
• organização celular: unicelular x pluricelular 
 
• nutrição: aborção x fotossíntese x ingestão 
 
A classificação dos micro-organismos 
O sistema de classificação em cinco reinos de Whittaker (1969) 
Eucariotos 
 
 
 
 
Pluricelulares 
 
 
 
 
Unicelulares 
 
 
 
Procariotos 
Fotossíntese Absorção Ingestão Nutrição 
Organização 
celular 
• 1965: 
– Emile Zuckerkandl e Linus Pauling: 
• sugerem a observação de diferenças/semelhanças em 
blocos de genes ou de proteínas 
 
• 1960-1970: 
– Sequenciamento de proteínas 
• Cianobactérias como um grupo separado 
A classificação dos micro-organismos 
ESTUDOS DE EVOLUÇÃO 
• 1970-1980: 
– Carl Woese estuda o gene da subunidade 16S e 
18S do rRNA: 
A classificação dos micro-organismos 
• 1977-1980: 
– nova árvore da vida 
 
• confirmação de ideias já aceitas:
 procariotos x eucariotos 
 
• Surpresa ou revelação!!!: 
• 3 domínios 
A classificação dos micro-organismos 
Domínio Archaea 
Filo Euryarchaeota 
Filo Crenarchaeota 
hipertermófilos 
Domínio Bacteria 
Domínio Eukarya 
Metionina Metionina Formilmetionina Iniciador tRNA 
3, com 12-14 
subunidades cada 
Muitas, com 8-12 
subunidades cada 
1, com 4 
subunidades 
RNA 
Polimerase 
Ligações Ester Ligações Éter 
Ligações Ester 
entre cabeças 
polares e caudas 
de ácidos graxos 
Lipídios da 
Membrana 
Plasmática 
Se presente, sem 
peptidoglicano 
Sem peptidoglicano 
Peptidoglicano 
presente 
Parede Celular 
Eucarionte Procarionte Procarionte Tipo de Célula 
Eucarya Archaea Bacteria 
Estruturas celulares 
Impacto dos 
micro-organismos 
nas atividades dos 
seres humanos 
Onde encontramos procariotos? 
Homem: 1013 células - 1014 procariotos 
“FLORA” 
MICROBIOTA 
A microbiologia como uma carreira 
• Farmacêutica 
• Biotecnologia: produtos e processos 
• Medicina 
• Química 
• Alimentícia 
• Saúde pública 
• Laboratórios de pesquisa 
• Universidades 
A microbiologia é definida como a área da 
ciência que dedica-se ao estudo de 
organismos que somente podem ser vistos 
por meio de um microscópio. Sendo assim 
a microbiologia envolve o estudo de 
organismos procarióticos( bactérias), 
eucarióticos(algas, protozoários e fungos) e 
também os seres acelulares( vírus). 
FUNDAMENTOS DA MICROBIOLOGIA
BACTÉRIAS 
• São microorganismos unicelulares, 
procariontes( desprovidos de envoltório 
nuclear e organelas membranosas)e em 
geral possuem um só cromossomo. 
Podem ser encontradas na forma isolada 
ou em colônias, podendo viver na 
presença de ar( aeróbias) ou na ausência 
de ar( anaeróbias) ou ainda serem 
anaeróbias facultativas. 
BACTÉRIAS CLASSIFICAÇÃO 
 São classificadas quanto a forma, grau de 
agregação, parede celular. 
Forma: Podem ser classificadas como: 
Cocos - Em forma esférica ou subesférica 
 
 
 
 
Bacilos – Em forma de bastonetes 
 
 
 
 
Vibrião – Em forma de vírgula 
 
 
 
Espirilo – Em forma de espiral/ ondulada 
 
 
 
Espiroqueta – Em forma acentuada de espiral 
 
Grau de agregação: Podem ser classificadas 
como 
Diplococo - De forma esférica agrupada por 
pares 
 
 
 
Estreptococos – Formam um colar 
 
Sarcina – Forma cúbica 
 
 
 
 
Diplobacilos – Bacilos reunidos 2 a 2 
 
Estreptococos – Bacilos alinhados em cadeia 
 
 
 
Quanto a parede celular: 
Gram positivas – Possuem parede celular grossa, 
de várias camadas e compostas 
principalmente de peptídeoglicano que 
envolve a menbrana citoplasmática. Durante o 
processo de coloração elas ficam roxas. 
 
Gram negativas – Possuem parede celular mais 
complexa, composta por duas membrana 
situadas fora da membrana citoplasmática. 
Durante o processo de coloração elas ficam 
vermelhas/ rosa pink. 
 
Bacilos álcool ácido resistentes ( BAAR) – 
Possuem paredes celular com grande 
quantidade de lipídios e por esse motivo não 
são facilmente coradas sendo necessário 
passar por um processo de descoramento por 
uma solução álcool- ácido, por esse motivo 
levam esse nome. Sua coloração se torna 
laranja/ amarelado. 
 
ESTRUTURA BACTERIANA 
 
• Nucleóide : o cromossoma bacteriano consiste 
numa única molécula circular de DNA que 
determina as características da célula e 
comanda as suas atividades. 
 
Citoplasma : solução aquosa na qual estão 
suspensos todos os componentes internos; 
pode conter substâncias úteis para a célula 
como enzimas e substâncias de reserva. 
• Ribossomas: pequenos corpos granulares, 
com os quais ocorre a síntese de proteínas; 
movem-se livremente no citoplasma. 
 
• Menbrana Plasmática: envolve a célula 
bacteriana controlando as trocas de 
substâncias com o exterior; pode formar 
invaginações para o interior em cuja superfície 
se realizam processos como a respiração ou a 
fotossíntese. 
• Parede celular: invólucro semi-rígido que dá 
forma às bactérias e as protege contra vírus e 
substâncias tóxicas. É formada por 
polissacarídeos e polipeptídeos. 
 
Cápsula: de aspecto gelatinosos, protege a 
bactéria da dessecação, dos vírus 
bacteriófagos, células fagocitárias e 
anticorpos. Alguns antibióticos, como a 
penicilina, atuam inibindo a produção de 
cápsulas. 
 
• Píli ou Fímbrias: numerosos apêndices 
filamentosos, de natureza proteica, muito 
mais curtos e finos do que os flagelos; 
facilitam a aderência da bactéria a substratos 
sólidos ou aos tecidos dos organismos 
parasitados. 
 
• Flagelo: as bactérias podem apresentar um 
número variável de flagelos, os quais, rodando 
sobre a sua base, permitem que a célula se 
movimente. 
METABOLISMO CELULAR 
 
• Podem ser: 
 
Bactérias Aeróbias: São bactérias que vivem na 
presença de oxigênio ( O2) 
 
Bactérias Anaeróbias : São bactérias que vivem 
na ausência de oxigênio ( O2) 
 
Bactérias Autotróficas: São bactérias que 
produzem seu próprio alimento, através da 
 
Luz solar no processo chamado fotossíntese, 
mas as bactérias não possuem cloroplasto e 
sim bacterioclorofila. 
 
 
Fototróficos: São bactérias que utilizam CO2 
como principal fonte de carbono e são 
conhecidos como heterotróficas ( não possui 
capacidade de produzir seu próprio alimento) 
 
• Quimiotrófico: São bactérias que utilizam CO2 
como fonte de carbono e oxidam compostos 
orgânicos ou elementos químicos para a 
obtenção de energia. Esse tipo de bactéria é 
conhecida como autotrófica ( são capazes de 
produzirem seu próprio alimento) 
 
NUTRIÇÃO BACTERIANA 
• São divididas em macronutrientes e 
micronutrientes. 
 
Macronutrientes: São eles 
Carbono: Presente na maioria das substâncias 
que compõe a celula. 
Oxigênio: Também é um elemento importante 
em várias moléculas orgânicas e inorgânicas 
 
• Hidrogênio: Constitui um elemento comum de 
todo material celular 
 
Nitrogênio: É componente de proteínas e ácidos 
nucleicos, além de vitaminas e outros 
compostos celulares. 
 
Enxofre: Faz parte de aminoácidos, vitaminas e 
grupos protéicos de várias proteínas 
importantes. 
• Fósforo: Podem estar envolvidas com o 
armazenamento de energia ou atuar como 
reguladores de processos metabólicos. 
 
Micronutrientes: Os elementos ferro, magnésio, 
manganês, cálcio, zinco, potássio,sódio, 
cobre, cobalto entre outros são encontrados 
sempre na forma inorgânica. São necessários 
ao desenvolvimento microbiano, mas em 
quantidades variáveis dependendo do 
elemento e do microorganismo considerados. 
FASES DE CRESCIMENTO BACTERIANO 
• Suas fases são: 
 
Fase Lag: No início, durante um período de 
tempo o número de células sofre pequenas 
variações, devido as bactérias não se 
reproduzirem imediatamente quando 
colocadas em um novo meio de cultura. Esse 
período pode se estender por horas ou vários 
dias 
 
• Fase Log: Passado a fase lag as células iniciam 
o processo de divisão celular. Neste estágio o 
tempo de geração atinge valores constantes e 
é também neste estágio o período de maior 
atividade metabólica. Na fase log a colônia é 
extremamente sensível a variações ambientais 
podendo comprometer fases importantes do 
desenvolvimento bacteriano. 
 
Fase estacionária: É a fase onde há o termino 
dos nutrientes devido o excesso de produtos 
metabólicos tóxicos. Assim o número de novas 
 bactérias se equivalem ao número de bactérias 
mortas. 
 
Fase do declínio ou morte celular: Nesta fase o 
número de bactérias mortas excedem o 
número de novas bactérias e assim o declínio 
no gráfico. Esta fase perdura até que fiquem 
pouquissimas bactérias ou ocorrer a extinção 
da colônia. 
REPRODUÇÃO BACTERIANA 
 • A reprodução mais comum nas bactérias é a 
assexuada e podem ser: 
Bipartição ou cissiparidade: Ocorre a duplicação 
do DNA bacteriano e uma posterior divisão 
em duas células. As bactérias se multiplicam 
muito rapidamente por esse processo quando 
dispõe de condições favoráveis ( duplica em 
20 minutos) 
 
• Esporulação: algumas espécies de bactérias 
originam, sob certas condições ambientais, 
estruturas resistentes denominadas esporos. 
A célula que origina o esporo se desidrata, 
forma uma parede grossa e sua atividade 
metabólica torna-se muito reduzida. Certos 
esporos são capazes de se manter em estado 
de dormência por dezenas de anos. Ao 
encontrar um ambiente adequado, o esporo 
se reidrata e origina uma bactéria ativa, que 
passa a se reproduzir por divisão binária. 
• Os esporos são muito resistentes ao calor e, 
em geral, não morrem quando expostos à 
água em ebulição. Por isso os laboratórios, 
que necessitam trabalhar em condições de 
absoluta assepsia, costumam usar um 
processo especial, 
denominado autoclavagem, para esterilizar 
líquidos e utensílios. O aparelho onde é feita a 
esterilização, a autoclave, utiliza vapor de 
água a temperaturas da ordem de 120ºC, sob 
uma pressão que é o dobro da atmosférica. 
Após 1 hora nessas condições, mesmo os 
esporos mais resistentes morrem. 
• A indústria de enlatados toma medidas 
rigorosas na esterilização dos alimentos para 
eliminar os esporos da bactéria Clostridium 
botulinum. Essa bactéria produz o botulismo, 
infecção frequentemente fatal. 
 
• Reprodução sexuada : Para as bactérias 
considera-se reprodução sexuada qualquer 
processo de transferência de fragmentos de 
DNA de uma célula para outra. 
• Depois de transferido, o DNA da bactéria 
doadora se recombina com o da receptora, 
produzindo cromossomos com novas misturas 
de genes. Esses cromossomos recombinados 
serão transmitidos às células-filhas quando a 
bactéria se dividir. A transferência de DNA de 
uma bactéria para outra pode ocorrer de três 
maneiras: por transformação,transdução e 
por conjugação. 
• Transformação: Na transformação, a bactéria absorve 
moléculas de DNA dispersas no meio e são 
incorporados à cromatina. Esse DNA pode ser 
proveniente, por exemplo, de bactérias mortas. Esse 
processo ocorre espontaneamente na natureza. 
Os cientistas têm utilizado a transformação como uma 
técnica de Engenharia Genética, para introduzir 
genes de diferentes espécies em células bacterianas. 
• Transdução: Na transdução, moléculas de DNA 
são transferidas de uma bactéria a outra 
usando vírus como vetores (bactériófagos). 
Estes, ao se montar dentro das bactérias, 
podem eventualmente incluir pedaços de DNA 
da bactéria que lhes serviu de hospedeira. Ao 
infectar outra bactéria, o vírus que leva o 
DNA bacteriano o transfere junto com o 
seu. Se a bactéria sobreviver à infecção viral, 
pode passar a incluir os genes de outra 
bactéria em seu genoma. 
• Conjugação: Na conjugação bacteriana, 
pedaços de DNA passam diretamente de uma 
bactéria doadora, o "macho", para uma 
receptora, a "fêmea". Isso acontece através de 
microscópicos tubos protéicos, chamados pili, 
que as bactérias "macho" possuem em sua 
superfície. 
O fragmento de DNA transferido se recombina 
com o cromossomo da bactéria "fêmea", 
produzindo novas misturas genéticas, que 
serão transmitidas às células-filhas na próxima 
divisão celular. 
 
 
 
 
MICROBIOLOGIA 
MICROBIOLOGIA 
• Definição 
– Ramo da biologia que estuda microrganismos, patogênicos ou não 
• Bactérias 
• Vírus 
• Fungos 
• Protozoários 
• Algas 
– Histórico 
• Louis Pasteur (1822-1895) Químico 
– derrubou geração espontânea 
– Aeróbio/anaeróbio 
– Pasteurização 
– Mudanças nas práticas hospitalares 
– Vacinas 
» Varicela, antraz e erisipela em porcos 
» Raiva (humana) 
– Importância: 
• Medicina 
• Veterinária 
• Indústria de alimentos 
• Indústria de medicamentos, etc 
Bactérias 
Fungos 
Vírus 
Estrutura Célula Eucariota 
• Etmologia 
– Eu = verdadeiro 
– Carion = núcleo 
• Organelas celulares envolvidas por membrana 
• Estrutura 
– Membrana celular 
– Núcleo 
– Citoplasma 
– Organelas (RER, REL, C.Golgi, Ribossomos, Lisossomos, 
Mitocôndrias, Plastos) 
– Parede celular 
– Estruturas locomotoras 
• Cílios 
• Flagelos 
Estrutura Célula Procariota 
• Etmologia 
– Pro = falso 
– Carion = núcleo 
• Organelas celulares não envolvidas por membrana 
• Estrutura 
– Membrana celular 
– Citoplasma 
– Parede celular 
– Estruturas de resistência (esporos) 
– Estruturas locomotoras 
• Cílios 
• Flagelos 
– Pili ( = fímbrias) 
• Fixação 
• Reprodução 
Comparação entre células 
eucarióticas e 
procarióticas 
Células Eucarióticas 
Células Procarióticas 
Vegetal Animal 
Distribuição biológica 
Todos os vegetais, fungos e 
algas 
Todos os animais e 
protozoários 
Todas as bactérias 
Membrana nuclear Presente Presente Ausente 
Outras estruturas 
membranosas além 
da membrana celular 
Presentes Presentes 
Em geral, ausentes, 
exceto os 
mesossomos e as 
membranas 
fotossintéticas 
Microtúbulos Presentes Presentes Ausentes 
Ribossomos 
citoplasmáticos 
80S 80S 70S 
Cromossomos DNA + proteínas DNA + proteínas DNA 
Flagelos ou cílios 
Complexos, quando 
presentes 
Complexos, quando 
presentes (sistema 
respiratório, 
protozoários ciliados) 
Quando presentes, 
apresentam estrutura 
protéica contorcida 
simples, não possuem 
cílios 
Parede celular 
Quando presente, 
constituição química 
simples (geralmente 
celulose) 
Ausente 
Constituição química 
complexa 
Fotossíntese Presente Ausente Cianobactérias 
REINO 
MONERA 
Algumas Bactérias de interesse em saúde: 
• Staphylococcus aureus 
• Sthaphylococcus epidermidis 
• Sthaphylococcus saprophiticus 
• Streptococcus pneumoniae 
• Mycobacterium tuberculosis 
• Escherichia coli 
• Proteus sp 
• Vibrio cholerae 
• Klebsiela pneumoniae 
• Salmonella sp 
• Shigella sp 
• Pseudomonas aeruginosa 
• Neisseria gonorrhoeae 
• Treponema pallidum 
• Streptococcus agalactiae 
• Mycobacterium leprae 
• Clostridium tetani 
• Clostridium botulinum 
• Helicobacter pylori 
B
a
c
té
ri
a
s
 
Bactérias 
• Introdução 
– Procariotas 
– Unicelulares 
– UFC 
Bactérias• Estrutura da célula bacteriana 
 
Bactérias 
• Classificação 
–Quanto à morfologia 
• Cocos 
• Bastonetes 
• Espirilos 
• Vibriões 
Estrutura da célula bacteriana 
Bactérias 
• Classificação 
–Quanto às características tintoriais 
•Gram 
–Positivo 
–Negativo 
Bactérias 
• Técnica de coloração de Gram 
 
Bactérias 
• Classificação 
–Quanto às características tintoriais 
• Ziehl-Nielsen 
–Positivo 
–Negativo 
Bactérias 
• Classificação 
–Quanto à necessidade de O2 
• Aeróbia obrigatória 
• Microaerófila (5% O2) 
• Anaeróbia 
–Obrigatória 
–Facultativa 
–Quanto à motilidade 
• Móvel 
• Imóvel 
Bactérias 
• Classificação 
–Quanto à temperatura ótima 
Categoria 
T°C de crescimento 
Mínima Ótima Máxima 
Termófilas 25 50-60 113 
Mesófilas 10 20-40 45 
Psicrófilas -5 10-20 30 
Bactérias 
• Classificação 
–Quanto ao pH 
pH Categoria 
1 a 5,4 Acidófilas 
5,4 a 8,5 Neutrófilas 
>= 8,5 Basófilas 
Bactérias 
• Habitat humano 
–Trato digestivo (boca ao ânus) 
–Trato respiratório (nariz aos pulmões) 
–Pele e mucosa 
–Olhos 
–Ouvidos 
–Vagina 
–Uretra 
Bactérias 
• Reprodução Assexuada 
–Divisão binária simples 
 
Bactérias 
• Reprodução Sexuada 
• Conjugação 
–Transferência de material genético entre 
bactérias 
• Transdução 
–Participação viral 
• Transformação 
–Material genético no meio 
Bactérias 
• Fatores que afetam o crescimento bacteriano 
– Nutrientes 
– Umidade 
– Temperatura 
– pH 
– Pressão Osmótica e Salinidade 
– Pressão Barométrica 
– Atmosfera gasosa 
Bactérias 
• Cultura bacteriana 
–Meios de cultura 
• Líquidos 
• Semi-sólidos 
• Sólidos 
Bactérias 
• Cultura bacteriana 
–Tempo de incubação 
–Tempo de geração 
• 20 min  E coli, Vibrio cholerae, 
Staphylococcus e Streptococcus 
• 10 min  Pseudomonas sp e Clostridium sp 
• 18 a 24 h  Mycobacterium tuberculosis 
–Contagem da população bacteriana 
• Unidade Formadora de Colônia - UFC 
Bactérias 
• Curva crescimento bacteriano: 4 fases 
• 1) Lag 
– Absorção nutrientes 
– ↑ atividade enzimática N° de indivíduos ~ constante 
– Preparo para a divisão 
• 2) Log 
– N° indivíduos aumenta de maneira constante 
N° células 
bacterianas 
1 2 4 8 16 32 64 128 256 512 1024 2048 
Progressão 
geométrica (razão 2) 2° 2¹ 2² 2³ 2
4 25 26 27 28 29 210 211 
Bactérias 
• N° UFC’s após um determinado n° de 
gerações é dado por: 
–N = No x 2n , onde: 
–N = N° de UFC’s após um determinado n° de 
gerações 
–No = Número de UFC’s inicial 
–n = número de gerações 
Bactérias 
• Exemplos: 
– I) 2 UFC’s, daqui a 11 gerações, darão quantas UFC’s? 
• N = No x 2n  N = 2 x 211  N = 2 x 2048 = 4096 UFC’s 
– II) 1000000 UFC’s, daqui a 9 gerações, serão quantas? 
• N=No x 2nN=1000000 x 29N=1106x29=512000000=5,12108 UFC’s 
– III) Em quantas gerações 10000 UFC’s alcançam 1000000 UFC’s? 
• Os cálculos com UFC utilizam n° muito grandes, o uso de logaritmo é uma 
prática comum. Logando os dois membros da equação, tem-se: 
– a) Log N = Log No x Log 2n 
– b) Log N = Log No x n x Log 2 (Log 2 = 0,301) 
– c) Log N = Log No x n x 0,301 
– d) n x 0,301 = Log N – Log No 
– e) n = (Log N – Log No)/0,301 
Bactérias 
• Curva de crescimento bacteriano 
• 3) Estacionária 
– diminui a velocidade de reprodução 
– Número de indivíduos ~ constante 
• 4) Declínio 
– N° indivíduos diminui, tendendo a zero 
Curva de Crescimento Bacteriano 
Bactérias 
• Biofilmes 
 
• Ponto de morte térmica 
– < T°C que mata 100 % dos microorganismos em 
suspensão em 10 (dez) minutos 
 
• Tempo de morte térmica 
– < tempo que mata 100 % dos microorganismos em 
suspensão a uma dada temperatura 
Sítios de doenças bacterianas em humanos 
–Pele 
–Ouvido 
–Olhos 
–Sistema respiratório 
–Cavidade oral 
–Trato gastrointestinal 
–Sistema geniturinário 
–Sexualmente transmissíveis 
–Circulatório 
–Sistema Nervoso Central