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Neves e Pedro Ivo 
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295. (CESPE / Procurador - PGE - RR / 2004) A relação de causalidade 
não se aplica aos delitos formais. 
Gabaritos – Capítulo 3
78 E 91 E 103 E 115 E 127 E 139 E 151 C 163 E 175 E 
79 E 92 C 104 E 116 C 128 E 140 E 152 E 164 E 176 E 
80 C 93 C 105 C 117 C 129 C 141 C 153 C 165 C 177 C 
81 E 94 E 106 E 118 E 130 E 142 E 154 E 166 E 178 E 
82 C 95 E 107 E 119 E 131 E 143 E 155 E 167 C 179 E 
83 C 96 E 108 E 120 E 132 C 144 E 156 E 168 E 180 E 
84 E 97 C 109 E 121 C 133 E 145 E 157 E 169 C 181 E 
85 E 98 C 110 E 122 E 134 E 146 E 158 E 170 C 182 C 
87 C 99 E 111 E 123 E 135 E 147 E 159 C 171 C 183 C 
88 C 100 E 112 C 124 E 136 C 148 E 160 E 172 C 184 C 
89 C 101 E 113 E 125 E 137 E 149 E 161 E 173 E 185 E 
90 E 102 C 114 E 126 E 138 C 150 E 162 E 174 C 186 C 
187 C 199 E 211 E 223 E 235 E 247 E 259 E 271 C 283 C 295 C
188 E 200 C 212 C 224 E 236 C 248 C 260 C 272 E 284 C 
189 C 201 C 213 E 225 E 237 E 249 C 261 E 273 C 285 E 
190 E 202 C 214 C 226 C 238 C 250 E 262 C 274 E 286 E 
191 E 203 E 215 C 227 C 239 C 251 C 263 E 275 E 287 C 
192 C 204 C 216 E 228 C 240 C 252 E 264 E 276 C 288 C 
193 E 205 E 217 E 229 C 241 C 253 C 265 E 277 C 289 E 
194 C 206 C 218 E 230 E 242 C 254 C 266 E 278 E 290 C 
 
1001 Questões Comentadas – Direito Penal – CESPE 
Eduardo Neves e Pedro Ivo 
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195 C 207 C 219 E 231 E 243 E 255 E 267 E 279 E 291 C 
196 E 208 E 220 E 232 E 244 C 256 E 268 C 280 C 292 E 
197 C 209 E 221 C 233 E 245 C 257 E 269 E 281 E 293 C 
198 E 210 E 222 E 234 E 246 E 258 E 270 C 282 E 294 C 
Comentários – Capítulo 3
78. Errado. O art. 23 em seu parágrafo único é expresso ao afirmar 
que o agente, em qualquer das hipóteses do artigo, responderá pelo 
excesso doloso ou culposo. Não há exclusão de nenhuma das quatro 
excludentes genéricas, seja estado de necessidade, legítima defesa, 
estrito cumprimento do dever legal ou exercício regular de direito. 
79. Errado. O tema é exposto no art. 15 do Código Penal. O agente 
que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução – desistência 
voluntária - ou impede que o resultado se produza – arrependimento 
eficaz, só responde pelos atos já praticados. A redução de pena de um a 
dois terços dá-se no 
80. Correto. A cogitação é uma das etapas do iter criminis ou fases do 
crime. Nela há uma idealização do crime, mas para que o agente seja 
punido pelo Estado, é necessário que ele execute os atos que 
caracterizem o tipo penal e não somente os imagine. 
81. Errado. A primeira parte da questão está de acordo com o art. 17 
do Código Penal que afirma ser impossível a consumação do crime por 
ineficácia absoluta do meio ou absoluta impropriedade do objeto. Já a 
segunda parte, que trata do crime putativo, está incorreta. Crime 
putativo ou imaginário é aquele no qual o agente pensa estar praticando 
uma conduta típica quando, na verdade, o fato não constitui crime. Se o 
crime não existe por ser imaginário, também não há consumação ou 
exaurimento. 
82. Correto. A violação do dever objetivo de cuidado nos crimes 
culposos advém da imprudência, negligência ou imperícia. Estas são as 
modalidades de culpa que causam a ocorrência do resultado 
naturalístico danoso. Como os crimes culposos são crimes materiais, é 
necessário a ocorrência do nexo causal entre a conduta do agente que 
viola o seu dever de cuidado e o resultado dela proveniente. 
 
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83. Correto. O exaurimento acontece depois de percorrido todo o iter 
criminis ou “caminho do crime”, qual seja, cogitação, preparação, 
execução e consumação. Ele é uma fase do delito presente em apenas 
determinadas infrações penais como, por exemplo, na obtenção do 
resgate no crime de sequestro, art. 148 do CP. O crime já havia se 
consumado com a privação de liberdade da pessoa. No entanto, seu 
exaurimento se dá com o recebimento do dinheiro, ou seja, após sua 
consumação. 
84. Errado. A desistência voluntária e o arrependimento eficaz 
caracterizam-se, respectivamente, quando o agente , voluntariamente, 
desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza. 
Quando cabível sua aplicação o agente só responderá pelos atos já 
praticados. O arrependimento posterior tem sua definição no art. 16 do 
CP segundo o qual nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça 
à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa por ato voluntário do 
agente, até o recebimento da denúncia ou da queixa, a pena será 
reduzida de um a dois terços. Percebe-se que apenas o arrependimento 
posterior constitui causa de diminuição da pena. 
85. Errado. Preceitua o art. 17 do Código Penal que não se pune a 
tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta 
impropriedade do objeto, seja impossível consumar-se o crime. Logo, se a 
ineficácia do meio for relativa ou no caso da impropriedade relativa do 
objeto, restará presente a tentativa. 
86. Errado. O enunciado destoa do dispositivo legal, art. 22 do Código 
Penal, que assevera que, caso o fato seja cometido em estrita obediência 
à ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só será 
punível o autor da ordem. 
87. Correto. A vontade é um dos elementos da conduta humana. A 
coação física irresistível afasta a voluntariedade do ato excluindo assim a 
conduta do agente e, por consequência, a tipicidade. O coacto não 
pratica crime, pois o fato será atípico. 
88. Correto. De acordo com a teoria normativa pura, o dolo e a culpa 
passam a pertencer à conduta, inserindo-se no fato típico e não mais na 
culpabilidade. Esta se converte em um juízo de censura, a 
reprovabilidade da conduta típica e antijurídica. 
89. Correto. Reproduz-se a literalidade do art. 13, §1°, do CP. Um 
exemplo tradicional auxilia o entendimento do dispositivo: “X” fere “Y” 
que, acudido rapidamente, vem a falecer no hospital em consequência de 
um incêndio lá ocorrido. É importante observar que o incêndio foi uma 
causa superveniente relativamente independente que produziu, por si só, 
 
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o resultado morte, rompendo o nexo causal. Dessa forma, “X” responderá 
somente pelos atos até então praticados. 
90. Errado. Dispõe o art. 23, parágrafo único, que o agente, em 
qualquer das hipóteses do artigo, responderá pelo excesso doloso ou 
culposo. Essa regra é válida para as quatro excludentes de 
antijuridicidade: estado de necessidade, legítima defesa, estrito 
cumprimento do dever legal e exercício regular de direito. 
91. Errado. A primeira parte do art. 21 do Código Penal afirma, 
taxativamente, que o desconhecimento da lei é inescusável. Não faz 
qualquer exceção, ou seja, a lei é válida para todos, sem distinção ou 
particularidades. 
92. Correto. A questão recorre à literalidade do §1° do art. 20 do CP, 
que aborda o instituto das descriminantes putativas, na qual o agente 
pratica o ato e supõe estar acobertado por uma das excludentes de 
ilicitude, quando na verdade, não está. 
93. Correto. De acordo com a teoria psicológica, desenvolvida por 
Franz von Liszt e Ernst von Beling, a culpabilidade apresenta-se na 
ligação psíquica entre o sujeito e o crime. Dessa forma, dolo e culpa 
seriam as formas ou espécies de culpabilidade e seu pressuposto 
fundamental seria a imputabilidade. 
94. Errado. Prevê o Código Penal em seu art. 20 o erro sobre elemento 
do tipo, excluindo o dolo e permitindo a punição por crime culposo, se 
previsto em lei. Erra a questão ao afirmar peremptoriamente que o erro 
exclui o dolo e a culpa, diferindo do artigo. 
95. Errado. Conforme preceituado no § 1° do art. 24 do Código Penal, 
não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de 
enfrentar o perigo. Assim, bombeiros, salva-vidas