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razão do número de delitos praticados, e não, à luz das 
circunstâncias judiciais analisadas na primeira fase da dosimetria da 
pena. 
413. (CESPE / Defensor - DPU / 2010) Em caso de concurso formal de 
crimes, a pena privativa de liberdade não pode exceder a que seria 
cabível pela regra do concurso material. 
414. (CESPE / Defensor - DPU / 2010) Não se admite a concessão de 
livramento condicional ao condenado por crime doloso, cometido com 
violência ou grave ameaça à pessoa. 
415. (CESPE / Defensor - DPU / 2010) A sentença que concede a 
suspensão condicional da pena pode especificar outras condições a que 
fica subordinada a suspensão, além das legalmente previstas, desde que 
adequadas ao fato e à situação pessoal do condenado. 
416. (CESPE / Administração – PM-DF / 2010) O principal efeito da 
condenação é a imposição de pena ou medida de segurança e, entre os 
efeitos secundários de natureza extrapenal, há o dever de indenizar pelo 
dano causado pelo crime, que não precisa vir expresso na sentença penal 
condenatória. 
417. (CESPE / Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009) Segundo a teoria 
finalista, a pena tem a dupla função de punir o criminoso e prevenir a 
prática do crime pela reeducação e pela intimidação coletiva. 
 
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418. (CESPE / Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009) A medida de 
segurança possui finalidade preventiva e visa ao tratamento dos 
inimputáveis que demonstrarem, pela prática delitiva, potencialidade 
para novas ações danosas, razão pela qual não se aplicam os princípios 
da irretroatividade da lei penal mais grave e da anterioridade a essa 
espécie de sanção penal. 
419. (CESPE / Soldado – PM-DF / 2009) A execução da pena no regime 
fechado ocorre em estabelecimento de segurança máxima ou média; no 
regime semiaberto, em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento 
similar e, no regime aberto, em casa de albergado ou estabelecimento 
adequado. 
420. (CESPE/ OAB /2009.1) As medidas de segurança têm finalidade 
essencialmente retributiva. 
421. (CESPE/ OAB /2009.1) Segundo entendimento doutrinário 
balizador das normas aplicáveis à espécie, as teorias tidas por absolutas 
advogam a tese da aplicação das penas para a prevenção de futuros 
delitos. 
422. (CESPE/ OAB /2009.1) As teorias tidas por relativas advogam a 
tese da retribuição do crime, justificada por seu intrínseco valor 
axiológico, que possui, em si, seu próprio fundamento. 
423. (CESPE/ OAB /2009.1) O ordenamento jurídico brasileiro não 
reconheceu somente a função de retribuição da pena, sendo certo que a 
denominada teoria mista ou unificadora da pena é a mais adequada ao 
regime adotado pelo CP. 
424. (CESPE / Defensor Público – PI / 2009) O crime continuado é uma 
ficção jurídica, pois há uma pluralidade de delitos, mas o legislador 
presume que eles constituem um só crime, apenas para efeito de sanção 
penal. 
425. (CESPE / Defensor Público – PI / 2009) A progressão de regime, no 
caso dos condenados pela prática de crimes hediondos ou equiparados, 
ocorre após o cumprimento de dois quintos da pena, se o apenado for 
primário, e de dois terços, se for reincidente. 
 
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426. (CESPE / Delegado – PC-RN / 2009) A reincidência penal não pode 
ser considerada como circunstância agravante e, simultaneamente, como 
circunstância judicial. 
427. (CESPE / Delegado – PC-RN / 2009) A reincidência, prevista no CP 
como agravante genérica, influi no prazo da prescrição da pretensão 
punitiva. 
428. (CESPE/ Delegado – PC-RN /2009) É possível a substituição de 
pena de réu reincidente (reincidência genérica) que for condenado por 
crime não violento com pena igual ou inferior a quatro anos, desde que a 
aludida reincidência não seja oriunda da prática do mesmo crime e a 
medida seja socialmente recomendável. 
429. (CESPE / Analista Judiciário – TRE-MA / 2009) Ainda que 
favoráveis as circunstâncias judiciais, é inadmissível a adoção do regime 
prisional semi-aberto aos reincidentes condenados à pena privativa de 
liberdade igual ou inferior a quatro anos. 
430. (CESPE/ Agente de Polícia – PC-RN /2009) Os crimes apenados 
com reclusão se submetem aos regimes fechado e semi-aberto, enquanto 
os apenados com detenção se submetem aos regimes aberto e prisão 
simples. 
431. (CESPE / Defensor – DP-ES / 2009) Cabe substituição da pena 
privativa de liberdade por pena restritiva de direitos, se forem 
preenchidos os demais requisitos legais, mesmo que o condenado seja 
reincidente, desde que, em face da condenação anterior, a medida seja 
socialmente recomendável e a reincidência não tenha sido motivada pela 
prática do mesmo crime. 
432. (CESPE / Defensor – DP-ES / 2009) A condenação tem como efeito 
genérico tornar certa a obrigação de reparar o dano. Esse efeito é 
automático, não precisa ser expressamente pronunciado pelo juiz na 
sentença condenatória e destina-se a formar título executivo judicial para 
a propositura de ação civil ex delicto. 
433. (CESPE / Juiz Substituto – TRF 2ª Região / 2009) Havendo 
concurso de crimes, as penas de multa não serão aplicadas de forma 
 
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autônoma e integral, mas seguindo a regra da pena privativa de 
liberdade. 
434. (CESPE / Juiz Substituto – TRF 2ª Região / 2009) Em caso de 
crime continuado, o aumento efetuado pelo juiz em face da continuidade 
não poderá exceder o resultado que ocorreria em caso de concurso 
material de delitos. 
435. (CESPE / Juiz Substituto – TRF 2ª Região / 2009) No concurso de 
causas de aumento ou de diminuição previstas na parte especial, não 
pode o juiz limitar-se a um só aumento ou a uma só diminuição, devendo 
proceder a todos os aumentos ou diminuições legalmente previstos. 
436. (CESPE / Juiz Substituto – TRF 2ª Região/ 2009) A condenação 
anterior à pena de multa não impede a suspensão da pena, se presentes 
os demais requisitos. 
437. (CESPE / Juiz Substituto– TRF 2ª Região / 2009) É incabível o 
livramento condicional para o condenado por crime doloso cometido com 
violência ou grave ameaça à pessoa, mesmo se as condições pessoais não 
fizerem presumir que o condenado não voltará a delinquir. 
438. (CESPE / Defensor - DPE-AL / 2009) É inadmissível a substituição 
de pena privativa de liberdade por restritiva de direitos ao réu 
reincidente, ainda que a substituição seja socialmente recomendável e se 
trate de reincidência genérica. 
439. (CESPE / Defensor - DPE-AL / 2009) Quanto às suas finalidades, 
segundo a teoria eclética ou conciliatória, a pena tem dupla função: 
punir o criminoso e prevenir a prática do crime. 
440. (CESPE / Defensor - DPE-CE / 2009) Em caso de superveniência 
de doença mental ao condenado, a execução da pena de multa não será 
suspensa. 
441. (CESPE / Analista Judiciário - TSE / 2008) A relação de penas 
alternativas deve ser interpretada de maneira ampliativa, sendo 
permitido ao juiz condenar o réu a pena alternativa diversa daquelas 
previstas. 
 
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442. (CESPE / Analista Judiciário - TSE / 2008) A prestação pecuniária 
e a multa são institutos equivalentes, pois, nas duas, o montante 
adquirido pelo Estado é dirigido em favor de pessoas, como, por exemplo, 
a vítima e seus dependentes ou entidades particulares com destinação 
social. 
443. (CESPE / Analista Judiciário - TSE / 2008) A prestação pecuniária 
se confunde com o valor indenizatório deduzido no juízo cível, pois os 
dois institutos têm caráter reparatório, sendo considerados indenização 
ou compensação pelos danos ocorridos com o delito. 
444. (CESPE / Analista Judiciário - TSE /