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1 1 Barreiras à entrada, dissuasão à entrada e comportamento predatório A. Noção de barreiras à entrada (BE) B. Causas da existência de barreiras a entrada (Bain) C. Sectores com BE D. Dados sobre entrada e saída de empresas E. Dissuasão à entrada e comportamento estratégico 1 - Estratégia do preço limite 2 - Investimento estratégico para evitar entrada (redução dos custos de produção, publicidade) 3 - Subir os custos da empresa rival 4 - Preços predatórios F. Vantagens em entrar em pequena escala 2 A. Noção de barreiras à entrada (BE) BE: qualquer factor que impeça novas empresas de entrarem num mercado mesmo quando as empresas instaladas estão a ter lucros anormais => permite as empresas instaladas terem lucros anormais mesmo no longo prazo. 3 B. Causas da existência de barreiras a entrada (Bain) 1- Vantagens absolutas de custos da empresa instalada (EI) 2- Economias de escala e de rede (externalidades de rede) 3 - Diferenciação do produto Nós vimos outros factores 4- Barreiras legais: licenças e patentes 5- Controlo de inputs 4 1 - Vantagens de custos das empresas instaladas Quando as EIs têm a capacidade para produzir qualquer quantidade a um custo unitário de longo prazo mais baixo do que as empresas que entram no mercado (EEs): Ex.: CMLPI = 4€ < CMLPE = 6€ Duas possíveis razões: 1ª) Maior eficiência organizativa, resultante da aprendizagem com a experiência. 2ª) Tecnologia criada com a experiência e protegida por patentes. 5 4€ = CMLPI Q P, CMLP 6€ = CMLPE DM A P0 = CMLPE - ∂ Q0 6 Neste quadro, as EIs podem ↑ P acima dos seus CMLP até a um nível ligeiramente inferior aos CMLPE, seja 5.99€, sem provocar a entrada => ⇒ EIs terão lucros anormais no longo prazo = área A. • Pouca importância na prática deste tipo de BE: - No estudo de Mann (1966) 13 indústrias do UK, apenas em duas se verificaram vantagens de custos altas das EIs sobre as EEs. 2 7 2. Economias de escala e inexistência de espaço no mercado para novas empresas • Acontece quando a escala mínima eficiente (EME) é grande em relação à dimensão do mercado (DM): P Q CMLPI = CMLPE DM QmQm/2 CMLP0 2*Q1 P1 APm 8 Suponha que inicialmente a EI está a vender Qm => preço = Pm => lucros anormais = A. Com a entrada de uma nova empresa, podemos considerar dois casos extremos: i) A EI mantém o preço e a EE segue-a ( podem estabelecer um acordo de cartel ao preço inicial de monopólio) ⇒ Quantidade procurada de mercado continua igual a Qm ⇒ Cada empresa produz Qm/2 ⇒Ambas as empresas ficam com CMLP0 > Pm => 9 ⇒ambas ficam com lucros negativos = B ⇒ uma terá de sair, e a que ficar terá lucros anormais Pelo que inicialmente EE opta por não entrar ⇒a EI tem lucros anormais = A no LP. Conclusão: Só há espaço para uma empresa, e a instalada beneficiou do facto de se ter instalado primeiro. 10 ii) Ambas as empresas insistem em manter a produção igual a Qm => Duplicação da produção de Qm para 2*Qm => ⇒ grande ↓ preço, para P1 < CMLP => ⇒Ambas as empresas ficam com lucros negativos => ⇒ uma terá de sair, e a que ficar terá lucros anormais. 11 Neste contexto => a EE opta por não entrar => => EI terá lucros anormais = A no longo prazo. Em suma: só há espaço para uma empresa, e a instalada beneficiou do facto de se ter instalado primeiro. Em qualquer caso intermédio (entre i) e ii) ), o mesmo poderia suceder 12 3. Diferenciação do produto e preferência dos consumidores pelos produtos das EIs A diferenciação do produto pode criar uma barreira à entrada: Os consumidores podem ter uma preferência por produtos de marca que já estão estabelecidos Podem preferir um bem a que já estão habituados e que conhecem E terem uma certa relutância em mudar para um bem novo que desconhecem => A empresa que entra primeiro pode ter uma vantagem de ter custos de marketing mais baixos (porque não tem rivais) 3 13 As empresas que entrem mais tarde podem ter custos de marketing mais altos porque têm de concorrer com os primeiros => pelo que a primeira empresa tem uma vantagem de custo e pode escolher um preço alto sem que outras empresas entrem (ou ganhem grande quota de mercado) 14 C. Sectores com BE: - BE Baixas: agricultura, construção, pequeno comércio serviços => sectores onde tende a haver forte concorrência - BE Altas: indústria, utilities, alguns serviços (bancos, telemóveis, seguros) e grandes cadeias de distribuição => sectores onde tendem a haver oligopólios ou monopólios 15 D. Dados sobre entrada e saída de empresas: - A evidência empírica mostra que em muitos mercados existe muita entrada e saídas de empresas (mesmo em em sectores estáveis) - Em sectores estáveis (que não estão em crescimento) as taxas de entrada e saída são aproximadamente iguais - As empresas entrantes (EE) são em geral menores que as empresas instaladas: produzem em média 20% da produção da empresa média do sector - Apesar de haver bastante entrada e saída de empresas, as 4 maiores empresas permanecem as maiores mais de 10 anos (em média) 16 Tende a existir uma grande taxa de mortalidade das empresas novas: Birch (1987) mostra que cerca de metade de todas as novas empresas vão a falência em menos de 5 anos Em sectores em crescimento por vezes: - ocorrem períodos com uma entrada em massa de empresas - que são por vezes seguidos por períodos em que saem bastantes empresas (onde são eliminadas as empresas mais fracas) 17 E. Dissuasão à entrada e comportamento estratégico Em 1995 o departamento de justiça dos EUA acusou a Microsoft de seguir práticas anticoncorrenciais Esta práticas tinham o objectivo de evitar o aparecimento ou o desenvolvimento de rivais no mercado de sistemas operativos A Microsoft impunha a seguinte condição para disponibilizar a informação necessária para as empresas desenvolverem aplicações para o Windows 95: - As empresas tinham de se comprometer a não desenvolver programas para sistemas operativos rivais durante 3 anos 18 Neste caso foram analisados e-mails dos gestores e documentos da Microsoft: - revelam que uma das principais preocupações estratégicas dos gestores era conseguir manter o (quase) monopólio e evitar o aparecimento de novos rivais 4 19 Problema de uma empresa instalada (EI) Considere um monopólio M (ou um mercado com poucas empresas que formam um cartel/conluio) A empresa escolhe um preço igual ao de monopólio, P = PM Esse preço tende a gerar lucros anormais muito altos Se houver fortes barreiras à entrada, estas empresas não sofrem a ameaça de entrada de novas empresas => Podem ter lucros substanciais por um período de tempo bastante longo 20 Mas caso não existem barreiras a entrada muito elevadas esta(s) empresa(s) tem um grande problema: ⇒ Possibilidade de entrada de novas empresas => ⇒ ↑ concorrência e ↑ oferta => ↓ preço => ⇒ ↓ lucros no longo prazo. 21 Quando as barreiras a entrada não são muito altas, as EI seguem por vezes estratégias para: - evitar a entrada de novos empresas rivais no mercado - ou para que empresas rivais abandonem o mercado Vamos ver 4 estratégias: 1- Estratégia do preço limite 2 - Investimento estratégico para evitar entrada (redução dos custos de produção, investimento em publicidade) 3 - Subir os custos da empresa rival 4 - Preços predatórios 22 1- Estratégia do preço limite: A EI escolhe o preço/produção de modo a não deixar procura restante suficiente para que outra empresa possa entrar e ter lucros Nos modelos desenvolvidos inicialmente: as potenciais empresas entrantes (EE) assumem que a EI não vai alterar a produção (ou em alternativa o preço) se uma nova empresa entrar no mercadoPelo que EE percebe que ao entrar no mercado, a produção total no mercado vai aumentar (produção da EE + mais produção actual da EI) => preço no mercado vai diminuir A EI pode escolher um preço mais baixo/ quantidade maior (do que a de monopólio) de modo a dissuadir a EE a entrar no mercado 23 Exemplo: Procura de mercado Qd=10-p Existe apenas uma empresa no mercado, EI, MC EI =0. Uma empresa pondera entrar neste mercado, EE: MC EE =0, FC=4.1 Se não houvesse ameaça de entrada: a EI comportava-se como um monopólio => Pm=5, QEI=5 Lucros: ΠEI =25 Mas se QEI=5, a EE vai querer entrar no mercado: Procura residual QR=10-p-QEI => QR=5-p => QEE=2.5 e P=2.5, ΠEE =P* QEE-CF= 2.5*2.5-4.1=2.15 >0 Com a entrada da EE, os lucros da EI vão ser menores: ΠEI =P* QEI = 2.5*5=10 24 A EI pode aumentar a sua produção/ baixar o preço de modo a tornar a entrada menos atractiva: Suponha que aumenta a produção para QEI=6 (e promete manter quantidade fixa em caso de entrada) Se EE entrar neste mercado, a procura residual é QR=10-p-QEE => QR=4-p (ver gráfico) => QEE=2 e P=2, ΠEE =P* QEE-CF= 4-4.1 <=> ΠEE < 0 A EE não vai querer entrar neste mercado se esperar que a EI vai manter a produção 5 25 Lucros da EI, ΠEI =P*QEI= (10-QEI)QEI=(10-6)*6� ΠEI = 24 Pelo que a EI prefere: - escolher um preço mais baixo e produzir mais para evitar a entrada (ΠEI = 24) - do que produzir a quantidade de monopólio e correr o risco de a outra empresa entrar no mercado (ΠEI = 10) 26 Crítica a este modelo: Porque é que a EE acredita que a EI vai cumprir a ameaça e continuar a produzir 6 unidades (e preço baixo) mesmo após a entrada da EE? Esta quantidade (q=6) não é a que maximiza o lucro da EI, após consumada a entrada da EE (a EI apenas estava a produzir 6 para evitar a entrada da EE) Se admitirmos que as empresas conseguem fazer um cartel após a entrada da EE: - O melhor é ambas produzirem metade da quantidade de monopólio, Qm/2=5/2, P=5 e ΠEE = ΠEI=12.5 - Este lucro é superior ao lucro que a EI obtém se continuar a produzir 6 após a entrada, ΠEI=12 (em alternativa as empresas podiam produzir a quantidade óptima no modelo de cournot) 27 Forma de ultrapassar esta crítica (e justificar o preço limite) As EE podem não saber se os custos da EI são baixos ou altos Quanto mais baixo os custos marginais (MC) da EI mais baixo tende a ser o preço óptimo da EI A EI com custos altos pode escolher um preço limite baixo para dar a entender à EE que tem custos baixos A EE ao observar preços baixos, não sabe se a EI empresa tem custos baixos ou se é uma empresa com custos altos a “disfarçar-se” de empresa com custos baixos Por este motivo a EE, pode não querer entrar para não correr o risco de ter competir com uma empresa muito eficiente com custos baixos (o que pode implicar prejuízos para a EE) 28 2 - Investimento estratégico para evitar entrada (redução os custos de produção ou investimento em publicidade) Suponha que produto é homogéneo e a procura de mercado é Qd=10-p. Suponha que a empresa pode fazer as duas opções: a) Se investir numa tecnologia avançada tem de fazer um investimento muito alto (custo fixo afundado) mas fica com Custos marginais baixos: I=12, MC=0 b) Se investir numa tecnologia “mais simples” tem de fazer um investimento mais baixo, I=2, mas fica com custos marginais altos, MC=2 29 i) Se não houver possibilidade de entrada de uma empresa: - Caso a) Pm=5, QEI=5, Lucros: ΠEI =25-I=13 - Caso b) Pm=6, QEI=4, Lucros: ΠEI =16-I=14 Se não houver possibilidade de entrada a empresa prefere fazer o investimento na tecnologia mais simples (neste caso) 30 ii) Se houver possibilidade de entrada, a EI pode investir na tecnologia mais avançada com custos marginais mais baixos: - Isto porque a EE pode decidir não entrar se tiver de competir com uma empresa instalada bastante competitiva Suponha que ambas as empresas investem na tecnologia mais avançada e que as empresas concorrem em quantidades (Cournot): Ambas as empresas têm Cmg=0 QEE=QEI=3.3(3) => QEI=6.6(6) => P=3.3(3) ΠEE=P*QEE-I =11.1-12 -0.8999 < 0 => EE não entra => a EI, fica só no mercado e tem lucro, ΠEI=13 6 31 Mas se a EI tiver investido na tecnologia mais simples enquanto a EE investir na tecnologia com Cmg mais baixos: QEE=4 QEI=2.6(6) => QEI=6.6(6) => P=3.3(3) ΠEE=4*3.3(3)-12 = 1.3(3) > 0 => EE prefere entrar ΠEI=2.6(6)*3.3(3)-2=6.8(8) Quando existe ameaça de entrada a EI prefere investir numa tecnologia mais “cara” mas com custos mais baixos para evitar a entrada de uma nova empresa (ΠEI=13) Se a EI investir na tecnologia mais “barata”, mas com custos mas altos, torna-se menos competitiva => pode levar à entrada de outra empresa e ficar pior ΠEI=6.8(8) 32 Outro exemplo: Suponha que EI pode lançar um ou dois produtos substitutos (ou em alternativa pode abrir uma ou duas “lojas” numa cidade) Ex: As cadeias de supermercado Safeway na América do Norte foram acusadas pelas autoridades de abrir supermercados de forma estratégica para evitar a entrada Cada empresa tem um custo fixo (afundado) de 5 por cada produto que lançar no mercado No caso de não haver entrada, o lucro variável da EI é igual a: - 10 se lançar um produto - 7 por produto se lançar dois produtos (o segundo produto “canibaliza” parte dos lucros obtidos com o primeiro) Neste caso a empresa prefere lançar apenas um produto: ΠEI (um produto)=10-5=5 > ΠEI (dois produtos)=14-5-5=4 33 Em caso de entrada da EE: O lucro variável da EI é igual a: - 6 se lançar um produto - 4 por produto se lançar dois produtos (o segundo produto “canibaliza” parte dos lucros obtidos com o primeiro) O lucro variável da EE - 6 se a EI tiver lançado um produto - 4 se a EI tiver lançado dois produtos A EE entra se a EI tiver lançado um produto (ΠEE =6-5=1>0) Mas a EE não entra se a EI tiver lançado dois produtos (ΠEE = 4-5 = -1 < 0) 34 Pelo que a EI antecipa que: - Se lançar apenas um produto a EE vai entrar => ΠEI (um produto)=6-5=1 - Se lançar dois produtos a EE não vai entrar => ΠEI (dois produtos)=14-5-5=4 Conclusão: - Quando existe ameaça de entrada, a empresa prefere seguir uma estratégia de lançar dois produtos => “Ocupa uma parte maior do mercado” e não deixa mercado suficiente para a EE entrar - Mas quando não existe ameaça de entrada a EI prefere apenas lançar um produto (ou abrir uma “loja”) 35 3 – Estratégia de fazer subir os custos da EE Uma estratégia consiste na EI em subir os custos de entrada da EE, através do controlo dos canais de distribuição A EI pode comprar os distribuidores (ex: comprando os retalhistas ou grossistas). Neste caso a EE deixa de ter acesso a um canal de distribuição e teria de montar o seu canal de distribuição para vender o seu produto => Custos mais altos de entrada que podem levar a EE a desistir de entrar neste mercado 36 Ex: A Microsoft não só vende o sistema operativo (quase monopólio) como vende programas que são concorrentes com outras empresas (que também desenvolvem programas para o Windows) Nos anos 90 a Microsoft foi acusada de esconder a informação sobre o sistema operativo para fazer aumentar os custos das empresas rivais Tie-ins de outros produtos Certos bens tendem a ser consumidos em conjunto Ex: Computador e bateria; impressora e tinta; sistema operativo e programas de aplicações etc… Por vezes a EE pode ter capacidade para apenas produzir um dos bens (baterias de computadores) 7 37 A EI para evitar a entrada da EE, pode desenhar o produto de modo a que só seja compatível com as baterias da EI (ou que seja difícil de usar com o produto da EE) A EI pode também fazer um contracto com os clientes no qual estes têmde comprar ambos os produtos à EI Neste caso as EE têm dificuldade em vender e pode preferir não entrar no mercado 38 4 - Preços predatórios: A empresa desce temporariamente os preços para que: - as empresas rivais tenham prejuízos e saiam do mercado ( e assustar potenciais empresas entrantes) e depois sobe os preços Em geral assume-se que a empresa escolhe preços abaixo de uma medida dos custos (P<MC ou P<AC) Ex: Em 1999 o Departamento de Justiça dos EUA acusou a American Airlines (AA) de querer monopolizar a ligação aérea ao aeroporto de Dallas através de praticas predatórias (tinha 70% de quota) - Em muitas rotas a partir deste aeroporto, quando entrava uma empresa nova, a AA não só baixava o preço (o que seria de esperar) como adicionava mais voos nessa rota (o que não seria de esperar) 39 Exemplo 2: No princípio do sec. 20 a Tobaco Trust seguiu uma estratégia de preços predatórios nos EUA. Durante 30 anos comprou 40 rivais. Primeiro identificava uma empresa rival a comprar num mercado local e depois introduzia um produto a um preço baixo. => a empresa rival começava a ter lucros baixos ou prejuízos => O que levava a que a empresa rival fosse vendida por um valor baixo à tobaco oil Como os preços predatórios eram ilegais a Tobaco Trust foi condenada e dividida em várias empresas. 40 Para esta estratégia ser bem sucedida: i) A empresa tem conseguir sobreviver com preços baixos durante mais tempo que as empresas rivais - a empresa pode ter maior capacidade financeira do que as rivais (mais fundos próprios e maior capacidade de financiamento) ii) Devem existem custos afundados significativos de entrada neste mercado - Se a empresa for bem sucedida em levar a que os rivais deixem o mercado, e depois quiser subir os preços = > Novas empresas rivais podem querer entrar neste mercado 41 => Para que novos rivais não entrem neste mercado, eles têm de acreditar que a EI vai querer seguir novamente esta estratégia custosa de preços predatórios (e que portanto se entrarem neste mercado vão perder porque têm custos afundados) Esta estratégia é muito difícil de implementar porque: - Implica que a empresa que a implementa tenha muitos prejuízos no curto prazo - Tem que conseguir convencer as empresa rivais de que vai manter esta estratégia muito custosa enquanto as rivais não saírem do mercado (a empresa tem de ter grande reputação de implementar esta estratégia) 42 - Esta estratégia, é mais facilmente aplicada por empresas grandes que actuem em vários mercados e com grande capacidade financeira - E para expulsar empresas que embora tenham um quota significativa no mercado local: - são empresas de pequena dimensão que actuam em poucos mercados ( ex: em poucos mercados geográficos) - são empresas com pouca capacidade financeira 8 43 F. Vantagem de entrar em pequena escala: Suponha que a EI é uma grande empresa que tem muitos produtos substitutos ou muitos postos de venda Se a EE entrar em pequena escala (com um só produto ou posto de venda), tem pouco impacto nos lucros da EI A EI pode não querer baixar muito o seus preço ( o que reduz os seus lucros) apenas para competir com 1 pequena EE que não pode expandir muito a sua quota de mercado (Ex: bombas de gasolina do Jumbo escolhem preços mais baixos do que as grandes gasolineiras aparentemente sem receio de retaliação) Pelo que uma empresa que entre em pequena escala (e se mantenha com pouca capacidade produtiva) pode concorrer sem receio de retaliação