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Teorias da Personalidade ArqI

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de provocar desordem;
Extremamente preocupadas com asseio;
Parcimônia e organização;
Obstinação na fase adulta;
Distúrbios obsessivos-compulsivos;
Mesquinhez;
Passivo-agressividade.
Fase Fálica
Por volta dos três anos
Libido passa a se localizar na região genital, crianças se interessam pelos genitais e costumam se masturbar neste período
Aparece a preocupação com as diferenças sexuais, mas as pessoas dividem-se em possuidoras ou não do FALO
Fantasia masculina é no pênis, a feminina é no clitóris, imaginando que este é um pênis pequeno, que ainda vai se desenvolver
Logo a realidade irá mostrar que apenas o homem é possuidor do pênis, ficando a mulher na condição de castrada
Esta configuração primitiva do pensamento sexual infantil fornecerá as bases diferenciais das organizações psicológicas masculina e feminina 
O menino passa pela ansiedade da castração, medo de perder o pênis (falo, poder)
A menina experimenta a inveja do falo. Culturalmente constitutivo de poder.
Acontece o Complexo de Édipo
O desejo deve ser satisfeito pelo sexo oposto. A criança ama o genitor do sexo oposto, sente que isso é proibido e se sente ameaçada
Para resolver o conflito e aliviar a ansiedade, a criança se identifica com o genitor do mesmo sexo, introjetando suas características, o papel social e os valores morais.
Período de Latência
Repressão da energia sexual posterior a resolução do Complexo de Édipo
Início da repressão sexual, mas não pode ser totalmente reprimida ou eliminada porque é constantemente gerada
A energia sexual é canalizada para outros fins (sublimação), como o desenvolvimento intelectual e social de criança (freqüentar a escola)
Período de entrada da criança na escola, o ego concentra-se em atividades intelectuais
Este período não é considerado uma fase porque não há organização em nenhuma zona erógena, não há nova organização de fantasias e nem modalidades de relações objetais
Período intermediário entre genitalidade infantil e adulta
Fase Genital
Início da adolescência
A libido concentra-se em objetos não-incestuosos.
Maturidade genital, intelectual e social
Alcançar a fase genital constitui para a psicanálise, atingir o pleno desenvolvimento do adulto normal
Fixação em outra fase leva a comportamentos ou traços de personalidade considerados anormais .
A Teoria Psicossocial de Alfred Adler
Afirma que os problemas de um indivíduo derivam do senso de inferioridade que é conatural à existência humana, fundada sobre a precariedade e devido à tendência do homem a se confrontar com os outros. É favorecido por fatores ambientais como:
1. ATITUDE DOS GENITORES que podem confrontar um filho com o outro; ex.: “Veja como seu irmão é valente!” – fazendo-o, desse modo, sentir-se inferior ao outro.
2. A ORDEM DE NASCIMENTO DOS IRMÃOS, pelo fato de que, geralmente o filho menor tende a se confrontar com o maior, que funciona como modelo.
O complexo de inferioridade pode dar origem a três reações:
Reação normal: a pessoa se confronta apenas sob um aspecto da personalidade, observa o outro e o imita para melhorar a si mesma.
Reação patológica: a pessoa que tem o complexo de inferioridade torna-se arrogante, agressiva, soberba e invejosa em relação aos outros. Uma pessoa com essas características é considerada uma pessoa segura de si, mas, na realidade, tem um grande complexo de inferioridade.
 Outra reação patológica, contrária à precedente: o complexo de inferioridade se transforma em timidez, ansiedade, doenças físicas.
O ego ou eu é o responsável pela identidade e continuidade, e é encarado, do ponto de vista da pessoa, como sendo o centro da personalidade. Também é denominado mente consciente ou consciência e é constituído de percepções, memórias, pensamentos e sentimentos conscientes.
Contrapondo-se à consciência há o inconsciente, que é dividido em duas regiões: o inconsciente individual e o inconsciente coletivo.
O inconsciente individual é uma região adjacente ao ego, e consiste de experiências que foram reprimidas, suprimidas, esquecidas ou ignoradas. Tais conteúdos são acessíveis à consciência, e há muitas trocas de conteúdos entre este e o ego.
Os conteúdos do inconsciente coletivo são arquetípicos, ou seja, são inatos, de natureza universal e são os mesmos em toda a parte e em todos os indivíduos. O termo arquétipo não tem por finalidade denotar uma ideia herdada, mas sim um modo herdado de funcionamento psíquico.
Os arquétipos que se caracterizam mais nitidamente são aqueles que mais frequente e intensamente afetam o eu. São eles: a persona, a sombra, a anima e o animus.
A persona é a máscara usada pelo indivíduo em resposta às solicitações da convenção e da tradição social e às suas próprias necessidades arquetípicas internas. O conceito se refere às máscaras (persona) usadas pelos atores na Antiguidade grega, em peças ritualísticas solenes. Corresponde como imagem representacional do arquétipo de adaptação, pois somente através da persona é que o indivíduo consegue se adaptar ao mundo.
Uma persona mal-formada é tão limitadora quanto uma rígida demais. No último caso, o ego se confunde com a persona, assim sendo, a pessoa em questão se identifica com a posição social que representa e somente com esta.
E no outro oposto, quando a formação do indivíduo é inadequada devido a um treino social insatisfatório ou à rejeição das formas sociais, este não consegue ou se recusa a representar os papéis sociais que lhe são destinados.
Há um relacionamento de oposição entre a persona e a sombra.
“A sombra – escreve Jung, no já citado livro – constitui um problema de ordem moral que desafia a personalidade do eu como um todo”, pois a sombra apresenta “aspectos obscuros da personalidade”.
Portanto, quanto mais clara a persona, mais escura será a sombra. Quanto mais identificação houver entre o que se representa no mundo mais repressão haverá em relação aos elementos que não se coadunam com tal representação.
"Os termos ânimus e ânima vão representar os arquétipos masculino e feminino, respectivamente, que se inserem no indivíduo em formação, dando-lhe as características da sua sexualidade afetiva e não necessariamente a biológica. 
Dessa forma, todos temos aspectos ânimus e ânima em nossa personalidade, havendo uma tendência para os homens serem mais ânimus e para as mulheres mais ânima." — João Carvalho Neto, 
A anima e o animus são arquétipos daquilo que, em cada sexo, é o inteiramente oposto. A anima constitui no homem as qualidades femininas, e o animus, na psique da mulher, as qualidades masculinas.
Howard S. Friedman / Miriam W. Schustack. Teorias da Personalidade: Da Teoria Clássica à Pesquisa Moderna