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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ – UESC DEPARTAMENDO DE CIÊNCIA EXATAS E TECNOLÓGICAS – DCET ENGENHARIA MECÂNICA CONFORMAÇÃO MECÂNICA DOS MATERIAIS ENSAIO DE FLEXÃO LAIANE SILVA DOS SANTOS (201411010) e-mail:ane_lss@yahoo.com.br ILHÉUS – BAHIA 08/2017 � RESUMO O relatório apresenta o passo a passo de um ensaio de flexão. Os testes foram realizados com corpos de prova de poliuretano. Os dados obtidos foram dispostos em forma de gráfico, com finalidade de demonstração das propriedades do material. Palavras-chave: Flexão, gráfico, propriedades. SUMÁRIO 31 INTRODUÇÃO � 42 OBJETIVO � 43 MATERIAIS E MÉTODOS � 3.1 Materiais 4 3.2 Métodos 4 54 RESULTADOS E DISCUSSÃO � 65 CONCLUSÃO � 6REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS � � � INTRODUÇÃO O ensaio de flexão é caracterizado como destrutivo, no qual provoca inutilização total ou parcial da peça. Quanto a velocidade, é estático, com carga aplicada lentamente. No ensaio de flexão ocorre aplicação de carga crescente em alguns pontos de um corpo de prova, em formato de barra, medindo-se o valor da carga x deformação máxima. Os dois tipos principais de ensaio são conhecidos como: Ensaio de flexão de três pontos e quatro pontos. Figura 1 – Ensaio de Flexão de três pontos. Figura 2 – Ensaio de Flexão em quatro pontos. A aplicação do ensaio, em geral, ocorre para materiais frágeis ou que apresentem dureza elevada. Isso se deve a baixa ductilidade, dificultando a utilização de outros tipos de ensaios mecânicos. Alguns exemplos de materiais são os aços rápidos, cerâmicas estruturais, polímeros, dentre outros. OBJETIVO Relatar a prática do ensaio de flexão ocorrido em laboratório na aula de conformação mecânica dos materiais. MATERIAIS E MÉTODOS Materiais Corpo de prova polimérico Entalhe para ensaio Máquina universal de ensaio Shimadzu Suporte para corpo de prova Métodos No laboratório utilizou um corpo de prova de Poliuretano com 10% de fibra de coco. O formato seguiu a norma D790 ASTM, na qual recomenda-se forma retangular e diâmetro máximo de 120mm. A máquina universal de ensaio suporta até 100kN, com velocidade original de 0.01mm por minuto. Neste caso, utilizou-se um corpo de prova com espessura de 12.35mm. O entalhe para realizar o ensaio foi de 25mm e a velocidade foi adaptada para 2mm por minuto. Figura 3 – Suporte adaptado para suportar o corpo de prova. Figura 4 – Máquina Universal de Ensaio Shimadzu RESULTADOS E DISCUSSÃO A propriedades obtidas com ensaio de flexão são módulo de elasticidade, módulo de resiliência, módulo de tenacidade e módulo de ruptura na flexão. Por meio da máquina universal, posicionou-se o corpo de prova no suporte e inseriu-se o entalhe. Na máquina foi ajustados os dados, como espessura, nome do material e velocidade de ensaio por meio de um sistema computacional que a acompanha. Deu-se início ao ensaio, ocorrendo como na figura abaixo. Figura 5 – Demonstração de deformação ocorrida no corpo de prova. O corpo de prova se deformou conforme o entalhe pressionava-o para baixo, devido uma carga aplicada. Pôde-se perceber que ocorre uma tração e compressão no material ao fazer o ensaio de flexão. Isto é, a parte de baixo é tracionada, pois se alonga na deformação, enquanto a parte de cima é comprimida com a pressão do entalhe. Após a ruptura da peça obteve-se um gráfico demonstrando as propriedades do material. Figura 6 – Diagrama demonstrando o ensaio do corpo de prova de poliuretano A força máxima foi de 1000kgf até sua ruptura. Nota-se que durante o ensaio ocorreram tensões normais e tangenciais. Também é visível a mudança do estado de deformação elástica para plástica ao evidenciar o ponto de escoamento. Para realizar o cálculo de tensão, é utilizada a equação: (1) Com base nos dados de força e área (utilizou-se a espessura de 12.35mm), pôde-se calcular a tensão, encontrando o valor 2,08 MPa. CONCLUSÃO Diante dos resultados obtidos, conclui-se a importância do ensaio de flexão para avaliar as condições e propriedades mecânicas do material, como a resistência. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RUCHERT, C.O.F.. Título: Ensaios Mecânicos dos Materiais – Flexão, Fluência e Fadiga. São Carlos: Universidade de São Paulo. � EMBED Word.Picture.8 ��� _1298016074.doc