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Oxigenoterapia Profª Cristiane H. Y. De Oliveira Administração de oxigênio numa concentração superior à encontrada na atmosfera (meio ambiente) para corrigir e/ou atenuar uma deficiência de oxigênio (hipoxemia). CONCEITO OXIGENIOTERAPIA Introdução Gás medicinal que deve ser prescrito por um médico ou o fisioterapeuta AUXILIA o médico na prescrição. Sua utilização deve ser monitorizada Avaliação deve ser realizada por análise gasométrica arterial ou registros da saturação periférica de O2 (SpO2), com o auxílio da oximetria de pulso CARACTERÍSTICAS AR AMBIENTE 21% DE OXIGÊNIO 78% NITROGÊNIO 0,05% DIÓXIDO DE CARBÔNICO 0,95% ARGÔNIO E OUTROS GASES INODORO INSIPIDO INCOLOR OBJETIVO DA OXIGENOTERAPIA Objetivo geral da oxigenoterapia é a manutenção da oxigenação tecidual adequada, ao mesmo tempo que minimiza o trabalho cardiopulmonar. Os objetivos clínicos específicos da oxigenoterapia são: 1. Corrigir a hipoxemia aguda suspeita ou comprovada 2. Reduzir os sintomas associados à hipoxemia crônica 3. Reduzir a carga de trabalho que a hipoxemia impõe no sistema cardiopulmonar EQUILÍBRIO PRESSÓRICO SANGUE-AR RELAÇÃO VENTILAÇÃO/PERFUSÃO (V/Q) RELAÇÃO VENTILAÇÃO / PERFUSÃO EQUILÍBRIO PRESSÓRICO SANGUE-AR RELAÇÃO VENTILAÇÃO/PERFUSÃO (V/Q) Pressão Alveolar (PA) Pressão Arterial (Pa) Pressão Venosa (Pv) Shunt Capilar “Shunt” Alveolar” (atelectasia) DESEQUILIBRIO VENTILAÇÃO, PERFUSÃO E DIFUSÃO HIPOXEMIA de PO2 no sangue HIPÓXIA Baixa disponibilidade de PO2 no tecido* HIPOXEMIA de PO2 no sangue HIPÓXIA Baixa disponibilidade de PO2 no tecido* HIPÓXIA Hipóxia – Hipóxica PO2 • Altidude (alta) • Hipoventilação alveolar • Capacidade de difusão diminuída • Taxa de perfusão-ventilação anormal Hipóxia anêmica - da quantidade total de O2 ligado à hemoglobina • Perda de sangue • Anemia • Competição co monóxido de carbono Hipóxia isquêmica – fluxo reduzido de sangue aos tecidos • Insuficiência cardíaca grave • Queda da pressão arterial (choque) Hipóxia histotóxica • Envenenamento HIPOXEMIA de PO2 no sangue HIPÓXIA Baixa disponibilidade de PO2 no tecido* ▪ Hipoventilação ▪ Alteração da difusão ▪ Desequilíbrio V/Q ▪ Shunt Causas da Hipoxemia Deficiência de concentração de O2 no sangue arterial. Apresenta PO2 < 60mmHg ou saturação <90% HIPOXEMIA ▪Dispneia ou taquidispnéia ( FR) ▪Cianose de extremidades ▪Taquicardia ( FC) ▪Inquietação / agitação ▪Confusão mental ▪Convulsão ▪Agitação ou letargia ▪Palidez cutânea ▪Sinais de desconforto respiratório ▪Baqueteamento digital (quando hipoxemia crônica) SINAIS CLÍNICOS DA HIPOXEMIA Sinais clínicos da hipoxemia BAQUETEAMENTO DIGITAL (quando hipoxemia crônica) INDICAÇÕES ▪ Hipoxemia comprovada (aguda) ✓ Segundo a “American Association for Respiratory Care” (AARC), as indicações básicas de oxigenoterapia são: Situações agudas em que há suspeita de hypoxemia ✓PaO2 < 60 mmHg ou Sat O2 < 90 % (em ar ambiente). ✓Sat O2 < 88% durante a deambulação, exercício ou sono em portadores de doenças cardiorrespiratórias ✓Traumatismo grave (SNC – Caixa toracica) ✓ Infarto agudo do miocárdio ✓Recuperação pós-anestésica ✓ Intoxicação por CO ✓ Envenenamento por cianeto. Não existe contra-indicação específica quando houver indicação ▪ Corrigir e reduzir sintomas relacionados a hipoxemia ▪Melhorar a difusão de O2 ▪Melhorar a oxigenação tissular (hipóxia) ▪Minimizar trabalho cardiopulmonar ▪Manter a PaO2 entre 80-100mmHg e satO2 de 90 a 100% ▪Corrigir/atenuar os sintomas de hipoxemia aguda ou crônica. OBJETIVOS DA OXIGENOTERAPIA PaO2 < 60 mmHg em repouso e/ou SaO2 < 90 % MÉTODOS DE MENSURAÇÃO/ DIAGNÓSTICO Gasometria Arterial Oxímetro de Pulso SpO2 menor que 90 % SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO LOCAL TRATAMENTO DOMICILIAR HOSPITALAR INDICAÇÕES Régua de Gases Medicinais – Hospitalar/clinica Fluxometro Válvula redutora Válvula redutora + fluxometro Concentrador de O2 Cilindro de O2 Sistema de Liberação de Oxigênio • Classificam-se em dois modelos básicos: ✓Sistemas de baixo fluxo (fluxo variável) ▪ Fornecem oxigênio suplementar direto as vias aéreas com fluxos de até 5L/min ou menos. Como o fluxo inspiratório de um individuo adulto é maior que este, o oxigênio oferecido neste dispositivo será diluído em ar, resultando em uma FiO2 baixa e variável. ✓Sistemas de alto fluxo (fluxo fixo) • Os sistema de alto fluxo fornecem uma determinada concentração de oxigênio em fluxos iguais ou superiores ao fluxo inspiratório máximo do paciente, assim asseguram uma FiO2 estabelecida (máscara de venturi) DISPOSITIVOS PARA A ADMINISTRAÇÃO BAIXO FLUXO ▪ Fornece FiO2 baixa e variável dependo do volume corrente. CÂNULA NASAL CATETER NASAL MASCARÁ SIMPLES CÂNULA NASOFARÍNGEA Inserção de uma sonda conectada á uma fonte de O2, através das fossas nasais até a nasofaringe. Fluxo variável 1 litro FiO2 de 24% 2 litros FiO2 de 28% 3 litros FiO2 de 32% 4 litros FiO2 de 36% 5 litros FiO2 de 40% FiO2 = 21 + 3 x O2 ofertado FRAÇÃO INSPIRADA DE OXIGÊNIO FIO2 Ex: FiO2 = 21% + 3 x 5L FiO2 = 21% + 15L FiO2 = 35% Cânula Nasofaríngea ▪Vantagens ✓Redução da perda de O2 ▪ Desvantagens ✓Pouco utilizado devido ao grande desconforto ✓Induz ao reflexo de vômito e deglutição de gás ✓Narinas devem ser alternadas de 8/8 hs. CATÉTER NASAL ▪ Empregado quando paciente requer uma concentração baixa de O2. ▪ É relativamente simples. Fluxo de 1 a 5 L/min FiO2 de 0.24% a 0.40% CATÉTER NASAL Vantagens: Conforto e comodidade. Permite a fala, deglutição e não provoca claustrofobia. Facilidade de manter em posição Desvantagens: Escape de ar pela boca, pode provocar lesões no septo nasal. Não pode ser utilizada em pacientes com problemas em VAS MÁSCARA FACIAL SIMPLES ▪ Serve como veículo para administração de medicações inaláveis e umidificar as vias aéreas. Fluxo de 5 a 12 L/min FiO2 de até 60% MÁSCARA FACIAL SIMPLES (NEBULIZAÇÃO) Vantagens: ✓Respiração nasal e oral Desvantagens : ✓Dificulta comunicação oral, dificuldade para beber e comer SISTEMA DE ALTO FLUXO ▪Máscaras: ✓ Com reservatório ✓ Reinalação parcial ✓ Não reinalação ▪Mascara de Venturi ▪ Sistemas de alto fluxo atendem a demanda ventilatória do paciente. SISTEMA COM RESERVATÓRIO MÁSCARA SIMPLES ▪ O corpo da máscara coleta e armazena O2 entre as inspirações do paciente ▪ Variação do fluxo de 05 a 12 L/min ▪ Fornece FiO2 variáveis Fluxo de 10 a 12 L/min FiO2 de até 60% a 80% SISTEMA COM RESERVATÓRIO ▪Máscara de Reinalação Parcial: ✓Sem válvula anti-retorno ✓FiO2 de 60 – 80% ✓Reinalação parcial do CO2 expirado no reservatório. ▪Máscara não reinalante: ✓Com Válvula anti-retorno ✓FiO2 de até 90% ✓Não há reinalação do CO2 expirado. Reinalação parcial Não-reinalante MÁSCARA DE VENTURI ▪ Constitui o método mais seguro e exato para liberar a concentração necessária de O2. Fluxo de 4 a 15 L/min FiO2 de até 24% a 50% Método mais seguro MÁSCARA DE VENTURI Vantagens: ✓Precisão na concentração de O2 ✓Não resseca mucosas ✓FiO2 pode ser alterada a qualquer momento ✓Permite a fala e deglutição Desvantagens: ✓ Alguns pacientes sentem-se sufocados devido a pressão facial MEDIDAS ADJUNTAS AO TRATAMENTO Desobstrução das VA Posicionamento do paciente Suporte nutricional Otimização do débito cardíaco Manutenção dos níveis de Hb DESMAME DA OXIGENOTERAPIA A retirada da oxigenoterapiadeve ser feita de maneira gradativa, quando a causa da hipoxemia for revertida e o paciente apresentar melhora do quadro clínico. INDICAÇÕES OXIGENOTERAPIA PACIENTES DPOC PaO2 ≤ 55 mmHg ou SaO2 ≤ 88% em repouso; PaO2 entre 56 e 59 mmHg ou SaO2 ≤ 89% associado a: • Edema periférico; • Evidência de hipertensão pulmonar; • Hematócrito ≥ 55%. Em outras DOENÇAS RESPIRATÓRIAS e CARDIOPATIAS: O uso de ODP nesse grupo de pacientes não tem evidência na literatura atual que melhore sobrevida e previna complicações associadas à hipoxemia. Mas fica como RECOMENDAÇÃO o uso de ODP nos pacientes que apresentem os critérios gasométricos e clínicos acima descritos para os pacientes com DPOC. DPOC E OXIGENOTERAPIA Verificar presença de hipoxemia aguda. DPOC geralmente apresentam PaO2 reduzida (< 60mmHg) em condições normais Hipercapnia crônica COMPLICAÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO DE O2 ▪ Toxicidade do oxigênio ▪ Lesão do endotélio capilar (retinopatia) ▪ Desidratação das mucosas ▪ Tosse seca e irritativa ▪ Diminuição da atividade ciliar ▪ Hipoventilação reflexa COMPLICAÇÕES DOSES SEM NESCESSIDADE ▪ aumento da resistência vascular ▪ aumento da pressão arterial COMPLICAÇÕES ▪ Depressão da ventilação ✓Ocorre em pacientes com DPOC e hipercapnia crônica ✓Ofertar oxigênio suprime o estímulo hipóxico ▪ Atelectasia de absorção ✓ FiO2 acima de 50% aumenta o risco de atelectasia CONSIDERAÇÕES FINAIS Reconhecer a oxigenioterapia Reconhecer os possíveis riscos Reconhecer e saber manusear os sistemas de oferta de O2 Gerenciar os gastos com O2 Saber o momento certo de utilizar e suspender (Adequada avaliação clínica)