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NEUROLÉPTICOS TÍPICOS E ATÍPICOS
Os antipsicóticos ou neurolépticos são classificados em tradicionais ou típicos, também
chamados de primeira geração e atípicos ou de segunda geração . Esta divisão está
relacionada com seu mecanismo de ação - predominantemente bloqueio de receptores da
dopamina (D) nos típicos, e bloqueio dos receptores dopaminérgicos e serotonérgicos (5HT)
nos atípicos, o que acarreta um diferente perfil de efeitos colaterais, em geral melhor
tolerados nestes últimos.
Os antipsicóticos tradicionais (potencialmente capazes de provocar reações extrapiramidais
e um maior número de outros efeitos colaterais) podem constituir-se na primeira escolha
para o tratamento da de quadros psicóticos da fase aguda da esquizofrenia, como
coadjuvantes nos episódios maníacos do transtorno bipolar do humor (TBH), por
serem reconhecidamente eficazes e seguros, e principalmente pelo seu menor custo,
quando este fator é decisivo.
Entretanto os de baixa potência podem provocar tonturas, sedação, constipação intestinal;
os de alta potência sintomas extrapiramidais aos quais são suscetíveis especialmente
jovens do sexo masculino.
Os antipsicóticos atípicos em geral não causam efeitos extrapiramidais nas doses usuais,
são mais bem tolerados e na atualidade vem sendo cada vez mais preferidos como primeira
escolha: a RISPERIDONA quando há sintomas positivos proeminentes, hostilidade, agitação,
obesidade, tabagismo, hiperglicemia ou diabetes; a olanzapina quando há tendência a
ocorrerem sintomas extrapiramidais ou acatisia, ou a clozapina quando ocorreu discinesia
tardia.
Além de um melhor perfil de efeitos colaterais uma metanálise recente constatou uma
melhor eficácia de alguns representantes dos atípicos: clozapina, amisulprida,
RISPERIDONA e olanzapina em relação aos tradicionais (haloperidol), e não de outros
como a quetiapina, a ziprazidona, o aripriprazol.
ANTIPSICÓTICOS E DOSES DIÁRIAS
Tradicionais de alta potência Doses diárias em mg/dia
Haloperidol (Haldol®) 5-15
Flufenazina (Anatensol®) 2-20
Pimozida (Orap®) 2-6
Tradicionais de média potência
Trifluoperazina (Stelazine®) 5-30
Tradicionais de baixa potência
Clorpromazina (Amplictil®) 200-1200
Levomepromazina (Neozine®) 200-800
Atípicos
Tioridazina (Melleri®l) 150-800
Sulpirida (Equilid®) 200-1000
Clozapina (Leponex®) 300-900
RISPERIDONA (Risperdal®) 2-6
Olanzapina (Zyprexa®) 10-20
Quetiapina (Seroquel®) 300-750
Aripiprazol (Abilify®) 6-20 mg
HALOPERIDOL - Haldol, Halo, Haloper.
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
O haloperidol é um neuroléptico do grupo das butirofenonas. Os efeitos farmacológicos do
haloperidol são similares aos efeitos das fenotiazinas derivadas da piperazina.
FARMACOCINÉTICA
Absorção: ocorre de forma rápida, com biodisponibilidade oral de cerca de 70%.
Tempo até ocorrer pico de concentração plasmática: ocorre de 2 a 6 horas quando
começa sua ação. É necessário ajuste da dose em pacientes com insuficiência renal; no
entanto, pode ocorrer hipotensão e sedação excessiva.
Ligação às proteínas séricas: A ligação com proteínas séricas é superior a 90%.
Metabolismo hepático e diversos compostos inativos são eliminados pelos rins.
Meia vida: varia de 12 horas a 38 horas. Atravessa bem a barreira hematoencefálica.
Eliminação: demora até 72 horas, excretado no leite materno.
FARMACODINÂMICA
MECANISMO DE AÇÃO: sabe-se que o haloperidol exerce um efeito seletivo sobre o
sistema nervoso central (SNC) por bloqueio competitivo dos receptores dopaminérgicos pós-
sinápticos e um aumento da síntese e liberação e utilização da dopamina central que se traduz
em efeitos tranquilizantes. Embora não seja uma cura, em alguns casos de esquizofrenia induz
comportamento tranquilo e estável.
INDICAÇÕES
Delírios e alucinações na esquizofrenia aguda e crônica. Na paranoia, na confusão mental
aguda e no alcoolismo. Soluços, tiques, disartria. Estados impulsivos e agressivos. Náuseas e
vômitos incoercíveis de várias origens, por ex. induzidos por quimioterapia antineoplásica
quando outras terapêuticas mais específicas não foram suficientemente eficazes. Agitação e
agressividade no idoso. Síndrome de abstinência alcoólica.
CONTRAINDICAÇÕES
Não deve ser tomado por pacientes que apresentam alergia ao haloperidol ou aos outros
componentes da fórmula ou a outra butirofenona. Também é contraindicado em portadores de
doença de Parkinson, pessoas que apresentam sonolência ou lentidão decorrentes de doença
ou do uso de medicamentos ou bebidas alcoólicas, pacientes com depressões graves, coma,
doenças do sistema nervoso, insuficiência renal ou hepática, cardiopatias descompensadas.
Coma ou depressão do sistema nervoso central. Supressão medular. Porfiria.
Feocromocitoma. Lesão nos gânglios de base.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
O haloperidol pode ser ingerido com alimentos, água ou leite, a fim de reduzir a irritação
gástrica. Conservar os comprimidos em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), proteger
da luz e umidade.
POSOLOGIA
As doses diárias devem ser ajustadas segundo a gravidade de cada caso e a sensibilidade
individual do paciente, a critério médico. A dose oral inicial vai de 0,5 a 5 mg, 2 a 3 vezes ao
dia (estas doses podem exigir outra apresentação, por exemplo, comprimidos de 1 mg),
podendo-se aumentar progressivamente. Dose de manutenção varia entre 1 e 30 mg ao dia,
devendo ser reduzida até o mais baixo nível com eficácia. Alguns pacientes podem requerer
dose diária de 100 mg. Em idosos, seja em tratamento agudo ou de manutenção, deve-se
empregar a metade da dose para adultos jovens.
ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Raros casos de morte súbita têm sido reportados em pacientes psiquiátricos que recebem
antipsicóticos, incluindo haloperidol. Recomenda-se cautela em pacientes com condições de
intervalo QT prolongado. Tendo em vista a diminuição dos reflexos, deve-se ter o cuidado de
orientar pacientes que precisam dirigir veículos ou operar máquinas. O haloperidol diminui o
limiar de convulsão, assim deve-se evitar seu emprego em pacientes com antecedentes de
convulsão. Deve ser usado com cuidado em pacientes com hipertireodismo. Na esquizofrenia,
a resposta ao tratamento pode não ser imediata. Igualmente, se o tratamento é interrompido, o
reaparecimento dos sintomas pode não ser aparente por várias semanas ou meses. Sintomas
de abstinência incluindo náusea, vômitos e insônia são raros, mesmo após interrupção abrupta
de altas doses. A interrupção do tratamento deve ser gradual devido ao risco de recaídas. Este
medicamento poderá ser utilizado durante a gravidez, quando os benefícios forem claramente
superiores aos riscos para o feto. Não deve ser usado na gravidez sem orientação médica. O
haloperidol passa para o leite materno e efeitos extrapiramidais (tremores e outros sintomas)
no recém-nascido foram ocasionalmente relatados. Portanto não se deve usar na
amamentação, a menos que, a critério médico, os benefícios para a mãe superem os possíveis
riscos para o recém-nascido. Sintomas extrapiramidais têm sido observados em crianças
lactantes de mulheres tratadas com haloperidol. O uso em crianças vai exigir outra
apresentação, por exemplo, formas líquidas. Quanto aos idosos, doses menores são
recomendadas, pois estes têm maior risco de apresentar reações como hipotensão ortostática,sedação, tremores, piora na lentidão dos movimentos (rigidez muscular) e outros.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
O haloperidol potencializa os efeitos das bebidas alcoólicas, anestésicos gerais, analgésicos
opióides, indometacina (causa grave sonolência), anti-hipertensivos, tramadol, astemizol,
terfenadina, antimaláricos, metoclopramida, triexifenidila, domperidona, hipnóticos
(midazolam, triazolam), fenitoína, lítio, nortriptilina, amitriptilina e tetrabenazina. Os
anticoagulantes podem ter seu efeito aumentado ou diminuído pelo uso concomitante de
haloperidol. Alguns medicamentos podem reduzir o efeito do haloperidol como a rifampicina,
fenobarbital, a carbamazepina e a rifapentina. Os antidepressivos, quinidina e buspirona
aumentam os níveis de haloperidol no sangue e seus efeitos. É possível que a cimetidina tenha
este efeito também. Os antivirais podem aumentar o efeito do haloperidol e ampliar o risco de
efeitos tóxicos. Se possível, o uso concomitante deve ser evitado. O haloperidol pode diminuir
a eficácia da bromocriptina, cabergolina, apomorfina, levodopa, lisurida, pergolida,
adrenalina, guanetidina. Pode modificar o efeito de antidiabéticos como as sulfoniluréias,
justificando ajuste de doses. Com alprazolam, diminui a necessidade de haloperidol,
diminuindo também efeitos adversos.
REAÇÕES ADVERSAS
Com quantidades pequenas de haloperidol (1 a 2 mg por dia), as reações são brandas e raras.
Com doses maiores de 5 mg/dia aumenta a probabilidade de ocorrência de diversos efeitos
como sonolência e cansaço (especialmente no início do tratamento). Podem ocorrer
problemas de movimento que geralmente são leves e incluem: tremor, agitação nas pernas e
rigidez muscular. Pacientes que tomam haloperidol por tempo prolongado, podem apresentar
contrações involuntárias dos músculos da face, da língua e queixo, tremores de dedos e mãos,
náuseas, vômitos, prisão de ventre ou diarréia e sensação de boca seca. Paciente epiléptico ou
que está se curando de um problema de alcoolismo, o risco de aparecer convulsões será
ligeiramente maior após o início do tratamento com haloperidol. Durante um tratamento
prolongado, as mulheres podem apresentar dores nas mamas, produzir secreção de leite ou ter
menstruação irregular, enquanto que os homens podem apresentar aumento dos seios,
impotência ou retardo da ejaculação. O haloperidol pode levar também à hipertrofia
(aumento) da próstata, diminuição da libido e retenção urinária (não consegue urinar).
Queixas digestivas incluem prisão de ventre, diarréia ou vômitos. A ocorrência de outras
reações é rara, tais como: sensação de que a doença parece piorar, nervosismo, confusão,
depressão, distúrbios do sono, dor de cabeça, tontura, alteração de peso corporal, alopécia
(perda de cabelo), distúrbios da memória, exacerbação dos sintomas psicóticos e redução das
células do sangue. A alergia ao haloperidol é rara, pode ocorrer erupção na pele, coceira,
encurtamento da respiração ou inchaço da face. Há registro de sensibilidade à luz e
pigmentação na pele. Há casos de síndrome neuroléptica maligna que inclui os sintomas febre
alta, rigidez muscular, transpiração anormal, respiração acelerada ou redução do estado de
alerta. Em casos extremamente raros, podem ocorrer batimentos cardíacos irregulares.
SUPERDOSE
Os possíveis sinais de uma superdose são: diminuição do estado de alerta, tremor severo,
contração muscular importante, queda da pressão arterial e febre. Nestes casos, deve-se
procurar atendimento médico de urgência. Se possível, levar o produto e/ou embalagem.
CLORIDRATO DE CLOPROMAZINA - Amplictil, Longactil
APRESENTAÇÕES
Comprimidos de 25 mg e 100 mg.
Solução oral 40 mg/mL.
Solução injetável 5 mg/mL.
INDICAÇÕES
Manifestações agudas de esquizofrenia e outros transtornos psicóticos.
Controle de agitação psicomotora em transtorno afetivo bipolar, para estabilizar o
paciente até que se observem os benefícios do lítio, e em síndromes demenciais,
intoxicações exógenas ou síndromes cerebrais orgânicas.
Para sedação em pacientes clínicos em ventilação mecânica, quando em surtos
psicóticos associados à doença grave.
CONTRAINDICAÇÕES
Pacientes psicóticos com sintomas negativos.
Feocromocitoma.
Depressão medular.
Depressão do sistema nervoso central.
Hipersensibilidade a clorpromazina e outras fenotiazinas.
PRECAUÇÃO
Redução progressiva de doses após o controle da crise psicótica.
Exames de lâmpada de fenda e oftalmoscópico para detectar alterações oculares.
Utilizar as menores doses pelo menor tempo possível em idosos.
Suspensão gradual em tratamentos prolongados.
Cautela em pacientes com epilepsia pela redução do limiar convulsivante.
Cuidado com idosos ou pacientes debilitados pelo risco de hipotensão postural.
Cautela em pacientes com insuficiência hepática.
Categoria de risco na gravidez (FDA)
ESQUEMAS DE ADMINISTRAÇÃO
Adultos
Na crise, 25 a 50 mg, por via intramuscular (preferível), repetida a cada 15 minutos até
obter sedação. Após: 25 mg, por via oral, duas ou três vezes ao dia. Podem ser
utilizados 75 mg, por via oral, em dose única à noite.
Na manutenção, 75 a 300 mg/dia; dose máxima: 1.000 mg/dia.
Idosos
Em crise ou em manutenção, a dose deve ser a metade ou um terço da dose de adulto.
Crianças
Na crise, 0,5 mg/kg, por via intramuscular, a cada 15 minutos até obter sedação. Dose
máxima: 75 mg/dia.
Na manutenção, em crianças de 1 a 6 anos: 0,5 mg/kg, por via oral, a cada 6 a 8 horas,
ajustando de acordo com a resposta. Dose máxima: 40 mg/dia.
Na manutenção, em crianças de 6 a 12 anos: 10 mg, por via oral, três vezes ao dia,
ajustando de acordo com a resposta.
ASPECTOS FARMACOCINÉTICOS CLINICAMENTE RELEVANTES
Boa absorção por via oral. Biodisponibilidade de 32%. Formulações líquidas
aumentam a biodisponibilidade oral.
Metabolismo hepático com metabólitos ativos. Crianças tendem a metabolizar este
fármaco mais rapidamente que os adultos.
Excreção renal (menos de 1% na forma ativa).
Atravessa barreira hematoencefálica, placenta e aparece no leite materno.
Pico plasmático: 2 a 4 horas (oral),1 a 4 horas (intramuscular).
Meia-vida plasmática: 30 horas.
EFEITOS ADVERSOS
Sedação, convulsões em epilépticos, perturbação da regulação da temperatura
corporal, delírio, síndrome neuroléptica maligna, estado catatônico.
Retenção urinária.
Visão borrada, midríase, aumento da pressão intraocular, pigmentação em sequencia
de lente anterior, córnea posterior, córnea anterior, conjuntiva e retina, deficiências
funcionais que vão desde a dificuldade de adaptação ao escuro até a cegueira.
Arritmias cardíacas, hipotensão ortostática.
Lúpus eritematoso, agranulocitose, icterícia (no início do tratamento), constipação,
íleo adinâmico, boca seca, fotossensibilidade, rash cutâneo.
Amenorréia, galactorréia, ginecomastia, hiperprolactemia, hiperglicemia.
Dor no local da administração intramuscular.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Metrizamida (aumento do risco de ataques epilépticos).
Lítio ou antagonistas da dopamina D2 (fraqueza, discinesia, aumento da possibilidade
de sintomas extrapiramidais, encefalopatia e danos cerebrais).
Gatifloxacino ou gemifloxacino (aumentam o risco de cardiotoxicidade – parada
cardíaca, QT prolongado, torsades de pointes).
Procarbazina (aumentam a depressão no SNC e de depressão respiratória).
RELATOS DE INTERAÇÕES MODERADAS COM:
Diminuição dos níveis séricos: biperideno, triexifenidil.
Diminuição da eficácia antipsicótica: fenitoína, fenobarbital, carbamazepina.
Aumento do risco de hipotensão: anti-hipertensivos.
Aumento da depressão do SNC: opióides, ansiolíticos, álcool, hipno-sedativos,
anestésicos gerais.
Aumento dos efeitos anticolinérgicos: atropina, antiparkinsonianos, anticolinérgicos,
antidepressivos tricíclicos.
ORIENTAÇÕES AOS PACIENTES
Orientar para evitar o uso de bebidas alcoólicas ou sedativos.
Orientar para notificar o aparecimento de movimentos involuntários.
Alertar para a importância de não suspender o tratamento abruptamente.
Orientar para a exigência de cautela com atividades que exijam atenção, como dirigir e
operar máquinas.
Informar mulheres em idade fértil sobre os riscos e aconselhar a comunicar suspeita de
gravidez.
MALEATO DE LEVOMEPROMAZINA – Neozine, Levozine.
PROPRIEDADES
É um antipsicótico que pertence à classe das fenotiazinas alifáticas como a clorpromazina.
Quimicamente é a metotrimeprazina, somente utilizada como isômero levógiro denominado
levomepromazina. Como os outros neurolépticos, seu mecanismo de ação ocorre bloqueando
os receptores pós-sinápticos dopaminérgicos mesolímbicos cerebrais. Possui uma potência
farmacológica menor (1/3) que a clorpromazina e, como ela, desenvolve efeito sedativo,
potencializador de analgésicos (neuroleptoanalgesia). Em quadros psicóticos e na
esquizofrenia a levomepromazina é ativa em casos agudos com excitação e agitação. Sua
administração via oral garante uma boa absorção e biodisponibilidade do fármaco. Passa por
biotransformação metabólica hepática e é eliminada especialmente pela urina e bílis.
INDICAÇÕES:
É um medicamento cuja ação esperada é a sedação e melhora de quadros mentais, como por
exemplo, a ansiedade em pacientes psicóticos e na terapia adjuvante para o alívio do delírio,
agitação, inquietação, confusão, associados com a dor em pacientes terminais, psicopatias
agudas ou crônicas, esquizofrenias crônicas, síndromes de excitação psicomotora, psicoses,
alucinações. Age no Sistema Nervoso Central (SNC) através de sua propriedade
antidopaminérgica (que inibem a estimulação excessiva do SNC).
DOSE
Em psicopatias leves ou moderadas a dose média aconselhada é de 6-12mg/dia; em casos de
pacientes graves com psicopatias rebeldes, refratárias ou recidivantes, com quadro de agitação
e excitação, são empregados 50-150mg/dia, ou mais, segundo orientação médica. Em
neuroleptoanalgias emprega-se associado a outros fármacos (opiáceos, butirofenonas) por via
parenteral (IM) em doses de 100 a 500mg/dia.
EFEITOS SECUNDÁRIOS
Foram descritos boca seca, astenia, sonolência, agitação, insônia, cefaléias, discinesias
precoces e tardias, fotossensibilidade, depressão do SNC, hiperprolactinemia,
extrapiramidalismo, distúrbios da visão, tonturas, congestão nasal, hipotensão arterial,
icterícia obstrutiva, disúria, amenorréia, galactorréia. Incompatibilidade cruzada com outros
neurolépticos fenotiazínicos (clorpromazina).
PRECAUÇÕES
Em casos de tratamento prolongado devem ser realizados controles periódicos da função
medular, hepática, renal e oftálmica. O tratamento deve ser cuidadosamente monitorado em
indivíduos parkinsonianos, epilépticos e cardíacos. Os pacientes não devem ser expostos à
radiação solar ou ultravioleta. Em casos de hipertermia é imperativa a suspensão do
tratamento para avaliação de possível caso de síndrome neuroléptica maligna. A
administração durante a gravidez e a lactação deverá ser avaliada conforme a relação
risco/benefício.
INTERAÇÕES:
Anticolinérgicos e anti-histamínicos H1 potencializam os efeitos da levomepromazina.
Fármacos mielodepressores: potencializam a leucopenia e trombocitopenia.
Anestésicos gerais: pacientes submetidos a tratamento prolongado com
levomepromazina requerem doses menores de anestésico geral.
Aminas disputadoras: podem reduzir a eficácia do neuroléptico e esse, por sua vez, o
efeito estimulante das anfetaminas.
Podem ser afetados os efeitos dos fármacos anticonvulsivantes (fenitoínas) ao
reduzirmos o limiar para as crises convulsivas.
As respostas antiparkinsonianas da levodopa podem ser afetadas ao bloquear os
receptores cerebrais dopaminérgicos.
Também podem ocorrer interações medicamentosas com os seguintes fármacos:
antidepressivos tricíclicos, antitireóideos, betabloqueadores adrenérgicos,
anticolinérgicos, álcool, antiparkinsonianos e anti-hipertensivos.
CONTRAINDICAÇÕES
Em pacientes debilitados, caquéticos e idosos. Pacientes comatosos especialmente aqueles
que estejam recebendo fármacos neurodepressores. Indivíduos com antecedentes de depressão
medular, glaucoma, hipertrofia prostática, taquicardia. Doença de Parkinson. Insuficiência
hepática, cardiopatia isquêmica, patologias convulsivantes (epilepsia).
CLORIDRATO DE TIOREDAZINA - Melleril
PROPRIEDADES
MELLERIL® é um neuroléptico com atividade farmacológica básica similar à de outras
fenotiazinas, mas seu espectro clínico mostra diferenças significativas em relação a outros
agentes dessa classe. As características típicas de MELLERIL® são sua baixa tendência de
causar efeitos extrapiramidais e sua baixa atividade antiemética. MELLERIL® deve ser usado
apenas em pacientes adultos com esquizofrenia crônica ou exacerbações agudas não
responsivas ao tratamento com outros fármacos antipsicóticos, por causa de baixa efetividade
ou incapacidade de alcançar uma dose eficaz devido a reações adversas intoleráveis destes
medicamentos.
FARMACOCINÉTICA
MELLERIL é absorvido rápida e completamente no trato gastrointestinal. Concentrações
plasmáticas máximas são obtidas 2 a 4 horas após a ingestão. A biodisponibilidade sistêmica
média é de cerca de 60%. O volume de distribuição relativa é de cerca de 10 l/kg. A taxa de
ligação a proteínas é elevada (superior a 95%). A tioridazina é metabolizada no fígado; alguns
dos metabólitos (por exemplo, a mesoridazina e a sulforidazina) possuem propriedades
farmacodinâmicas similares àquelas do composto original. A excreção se dá principalmente
com as fezes (50%), mas também pelos rins (menos que 4% como droga inalterada e cerca de
30% como metabólitos). A meia-vida de eliminação plasmática é de 10 horas. A tioridazina
atravessa a placenta, e passa para o leite materno. Com MELLERIL comprimidos retarda
absorção é prolongada, sendo atingidas concentrações plasmáticas máximas 2 a 4 horas mais
tarde do que com as formas não retardas.
INDICAÇÕES
Sintomas variados de distúrbios mentais psicóticos e não-psicóticos graves, estes
caracterizados por agitação, depressão com agitação e distúrbios do sono. MELLERIL é
particularmente útil:
em pacientes psicóticos crônicos hospitalizados;
em pacientes psicóticos ambulatoriais;
em pacientes geriátricos com agitação, ansiedade ou estados combinados de ansiedade
e depressão graves, geralmente associados com graus variados de síndrome cerebral
orgânica;
durante supressão do álcool, para o alívio de sintomas como ansiedade, agitação,
hostilidade ou alucinações;
como auxiliar no tratamento de depressão com agitação;
em crianças com distúrbios graves de comportamento como instabilidade emocional,
hiperexcitabilidade, hiperatividade motora e agressividade.
CONTRAINDICAÇÕES
Estados comatosos ou depressão acentuada do sistema nervoso central; história de
hipersensibilidade a outras fenotiazinas ou discrasia sanguínea; doença cardiovascular
grave. MELLERIL não deve ser administrado a crianças com menos de 1 ano de idade.
PRECAUÇÕES
Recomenda-se precaução em pacientes com glaucoma de ângulo
estreito, hipertrofia prostática ou doença cardiovascular (doença cardiovascular grave é
contraindicação).MELLERIL pode prejudicar a capacidade de dirigir veículos ou operar
máquinas. Embora a incidência de leucopenia e/ou agranulocitose com MELLERIL seja
baixa, como com qualquer outro fenotiazínico, devem-se realizar hemogramas regularmente,
durante os primeiros meses de tratamento e imediatamente, se ocorrerem sinais clínicos
sugestivos de discrasia sanguínea. Em pacientes com hepatopatia é necessário o controle
regular da função hepática. MELLERIL tem-se mostrado útil no tratamento de distúrbios do
comportamento em pacientes epilépticos; nesses casos, deve-se continuar com a medicação
anticonvulsivante e considerar um ajuste na posologia. Durante
a gravidez, MELLERIL somente deve ser prescrito em circunstâncias imperativas. Mães
tratadas com MELLERIL não devem amamentar.
INTERAÇÕES
Os fenotiazínicos podem acentuar os efeitos depressores de álcool, sedativos e anti-
histamínicos, os efeitos antimuscarínicos de anticolinérgicos e os efeitos inibidores cardíacos
da quinidina. Os fenotiazínicos podem reduzir os efeitos antiparkinsonianos da levodopa. Os
fenotiazínicos podem reduzir o limiar convulsivo em pacientes epilépticos. Pode ser
necessário o ajuste da posologia de medicamentos anticonvulsivantes. Devido a sua ação
adrenolítica, os fenotiazínicos podem reduzir o efeito pressor de vasoconstritores
adrenérgicos. O uso simultâneo de inibidores da MAO pode prolongar e intensificar os efeitos
sedativos e antimuscarínicos dos fenotiazínicos. O uso concomitante de lítio pode agravar
os sintomas extrapiramidais e a neurotoxicidade causada por neurolépticos. O efeito
antiemético dos fenotiazínicos pode mascarar os primeiros sinais de toxicidade do lítio. O uso
simultâneo de betabloqueadores pode aumentar os níveis plasmáticos de fenotiazínicos.
Medicamentos antiácidos e antidiarréicos podem inibir a absorção de fenotiazínicos.
EFEITOS COLATERAIS
Sedação, vertigem, hipotensão ortostática; congestão nasal, xerostomia, distúrbios de
acomodação visual, retenção ou incontinência urinária. Galactorréia, irregularidades
menstruais, distúrbios de ereção (impotência ou priapismo) e de ejaculação.
Erupções cutâneas alérgicas, fotossensibilidade. Náuseas, constipação, alteração ponderal;
hipertermia; icterícia. Há alguns relatos de síndrome maligna do neuroléptico (rigidez
muscular, hipertermia, estado mental alterado, instabilidade autonômica), uma afecção que
requer imediata descontinuação do medicamento e tratamento sintomático adequado.
Podem ocorrer sintomas extrapiramidais com doses elevadas de MELLERIL.
POSOLOGIA
A posologia e o horário de tomada do medicamento devem ser ajustados individualmente, de
acordo com a natureza e a gravidade dos sintomas. Recomenda-se iniciar com doses baixas e
aumentá-las gradativamente até que se atinja o nível plenamente eficaz. As quantidades
diárias totais de MELLERIL drágeas são geralmente administradas em 2 a 4 doses.
SUPERDOSAGEM
Sintomas : xerostomia, náusea, vômito, sonolência, desorientação, hipercinesia, hipertermia,
convulsões,coma, taquicardia, arritmia, hipotensão, colapso, depressão respiratória.
Tratamento : lavagem gástrica seguida de administração de carvão ativado. Cuidados gerais
e monitorização de possíveis efeitos sobre os sistemas cardiovascular, respiratório e nervoso
central. Para a hipotensão: expansores do plasma; em casos resistentes podem-se usar
vasopressores (por exemplo, dopamina). Para convulsões: benzodiazepínicos.
FLUFENAZINA – Flufefan, Anatensol.
PROPRIEDADES
Acredita-se que a flufenazina melhora os estados psicóticos por bloqueio dos receptores pós-
sinápticos dopaminérgicos mesolímbicos no cérebro. Também produz um bloqueio alfa-
adrenérgico e deprime a liberação de hormônios hipotalâmicos e hipofisários. Entretanto, o
bloqueio dos receptores dopaminérgicos aumenta a liberação de prolactina da hipófise. Tem
fraco efeito antiemético, antimuscarínico e sedativo, e forte efeito extrapiramidal. É
metabolizada no fígado e excretada por via renal.
INDICAÇÕES
Estados psicóticos, esquizofrenia e na fase maníaca da doença maníaco-depressiva. Dor
neurogênica crônica.
DOSE
Via oral - adultos: 0,5 a 2,5mg, 1 a 4 vezes ao dia, com ajuste da dose conforme a necessidade
e tolerância. Os pacientes geriátricos ou debilitados necessitam, em geral, de uma dose inicial
menor. Dose limite para adultos: até 20mg/dia. Dose pediátrica: 0,25 a 0,75mg, 1 a 4 vezes ao
dia. Via parenteral - adultos: intramuscular ou subcutânea: 12,5 a 25mg cada 1 a 3 semanas,
conforme a necessidade. Dose máxima: até 100mg por dose. Crianças de 12 anos em diante:
dose para adultos.
REAÇÕES ADVERSAS
Nos primeiros dias de tratamento, e com mais frequência nos idosos, podem ocorrer efeitos
extrapiramidais distônicos e congestão nasal. São de incidência menos frequente: visão turva
ou qualquer alteração de visão, pulso irregular, sensação de cansaço não habitual, palidez,
micção dificultada, erupção cutânea, alterações do ciclo menstrual, enjoos, sonolência, secura
na boca, secreção de leite não habitual, náuseas, vômitos, tremores dos dedos e mãos.
PRECAUÇÕES
Evitar o consumo de álcool ou outros depressores do SNC. Não tomar durante as 2 horas
posteriores à administração de antiácidos ou medicamentos antidiarreicos. Cuidado ao dirigir,
devido à possível sonolência ou visão turva. Possível fotossensibilidade, sendo recomendado
evitar a exposição ao sol ou o uso de lâmpadas solares. Pode ser ingerida com alimentos, água
ou leite para diminuir a irritação gástrica. No caso de terapêutica parenteral, controlar os
pacientes geriátricos e pediátricos devido à maior incidência de reações hipotensoras e
extrapiramidais. A relação risco-benefício deverá ser avaliada na indicação durante a gravidez
e o período de lactação, já que pode produzir sonolência no lactente e em mães que tenham
recebido fenotiazinas. Os neonatos podem apresentar icterícia prolongada, hiporreflexia e
hiperreflexia e efeitos extrapiramidais. Em crianças com doenças agudas (sarampo, infecções
do SNC, desidratação, gastroenterite), desenvolvem-se com maior facilidade reações
neuromusculares, principalmente distonias. Em idosos, sugere-se administrar a metade da
dose usual para adultos. Em pacientes com síndrome orgânica cerebral deve-se diminuir a
dose a um quarto da usual para adultos.
INTERAÇÕES
Os antimuscarínicos antidiscinésicos ou anti-histamínicos podem intensificar os efeitos
colaterais antimuscarínicos (confusão, alucinações, pesadelos). As anfetaminas diminuem seu
efeito estimulante quando utilizadas simultaneamente com fenotiazinas. O uso de antiácidos
ou antidiarreicos pode inibir a absorção de flufenazina. As fenotiazinas podem baixar o limiar
das crises convulsivas, podendo ser, portanto, necessário ajustar a dose de anticonvulsivantes.
Os antidepressivos intensificam os efeitos antimuscarínicos. Os efeitos antiparkinsonianos da
levodopa podem ser inibidos pelo bloqueio dos receptores dopaminérgicos no cérebro. O uso
simultâneo de quinidina pode originar efeitos cardíacos aditivos. Os bloqueadores beta-
adrenérgicos originam uma concentração plasmática elevada de cada medicação. O uso com
antitireóideos pode aumentar o risco de agranulocitose.
CONTRAINDICAÇÕES
Depressão grave do SNC, estados comatosos, doença cardiovascular grave; a relação risco-
benefício deve ser avaliada na presença de alcoolismo, angina pectoris, discrasias sanguíneas,
glaucoma, disfunção hepática, Mal de Parkinson, úlcera péptica, retenção urinária, hipertrofia
prostática benigna, distúrbios convulsivos e vômitos.
RISPERIDON – Risperidal
INFORMAÇÃO AO PACIENTE
A RISPERIDONA é um antipsicótico pertencenteà classe de agentes antipsicóticos, os
derivados do benzisoxazol. É um antagonista seletivo das monoaminas cerebrais com
propriedades únicas. Tem alta afinidade pelos receptores serotoninérgicos HT2 5 e
dopamínicos D2. A atividade antipsicótica da RISPERIDONA pode ser mediada através do
antagonismo e combinação desses sítios receptores, particularmente pelo bloqueio dos
receptores serotoninérgicos cortical e sistema dopaminérgico límbico.
Apesar de a RISPERIDONA ser um antagonista D2 potente, o que é considerado como ação
responsável pela melhora dos sintomas positivos da esquizofrenia, o seu efeito depressor da
atividade motora e indutor de catalepsia é menos potente do que dos neurolépticos clássicos.
O antagonismo balanceado serotoninérgico e dopaminérgico central pode reduzir a
possibilidade de desenvolver efeitos extrapiramidais e estende a atividade terapêutica sobre
os sintomas negativos e afetivos da esquizofrenia.
A RISPERIDONA é rapidamente absorvida. A alimentação não afeta a absorção, portanto a
RISPERIDONA pode ser ingerida durante as refeições ou não. A RISPERIDONA é
rapidamente distribuída. O volume de distribuição é de 1 a 2 L/kg. No plasma a
RISPERIDONA é ligada às proteínas plasmáticas (albumina e alfa 1 glicoproteína ácida
AGP). Esta ligação é de 88% para a RISPERIDONA é de 77% para a 9-hidroxi-
RISPERIDONA.
Após administração oral a pacientes psicóticos, a RISPERIDONA é eliminada com uma
meia-vida de 3 horas. A meia- vida de eliminação da 9 hidroxi-RISPERIDONA e da fração
antipsicótica ativa é de 24 horas. Pacientes com função renal comprometida apresentam
aumento na meia-vida de eliminação, sendo então recomendado redução na dosagem de
RISPERIDONA a estes pacientes.
INDICAÇÕES
A RISPERIDONA é indicada no tratamento das psicoses esquizofrênicas agudas e crônicas. É
indicada em outros distúrbios psicóticos onde são proeminentes os sintomas positivos
como: alucinações, delírios, distúrbios do pensamento, hostilidade, desconfiança; e/ou
negativos, como: embotamento afetivo, isolamento emocional e social, pobreza de discurso.
Também é indicada para alívio de sintomas afetivos associados à esquizofrenia, tais como,
depressão, sentimentos de culpa, ansiedade, tensão.
CONTRA-INDICAÇÕES
A RISPERIDONA é contraindicada em pacientes com hipersensibilidade ao produto e/ou aos
componentes da fórmula.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Pode ocorrer hipotensão ortostática, especialmente no início da adaptação posológica. O
produto deve ser usado com precaução em pacientes com doença cardiovascular,
como insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, distúrbios da
condução, desidratação, hipovolemia ou doença cerebral vascular e a dose deve ser ajustada
gradualmente. No caso de hipotensão, a dose deve ser diminuída. Pode ocorrer o
aparecimento de discinesia tardia, caracterizada por movimentos involuntários rítmicos,
principalmente da face e/ou língua. Foi relatado que o aparecimento
de sintomas extrapiramidais representa um fator de risco no desenvolvimento de discinesia
tardia e o produto apresenta um risco menor do que os neurolépticos clássicos na indução da
mesma. Se sinais de discinesia aparecerem, todos os medicamentos antipsicóticos devem ser
suspensos. Não se pode eliminar a possibilidade de ocorrência de síndrome neuroléptica
maligna com o uso de RISPERIDONA, caracterizada pelo aparecimento de hipertermia,
rigidez muscular, instabilidade autonômica, alteração da consciência, elevação dos níveis de
CPK. Caso estes sintomas ocorram, toda a medicação antipsicótica deve ser interrompida.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Devido aos efeitos primários sobre o SNC, deve-se ter cuidado quando a RISPERIDONA é
administrada em associação com medicamentos com ação central.
A RISPERIDONA pode antagonizar o efeito da levodopa e de outros agonistas
dopaminérgicos. Os fenotiazínicos, antidepressivos tricíclicos e alguns betabloqueadores
podem aumentar as concentrações plasmáticas da RISPERIDONA, mas não da fração
antipsicótica. A carbamazepina diminui os níveis plasmáticos da fração antipsicótica ativa da
RISPERIDONA. Medicamentos antidepressivos podem realçar o efeito hipotensor da
RISPERIDONA. A dose deve ser reavaliada e, se necessário, diminuída no caso de suspensão
do uso de carbamazepina ou outros indutores de enzimas hepáticas.
REAÇÕES ADVERSAS / COLATERAIS
Os efeitos colaterais e as reações adversas são frequentemente difíceis de serem distinguidos
dos sintomas da doença, embora o produto seja bem tolerado. Os seguintes efeitos
colaterais ou reações adversas podem ocorrer indicando necessidade de atenção médica:
insônia, agitação, ansiedade e cefaleia. Em casos raros foram observados: sonolência,
cansaço, dificuldade de concentração, constipação, dispepsia, incontinência
urinária, visão turva, tontura, náuseas, vômito, dor abdominal, priapismo, disfunção sexual ou
diminuição da libido, rinite, rash cutâneo ou prurido. Com o uso de RISPERIDONA ocorre
menor tendência ao aparecimento de efeitos extrapiramidais que com a maioria dos
neurolépticos. Outras reações: Discenesia tardia, síndrome neuroléptica maligna, desregulação
da temperatura corporal e convulsões foram relatados em pacientes esquizofrênicos. Há
relatos de diminuição moderada na contagem de neutrófilos e/ou trombócitos.
SUPERDOSAGEM
Os sintomas mais comuns da superdosagem por RISPERIDONA são:
sonolência, sintomas extrapiramidais,hipotensão, taquicardia, sedação, anormalidade no ECG,
distúrbios eletrolíticos, tonturas.Não existe antídoto específico para RISPERIDONA, o
tratamento é essencialmente sintomático e de suporte. Considerar sempre o envolvimento de
outras drogas. O tratamento compreende lavagem gástrica (após intubação se o paciente
estiver inconsciente), administração de carvão ativado, laxante, assegurar e manter as vias
aéreas livres, auxiliando a ventilação com oxigênio ou sistema de ventilação controlada.
A monitorização cardiovascular deve começar imediatamente e deve incluir monitorização
com ECG contínuo para detecção de possíveis arritmias. Para o tratamento
de sintomas extrapiramidais indica-se a administração de agente anticolinérgico. Para o
tratamento de hipotensão e colapso circulatório indica-se a administração de agentes
simpaticomiméticos e/ou infusão de líquidos. Para o tratamento de arritmias indicam-se
agentes antiarrítmicos. Em caso de sintomatologia extrapiramidal grave, devem ser
administrados anticolinérgicos. Medidas de suporte como hidratação, oxigenação, ventilação,
correção do equilíbrio eletrolítico, são essenciais para manter a função vital. A monitorização
deve durar até que o paciente se recupere. Pacientes idosos, com diminuição das
funções renal, hepática e cardíaca, e com aumento da tendência à hipotensão, devem ter uma
supervisão médica cuidadosa durante o tratamento e a posologia deve ser ajustada, sendo que
as doses inicias e os subsequentes aumentos das doses deverão ser reduzidos pela metade.
CLOZAPINA – Leponex
INDICAÇÕES
É indicado em pacientes com esquizofrenia resistente ao tratamento, isto é, pacientes com
esquizofrenia que não respondem ou são intolerantes a outros antipsicóticos. É indicado na
redução do risco de comportamento suicida recorrente em pacientes com esquizofrenia ou
transtorno esquizoafetivo, quando considerados sob risco de repetir o comportamento suicida,
baseado no histórico e estado clínico recente. É indicado em transtornos psicóticos ocorridos
durante a doença de Parkinson, quando o tratamento padrão não obteve resultado satisfatório.
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
MECANISMO DE AÇÃO
Leponex tem demonstrado ser diferente dos antipsicóticos clássicos. Em estudosfarmacológicos experimentais, o composto não induz catalepsia nem inibe o comportamento
estereotipado induzido por apomorfina ou anfetamina. Apresenta apenas fraca atividade
bloqueadora de dopamina em receptores D1, D2, D3 e D5, mas demonstra elevada potência
em receptores D4, além de potente efeito antialfa-adrenérgico, anticolinérgico, anti-
histamínico e inibidor da reação de alerta. Apresenta também propriedades
antisserotoninérgicas.
Clinicamente, Leponex produz sedação rápida e acentuada e exerce efeito antipsicótico em
pacientes com esquizofrenia resistente a outros agentes antipsicóticos. Nesses pacientes,
Leponex é eficaz no alívio tanto de sintomas esquizofrênicos positivos como negativos em
estudos de curto e longo prazo.
Leponex é único no sentido de não produzir virtualmente nenhuma das reações
extrapiramidais mais relevantes, como distonia aguda e discinesia tardia. Além disso,
síndrome parkinsoniana como reação adversa e acatisia, são raras. Ao contrário dos
antipsicóticos clássicos, clozapina produz pequena ou nenhuma elevação de prolactina,
evitando, portanto, efeitos colaterais como ginecomastia, amenorreia, galactorreia e
impotência.
Reações adversas potencialmente graves produzidas pelo tratamento com Leponex são a
granulocitopenia e a agranulocitose, com ocorrência estimada de 3% e 0,7%, respectivamente.
FARMACOCINÉTICA
Absorção: A absorção da clozapina por via oral é de 90% a 95%; nem a velocidade ou
extensão da absorção é influenciada pela ingestão de alimentos. A clozapina sofre
metabolismo de primeira passagem moderado, o que resulta em biodisponibilidade absoluta
de 50% a 60%.
Distribuição: No estado de equilíbrio, quando administrada duas vezes ao dia, seus níveis
plasmáticos máximos ocorrem, em média em 2,1 horas (variação: 0,4 a 4,2 horas), e o volume
de distribuição é de 1,6 L/kg. A clozapina liga-se aproximadamente 95% as proteínas
plasmáticas.
Biotransformação/metabolismo: A clozapina é quase completamente biotransformada antes
da excreção. Dos metabólitos principais, somente o metabólito desmetilado apresenta
atividade. Suas ações farmacológicas assemelham-se às da clozapina, mas são
consideravelmente mais fracas e de duração mais curta.
Eliminação: Sua eliminação é bifásica, com meia-vida terminal média de 12 horas (variação:
de 6 a 26 horas). Após dose única de 75 mg, a meia-vida terminal foi de 7,9 horas, passando a
14,2 horas, quando se atingiu o estado de equilíbrio com doses diárias de 75 mg durante pelo
menos 7 dias. Somente traços do fármaco inalterado são detectados na urina e nas fezes.
Aproximadamente 50% da dose administrada é excretada como metabólitos na urina e 30%
nas fezes.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade conhecida à clozapina ou a outros excipientes da formulação de
Leponex;
Pacientes incapazes de sofrerem hemogramas regulares;
Pacientes com antecedentes de granulocitopenia/agranulocitose tóxica ou
idiossincrática (com exceção de granulocitopenia/agranulocitose causadas por
quimioterapia prévia);
Transtornos hematopoiéticos;
Epilepsia não controlada;
Psicoses alcoólicas e tóxicas, intoxicação por drogas, afecções comatosas;
Colapso circulatório e/ou depressão do SNC de qualquer origem;
Transtornos renais ou cardíacos graves (miocardite, por exemplo);
Hepatopatia ativa associada a náusea, anorexia ou icterícia; hepatopatia progressiva;
insuficiência hepática;
Íleo paralítico.
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com transtornos renais ou
cardíacos graves (miocardite, por exemplo).
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com hepatopatia ativa
associada à náusea, anorexia ou icterícia; hepatopatia progressiva; insuficiência
hepática.
REAÇÕES ADVERSAS
Distúrbios do sistema imunológico
Angioedema, vasculite leucocitoclástica
Distúrbios do sistema nervoso
Síndrome colinérgica, alterações no EEG
Distúrbios cardíacos
Infarto do miocárdio que pode ser fatal, dor no peito/angina pectoris
Distúrbios respiratórios
Congestão nasal
Distúrbios gastrintestinais
Diarreia, desconforto abdominal/azia/dispepsia, colite
Distúrbios hepatobiliares
Esteatose hepática, necrose hepática, hepatotoxicidade, fibrose hepática, cirrose
hepática, doenças hepáticas, incluindo os eventos hepáticos que levam a risco de
morte, tais como lesão hepática (lesão hepática mista ou colestática), falência hepática
que pode ser fatal e transplante do fígado.
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo, distúrbio da pigmentação
Distúrbios musculoesquelético e do tecido conjuntivo
Fraqueza muscular, espasmos musculares, dores musculares, lúpus eritematoso
sistêmico
Distúrbios renal e urinários, insuficiência renal, enurese noturna
CLORIDRATO DE ZIPRASIDONA – Geodon
INDICAÇÕES
Geodon® (cloridrato de ziprasidona monoidratado) é indicado para o tratamento da
esquizofrenia, transtornos esquizoafetivo e esquizofreniforme, estados de agitação psicótica e
mania bipolar aguda (doenças psiquiátricas), para manutenção da melhora clínica e prevenção
de recidivas (piora) durante a continuação da terapia e tratamento de manutenção em
pacientes com transtorno bipolar, em adultos. Geodon® também é indicado para o tratamento
de manutenção, em associação com lítio ou ácido valproico, em pacientes com transtorno
bipolar tipo I.
MECANISMO DE AÇÃO
O mecanismo de ação do Geodon® ocorre devido à sua atuação em receptores celulares
(locais específicos de ligação nas células) dos neurotransmissores dopamina e serotonina
(substâncias químicas que enviam informações pelas células nervosas).
CONTRA INDICAÇÃO
Geodon® é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade (reação alérgica) conhecida à
ziprasidona ou a qualquer componente da fórmula. Geodon® também é contraindicado a
pacientes com prolongamento conhecido do intervalo QT, incluindo síndrome congênita do
QT longo, a pacientes com infarto do miocárdio recente, insuficiência cardíaca
descompensada ou arritmias cardíacas que necessitem de tratamento com medicamentos
antiarrítmicos das classes IA e III, por ex. quinidina, procainamida, amiodarona, sotalol. Este
medicamento é contraindicado para menores de 18 anos.
ADVERTÊNCIAS
Geodon® não é recomendado durante a gravidez, a menos que seja avaliado o benefício
potencial para a mãe, com exclusiva orientação médica. Mulheres com potencial de
engravidar que estejam recebendo Geodon® devem, portanto, ser aconselhadas a utilizar um
método contraceptivo adequado. O uso do medicamento durante o período de amamentação
também não é recomendado. A segurança e a eficácia de Geodon® em indivíduos menores de
18 anos de idade ainda não foram estabelecidas. Geodon® não deve ser administrado
juntamente com álcool. Geodon® cápsulas contém lactose monoidratada.
EVENTOS ADVERSOS RELACIONADOS
Dor de cabeça; Constipação, Boca seca, Dispepsia, Aumento na salivação, Náusea, Vômito,
Nervoso Agitação, Acatisia, Tontura, Distonia, Síndrome extrapiramidal, Hipertonia, Insônia,
Sonolência, Tremor, Sentidos especiais, Visão anormal. Respiratório: transtorno respiratório
(incluindo sintomas de coriza). A incidência de convulsões foi rara, ocorrendo em menos do
que 1% nos pacientes tratados com Geodon (ziprasidona). Em estudos clínicos duplo-cegos,
ativo-controlados, a Escala de Carga de Distúrbio do Movimento (Movement Disorder
Burden Scale), uma medida de avaliação de sintomas extrapiramidais, foi estatisticamente
significante (p = 0,05) a favor da ziprasidona quando comparada ao haloperidol e risperidona.
Foram observadas alteraçõescomparáveis a essas na Escala de Simpson-Angus e Escala de
Acatisia de Barnes em pacientes tratados com ziprasidona e placebo. Além disso, a incidência
de relatos de acatisia e do uso de fármacos anticolinérgicos foi maior em pacientes tratados
com haloperidol e risperidona, quando comparados aos pacientes recebendo ziprasidona.
QUETIAPINA – Seroquel.
INDICAÇÃO
Em adultos, fumarato de quetiapina é indicado para o tratamento da esquizofrenia, como
monoterapia ou adjuvante no tratamento dos episódios de mania associados ao transtorno
afetivo bipolar, dos episódios de depressão associados ao transtorno afetivo bipolar, no
tratamento de manutenção do transtorno afetivo bipolar I (episódios maníaco, misto ou
depressivo) em combinação com os estabilizadores de humor lítio ou valproato, e como
monoterapia no tratamento de manutenção no transtorno afetivo bipolar (episódios de mania,
mistos e depressivos). Em adolescentes (13 a 17 anos), fumarato de quetiapina é indicado
para o tratamento da esquizofrenia. Em crianças e adolescentes (10 a 17 anos), fumarato de
quetiapina é indicado como monoterapia ou adjuvante no tratamento dos episódios de mania
associados ao transtorno afetivo bipolar.
O fumarato de quetiapina pertence a um grupo de medicamentos chamado antipsicóticos, os
quais melhoram os sintomas de alguns tipos de transtornos mentais como esquizofrenia e
episódios de mania e de depressão associados ao transtorno afetivo bipolar. A eficácia
antidepressiva foi tipicamente observada dentro de uma semana de tratamento.
CONTRA-INDICAÇÃO
Não deve ser utilizado fumarato de quetiapina se tiver alergia ao hemifumarato de quetiapina
ou a qualquer um dos componentes do medicamento.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Informar ao médico o mais rápido possível se o paciente tiver:
Febre, sintomas semelhantes à gripe, dor de garganta, ou de qualquer outra infecção, uma vez
que pode ser resultado da contagem de células brancas do sangue muito baixa, podendo exigir
a interrupção do tratamento.
Prisão de ventre, juntamente com dor abdominal persistente ou constipação que não
respondeu ao tratamento. Pode ocorrer um bloqueio mais grave do intestino.
É aconselhada a descontinuação gradual do tratamento com fumarato de quetiapina por um
período de pelo menos uma a duas semanas, pois foram descritos sintomas de descontinuação
aguda (repentina) como insônia, náusea e vômitos após a interrupção abrupta do tratamento.
O fumarato de quetiapina não está aprovado para o tratamento de pacientes idosos com
psicose relacionada à demência.
A depressão bipolar e certos transtornos psiquiátricos são associados a aumento do risco de
ideação suicida e comportamento suicida. Pacientes de todas as idades que são tratados com
medicamentos para transtornos psiquiátricos devem ser monitorados e observados de perto
quanto à piora clínica, tendência suicida ou alterações não usuais no comportamento.
Familiares e cuidadores devem ser alertados sobre a necessidade de observação do paciente e
comunicação com o médico.
Devido ao seu efeito primário no Sistema Nervoso Central (SNC), a quetiapina pode
interferir com atividades que requeiram um maior alerta mental. Durante o tratamento, o
paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem
estar prejudicadas.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião–dentista. Sintomas de abstinência podem ocorrer em recém-nascidos cujas mães
tenham feito uso de fumarato de quetiapina durante a gravidez. Mulheres que estiverem
amamentando devem ser aconselhadas a evitar a amamentação enquanto fazem uso de
fumarato de quetiapina.
A segurança e a eficácia de fumarato de quetiapina não foram avaliadas em crianças e
adolescentes com depressão bipolar. E também não foram avaliadas em crianças com idade
inferior a 13 anos com esquizofrenia e em crianças com idade inferior a 10 anos com mania
bipolar. Este medicamento contém lactose portanto, deve ser usado com cautela por pacientes
com intolerância a lactose.
REAÇÕES ADVERSAS:
Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): boca
seca, sintomas de descontinuação, elevações dos níveis de triglicérides séricos, elevações do
colesterol total, diminuição de HDL colesterol, ganho de peso, tontura, sonolência,
diminuição da contagem de uma proteína do sangue chamada hemoglobina e sintomas
extrapiramidais.
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes): leucopenia e neutropenia,
taquicardia, palpitações, visão borrada, constipação, dispepsia, vômito, astenia leve, edema
periférico, irritabilidade, pirexia, elevações das alanina aminotransaminases séricas, aumento
dos níveis de gama GT, aumento de eosinófilos (tipo de glóbulo branco), aumento da
quantidade de açúcar, elevação da prolactina sérica, diminuição do hormônio tireoidiano T4
total, T4 livre e T3 total, aumento do hormônio tireoidiano TSH, disartria, aumento do apetite,
dispneia, hipotensão ortostática, sonhos anormais e pesadelos.
SUPERDOSAGEM
Sintomas: sonolência e sedação, batimento rápido do coração e queda da pressão arterial.
Foram relatados casos de prolongamento do intervalo QT com superdose.
Tratamento: não há antídoto específico para a quetiapina. Em casos de intoxicação grave, a
possibilidade do envolvimento de múltiplos fármacos deve ser considerada e recomenda-se
procedimentos de terapia intensiva, incluindo estabelecimento e manutenção de vias aéreas
desobstruídas, garantindo oxigenação e ventilação adequadas, e monitoração e suporte do
sistema cardiovascular.
OLANZAPINA – Zyprexa.
INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
A olanzapina é um agente antipsicótico, antimaníaco e estabilizador do humor que demonstra
um perfil farmacológico alargado através de vários tipos de receptores. A olanzapina é
indicada para o tratamento da esquizofrenia. A olanzapina é eficaz na manutenção da
melhoria clínica, durante a terapêutica de continuação, nos doentes que tenham evidenciado
uma resposta inicial ao tratamento. A olanzapina é indicada no tratamento do episódio
maníaco moderado a grave. Nos doentes cujo episódio maníaco respondeu ao tratamento com
olanzapina, a olanzapina está indicada para a prevenção das recorrências nos doentes com
perturbação bipolar.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes; Doentes com risco
conhecido de glaucoma de ângulo fechado.
ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE UTILIZAÇÃO
Durante o tratamento antipsicótico, a melhoria da situação clínica do doente pode levar de
alguns dias a algumas semanas. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados durante
este período. A olanzapina não está aprovada para o tratamento da demência associada à
psicose e/ou alterações do comportamento, não sendo recomendada a sua utilização neste
grupo de doentes, devido ao aumento da mortalidade e do risco de acidentes vasculares
cerebrais. Não se recomenda o uso da olanzapina no tratamento da psicose associada à
agonista da dopamina em doentes com doença de Parkinson; A SMN é uma condição
associada à medicação antipsicótica que pode ser fatal, se um doente desenvolver sinais e
sintomas indicativos de SMN ou apresentar febre elevada sem justificação e sem
manifestações clínicas adicionais, todos os medicamentos antipsicóticos, incluindo a
olanzapina, deverão ser descontinuados. Não existem estudos adequados e bem controlados
em mulheres grávidas. As doentes devem ser alertadas para comunicaremao seu médico se
ficarem grávidas ou se pretenderem vir a engravidar, durante o tratamento com olanzapina.
No entanto, dado que a experiência no Homem é limitada, a olanzapina apenas deve ser usada
na gravidez se os potenciais benefícios justificarem os potenciais riscos para o feto. Os recém-
nascidos expostos durante o terceiro trimestre de gravidez a antipsicóticos (incluindo a
olanzapina) estão em risco de ocorrência de reações adversas incluindo sintomas
extrapiramidais e/ou de privação que podem variar em gravidade e duração após o parto. Num
estudo efetuado em mulheres saudáveis a amamentar, a olanzapina foi excretada no leite
materno. As doentes devem ser avisadas para não amamentarem a criança, no caso de estarem
a tomar olanzapina.
REAÇÕES ADVERSAS
Os efeitos indesejáveis mais frequentes (observados em > 1% dos doentes) associados com o
uso da olanzapina em ensaios clínicos foram sonolência, aumento de peso, eosinofilia,
elevação dos níveis de prolactina, colesterol, glicose e triglicéridos, glicosúria, aumento do
apetite, vertigens, acatisia, parkinsonismo, leucopenia, neutropenia, discinésia, hipotensão
ortostática, efeitos anticolinérgicos, elevações transitórias e assintomáticas das
aminotransferases hepáticas, erupção cutânea, astenia, fadiga, pirexia, artralgia, aumento da
fosfatase alcalina, elevação da gama glutamiltransferase, elevação do ácido úrico, elevação da
creatina fosfoquinase e edema
SOBREDOSAGEM
Sinais e sintomas : Entre os sintomas mais comuns da sobredosagem (com uma incidência >
10%) incluem-se: taquicardia, agitação/agressividade, disartria, sintomas extrapiramidais
diversos e redução do nível de consciência desde a sedação até ao coma. Outras
consequências da sobredosagem clinicamente significativas são: delírio, convulsões, coma,
possível síndrome maligna dos neurolépticos, depressão respiratória, aspiração, hipertensão
ou hipotensão, arritmias cardíacas (< 2% dos casos de sobredosagem) e paragem
cardiorrespiratória.
Tratamento: Não existe um antídoto específico para a olanzapina. Não se recomenda a
indução do vómito. Para o tratamento da sobredosagem podem utilizar-se procedimentos
padronizados (ex. lavagem gástrica, administração de carvão ativado). A administração
concomitante de carvão ativado demonstrou reduzir a biodisponibilidade oral da olanzapina
em 50 a 60%.
PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS
Absorção: A olanzapina é bem absorvida após administração oral, atingindo picos de
concentração no plasma entre 5 a 8 horas. A absorção não é afetada pelos alimentos. A
biodisponibilidade oral absoluta relativa à administração intravenosa não foi determinada.
Distribuição: A ligação da olanzapina às proteínas plasmáticas foi de 93% no intervalo de
concentração de 7 até cerca de 1000 ng/ml. A olanzapina liga-se predominantemente à
albumina e à α1- glicoproteína ácida.
Biotransformação: A olanzapina é metabolizada no fígado, pelas vias conjugativa e
oxidativa. O principal metabolito circulante é o 10-N-glucuronido, o qual não ultrapassa a
barreira hematoencefálica. Os citocromos P450-CYP1A2 e P450-CYP2D6 contribuem para a
formação dos metabolitos N-desmetil e 2-hidroximetil, ambos exibindo significativamente
menos atividade farmacológica in vivo do que a olanzapina em estudos animais. A atividade
farmacológica predominante é a da olanzapina.
Eliminação: Após administração oral, a semivida média de eliminação terminal da
olanzapina em indivíduos saudáveis variou na base da idade e do sexo. Em indivíduos idosos
(65 anos ou mais) saudáveis versus indivíduos não idosos, a semivida média de eliminação da
olanzapina foi prolongada (51,8 versus 33,8 h) e a depuração foi reduzida (17,5 versus 18,2
l/h). A variabilidade farmacocinética observada nos idosos está dentro do intervalo da
observada nos não idosos. Em indivíduos do sexo feminino versus indivíduos do sexo
masculino a semivida média de eliminação foi algo prolongada (36,7 versus 32,3 h) e a
depuração foi reduzida (18,9 versus 27,3 l/h). Contudo, a olanzapina (5-20 mg) demonstrou
um perfil de segurança comparável tanto nos doentes femininos (n=467) como nos
masculinos (n=869).
IMPREGNAÇÃO MALIGNA OU SÍNDROME NEUROLÉPTICA MALIGNA (SNM)
A síndrome neuroléptica maligna é uma reação idiossincrática ao uso de neurolépticos, tendo
já sido descrita como ocasionada pela retirada de agentes antiparkinsonianos e drogas
depletoras de dopamina, sua ocorrência, não tão rara, quando subestimada ou e
subdiagnosticada pode tornar-se uma complicação grave e potencialmente fatal.
O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos e laboratoriais além da exclusão de outras
possíveis causas de quadros semelhantes. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, no
DSM-IV, são necessários rigidez muscular severa e febre acompanhado de no mínimo 2 dos
10 itens seguintes: diaforese, disfagia, tremor, incontinência, alteração do estado mental,
mutismo, taquicardia, pressão arterial elevada ou lábil, leucocitose, creatinofosfoquinase
elevada.
O agente causal mais frequente é o haloperidol. Diversas outras drogas têm sido citadas como
causadoras de SNM entre elas flufenazina, lítio, tioridazina, clozapina, metoclopramida,
tetrabenazine, ecstasy, carbamazepina, entre outras. Condições clínicas associadas como
doença de Parkinson em pacientes sem exposição prévia a neurolépticos e infarto agudo do
miocárdio também encontram-se descritas.
Alguns fatores de risco para o aparecimento desta síndrome têm sido descritos tais como
agitação, exaustão física, neuroleptização rápida . Shalev e col. descrevem a ocorrência de 3
casos de SNM relacionados a uma onda de calor a qual os autores imputam papel coadjuvante
no aparecimento da síndrome. A fisiopatologia da SNM ainda não está definida. Acredita-se
que ela se deva a bloqueio dos receptores dopaminérgicos nos gânglios da base, fato este que
deu origem à sinonímia de síndrome da deficiência aguda de dopamina.
As manifestações clínicas da SNM abrangem largo espectro. O quadro mais típico é de
alteração do estado mental e rigidez muscular precedendo ou acompanhado de febre, aumento
de CPK e leucocitose. No diagnóstico diferencial da SNM várias situações clínicas devem ser
consideradas, sendo diagnóstico de exclusão em pacientes com alteração do estado mental,
febre e hipertonia.
Sérias complicações frequentemente se desenvolvem em pacientes com SNM, sendo que mais
de um terço destes necessitam de cuidados em unidade de terapia intensiva. A maior causa de
morbidade e mortalidade é a insuficiência respiratória. Esta pode ser ocasionada por
broncoaspiração, taquipnéia superficial com hipoventilação, embolia pulmonar, choque.
outras complicações são a insuficiência renal secundária à rabdomiólise e mioglobinúria e as
convulsões.
No tratamento da SNM estão incluídas medidas de suporte como hidratação, suporte
ventilatório e nutricional adequados, prevenção de eventos tromboembólicos através do uso
de heparina em baixas doses. O tratamento específico da síndrome permanece controverso.
Embora vários estudos relatem o benefício do uso de dantrolene e/ou bromocriptina, lisuride,
eletroconvulsoterapia, plasmaferese, levodopa intravenosa, carbidopa/levodopa, ainda existem
algumas dúvidas sobre tal valor. O prognóstico da SNM depende fundamentalmente da
precocidade do diagnóstico e do tratamento instituído. A mortalidade da síndrome varia de 9 a
30%. O pico de temperatura permanece associado ao da sobrevida.
A SNM constitui uma complicação do uso de neurolépticos mais comum do que se imagina
devendo seu diagnóstico e manejo ser do conhecimento não só do psiquiatra e neurologistamas também do clínico geral, fato este que pode levar ao diagnóstico mais precoce da
síndrome, o qual contribui decisivamente para o sucesso do tratamento e para o completo
restabelecimento dos indivíduos acometidos.
EXAMES LABORATORIAIS:
Leucocitose, CPK e aldolase
Menos comuns:
Desidrogenase Láctica elevada
Transaminases elevadas.
Pode ocorrer insuficiência renal aguda por mioglobinúria - Apresentando então
elevação de Uréia e Creatinina.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL:
Hipertermia maligna (provocado por anestésicos de inalação ou succinilcolina,
também por estresse, infecção, exercícios físicos intenso ou prolongados).
Catatonia letal aguda: agitação prolongada, seguida por hipereflexia, retraimento,
catatonia, choque vascular e morte.
Neurotoxicidade: Por lítio ou pela combinação de lítio com um agente neuroléptico.
Choque térmico: É frequentemente precipitado por neurolépticos femotiazímicos e é
secundário à perturbação da regulação térmica do S.N.C
Infecção do SNC: Encefalite virótica, tétano e outras infecções.
Outros distúrbios: Síndrome anticolinérgica central, mutismo acinético estados
hipertônicos (rigidez histérica), tetania, envenenamento por estricnina; Estado de Mal
Epiléptico, lesões cerebrais sub corticais (AVC, TCE, Neoplasias). Doenças
Sistêmicas tais como porfiria intermitente aguda e tetania; Abstinência abrupta de
agonistas dopaminérgicos (levodopa); Utilização de agentes depletores de dopamina
(p.ex., reserpina)
CARBONATO DE LÍTIO
Sinônimos: Carbolítio, Ácido carbônico com sal de lítio, carbonato dilítio, Carbolim,
Carbolítium, Litiocar.
Classe: Estabilizador do humor
CARACTERÍSTICAS
O carbonato de lítio é um pó cristalino branco, inodoro, de sabor levemente alcalino. Cada
grama representa 27mEq de lítio. A parte ativa dos sais de lítio é o íon lítio (Li+). No Brasil, o
lítio é comercializado sob a forma de carbonato, tanto de liberação "normal" (absorção em 1 a
1,5 hora) quanto de liberação controlada ("CR", absorção em 4 a 4,5 horas). A meia-vida de
eliminação (18 horas em adolescentes, 20 a 26 horas em adultos e 36 horas em idosos)
permite o uso em dose única diária de qualquer forma farmacológica. Para se evitar um pico
sérico acentuado, dá-se preferência à posologia dividida de 12/12 horas para a forma de
liberação normal. A excreção é virtualmente toda renal, sem biotransformação nem ligação a
proteínas plasmáticas. O estado de equilíbrio ("steady-state") é atingido em quatro a sete dias,
após os quais já pode ser solicitada a litemia.
Estudos pré-clínicos mostraram que o lítio altera o transporte do sódio nas células nervosas e
musculares provocando uma alteração no metabolismo intraneural das catecolaminas, porém
o mecanismo específico de ação do lítio no tratamento da mania é desconhecido.
Apesar de o lítio restabelecer o humor nos transtornos bipolares, o paciente tem reações
emocionais normais e pode sentir ou não pequenas interferências com a capacidade física e
mental. Os íons lítio são rápida e quase completamente absorvidas no trato gastrintestinal. A
absorção completa ocorre em cerca de 8 horas, com pico de concentração ocorrendo duas a
quatro horas após a dose oral.
INDICAÇÕES
O carbonato de lítio é indicado no tratamento de episódios maníacos nos transtornos
bipolares; no tratamento de manutenção de indivíduos com transtorno bipolar, diminuindo a
frequência dos episódios maníacos e a intensidade destes quadros; na profilaxia da mania
recorrente; prevenção da fase depressiva e tratamento de hiperatividade psicomotora. Quando
dado a um paciente em episódio maníaco, o carbonato de lítio pode normalizar os sintomas
num período que varia de 1 a 3 semanas.
O carbonato de lítio é indicado como adjunto aos antidepressivos na depressão recorrente
grave, como um suplemento para o tratamento antidepressivo na depressão maior aguda. No
tratamento da depressão, o lítio tem sua indicação nos casos em que os pacientes não
obtiveram resposta total após uso de ISRS ou tricíclicos por 4 a 6 semanas com doses
efetivas. Nesses casos a associação com lítio potencializará a terapia em curso.
CONTRAINDICAÇÕES
O uso deste medicamento é contraindicado em caso de hipersensibilidade ao carbonato de
lítio e/ ou demais componentes da formulação. Não deve ser usado durante a gravidez e
período de aleitamento. O carbonato de lítio não deve ser administrado em pacientes
portadores de doenças renais e cardiovasculares, em indivíduos debilitados ou desidratados,
em quadros de depleção de sódio, em indivíduos com uso de diuréticos, pois o risco de
intoxicação se eleva nestes pacientes. Porém se, a critério médico o risco for menor do que os
benefícios do seu uso, o carbonato de lítio deve ser administrado com muita precaução,
incluindo dosagens séricas frequentes e ajuste de doses abaixo das habituais. Em alguns casos
indica-se a hospitalização do paciente.
TRATAMENTO
Objetiva diminuir a litemia, restabelecer o equilíbrio hidro-eletrolítico e prevenir a ocorrência
de sequelas neurológicas. Não há antídoto específico para o Lítio. Qualquer paciente com
ingestão aguda de lítio deve ser avaliado e manejado como qualquer outra ingestão,
principalmente se não puder excluir outras drogas concomitantes.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
À semelhança de outros fármacos utilizados para esta especialidade, o carbonato de lítio pode
sofrer interação adversa com outros medicamentos em alguns pacientes. Síndrome cerebral
caracterizada por fraqueza, letargia, febre, tremores, confusão mental, sintomas
extrapiramidais, leucocitose, elevação de enzimas séricas seguida de danos cerebrais
irreversíveis podem ocorrer em alguns pacientes que utilizam o haloperidol em associação
com o carbonato de lítio. A possibilidade de interações adversas semelhantes com outros
antipsicóticos existe. O carbonato de lítio pode prolongar os efeitos de agentes bloqueadores
neuromusculares e, portanto estes agentes devem ser administrados cuidadosamente a
pacientes em litioterapia.
Indometacina e piroxicam podem levar a um aumento significativo dos níveis plasmáticos
do lítio. Agentes inflamatórios não hormonais devem ser administrados com o controle
rigoroso da litemia. Cuidados devem ser tomados quando da associação do carbonato de lítio
com fenilbutazona, diuréticos como hidroclorotiazida e clortiazida, ou inibidores da
conversão da angiotensina, pois a perda de sódio pode diminuir o clearence renal do lítio
aumentando a sua concentração plasmática a níveis tóxicos. Quando houver estas associações,
as doses do carbonato de lítio devem ser diminuídas e seus níveis séricos determinados com
maior frequência.
TOXICIDADE:
Há uma divisão entre os tipos de envenenamento por lítio:
1- Intoxicação aguda, voluntária ou acidental, em pacientes que não estavam sob
tratamento prévio com lítio. Esta intoxicação traz menos riscos e os pacientes geralmente
mostram somente sintomas leves, independente da concentração sérica de lítio. Todavia,
sintomas mais graves podem surgir após algum tempo se a eliminação do lítio for
prejudicada.
2- Intoxicação aguda sobre crônica, uma overdose aguda em pacientes que estão se tratando
com lítio. Neste tipo de intoxicação, concentrações séricas em torno de 3-4 mmol/l estão
associadas com sintomas severos.
3- Intoxicação crônica ou terapêutica, que ocorre em pacientes que usam lítio. Estes
pacientes desenvolvem progressiva intoxicação, seguida de um aumento na dose, uma
diminuição na excreção renal de lítio, uma doença intercorrente ou associação com outras
drogas. A severidade dos sintomasse correlaciona bem com a concentração sérica, apesar de
a intoxicação poder se apresentar com litemias menores que 1,5 mmol/l.
REAÇÕES ADVERSAS
Neurológicas: fadiga, letargia, déficit de memória, dificuldade de concentração,
tremor, polineuropatia.
Gastrointestinais: náusea, vômito, diarréia, dor abdominal, boca seca.
Renal: polidipsia, poliúria, diabetes insipidus, albuminúria, glicosúria, esclerose
glomerular, atrofia tubular, fibrose intersticial.
Cardiovascular: alterações na onda T, disfunção no nodo sinusal, dissociação do
Nodo AV.
Endócrino: hipotireoidismo, bócio, coma mixedematoso, tireotoxicose, hiperglicemia,
hipercalcemia, hipermagnesemia.
Dermatológico: edema, dermatite, estomatite, psoríase.
Oftalmológico: lacrimejamento, queimação, nistagmo, papiledema.
Hematológico: neutrofilia, eosinofilia.
LITEMIA
Inicia-se o tratamento com 3 comprimidos de 300 mg em uma só tomada à noite (900mg/dia)
podendo chegar a 1200 mg/dia. Tenho observado que a forma de liberação lenta (CR) é mais
tolerada, devendo-se começar com 2 comprimidos de 450 mg, dose única à noite.
Sendo o efeito terapêutico do lítio correlacionado à litemia, monitora-se este parâmetro que
deve ficar entre 0,6-1,2 mEq/litro, evitando-se os efeitos tóxicos (>1,2 mEq/L) e
estabelecendo o nível terapêutico recomendado. Na fase aguda, a litemia deve ficar próxima
do seu limite máximo permitido, frequentemente na faixa de 0,9-1,2 mEq/L. Mantido este
nível por 15 dias sem haver remissão dos sintomas, o paciente será considerado refratário ao
lítio.
A primeira litemia deve ser feita no sexto dia após o início do tratamento, colhendo-se o
sangue 12 horas após a última tomada do lítio, a partir daí, se fará medidas semanais nos dois
primeiros meses, espaçando-se gradualmente até se fazer a cada 3, 4ou 6 meses. É bom ter em
mente que cada 300 mg de lítio ou 1/2 comprimido da forma CR (450 mg) aumenta cerca de
0,25 mEq/L na litemia, e que 800 mg resulta numa litemia média de 0,7 mEq/L.
Uma vez estabilizado o quadro, o lítio será mantido por um período de pelo menos seis meses,
dependendo do caso, e então será reduzido para uma dose profilática em torno de 0,5-0,8
mEq/L Na prática, muitos pacientes são mantidos em 0,5mEq/L sem necessidade de aumentar
a dose.
A litemia é padronizada para uma coleta em jejum após 12 horas da última dose de lítio de
liberação normal, tomado em doses divididas de 12 em 12 horas. Níveis acima de 0,8 mEq/l
são considerados eficazes para o controle agudo dos sintomas do TBH. Alguns pacientes
podem necessitar de litemias mais altas para o controle completo (até 1,2 mEq/l, dependendo
da tolerabilidade). Tradicionalmente se utiliza níveis mais baixos (acima de 0,6 mEq/l) para a
fase de profilaxia, o que pode redundar em perda da eficácia. Por outro lado, nem sempre a
litemia apresenta correlação com o lítio intracelular, e pacientes idosos ou com doenças
crônicas (especialmente cardiopatas) podem apresentar-se intoxicados com litemias baixas.
Vale lembrar que as litemias para a forma "CR" tomada em dose única noturna são de 10% a
30% mais elevadas que no uso da forma comum de 12 em 12 horas; assim 1,2 mEq/l na forma
"CR" equivale, na verdade, de 1,08 a 0,84 mEq/l na forma comum, para a qual a litemia foi
padronizada.
REFERÊNCIAS
HANEL, RICARDO A. et al. Síndrome neuroléptica maligna: relato de caso com recorrência
associada ao uso de olanzapina. Arq. Neuro-Psiquiatr., Dez 1998, vol.56, no.4, p.833-837.
ISSN 0004-282X, disponível em http://www.scielo.br/pdf/anp/v56n4/1641.pdf, acessado em
28/05/2013 às 20:03hs
Bibliografia: Monografias do RS, vol. 6-A, p. 121-133. Atualizado no dia 27-04-2001, por
Karyne, Elyse, Tanise e Cris Gaspar. Revisado em 24-05-2001, por Tanise e Jackson.
Concluído em 26-05-2001, por Juliana, Tanise e Cristina Schreiber (Tina).
Sites Acessados (em 28 de maio de 2014, entre as 18hs e as 23hs):
http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/77/levomepromazina#ixzz333MyaSWV
http://www.polbr.med.br/ano02/artigo1102.php
http://www.jmpsiquiatria.com.br/edicao_19/artigos_edicao_19/02_sindrome.htm
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/conteudo/3181/cloridrato_de_clorpromazina.htm
http://2cristalia.com.br/takvip/arquivos/bulas/06fac9a9e89168c06a050def0c408ef2.pdf
http://www.saudedireta.com.br/catinc/drugs/bulas/melleril.pdf
http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/61/flufenazina#ixzz333ZzSM1l
https://sites.google.com/site/marciocandiani/antipsicoticos-tipicos-neurolepticos
http://www.bulas.med.br/bula/7213/risperidon+2mg+c+20cps.htm
http://www.portal.novartis.com.br/upload/imgconteudos/1822.pdf
https://www.pfizer.com.br/arquivoPdf/GeodonCapsulas.pdf
https://www.lilly.com.br/Inserts/Patients/Bula_Zyprexa_Zydis_Paciente_CDS24SET12.pdf
http://www.ema.europa.eu/docs/pt_PT/document_library/EPAR_-
_Product_Information/human/000287/WC500055611.pdf