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PSIQUIATRIA AULA 3 
PSICOFARMACOLOGIA 
 Farmacocinética: 
- Seria o que o corpo irá realizar com 
o fármaco ingerido. Corresponde as 
seguintes etapas: 
1. Absorção 
2. Distribuição 
3. Metabolização 
4. Excreção 
 
 Farmacodinâmica: 
- Seria o que o fármaco irá fazer no 
organismo. 
- EX: Tal medicamento retira a 
ansiedade / Abaixa a pressão ... 
 
LIBERAÇÃO DO FÁRMACO 
 Eu possuo os medicamentos de 
liberação rápida e outros de 
liberação prolongada 
 Os medicamentos de liberação 
rápida liberam seu fármaco de 
uma vez (então eles fazem um pico 
de ação) - são medicamentos que 
aumentam a chance de ter um 
efeito colateral. 
 Os medicamentos de liberação 
prolongada mantem um “plat ô” - 
liberam a mesma quantidade sem 
fazer picos de ação. 
- Quando queremos retirar algum 
efeito colateral do fármaco, o ideal é 
realizar um medicamento de 
liberação prolongada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EX: A Venlafaxina possuímos de 
liberação rápida e o Efexor XR que é 
de liberação prolongada. 
 
EX 2: Paciente depressivo que toma 
Bupropiona NÃO aguenta tomar ele 
de liberação rápida (muito efeito 
colateral) - então administramos o 
Bup XL que é de liberação 
prolongada, diminuindo esses efeitos 
adversos (É o mesmo medicamento, 
 
somente mudamos a forma de 
liberar). 
 
CONCENTRAÇÃO E ELIMINAÇÃO 
 Alguns medicamento devemos 
fazer um acompanhamento 
preciso com o paciente  Um 
exemplo é o lítio (Carbolítio), que 
possui um faixa terapêutica muito 
estreita. 
- Isso porque a dose subterapêutica e a 
dose tóxica são muito próximas 
(possuo um espaço mínimo 
terapêutico para transitar). 
 
 
 
 
 
- Ao iniciar o lítio, após 5 dias (que é 
o período que o lítio leva para 
estabilizar no sangue) é importante 
realizar um hemograma + lítio sérico 
(Litemia)  E sempre realizar esses 
exames assim que aumentar a dose do 
paciente. 
- EX: Paciente com TAB estava em 
dose de lítio de 300 mg e passamos 
para 600 mg  Depois de 5 dias com 
a nova dosagem, solicitar hemograma 
+ lítio sérico (Litemia). 
 
 Sempre que fomos fazer lítio 
(Carbolítio) é importante olhar 
para a tireoide  Isso porque o 
lítio possui um efeito de 
hipotireoidismo + Atentar para os 
rins (Ureia e Creatinina) + 
Diabetes Insipidus (Por 
diminuição da ação do ADH - 
Paciente urina muito e o sódio 
aumenta, gerando uma 
hipernatremia hipovolêmica). 
 
METABOLISMO 
O principal órgão responsável por 
fazer o metabolismo no corpo é o 
fígado. 
 
 Metabolismo de 1ª passagem  
Medicamento cai no intestino, é 
absorvido, passa pelo fígado, uma 
parte é metabolizada enquanto o 
restante consegue ser distribuído 
pelo organismo - ou seja é a parte 
do medicamento que é 
metabolizada antes de ser 
distribuída pelo organismo. 
 
- Alguns medicamentos possuem 
metabólito ativo  O fármaco é 
metabolizado, e o seu metabólito 
possui função no organismo. 
- EX: 
 Venlafaxina  Desvenlafaxina 
(metabólito ativo) 
 Fluoxetina  Norfluoxetina 
(metabólito ativo) 
 Risperidona  Paliperidona 
(metabólito ativo) 
 
PROVA: É existente um 
medicamento que é utilizado para 
tratar Dellirium 3 (abstinência ao 
álcool). 
- A pessoa que é alcoólatra ingere 
muito álcool e essa é uma substancia 
inibidora  Então o corpo em uma 
tentativa de NÃO deixar o corpo 
apagar, acaba aumentando o poder do 
sistema simpático. 
- Na abstinência a substancia 
depressora (álcool) é retirada de 
forma súbita  E o sistema 
simpático está muito ativado, é nesse 
momento que o paciente “surta”, 
ficando hiperativado. 
- Tratamos a abstinência ao álcool 
com um inibidor, que NÃO é álcool 
 Benzodiazepínico. 
- Se o paciente é um alcoólatra - 
existe grande risco dele possuir 
disfunção hepática. Por exemplo, caso 
o paciente possua cirrose, o 
metabolismo frente aos medicamentos 
diminui - fazendo com que o 
medicamento fique mais tempo no 
corpo  Por isso que no Alcóolatra 
utilizamos o LORAZEPAM. 
- O Lorazepam faz um metabolismo 
de fase 2 (glicoronidação) que NÃO é 
alterada pela Cirrose. 
- Na abstinência ao álcool fazemos 
Lorazepam 2 mg de 4/4 horas. 
 
OBS: Administrar diazepam para um 
alcoólatra corre o risco de gerar 
depressão respiratória. 
 
 Metabolismo fase 1 e fase 2: 
- Fase 1) Englobam a formação de um 
novo grupo funcional ou modificado 
ou clivagem (oxidação, redução, 
hidrólise) - essas reação são NÃO 
sintéticas. 
 
- Fase 2) Englobam a conjugação com 
alguma substancia endógena (EX: 
Ácido glucorônico, sulfato, glicina) - 
essas reações são sintéticas. 
 
SITUAÇÕES ESPECIAIS 
GESTAÇÃO 
 Risco do fármaco para o 
desenvolvimento fetal - EX: A 
maioria dos anticonvulsivantes. 
 Utilizar a menor dose possível. 
 Considerar a variação do líquido 
corporal. 
 Preferir medicações com menor 
excreção no leite materno. 
 Evitar trocas  Exposição a mais 
de um medicamento. 
- Um medicamento Classe B para 
gestante no tratamento de depressão e 
ansiedade, seguro é a Sertralina. 
 
IDOSO 
 O problema do idoso é que o mesmo 
possui um metabolismo mais 
lentificado, associado ao hábito da 
polifarmácia. 
 PROVA: No idoso começamos o 
medicamento com a menor dose 
possível e acrescentamos 
lentamente na dosagem. 
 O idoso possui: 
- Menor função hepática e renal 
- Polifarmácia e comorbidades são 
comuns. 
- Menos massa muscular e maior 
disposição de tecido adiposo 
- Menor reserva cognitiva 
 
OBS: Cuidado com idoso e 
Benzodiazepínico, pois o mesmo pode: 
 Gerar sedação excessiva e provocar 
queda. 
 Benzodiazepínicos podem 
potencializar os riscos de sofrer 
Alzheimer. 
 
CRIANÇAS 
 Na criança o metabolismo é 
extremamente acelerado. PORÉM 
apesar de rápido NÃO 
administramos altas doses na 
população infantil pois eles 
possuem: 
- Menor volume de sangue 
- Menor massa 
Por isso mesmo tendo um 
metabolismo mais rápido, a dosagem 
 
na criança é baixa - Principalmente 
os que estão iniciando o tratamento. 
 
 Devemos atentar para o 
crescimento e desenvolvimento da 
criança. 
 Cuidado com o desempenho escolar 
 Considerar história familiar de 
medicações  EX: A mãe da 
criança é depressiva e se adaptou 
bem a Venlafaxina. A filha dessa 
paciente está com depressão - nesse 
caso iremos iniciar com o mesmo 
medicamento que deu certo para a 
mãe. 
- Sempre lembrar de olhar os 
medicamentos que deram certo para 
os pais a fim de nortear o tratamento 
da criança. 
 
SIDE EFFECTS 
 Segurança  Efeitos colaterais 
que podem comprometer a saúde do 
paciente. 
- EX: Constipação (com a tomada de 
Amitriptilina que é anticolinérgico). 
- PORÉM apesar de gerar esses 
efeitos colaterais, é preciso avaliar 
cada caso, para saber se há 
necessidade de retirada do 
medicamento  EX: Paciente que 
estava com ideais suicidas e melhorou 
com Amitriptilina, porem iniciou 
com constipação  Eu não irei 
retirar o medicamento (mas iniciar 
outras medidas para melhora da 
constipação). 
 
 Tolerabilidade  Efeitos 
colaterais apesar de incômodos, 
NÃO comprometem a saúde do 
paciente. 
EX: Xerostomia (como os tricíclicos - 
Amitriptilina). 
 
EFEITOS QUE PODEM DAR NOS 
SISTEMAS 
 Cardiovascular 
 α1: 
- Hipotensão postural 
- Diminuição da FC 
- Aumento da FC 
 
 μ1-4 (bloqueio muscarínico - 
acetilcolina). 
- Arritmia 
 
 
 H1: 
- Arritmia 
- Alargamento de QT 
- Ganho de peso 
- Dislipideia 
- Miocardite 
 
 TGI 
 μ1-4: 
- Constipação 
 
 5HT (3) (Serotonia). 
- Aumento do transito intestinal - por 
aumento do peristaltismo. 
 
PROVA: Medicações que alteram a 
serotonina - pode aumentar o 
peristaltismo. Existem os 
medicamentos que são inibidores 
seletivos da recaptação da serotonina, 
sendo que seus principais efeitos 
colaterais são: Náusea, vomito, 
diarreia, alguns podem constipar. 
 
 Hepatite 
- Ácido valpróico (Depakene)O Ácido valpróico é um estabilizador 
de humor muito bom (impulsividade, 
autolesão por suicídio, bordeline)  
PORÉM esse medicamento NÃO pode 
ser administrado na gravidez, pode 
dar hepatite medicamentosa. 
 
 Sistema urinário 
 μ1-4: 
- Retenção urinária 
 
 Lítio: 
- Nefrotoxicidade 
- Poliúria 
- Alterações na tireoide 
(hipotireoidismo) 
- Insuficiência renal 
 
 Cálculo renal: 
- Topiramato  É um 
anticonvulsivante + anticompulsivo - 
Normalmente é utilizado para 
dependência de drogas (cocaína, 
crack, maconha) + perda de peso 
(diminui a compulsão por 
carboidrato). 
Deve ser ingerido com alta ingesta 
hídrica (risco de cálculo renal). 
 
 
 
 
 SNC 
 μ (anti ACH) - Bloqueio da 
acetilcolina: 
- Confusão mental 
- A acetilcolina no hipocampo está 
relacionado a memória, aprendizado, 
gravar novas informações  O 
medicamento anticolinérgico poderá 
gerar demência. 
 
 Sedação: 
- H1 
- GABA 
 
 Bloqueio D2 via nigroestriatal: 
- Sintomas extrapiramidais. 
Para melhorar o Parkinson (falta de 
dopamina) eu preciso repor a 
dopamina. Na esquizofrenia, por 
outro lado ocorre o excesso de 
dopamina  Então administrando 
um antipsicótico pode gerar o 
Parkinsonismo medicamentoso. 
 
 Cefaleia 
 
INTERAÇÕES FARMACOCINÉTICAS 
- Alterações no nível plasmático 
- Ocorrem por absorção, distribuição, 
metabolismo ou excreção. 
- EX: Fluoxetina inibe o metabolismo 
da warfarina aumentando seu nível 
sérico (risco de sangramento) - isso 
porque ambos os medicamentos são 
metabolizados pela mesma CYP. 
 
INTERAÇÕES FARMACODINAMICAS 
- A associação provoca novos efeitos 
por acionar receptores. 
- EX: Pramipexol e risperidona em 
receptores D2  Um agonista 
dopaminérgico para Parkinson 
(Pramipexol) e um antagonista 
dopaminérgico (Risperidona) 
 
INTERAÇÕES MISTAS 
- Seriam as alterações 
farmacocinéticas + 
farmacodinâmicas. 
- EX: Tabaco que diminui o nível 
sérico de alguns antipsicóticos. 
 
Existe um medicamento chamado de 
Clozapina, um antipsicótico de alto 
poder. Porém ele gera vários efeitos 
colaterais: 
 Náuseas 
 
 Vômitos 
 Convulsão 
 Agranulocitose 
O Tabaco é um hiperestimulador 
hepático - utilizando de muitas 
enzimas do metabolismo. 
 
PROVA: Paciente tabagista, 
esquizofrênico no uso de Clozapina e 
fica internado  Uma das hipóteses 
que devemos pensar é a intoxicação 
com Clozapina. 
 
CASO CLÍNICO 
Paciente AMN, feminino 73 anos, 
apresenta episódio depressivo com 
tristeza, anedonia, inapetência e 
náuseas após diagnóstico de câncer de 
estomago há 4 meses, com piora de 
função hepática. Paciente já fez 
tratamento de episódios depressivos 
prévios, teve intolerância ao uso de 
Escitalopram e venlafaxina (DUAL) 
devido náuseas. 
 Qual antidepressivo prescrever? 
- REMERON Sol Tab  
“Mirtazapina”. (esse é caro, tem a 
Mirtazapina genérico VO que é mais 
em conta) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- A Mirtazapina é um antidepressivo 
de mecanismo atípico  É um 
antidepressivo que: 
 Aumenta a sonolência 
 Abre o apetite 
 Antidepressivo 
 
- A Mirtazapina possui a 
apresentação sublingual, com as 
seguintes dosagens: 
 15 mg 
 30 mg 
 45 mg 
As doses mais efetivas são as menores. 
 
OBS: É bom evitar Mirtazapina na 
gestante. 
 
 
OBS: Pacientes como bipolar e 
gestante ou usuário de drogas e 
gestante  É importante encaminhar 
para uma gestação de alto risco. 
 
 
MEDICAMENTO GENÉRICO 
 O medicamento possui o mesmo 
fármaco e na teoria a mesma 
biodisponibilidade (absorção, 
distribuição, metabolização e 
eliminação) do que é o 
medicamento da referencia. 
 PORÉM a Anvisa permite que no 
Brasil o genérico possua uma 
variação do fármaco de 80 a 120% 
da referencia. 
 Então tratando um paciente com 
genérico, podemos estar: 
- Tratando com subdose 
- Tratando com uma dose acima do 
normal. 
 
Na prática o Genérico na 
psiquiatria possui diferença. 
 
OBS: Nomes comerciais da Sertralina 
(Zoloft, Serenata...) 
 
ANTIDEPRESSIVO 
 É importante explicar que o 
medicamento NÃO é dipirona para 
dor de cabeça  Isso porque o 
medicamento NÃO melhora no 
momento. 
 
 São moduladores das vias 
monoaminérgica: 
1. Serotonina 
2. Noradrenalina 
3. Dopamina 
 
 Eficácia terapêutica comprovada: 
- O medicamento possui uma latência 
de resposta (2-4 semanas para início 
do efeito)  O efeito total somente é 
visualizado com 8 semanas. 
- Se ausência de resposta em 2 
semanas, 90% de chance de NÃO ter 
resposta em 6 semanas. 
 
OBS: Os médicos ficam ansiosos para 
o paciente possuir uma melhora 
rápida. 
O que mais acontece é que os médicos 
queimam os medicamentos muito 
 
rápido  EX: O médico inicia 
Sertralina com 50 mg e no retorno 
com 15 dias do paciente, vendo que o 
paciente NÃO melhorou, ele já dobra 
a dosagem para 100 mg + retorno com 
15 dias. 
- Depois com o retorno, o paciente 
NÃO melhora, e o médico já muda o 
medicamento para Venlafaxina  
OU SEJA o médico não esperou o 
tempo + NÃO chegou a administrar a 
dose máxima (NÃO trazendo 
resultados ao paciente). 
- O medicamento tende no inicio do 
tratamento piorar os sintomas e após 
4-8 semanas é que ele começa a fazer o 
efeito desejado. 
 
 Efeitos agudos  Considerar 
efeitos placebos. EX: Começamos o 
antidepressivo para a paciente, e 
em 4 dias ela já relata melhora 
absoluta (esse seria o efeito 
placebo). 
- Nesses casos devemos pesquisar se a 
paciente NÃO possui bipolaridade e o 
medicamento acabou jogando ela para 
a fase “maníaca”. 
- LEI DA PSIQUIATRIA: NUNCA 
começar antidepressivo sem descartar 
TAB. 
 
UTILIZAÇÃO DOS ANTIDEPRESSIVOS: 
Utilizamos os antidepressivos para as 
seguintes situações: 
 Transtorno depressivos (cuidado 
com TAB {Bipolaridade}). 
 
 Transtornos ansiosos: 
-TAG  Transtorno de ansiedade 
generalizada. 
- TP  Transtorno do pânico. 
- TOC  Transtorno Obsessivo 
compulsivo. 
- TEPT  Transtorno de Estresse 
pós traumático 
 
 Transtorno disfórico pré 
menstrual. 
 Ejaculação precoce. 
 Controle de dor (enxaqueca, dor 
crônica, fibromialgia). 
 Transtorno do impulso 
 Cessação de tabagismo 
 Agressividade 
 
INIBIDORES SELETIVOS DA 
RECAPTAÇÃO DA SEROTONINA 
(ISRS) 
 Características dos ISRS: 
- Boa eficácia 
- Menor toxicidade 
- Menor interação com outras 
medicações. 
- Segurança 
(medicamentos): 
 Fluoxetina  20 - 80 mg. 
 Escitalopram  8 a 20 mg 
 Sertralina  50 a 200 mg 
 Paroxetina  20 a 60 mg 
 
- Doses elevadas de fluoxetina (60-80 
mg) irão diminuir a fome do paciente. 
- Os medicamentos que mexem com a 
serotonina tende a fazer redução de 
libido (Principalmente em dosagens 
altas). 
- Lexapro (Escitalopram) é um 
medicamento muito bom, PORÉM é 
muito caro  Passar para pacientes 
que possuam condições financeiras. 
- Paroxetina é o ISRS que mais leva a 
disfunção sexual  Outra utilização 
dele seria para os pacientes 
hipesexualizados. 
 
MECANISMO DE AÇÃO (ISRS): 
 Inibição do transportador SERT 
 Liberação de neurotrofinas(BNDF 
e BC1-2) 
 Downregulation 5HT1A 
 
EFEITOS COLATERIAIS (ISRS): 
 Mais comuns nas 2 primeiras 
semanas. 
 Náuseas 
 Vômitos 
 Diarreia 
 Pirose 
 Insônia 
 Sonolência 
 Agitação 
 Inquietação (ativação) 
 Cefaleia 
 Diminuição da excitação sexual e 
retardo ejaculatório 
 Síndrome serotoninérgica 
 
 
INIBIDORES DE RECAPTURA DA 
SEROTONINA E NORADRENALINA 
(DUAIS) 
 Venlafaxina (Effefor, Venlift): 
- Disponível na dosagem de 75 a 300 
mg 
- Gera aumento da PA em doses >150 
mg. 
- Comum síndrome de retirada 
- Maior eficácia antidepressiva. 
 
 Desvenlafaxina (Pristiq): 
- Disponível na dosagem de 50 a 200 
mg 
- É um metabólito da venlafaxina. 
 
 Duloxetina (Cymbalta) 
- Disponível na dosagem de 30 a 120 
mg 
- Usado em dor crônica 
(principalmenteneuropatia) 
- Medicamento caro 
 
- A curva dose-resposta da 
Venlafaxina é achatada  Isso 
significa que eu preciso aumentar a 
dose para possuir uma resposta 
melhor. 
- Então o que ocorre na maioria das 
vezes é que iniciamos o tratamento 
com 37,5 mg  Passa para 75 mg  
Passa para 150 mg (subimos de acordo 
com a resposta). 
 EX: Mulher, na menopausa, 45 
anos com CA de mama  O 
melhor para essa paciente é a 
administração de Venlafaxina. 
 
- O maior problema da Venlafaxina é 
fazer a sua retirada  Isso porque se 
tentamos retirar de uma vez só, o 
paciente evolui com síndrome da 
retirada (náuseas, vômitos, 
irritabilidade, alterações do sono, 
impulsividade) - Então o que 
recomendamos é o desmame gradual 
do remédio OU desmame gradual com 
fluoxetina. 
 
TRICÍCLICOS 
 Características: 
- Muito eficazes 
- Baixo custo 
- Menos seguros (risco de 
intoxicação). 
- Menos tolerados 
 
- Usados para manejo de dor 
- Muitas interações. 
 
 Amitriptilina (Amytril)  
Dosagem de 25 a 300 mg 
 Nortriptilina (Pamelor)  
Dosaem de 25 a 150 mg. 
 Clomipramina (Anafranil)  
Dosagem de 300 mg. 
 Imipramina (Tofranil)  
Dosagem de 75 a 300 mg - 
Normalmente utilizada na 
paralisia do sono. 
 
 Os tricíclicos atuam em muitos 
receptores (alfa, receptor de 
noradrenalina, receptor de 
serotonina, é antimuscarínico) 
- PORÉM é uma classe muito efetiva. 
 
 A Imipramina também é 
utilizada para evitar a enurese 
noturna (urinar na cama) - 
normalmente é utilizado 10 mg, 
com bons resultados - isso porque 
é um medicamento que modula 
receptores muscarínicos. 
 São medicamentos que tendem a 
dar priapismo. 
 
MECANISMO DE AÇÃO (TRICÍCLICOS) 
 Inibição SERT - 5 HT 
 Inibição de Nat- NA 
 Aumenta ação DA 
 
EFEITOS COLATERAIS (TRICÍCLICOS) 
 Boca seca 
 Constipação 
 Retenção urinária 
 Confusão mental 
 Glaucoma de ângulo fechado. 
 Bloqueio alfa adrenérgico a1  
Hipotensão postural. 
 Anti-histamínico H1: 
- Sedação 
- Ganho de peso 
- Alargamento QT 
- Diminuição do limiar convulsivo 
 
OBS: Antes de realizar dosagens altas 
de tricíclicos é sempre bom pedir um 
eletrocardiograma  Porque eles 
podem fazer alargamento do QT 
(Presdipondo arritmia). 
 
OBS 2 (PROVA): NÃO fazer 
tricíclicos para quem possui 
 
convulsão  Pois são medicamentos 
que causam diminuição do limiar. 
 
OUTROS ANTIDEPRESSIVOS 
(SEM CLASSE ESPECÍFICA) 
 Mirtazapina 
- Dosagem de 15 a 45 mg. 
- Medicamento muito eficaz 
- Baixo efeito na libido 
 
 Topiramato 
 
 Existe uma associação de: 
- Venlafaxina 
+ 
- Mirtazapina 
Essa associação é conhecida como 
“foguete” que tira o paciente das trevas 
 Utilizado para pacientes com 
depressão resistente. 
 
 
 
 Bupopriona (Wellbutrin) 
- Dose de 150 a 450 mg 
- Ação em Dat 
- Também aumenta Noradrenalina e 
Dopamina  Por ser um 
medicamento que aumenta a 
Dopamina pode ser utilizado para 
tirar o paciente de abstinência OU 
tratar compulsões (porque é um 
medicamento que também ativa o 
sistema de recompensa). 
 
 Citalopram (Celexa) 
 Duloxetine (Cymbalta) 
 Escitalopram (Lexapro) 
 Fluoxetine (Prozac) 
 Mirtazapine (Remron) 
 Paroxetine (Paxil) 
 Sertaline (Zoloft) 
 
 Trazodone (Donaren) 
- Dose de 50 a 450 mg  Disponível 
em comprimidos de 50, 100 e 
liberação prolongada de 150 mg. 
- Insônia crônica 
- Antidepressivo que causa pouco 
efeito na libido 
- Medicamento que melhora o sono. 
 
 Venlafaxine (Effexor) 
- Dose de 5-20 mg 
- Age nos receptores 5HT1A, 5HT1D, 
5HT3, 5HT7, (Recaptação da 
serotonina - inibição da SERT). 
 
 
PROVA: Assim como tricíclicos 
(Amitriptilina), Clozapina e 
Buporiona NÃO pode ser 
administrado OU fazer com cautela 
para os pacientes que possuem 
epilepsia  Porque são 
medicamentos que diminuem o limiar 
e facilitam a convulsão. 
 
Em estudos patrocinados foi 
constatado que houve uma melhora da 
cognição/depressão com a 
Vortioxetina. 
 
 Parnate (Tranilcipromina)  É 
um medicamento inibidor da 
MAO, responsável pela degradação 
da noradrenalina. 
- Como inibimos a MAO - 
aumentamos a quantidade de 
noradrenalina. 
- Nós NÃO podemos associar um 
medicamento que inibe a MAO + 
medicamento substrato da 
noradrenalina  Isso gera uma 
exacerbação desse neurotransmissor. 
 
 
ANTIPSICÓTICO 
 Conhecidos como neurolépticos, 
usados no tratamento de: 
- Esquizofrenia 
- Mania 
- Depressão psicótica, etc. 
 
 
 Indicações: 
- Estabilizadores de humor em TAB 
- Manejo de agitação 
- Controle da impulsividade 
- Adjuvante em tratamento 
antidepressivo. 
 
OBS: Risperidona para manejo de 
agressividade é o melhor. 
 
MECANISMO DE AÇÃO 
 Bloqueio D2 via mesolímbica (60-
80%) 
OU 
 Bloqueio 5HT2A na área 
tegmental ventral. 
 
Os medicamentos agem nesses locais - 
pois a fisiopatologia envolve o excesso 
de dopamina na via mesolímbica. 
 
 Efeito: 
- Remissão dos sintomas positivos 
(delírios, alucinações e 
desorganização de pensamento). 
 
 
 São divididos em 2 gerações: 
1ª geração) TÍPICOS 
- Muito eficazes no tratamento 
- São sedativos ou pouco incisivos 
- PORÉM gera muito efeito colateral 
(Principalmente MOTOR). 
- São de baixo custo e são 
medicamentos bem estudados. 
 
 
Podem agir nos seguintes receptores: 
 H1 
- Sedação 
- Ganho de peso 
- Aumento do apetite 
- Alargamento de QT 
 
 M1 
- Confusão mental 
- Boca seca 
- Constipação 
- Turvação visual 
- Alargamento QT 
 
 A1 
- Hipotensão postural 
 
 D2 
- Hiperprolactinemia 
- Sintomas Extra piramidais (SEP) 
 Distonia aguda ou tardia 
 
(incisivos) - São os que tratam 
sintomas positivos: 
- Haloperidol (Haldol) 
- Trifluoperazina (Stelazine) 
 
(Sedativos): 
- Clorpromazina VO e IM - 25 a 800 
mg 
- Levomepromazina - 25 a 300 mg 
- Periclazina- 5 a 30 mg. 
 
OBS: O que observamos é que em 
doses baixas, nós possuímos os 
sintomas metabólicos (ganho de 
peso...), conforme há o aumento da 
dose, começam a aparecer os sintomas 
extrapiramidais. 
 
OBS 2: São medicamentos que tendem 
a dar hiperprolactinemia. 
 
EFEITOS COLATERAIS 1ª GERAÇÃO 
 Sintomas extra piramidais (D1): 
- Marcha robotizada 
- Embotamento facial 
- Parkinsonismo com tremores 
- Rigidez muscular 
- Roda denteada 
Manejo: Redução ou troca, uso de 
biperideno. 
 
 Distonia aguda (D2): 
- Caibras 
- Espasmos musculares agudos 
Manejo: Biperideno ou Prometazina 
IM. 
 
 Acatisia (D3): 
- Inquietação psíquica 
- Inquietação física involuntária 
Manejo: Redução, troca ou uso de 
propranolol OU benzodiazepínico. 
 
 Discinesia tardia (D4): 
- Síndrome causada pelo uso crônico 
- Movimentos repetitivos e 
involuntários de membros e 
musculatura orofacial. 
Manejo: Pouco a se fazer, troca para 
Clozapina; 
2ª geração) ATIPICOS 
 Características: 
- Classe bem diversa 
- Sujeitos aos mesmos efeitos 
colaterais dos típicos, mas em menor 
proporção  NÃO geram tantos 
efeitos colaterais motores. 
- PROVA: Possuem efeito metabólico 
 Aumentam triglicérides, colesterol, 
ganho de peso. 
 
 Exemplos: 
- Risperidona (Risperdal) - 1 a 8 mg 
(Incisivo) 
- Quetiapina (Seroquel) - 25 a 800 mg 
(Efeitos variados: hipnótico, 
antidepressivo, estabilizador de 
humor e antipsicótico). Disponível em 
comprimidos de 25, 100, 200 e 300 mg 
- sendo de liberação rápida // 
liberação prolongada de 50 e 300 mg. 
- Olanzapina (Zyprexa) - 5 a 20 mg 
(Muito incisivo) - Aumenta muito o 
peso. 
- Ziprasidona (Geodon) - 40 a 200 mg 
(Melhor perfil metabólico) 
- Aripiprazol (Abilify) - 5 a 30 mg 
(Agonista parcial D2) - Ele é um 
 
medicamento “meio termo” nem muito 
incisivo, e nem tanto sedativo. 
 
EFEITOS COLATERIAS (2ª GERAÇÃO) 
 Síndrome metabólica H1 
(principalmente) 
- Dislipidemia 
- Hipertensão 
- Intolerancia a glicose 
 
 Efeitos cardiovascularesa1 
- Alargamento de QT 
- Hipotensão postural 
 
 Anticolinérgico M1-4: 
- Sedação 
- Constipação 
- Retenção urinária 
- Confusão mental 
- Alargamento de QT 
- Piora de glaucoma de ângulo 
fechado 
PROVA: 1ª geração muito efeito 
colateral motor, 2ª geração muito 
efeito colateral metabólico. 
 
OBS: (Quetiapina): 
- Doses baixas 25-50 mg  Prurido 
- 150-200 mg  Efeito antidepressivo 
- 200-400  Estabilizador de humor 
- >600  Tratamento Psicótico  
Nesse caso tende a gerar muito efeito 
metabólico. 
 
CLOZAPINA 
 2ª geração 
 Dose 25 a 900 mg 
 Mais eficaz  GOLD 
STANDART. 
 Indicado para pacientes refratários 
(muito eficaz) 
 Efeitos colaterais: 
- Sialorreia 
- Diminuição do limiar convulsivo 
- Agranilocitose 
- Miocardite e pericardite 
 
 Deve-se fazer um acompanhamento 
mais regular com hemograma de 
controle pelo risco de 
agranulocitose: 
- Primeiros 3 meses  Semanal 
- Segundos 3 meses  Quinzenal 
- 7º mês em diante  Mensal 
 
 
 
 
LÍTIO E ANTICONVULSIVANTES 
INDICAÇÕES: 
 Fase maníaca/ hipomania da TAB 
 Fase de manutenção TAB 
 Transtorno esquizoafetivo 
 Compulsão alimentar 
(Topiramato) 
 Tratamento depressivo adjuvante 
(lítio) - Potencializa o 
antidepressivo. 
 Controle de impulso (Topiramato, 
lítio, carbamazepina). 
 Instabilidade afetiva em 
transtornos de personalidade 
(Lamotrigina, Ácido valpróico, 
carbamazepina). 
 Agressividade e comportamento 
suicida (Lítio). 
 
LITIO 
 Sal 
- NÃO é metabolizado pelo fígado 
- Monitorar nível sérico 
 
 Mecanismo de ação: 
- Neurotrofinas (BNDF) 
- Modulação proteína G 
- Inibição de segundos mensageiros 
(inositol) 
 
 Efeitos colaterais: 
- Nausea 
- Diarreia 
- Poliúria 
- Hipotireoidismo 
- Piora de acne e psoríase, alopecia 
- Diabetes insipidus 
- Doença renal aguda e/ou crônica 
- Tremores e ataxia 
- Ganho de peso 
 
 RISCO DE INTOXICAÇÃO: 
- São medicamentos que possuem a 
dose terapêutica e toxica muito perto. 
- Sintomas: Náuseas, vômitos, 
tontura, tremores e por último 
rebaixamento do nível de consciencia. 
- Emergência dialítica. 
 
PROVA: Jovem com TAB que tomou 
antinflamatório, perdeu a função 
renal de forma aguda + tomava lítio e 
começou a apresentar ataxia, náuseas 
vômitos  Isso é intoxicação por 
lítio. 
 
 
ANTICONVULSIVANTES 
 Mecanismo de ação: 
- VSSC de Na+ 
- Canais de Ca++ 
- Ação GABA 
 
 Indicações: 
- TAB 
- Agressividade 
 
 Exemplos: 
- Ácido valpróico (Depakote) 
- Carbamazepina (Tegretol) 
- Lamotrigina (Lamitor) 
- Topiramato (Amato) 
- Pregabalina (Lyrica) 
 
 Efeitos colaterais: 
- Ganho de peso 
- Tremores e ataxia 
- Elevação das enzimas hepáticas 
(TGO e TGP)  Principalmente com 
o Ácido Valpróico. 
- Edema polimórfico  
Principalmente com o Ácido 
Valpróico. 
- Teratogenicidade 
- Rash cutâneo 
- Hepatite 
 
BENZODIAZEPÍNICOS 
 Mecanismo de ação: Ação GABA 
por meio do sítio A 
 Indicações: 
- Ansiedade 
- Ataque do pânico 
- Sedativos 
- Agitação psicomotora 
- Anticonvulsivante 
- Abstinencia alcoolica 
- Catatonia 
- Relaxante muscular 
 
 Efeitos colaterais: 
- Sedação 
- Distúrbios cognitivos 
- Dependência 
- Diminuição dos reflexos 
- Desinibição 
- Ataxia 
- Queda (Principalmente em idoso) 
 
 
 
 
 
(Possuem tempos de ação 
diferentes) 
 Curta duração (2 a 5 horas): 
- Triazolam 
- Midazolam 
- Brotizolam 
 
 Duração intermediária (6 a 24 
horas): 
- Alprazolam 
- Lorazepam 
- Oxazepam 
- Temazepam 
 
 Longa duração (>24 horas): 
- Clonazepam 
- Clorazepate 
- Diazepam 
- Flunitrazepam 
- Flurazepam 
- Prazepam 
 
 
ANTICOLINESTERÁSICOS 
A acetilcolina no lobo frontal está 
relacionada a memória, e 
aprendizado. 
 
 Indicações e efeitos: 
- Diminuição da velocidade de 
progressão de demências 
- Manejo de sintomas 
neuropsiquiátricos (depressão, 
impulsividade, agressividade, delírios, 
etc). 
 
 
 Efeitos colaterais: 
- Náuseas 
- Constipação 
- Inapetencia 
- Caimbras 
- Arritmias 
 
 Exemplos: 
- Galantamina 
- Donepezila 
- Rivastigmina 
 
PSICOESTIMULANTES 
 Efeito: 
- Liberação de catecolaminas 
 
 Indicações: 
- TDAH 
- Adjuvante no tratamento depressivo 
(principalmente em casos em que o 
 
indivíduo NÃO consegue ter animo 
para nada). 
- Narcolepsia 
- Compulsão alimentar 
 
 Exemplos: 
- Metilfenidrato (Ritalina)  10 a 90 
mg 
- Lisandexafetamina (Venvanse)  
30 a 70 mg. 
 
 Efeitos colaterais: 
- Dependência 
- Elevação da Pressão Arterial 
- Prejuizo no crescimento 
- Ansiedade

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