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AFormação do Mundo Moderno. Autor: Falcon, F., Rodrigues, A. 2006. Editora Campus. Palavras-chave: Espanha, Portugal, Capitalismo, Mercantilismo, Holanda, Tempos Modernos, Idade Moderna. Página 7. 1) Aintrodução ao estudo da idade moderna e de sua formação. 2) O conceito de idade moderna relembra a concepção de três tempos, cronológicamente, que são a Antiguidade, Idade Média e Idade Moderna, fazendo com que elas sejam conhecidas assim por serem sucessivas. 3) Relaciona os debates entre Antigos e Modernos, como a relação do debate entre tempos modernos e época medieval, em que no último caso, por exemplo, leva-se em consideração os acontecimentos principais, marcos decisivos de ambos. 4) Cita os grandesfatos e grandes invenções dos tempos modernos, como a invenção da pólvora, o papel, a bússola e a imprensa, além de acontecimentos que marcaram a época. Página 8. 1) Além dos grandes recursos e grandes fatos históricos, também é possível observar que outros tipos de elementos são mostrados para a explicação de acontecimentos da época, sejam eles de natureza estrutural ou conjuntural, sendo um bom exemplo a economia da época, que é bem lembrada quando se menciona o assunto. 2) As explicações estruturais referem-se às mudanças de estruturas que a sociedade feudal sofreu com sua passagem para a idade moderna, levando em consideração o modo de vida: antes feudalismo e depois capitalismo, assim relacionando os tempos com suas estruturas sociais e políticas vigentes. 3) Assim como em todas as épocas, a modernidade não foi instaurada de uma vez. Foi um processo longo e demorado, que não processou uma ruptura completa e nem abrupta dentro da sociedade medieval e moderna. 4) Todos os aspectos sociais, políticos e culturais mudaram à sua maneira quando o período moderno começou. E cada um desses aspectos nos permite confirmar em que período histórico nos encontramos. Isso explica um hábito entre os historiadores de marcar certo período com suas próprias transformaçõese dar a isso a ideia de moderno. Porém, a concepção de moderno não é fechada. Em um âmbito mais amplo, moderno significa ser atual. Tempos Modernos remete-se à ideia de renascimento, quando modernidade refere-se ao Iluminismo, Revolução e capitalismo mercantil, sendo duas coisas diferentes. Página 9. 1) A idade moderna foi essencial para que a modernidade pudesse vir à tona, mesmo que séculos depois, sendo conhecida como a era mercantilista. 2) Denominar como “era mercantilista” significa dar ênfase àeconomia vigente da época. 3) A partir de estudos historiográficos, a economia do mundo europeu já teria se estruturado a partir do século XVI, em que um novo sistema mundial moderno com características capitalistas já teriam entrado em prática. 4) Wallerstein, defende a tesa de que o capitalismo foi um fenômeno mundial e sistêmico, não invalidando seu conceito quando ao modo de produção, como diz Marx. 5) Wallerstein propõe que o capitalismo seja enxergado não apenas como modo de produção e sim como produção para lucro de um mercado, em que o modo de produção são maneiras lucrativas que o capitalismo organiza para atingir o lucro no comércio de mercadorias. 6) Para aceitar tal teoria, leva-se em conta que os Estados europeus formaram-se distintamente, na constituição de mercado e disputas e também no âmbito do sistema moderno, que teria se consolidado no século XVI, que mostrava diferentes maneiras de se recrutar e remunerar mão de obra, como a escravidão, por exemplo. Página 10. 1) Logo, no século XVI o sistema se originou. Logo, a acumulação tornou-se um processo em escala mundial. (Gunder Frank, 1977) 2) O autor apresenta essa visão de transição do feudalismo para o capitalismo e seus conceitos como uma forma de visão dos acontecimentos, mesmo que ao decorrer do texto, a visão apresentada será clássica. Página11. 1) Os séculos XVI e XVIII caracterizam-se pelas transformações estruturais e pela expansão mercantil. O processo primeiramente se deu em uma época pré capitalista, em que as atividades com caráter mercantil correspondem ao mercantilismo ou sistema mercantil e processos relacionados com a acumulação primitiva do capital constituem as chamadas precondições da revolução industrial. 2) O processo mercantil se caracteriza exatamente pela construção domercado mundial, que principalmente trata-se dos mercados europeus, que articulam-se com a exploração colonial. Página 12. 1) A divisão do feudalismo europeu em períodos ou fases: O período do escravismo antigo para o feudalismo A fase do apogeu das estruturas feudais acompanhado de a expansão das cidades e economia urbana. E a fase final do feudalismo, cuja característica é a transição do feudalismo para o capitalismo. 2) O processo de transição do feudalismo-capitalismo foi longo em termos cronológicose destituído uma uniformidade. Alguns aspectos: Características de natureza feudal ainda existiam em sociedades com Monarquias Absolutitas, de mundo rural e também urbano. As transformações de natureza pré-capitalista existiram tanto no campo quando nas cidades, ligadas à manufatura e atividades mercantis. 3) A fase final do feudalismo com suas ocorrências e transformações possuem também alguns aspectos, como: No final da idade média, com o declínio do feudalismo, a explosão de conflitos sociais e expressões de uma crise ideológica, relembrando a presença da trilogia clássica: fome, peste e guerra. 3) A fome, peste e guerra eram perigos que assolavam o homem. 4) No século XVI, as explosões econômicas foram em grande escala, com as atividades industriais e artesanais e agrícolas, com o crescimento demográfico e a expansão mercantil – tanto marítima como colonial. Aí relembramos também o nascimento de correntes filosóficas como o Humanismo e Renascimento, além das Reformas Religiosas que marcaram a ruptura domundo ideológico medieval para o advento da modernidade. 5) O século XVI conheceu 3 épocas: o mercado de especiarias, o descobrimento da América e a época da pré-Revolução Industrial, período que o afluxo da prata começou. 6) O século XVIIpresenciou uma discussão sobre uma crise do século, em que o recuo do desenvolvimento do capital comercial, foi um dos momentos decisivos da história do capitalismo, em termos econômicos, políticos e sociais. A crise tem dois pontos: um deles é que foi umprocesso que abrangeu toda a sociedade europeia, e outra que essa crise foi quem abriu caminho para o triunfo do capitalismo. Página 14. 1) O século XVII é o século em que o homem é mais afetado em todos seus aspectos, em todo seu ser, em que váriasmudanças ocorreram e que a crise é permanente. 2) A fase inicial do capitalismo se deu na Inglaterra, quando o capital começou a penetrar dentro da produção em escala, na relação entre capitalista e assalariados, na segunda metade do século XVI e XVII. 3)Logo, no século XVIII, o capitalismo consegue se expandir com rapidez pela Europa, com a ascensão das revoluções econômicas que assinalavam a expansão europeia, do ponto de vista do comércio e exploração colonial, além das revoluções industriais e liberais, com ênfase na Revolução Francesa. 4) A revolução francesa apresentou um triunfo especial da sociedade liberal burguesa e de classe media e economias de Estado. 5) Claramente, a revolução teve caráter dualista e não é errado assinalar assim. Página 15. 1) A fase final do feudalismo correspondeu a muitas mudanças em todos os aspectos da sociedade e quando pensamentos em capitalismo, principalmente, nos da a ideia de uma pré condição de Revolução Industrial, como a acumulação primitiva do capital, mão de obra e progressos técnicos científicos. 2) A fase final do feudalismo caracteriza pela emergência de características do capitalismo e do feudalismo em degradação. 3) Nos séculos antes da decadência total do feudalismo, processos agrícolas e artesanais já apresentavam transformações, muitas vezes chamadas de revoluções econômicas, que repercutiram no crescimento das trocas. Isso é chamado de renascimentourbano medieval. 4) A crise do fim da idade média interrompeu o surto de prosperidade alcançado anteriormente, e também a expansão demográfica. Mas, logo a partir do século XV a recuperação começou a acontecer. 5) Para entender essa transição, 3 tópicos são importantes: a natureza socioeconômica, política e cultural ocorridas entre os séculos XI e XV, as características dos grandes circuitos comerciais e a expansão e hegemonia europeia. Página 16. 1) O feudalismo como modo de produção significa a separação entre a propriedade e sua posse ou exploração. Quando a expansão econômica começou a acontecer, os principais fatores responsáveis foram as liberações de camponeses e alguns historiadores diriam que também foi a revolução agrícola. 2) A revolução agrícola se deu com a difusão de moinhos, trabalho dos animais de tração, além de outros avanços, além do aumento de terras ocupadas que antes eram posse da cristandade. 3) No caso da revolução demográfica, a revolução agrícola foi necessária pelo aumento da demanda de alimentos. 4) As mudanças do setor agrícola estão intimamente ligadas ao surto comercial e o renascimento urbano. 5)A revolução comercial e urbana acompanhoude perto a agrícola. Os transportes favoreceram, as moedas, certas regiões especializaram-se em produtos e cidades desenvolveram-se. Página 17. 1) O crescimento das cidades esteve intimamente ligado com o processo de transações comerciais entre campo e cidade, em que a cidade era a responsável por ser o centro de integração de trocas. 2) As transações regionais e locais aumentaram muito, de maneira que os núcleos urbanos também aumentassem. 3) Oscomerciantes buscavam integrar os circuitos mercantis, para assim conseguir alcançar outros mercados consumidores, como o Mediterrâneo, em uma espécie de pré expansão atlântica, que aconteceria no século seguinte. 4) A colonização não pode ser consideradaum fenômeno novo, pois antes disso acontecer, já existiam colônias parecidas no Mediterrâneo, com técnicas parecidas com as que serão utilizadas depois. 5) Os historiadores da colonização esquecem que certos aspectos da colonização medieval têm laçoscom a colonização da época moderna, junto com atividades agrícolas e industriais. 6) A relação entre escravidão que acredita ter acabado no fim antiguidade, quando no mesmo período ainda existia servidão, uma característica medieval. Página 18. 1) O surtomercantil e urbano foi essencial para a burguesia. Novos hábitos de consumo foram associados. A alta burguesia costumava importar seus produtos, desde produtos orientais até as especiarias. 2) Especiarias que serviam para a cozinha, medicina, drogas, etc. 3) As rotas terrestres eram ligadas a grandes centros comerciais, já que eles os abasteciam e eram abastecidos. Porém, com o fim do século e grandes revoluções políticas, as feiras começaram a desaparecer, dando espaço para portos do atlântico. 4) O valordas mercadorias, dependendo de onde elas viessem (sua grande maioria da Europa), já trazia seu lucro pelas transações com Mediterrâneo e Egito. Página 19. 1) Graças as rotas marítimas, o capital conseguiu crescer e faturar seu lucro pela conquista do novo mundo e pelo tráfico de escravos. A igreja começou a utilizar desse capital com boas oportunidades e as associações entre banqueiros-burgueses-comerciantes começaram a fluir de maneira mais corriqueira. 2) O capital se desenvolveu dentro dos parâmetros intraeuropeu e extraeuropeu. 3) O circuito intraeuropeu compreendia apenas complexos regionais e apenas certos produtos eram extraídos ou fabricados lá. 4) As regiões intraeuropeias mais importavam que exportavam. 5) Os mercados europeus ainda não eram suficientes para articulação em 1750. 6) Já os circuitos extraeuropeus, compreendiam as Américas, índias e China, que mais exportavam do que importavam. Página 20. 1) O continente africano também participou dessa troca, porém sua atuação foi juntamente com otráfico de escravos. 2) Cada um desses lugares tem suas particularidades e dessa maneira constituem sua história dentro do mercado internacional. 3) A economia europeia praticamente decolou na segunda metade do século XV, com o aumento das atividades economicas, além da expansão populacional e repercussões sobre o consumo e movimentos migratórios para as colônias ou áreas em que o comércio era mais desenvolvido. 4) O centro do comércio já não era mais o Mediterrâneo e sim os portos do mar do norte, no atlântico. 5) O descobrimento e as navegações foram os que mais contribuíram para a expansão geral da economia e sua aceleração, com a rápida ampliação de mercados diversificados e o impacto causado com os metais preciosos. Página 21. 1) Com a chegada dos metais preciosos e o aumento demográfico estimulou muito a demanda do consumo quanto a produção de maiores quantias de produtos. 2) Como a demanda cresceu exponencialmente, isso levou a inovações dentro de certos setores, mesmo que esses avanços apenas tenhamacontecido em países europeus. 3) Esses avanços deram-se principalmente na agricultura acompanhado de relações capitalistas. Além de melhor utilização de energia hidráulica e invenção de engenhos mecânicos para multiplicar a eficiência. 4) Outrosaspectos: introdução de novas culturas agrícolas, como milho e batata. Maior investimento na produção, multiplicação da atividade de comerciantes, etc. 5) A qualidade do comércio europeu melhorou. O declínio do Mediterrâneo e a expansão geográfica para o Atlântico são as causas. 6) O capital se fortaleceu mais ainda na esfera de trocas, lucrando sempre. E também, não esquecendo que a indústria naval teve seu auge nessa época, desenvolvendo-se rapidamente. 7) Os países ibéricos perceberam as riquezas dascolônias do Atlântico, pois Portugal possuía suas especiais e a Espanha em metais preciosos. Logo, formaram-se os impérios da era moderna. Página 22. 1)As grandes rotas do mundo ampliaramenormemente o comércio da Europa. Os metais preciosos fizeram toda adiferença nas relações monetárias. 2) A empresa mercantil ibérica teve participação das coroas de Portugal e Castela, assim como também teve na Igreja Católica. 3) As conquistas portuguesas e espanholas no começo estavam bem divididas, porém após a conquista da América, alguns tratados tiveram que ser feitos para a divisão “igualitária” de terras e do oceano atlântico. 4)A expansão ibérica é um complexo de história e geografia. Página 23. 1) As economias continuaram seguindo seu fluxo normalmente mesmo com suas diferenças e espaços ocupados por elas. 2) Já no Oriente, Portugal se concentrou no comércio das especiarias, o mais lucrativo. Logo, começaram a apropriar-se das rotas de comércio orientais, tentando estabelecer monopólios comerciais regionais e transoceânicos. 3) Portugal enriqueceu às custas da África. Porém, com esse enriquecimento repentino, outros países perceberam e logo foram atraídos para o local. 4) Logo após a chegada da Espanha, a conquista iniciou com a destruição de povos locais nos países ocupados, além da exploração dos metais preciosos, trabalho compulsório dos indígenas e escravos. 5) A ocupação das terras significou, para Portugal, uma conversão da empresa mercantil em empresa colonizadora, com a “mão de obra escrava” pelo tráfico,plantation e escravidão indígena. Página 24. 1) Os gastos eram muito altos para a Coroa portuguesa conseguir manter todas suas colônias em dia, com população, renovação de frota e conservação de fortalezas. 2) A coroa foi sendo forçada a pedir empréstimospara conseguir manter suas colônias com banqueiros e dessa maneira, vieram somar o endividamento que fizeram dentro do déficit das importações sobre exportações, perdendo dinheiro e lucrando pouco. 3) A coroa espanhola, mesmo sendo rica, gastava muito dinheiro com guerras, nobres e produziam assim um déficit crescente que nunca acabava. Logo, recorreram aos banqueiros também. 4) Os países europeus que foram excluídos da partilha do mundo novo logo contestaram a hegemonia de Portugale Espanha. Outros países tentaram achar outras rotas, porém sem sucesso, então precisaram encarar o poderio ibérico. Página 25. 1) Durante quase 1 século, o poderio ibérico era incontestável. As contestações só tiveram efeitos no século XVI. 2) Os flamengos tiveram participaçãoenérgica nos lucros do comércio ultramarino. 3) Os países baixos revoltaram-se contra o domínio espanhol tentaram ampliar seu raio de ação. Como Portugal bloqueou seus portos, os holandeses foram para regiões africanas, asiáticas e americanas, entrando emconflitos ferrenhos com portugueses. Página 26. 1) Não se deve atribuir o declínio dos ibéricos somente a seus inimigos. Os ataques abalaram as estruturas de Espanha e Portugal, mas não foram somente suficientes para derrubá-los. 2) Além dosataques, as condições socioeconômicas e políticas não propiciaram condições suficientes para uma transformação radical. 3) Portugal sucessivamente perdia suas posições diante dos assaltos de outros países e também por causa de guerras com a Espanha, que teve um preço alto perante seus interesses mercantis e financeiros. A Inglaterra conseguiu oferecer proteção a Portugal pois tinha interesses econômicos. 4) Já o declínio espanhol revelou-se quando começou a perder seus poderes com metais preciosos, alémde perseguições a comerciantes e artesãos, enfraquecendo ainda mais a burguesia. Página 27. 1) Além desses fatores citados anteriormente, é necessário levar em consideração aqueles de natureza conjuntural, como os gastos para guerras, perca de ouro e prata que eram utilizados para pagamentos de empréstimos, entre outros. 2) A Espanha teve um desenvolvimento rentável e era um mercado cobiçado. 3) A Holanda no século XVII enriqueceu e isso é utilizado para reconhecimento histórico. Página 28. 1) Holanda logo começou a atacar as colônias de Portugal e assaltar espanhóis carregados de ouro no novo mundo. Logo, já haviam estabelecidos vários postos comerciais e colônias. Outras colônias conquistadas, foram retomadas por Portugal e outras pela Inglaterra. 2) AHolanda deve seu poderio ao Banco e Bolsa de Amsterdã, além de companhias de comércio e estaleiros de Roterdã e outros portos. O banco possuiu a maior reserva metálica da Europa, enquanto a bolsa continuava positiva. 3) Os carreteiros do mar conseguiram dominar muitas décadas do comércio marítimo, colhendo açúcar, especiarias, artigos de luxo, panos, cereais, etc. 4) A Holanda não foi um país industrializado pois não possuiu uma acumulação primitiva de capital, mesmo sendo tão rica e desenvolvida. Outras especulações dizem que a falta de pessoas e uma pequena burguesia interessada em desenvolver a produção, além do pequeno ritmo de crescimento holandês. Página 29. 1) A Inglaterra, ao contrário da Holanda conseguiu aflorar o capitalismo dentro da industria têxtil, o que teria sido os mesmos passos dados pela Holanda, mas que pelos motivos acima não conseguiu se firmar. 2) A supremacia Holandesa sempre foi ameaçada por ingleses e franceses, que tiveram guerras entre si. Para tais guerras, os gastos foram elevados e prejuízos sérios foram causados. 3) 4)Logo, as potências holandesas perderam seu poderio hegemônico. Página 30. 1) Quando a Holanda perdeu seu poderio, Inglaterra e França passaram para o primeiro plano, tendo como objetivos o comércio marítimo internacional, tráfico de escravos e ocupação de territórios coloniais. As guerras entre as potências as rivalizaram cada vez mais dentro desse contexto. 2) Tratava-se de uma guerra de sociedades muito diferentes, já que a França vivia um Antigo Regime absolutista e Inglaterra uma monarquia parlamentar. Logo, os interesses eram diferentes, mas convergiam sempre para um mesmo ponto. 3) Porém, a Inglaterra sempre mostrou-se com estratégias interessantes, em recursos de homens, navios, armas. Por isso, seus objetivos foram alcançados em quaisquer que fossem eles. 4) A França começou a perder então, como a Holanda, seu poderio dentro da América. Mesmo que por algum tempo a França tenha ficado de fora, logo após 1760, ela voltou com uma frota muito maior de naviose com um comércio muito maior, tornando-se uma séria rival para os britânicos. Isso levou as duas a fazerem tratados para melhor tratar das tensões. Página 31. 1) A palavra mercantilismo surgiu com fisiocratas que vieram por meio de expressões comosistema mercantil e/ou sistema de comércio. Logo, o nome se fixou. 2) O conceito de mercantilismo ainda é desconhecido e pode designar vários sentidos, dependendo do contexto em que for empregada. 3) Porém, o mercantilismo não pode ser apenas utilizado emtermos econômicos e sim, em termos políticos e sociais também. Maurice e Dobb (1965) – o mercantilismo foi essencialmente a política econômica de uma era de acumulação primitiva – é válida e esclarecedora.