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3 1 O algarismo das unidades de 999 – 444 é a) 1. b) 2. c) 3. d) 4. e) 5. 2 Seja N um número natural da forma xyxyxyx, cujos algarismos x e y são escolhidos entre 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7. Sabendo que a soma dos algarismos de N é igual a 15, é correto afirmar que: a) é um número par. b) N < 3 · 106. c) 3 · 105 < N < 5 . 106. d) N > 3 · 106. e) N < 1000. 3 Considere um segmento de reta XY, cuja medida do comprimen- to é 10 cm, e P um ponto móvel no interior de XY dividindo-o em dois segmentos consecutivos XP e PY. Se M e N são respec- tivamente os pontos médios de XP e PY, então podemos afirmar corretamente que a medida do comprimento do segmento MN a) varia entre 0 cm e 10 cm dependendo da posição do ponto P. b) varia entre 5 cm e 10 cm dependendo da posição do ponto P. c) varia entre 2,5 cm e 10 cm dependendo da posição do ponto P. d) é igual a 5 cm, sempre. e) é diferente de 5 cm. 4 Em virtude do aumento dos casos de diferentes tipos de gripe que têm assolado a cidade de São Paulo, preventivamente, al- guns prontos-socorros têm distribuído máscaras cirúrgicas àque- les que buscam atendimento. Todas as máscaras de um lote fo- ram distribuídas em quatro dias sucessivos de uma Campanha de Vacinação: no primeiro dia foi distribuído 1 __ 8 do total; no se- gundo, 1 __ 6 do total; no terceiro, o dobro da quantidade distribuída nos dois primeiros dias. Se no último dia tiverem sido distribuí- das as 105 máscaras restantes, o total de máscaras de tal lote é um número compreendido entre: a) 700 e 900. b) 500 e 700. c) 300 e 500. d) 100 e 300. e) 75 e 100. 5 Simplificando a expressão [(16x6 – x2y4 – 48x5 + 3xy4) . 1 ________________ 2x2y + xy2) . (x2 - 3x) ], ÷ ( y __ x + 4x __ y ) obtém-se: a) 2x – y. b) 4x + y. c) x2 – y. d) 4x + y2. e) x + y. 6 Considere um triângulo ABC retângulo em A, onde AB = 21 e AC = 20. BD é a bissetriz do ângulo A ^ B C. Quanto mede AD ? a) 42 ___ 5 b) 21 ___ 20 c) 20 ___ 21 d) 9 e) 8 7 Um móvel de R$ 360,00 deveria ser comprado por um grupo de rapazes que contribuíram em partes iguais. Como 4 deles desis- tiram, os outros precisaram aumentar a sua participação em R$ 15,00 cada um. Qual era a quantidade inicial de rapazes? a) 8 b) 12 c) 15 d) 20 e) 21 8 A figura mostra o ângulo de visão que um mesmo observador tem de uma estrutura de caixa d’água em dois pontos diferentes. Sabe-se que a altura dos olhos, em relação ao piso plano sobre o qual a estrutura está apoiada perpendicularmente, é exatamen- te a metade da altura da estrutura da caixa d’água, e que a dis- tância entre os dois pontos de observação é de 2 metros. Dados: 30° 45° 60° sen 1 __ 2 dXX 2 ___ 2 dXX 3 ___ 2 cos dXX 3 ___ 2 dXX 2 ___ 2 1 __ 2 tan dXX 3 ___ 3 1 dXX 3 A partir dessas informações, é possível determinar que a altura da estrutura da caixa d’água, em metros, é igual a: a) 3 dXX 3 – 2. b) dXX 3 + 2 ______ 3 . c) 2 dXX 3 + 2. d) dXX 3 + 2. e) dXX 3 + 1. 4 9 Na figura, E e F são, respectivamente, pontos de tangência das retas r e s com a circunferência de centro O e raio R. D é ponto de tangência de BC com a mesma circunferência e AE = 20 cm. O perímetro do triângulo ABC (hachurado), em centímetros, é igual a: a) 20. b) 10. c) 40. d) 15. e) 30. 10 Em uma turma de cinquenta alunos de Medicina, há dezoito cursando Anatomia, quinze cursando Citologia e treze cursan- do Biofísica. Seis alunos cursam simultaneamente Anatomia e Citologia, cinco cursam simultaneamente Citologia e Biofísica e quatro cursam simultaneamente Anatomia e Biofísica. Dezesseis alunos não cursam nenhuma destas disciplinas. O número de alunos que cursam, simultaneamente, exatamente duas disciplinas é: a) 31. b) 15. c) 12. d) 8. e) 6. 11 Determine o perímetro do triângulo ABD em cm, representado na figura abaixo. a) 5 dXX 3 + 5 b) 5 (2 + dXX 2 ) ( dXX 3 + 1) c) 20 + 4 dXX 5 d) 4 e) 50 12 Num mapa, uma estrada retilínea passa sucessivamente pelas cidades A, B e C e uma cidade D distante 120 km de A está lo- calizada de tal forma que o ângulo D ^ A B mede 36°. Um viajante fez o trajeto AB, BD e DC, percorrendo em cada trecho a mesma distância. Se ele tivesse ido diretamente de A até C, teria percor- rido uma distância de: a) 120 km. b) 60 dXX 3 km. c) (120 ⋅ cos 36°) km. d) 120 ______ cos 36° km. e) 140 km. 13 O tanque externo do ônibus espacial Discovery carrega, separa- dos, 1,20 × 106 L de hidrogênio líquido a –253 °C e 0,55 × 106 L de oxigênio líquido a –183°C. Nessas temperaturas, a densidade do hidrogênio é 34 mol/L (equivalente a 0,068 g/mL) e a do oxi- gênio é 37 mol/L (equivalente a 1,18 g/mL). Considerando o uso que será feito desses dois líquidos, suas quantidades (em mol), no tanque, são tais que há: Dado: Reação não balanceada H2 + O2 → H2O Massa molar (g/mol) H .......... 1,0 O ........... 16 a) 100% de excesso de hidrogênio. b) 50% de excesso de hidrogênio. c) proporção estequiométrica entre os dois. d) 25% de excesso de oxigênio. e) 75% de excesso de oxigênio. 14 Quimicamente falando, não se deve tomar água .................., mas apenas água ................... . A água .................. inúmeros sais, por exemplo, o cloreto de .................., o mais abundante na água do mar. Em regiões litorâneas, ameniza variações bruscas de tem- peratura, graças à sua capacidade de armazenar grande quanti- dade de energia térmica, o que se deve ao seu alto ................... . Na forma de suor, sua evaporação abaixa a temperatura do cor- po humano, para o que contribui seu elevado .................... . Completa-se corretamente o texto, obedecendo-se a ordem em que as lacunas aparecem, por: a) pura – potável – dissolve – sódio – calor específico – calor de vaporização b) de poço – pura – dissolve – magnésio – calor específico – ca- lor de vaporização c) destilada – potável – dilui – sódio – calor de vaporização – calor específico d) de poço – destilada – dissolve – magnésio – calor de vapori- zação – calor específico e) pura – destilada – dilui – sódio – calor de vaporização – calor específico 15 Cinco amigos resolveram usar a tabela periódica como tabuleiro para um jogo. Regras do jogo: para todos os jogadores, sorteia- -se o nome de um objeto, cujo constituinte principal é determi- nado elemento químico. Cada um joga quatro vezes um dado e, a cada jogada, move sua peça somente ao longo de um grupo ou de um período, de acordo com o número de pontos obti- dos no dado. O início da contagem é pelo elemento de número 5 atômico 1. Numa partida, o objeto sorteado foi “latinha de re- frigerante” e os pontos obtidos com os dados foram: Ana (3, 2, 6, 5), Bruno (5, 4, 3, 5), Célia (2, 3, 5, 5), Décio (3, 1, 5, 1) e Elza (4, 6, 6, 1). Assim, quem conseguiu alcançar o elemento procurado foi: a) Ana. b) Bruno. c) Célia. d) Décio. e) Elza. 16 O aspartame, um adoçante artificial, pode ser utilizado para substituir o açúcar de cana. Bastam 42 miligramas de aspartame para produzir a mesma sensação de doçura que 6,8 gramas de açúcar de cana. Sendo assim, quantas vezes, aproximadamente, o número de moléculas de açúcar de cana deve ser maior do que o número de moléculas de aspartame para que tenha o mesmo efeito sobre o paladar? Dados: massas molares aproximadas (g/mol) açúcar de cana: 340 adoçante artificial: 300 a) 30 b) 50 c) 100 d) 140 e) 200 17 Para se determinar o conteúdo de ácido acetilsalicílico (C9H8O4) num comprimido analgésico, isento de outras substâncias áci- das, 1,0 g do comprimido foi dissolvido numa mistura de eta- nol e água.Essa solução consumiu 20 mL de solução aquosa de NaOH, de concentração 0,10 mol/L, para reação completa. Ocor- reu a seguinte transformação química: C9H8O4(aq) + NaOH(aq) → NaC9H7O4(aq) + H2O(ℓ) Logo, a porcentagem em massa de ácido acetilsalicílico no com- primido é de, aproximadamente: Dados: massa molar do C9H8O4 = 180 g/mol a) 0,20%. b) 2,0%. c) 18%. d) 36%. e) 55%. 18 Três variedades alotrópicas do carbono são diamante, grafita e fulereno. As densidades dessas substâncias, não necessaria- mente na ordem apresentada, são: 3,5; 1,7 e 2,3 g/cm3. Com base nas distâncias médias entre os átomos de carbono, escolha a densidade adequada e calcule o volume ocupado por um dia- mante de 0,175 quilate. Esse volume, em cm3, é igual a: Dados: Distância média entre os átomos de carbono, em nanômetro (10-9 m) diamante...........................0,178 fulereno.............................0,226 grafita................................0,207 1 quilate = 0,20g a) 0,50 × 10-2. b) 1,0 × 10-2. c) 1,5 × 10-2. d) 2,0 × 10-2. e) 2,5 × 10-2. 19 Recentemente, na Bélgica, descobriu-se que frangos estavam contaminados com uma dioxina contendo 44%, em massa, do elemento cloro. Esses frangos apresentavam, por kg, 2,0 ⋅ 10-13 mol desse composto, altamente tóxico. Supondo que um adulto possa ingerir, por dia, sem perigo, no máximo 3,23 ⋅ 10-11 g desse composto, a massa máxima diária, em kg de frango contaminado, que tal pessoa poderia consumir seria igual a: Dados: 1 mol da dioxina contém 4 mol de átomos de cloro. massa molar do cloro (Cℓ) = 35,5 g/mol a) 0,2. b) 0,5. c) 1. d) 2. e) 3. 20 Uma embalagem de sopa instantânea apresenta, entre outras, as seguintes informações: “ingredientes: tomate, sal, amido, óleo vegetal, emulsificante, conservante, flavorizante, corante, antioxidante”. Ao se misturar o conteúdo da embalagem com água quente, poderia ocorrer a separação dos componentes X e Y da mistura, formando duas fases, caso o ingrediente Z não estivesse presente. Assinale a alternativa em que X, Y e Z estão corretamente iden- tificados. X Y Z a) água amido antioxidante b) sal óleo vegetal antioxidante c) água óleo vegetal antioxidante d) água óleo vegetal emulsificante e) sal água emulsificante 6 21 A dose diária recomendada do elemento cálcio para um adulto é de 800 mg. Suponha certo suplemento nutricional à base de casca de ostras que seja 100% CaCO3. Se um adulto tomar dia- riamente dois tabletes desse suplemento de 500 mg cada, qual porcentagem de cálcio da quantidade recomendada essa pessoa está ingerindo? massas molares (g/mol) Ca ........................... 40 O ............................. 16 C ............................. 12 a) 25% b) 40% c) 50% d) 80% e) 125% 22 A embalagem de um sal de cozinha comercial com reduzido teor de sódio, o chamado “sal light”, traz a seguinte informação: “cada 100 g contém 20 g de sódio...”. Isto significa que a porcentagem (em massa) de NaCℓ nesse sal é aproximadamente igual a: Massas molares (g/mol) Na = 23 NaCℓ = 58 a) 20 % b) 40 % c) 50 % d) 60 % e) 80 % 23 Resíduos industriais que contêm sulfetos não devem ser jogados nos rios. Pode-se tratá-los com peróxido de hidrogênio (H2O2), que oxida os sulfetos a sulfatos e se reduz à água. Quantos kg de peróxido de hidrogênio são necessários para oxidar 117 kg de sulfeto de sódio (Na2S) contidos em dado resíduo? Massas molares (g/mol): H = 1, O = 16 , Na = 23 , S = 32 Reação química não balanceada: H2O2 + Na2S → Na2SO4 + H2O a) 25 b) 51 c) 102 d) 204 e) 306 24 Uma barra metálica à temperatura de 100 ˚C é colocada num recipiente termicamente isolado, contendo 1 L de água à tem- peratura de 20 ˚C. O equilíbrio térmico se estabelece a 60 ˚C. Qual seria a temperatura de equilíbrio se o volume de água fosse 3 L, mantendo-se as outras condições? a) 25 ˚C b) 30 ˚C c) 35 ˚C d) 40 ˚C e) 50 ˚C 25 Considere que dois vetores ___ › A e ___ › B fazem entre si um ângulo de 60°, quando têm suas origens sobre um ponto em comum. Além disso, considere também que o modulo de ___ › B é duas vezes maior que o de ___ › A , ou seja, B = 2A. Sendo o vetor soma __ › S = ___ › A + ___ › B e o vetor diferença ___ › D = ___ › A – ___ › B , a razão entre os módulos S/D vale: a) √ ___ 21 ____ 3 . b) 1. c) dXX 3 . d) 2. e) 3. 26 Uma viagem é realizada em duas etapas. Na primeira, a velocida- de média é de 80 km/h; na segunda é de 60 km/h. Sendo a dis- tância percorrida, na segunda etapa, o triplo daquela percorrida na primeira, é correto afirmar que: a) a distância percorrida na primeira etapa foi de 80 km. b) a duração da viagem foi de 4 horas. c) a distância total percorrida foi de 260 km. d) a velocidade média na viagem toda foi de 64 km/h. e) a velocidade média na viagem toda foi de 70 km/h. 27 Uma abelha comum voa a uma velocidade de aproximadamente v1 = 25,0 km/h quando parte para coletar néctar, e a v2 = 15,0 km/h quando volta para a colmeia, carregada de néctar. Suponha que uma abelha nessas condições parte da colmeia voando em linha reta até uma flor, que se encontra a uma distância D, gasta 2 minutos na flor, e volta para a colmeia, também em linha reta. Sabendo-se que o tempo total que a abelha gastou indo até a flor, coletando néctar e voltando para a colmeia foi de 34 minu- tos, então a distância D é, em km, igual a: a) 1. b) 2. c) 3. d) 4. e) 5. 28 Considere um tubo horizontal cilíndrico de comprimento L, no interior do qual encontram-se respectivamente fixadas em cada extremidade de sua geratriz inferior as cargas q1 e q2, positiva- mente carregadas. Nessa mesma geratriz, numa posição entre as cargas, encontra-se uma pequena esfera em condição de equilíbrio, também positivamente carregada. Assinale a opção com as respostas corretas na ordem das seguintes perguntas: I. Essa posição de equilíbrio é estável? II. Essa posição de equilíbrio seria estável se não houvesse o tubo? III. Se a esfera fosse negativamente carregada e não houvesse o tubo, ela estaria em equilíbrio estável? a) Não. Não. Não. b) Não. Sim. Sim. c) Sim. Não. Não. d) Sim. Não. Sim. e) Sim. Sim. Não. 7 29 Duas cargas elétricas fixas estão separadas por uma distância d conforme mostra o esquema seguinte. (k0 = 9 ⋅ 10 9 N⋅m2/C2) Os pontos sobre o eixo x, onde o campo elétrico é nulo, estão localizados em: a) x = (2 – dXX 2 ) ⋅ d e x = (2 + dXX 2 ) ⋅ d. b) x = – (2 – dXX 2 ) ⋅ d e x ≅ (2 + dXX 2 ) ⋅ d. c) x = – (2 – dXX 2 ) ⋅ d e x = (2 + dXX 2 ) ⋅ d. d) x = (2– dXX 2 ) ⋅ d. e) x = (2 + dXX 2 ) ⋅ d. 30 Dois cilindros feitos de materiais A e B têm os mesmos com- primentos; os respectivos diâmetros estão relacionados por dA = 2dB. Quando se mantém a mesma diferença de temperatura entre suas extremidades, eles conduzem calor à mesma taxa. As condutividades térmicas dos materiais estão relacionadas por: a) kA = kB/4. b) kA = kB/2. c) kA = kB. d) kA = 2kB. e) kA = 4kB. 31 Numa cozinha industrial, a água de um caldeirão é aquecida de 10 °C a 20 °C, sendo misturada, em seguida, à água a 80 °C de um segundo caldeirão, resultando 10 L de água a 32 °C, após a mistura. Considere que haja troca de calor apenas entre as duas porções de água misturadas e que a densidade absoluta da água, de 1 kg/L, não varia com a temperatura, sendo, ainda, seu calor específico c = 1,0 cal g-1 °C-1. A quantidade de calor recebida pela água do primeiro caldeirão ao ser aquecida até 20 °C é de: a) 20 kcal. b) 50 kcal. c) 60 kcal. d) 80 kcal. e) 120 kcal. 32 Um vaporizador contínuo possui um bico pelo qual entra água a 20 °C, de tal maneira que onível de água no vaporizador perma- nece constante. O vaporizador utiliza 800 W de potência, consu- mida no aquecimento da água até 100 °C e na sua vaporização a 100 °C. A vazão de água pelo bico é: Dados: massa específica da água = 1,0 g/cm3 calor específico da água = 4,18 kJ/kg.K calor latente de evaporação da água = 2,26 ⋅ 103 kJ/kg a) 0,31 mL/s. b) 0,35 mL/s. c) 2,4 mL/s. d) 3,1 mL/s. e) 3,5 mL/s. 33 Um objeto metálico carregado positivamente, com carga +Q, é aproximado de um eletroscópio de folhas, que foi previamente carregado negativamente com carga igual a –Q. I. À medida que o objeto for se aproximando do eletroscópio, as folhas vão se abrindo além do que já estavam. II. À medida que o objeto for se aproximando, as folhas perma- necem como estavam. III. Se o objeto tocar o terminal externo do eletroscópio, as fo- lhas devem necessariamente fechar-se. Neste caso, pode-se afirmar que: a) somente a afirmativa I é correta. b) as afirmativas II e III são corretas. c) as afirmativas I e III são corretas. d) somente a afirmativa III é correta. e) nenhuma das alternativas é correta. 34 Um bloco de gelo com 725 g de massa é colocado num calorí- metro contendo 2,50 kg de água a uma temperatura de 5,0 °C, verificando-se um aumento de 64 g na massa desse bloco, uma vez alcançado o equilíbrio térmico. Considere o calor específico da água (c = 1,0 cal/g °C) o dobro do calor específico do gelo, e o calor latente de fusão do gelo de 80 cal/g. Desconsiderando a capacidade térmica do calorímetro e a troca de calor com o exterior, assinale a temperatura inicial do gelo. a) – 191,4 °C b) – 48,6 °C c) – 34,5 °C d) – 24,3 °C e) – 14,1 °C 35 Duas partículas têm massas iguais a m e cargas iguais a Q. Devi- do a sua interação eletrostática, elas sofrem uma força F quando estão separadas de uma distância d. Em seguida, estas partículas são penduradas, a partir de um mesmo ponto, por fios de com- primento L e ficam equilibradas quando a distância entre elas é d1. A cotangente do ângulo que cada fio forma com a vertical, em função de m, g, d, d1, F e L, é: a) m g d1 / (F d). b) m g L d1 / (F d 2). c) m g d1 2 / (F d2). d) m g d2 / (F d1 2). e) (F d2) / (mg d1 2). 8 36 Observe a figura abaixo, que representa o emparelhamento de duas bases nitrogenadas. Indique a alternativa que relaciona corretamente a(s) molécu- la(s) que se encontra(m) parcialmente representada(s) e o tipo de ligação química apontada pela seta: Molécula(s) Tipo de ligação química A Exclusivamente DNA Ligação de hidrogênio B Exclusivamente RNA Ligação covalente apolar C DNA ou RNA Ligação de hidrogênio D Exclusivamente DNA Ligação covalente apolar E Exclusivamente RNA Ligação iônica a) A b) B c) C d) D e) E 37 Macaco encontrado morto em Domingos Martins (Foto: Reprodução/ TV Gazeta) “O surto de febre amarela já provocou a morte de 1.100 maca- cos em todo o Espírito Santo, segundo pesquisadores. Os bugios, que estão ameaçados de extinção, são os mais afetados. Estu- diosos acreditam que serão necessários 30 anos para recupe- rar a população desse animal. O registro dos primeiros macacos mortos aconteceu no início de janeiro.” (http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2017/03/ febre-amarela-mata-mais-de-1-mil-macacos-no-es.html) Sobre a febre amarela é correta afirmar: a) A febre amarela é uma doença que tem como vetor um vírus, os principais sintomas incluem febre, calafrios, perda de ape- tite, náuseas, dores de cabeça. b) O agente etiológico é um vírus de RNA do gênero Flavivirus. As principais medidas profiláticas são saneamento básico e higiene pessoal. c) Os sintomas iniciais da febre amarela, dengue, malária e lep- tospirose são totalmente diferentes, os sintomas da febre amarela incluem febre, cansaço, mal-estar e dores de cabeça e musculares, enquanto a dengue, por exemplo, causa car- diomegalia, hepatomegalia e esplenomegalia. d) O principal vetor da febre amarela é a fêmea do mosquito Aedes aegypti. O vírus ataca fígado e rim, o que pode cau- sar o sintoma de icterícia (cor amarelada). Para confirmar a doença é necessário avaliar o sangue através de reação em cadeia da polimerase. e) A febre amarela leva 200 mil infeções e 30 mil mortes por ano. A bactéria causadora tem como material genético o RNA e produz cerca de dez proteínas, sendo sete constituin- tes do seu capsídeo, e é envolvido por envelope bilipídico. 38 Grand Canyon, barreira geográfica natural que pode levar à es- peciação, como, por exemplo, de espécies de roedores. “O Grand Canyon é um desfiladeiro íngreme esculpido pelo rio Colorado, no estado do Arizona, nos Estados Unidos. A forma- ção faz parte do Parque Nacional do Grand Canyon... O Grand Canyon tem 446 km de comprimento, até 29 km de largura e atinge uma profundidade de mais de 1,8 km. Por 2 bilhões de anos de história geológica da Terra o rio Colorado e seus afluen- tes cortaram seus canais através das camadas de rocha enquan- to o planalto do Colorado era erguido.” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Grand_Canyon) Baseado no texto e nos seus conhecimentos, assinale a alterna- tiva correta. a) Um dos fatores que contribuem para formação de uma nova espécie é a redução do fluxo gênico. Barreiras geográficas como o Grand Canyon pode resultar nessa diminuição do fluxo de genes entre os indivíduos, o que caracteriza como especiação parapátrica. b) Diferenças genéticas são fundamentais para o processo de especiação, o que podem impedir o acasalamento entre os indivíduos. Barreiras geográficas proporcionam ambientes distintos, e assim, pressões seletivas diferentes, podendo ca- racterizar uma especiação do tipo alopátrica. c) Podemos classificar o tipo de especiação pelo quanto a se- paração geográfica de espécies incipientes contribuem para a diminuição do fluxo gênico. Um conjunto específico de mu- danças deve ocorrer para que ocorra a formação de novas espécies. A especiação simpátrica é ocasionada por mudan- ça em rituais de acasalamento e também por barreiras geo- gráficas, como Grand Canyon. d) As mudanças genéticas que podem resultar em especiação não precisam ser grandes diferenças genéticas. Uma peque- na alteração no local, na data ou rituais de acasalamento pode ser o suficiente, o que aumenta o fluxo de genes facili- tando a formação de novas espécies. e) A alopatria pode iniciar o processo de especiação, porém a evolução das barreiras internas ao fluxo gênico é fundamen- tal para a especiação estar concluída. A especiação requer que as duas espécies sejam incapazes de gerar descendentes férteis e estejam separadas por barreiras geográficas natu- rais, como o Grand Canyon. 39 “O vírus HIV, causador da aids, é transmitido de pessoa a pessoa através de relações sexuais, por exposição direta a sangue con- taminado ou da mãe para o filho, durante a vida intrauterina ou através da amamentação. No corpo, o vírus invade certas células do sistema imunitário-incluindo os linfócitos T auxiliadores ou CD4 -multiplica-se dentro delas e se espalha para outras células. [...]” (John G. Bartlett e Richard D. Moore. Scientific American 279, 64-67, 1998). 9 O gráfico indica as quantidades de células CD4 (linha cheia, com escala à esquerda) e de vírus (linha interrompida, com escala à direita) no sangue de um paciente que não recebeu tratamento algum no curso de uma infecção pelo HIV. Este gráfico mostra que: a) a partir do momento da infecção, a quantidade de vírus au- mentou continuamente até a morte do paciente. b) no início da infecção, o sistema imunitário foi estimulado, o que provocou aumento na quantidade de células CD4. c) a quantidade de vírus aumentou sempre que ocorreu au- mento de células CD4, onde eles se reproduzem. d) os sintomas típicos da doença apareceram quando a quanti- dade de célulasCD4 caiu abaixo de 200 por ml de sangue. e) não existiu relação entre a quantidade de vírus e a quantida- de de células CD4 no sangue do paciente infectado pelo HIV. 40 “A anemia falciforme é um distúrbio genético que resulta em uma alteração no formato natural das hemácias – as células sanguíneas responsáveis pelo transporte de oxigênio em nosso organismo. Além da diminuição na quantidade de células san- guíneas – anemia – a alteração na função das hemácias também pode resultar em uma obstrução do fluxo sanguíneo, causando crises agudas de dor em portadores da doença.” (https://www.biologiatotal.com.br/blog/por-que-a-anemia- falciforme-e-mais-comum-em-populacoes-africanas.html) . Assinale a alternativa correta. a) A anemia falciforme é uma mutação pontual conhecida como substituição por transição, pois troca uma adenina por uma timina, o que resulta na troca do aminoácido valina por um ácido glutâmico. b) A correlação entre a incidência de anemia falciforme e ma- lária em países africanos é algo notável. A malária tem como vetor o protozoário Plasmodium sp e com agente etiológico a fêmea do mosquito Anopheles. c) Indivíduos com anemia falciforme parecem ser mais aptos ao meio em regiões onde a incidência da malária é alta. De algu- ma forma essa mutação genética protege os indivíduos con- tra essa protozoose. A malária tem como agente causador o protozoário Plasmodium sp, e um dos sintomas principais é a febre alta em intervalos e hemácias em forma de foice. d) Hemácias falciformes induzem a expressão da enzima he- me-oxigenase-1 (HO-1). Sua atividade libera, entre outros produtos, monóxido de carbono (CO). O aumento da ação da enzima heme-oxigenase-1, aumenta a produção de CO no sangue, o que pode evitar o crescimento do platelminto, Plasmodium sp, causador da malária. e) A seleção natural é direcionada para seleção de caracteres benéficos nos seres vivos, assim, não é provável que uma mutação, como a anemia falciforme, seja selecionada posi- tivamente em um determinado meio. 41 Numa comunidade interagem três populações, constituindo uma cadeia alimentar: produtores, consumidores primários e consumidores secundários. Um fator externo provocou o exter- mínio da população carnívora no tempo X. O gráfico que repre- senta o comportamento da população de herbívoros, a partir de X, é: 42 O colesterol é um tipo de lipídeo encontrado em nosso organis- mo. Colesterol faz parte das membranas plasmáticas animais, é precursor da vitamina D, hormônios sexuais e sais biliares. Apro- ximadamente 70% do colesterol são produzidos pelo nosso pró- prio organismo, enquanto que os outros 30% são provenientes da dieta. Sobre a composição química celular, assinale a alternativa incorreta. a) O aumento dos níveis de colesterol é chamado de dislipide- mia. Esse aumento do colesterol pode acarretar em arteros- clerose, que é a formação de placas de gorduras nos vasos sanguíneos, resultando em distúrbios cardiovasculares. b) HDL é lipoproteína de alta densidade que transporta o coles- terol do tecido para o sangue, e é considerado o colesterol “bom”. c) O consumo de fibra aumenta a eliminação de sais biliares, que é um emulsificador de gorduras para facilitar a ação das enzimas digestivas. A eliminação adicional de sais biliares diminui o colesterol sanguíneo, pois para produzir a bile é necessário o colesterol. d) O consumo excessivo de gorduras saturadas pode acarretar em inflamação subclínica, o que leva à resistência à insulina, o que pode resultar em diabetes mellitus. e) Colesterol é uma molécula hidrofóbica, sendo assim, o trans- porte de colesterol no sangue necessita de auxílio de uma molécula transportadora, como o LDL e o HDL. 10 43 As estruturas presentes em uma célula vegetal, porém ausentes em uma bactéria, são: a) cloroplastos, lisossomos, núcleo e membrana plasmática. b) vacúolos, cromossomos, lisossomos e ribossomos. c) complexo golgiense, membrana plasmática, mitocôndrias e núcleo. d) cloroplastos, mitocôndrias, núcleo e retículo endoplasmático. e) cloroplastos, complexo golgiense, mitocôndrias e ribossomos. 44 “Ponha-se uma porção de linho velho num vaso que contenha alguns grãos de trigo ou um pedaço de queijo durante cerca de três semanas, e, ao cabo desse período, os ratos adultos, tanto machos como fêmeas, surgirão no vaso”. Acima uma receita de como “fazer” um ser vivo. Esse tipo de afirmação foi considerada verdadeira por muito tempo, até sur- girem outras teorias para refutar essas ideias. Baseado nesse texto, assinale a alternativa correta. a) A frase se refere à teoria heterotrófa, a qual acredita que a primeira célula não produzia seu próprio alimento, pois a maquinaria para esse tipo de processo é muito complexa para ter surgido primeiro. b) A frase acima defende as ideias de Redi e Pasteur sobre a ori- gem da vida, estudiosos que acreditavam na força primordial, a qual era fundamental para o surgimento de um ser vivo. c) Aristóteles e Van Helmont compartilhavam da ideia acima, de que a vida surge da matéria inanimada. d) A receita se refere a teoria da abiogênese, defendida por Needham, Spallanzani e Redi. e) Esse texto mostra que o primeiro ser vivo era autótrofo, pro- duzia seu próprio alimento. Só assim foi possível o surgimen- to de seres heterótrofos, como ratos. 45 “Até o século XVIII, a ocorrência de escorbuto era bastante co- mum entre os marinheiros, pois estes passavam meses em alto mar sem ingerir frutas e verduras frescas, por este tipo de ali- mento estragar muito rápido, seu estoque não era garantido.” (http://www.todabiologia.com/doencas/escorbuto.htm) O texto se refere ao escorbuto, doença causada devido a falta de um nutriente da dieta. Segundo seus conhecimentos, assinale a alternativa correta. a) A falta de calciferol, nutriente hidrossolúvel, leva ao escor- buto, doença na qual o paciente não consegue sintetizar o colágeno de forma eficiente, o que gera os sintomas. b) A falta de um componente mineral e lipossolúvel resulta no escorbuto, que está relacionado à dificuldade na síntese de colágeno. c) A falta de tocoferol produz esse distúrbio metabólico, já que essa molécula orgânica participa da síntese de lipídeos, como o colesterol, e de carboidratos, como a sacarose. d) A falta de tiamina, componente mineral da célula, gera o es- corbuto, pois a tiamina está relacionada com metabolismo energético. Além do escorbuto, sua falta também acarreta em beribéri. e) A ausência do ácido ascórbico na dieta leva a esse distúrbio. Além disso, o ácido ascórbico tem a capacidade de reduzir o íon ferro de Fe3+ para Fe2+, o que auxilia na absorção desse sal mineral pelo organismo. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES SERÁ QUE OS DICIONÁRIOS LIBERARAM O ‘DITO-CUJO’? Por Sérgio Rodrigues Brasileirismo informal, termo não está proibido, mas deve ser usado de forma brincalhona. O registro num dicionário não dá certificado automático de ade- quação à expressão alguma: significa apenas que ela é usada com frequência suficiente para merecer a atenção dos lexicó- grafos. O substantivo “dito-cujo”, que substitui o nome de uma pessoa que já foi mencionada ou que por alguma razão não se deseja mencionar, é um brasileirismo antigo e, de certa forma, consagrado, mas aceitável apenas na linguagem coloquial. Mais do que isso: mesmo em contextos informais seu emprego deve ser sempre “jocoso”, ou seja, brincalhão, como anotam diversos lexicógrafos, entre eles o Houaiss e o Francisco Borba. Convém que quem fala ou escreve “dito-cujo” deixe claro que está se afastando conscientemente do registro culto. Exemplo: “O leão procurou o gerente da Metro e se ofereceu para leão da dita-cuja, em troca de alimentação”, escreveu Mil- lôr Fernandes numa de suas “Fábulas fabulosas”. (http://veja.abril.com.br/blog/sobrepalavras/consultorio/sera-que-os-dicionarios-liberaram-odito- cujo/>.Acesso em 13/11/2015. Texto adaptado) 46 Em vista da intenção do autor – refletir sobre o uso da expressão “dito-cujo” –, o texto se organiza linguisticamente observando certas propriedades de estilo. Quanto a essas propriedades, apenas está correto o que se afirma em: a) A linguagem é culta, com traços de erudição que restringem a abrangência de interlocutores do texto, conforme objetiva o autor. b) O texto compõe-se em estilo formal, sem perder de vista a proximidade com o leitor, recurso que está adequado à fina- lidade didática da mensagem. c) Desde o título, que vem em forma de pergunta, o texto busca o coloquialismo, em diálogo simples com o leitor. d) O texto é formal e coloquial ao mesmo tempo, pois se vale de seriedade e de jocosidade para discutir o tema. e) O uso exagerado de palavras próprias da linguagem oral dei- xa o texto leve e informal, garantindo a compreensão geral deste pelo leitor. 47 As funções da linguagem relacionam-se conceitualmente à ideia de que, nas diversas situações de comunicação, um dos seis ele- mentos que compõem esse processo – a saber, emissor, receptor, mensagem, código, referente e canal – prevalece sobre os demais. Em relação ao texto acima, no tocante a esse fenômeno, indique a alternativa correta. a) A função da linguagem predominante é a fática, que testa o canal, pois se verifica no texto uma reflexão sobre esse ele- mento, isto é, a língua. b) A predominância é da mensagem, para a qual o autor chama a atenção, pretendendo ensinar um conteúdo de forma didática. c) Visto que se trata de uma problematização sobre o próprio código, o texto tem caráter eminentemente metalinguístico. d) Como há uma preocupação do autor em revelar suas ideias e emoções no texto, a centralidade da mensagem recai sobre o emissor. 11 e) Porque mantém um tom literário, o texto tem como função da linguagem predominante a poética, o que justifica as me- táforas presentes nele. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO TINTIM Durante alguns anos, o tintim me intrigou. Tintim por tintim: o que queria dizer aquilo? Imaginei que fosse alguma misteriosa medida de outros tempos que sobrevivera ao sistema métrico, como a braça, a légua etc. Outro mistério era o triz. Qual a exata definição de um triz? É uma subdivisão de tempo ou de espaço. As coisas deixam de acontecer por um triz, por uma fração de segundo ou de milímetro. Mas que fração? O triz talvez corres- pondesse a meio tintim, ou o tintim a um décimo de triz. Tanto o tintim quanto o triz pertenceriam ao obscuro mundo das microcoisas. Há quem diga que não existe uma fração mínima de matéria, que tudo pode ser dividido e subdividido. Assim como existe o infinito para fora – isto é, o espaço sem fim, depois que o Uni- verso acaba – existiria o infinito para dentro. A menor fração da menor partícula do último átomo ainda seria formada por dois trizes, e cada triz por dois tintins, e cada tintim por dois trizes, e assim por diante, até a loucura. Descobri, finalmente, o que significa tintim. É verdade que, se tivesse me dado o trabalho de olhar no dicionário mais cedo, mi- nha ignorância não teria durado tanto. Mas o óbvio, às vezes, é a última coisa que nos ocorre. Está no Aurelião. Tintim, vocábulo onomatopaico que evoca o tinido das moedas. Originalmente, portanto, “tintim por tintim” indicava um paga- mento feito minuciosamente, moeda por moeda. Isso no tem- po em que as moedas, no Brasil, tiniam, ao contrário de hoje, quando são feitas de papelão e se chocam sem ruído. Numa in- vestigação feita hoje da corrupção no país tintim por tintim fica- ríamos tinindo sem parar e chegaríamos a uma nova concepção de infinito. Tintim por tintim. A menina muito dada namoraria sim-sim por sim-sim. O gordo incontrolável progrediria pela vida quindim por quindim. O telespectador habitual viveria plim-plim por plim- -plim. E você e eu vamos ganhando nosso salário tin por tin (olha aí, a inflação já levou dois tins). Resolvido o mistério do tintim, que não é uma subdivisão nem de tempo nem de espaço nem de matéria, resta o triz. O Aure- lião não nos ajuda. “Triz”, diz ele, significa por pouco. Sim, mas que pouco? Queremos algarismos, vírgulas, zeros, definições para “triz”. Substantivo feminino. Popular. “Icterícia.” Triz quer dizer icterícia. Ou teremos que mudar todas as nossas teorias sobre o Universo ou teremos que mudar de assunto. Acho melhor mudar de assunto. O Universo já tem problemas demais. (VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.) 48 Levando em consideração o texto “Tintim”, de Luis Fernando Veríssimo, e o conceito de funções da linguagem, analise as afir- mações: I. “Durante alguns anos, o tintim me intrigou. Tintim por tin- tim: o que queria dizer aquilo?”. A função da linguagem pre- dominante no trecho é a emotiva. II. “Originalmente, portanto, ‘tintim por tintim’ indicava um pa- gamento feito minuciosamente, moeda por moeda”. A fun- ção da linguagem predominante no trecho é a referencial. III. “Numa investigação feita hoje da corrupção no país tintim por tintim ficaríamos tinindo sem parar e chegaríamos a uma nova concepção de infinito.” A função da linguagem predo- minante no trecho é a expressiva. IV. “Resolvido o mistério do tintim, que não é uma subdivisão nem de tempo nem de espaço nem de matéria, resta o triz”. A função da linguagem predominante no trecho é a fática. Estão corretas: a) II, III e IV. b) I e II. c) apenas I. d) I, II e IV. e) I e IV. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO O amor é feio Tem cara de vício Anda pela estrada Não tem compromisso [...] O amor é lindo Faz o impossível O amor é graça Ele dá e passa A.Antunes, C.Brown, M.Monte, “O amor é feio” 49 Cotejando a letra da canção com os famosos versos camonianos Amor é fogo que arde sem se ver/ É ferida que dói e não se sen- te, afirma-se corretamente que: a) assim como Camões, os compositores tematizam o amor, valendo-se de uma linguagem espontânea, coloquial, como prova o uso da expressão cara de vício. b) o caráter popular da canção é acentuado pelo uso de redondi- lhas, traço estilístico ausente nos versos camonianos citados. c) a concepção de amor como sentimento contraditório, típica de Camões, está ausente na letra da canção, uma vez que seus versos não se compõem de paradoxos. d) a ideia de que a dor do amor não é sentida pelos amantes, presente nos versos de Camões, é parafraseada nos versos Anda pela estrada/ Não tem compromisso. e) a canção recupera o tom solene e altissonante presente nos versos camonianos. 12 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Fragmento do diálogo Fedro, de Platão (427-347 a.C.). SÓCRATES: – Vamos então refletir sobre o que há pouco está- vamos discutindo; examinaremos o que seja recitar ou escrever bem um discurso, e o que seja recitar ou escrever mal. FEDRO: – Isso mesmo. SÓCRATES: – Pois bem: não é necessário que o orador esteja bem instruído e realmente informado sobre a verdade do assun- to de que vai tratar? FEDRO: – A esse respeito, Sócrates, ouvi o seguinte: para quem quer tornar-se orador consumado não é indispensável conhecer o que de fato é justo, mas sim o que parece justo para a maioria dos ouvintes, que são os que decidem; nem precisa saber tam- pouco o que é bom ou belo, mas apenas o que parece tal – pois é pela aparência que se consegue persuadir, e não pela verdade. SÓCRATES: – Não se deve desdenhar, caro Fedro, da palavra há- bil, mas antes refletir no que ela significa. O que acabas de dizer merece toda a nossa atenção. FEDRO: – Tens razão. SÓCRATES: – Examinemos, pois, essa afirmação. FEDRO: – Sim. SÓCRATES: – Imagina que eu procuro persuadir-te a comprar um cavalo para defender-te dos inimigos, mas nenhum de nós sabeo que seja um cavalo; eu, porém, descobri por acaso uma coisa: “Para Fedro, o cavalo é o animal doméstico que tem as orelhas mais compridas”... FEDRO: – Isso seria ridículo, querido Sócrates. SÓCRATES: – Um momento. Ridículo seria se eu tratasse seria- mente de persuadir-te a que escrevesses um panegírico do bur- ro, chamando-o de cavalo e dizendo que é muitíssimo prático comprar esse animal para o uso doméstico, bem como para ex- pedições militares; que ele serve para montaria de batalha, para transportar bagagens e para vários outros misteres. FEDRO: – Isso seria ainda ridículo. SÓCRATES: – Um amigo que se mostra ridículo não é preferível ao que se revela como perigoso e nocivo? FEDRO: – Não há dúvida. SÓCRATES: – Quando um orador, ignorando a natureza do bem e do mal, encontra os seus concidadãos na mesma ignorância e os persuade, não a tomar a sombra de um burro por um cavalo, mas o mal pelo bem; quando, conhecedor dos preconceitos da multidão, ele a impele para o mau caminho, – nesses casos, a teu ver, que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela semeou? FEDRO: – Não pode ser muito bom fruto. SÓCRATES: – Mas vejamos, meu caro: não nos teremos excedido em nossas censuras contra a arte retórica? Pode suceder que ela responda: “que estais a tagarelar, homens ridículos? Eu não obrigo ninguém – dirá ela – que ignore a verdade a apren- der a falar. Mas quem ouve o meu conselho tratará de adquirir primeiro esses conhecimentos acerca da verdade para, depois, se dedicar a mim. Mas uma coisa posso afirmar com orgulho: sem as minhas lições a posse da verdade de nada servirá para engendrar a persuasão”. FEDRO: – E não teria ela razão dizendo isso? SÓCRATES: – Reconheço que sim, se os argumentos usuais pro- varem que de fato a retórica é uma arte; mas, se não me engano, tenho ouvido algumas pessoas atacá-la e provar que ela não é isso, mas sim um negócio que nada tem que ver com a arte. O lacônio declara: “não existe arte retórica propriamente dita sem o conhecimento da verdade, nem haverá jamais tal coisa”. (Platão. Diálogos. Porto Alegre: Editora Globo, 1962.) 50 “... que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela se- meou?” Esta passagem apresenta conformação alegórica, em virtude do sentido figurado com que são empregadas as palavras frutos, re- colher e semeou. Aponte, entre as alternativas a seguir, aquela que contém, na ordem adequada, palavras que, sem perda rele- vante do sentido da frase, evitam a conformação alegórica. a) alimentos – colher – plantou. b) resultados – produzir – prescreveu. c) lucros – contabilizar – investiu. d) textos – apresentar – negou. e) efeitos – causar – menosprezou. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: O conhecimento Diante da natureza, o homem – animal racional – não age como 1os animais 2inferiores. 3Estes apenas esforçam-se pela vida. O homem, 4além disso, esforça-se por entender a natureza e, em- bora sua inteligência seja dotada de limitações, tenta sempre dominar a 5realidade, agir sobre ela para torná-la mais adequa- da às suas próprias necessidades. E, à medida que a domina e transforma, também amplia ou desenvolve suas próprias neces- sidades. Esse 6processo permanente de acúmulo de conhecimentos so- bre a natureza e de ações racionais capazes de transformá-la compõe o universo de ideias que hoje denominamos “Ciência”. Ciência é, pois, o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade. Por meio da investigação científica o ho- mem reconstitui artificialmente o universo real em sua própria mente. Mas essa reconstituição ainda não é definitiva. A des- coberta e a compreensão de fatos quase sempre levam à ne- cessidade de descobrir e compreender novos fatos. E como o resultado das investigações depende dos conhecimentos já ad- quiridos e de instrumentos capazes de aprofundar a observação, a Ciência está sempre limitada às condições de sua época. O que era conhecimento verdadeiro para o sábio da Antiguidade já não o era para o cientista do Renascimento; e o que foi ver- dadeiro para o cientista do século XVIII pode já não o ser para o cientista dos nossos dias. Assim diz-se também que a ciência é falível, ou seja, pode ser exata apenas para determinado perío- do. O conceito científico que o homem tem do mundo é cada vez mais amplo, mais profundo, mais detalhado e mais exato. Mas está ainda muito longe de ser completo. Assim, considerando-se o desenvolvimento 7histórico da ciência, é lógico pressupor que o cientista do final do século XXI disporá de conhecimentos mui- to mais desenvolvidos e exatos do que os de hoje. Afinal, o que é conhecer? Em linhas gerais, conhecer é estabelecer uma relação entre a pessoa que conhece e o objeto que passa a ser conhecido. No processo de conhecimento, quem conhece acaba por, de cer- to modo, apropriar-se do objeto que conheceu. De certa forma “engole” o objeto que conheceu. Ou seja, transforma em concei- to esse objeto, reconstitui-o na sua mente. O conceito, no entanto, não é o objeto real, não é a realidade, mas apenas uma forma de conhecer (ou conceber, ou conceitu- ar) a realidade. O objeto real continua existindo como tal, inde- pendentemente do fato de o conhecermos ou não. (Galliano. O método científico: teoria e prática. Editora Harper& Row do Brasil Ltda. São Paulo: 1979. p. 16-17.) 13 51 Considere as afirmações acerca do texto: I. No texto, o vocábulo inferiores (ref. 2) foi usado como sinô- nimo de irracional. II. No processo do acúmulo do conhecimento, o homem preju- dica a natureza. III. As necessidades do homem crescem à medida que aumen- tam seus conhecimentos. IV. O conhecimento científico dispensa o experimento. V. O conhecimento científico é relativo; depende das condições da época em que se dá. Estão corretas: a) I, II, IV e V. b) I, III e V. c) II, IV e V. d) I, II e III. e) I e V. 52 Leia as seguintes sentenças sobre a obra Iracema, de José de Alencar. I. Constitui obra de exaltação da flora e fauna brasileira, mas apresenta o índio como representante de uma raça inferior e inculta. II. A obra representa o mito alencariano composto pelo herói, o índio, resistente à colonização e à presença do ‘outro’, e o branco, colonizador agressivo que deseja destruir o nativo. III. A personagem Martim, representação do colonizador euro- peu, apesar de seu amor por Iracema, resiste à cultura indí- gena e rejeita a língua e os costumes nativos. IV. A personagem Iracema, representação do índio exaltado pela literatura do período romântico, pode ser considerada um símbolo da terra mãe, o Brasil. V. O romance apresenta, por meio de estilo lírico, uma idealiza- ção do índio brasileiro. Considerando-se as características da obra e os princípios es- téticos e ideológicos do período romântico brasileiro, pode-se afirmar que: a) somente as sentenças I e II estão corretas. b) somente as sentenças III, IV e V estão corretas. c) somente a sentença I está correta. d) somente a sentença IV está correta. e) somente as sentenças IV e V estão corretas. 53 O nacionalismo literário do Romantismo brasileiro tem na prosa indianista sua maior expressão. Leia atentamente o excerto seguinte e considere as afirmativas sobre ele. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de pal- meira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o ser- tão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. Fonte: ALENCAR, 1999, p. 20. I. O nacionalismo se traduz, nesse trecho, pela escolha do léxi- co, que incorpora palavras em tupi, por exemplo.II. Os atributos da protagonista metaforizam o paraíso, traçando um paralelo entre Iracema e a terra que recebe o colonizador. III. A figura indígena e idealizada, como são idealizados também o espaço e as origens do povo brasileiro ao longo do romance. IV. A caracterização de Iracema assinala sua total integração à natureza. Estão corretas: a) II e III. b) I e IV. c) II e IV. d) I, II e III. e) I, II, III e IV. 54 Texto 1 Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forceja- va por trazer a bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arro- gância, não se distinguia bem se era uma criança, com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo, era um lindo garção, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um cor- cel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo o veio achar, co- mido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros. Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas porém a que me cativou logo foi uma... uma... não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção é castíssi- mo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de um hortelão das Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um le- trado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis Texto 2 Durante dois anos, o cortiço prosperou de dia para dia, ganhando forças, socando-se de gente. E ao lado o Miranda assustava-se, inquieto com aquela exuberância brutal de vida, aterrado de- fronte daquela floresta implacável que lhe crescia junto da casa, por debaixo das janelas, e cujas raízes, piores e mais grossas do que serpentes, minavam por toda a parte, ameaçando rebentar o chão em torno dela, rachando o solo e abalando tudo. Posto que lá na Rua do Hospício os seus negócios não corressem mal, custava-lhe a sofrer a escandalosa fortuna do vendeiro “aquele tipo! um miserável, um sujo, que não pusera nunca um paletó, e que vivia de cama e mesa com uma negra!” À noite e aos domingos, ainda mais recrudescia o seu azedume, quando ele, recolhendo-se fatigado do serviço, deixava-se ficar estendido numa preguiçosa, junto à mesa da sala de jantar, e ouvia, a contragosto, o grosseiro rumor que vinha da estalagem numa exalação forte de animais cansados. Não podia chegar à janela sem receber no rosto aquele bafo, quente e sensual, que o embebedava com o seu fartum de bestas no coito. 14 E depois, fechado no quarto de dormir, indiferente e habituado às torpezas carnais da mulher, isento já dos primitivos sobressaltos que lhe faziam, a ele, ferver o sangue e perder a tramontana, era ainda a prosperidade do vizinho o que lhe obsedava o espírito, enegrecendo-lhe a alma com um feio ressentimento de despeito. Tinha inveja do outro, daquele outro português que fizera fortu- na, sem precisar roer nenhum chifre; daquele outro que, para ser mais rico três vezes do que ele, não teve de casar com a filha do patrão ou com a bastarda de algum fazendeiro freguês da casa! Mas então, ele Miranda, que se supunha a última expressão da ladinagem e da esperteza; ele, que, logo depois do seu casamen- to, respondendo para Portugal a um ex-colega que o felicitava, dissera que o Brasil era uma cavalgadura carregada de dinheiro, cujas rédeas um homem fino empolgava facilmente; ele, que se tinha na conta de invencível matreiro, não passava afinal de um pedaço de asno comparado com o seu vizinho! Pensara fazer-se senhor do Brasil e fizera-se escravo de uma brasileira mal-educa- da e sem escrúpulos de virtude! Imaginara-se talhado para gran- des conquistas, e não passava de uma vítima ridícula e sofredo- ra!... Sim! no fim de contas qual fora a sua África?... Enriquecera um pouco, é verdade, mas como? a que preço? hipotecando-se a um diabo, que lhe trouxera oitenta contos de réis, mas incalcu- láveis milhões de desgostos e vergonhas! Arranjara a vida, sim, mas teve de aturar eternamente uma mulher que ele odiava! E do que afinal lhe aproveitar tudo isso? Qual era afinal a sua gran- de existência? Do inferno da casa para o purgatório do trabalho e vice-versa! Invejável sorte, não havia dúvida! O Cortiço, de Aluízio de Azevedo Considerando as características temáticas e estilísticas dos tex- tos 1 e 2, analise as proposições a seguir. I. O Texto 1 é um trecho de um importante romance de Macha- do de Assis, o qual destaca episódios da vida do próprio autor. II. No Texto 1, é possível perceber costumes do cotidiano bur- guês numa cidade do século XIX, levando o leitor a constatar, pela postura individual do protagonista, um segmento social dosado de humor nas suas próprias experiências. III. No Texto 2, é apresentado o comportamento decadente da sociedade burguesa da segunda metade do século XIX, em que prevalece o interesse individual. IV. As personagens de Aluísio Azevedo, em O Cortiço, são alicer- çadas nas ideias de Taine, presas ao ambiente e à heredita- riedade, limitadas pelas questões sociais e pelo meio onde vivem suas experiências. Estão CORRETAS: a) I, II, III e IV. b) I, III e IV, apenas. c) II e III, apenas. d) II, III e IV, apenas. e) II e IV, apenas. 55 E assim ia correndo o domingo no cortiço até às três da tarde, horas em que chegou mestre Firmo, acompanhado pelo seu amigo Porfiro […]. [Firmo] Era oficial de torneiro, oficial perito e vadio; ganhava uma semana para gastar num dia; às vezes, porém, os dados ou a roleta multiplicavam-lhe o dinheiro, e então ele fazia como na- queles últimos três meses: afogava-se numa boa pândega com a Rita Baiana. A Rita ou outra. “O que não faltava por aí eram saias para ajudar um homem a cuspir o cobre na boca do diabo!” AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. 20. ed. São Paulo: Ática, 1997. p. 62. As aspas são um recurso gráfico que dão destaque a determi- nada parte de um texto. No trecho transcrito de O cortiço, elas realçam: a) um pensamento do narrador, que exemplifica a reputação de desregrado atribuída a Firmo. b) uma fala de Firmo, que comprova seu relacionamento pân- dego com Rita Baiana. c) um pensamento dos moradores do cortiço sobre Firmo, que concorda com sua imagem de mulato vadio. d) uma fala de Rita Baiana, que reafirma a ideia do narrador a respeito da fama de mulherengo de Firmo. e) uma fala de Porfiro, que valida a perspectiva determinista de ociosidade do elemento mestiço. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Capítulo CVII Bilhete “Não houve nada, mas ele suspeita alguma cousa; está muito sério e não fala; agora saiu. Sorriu uma vez somente, para Nho- nhô, depois de o fitar muito tempo, carrancudo. Não me tratou mal nem bem. Não sei o que vai acontecer; Deus queira que isto passe. Muita cautela, por ora, muita cautela.” Capítulo CVIII Que se não entende Eis aí o drama, eis aí a ponta da orelha trágica de Shakespea- re. Esse retalhinho de papel, garatujado em partes, machucado das mãos, era um documento de análise, que eu não farei neste capítulo, nem no outro, nem talvez em todo o resto do livro. Poderia eu tirar ao leitor o gosto de notar por si mesmo a frieza, a perspicácia e o ânimo dessas poucas linhas traçadas à pressa; e por trásdelas a tempestade de outro cérebro, a raiva dissimu- lada, o desespero que se constrange e medita, porque tem de resolver-se na lama, ou no sangue, ou nas lágrimas? ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. 56 Atente para o excerto, considerando-o no contexto da obra a que pertence. Nele, figura, primeiramente, o bilhete enviado a Brás Cubas por Virgília, na ocasião em que se torna patente que o marido da dama suspeita de suas relações adúlteras. Segue- -se ao bilhete um comentário do narrador (cap. CVIII). Feito isso, considere a afirmação que segue: No excerto, o narrador frisa aspectos cuja presença se costuma reconhecer no próprio romance machadiano da fase madura, entre eles, I. o realce da argúcia, da capacidade de exame acurado das si- tuações e da firmeza de propósito, ainda quando impliquem malignidade; II. a relevância da observação das relações interpessoais e dos funcionamentos mentais correspondentes; III. a operação consciente dos elementos envolvidos no proces- so de composição literária: narração, personagens, motiva- ção, trama, intertextualidade, recepção etc. Está correto o que se indica em: a) I, somente. b) II, somente. c) I e II, somente. d) II e III, somente. e) I, II e III. 15 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO FUTEBOL DE RUA Luís Fernando Veríssimo Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Se você é homem, brasileiro e criado em cidade, sabe do que eu estou falando. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora. Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim: DA BOLA – A bola pode ser qualquer coisa remotamente esfé- rica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qual- quer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a me- rendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. (...) DAS GOLEIRAS – As goleiras podem ser feitas com, literalmente, o que estiver à mão. Tijolos, paralelepípedos, camisas embola- das, os livros da escola, a merendeira do seu irmão menor, e até o seu irmão menor, apesar dos seus protestos. Quando o jogo é importante, recomenda-se o uso de latas de lixo. Cheias, para aguentarem o impacto. (...) DO CAMPO – O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, calçada, rua e a calçada do outro lado e – nos clássicos – o quarteirão inteiro. O mais comum é jogar-se só no meio da rua. DA DURAÇÃO DO JOGO – Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia. DO JUIZ – Não tem juiz. (...) DAS SUBSTITUIÇÕES – Só são permitidas substituições: a) No caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer a lição. b) Em caso de atropelamento. DO INTERVALO PARA DESCANSO – Você deve estar brincando. DA TÁTICA – Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o Fu- tebol de Verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina é córner*. DAS PENALIDADES – A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar um adversário dentro do bueiro. É considerada atitude antiesportiva e punida com tiro indireto. DA JUSTIÇA ESPORTIVA – Os casos de litígio serão resolvidos no tapa. *córner = escanteio (Publicado em Para Gostar de Ler. v.7. SP: Ática, 1981) 57 Os enunciados abaixo analisam os processos de formação de pa- lavras retiradas do texto. Leia-os e marque a alternativa correta. a) “Futebol de rua” é uma palavra composta por justaposição. b) “Embolada” e “merendeira” são termos formados por deri- vação sufixal. c) “Intocável” é uma palavra formada por derivação prefixal e sufixal. d) “Penalidades” é uma palavra formada por composição dos ra- dicais “pena” mais “idades”. e) “Antiesportiva” e “indireto” são palavras formadas por deri- vação prefixal. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES Max Weber, um dos analistas mais críticos da lógica da história moderna (ou da falta dela), observou que o fenômeno que mar- cava o nascimento do novo capitalismo era a separação entre atividade econômica e atividade doméstica – em que o domés- tico significava a densa rede de direitos e obrigações mútuas mantidas pelas comunidades rurais e urbanas, pelas paróquias ou grupos de artesãos, em que as famílias e vizinhos estavam estreitamente envolvidos. Com essa separação, o mundo dos negócios se aventurou por uma autêntica terra fronteiriça, uma terra de ninguém, livre de problemas morais e restrições legais e pronta a ser subordinada ao código de conduta próprio da empresa. Como já sabemos, essa extraterritorialidade sem precedentes da atividade econô- mica conduziu a um avanço espetacular da capacidade industrial e a um acréscimo da riqueza. Também sabemos que, durante quase todo o século XX, essa mesma extraterritorialidade resultou em muita miséria humana, em pobreza e em uma quase inconcebível polarização das opor- tunidades e níveis de vida da humanidade. Por último, também sabemos que os Estados modernos, então emergentes, reclama- ram essa terra de ninguém que o mundo dos negócios conside- rava de sua exclusiva propriedade. (Zygmunt Bauman, O desafio ético da globalização, Correio Braziliense, 21/07/2001) 58 Todas as passagens abaixo marcam o tom crítico do texto, EXCETO: a) “...observou que o fenômeno que marcava o nascimento do novo capitalismo era a separação entre atividade econômica e atividade doméstica....” b) “Com essa separação, o mundo dos negócios se aventurou por uma autêntica terra fronteiriça, uma terra de ninguém...” c) “...essa mesma extraterritorialidade resultou em muita misé- ria humana, em pobreza...” d) “...e em uma quase inconcebível polarização das oportunida- des e níveis de vida da humanidade...” e) “...reclamaram essa terra de ninguém que o mundo dos ne- gócios considerava de sua exclusiva propriedade.” 59 Em relação às ideias do texto, assinale a opção incorreta. a) No novo capitalismo há uma separação entre a atividade econômica, ou mundo dos negócios e a atividade doméstica. b) Com a separação entre o mundo dos negócios e o mundo doméstico, houve um grande desenvolvimento industrial e distribuição mais justa da riqueza produzida. 16 c) No mundo dos negócios predomina o código de conduta próprio da empresa, que é livre de questões morais. d) A noção de “extraterritorialidade” se opõe à existência de uma densa rede de direitos e obrigações mútuas, próprias das comunidades menores. e) A extraterritorialidade conduziu inicialmente a um avanço industrial e à riqueza, mas posteriormente à pobreza e à de- sigualdade. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Qualquer economia que dependa, em grande parte, de expor- tações agrícolas necessita de um eficiente sistema de previsão de safras. Nas bolsas de mercadorias de Nova Iorque, Londres ou Chicago, os grupos ou países bem informados sobre as ten- dências do mercado vão sempre obter mais lucros ou, pelo me- nos, evitar prejuízos. Diante das dificuldades encontradas para a definição de acordos mundiais que atendam aos interesses de produtores e consumidores, a existência desse sistema constitui um excelente meio de valorizar a produção de um país. Tal fato é de importância capital para o Brasil, ativo participante do mercado internacional de produtos de origem agrícola. Uma eficiente previsão de safras permite, não há dúvida, um adequa- do planejamento das culturas deexportação. Mas além desse há outros motivos igualmente relevantes que justificam a necessi- dade de sua existência: o suprimento do mercado interno com produtos alimentares básicos, como arroz, feijão, milho ou man- dioca; o planejamento das importações, sobretudo de trigo, de produção nacional insuficiente para atender o consumo interno; e o planejamento do consumo energético do país, voltado para a produção de álcool a partir da cana-de-açúcar. 60 O segundo parágrafo do texto permite inferir corretamente que: a) o Brasil não terá mais problemas de suprimento do mercado interno com produtos básicos quando diminuir a exportação de produtos agrícolas. b) um adequado sistema de previsão de safras permitiria ao Brasil deixar de importar produtos alimentícios, como, por exemplo, o trigo. c) a produção de álcool a partir da cana-de-açúcar coloca o Brasil entre os principais participantes do mercado internacional. d) um eficiente sistema de previsão de safras agrícolas garan- tiria ao Brasil o controle não só de aspectos externos, como também de internos, no setor de alimentos e de energia. e) a previsão de safras é importante para todos os países no que se refere, unicamente, ao planejamento das culturas de exportação. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Estudos recentes mostram que as alergias alimentares são menos comuns do que se supunha. “Pessoas que se diziam alérgicas a camarão às vezes são apenas sensíveis aos corantes colocados no alimento. Um sabor artificial no chocolate pode ser a real causa da alergia, e não o cacau. Alergia ao leite é, em muitos casos, apenas uma intolerância gastrointestinal ao alimento”, explica a diretora- -científica de uma clínica especializada em alergias. Na maior parte dos casos, a alergia alimentar some com a idade. “O sistema imunológico das crianças é imaturo e mais propenso a ter reações alérgicas. Para dessensibilizar o organismo, deve-se dar o alimento com frequência, em pequenas doses”, esclarece a especialista. 61 De acordo com o segundo parágrafo do texto: a) as crianças imaturas apresentam quadros alérgicos com mais frequência que as outras. b) reações alérgicas devem ser ignoradas, pois somem com o tempo. c) o próprio alimento pode ser usado como antídoto aos males que provoca. d) deficiências imunológicas manifestam-se, na maior parte dos casos, em alergia alimentar. e) a alergia revela que o alimento foi consumido em excesso, mesmo que em frequentes pequenas doses. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Essas questões referem-se à compreensão de leitura. Leia aten- tamente cada uma delas e assinale a alternativa que esteja de acordo com o texto. Baseie-se exclusivamente nas informações nele contidas. Num texto dos anos 50, a arquiteta Lina Bo Bardi define um dos aspectos mais importantes da obra do urbanista e educador João Batista Vilanova Artigas (1915-1985), integrante da “Escola Paulista” de arquitetura e influência até hoje nos profissionais das áreas em que atuou: “As casas de Artigas são espaços abrigados contra as intempé- ries, o vento e a chuva, mas não contra o homem, tomando-se o mais distante possível da casa fortaleza, a casa fechada, a casa com interior e exterior, denúncia de uma época de ódios mor- tais. A casa de Artigas, que um observador superficial pode de- finir como absurda, é a mensagem paciente e corajosa de quem vê os primeiros clarões de uma nova época: a época da solida- riedade humana.” (Folha de São Paulo – Adaptado. “Livro expõe obra e poética de Artigas”) 62 O texto permite inferências. Assinale a INCORRETA. a) A obra de arquitetura revela a concepção que o artista tem acerca do mundo e das relações humanas. b) A história da humanidade acrescentou outros fatores aos que originalmente justificaram a construção de abrigos. c) A incompreensão de certas formas de arte está muitas vezes associada a seu caráter utópico. d) A falta de demarcação de espaços privados e públicos é marca de épocas em que o homem concebe o outro como inimigo. e) O espaço sonhado pelo artista, manifesto nas formas criadas, é muitas vezes negado pela História. 63 Acerca da protagonista do romance Iracema, de José Alencar, pode-se dizer que: I. é uma heroína romântica, tanto por sua proximidade com a natureza, quanto por agir em nome do amor, a ponto de romper com a sua própria tribo e se entregar a Martim. II. é uma personagem integrada à natureza, mas que se cor- rompe moralmente depois que se apaixona por um homem branco civilizado e se entrega a ele. III. possui grande beleza física, descrita com elementos da natu- reza, o que faz da personagem uma representação do Brasil pré-colonizado. Está(ão) correta(s): 17 a) apenas I. b) apenas I e II. c) apenas I e III. d) apenas II e III. e) todas. 64 Observe o mapa abaixo. Com base no mapa e em seus conhecimentos, assinale a alter- nativa correta. a) O rio São Francisco foi caminho natural para a expansão da cana-de-açúcar e do algodão da Zona da Mata, na Bahia, até a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro. b) A ocupação territorial de parte significativa dessa região foi marcada por duas características geomorfológicas: a serra do Espinhaço e o vale do rio São Francisco. c) Essa região caracterizava-se, nesse período, por paisagens onde predominavam as minas e os currais, mas no século XIX a mineração sobrepujou as outras atividades econômicas dessas capitanias. d) O caminho pelo rio São Francisco foi estabelecido pelas ban- deiras paulistas para penetração na região aurífera da Chapa- da dos Parecis e posterior pagamento do “quinto” na sede da capitania, em Salvador. e) As bandeiras que partiam da Capitania da Bahia de Todos os Santos para a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro propi- ciaram o surgimento de localidades com economia baseada na agricultura monocultora de exportação. 65 Um viajante saiu de Araripe, no Ceará, percorreu, inicialmente, 1000 km para o sul, depois 1000 km para o oeste e, por fim, mais 750 km para o sul. Com base nesse trajeto e no mapa acima, pode-se afirmar que, durante seu percurso, o viajante passou pelos estados do Ceará: a) Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro, tendo visitado os ecossistemas da Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal. Encerrou sua viagem a cerca de 250 km da cidade de São Paulo. b) Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro, tendo visitado os ecossistemas da Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado. Encerrou sua viagem a cerca de 750 km da cidade de São Paulo. c) Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás e São Paulo, tendo visitado os ecossistemas da Caatinga, Mata Atlântica e Panta- nal. Encerrou sua viagem a cerca de 250 km da cidade de São Paulo. d) Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás e São Paulo, tendo visitado os ecossistemas da Caatinga, Mata Atlântica e Cerra- do. Encerrou sua viagem a cerca de 750 km da cidade de São Paulo. e) Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás e São Paulo, tendo visitado os ecossistemas da Caatinga, Mata Atlântica e Cerra- do. Encerrou sua viagem a cerca de 250 km da cidade de São Paulo. 66 Sempre deixamos marcas no meio ambiente. Para medir essas marcas, William Rees propôs um(a) indicador/estimativa chama- do(a) de “Pegada Ecológica”. Segundo a Organização WWF, esse índice calcula a superfície exigida para sustentar um gênero de vida específico. Mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capaci- dade do planeta de oferecer e renovar seus recursos naturais e também de absorver os resíduos que geramos. Assim, por exem- plo, países de alto consumo e grande produção de lixo, bem como países mais industrializados e com alta emissão de CO2, apresentam maior Pegada Ecológica. www.wwf.org.br. Acessado em 17/08/09. Adaptado. Assinale a anamorfoseque melhor representa a atual Pegada Ecológica dos diferentes países. Nota – Considere apenas os tamanhos e as deformações dos pa- íses, que são proporcionais à informação representada. Fontes: WWW.worldmapper.org. Acessado em 17/08/2009. Le Monde Diplomatique, 2009 18 a) b) c) d) e) 67 Apesar da industrialização, os países latino-americanos não con- seguiram ainda romper o elevado grau de dependência em re- lação aos centros da economia mundial capitalista. Esta depen- dência deve-se, principalmente, à: a) ausência generalizada de medidas que incentivem a integra- ção econômica, através da criação de blocos regionais. b) necessidade de fluxos de capitais internacionais para incre- mentar as atividades econômicas nacionais. c) brusca redução das alternativas de exportação provocada pela crise dos países socialistas. d) ausência generalizada de dispositivos legais que privilegiem o ensino básico, facilitando a incorporação de cidadãos no mercado de trabalho. e) hipertrofia do setor secundário da economia, provocando grande desequilíbrio na balança comercial dos países. 68 Os três últimos governos federais brasileiros investiram enormes recursos em projetos econômicos de grande vulto. Um desses projetos destaca-se por ser de grande extensão e complexidade territorial, abrangendo setores como o de energia, transportes, mineração e industrialização. Trata-se do projeto: a) Jari. b) Angra II. c) Transamazônico. d) Carajás. e) Itaipu. 69 A divisão do território brasileiro em 3 grandes complexos regio- nais – Amazônia, Nordeste e Centro-Sul – tem a vantagem de caracterizar: a) a Amazônia, com seus recursos explorados a partir de um planejamento global do Estado. b) o Nordeste, como um polo de atração demográfica, em de- corrência do turismo. c) o Centro-Sul, como região socioeconômica de poucos con- trastes internos. d) a homogeneidade econômica no interior de cada complexo, do ponto de vista agropecuário. e) a especialidade do processo socioeconômico, considerando a gênese histórica de cada complexo. 70 Leia o texto e observe o mapa. Em 1884, durante um congresso internacional, em Washington, EUA, estabeleceu-se um padrão mundial de tempo. A partir de então, ficou convencionado que o tempo padrão teórico, nos di- versos países do mundo, seria definido por meridianos espaça- dos a cada 15°, tendo como origem o meridiano de Greenwich, Inglaterra (Reino Unido). Com base no mapa e nas informações acima, considere a seguin- te situação: João, que vive na cidade de Pequim, China, recebe uma ligação telefônica, às 9h da manhã de uma segunda-feira, de Maria, que vive na cidade de Manaus, Brasil. A que horas e em que dia da semana Maria telefonou? a) 21h do domingo. b) 17h do domingo. c) 21h da segunda-feira. d) 17h da terça-feira. e) 21h da terça-feira. 19 71 Rússia e China rejeitam ameaça de guerra contra Irã A Rússia e a China manifestaram sua inquietude com relação aos comentários do chanceler francês, Bernard Kouchner, sobre a possibilidade de uma guerra contra o Irã. Kouchner acusou a imprensa de “manipular” suas declarações. “Não quero que usem isso para dizer que sou um militarista”, disse o chanceler, dias antes de os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – França, China, Rússia, Reino Unido e Esta- dos Unidos – se reunirem para discutir possíveis novas sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear. Adaptado de www.estadao.com.br, 18/09/2007. O Conselho de Segurança da ONU pode aprovar deliberações obrigatórias para todos os países-membros, inclusive a de inter- venção militar, como ilustra a reportagem. Ele é composto por quinze membros, sendo dez rotativos e cinco permanentes com poder de veto. A principal explicação para essa desigualdade de poder entre os países que compõem o Conselho está ligada às características da: a) geopolítica mundial na época da criação do organismo. b) parceria militar entre as nações com cadeira cativa no órgão. c) convergência diplomática dos países com capacidade atômica. d) influência política das transnacionais no período da globalização. e) incapacidade dos países rotativos de decidirem algo tão im- portante. 72 O Estado religioso é um conceito oposto ao de Estado laico. So- bre a definição de Estado religioso, estão corretas as proposições a seguir, exceto: a) O Estado religioso, quando se efetiva de forma orgânica, manifesta-se como um quarto poder e com autoridade para aprovar ou rejeitar leis que desrespeitem o credo institucio- nalizado. b) Um exemplo atual de Estado religioso ocorreu no Afeganis- tão, país que viveu sob o comando do Talibã. Esse grupo es- tabeleceu leis civis que regulamentavam hábitos e costumes da população de acordo com princípios religiosos e cuja de- sobediência era punida pelo Estado. c) Na atualidade, ainda são encontrados Estados com caráter confessional em alguns países, especialmente no mundo is- lâmico, mas também em países da África e Ásia. d) Se um Estado não adota uma religião como oficial e não pos- sui em sua estrutura formal mecanismos ligados a um culto específico, esse mesmo Estado não pode ser considerado como uma instituição que sofre influência religiosa. e) O Estado confessional ou religioso pode manifestar-se por meio da interferência subjetiva, em que um grupo ou ins- tituição religiosa possui poder nas decisões do Estado, sem que este tenha participação formal na estrutura estatal. 73 O Campus da USP – Butantã dista, aproximadamente, 23 km do Campus da USP – Zona Leste e 290 km do Campus da USP – Ribeirão Preto, em linha reta. Para representar essas distâncias em mapas, com dimensões de uma página de aproximadamente 25 ⋅ 18 cm, as escalas que mostrarão mais detalhes serão, res- pectivamente: Campus Butantã - Campus Zona Leste Campus Butantã - Campus Ribeirão Preto a) 1: 200.000 1: 2.000.000 b) 1: 500.000 1: 5.000.000 c) 1: 10.000 1: 200.000 d) 1: 500.000 1: 2.000.000 e) 1: 200.000 1: 5.000.000 74 Observando a representação cartográfica, pode-se afirmar que se trata de uma: a) carta topográfica, indicando que o Japão consome mais energia do que produz. b) anamorfose, indicando que a França produz mais energia do que consome. c) anamorfose, indicando que os Estados Unidos consomem mais energia do que produzem. d) carta topográfica, indicando que a Alemanha produz mais energia do que consome. e) anamorfose, indicando que os países africanos consomem mais energia do que produzem. 75 A Terra gira sobre ela mesma de Oeste para Leste. Assim, teori- camente, todos os pontos, no mesmo fuso horário, têm a mes- ma hora. Com base nessas informações e no mapa, podemos afirmar que: 20 a) há três horários diferentes, aumentando para leste; sendo o primeiro fuso horário até 5°E, o segundo de 5° a 30°E e o terceiro depois de 30°E. b) as horas serão exatamente as mesmas em todas essas cida- des, porque elas se situam na linha imaginária de 50°N. c) as horas se apresentam com acréscimo, de Berlim para Asta- na, devido ao sentido de rotação da Terra e à incidência dos raios solares. d) as horas se apresentam em decréscimo, de Londres para Kiev, devido ao sentido de rotação da Terra e à incidência dos raios solares. e) há dois horários diferentes, diminuindo para leste; sendo o primeiro até Kiev e o segundo até Novosibirsk. 76 Se o açúcar do Brasil o tem dado a conhecer a todos os reinos e províncias da Europa, o tabaco o tem feito muito afamado em todas as quatro partes do mundo, em as quais hoje tanto se de- seja e com tantas diligências e por qualquer via se procura. Há pouco mais de cem anos que esta folha se começou a plantar e beneficiar na Bahia [...] e, desta sorte, uma folha antes despre- zada e quase desconhecida tem dadoe dá atualmente grandes cabedais aos moradores do Brasil e incríveis emolumentos aos Erários dos príncipes. ANTONIL André João. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. São Paulo: EDUSP, 2007. Adaptado. O texto acima, escrito por um padre italiano em 1711, revela que: a) o ciclo econômico do tabaco, que foi anterior ao do ouro, sucedeu o da cana-de-açúcar. b) todo o rendimento do tabaco, a exemplo do que ocorria com outros produtos, era direcionado à metrópole. c) não se pode exagerar quanto à lucratividade propiciada pela cana-de-açúcar, já que a do tabaco, desde seu início, era maior. d) os europeus, naquele ano, já conheciam plenamente o po- tencial econômico de suas colônias americanas. e) a economia colonial foi marcada pela simultaneidade de pro- dutos, cuja lucratividade se relacionava com sua inserção em mercados internacionais. IMAGEM PARA A PRÓXIMA QUESTÃO 77 Esse mapa foi executado por Giacomo Gastaldi, em 1556 e edi- tado na República de Veneza no ano de 1565. Considerando seu conhecimento sobre o território brasileiro e o que está repre- sentado no mapa, é correto afirmar que: a) havia um bom conhecimento da fauna e da flora brasileiras, o que pode ser observado nas figuras desenhadas e na loca- lização e distribuição dos animais e das formações vegetais. b) não era certo representar indígenas e brancos em interação, trocando bens florestais na zona litorânea, pois esse tipo de relação ocorreu no interior, onde se situavam as florestas. c) a representação correta do relevo e da hidrografia nas terras interiores revelava as ações de exploração do terreno, que estava preparando a ocupação das terras pelo colonizador. d) os detalhes do litoral revelam um maior conhecimento des- sa parte do território, enquanto o interior representado era mais fruto de imaginação do que de conhecimento. e) o mapa representa, no limite do trecho conhecido (no poen- te), um vulcão em atividade, atualmente inativo. 78 Não há trabalho, nem gênero de vida no mundo mais parecido à cruz e à paixão de Cristo, que o vosso em um destes engenhos [...]. A paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famin- tos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, também terá merecimento e martírio[...]. De to- dos os mistérios da vida, morte e ressurreição de Cristo, os que pertencem por condição aos pretos, e como por herança, são os mais dolorosos. P. Antônio Vieira, “Sermão décimo quarto”. In: I. Inácio & T. Lucca (orgs.). Documentos do Brasil colonial. São Paulo: Ática, 1993, p.73-75. A partir da leitura do texto acima, escrito pelo padre jesuíta An- tônio Vieira em 1633, pode-se afirmar, corretamente, que, nas terras portuguesas da América: a) a Igreja Católica defendia os escravos dos excessos cometi- dos pelos seus senhores e os incitava a se revoltar. b) as formas de escravidão nos engenhos eram mais brandas do que em outros setores econômicos, pois ali vigorava uma ética religiosa inspirada na Bíblia. c) a Igreja Católica apoiava, com a maioria de seus membros, a escravidão dos africanos, tratando, portanto, de justificá-la com base na Bíblia. d) clérigos, como P. Vieira, se mostravam indecisos quanto às atitudes que deveriam tomar em relação à escravidão negra, pois a própria Igreja se mantinha neutra na questão. e) havia formas de discriminação religiosa que se sobrepunham às formas de discriminação racial, sendo estas, assim, pouco significativas. 79 O que queremos destacar com isso é que o tráfico atlântico tendia a reforçar a natureza mercantil da sociedade colonial: apesar das intenções aristocráticas da nobreza da terra, as for- tunas senhoriais podiam ser feitas e desfeitas facilmente. Ao mesmo tempo, observa-se a ascensão dos grandes negociantes coloniais, fornecedores de créditos e escravos à agricultura de 21 exportação e às demais atividades econômicas. Na Bahia, desde o final do século XVII, e no Rio de Janeiro, desde pelo menos o início do século XVIII, o tráfico atlântico de escravos passou a ser controlado pelas comunidades mercantis locais (...). João Fragoso et alii. A economia colonial brasileira (séculos XVI-XIX), 1998. O texto permite inferir que: a) o tráfico atlântico de escravos prejudicou a economia colo- nial brasileira porque uma enorme quantidade de capitais, oriunda da produção agroindustrial, era remetida para a Áfri- ca e para Portugal. b) as transações comercias envolvendo a África e a América portuguesa deveriam, necessariamente, passar pelas instân- cias governamentais da Metrópole, condição típica do siste- ma colonial. c) a monopolização do tráfico negreiro nas mãos de comercian- tes encareceu essa mão de obra e atrasou o desenvolvimen- to das atividades manufatureiras nas regiões mais ricas da América portuguesa. d) as rivalidades econômicas e políticas entre fidalgos e burgue- ses, no espaço colonial, impediram o crescimento mais ace- lerado da produção de outras mercadorias além do açúcar e do tabaco. e) nem todos os fluxos econômicos, durante o processo de co- lonização portuguesa na América, eram controlados pela Co- roa portuguesa, revelando uma certa autonomia das elites coloniais em relação à burguesia metropolitana. 80 Navegamos pelo espaço de quatro dias, até que, a dez de no- vembro, encontramos a barra de um grande rio chamado de Guanabara, pelos nativos (devido à sua semelhança com um lago) e de Rio de Janeiro pelos primeiros descobridores do local. [...] o Senhor de Villegagnon, para se garantir contra possíveis ataques selvagens, que se ofendem com extrema facilidade, e também contra os portugueses, se estes alguma vez quisessem aparecer por ali, fortificou o lugar da melhor maneira que pôde. Os víveres eram-nos fornecidos pelos selvagens e constituídos dos alimentos do país, a saber, peixes e veação diversa, constan- te de carne de animais selvagens (pois eles, diferentemente de nós, não criam gado), além de farinha feita de raízes [...] Pão e vi- nho não havia. Em troca destes víveres, recebiam de nós alguns objetos de pequeno valor, como facas, podões e anzóis. THEVET, André. As singularidades da França Antártica. Belo Horizonte/São Paulo, Itatia/Edusp. 1978, p. 93-94. O frei Franciscano André Thevet esteve em terras brasileiras en- tre 1555 e 1556, junto com outros franceses comandados por Nicolas de Villegagnon. A leitura do trecho do relato dessa ex- pedição permite: a) constatar a aceitação, pelo reino francês, da partilha do Novo Mundo realizada por portugueses e espanhóis. b) identificar as diferenças entre as práticas coloniais e o tratamen- to dispensado aos indígenas pelos portugueses e franceses. c) perceber as diferenças culturais entre os povos indígenas e os conquistadores europeus. d) reconhecer a necessidade da escravidão africana como base para a montagem das estruturas produtoras coloniais. e) diferenciar as orientações religiosas dos protestantes france- ses das referências católicas ibéricas. 81 Os impérios do mundo antigo tinham ampla abrangência territo- rial e estruturas politicamente complexas, o que implicava cus- tos crescentes de administração. No caso do Império Romano da Antiguidade, são exemplos desses custos: a) as expropriações de terras dos patrícios e a geração de em- pregos para os plebeus. b) os investimentos na melhoria dos serviços de assistência e da previdência social. c) as reduções de impostos, que tinham a finalidade de evitar revoltas provinciais e rebeliões populares. d) os gastos cotidianos das famílias pobrescom alimentação, moradia, educação e saúde. e) as despesas militares, a realização de obras públicas e a ma- nutenção de estradas. 82 Em certos aspectos, os gregos da Antiguidade foram sempre um povo disperso. Penetraram em pequenos grupos no mundo medi- terrânico e, mesmo quando se instalaram e acabaram por domi- ná-lo, permaneceram desunidos na sua organização política. No tempo de Heródoto, e muito antes dele, encontravam-se colônias gregas não somente em toda a extensão da Grécia atual, como também no litoral do Mar Negro, nas costas da atual Turquia, na Itália do sul e na Sicília oriental, na costa setentrional da África e no litoral mediterrânico da França. No interior desta elipse de uns 2500km de comprimento, encontravam-se centenas e centenas de comunidades que amiúde diferiam na sua estrutura política e que afirmaram sempre a sua soberania. Nem então nem em ne- nhuma outra altura, no mundo antigo, houve uma nação, um ter- ritório nacional único regido por uma lei soberana, que se tenha chamado Grécia (ou um sinônimo de Grécia). FINLEY M. I. O mundo de Ulisses. Lisboa: Editorial Presença, 1972. Adaptado. Com base no texto, pode-se apontar corretamente: a) a desorganização política da Grécia antiga, que sucumbiu rapida- mente ante as investidas militares de povos mais unidos e mais bem preparados para a guerra, como os egípcios e macedônios. b) a necessidade de profunda centralização política, como a ocorri- da entre os romanos e cartagineses, para que um povo pudesse expandir seu território e difundir sua produção cultural. c) a carência, entre quase todos os povos da Antiguidade, de pensadores políticos, capazes de formular estratégias ade- quadas de estruturação e unificação do poder político. d) a inadequação do uso de conceitos modernos, como nação ou Estado nacional, no estudo sobre a Grécia antiga, que vi- via sob outras formas de organização social e política. e) a valorização, na Grécia antiga, dos princípios do patriotismo e do nacionalismo, como forma de consolidar política e eco- nomicamente o Estado nacional. 83 O aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano inte- lectual como no domínio das instituições, só no fim alcançará todas as suas consequências; a pólis conhecerá etapas múltiplas e formas variadas. Entretanto, desde seu advento, que se pode situar entre os séculos VIII e VII a.C., marca um começo, uma verdadeira invenção; por ela, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade será plena- mente sentida pelos gregos. Jean-Pierre Vernant. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 1981. Adaptado. 22 De acordo com o texto, na Antiguidade, uma das transformações provocadas pelo surgimento da pólis foi: a) o declínio da oralidade, pois, em seu território, toda estratégia de comunicação era baseada na escrita e no uso de imagens. b) o isolamento progressivo de seus membros, que preferiam o convívio familiar às relações travadas nos espaços públicos. c) a manutenção de instituições políticas arcaicas, que reprodu- ziam, nela, o poder absoluto de origem divina do monarca. d) a diversidade linguística e religiosa, pois sua difusa organiza- ção social dificultava a construção de identidades culturais. e) a constituição de espaços de expressão e discussão, que am- pliavam a divulgação das ações e ideias de seus membros. 84 Quando os Holandeses passaram à ofensiva na sua Guerra dos Oitenta Anos pela independência contra a Espanha, no fim do século XVI, foi contra as possessões coloniais portuguesas, mais do que contra as espanholas, que os seus ataques mais fortes e mais persistentes se dirigiram. Uma vez que as possessões ibéri- cas estavam espalhadas por todo o mundo, a luta subsequente foi travada em quatro continentes e em sete mares e esta luta seiscentista merece muito mais ser chamada a Primeira Guerra Mundial do que o holocausto de 1914-1918, a que geralmen- te se atribui essa honra duvidosa. Como é evidente, as baixas provocadas pelo conflito ibero-holandês foram em muito menor escala, mas a população mundial era muito menor nessa altura e a luta indubitavelmente mundial. Charles Boxer, O império marítimo português, 1415-1825. Lisboa: Edições 70, s.d., p.115. Podem-se citar, como episódios centrais dessa “luta seiscentista”, a: a) conquista espanhola do México, a fundação de Salvador pe- los portugueses e a colonização holandesa da Indonésia. b) invasão holandesa de Pernambuco, a fundação de Nova Amsterdã (futura Nova York) pelos holandeses e a perda das Molucas pelos portugueses. c) presença holandesa no litoral oriental da África, a fundação de Olinda pelos portugueses e a colonização espanhola do Japão. d) expulsão dos holandeses da Espanha, a fundação da Colônia do Sacramento pelos portugueses e a perda espanhola do controle do Cabo da Boa Esperança. e) conquista holandesa de Angola e Guiné, a fundação de Bue- nos Aires pelos espanhóis e a expulsão dos judeus de Portugal. 85 As cidades [do Mediterrâneo antigo] se formaram, opondo-se ao internacionalismo praticado pelas antigas aristocracias. Elas se fe- charam e criaram uma identidade própria, que lhes dava força e significado. Norberto Luiz Guarinello, A cidade na Antiguidade Clássica. São Paulo: Atual, p.20, 2006. Adaptado. As cidades-estados gregas da Antiguidade Clássica podem ser ca- racterizadas pela: a) autossuficiência econômica e igualdade de direitos políticos entre seus habitantes. b) disciplina militar imposta a todas as crianças durante sua for- mação escolar. c) ocupação de territórios herdados de ancestrais e definição de leis e moeda próprias. d) concentração populacional em núcleos urbanos e isolamen- to em relação aos grupos que habitavam o meio rural. e) submissão da sociedade às decisões dos governantes e ado- ção de modelos democráticos de organização política. TEXTO PARA PROXIMAS 5 QUESTÕES I used to think I could quit checking my whatsapp any time I wanted to, but I stopped kidding myself years ago. My whatsapp is up and running 24 hours a day, and once I submit to its buzz call, whole hours can go missing. I have a friend who recently found herself stuck on a cruise ship near Panama that didn’t of- fer web connection, so she chartered a helicopter to take her to the nearest Internet café. There was nothing in her queue but foolish messages and some humor videos, but she thought the trip was worth it. I know how she felt. You never know when you’re going to get that note from Uncle Eric about your inheri- tance. Or that White House dinner invitation with a time-sensi- tive R.S.V.P. TIME, JUNE 10, 2002 (adaptado) 86 O texto nos diz que: a) acredita-se que já é tempo de parar de pensar em conferir o aplicativo o tempo todo. b) o autor tem plena consciência de sua compulsão. c) o autor costumava pensar que só crianças tinham compul- são por celulares. d) o autor não achava que demorariam anos para se livrar da compulsão. e) o autor acredita que bastam 24 horas longe do aplicativo para se livrar dele. 87 Choose the correct translation for “...whole hours can go missing.” a) não sinto falta das horas perdidas. b) vale a pena desperdiçar várias horas. c) sou capaz de perder horas inteiras. d) posso perder totalmente a noção das horas. e) não me importo em ficar até altas horas. 88 What did the writer’s friend find when she was able to check her whatsapp, according to the passage? a) Unimportant messages. b) The writer’s message. c) An invitation to dinner. d) No message at all. e) Her uncle’s message. 89 According to the passage, the writer’s friend a) was flown to Panama because the cruise ship had made her feel sick. b) regretted having chartered a helicopter, aftershe checked her whatsapp in the café. c) left the cruise ship on a helicopter sent by her uncle to check her whatsapp in the nearest Internet café. d) was offered a helicopter to take her to Panama when her cruise ship was stuck. e) was glad she had left the cruise ship on a helicopter to check her whatsapp in the café. 23 90 “I used to think I could quit checking my whatsapp“ could be written in the negative form as: a) I not used to think I could quit checking my whatsapp. b) I couldn´t think I used to quit checking my whatsapp. c) I didn´t use to think I could check my whatsapp. d) I didn´t used to think I could check my whatsapp. e) I used not to think I could quit checking my whatsapp.