Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

3
1
O algarismo das unidades de 999 – 444 é
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 5.
2
Seja N um número natural da forma xyxyxyx, cujos algarismos x 
e y são escolhidos entre 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7. Sabendo que a soma 
dos algarismos de N é igual a 15, é correto afirmar que:
a) é um número par.
b) N < 3 · 106.
c) 3 · 105 < N < 5 . 106.
d) N > 3 · 106.
e) N < 1000.
3
Considere um segmento de reta XY, cuja medida do comprimen-
to é 10 cm, e P um ponto móvel no interior de XY dividindo-o 
em dois segmentos consecutivos XP e PY. Se M e N são respec-
tivamente os pontos médios de XP e PY, então podemos afirmar 
corretamente que a medida do comprimento do segmento MN
a) varia entre 0 cm e 10 cm dependendo da posição do ponto P.
b) varia entre 5 cm e 10 cm dependendo da posição do ponto P.
c) varia entre 2,5 cm e 10 cm dependendo da posição do ponto P.
d) é igual a 5 cm, sempre.
e) é diferente de 5 cm.
4
Em virtude do aumento dos casos de diferentes tipos de gripe 
que têm assolado a cidade de São Paulo, preventivamente, al-
guns prontos-socorros têm distribuído máscaras cirúrgicas àque-
les que buscam atendimento. Todas as máscaras de um lote fo-
ram distribuídas em quatro dias sucessivos de uma Campanha 
de Vacinação: no primeiro dia foi distribuído  1 __ 8  do total; no se-
gundo,  1 __ 6  do total; no terceiro, o dobro da quantidade distribuída 
nos dois primeiros dias. Se no último dia tiverem sido distribuí-
das as 105 máscaras restantes, o total de máscaras de tal lote é 
um número compreendido entre:
a) 700 e 900.
b) 500 e 700.
c) 300 e 500.
d) 100 e 300.
e) 75 e 100.
5
Simplificando a expressão [(16x6 – x2y4 – 48x5 + 3xy4) . 
   1 ________________  2x2y + xy2) . (x2 - 3x)  ], ÷ (  
y
 __ x  +  
4x __ y  )
obtém-se:
a) 2x – y.
b) 4x + y.
c) x2 – y.
d) 4x + y2.
e) x + y.
6
Considere um triângulo ABC retângulo em A, onde  AB = 21 e AC 
= 20.  BD é a bissetriz do ângulo A 
 ^ 
 B  C. Quanto mede 

 AD ?
a)  42 ___ 5  
b)  21 ___ 20  
c)  20 ___ 21  
d) 9
e) 8
7
Um móvel de R$ 360,00 deveria ser comprado por um grupo de 
rapazes que contribuíram em partes iguais. Como 4 deles desis-
tiram, os outros precisaram aumentar a sua participação em R$ 
15,00 cada um.
Qual era a quantidade inicial de rapazes?
a) 8
b) 12
c) 15
d) 20
e) 21
8
A figura mostra o ângulo de visão que um mesmo observador 
tem de uma estrutura de caixa d’água em dois pontos diferentes. 
Sabe-se que a altura dos olhos, em relação ao piso plano sobre o 
qual a estrutura está apoiada perpendicularmente, é exatamen-
te a metade da altura da estrutura da caixa d’água, e que a dis-
tância entre os dois pontos de observação é de 2 metros.
 
Dados:
30° 45° 60°
sen ​​ 1 __ 2 ​​ ​​ 
 dXX 2 ​ ___ 2  ​​ ​​ 
 dXX 3 ​ ___ 2  ​​
cos ​​  dXX 3 ​ ___ 2  ​​ ​​ 
 dXX 2 ​ ___ 2  ​​ ​​ 
1 __ 2 ​​
tan ​​  dXX 3 ​ ___ 3  ​​ 1 
dXX 3 ​​
A partir dessas informações, é possível determinar que a altura 
da estrutura da caixa d’água, em metros, é igual a:
a) 3 dXX 3  – 2.
b)   
dXX 3  + 2 ______ 3  .
c) 2 dXX 3  + 2.
d) dXX 3  + 2.
e) dXX 3  + 1.
4
9
Na figura, E e F são, respectivamente, pontos de tangência das 
retas r e s com a circunferência de centro O e raio R. D é ponto 
de tangência de BC com a mesma circunferência e  AE = 20 cm.
 
O perímetro do triângulo ABC (hachurado), em centímetros, é 
igual a:
a) 20.
b) 10.
c) 40.
d) 15.
e) 30.
10
Em uma turma de cinquenta alunos de Medicina, há dezoito 
cursando Anatomia, quinze cursando Citologia e treze cursan-
do Biofísica. Seis alunos cursam simultaneamente Anatomia e 
Citologia, cinco cursam simultaneamente Citologia e Biofísica e 
quatro cursam simultaneamente Anatomia e Biofísica. Dezesseis 
alunos não cursam nenhuma destas disciplinas.
O número de alunos que cursam, simultaneamente, exatamente 
duas disciplinas é:
a) 31.
b) 15.
c) 12.
d) 8.
e) 6.
11
Determine o perímetro do triângulo ABD em cm, representado 
na figura abaixo.
 
a) 5 dXX 3  + 5
b) 5 (2 + dXX 2  ) ( dXX 3  + 1)
c) 20 + 4 dXX 5  
d) 4
e) 50
12
Num mapa, uma estrada retilínea passa sucessivamente pelas 
cidades A, B e C e uma cidade D distante 120 km de A está lo-
calizada de tal forma que o ângulo D 
 ^ 
 A  B mede 36°. Um viajante 
fez o trajeto AB, BD e DC, percorrendo em cada trecho a mesma 
distância. Se ele tivesse ido diretamente de A até C, teria percor-
rido uma distância de:
a) 120 km.
b) 60 dXX 3  km.
c) (120 ⋅ cos 36°) km.
d)   120 ______ cos 36°  km.
e) 140 km.
13
O tanque externo do ônibus espacial Discovery carrega, separa-
dos, 1,20 × 106 L de hidrogênio líquido a –253 °C e 0,55 × 106 L 
de oxigênio líquido a –183°C. Nessas temperaturas, a densidade 
do hidrogênio é 34 mol/L (equivalente a 0,068 g/mL) e a do oxi-
gênio é 37 mol/L (equivalente a 1,18 g/mL).
Considerando o uso que será feito desses dois líquidos, suas 
quantidades (em mol), no tanque, são tais que há:
Dado: Reação não balanceada H2 + O2 → H2O
Massa molar (g/mol)
H .......... 1,0
O ........... 16
a) 100% de excesso de hidrogênio.
b) 50% de excesso de hidrogênio.
c) proporção estequiométrica entre os dois.
d) 25% de excesso de oxigênio.
e) 75% de excesso de oxigênio.
14
Quimicamente falando, não se deve tomar água .................., mas 
apenas água ................... . A água .................. inúmeros sais, por 
exemplo, o cloreto de .................., o mais abundante na água do 
mar. Em regiões litorâneas, ameniza variações bruscas de tem-
peratura, graças à sua capacidade de armazenar grande quanti-
dade de energia térmica, o que se deve ao seu alto ................... . 
Na forma de suor, sua evaporação abaixa a temperatura do cor-
po humano, para o que contribui seu elevado .................... .
Completa-se corretamente o texto, obedecendo-se a ordem em 
que as lacunas aparecem, por:
a) pura – potável – dissolve – sódio – calor específico – calor de 
vaporização
b) de poço – pura – dissolve – magnésio – calor específico – ca-
lor de vaporização
c) destilada – potável – dilui – sódio – calor de vaporização – 
calor específico
d) de poço – destilada – dissolve – magnésio – calor de vapori-
zação – calor específico
e) pura – destilada – dilui – sódio – calor de vaporização – calor 
específico
15
Cinco amigos resolveram usar a tabela periódica como tabuleiro 
para um jogo. Regras do jogo: para todos os jogadores, sorteia-
-se o nome de um objeto, cujo constituinte principal é determi-
nado elemento químico. Cada um joga quatro vezes um dado e, 
a cada jogada, move sua peça somente ao longo de um grupo 
ou de um período, de acordo com o número de pontos obti-
dos no dado. O início da contagem é pelo elemento de número 
5
atômico 1. Numa partida, o objeto sorteado foi “latinha de re-
frigerante” e os pontos obtidos com os dados foram: Ana (3, 2, 
6, 5), Bruno (5, 4, 3, 5), Célia (2, 3, 5, 5), Décio (3, 1, 5, 1) e Elza 
(4, 6, 6, 1).
Assim, quem conseguiu alcançar o elemento procurado foi:
a) Ana.
b) Bruno.
c) Célia.
d) Décio.
e) Elza.
16
O aspartame, um adoçante artificial, pode ser utilizado para 
substituir o açúcar de cana. Bastam 42 miligramas de aspartame 
para produzir a mesma sensação de doçura que 6,8 gramas de 
açúcar de cana. Sendo assim, quantas vezes, aproximadamente, 
o número de moléculas de açúcar de cana deve ser maior do que 
o número de moléculas de aspartame para que tenha o mesmo 
efeito sobre o paladar?
Dados:
massas molares aproximadas (g/mol)
açúcar de cana: 340
adoçante artificial: 300
a) 30
b) 50
c) 100
d) 140
e) 200
17
Para se determinar o conteúdo de ácido acetilsalicílico (C9H8O4) 
num comprimido analgésico, isento de outras substâncias áci-
das, 1,0 g do comprimido foi dissolvido numa mistura de eta-
nol e água.Essa solução consumiu 20 mL de solução aquosa de 
NaOH, de concentração 0,10 mol/L, para reação completa. Ocor-
reu a seguinte transformação química:
C9H8O4(aq) + NaOH(aq) → NaC9H7O4(aq) + H2O(ℓ)
Logo, a porcentagem em massa de ácido acetilsalicílico no com-
primido é de, aproximadamente:
Dados:
massa molar do C9H8O4 = 180 g/mol
a) 0,20%.
b) 2,0%.
c) 18%.
d) 36%.
e) 55%.
18
Três variedades alotrópicas do carbono são diamante, grafita 
e fulereno. As densidades dessas substâncias, não necessaria-
mente na ordem apresentada, são: 3,5; 1,7 e 2,3 g/cm3. Com 
base nas distâncias médias entre os átomos de carbono, escolha 
a densidade adequada e calcule o volume ocupado por um dia-
mante de 0,175 quilate. Esse volume, em cm3, é igual a:
Dados:
Distância média entre os átomos de carbono, em nanômetro 
(10-9 m)
diamante...........................0,178
fulereno.............................0,226
grafita................................0,207
1 quilate = 0,20g
a) 0,50 × 10-2.
b) 1,0 × 10-2.
c) 1,5 × 10-2.
d) 2,0 × 10-2.
e) 2,5 × 10-2.
19
Recentemente, na Bélgica, descobriu-se que frangos estavam 
contaminados com uma dioxina contendo 44%, em massa, do 
elemento cloro. Esses frangos apresentavam, por kg, 2,0 ⋅ 10-13 
mol desse composto, altamente tóxico.
Supondo que um adulto possa ingerir, por dia, sem perigo, no 
máximo 3,23 ⋅ 10-11 g desse composto, a massa máxima diária, 
em kg de frango contaminado, que tal pessoa poderia consumir 
seria igual a:
Dados:
1 mol da dioxina contém 4 mol de átomos de cloro.
massa molar do cloro (Cℓ) = 35,5 g/mol 
a) 0,2.
b) 0,5.
c) 1.
d) 2.
e) 3.
20
Uma embalagem de sopa instantânea apresenta, entre outras, 
as seguintes informações: “ingredientes: tomate, sal, amido, 
óleo vegetal, emulsificante, conservante, flavorizante, corante, 
antioxidante”. Ao se misturar o conteúdo da embalagem com 
água quente, poderia ocorrer a separação dos componentes X 
e Y da mistura, formando duas fases, caso o ingrediente Z não 
estivesse presente.
Assinale a alternativa em que X, Y e Z estão corretamente iden-
tificados.
X Y Z
a) água amido antioxidante
b) sal óleo vegetal antioxidante
c) água óleo vegetal antioxidante
d) água óleo vegetal emulsificante
e) sal água emulsificante
6
21
A dose diária recomendada do elemento cálcio para um adulto 
é de 800 mg. Suponha certo suplemento nutricional à base de 
casca de ostras que seja 100% CaCO3. Se um adulto tomar dia-
riamente dois tabletes desse suplemento de 500 mg cada, qual 
porcentagem de cálcio da quantidade recomendada essa pessoa 
está ingerindo?
massas molares (g/mol)
Ca ........................... 40
O ............................. 16
C ............................. 12 
a) 25%
b) 40%
c) 50%
d) 80%
e) 125%
22
A embalagem de um sal de cozinha comercial com reduzido teor 
de sódio, o chamado “sal light”, traz a seguinte informação: “cada 
100 g contém 20 g de sódio...”. Isto significa que a porcentagem 
(em massa) de NaCℓ nesse sal é aproximadamente igual a:
Massas molares (g/mol)
Na = 23
NaCℓ = 58
a) 20 %
b) 40 %
c) 50 %
d) 60 %
e) 80 %
23
Resíduos industriais que contêm sulfetos não devem ser jogados 
nos rios. Pode-se tratá-los com peróxido de hidrogênio (H2O2), 
que oxida os sulfetos a sulfatos e se reduz à água. Quantos kg de 
peróxido de hidrogênio são necessários para oxidar 117 kg de 
sulfeto de sódio (Na2S) contidos em dado resíduo?
Massas molares (g/mol):
H = 1, O = 16 , Na = 23 , S = 32 
Reação química não balanceada:
H2O2 + Na2S → Na2SO4 + H2O
a) 25
b) 51
c) 102
d) 204
e) 306
24
Uma barra metálica à temperatura de 100 ˚C é colocada num 
recipiente termicamente isolado, contendo 1 L de água à tem-
peratura de 20 ˚C. O equilíbrio térmico se estabelece a 60 ˚C.
Qual seria a temperatura de equilíbrio se o volume de água fosse 
3 L, mantendo-se as outras condições?
a) 25 ˚C
b) 30 ˚C
c) 35 ˚C
d) 40 ˚C
e) 50 ˚C
25
Considere que dois vetores 
 ___
 
›
 A  e 
 ___
 
›
 B  fazem entre si um ângulo de 
60°, quando têm suas origens sobre um ponto em comum. Além 
disso, considere também que o modulo de 
 ___
 
›
 B  é duas vezes maior 
que o de 
 ___
 
›
 A  , ou seja, B = 2A. Sendo o vetor soma 
 __
 
›
 S  = 
 ___
 
›
 A  + 
 ___
 
›
 B  e o 
vetor diferença 
 ___
 
›
 D  = 
 ___
 
›
 A  – 
 ___
 
›
 B  , a razão entre os módulos S/D vale:
a)   √
___
 21   ____ 3  .
b) 1.
c) dXX 3  .
d) 2.
e) 3.
26
Uma viagem é realizada em duas etapas. Na primeira, a velocida-
de média é de 80 km/h; na segunda é de 60 km/h. Sendo a dis-
tância percorrida, na segunda etapa, o triplo daquela percorrida 
na primeira, é correto afirmar que:
a) a distância percorrida na primeira etapa foi de 80 km. 
b) a duração da viagem foi de 4 horas. 
c) a distância total percorrida foi de 260 km. 
d) a velocidade média na viagem toda foi de 64 km/h. 
e) a velocidade média na viagem toda foi de 70 km/h.
27
Uma abelha comum voa a uma velocidade de aproximadamente 
v1 = 25,0 km/h quando parte para coletar néctar, e a v2 = 15,0 km/h 
quando volta para a colmeia, carregada de néctar. Suponha que 
uma abelha nessas condições parte da colmeia voando em linha 
reta até uma flor, que se encontra a uma distância D, gasta 2 
minutos na flor, e volta para a colmeia, também em linha reta. 
Sabendo-se que o tempo total que a abelha gastou indo até a 
flor, coletando néctar e voltando para a colmeia foi de 34 minu-
tos, então a distância D é, em km, igual a:
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 5.
28
Considere um tubo horizontal cilíndrico de comprimento L, no 
interior do qual encontram-se respectivamente fixadas em cada 
extremidade de sua geratriz inferior as cargas q1 e q2, positiva-
mente carregadas. Nessa mesma geratriz, numa posição entre 
as cargas, encontra-se uma pequena esfera em condição de 
equilíbrio, também positivamente carregada. Assinale a opção 
com as respostas corretas na ordem das seguintes perguntas:
I. Essa posição de equilíbrio é estável?
II. Essa posição de equilíbrio seria estável se não houvesse o 
tubo?
III. Se a esfera fosse negativamente carregada e não houvesse o 
tubo, ela estaria em equilíbrio estável? 
a) Não. Não. Não.
b) Não. Sim. Sim.
c) Sim. Não. Não.
d) Sim. Não. Sim.
e) Sim. Sim. Não.
7
29
Duas cargas elétricas fixas estão separadas por uma distância d 
conforme mostra o esquema seguinte. (k0 = 9 ⋅ 10
9 N⋅m2/C2)
Os pontos sobre o eixo x, onde o campo elétrico é nulo, estão 
localizados em:
a) x = (2 – dXX 2  ) ⋅ d e x = (2 + dXX 2  ) ⋅ d.
b) x = – (2 – dXX 2  ) ⋅ d e x ≅ (2 + dXX 2  ) ⋅ d.
c) x = – (2 – dXX 2  ) ⋅ d e x = (2 + dXX 2  ) ⋅ d.
d) x = (2– dXX 2  ) ⋅ d.
e) x = (2 + dXX 2  ) ⋅ d.
30
Dois cilindros feitos de materiais A e B têm os mesmos com-
primentos; os respectivos diâmetros estão relacionados por 
dA = 2dB. Quando se mantém a mesma diferença de temperatura 
entre suas extremidades, eles conduzem calor à mesma taxa. As 
condutividades térmicas dos materiais estão relacionadas por: 
a) kA = kB/4.
b) kA = kB/2.
c) kA = kB.
d) kA = 2kB.
e) kA = 4kB.
31
Numa cozinha industrial, a água de um caldeirão é aquecida de 
10 °C a 20 °C, sendo misturada, em seguida, à água a 80 °C de 
um segundo caldeirão, resultando 10 L de água a 32 °C, após 
a mistura. Considere que haja troca de calor apenas entre as 
duas porções de água misturadas e que a densidade absoluta da 
água, de 1 kg/L, não varia com a temperatura, sendo, ainda, seu 
calor específico c = 1,0 cal g-1 °C-1. A quantidade de calor recebida 
pela água do primeiro caldeirão ao ser aquecida até 20 °C é de:
a) 20 kcal.
b) 50 kcal.
c) 60 kcal.
d) 80 kcal.
e) 120 kcal.
32
Um vaporizador contínuo possui um bico pelo qual entra água a 
20 °C, de tal maneira que onível de água no vaporizador perma-
nece constante. O vaporizador utiliza 800 W de potência, consu-
mida no aquecimento da água até 100 °C e na sua vaporização a 
100 °C. A vazão de água pelo bico é:
Dados:
massa específica da água = 1,0 g/cm3
calor específico da água = 4,18 kJ/kg.K
calor latente de evaporação da água = 2,26 ⋅ 103 kJ/kg 
a) 0,31 mL/s.
b) 0,35 mL/s.
c) 2,4 mL/s.
d) 3,1 mL/s.
e) 3,5 mL/s.
33
Um objeto metálico carregado positivamente, com carga +Q, é 
aproximado de um eletroscópio de folhas, que foi previamente 
carregado negativamente com carga igual a –Q.
I. À medida que o objeto for se aproximando do eletroscópio, 
as folhas vão se abrindo além do que já estavam.
II. À medida que o objeto for se aproximando, as folhas perma-
necem como estavam.
III. Se o objeto tocar o terminal externo do eletroscópio, as fo-
lhas devem necessariamente fechar-se.
Neste caso, pode-se afirmar que:
a) somente a afirmativa I é correta.
b) as afirmativas II e III são corretas.
c) as afirmativas I e III são corretas.
d) somente a afirmativa III é correta.
e) nenhuma das alternativas é correta.
34
Um bloco de gelo com 725 g de massa é colocado num calorí-
metro contendo 2,50 kg de água a uma temperatura de 5,0 °C, 
verificando-se um aumento de 64 g na massa desse bloco, uma 
vez alcançado o equilíbrio térmico. Considere o calor específico 
da água (c = 1,0 cal/g °C) o dobro do calor específico do gelo, e 
o calor latente de fusão do gelo de 80 cal/g. Desconsiderando 
a capacidade térmica do calorímetro e a troca de calor com o 
exterior, assinale a temperatura inicial do gelo.
a) – 191,4 °C
b) – 48,6 °C
c) – 34,5 °C
d) – 24,3 °C
e) – 14,1 °C
35
Duas partículas têm massas iguais a m e cargas iguais a Q. Devi-
do a sua interação eletrostática, elas sofrem uma força F quando 
estão separadas de uma distância d. Em seguida, estas partículas 
são penduradas, a partir de um mesmo ponto, por fios de com-
primento L e ficam equilibradas quando a distância entre elas é 
d1. A cotangente do ângulo que cada fio forma com a vertical, 
em função de m, g, d, d1, F e L, é:
a) m g d1 / (F d).
b) m g L d1 / (F d
2).
c) m g d1
2 / (F d2).
d) m g d2 / (F d1
2).
e) (F d2) / (mg d1
2).
8
36
Observe a figura abaixo, que representa o emparelhamento de 
duas bases nitrogenadas.
Indique a alternativa que relaciona corretamente a(s) molécu-
la(s) que se encontra(m) parcialmente representada(s) e o tipo 
de ligação química apontada pela seta:
Molécula(s) Tipo de ligação química
A Exclusivamente DNA Ligação de hidrogênio
B Exclusivamente RNA Ligação covalente apolar
C DNA ou RNA Ligação de hidrogênio
D Exclusivamente DNA Ligação covalente apolar
E Exclusivamente RNA Ligação iônica
a) A
b) B
c) C
d) D
e) E
37
Macaco encontrado morto em Domingos 
Martins (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
“O surto de febre amarela já provocou a morte de 1.100 maca-
cos em todo o Espírito Santo, segundo pesquisadores. Os bugios, 
que estão ameaçados de extinção, são os mais afetados. Estu-
diosos acreditam que serão necessários 30 anos para recupe-
rar a população desse animal. O registro dos primeiros macacos 
mortos aconteceu no início de janeiro.”
(http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2017/03/
febre-amarela-mata-mais-de-1-mil-macacos-no-es.html) 
Sobre a febre amarela é correta afirmar:
a) A febre amarela é uma doença que tem como vetor um vírus, 
os principais sintomas incluem febre, calafrios, perda de ape-
tite, náuseas, dores de cabeça.
b) O agente etiológico é um vírus de RNA do gênero Flavivirus. 
As principais medidas profiláticas são saneamento básico e 
higiene pessoal.
c) Os sintomas iniciais da febre amarela, dengue, malária e lep-
tospirose são totalmente diferentes, os sintomas da febre 
amarela incluem febre, cansaço, mal-estar e dores de cabeça 
e musculares, enquanto a dengue, por exemplo, causa car-
diomegalia, hepatomegalia e esplenomegalia.
d) O principal vetor da febre amarela é a fêmea do mosquito 
Aedes aegypti. O vírus ataca fígado e rim, o que pode cau-
sar o sintoma de icterícia (cor amarelada). Para confirmar a 
doença é necessário avaliar o sangue através de reação em 
cadeia da polimerase.
e) A febre amarela leva 200 mil infeções e 30 mil mortes por 
ano. A bactéria causadora tem como material genético o 
RNA e produz cerca de dez proteínas, sendo sete constituin-
tes do seu capsídeo, e é envolvido por envelope bilipídico.
38
Grand Canyon, barreira geográfica natural que pode levar à es-
peciação, como, por exemplo, de espécies de roedores. 
“O Grand Canyon é um desfiladeiro íngreme esculpido pelo rio 
Colorado, no estado do Arizona, nos Estados Unidos. A forma-
ção faz parte do Parque Nacional do Grand Canyon... O Grand 
Canyon tem 446 km de comprimento, até 29 km de largura e 
atinge uma profundidade de mais de 1,8 km. Por 2 bilhões de 
anos de história geológica da Terra o rio Colorado e seus afluen-
tes cortaram seus canais através das camadas de rocha enquan-
to o planalto do Colorado era erguido.”
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Grand_Canyon) 
Baseado no texto e nos seus conhecimentos, assinale a alterna-
tiva correta.
a) Um dos fatores que contribuem para formação de uma nova 
espécie é a redução do fluxo gênico. Barreiras geográficas 
como o Grand Canyon pode resultar nessa diminuição do 
fluxo de genes entre os indivíduos, o que caracteriza como 
especiação parapátrica.
b) Diferenças genéticas são fundamentais para o processo de 
especiação, o que podem impedir o acasalamento entre os 
indivíduos. Barreiras geográficas proporcionam ambientes 
distintos, e assim, pressões seletivas diferentes, podendo ca-
racterizar uma especiação do tipo alopátrica.
c) Podemos classificar o tipo de especiação pelo quanto a se-
paração geográfica de espécies incipientes contribuem para 
a diminuição do fluxo gênico. Um conjunto específico de mu-
danças deve ocorrer para que ocorra a formação de novas 
espécies. A especiação simpátrica é ocasionada por mudan-
ça em rituais de acasalamento e também por barreiras geo-
gráficas, como Grand Canyon.
d) As mudanças genéticas que podem resultar em especiação 
não precisam ser grandes diferenças genéticas. Uma peque-
na alteração no local, na data ou rituais de acasalamento 
pode ser o suficiente, o que aumenta o fluxo de genes facili-
tando a formação de novas espécies.
e) A alopatria pode iniciar o processo de especiação, porém a 
evolução das barreiras internas ao fluxo gênico é fundamen-
tal para a especiação estar concluída. A especiação requer 
que as duas espécies sejam incapazes de gerar descendentes 
férteis e estejam separadas por barreiras geográficas natu-
rais, como o Grand Canyon.
39
“O vírus HIV, causador da aids, é transmitido de pessoa a pessoa 
através de relações sexuais, por exposição direta a sangue con-
taminado ou da mãe para o filho, durante a vida intrauterina ou 
através da amamentação. No corpo, o vírus invade certas células 
do sistema imunitário-incluindo os linfócitos T auxiliadores ou 
CD4 -multiplica-se dentro delas e se espalha para outras células. 
[...]”
(John G. Bartlett e Richard D. Moore. Scientific 
American 279, 64-67, 1998). 
9
O gráfico indica as quantidades de células CD4 (linha cheia, com 
escala à esquerda) e de vírus (linha interrompida, com escala à 
direita) no sangue de um paciente que não recebeu tratamento 
algum no curso de uma infecção pelo HIV. Este gráfico mostra que:
a) a partir do momento da infecção, a quantidade de vírus au-
mentou continuamente até a morte do paciente.
b) no início da infecção, o sistema imunitário foi estimulado, o 
que provocou aumento na quantidade de células CD4. 
c) a quantidade de vírus aumentou sempre que ocorreu au-
mento de células CD4, onde eles se reproduzem. 
d) os sintomas típicos da doença apareceram quando a quanti-
dade de célulasCD4 caiu abaixo de 200 por ml de sangue. 
e) não existiu relação entre a quantidade de vírus e a quantida-
de de células CD4 no sangue do paciente infectado pelo HIV.
40
“A anemia falciforme é um distúrbio genético que resulta em 
uma alteração no formato natural das hemácias – as células 
sanguíneas responsáveis pelo transporte de oxigênio em nosso 
organismo. Além da diminuição na quantidade de células san-
guíneas – anemia – a alteração na função das hemácias também 
pode resultar em uma obstrução do fluxo sanguíneo, causando 
crises agudas de dor em portadores da doença.”
(https://www.biologiatotal.com.br/blog/por-que-a-anemia-
falciforme-e-mais-comum-em-populacoes-africanas.html) . 
Assinale a alternativa correta.
a) A anemia falciforme é uma mutação pontual conhecida 
como substituição por transição, pois troca uma adenina por 
uma timina, o que resulta na troca do aminoácido valina por 
um ácido glutâmico.
b) A correlação entre a incidência de anemia falciforme e ma-
lária em países africanos é algo notável. A malária tem como 
vetor o protozoário Plasmodium sp e com agente etiológico 
a fêmea do mosquito Anopheles.
c) Indivíduos com anemia falciforme parecem ser mais aptos ao 
meio em regiões onde a incidência da malária é alta. De algu-
ma forma essa mutação genética protege os indivíduos con-
tra essa protozoose. A malária tem como agente causador o 
protozoário Plasmodium sp, e um dos sintomas principais é a 
febre alta em intervalos e hemácias em forma de foice.
d) Hemácias falciformes induzem a expressão da enzima he-
me-oxigenase-1 (HO-1). Sua atividade libera, entre outros 
produtos, monóxido de carbono (CO). O aumento da ação 
da enzima heme-oxigenase-1, aumenta a produção de CO 
no sangue, o que pode evitar o crescimento do platelminto, 
Plasmodium sp, causador da malária.
e) A seleção natural é direcionada para seleção de caracteres 
benéficos nos seres vivos, assim, não é provável que uma 
mutação, como a anemia falciforme, seja selecionada posi-
tivamente em um determinado meio.
41
Numa comunidade interagem três populações, constituindo 
uma cadeia alimentar: produtores, consumidores primários e 
consumidores secundários. Um fator externo provocou o exter-
mínio da população carnívora no tempo X. O gráfico que repre-
senta o comportamento da população de herbívoros, a partir de 
X, é:
42
O colesterol é um tipo de lipídeo encontrado em nosso organis-
mo. Colesterol faz parte das membranas plasmáticas animais, é 
precursor da vitamina D, hormônios sexuais e sais biliares. Apro-
ximadamente 70% do colesterol são produzidos pelo nosso pró-
prio organismo, enquanto que os outros 30% são provenientes da 
dieta. Sobre a composição química celular, assinale a alternativa 
incorreta.
a) O aumento dos níveis de colesterol é chamado de dislipide-
mia. Esse aumento do colesterol pode acarretar em arteros-
clerose, que é a formação de placas de gorduras nos vasos 
sanguíneos, resultando em distúrbios cardiovasculares. 
b) HDL é lipoproteína de alta densidade que transporta o coles-
terol do tecido para o sangue, e é considerado o colesterol 
“bom”.
c) O consumo de fibra aumenta a eliminação de sais biliares, 
que é um emulsificador de gorduras para facilitar a ação das 
enzimas digestivas. A eliminação adicional de sais biliares 
diminui o colesterol sanguíneo, pois para produzir a bile é 
necessário o colesterol.
d) O consumo excessivo de gorduras saturadas pode acarretar 
em inflamação subclínica, o que leva à resistência à insulina, 
o que pode resultar em diabetes mellitus.
e) Colesterol é uma molécula hidrofóbica, sendo assim, o trans-
porte de colesterol no sangue necessita de auxílio de uma 
molécula transportadora, como o LDL e o HDL.
10
43
As estruturas presentes em uma célula vegetal, porém ausentes 
em uma bactéria, são:
a) cloroplastos, lisossomos, núcleo e membrana plasmática.
b) vacúolos, cromossomos, lisossomos e ribossomos. 
c) complexo golgiense, membrana plasmática, mitocôndrias e 
núcleo. 
d) cloroplastos, mitocôndrias, núcleo e retículo endoplasmático.
e) cloroplastos, complexo golgiense, mitocôndrias e ribossomos.
44
“Ponha-se uma porção de linho velho num vaso que contenha 
alguns grãos de trigo ou um pedaço de queijo durante cerca de 
três semanas, e, ao cabo desse período, os ratos adultos, tanto 
machos como fêmeas, surgirão no vaso”.
Acima uma receita de como “fazer” um ser vivo. Esse tipo de 
afirmação foi considerada verdadeira por muito tempo, até sur-
girem outras teorias para refutar essas ideias. 
Baseado nesse texto, assinale a alternativa correta.
a) A frase se refere à teoria heterotrófa, a qual acredita que 
a primeira célula não produzia seu próprio alimento, pois 
a maquinaria para esse tipo de processo é muito complexa 
para ter surgido primeiro. 
b) A frase acima defende as ideias de Redi e Pasteur sobre a ori-
gem da vida, estudiosos que acreditavam na força primordial, 
a qual era fundamental para o surgimento de um ser vivo.
c) Aristóteles e Van Helmont compartilhavam da ideia acima, 
de que a vida surge da matéria inanimada.
d) A receita se refere a teoria da abiogênese, defendida por 
Needham, Spallanzani e Redi.
e) Esse texto mostra que o primeiro ser vivo era autótrofo, pro-
duzia seu próprio alimento. Só assim foi possível o surgimen-
to de seres heterótrofos, como ratos.
45
“Até o século XVIII, a ocorrência de escorbuto era bastante co-
mum entre os marinheiros, pois estes passavam meses em alto 
mar sem ingerir frutas e verduras frescas, por este tipo de ali-
mento estragar muito rápido, seu estoque não era garantido.”
(http://www.todabiologia.com/doencas/escorbuto.htm)
O texto se refere ao escorbuto, doença causada devido a falta de 
um nutriente da dieta. Segundo seus conhecimentos, assinale a 
alternativa correta.
a) A falta de calciferol, nutriente hidrossolúvel, leva ao escor-
buto, doença na qual o paciente não consegue sintetizar o 
colágeno de forma eficiente, o que gera os sintomas.
b) A falta de um componente mineral e lipossolúvel resulta no 
escorbuto, que está relacionado à dificuldade na síntese de 
colágeno.
c) A falta de tocoferol produz esse distúrbio metabólico, já 
que essa molécula orgânica participa da síntese de lipídeos, 
como o colesterol, e de carboidratos, como a sacarose. 
d) A falta de tiamina, componente mineral da célula, gera o es-
corbuto, pois a tiamina está relacionada com metabolismo 
energético. Além do escorbuto, sua falta também acarreta 
em beribéri.
e) A ausência do ácido ascórbico na dieta leva a esse distúrbio. 
Além disso, o ácido ascórbico tem a capacidade de reduzir o 
íon ferro de Fe3+ para Fe2+, o que auxilia na absorção desse sal 
mineral pelo organismo.
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES
SERÁ QUE OS DICIONÁRIOS LIBERARAM O ‘DITO-CUJO’?
Por Sérgio Rodrigues
Brasileirismo informal, termo não está proibido, mas deve ser 
usado de forma brincalhona.
O registro num dicionário não dá certificado automático de ade-
quação à expressão alguma: significa apenas que ela é usada 
com frequência suficiente para merecer a atenção dos lexicó-
grafos. O substantivo “dito-cujo”, que substitui o nome de uma 
pessoa que já foi mencionada ou que por alguma razão não se 
deseja mencionar, é um brasileirismo antigo e, de certa forma, 
consagrado, mas aceitável apenas na linguagem coloquial. Mais 
do que isso: mesmo em contextos informais seu emprego deve 
ser sempre “jocoso”, ou seja, brincalhão, como anotam diversos 
lexicógrafos, entre eles o Houaiss e o Francisco Borba. Convém 
que quem fala ou escreve “dito-cujo” deixe claro que está se 
afastando conscientemente do registro culto.
Exemplo: “O leão procurou o gerente da Metro e se ofereceu 
para leão da dita-cuja, em troca de alimentação”, escreveu Mil-
lôr Fernandes numa de suas “Fábulas fabulosas”.
(http://veja.abril.com.br/blog/sobrepalavras/consultorio/sera-que-os-dicionarios-liberaram-odito-
cujo/>.Acesso em 13/11/2015. Texto adaptado) 
46
Em vista da intenção do autor – refletir sobre o uso da expressão 
“dito-cujo” –, o texto se organiza linguisticamente observando 
certas propriedades de estilo. Quanto a essas propriedades, 
apenas está correto o que se afirma em:
a) A linguagem é culta, com traços de erudição que restringem 
a abrangência de interlocutores do texto, conforme objetiva 
o autor.
b) O texto compõe-se em estilo formal, sem perder de vista a 
proximidade com o leitor, recurso que está adequado à fina-
lidade didática da mensagem.
c) Desde o título, que vem em forma de pergunta, o texto busca 
o coloquialismo, em diálogo simples com o leitor.
d) O texto é formal e coloquial ao mesmo tempo, pois se vale de 
seriedade e de jocosidade para discutir o tema.
e) O uso exagerado de palavras próprias da linguagem oral dei-
xa o texto leve e informal, garantindo a compreensão geral 
deste pelo leitor.
47
As funções da linguagem relacionam-se conceitualmente à ideia 
de que, nas diversas situações de comunicação, um dos seis ele-
mentos que compõem esse processo – a saber, emissor, receptor, 
mensagem, código, referente e canal – prevalece sobre os demais.
Em relação ao texto acima, no tocante a esse fenômeno, indique 
a alternativa correta.
a) A função da linguagem predominante é a fática, que testa o 
canal, pois se verifica no texto uma reflexão sobre esse ele-
mento, isto é, a língua.
b) A predominância é da mensagem, para a qual o autor chama a 
atenção, pretendendo ensinar um conteúdo de forma didática.
c) Visto que se trata de uma problematização sobre o próprio 
código, o texto tem caráter eminentemente metalinguístico.
d) Como há uma preocupação do autor em revelar suas ideias e 
emoções no texto, a centralidade da mensagem recai sobre 
o emissor.
11
e) Porque mantém um tom literário, o texto tem como função 
da linguagem predominante a poética, o que justifica as me-
táforas presentes nele.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
TINTIM
Durante alguns anos, o tintim me intrigou. Tintim por tintim: o 
que queria dizer aquilo? Imaginei que fosse alguma misteriosa 
medida de outros tempos que sobrevivera ao sistema métrico, 
como a braça, a légua etc. Outro mistério era o triz. Qual a exata 
definição de um triz? É uma subdivisão de tempo ou de espaço. 
As coisas deixam de acontecer por um triz, por uma fração de 
segundo ou de milímetro. Mas que fração? O triz talvez corres-
pondesse a meio tintim, ou o tintim a um décimo de triz.
Tanto o tintim quanto o triz pertenceriam ao obscuro mundo das 
microcoisas.
Há quem diga que não existe uma fração mínima de matéria, 
que tudo pode ser dividido e subdividido. Assim como existe o 
infinito para fora – isto é, o espaço sem fim, depois que o Uni-
verso acaba – existiria o infinito para dentro. A menor fração da 
menor partícula do último átomo ainda seria formada por dois 
trizes, e cada triz por dois tintins, e cada tintim por dois trizes, e 
assim por diante, até a loucura.
Descobri, finalmente, o que significa tintim. É verdade que, se 
tivesse me dado o trabalho de olhar no dicionário mais cedo, mi-
nha ignorância não teria durado tanto. Mas o óbvio, às vezes, é 
a última coisa que nos ocorre. Está no Aurelião. Tintim, vocábulo 
onomatopaico que evoca o tinido das moedas. 
Originalmente, portanto, “tintim por tintim” indicava um paga-
mento feito minuciosamente, moeda por moeda. Isso no tem-
po em que as moedas, no Brasil, tiniam, ao contrário de hoje, 
quando são feitas de papelão e se chocam sem ruído. Numa in-
vestigação feita hoje da corrupção no país tintim por tintim fica-
ríamos tinindo sem parar e chegaríamos a uma nova concepção 
de infinito. 
Tintim por tintim. A menina muito dada namoraria sim-sim por 
sim-sim. O gordo incontrolável progrediria pela vida quindim por 
quindim. O telespectador habitual viveria plim-plim por plim-
-plim. E você e eu vamos ganhando nosso salário tin por tin (olha 
aí, a inflação já levou dois tins). 
Resolvido o mistério do tintim, que não é uma subdivisão nem 
de tempo nem de espaço nem de matéria, resta o triz. O Aure-
lião não nos ajuda. “Triz”, diz ele, significa por pouco. Sim, mas 
que pouco? Queremos algarismos, vírgulas, zeros, definições 
para “triz”. Substantivo feminino. Popular. 
“Icterícia.” Triz quer dizer icterícia. Ou teremos que mudar todas 
as nossas teorias sobre o Universo ou teremos que mudar de 
assunto. Acho melhor mudar de assunto. 
O Universo já tem problemas demais. 
(VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para ler 
na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.) 
48
Levando em consideração o texto “Tintim”, de Luis Fernando 
Veríssimo, e o conceito de funções da linguagem, analise as afir-
mações:
I. “Durante alguns anos, o tintim me intrigou. Tintim por tin-
tim: o que queria dizer aquilo?”. A função da linguagem pre-
dominante no trecho é a emotiva. 
II. “Originalmente, portanto, ‘tintim por tintim’ indicava um pa-
gamento feito minuciosamente, moeda por moeda”. A fun-
ção da linguagem predominante no trecho é a referencial. 
III. “Numa investigação feita hoje da corrupção no país tintim 
por tintim ficaríamos tinindo sem parar e chegaríamos a uma 
nova concepção de infinito.” A função da linguagem predo-
minante no trecho é a expressiva. 
IV. “Resolvido o mistério do tintim, que não é uma subdivisão 
nem de tempo nem de espaço nem de matéria, resta o triz”. 
A função da linguagem predominante no trecho é a fática. 
Estão corretas:
a) II, III e IV.
b) I e II.
c) apenas I.
d) I, II e IV.
e) I e IV.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
O amor é feio
Tem cara de vício
Anda pela estrada
Não tem compromisso
[...]
O amor é lindo
Faz o impossível
O amor é graça
Ele dá e passa
A.Antunes, C.Brown, M.Monte, “O amor é feio” 
49
Cotejando a letra da canção com os famosos versos camonianos 
Amor é fogo que arde sem se ver/ É ferida que dói e não se sen-
te, afirma-se corretamente que:
a) assim como Camões, os compositores tematizam o amor, 
valendo-se de uma linguagem espontânea, coloquial, como 
prova o uso da expressão cara de vício.
b) o caráter popular da canção é acentuado pelo uso de redondi-
lhas, traço estilístico ausente nos versos camonianos citados.
c) a concepção de amor como sentimento contraditório, típica 
de Camões, está ausente na letra da canção, uma vez que 
seus versos não se compõem de paradoxos.
d) a ideia de que a dor do amor não é sentida pelos amantes, 
presente nos versos de Camões, é parafraseada nos versos 
Anda pela estrada/ Não tem compromisso.
e) a canção recupera o tom solene e altissonante presente nos 
versos camonianos.
12
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Fragmento do diálogo Fedro, de Platão (427-347 a.C.).
SÓCRATES: – Vamos então refletir sobre o que há pouco está-
vamos discutindo; examinaremos o que seja recitar ou escrever 
bem um discurso, e o que seja recitar ou escrever mal.
FEDRO: – Isso mesmo.
SÓCRATES: – Pois bem: não é necessário que o orador esteja 
bem instruído e realmente informado sobre a verdade do assun-
to de que vai tratar?
FEDRO: – A esse respeito, Sócrates, ouvi o seguinte: para quem 
quer tornar-se orador consumado não é indispensável conhecer 
o que de fato é justo, mas sim o que parece justo para a maioria 
dos ouvintes, que são os que decidem; nem precisa saber tam-
pouco o que é bom ou belo, mas apenas o que parece tal – pois 
é pela aparência que se consegue persuadir, e não pela verdade.
SÓCRATES: – Não se deve desdenhar, caro Fedro, da palavra há-
bil, mas antes refletir no que ela significa. O que acabas de dizer 
merece toda a nossa atenção.
FEDRO: – Tens razão.
SÓCRATES: – Examinemos, pois, essa afirmação.
FEDRO: – Sim.
SÓCRATES: – Imagina que eu procuro persuadir-te a comprar um 
cavalo para defender-te dos inimigos, mas nenhum de nós sabeo que seja um cavalo; eu, porém, descobri por acaso uma coisa: 
“Para Fedro, o cavalo é o animal doméstico que tem as orelhas 
mais compridas”...
FEDRO: – Isso seria ridículo, querido Sócrates.
SÓCRATES: – Um momento. Ridículo seria se eu tratasse seria-
mente de persuadir-te a que escrevesses um panegírico do bur-
ro, chamando-o de cavalo e dizendo que é muitíssimo prático 
comprar esse animal para o uso doméstico, bem como para ex-
pedições militares; que ele serve para montaria de batalha, para 
transportar bagagens e para vários outros misteres.
FEDRO: – Isso seria ainda ridículo.
SÓCRATES: – Um amigo que se mostra ridículo não é preferível 
ao que se revela como perigoso e nocivo?
FEDRO: – Não há dúvida.
SÓCRATES: – Quando um orador, ignorando a natureza do bem 
e do mal, encontra os seus concidadãos na mesma ignorância e 
os persuade, não a tomar a sombra de um burro por um cavalo, 
mas o mal pelo bem; quando, conhecedor dos preconceitos da 
multidão, ele a impele para o mau caminho, – nesses casos, a 
teu ver, que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela 
semeou?
FEDRO: – Não pode ser muito bom fruto.
SÓCRATES: – Mas vejamos, meu caro: não nos teremos excedido 
em nossas censuras contra a arte retórica? Pode suceder que ela 
responda: “que estais a tagarelar, homens ridículos?
Eu não obrigo ninguém – dirá ela – que ignore a verdade a apren-
der a falar. Mas quem ouve o meu conselho tratará de adquirir 
primeiro esses conhecimentos acerca da verdade para, depois, 
se dedicar a mim. Mas uma coisa posso afirmar com orgulho: 
sem as minhas lições a posse da verdade de nada servirá para 
engendrar a persuasão”.
FEDRO: – E não teria ela razão dizendo isso?
SÓCRATES: – Reconheço que sim, se os argumentos usuais pro-
varem que de fato a retórica é uma arte; mas, se não me engano, 
tenho ouvido algumas pessoas atacá-la e provar que ela não é 
isso, mas sim um negócio que nada tem que ver com a arte. O 
lacônio declara: “não existe arte retórica propriamente dita sem 
o conhecimento da verdade, nem haverá jamais tal coisa”.
(Platão. Diálogos. Porto Alegre: Editora Globo, 1962.) 
50
“... que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela se-
meou?”
Esta passagem apresenta conformação alegórica, em virtude do 
sentido figurado com que são empregadas as palavras frutos, re-
colher e semeou. Aponte, entre as alternativas a seguir, aquela 
que contém, na ordem adequada, palavras que, sem perda rele-
vante do sentido da frase, evitam a conformação alegórica.
a) alimentos – colher – plantou.
b) resultados – produzir – prescreveu.
c) lucros – contabilizar – investiu.
d) textos – apresentar – negou.
e) efeitos – causar – menosprezou.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
O conhecimento
Diante da natureza, o homem – animal racional – não age como 
1os animais 2inferiores. 3Estes apenas esforçam-se pela vida. O 
homem, 4além disso, esforça-se por entender a natureza e, em-
bora sua inteligência seja dotada de limitações, tenta sempre 
dominar a 5realidade, agir sobre ela para torná-la mais adequa-
da às suas próprias necessidades. E, à medida que a domina e 
transforma, também amplia ou desenvolve suas próprias neces-
sidades.
Esse 6processo permanente de acúmulo de conhecimentos so-
bre a natureza e de ações racionais capazes de transformá-la 
compõe o universo de ideias que hoje denominamos “Ciência”.
Ciência é, pois, o conhecimento racional, sistemático, exato e 
verificável da realidade. Por meio da investigação científica o ho-
mem reconstitui artificialmente o universo real em sua própria 
mente. Mas essa reconstituição ainda não é definitiva. A des-
coberta e a compreensão de fatos quase sempre levam à ne-
cessidade de descobrir e compreender novos fatos. E como o 
resultado das investigações depende dos conhecimentos já ad-
quiridos e de instrumentos capazes de aprofundar a observação, 
a Ciência está sempre limitada às condições de sua época.
O que era conhecimento verdadeiro para o sábio da Antiguidade 
já não o era para o cientista do Renascimento; e o que foi ver-
dadeiro para o cientista do século XVIII pode já não o ser para o 
cientista dos nossos dias. Assim diz-se também que a ciência é 
falível, ou seja, pode ser exata apenas para determinado perío-
do. O conceito científico que o homem tem do mundo é cada vez 
mais amplo, mais profundo, mais detalhado e mais exato. Mas 
está ainda muito longe de ser completo. Assim, considerando-se 
o desenvolvimento 7histórico da ciência, é lógico pressupor que 
o cientista do final do século XXI disporá de conhecimentos mui-
to mais desenvolvidos e exatos do que os de hoje.
Afinal, o que é conhecer?
Em linhas gerais, conhecer é estabelecer uma relação entre a 
pessoa que conhece e o objeto que passa a ser conhecido. No 
processo de conhecimento, quem conhece acaba por, de cer-
to modo, apropriar-se do objeto que conheceu. De certa forma 
“engole” o objeto que conheceu. Ou seja, transforma em concei-
to esse objeto, reconstitui-o na sua mente.
O conceito, no entanto, não é o objeto real, não é a realidade, 
mas apenas uma forma de conhecer (ou conceber, ou conceitu-
ar) a realidade. O objeto real continua existindo como tal, inde-
pendentemente do fato de o conhecermos ou não. 
(Galliano. O método científico: teoria e prática. Editora 
Harper& Row do Brasil Ltda. São Paulo: 1979. p. 16-17.) 
13
51
Considere as afirmações acerca do texto:
I. No texto, o vocábulo inferiores (ref. 2) foi usado como sinô-
nimo de irracional.
II. No processo do acúmulo do conhecimento, o homem preju-
dica a natureza.
III. As necessidades do homem crescem à medida que aumen-
tam seus conhecimentos.
IV. O conhecimento científico dispensa o experimento.
V. O conhecimento científico é relativo; depende das condições 
da época em que se dá.
Estão corretas:
a) I, II, IV e V.
b) I, III e V.
c) II, IV e V.
d) I, II e III.
e) I e V.
52
Leia as seguintes sentenças sobre a obra Iracema, de José de 
Alencar. 
I. Constitui obra de exaltação da flora e fauna brasileira, mas 
apresenta o índio como representante de uma raça inferior e 
inculta. 
II. A obra representa o mito alencariano composto pelo herói, 
o índio, resistente à colonização e à presença do ‘outro’, e o 
branco, colonizador agressivo que deseja destruir o nativo. 
III. A personagem Martim, representação do colonizador euro-
peu, apesar de seu amor por Iracema, resiste à cultura indí-
gena e rejeita a língua e os costumes nativos. 
IV. A personagem Iracema, representação do índio exaltado 
pela literatura do período romântico, pode ser considerada 
um símbolo da terra mãe, o Brasil.
V. O romance apresenta, por meio de estilo lírico, uma idealiza-
ção do índio brasileiro.
Considerando-se as características da obra e os princípios es-
téticos e ideológicos do período romântico brasileiro, pode-se 
afirmar que:
a) somente as sentenças I e II estão corretas.
b) somente as sentenças III, IV e V estão corretas.
c) somente a sentença I está correta.
d) somente a sentença IV está correta.
e) somente as sentenças IV e V estão corretas.
53
O nacionalismo literário do Romantismo brasileiro tem na prosa 
indianista sua maior expressão.
Leia atentamente o excerto seguinte e considere as afirmativas 
sobre ele.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais 
negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de pal-
meira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha 
recendia no bosque como seu hálito perfumado.
Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o ser-
tão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da 
grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava 
apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
Fonte: ALENCAR, 1999, p. 20.
I. O nacionalismo se traduz, nesse trecho, pela escolha do léxi-
co, que incorpora palavras em tupi, por exemplo.II. Os atributos da protagonista metaforizam o paraíso, traçando 
um paralelo entre Iracema e a terra que recebe o colonizador.
III. A figura indígena e idealizada, como são idealizados também o 
espaço e as origens do povo brasileiro ao longo do romance.
IV. A caracterização de Iracema assinala sua total integração à 
natureza.
Estão corretas:
a) II e III.
b) I e IV.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) I, II, III e IV.
54
Texto 1
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forceja-
va por trazer a bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha 
feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arro-
gância, não se distinguia bem se era uma criança, com fumos 
de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo, era 
um lindo garção, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e 
esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um cor-
cel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o 
romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas 
ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que 
foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo o veio achar, co-
mido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para 
os seus livros. 
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se 
imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte 
pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas 
porém a que me cativou logo foi uma... uma... não sei se diga; 
este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção é castíssi-
mo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou 
foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe 
chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era 
filha de um hortelão das Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia 
de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um le-
trado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, 
espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos. 
Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
Texto 2
Durante dois anos, o cortiço prosperou de dia para dia, ganhando 
forças, socando-se de gente. E ao lado o Miranda assustava-se, 
inquieto com aquela exuberância brutal de vida, aterrado de-
fronte daquela floresta implacável que lhe crescia junto da casa, 
por debaixo das janelas, e cujas raízes, piores e mais grossas do 
que serpentes, minavam por toda a parte, ameaçando rebentar 
o chão em torno dela, rachando o solo e abalando tudo. Posto 
que lá na Rua do Hospício os seus negócios não corressem mal, 
custava-lhe a sofrer a escandalosa fortuna do vendeiro “aquele 
tipo! um miserável, um sujo, que não pusera nunca um paletó, e 
que vivia de cama e mesa com uma negra!”
À noite e aos domingos, ainda mais recrudescia o seu azedume, 
quando ele, recolhendo-se fatigado do serviço, deixava-se ficar 
estendido numa preguiçosa, junto à mesa da sala de jantar, e 
ouvia, a contragosto, o grosseiro rumor que vinha da estalagem 
numa exalação forte de animais cansados. Não podia chegar à 
janela sem receber no rosto aquele bafo, quente e sensual, que 
o embebedava com o seu fartum de bestas no coito.
14
E depois, fechado no quarto de dormir, indiferente e habituado às 
torpezas carnais da mulher, isento já dos primitivos sobressaltos 
que lhe faziam, a ele, ferver o sangue e perder a tramontana, era 
ainda a prosperidade do vizinho o que lhe obsedava o espírito, 
enegrecendo-lhe a alma com um feio ressentimento de despeito.
Tinha inveja do outro, daquele outro português que fizera fortu-
na, sem precisar roer nenhum chifre; daquele outro que, para ser 
mais rico três vezes do que ele, não teve de casar com a filha do 
patrão ou com a bastarda de algum fazendeiro freguês da casa!
Mas então, ele Miranda, que se supunha a última expressão da 
ladinagem e da esperteza; ele, que, logo depois do seu casamen-
to, respondendo para Portugal a um ex-colega que o felicitava, 
dissera que o Brasil era uma cavalgadura carregada de dinheiro, 
cujas rédeas um homem fino empolgava facilmente; ele, que se 
tinha na conta de invencível matreiro, não passava afinal de um 
pedaço de asno comparado com o seu vizinho! Pensara fazer-se 
senhor do Brasil e fizera-se escravo de uma brasileira mal-educa-
da e sem escrúpulos de virtude! Imaginara-se talhado para gran-
des conquistas, e não passava de uma vítima ridícula e sofredo-
ra!... Sim! no fim de contas qual fora a sua África?... Enriquecera 
um pouco, é verdade, mas como? a que preço? hipotecando-se 
a um diabo, que lhe trouxera oitenta contos de réis, mas incalcu-
láveis milhões de desgostos e vergonhas! Arranjara a vida, sim, 
mas teve de aturar eternamente uma mulher que ele odiava! E 
do que afinal lhe aproveitar tudo isso? Qual era afinal a sua gran-
de existência? Do inferno da casa para o purgatório do trabalho 
e vice-versa! Invejável sorte, não havia dúvida! 
O Cortiço, de Aluízio de Azevedo
Considerando as características temáticas e estilísticas dos tex-
tos 1 e 2, analise as proposições a seguir.
I. O Texto 1 é um trecho de um importante romance de Macha-
do de Assis, o qual destaca episódios da vida do próprio autor.
II. No Texto 1, é possível perceber costumes do cotidiano bur-
guês numa cidade do século XIX, levando o leitor a constatar, 
pela postura individual do protagonista, um segmento social 
dosado de humor nas suas próprias experiências. 
III. No Texto 2, é apresentado o comportamento decadente da 
sociedade burguesa da segunda metade do século XIX, em 
que prevalece o interesse individual.
IV. As personagens de Aluísio Azevedo, em O Cortiço, são alicer-
çadas nas ideias de Taine, presas ao ambiente e à heredita-
riedade, limitadas pelas questões sociais e pelo meio onde 
vivem suas experiências.
Estão CORRETAS:
a) I, II, III e IV.
b) I, III e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) II, III e IV, apenas.
e) II e IV, apenas.
55
E assim ia correndo o domingo no cortiço até às três da tarde, 
horas em que chegou mestre Firmo, acompanhado pelo seu 
amigo Porfiro […].
[Firmo] Era oficial de torneiro, oficial perito e vadio; ganhava 
uma semana para gastar num dia; às vezes, porém, os dados ou 
a roleta multiplicavam-lhe o dinheiro, e então ele fazia como na-
queles últimos três meses: afogava-se numa boa pândega com a 
Rita Baiana. A Rita ou outra. “O que não faltava por aí eram saias 
para ajudar um homem a cuspir o cobre na boca do diabo!”
AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. 20. ed. São Paulo: Ática, 1997. p. 62.
As aspas são um recurso gráfico que dão destaque a determi-
nada parte de um texto. No trecho transcrito de O cortiço, elas 
realçam:
a) um pensamento do narrador, que exemplifica a reputação de 
desregrado atribuída a Firmo.
b) uma fala de Firmo, que comprova seu relacionamento pân-
dego com Rita Baiana.
c) um pensamento dos moradores do cortiço sobre Firmo, que 
concorda com sua imagem de mulato vadio.
d) uma fala de Rita Baiana, que reafirma a ideia do narrador a 
respeito da fama de mulherengo de Firmo.
e) uma fala de Porfiro, que valida a perspectiva determinista de 
ociosidade do elemento mestiço.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Capítulo CVII
Bilhete
“Não houve nada, mas ele suspeita alguma cousa; está muito 
sério e não fala; agora saiu. Sorriu uma vez somente, para Nho-
nhô, depois de o fitar muito tempo, carrancudo. Não me tratou 
mal nem bem. Não sei o que vai acontecer; Deus queira que isto 
passe. Muita cautela, por ora, muita cautela.” 
Capítulo CVIII
Que se não entende
Eis aí o drama, eis aí a ponta da orelha trágica de Shakespea-
re. Esse retalhinho de papel, garatujado em partes, machucado 
das mãos, era um documento de análise, que eu não farei neste 
capítulo, nem no outro, nem talvez em todo o resto do livro. 
Poderia eu tirar ao leitor o gosto de notar por si mesmo a frieza, 
a perspicácia e o ânimo dessas poucas linhas traçadas à pressa; 
e por trásdelas a tempestade de outro cérebro, a raiva dissimu-
lada, o desespero que se constrange e medita, porque tem de 
resolver-se na lama, ou no sangue, ou nas lágrimas?
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. 
56
Atente para o excerto, considerando-o no contexto da obra a 
que pertence. Nele, figura, primeiramente, o bilhete enviado a 
Brás Cubas por Virgília, na ocasião em que se torna patente que 
o marido da dama suspeita de suas relações adúlteras. Segue-
-se ao bilhete um comentário do narrador (cap. CVIII). Feito isso, 
considere a afirmação que segue: 
No excerto, o narrador frisa aspectos cuja presença se costuma 
reconhecer no próprio romance machadiano da fase madura, 
entre eles, 
I. o realce da argúcia, da capacidade de exame acurado das si-
tuações e da firmeza de propósito, ainda quando impliquem 
malignidade; 
II. a relevância da observação das relações interpessoais e dos 
funcionamentos mentais correspondentes; 
III. a operação consciente dos elementos envolvidos no proces-
so de composição literária: narração, personagens, motiva-
ção, trama, intertextualidade, recepção etc.
Está correto o que se indica em:
a) I, somente.
b) II, somente.
c) I e II, somente.
d) II e III, somente.
e) I, II e III.
15
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
FUTEBOL DE RUA
Luís Fernando Veríssimo
Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe 
um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o 
futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo 
e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Se 
você é homem, brasileiro e criado em cidade, sabe do que eu 
estou falando. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada 
de senhora. Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, 
botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais 
ou menos assim:
DA BOLA – A bola pode ser qualquer coisa remotamente esfé-
rica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qual-
quer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a me-
rendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar 
em casa. (...)
DAS GOLEIRAS – As goleiras podem ser feitas com, literalmente, 
o que estiver à mão. Tijolos, paralelepípedos, camisas embola-
das, os livros da escola, a merendeira do seu irmão menor, e até 
o seu irmão menor, apesar dos seus protestos. Quando o jogo 
é importante, recomenda-se o uso de latas de lixo. Cheias, para 
aguentarem o impacto. (...)
DO CAMPO – O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada 
e rua, calçada, rua e a calçada do outro lado e – nos clássicos – o 
quarteirão inteiro. O mais comum é jogar-se só no meio da rua.
DA DURAÇÃO DO JOGO – Até a mãe chamar ou escurecer, o que 
vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança 
ameaçar chamar a polícia.
DO JUIZ – Não tem juiz.
(...)
DAS SUBSTITUIÇÕES – Só são permitidas substituições:
a) No caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha 
para fazer a lição.
b) Em caso de atropelamento.
DO INTERVALO PARA DESCANSO – Você deve estar brincando.
DA TÁTICA – Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o Fu-
tebol de Verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam 
a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro 
só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por 
socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com 
uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina é córner*.
DAS PENALIDADES – A única falta prevista nas regras do futebol 
de rua é atirar um adversário dentro do bueiro. É considerada 
atitude antiesportiva e punida com tiro indireto.
DA JUSTIÇA ESPORTIVA – Os casos de litígio serão resolvidos no 
tapa.
*córner = escanteio
(Publicado em Para Gostar de Ler. v.7. SP: Ática, 1981) 
57
Os enunciados abaixo analisam os processos de formação de pa-
lavras retiradas do texto. Leia-os e marque a alternativa correta. 
a) “Futebol de rua” é uma palavra composta por justaposição.
b) “Embolada” e “merendeira” são termos formados por deri-
vação sufixal.
c) “Intocável” é uma palavra formada por derivação prefixal e 
sufixal.
d) “Penalidades” é uma palavra formada por composição dos ra-
dicais “pena” mais “idades”.
e) “Antiesportiva” e “indireto” são palavras formadas por deri-
vação prefixal.
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES
Max Weber, um dos analistas mais críticos da lógica da história 
moderna (ou da falta dela), observou que o fenômeno que mar-
cava o nascimento do novo capitalismo era a separação entre 
atividade econômica e atividade doméstica – em que o domés-
tico significava a densa rede de direitos e obrigações mútuas 
mantidas pelas comunidades rurais e urbanas, pelas paróquias 
ou grupos de artesãos, em que as famílias e vizinhos estavam 
estreitamente envolvidos.
Com essa separação, o mundo dos negócios se aventurou por 
uma autêntica terra fronteiriça, uma terra de ninguém, livre de 
problemas morais e restrições legais e pronta a ser subordinada 
ao código de conduta próprio da empresa. Como já sabemos, 
essa extraterritorialidade sem precedentes da atividade econô-
mica conduziu a um avanço espetacular da capacidade industrial 
e a um acréscimo da riqueza.
Também sabemos que, durante quase todo o século XX, essa 
mesma extraterritorialidade resultou em muita miséria humana, 
em pobreza e em uma quase inconcebível polarização das opor-
tunidades e níveis de vida da humanidade. Por último, também 
sabemos que os Estados modernos, então emergentes, reclama-
ram essa terra de ninguém que o mundo dos negócios conside-
rava de sua exclusiva propriedade.
(Zygmunt Bauman, O desafio ético da globalização, 
Correio Braziliense, 21/07/2001)
58
Todas as passagens abaixo marcam o tom crítico do texto, EXCETO:
a) “...observou que o fenômeno que marcava o nascimento do 
novo capitalismo era a separação entre atividade econômica 
e atividade doméstica....”
b) “Com essa separação, o mundo dos negócios se aventurou 
por uma autêntica terra fronteiriça, uma terra de ninguém...”
c) “...essa mesma extraterritorialidade resultou em muita misé-
ria humana, em pobreza...”
d) “...e em uma quase inconcebível polarização das oportunida-
des e níveis de vida da humanidade...”
e) “...reclamaram essa terra de ninguém que o mundo dos ne-
gócios considerava de sua exclusiva propriedade.”
59
Em relação às ideias do texto, assinale a opção incorreta.
a) No novo capitalismo há uma separação entre a atividade 
econômica, ou mundo dos negócios e a atividade doméstica. 
b) Com a separação entre o mundo dos negócios e o mundo 
doméstico, houve um grande desenvolvimento industrial e 
distribuição mais justa da riqueza produzida.
16
c) No mundo dos negócios predomina o código de conduta 
próprio da empresa, que é livre de questões morais. 
d) A noção de “extraterritorialidade” se opõe à existência de 
uma densa rede de direitos e obrigações mútuas, próprias 
das comunidades menores.
e) A extraterritorialidade conduziu inicialmente a um avanço 
industrial e à riqueza, mas posteriormente à pobreza e à de-
sigualdade.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Qualquer economia que dependa, em grande parte, de expor-
tações agrícolas necessita de um eficiente sistema de previsão 
de safras. Nas bolsas de mercadorias de Nova Iorque, Londres 
ou Chicago, os grupos ou países bem informados sobre as ten-
dências do mercado vão sempre obter mais lucros ou, pelo me-
nos, evitar prejuízos. Diante das dificuldades encontradas para a 
definição de acordos mundiais que atendam aos interesses de 
produtores e consumidores, a existência desse sistema constitui 
um excelente meio de valorizar a produção de um país.
Tal fato é de importância capital para o Brasil, ativo participante 
do mercado internacional de produtos de origem agrícola. Uma 
eficiente previsão de safras permite, não há dúvida, um adequa-
do planejamento das culturas deexportação. Mas além desse há 
outros motivos igualmente relevantes que justificam a necessi-
dade de sua existência: o suprimento do mercado interno com 
produtos alimentares básicos, como arroz, feijão, milho ou man-
dioca; o planejamento das importações, sobretudo de trigo, de 
produção nacional insuficiente para atender o consumo interno; 
e o planejamento do consumo energético do país, voltado para 
a produção de álcool a partir da cana-de-açúcar. 
60
O segundo parágrafo do texto permite inferir corretamente que: 
a) o Brasil não terá mais problemas de suprimento do mercado 
interno com produtos básicos quando diminuir a exportação 
de produtos agrícolas.
b) um adequado sistema de previsão de safras permitiria ao 
Brasil deixar de importar produtos alimentícios, como, por 
exemplo, o trigo.
c) a produção de álcool a partir da cana-de-açúcar coloca o Brasil 
entre os principais participantes do mercado internacional.
d) um eficiente sistema de previsão de safras agrícolas garan-
tiria ao Brasil o controle não só de aspectos externos, como 
também de internos, no setor de alimentos e de energia. 
e) a previsão de safras é importante para todos os países no 
que se refere, unicamente, ao planejamento das culturas de 
exportação.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Estudos recentes mostram que as alergias alimentares são menos 
comuns do que se supunha. “Pessoas que se diziam alérgicas a 
camarão às vezes são apenas sensíveis aos corantes colocados no 
alimento. Um sabor artificial no chocolate pode ser a real causa da 
alergia, e não o cacau. Alergia ao leite é, em muitos casos, apenas 
uma intolerância gastrointestinal ao alimento”, explica a diretora-
-científica de uma clínica especializada em alergias.
Na maior parte dos casos, a alergia alimentar some com a idade. 
“O sistema imunológico das crianças é imaturo e mais propenso 
a ter reações alérgicas. Para dessensibilizar o organismo, deve-se 
dar o alimento com frequência, em pequenas doses”, esclarece 
a especialista.
61
De acordo com o segundo parágrafo do texto:
a) as crianças imaturas apresentam quadros alérgicos com mais 
frequência que as outras.
b) reações alérgicas devem ser ignoradas, pois somem com o 
tempo.
c) o próprio alimento pode ser usado como antídoto aos males 
que provoca.
d) deficiências imunológicas manifestam-se, na maior parte dos 
casos, em alergia alimentar.
e) a alergia revela que o alimento foi consumido em excesso, 
mesmo que em frequentes pequenas doses.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Essas questões referem-se à compreensão de leitura. Leia aten-
tamente cada uma delas e assinale a alternativa que esteja de 
acordo com o texto. Baseie-se exclusivamente nas informações 
nele contidas.
Num texto dos anos 50, a arquiteta Lina Bo Bardi define um dos 
aspectos mais importantes da obra do urbanista e educador 
João Batista Vilanova Artigas (1915-1985), integrante da “Escola 
Paulista” de arquitetura e influência até hoje nos profissionais 
das áreas em que atuou:
“As casas de Artigas são espaços abrigados contra as intempé-
ries, o vento e a chuva, mas não contra o homem, tomando-se 
o mais distante possível da casa fortaleza, a casa fechada, a casa 
com interior e exterior, denúncia de uma época de ódios mor-
tais. A casa de Artigas, que um observador superficial pode de-
finir como absurda, é a mensagem paciente e corajosa de quem 
vê os primeiros clarões de uma nova época: a época da solida-
riedade humana.”
(Folha de São Paulo – Adaptado. “Livro 
expõe obra e poética de Artigas”) 
62
O texto permite inferências. Assinale a INCORRETA.
a) A obra de arquitetura revela a concepção que o artista tem 
acerca do mundo e das relações humanas.
b) A história da humanidade acrescentou outros fatores aos 
que originalmente justificaram a construção de abrigos.
c) A incompreensão de certas formas de arte está muitas vezes 
associada a seu caráter utópico.
d) A falta de demarcação de espaços privados e públicos é marca 
de épocas em que o homem concebe o outro como inimigo.
e) O espaço sonhado pelo artista, manifesto nas formas criadas, 
é muitas vezes negado pela História.
63
Acerca da protagonista do romance Iracema, de José Alencar, 
pode-se dizer que:
I. é uma heroína romântica, tanto por sua proximidade com 
a natureza, quanto por agir em nome do amor, a ponto de 
romper com a sua própria tribo e se entregar a Martim.
II. é uma personagem integrada à natureza, mas que se cor-
rompe moralmente depois que se apaixona por um homem 
branco civilizado e se entrega a ele.
III. possui grande beleza física, descrita com elementos da natu-
reza, o que faz da personagem uma representação do Brasil 
pré-colonizado.
Está(ão) correta(s):
17
a) apenas I.
b) apenas I e II.
c) apenas I e III.
d) apenas II e III.
e) todas.
64
Observe o mapa abaixo.
Com base no mapa e em seus conhecimentos, assinale a alter-
nativa correta.
a) O rio São Francisco foi caminho natural para a expansão da 
cana-de-açúcar e do algodão da Zona da Mata, na Bahia, até 
a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro.
b) A ocupação territorial de parte significativa dessa região foi 
marcada por duas características geomorfológicas: a serra do 
Espinhaço e o vale do rio São Francisco.
c) Essa região caracterizava-se, nesse período, por paisagens 
onde predominavam as minas e os currais, mas no século 
XIX a mineração sobrepujou as outras atividades econômicas 
dessas capitanias.
d) O caminho pelo rio São Francisco foi estabelecido pelas ban-
deiras paulistas para penetração na região aurífera da Chapa-
da dos Parecis e posterior pagamento do “quinto” na sede da 
capitania, em Salvador.
e) As bandeiras que partiam da Capitania da Bahia de Todos os 
Santos para a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro propi-
ciaram o surgimento de localidades com economia baseada 
na agricultura monocultora de exportação.
65
Um viajante saiu de Araripe, no Ceará, percorreu, inicialmente, 
1000 km para o sul, depois 1000 km para o oeste e, por fim, mais 
750 km para o sul.
 
Com base nesse trajeto e no mapa acima, pode-se afirmar que, 
durante seu percurso, o viajante passou pelos estados do Ceará:
a) Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Rio de 
Janeiro, tendo visitado os ecossistemas da Caatinga, Mata 
Atlântica e Pantanal. Encerrou sua viagem a cerca de 250 km 
da cidade de São Paulo.
b) Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Rio de 
Janeiro, tendo visitado os ecossistemas da Caatinga, Mata 
Atlântica e Cerrado. Encerrou sua viagem a cerca de 750 km 
da cidade de São Paulo.
c) Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás e São Paulo, tendo 
visitado os ecossistemas da Caatinga, Mata Atlântica e Panta-
nal. Encerrou sua viagem a cerca de 250 km da cidade de São 
Paulo.
d) Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás e São Paulo, tendo 
visitado os ecossistemas da Caatinga, Mata Atlântica e Cerra-
do. Encerrou sua viagem a cerca de 750 km da cidade de São 
Paulo.
e) Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás e São Paulo, tendo 
visitado os ecossistemas da Caatinga, Mata Atlântica e Cerra-
do. Encerrou sua viagem a cerca de 250 km da cidade de São 
Paulo.
66
Sempre deixamos marcas no meio ambiente. Para medir essas 
marcas, William Rees propôs um(a) indicador/estimativa chama-
do(a) de “Pegada Ecológica”.
Segundo a Organização WWF, esse índice calcula a superfície 
exigida para sustentar um gênero de vida específico. Mostra até 
que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capaci-
dade do planeta de oferecer e renovar seus recursos naturais e 
também de absorver os resíduos que geramos. Assim, por exem-
plo, países de alto consumo e grande produção de lixo, bem 
como países mais industrializados e com alta emissão de CO2, 
apresentam maior Pegada Ecológica.
www.wwf.org.br. Acessado em 17/08/09. Adaptado.
Assinale a anamorfoseque melhor representa a atual Pegada 
Ecológica dos diferentes países.
Nota – Considere apenas os tamanhos e as deformações dos pa-
íses, que são proporcionais à informação representada. 
Fontes: WWW.worldmapper.org. Acessado em 
17/08/2009. Le Monde Diplomatique, 2009 
18
a) 
b) 
c) 
d) 
e) 
67
Apesar da industrialização, os países latino-americanos não con-
seguiram ainda romper o elevado grau de dependência em re-
lação aos centros da economia mundial capitalista. Esta depen-
dência deve-se, principalmente, à:
a) ausência generalizada de medidas que incentivem a integra-
ção econômica, através da criação de blocos regionais.
b) necessidade de fluxos de capitais internacionais para incre-
mentar as atividades econômicas nacionais.
c) brusca redução das alternativas de exportação provocada 
pela crise dos países socialistas.
d) ausência generalizada de dispositivos legais que privilegiem 
o ensino básico, facilitando a incorporação de cidadãos no 
mercado de trabalho.
e) hipertrofia do setor secundário da economia, provocando 
grande desequilíbrio na balança comercial dos países.
68
Os três últimos governos federais brasileiros investiram enormes 
recursos em projetos econômicos de grande vulto. Um desses 
projetos destaca-se por ser de grande extensão e complexidade 
territorial, abrangendo setores como o de energia, transportes, 
mineração e industrialização. Trata-se do projeto:
a) Jari.
b) Angra II.
c) Transamazônico.
d) Carajás.
e) Itaipu.
69
A divisão do território brasileiro em 3 grandes complexos regio-
nais – Amazônia, Nordeste e Centro-Sul – tem a vantagem de 
caracterizar:
a) a Amazônia, com seus recursos explorados a partir de um 
planejamento global do Estado.
b) o Nordeste, como um polo de atração demográfica, em de-
corrência do turismo.
c) o Centro-Sul, como região socioeconômica de poucos con-
trastes internos.
d) a homogeneidade econômica no interior de cada complexo, 
do ponto de vista agropecuário.
e) a especialidade do processo socioeconômico, considerando 
a gênese histórica de cada complexo.
70
Leia o texto e observe o mapa.
Em 1884, durante um congresso internacional, em Washington, 
EUA, estabeleceu-se um padrão mundial de tempo. A partir de 
então, ficou convencionado que o tempo padrão teórico, nos di-
versos países do mundo, seria definido por meridianos espaça-
dos a cada 15°, tendo como origem o meridiano de Greenwich, 
Inglaterra (Reino Unido).
 
Com base no mapa e nas informações acima, considere a seguin-
te situação: João, que vive na cidade de Pequim, China, recebe 
uma ligação telefônica, às 9h da manhã de uma segunda-feira, 
de Maria, que vive na cidade de Manaus, Brasil. A que horas e 
em que dia da semana Maria telefonou? 
a) 21h do domingo.
b) 17h do domingo.
c) 21h da segunda-feira.
d) 17h da terça-feira.
e) 21h da terça-feira.
19
71
Rússia e China rejeitam ameaça de guerra contra Irã
A Rússia e a China manifestaram sua inquietude com relação 
aos comentários do chanceler francês, Bernard Kouchner, sobre 
a possibilidade de uma guerra contra o Irã. Kouchner acusou 
a imprensa de “manipular” suas declarações. “Não quero que 
usem isso para dizer que sou um militarista”, disse o chanceler, 
dias antes de os cinco membros permanentes do Conselho de 
Segurança da ONU – França, China, Rússia, Reino Unido e Esta-
dos Unidos – se reunirem para discutir possíveis novas sanções 
contra o Irã por causa de seu programa nuclear.
Adaptado de www.estadao.com.br, 18/09/2007.
O Conselho de Segurança da ONU pode aprovar deliberações 
obrigatórias para todos os países-membros, inclusive a de inter-
venção militar, como ilustra a reportagem. Ele é composto por 
quinze membros, sendo dez rotativos e cinco permanentes com 
poder de veto.
A principal explicação para essa desigualdade de poder entre os 
países que compõem o Conselho está ligada às características da:
a) geopolítica mundial na época da criação do organismo.
b) parceria militar entre as nações com cadeira cativa no órgão.
c) convergência diplomática dos países com capacidade atômica.
d) influência política das transnacionais no período da globalização.
e) incapacidade dos países rotativos de decidirem algo tão im-
portante.
72
O Estado religioso é um conceito oposto ao de Estado laico. So-
bre a definição de Estado religioso, estão corretas as proposições 
a seguir, exceto:
a) O Estado religioso, quando se efetiva de forma orgânica, 
manifesta-se como um quarto poder e com autoridade para 
aprovar ou rejeitar leis que desrespeitem o credo institucio-
nalizado.
b) Um exemplo atual de Estado religioso ocorreu no Afeganis-
tão, país que viveu sob o comando do Talibã. Esse grupo es-
tabeleceu leis civis que regulamentavam hábitos e costumes 
da população de acordo com princípios religiosos e cuja de-
sobediência era punida pelo Estado.
c) Na atualidade, ainda são encontrados Estados com caráter 
confessional em alguns países, especialmente no mundo is-
lâmico, mas também em países da África e Ásia.
d) Se um Estado não adota uma religião como oficial e não pos-
sui em sua estrutura formal mecanismos ligados a um culto 
específico, esse mesmo Estado não pode ser considerado 
como uma instituição que sofre influência religiosa.
e) O Estado confessional ou religioso pode manifestar-se por 
meio da interferência subjetiva, em que um grupo ou ins-
tituição religiosa possui poder nas decisões do Estado, sem 
que este tenha participação formal na estrutura estatal.
73
O Campus da USP – Butantã dista, aproximadamente, 23 km do 
Campus da USP – Zona Leste e 290 km do Campus da USP – 
Ribeirão Preto, em linha reta. Para representar essas distâncias 
em mapas, com dimensões de uma página de aproximadamente 
25 ⋅ 18 cm, as escalas que mostrarão mais detalhes serão, res-
pectivamente:
Campus Butantã - 
Campus Zona Leste
Campus Butantã - 
Campus Ribeirão Preto 
a) 1: 200.000 1: 2.000.000
b) 1: 500.000 1: 5.000.000
c) 1: 10.000 1: 200.000
d) 1: 500.000 1: 2.000.000
e) 1: 200.000 1: 5.000.000
74
 
Observando a representação cartográfica, pode-se afirmar que 
se trata de uma:
a) carta topográfica, indicando que o Japão consome mais 
energia do que produz.
b) anamorfose, indicando que a França produz mais energia do 
que consome.
c) anamorfose, indicando que os Estados Unidos consomem 
mais energia do que produzem.
d) carta topográfica, indicando que a Alemanha produz mais 
energia do que consome.
e) anamorfose, indicando que os países africanos consomem 
mais energia do que produzem.
75
A Terra gira sobre ela mesma de Oeste para Leste. Assim, teori-
camente, todos os pontos, no mesmo fuso horário, têm a mes-
ma hora. Com base nessas informações e no mapa, podemos 
afirmar que:
20
a) há três horários diferentes, aumentando para leste; sendo 
o primeiro fuso horário até 5°E, o segundo de 5° a 30°E e o 
terceiro depois de 30°E.
b) as horas serão exatamente as mesmas em todas essas cida-
des, porque elas se situam na linha imaginária de 50°N.
c) as horas se apresentam com acréscimo, de Berlim para Asta-
na, devido ao sentido de rotação da Terra e à incidência dos 
raios solares.
d) as horas se apresentam em decréscimo, de Londres para 
Kiev, devido ao sentido de rotação da Terra e à incidência dos 
raios solares.
e) há dois horários diferentes, diminuindo para leste; sendo o 
primeiro até Kiev e o segundo até Novosibirsk.
76
Se o açúcar do Brasil o tem dado a conhecer a todos os reinos 
e províncias da Europa, o tabaco o tem feito muito afamado em 
todas as quatro partes do mundo, em as quais hoje tanto se de-
seja e com tantas diligências e por qualquer via se procura. Há 
pouco mais de cem anos que esta folha se começou a plantar e 
beneficiar na Bahia [...] e, desta sorte, uma folha antes despre-
zada e quase desconhecida tem dadoe dá atualmente grandes 
cabedais aos moradores do Brasil e incríveis emolumentos aos 
Erários dos príncipes. 
ANTONIL André João. Cultura e opulência do Brasil por suas 
drogas e minas. São Paulo: EDUSP, 2007. Adaptado. 
O texto acima, escrito por um padre italiano em 1711, revela que:
a) o ciclo econômico do tabaco, que foi anterior ao do ouro, 
sucedeu o da cana-de-açúcar.
b) todo o rendimento do tabaco, a exemplo do que ocorria com 
outros produtos, era direcionado à metrópole.
c) não se pode exagerar quanto à lucratividade propiciada pela 
cana-de-açúcar, já que a do tabaco, desde seu início, era 
maior.
d) os europeus, naquele ano, já conheciam plenamente o po-
tencial econômico de suas colônias americanas.
e) a economia colonial foi marcada pela simultaneidade de pro-
dutos, cuja lucratividade se relacionava com sua inserção em 
mercados internacionais.
IMAGEM PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
77
Esse mapa foi executado por Giacomo Gastaldi, em 1556 e edi-
tado na República de Veneza no ano de 1565. Considerando seu 
conhecimento sobre o território brasileiro e o que está repre-
sentado no mapa, é correto afirmar que:
a) havia um bom conhecimento da fauna e da flora brasileiras, 
o que pode ser observado nas figuras desenhadas e na loca-
lização e distribuição dos animais e das formações vegetais.
b) não era certo representar indígenas e brancos em interação, 
trocando bens florestais na zona litorânea, pois esse tipo de 
relação ocorreu no interior, onde se situavam as florestas.
c) a representação correta do relevo e da hidrografia nas terras 
interiores revelava as ações de exploração do terreno, que 
estava preparando a ocupação das terras pelo colonizador.
d) os detalhes do litoral revelam um maior conhecimento des-
sa parte do território, enquanto o interior representado era 
mais fruto de imaginação do que de conhecimento.
e) o mapa representa, no limite do trecho conhecido (no poen-
te), um vulcão em atividade, atualmente inativo.
78
Não há trabalho, nem gênero de vida no mundo mais parecido 
à cruz e à paixão de Cristo, que o vosso em um destes engenhos 
[...]. A paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de 
dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. 
Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famin-
tos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os 
ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de 
tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada 
de paciência, também terá merecimento e martírio[...]. De to-
dos os mistérios da vida, morte e ressurreição de Cristo, os que 
pertencem por condição aos pretos, e como por herança, são os 
mais dolorosos.
P. Antônio Vieira, “Sermão décimo quarto”. In: I. 
Inácio & T. Lucca (orgs.). Documentos do Brasil 
colonial. São Paulo: Ática, 1993, p.73-75. 
A partir da leitura do texto acima, escrito pelo padre jesuíta An-
tônio Vieira em 1633, pode-se afirmar, corretamente, que, nas 
terras portuguesas da América:
a) a Igreja Católica defendia os escravos dos excessos cometi-
dos pelos seus senhores e os incitava a se revoltar.
b) as formas de escravidão nos engenhos eram mais brandas 
do que em outros setores econômicos, pois ali vigorava uma 
ética religiosa inspirada na Bíblia.
c) a Igreja Católica apoiava, com a maioria de seus membros, a 
escravidão dos africanos, tratando, portanto, de justificá-la 
com base na Bíblia.
d) clérigos, como P. Vieira, se mostravam indecisos quanto às 
atitudes que deveriam tomar em relação à escravidão negra, 
pois a própria Igreja se mantinha neutra na questão.
e) havia formas de discriminação religiosa que se sobrepunham 
às formas de discriminação racial, sendo estas, assim, pouco 
significativas.
79
O que queremos destacar com isso é que o tráfico atlântico 
tendia a reforçar a natureza mercantil da sociedade colonial: 
apesar das intenções aristocráticas da nobreza da terra, as for-
tunas senhoriais podiam ser feitas e desfeitas facilmente. Ao 
mesmo tempo, observa-se a ascensão dos grandes negociantes 
coloniais, fornecedores de créditos e escravos à agricultura de 
21
exportação e às demais atividades econômicas. Na Bahia, desde 
o final do século XVII, e no Rio de Janeiro, desde pelo menos o 
início do século XVIII, o tráfico atlântico de escravos passou a ser 
controlado pelas comunidades mercantis locais (...).
João Fragoso et alii. A economia colonial 
brasileira (séculos XVI-XIX), 1998.
O texto permite inferir que:
a) o tráfico atlântico de escravos prejudicou a economia colo-
nial brasileira porque uma enorme quantidade de capitais, 
oriunda da produção agroindustrial, era remetida para a Áfri-
ca e para Portugal.
b) as transações comercias envolvendo a África e a América 
portuguesa deveriam, necessariamente, passar pelas instân-
cias governamentais da Metrópole, condição típica do siste-
ma colonial.
c) a monopolização do tráfico negreiro nas mãos de comercian-
tes encareceu essa mão de obra e atrasou o desenvolvimen-
to das atividades manufatureiras nas regiões mais ricas da 
América portuguesa.
d) as rivalidades econômicas e políticas entre fidalgos e burgue-
ses, no espaço colonial, impediram o crescimento mais ace-
lerado da produção de outras mercadorias além do açúcar e 
do tabaco.
e) nem todos os fluxos econômicos, durante o processo de co-
lonização portuguesa na América, eram controlados pela Co-
roa portuguesa, revelando uma certa autonomia das elites 
coloniais em relação à burguesia metropolitana.
80
Navegamos pelo espaço de quatro dias, até que, a dez de no-
vembro, encontramos a barra de um grande rio chamado de 
Guanabara, pelos nativos (devido à sua semelhança com um 
lago) e de Rio de Janeiro pelos primeiros descobridores do local. 
[...] o Senhor de Villegagnon, para se garantir contra possíveis 
ataques selvagens, que se ofendem com extrema facilidade, e 
também contra os portugueses, se estes alguma vez quisessem 
aparecer por ali, fortificou o lugar da melhor maneira que pôde. 
Os víveres eram-nos fornecidos pelos selvagens e constituídos 
dos alimentos do país, a saber, peixes e veação diversa, constan-
te de carne de animais selvagens (pois eles, diferentemente de 
nós, não criam gado), além de farinha feita de raízes [...] Pão e vi-
nho não havia. Em troca destes víveres, recebiam de nós alguns 
objetos de pequeno valor, como facas, podões e anzóis.
THEVET, André. As singularidades da França Antártica. Belo 
Horizonte/São Paulo, Itatia/Edusp. 1978, p. 93-94.
O frei Franciscano André Thevet esteve em terras brasileiras en-
tre 1555 e 1556, junto com outros franceses comandados por 
Nicolas de Villegagnon. A leitura do trecho do relato dessa ex-
pedição permite:
a) constatar a aceitação, pelo reino francês, da partilha do Novo 
Mundo realizada por portugueses e espanhóis.
b) identificar as diferenças entre as práticas coloniais e o tratamen-
to dispensado aos indígenas pelos portugueses e franceses.
c) perceber as diferenças culturais entre os povos indígenas e 
os conquistadores europeus.
d) reconhecer a necessidade da escravidão africana como base 
para a montagem das estruturas produtoras coloniais.
e) diferenciar as orientações religiosas dos protestantes france-
ses das referências católicas ibéricas.
81
Os impérios do mundo antigo tinham ampla abrangência territo-
rial e estruturas politicamente complexas, o que implicava cus-
tos crescentes de administração. No caso do Império Romano da 
Antiguidade, são exemplos desses custos:
a) as expropriações de terras dos patrícios e a geração de em-
pregos para os plebeus.
b) os investimentos na melhoria dos serviços de assistência e da 
previdência social.
c) as reduções de impostos, que tinham a finalidade de evitar 
revoltas provinciais e rebeliões populares.
d) os gastos cotidianos das famílias pobrescom alimentação, 
moradia, educação e saúde.
e) as despesas militares, a realização de obras públicas e a ma-
nutenção de estradas.
82
Em certos aspectos, os gregos da Antiguidade foram sempre um 
povo disperso. Penetraram em pequenos grupos no mundo medi-
terrânico e, mesmo quando se instalaram e acabaram por domi-
ná-lo, permaneceram desunidos na sua organização política. No 
tempo de Heródoto, e muito antes dele, encontravam-se colônias 
gregas não somente em toda a extensão da Grécia atual, como 
também no litoral do Mar Negro, nas costas da atual Turquia, na 
Itália do sul e na Sicília oriental, na costa setentrional da África e 
no litoral mediterrânico da França. No interior desta elipse de uns 
2500km de comprimento, encontravam-se centenas e centenas 
de comunidades que amiúde diferiam na sua estrutura política e 
que afirmaram sempre a sua soberania. Nem então nem em ne-
nhuma outra altura, no mundo antigo, houve uma nação, um ter-
ritório nacional único regido por uma lei soberana, que se tenha 
chamado Grécia (ou um sinônimo de Grécia). 
FINLEY M. I. O mundo de Ulisses. Lisboa: 
Editorial Presença, 1972. Adaptado.
Com base no texto, pode-se apontar corretamente:
a) a desorganização política da Grécia antiga, que sucumbiu rapida-
mente ante as investidas militares de povos mais unidos e mais 
bem preparados para a guerra, como os egípcios e macedônios.
b) a necessidade de profunda centralização política, como a ocorri-
da entre os romanos e cartagineses, para que um povo pudesse 
expandir seu território e difundir sua produção cultural.
c) a carência, entre quase todos os povos da Antiguidade, de 
pensadores políticos, capazes de formular estratégias ade-
quadas de estruturação e unificação do poder político.
d) a inadequação do uso de conceitos modernos, como nação 
ou Estado nacional, no estudo sobre a Grécia antiga, que vi-
via sob outras formas de organização social e política.
e) a valorização, na Grécia antiga, dos princípios do patriotismo 
e do nacionalismo, como forma de consolidar política e eco-
nomicamente o Estado nacional.
83
O aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento 
grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano inte-
lectual como no domínio das instituições, só no fim alcançará 
todas as suas consequências; a pólis conhecerá etapas múltiplas 
e formas variadas. Entretanto, desde seu advento, que se pode 
situar entre os séculos VIII e VII a.C., marca um começo, uma 
verdadeira invenção; por ela, a vida social e as relações entre os 
homens tomam uma forma nova, cuja originalidade será plena-
mente sentida pelos gregos.
Jean-Pierre Vernant. As origens do pensamento 
grego. Rio de Janeiro: Difel, 1981. Adaptado.
22
De acordo com o texto, na Antiguidade, uma das transformações 
provocadas pelo surgimento da pólis foi:
a) o declínio da oralidade, pois, em seu território, toda estratégia 
de comunicação era baseada na escrita e no uso de imagens.
b) o isolamento progressivo de seus membros, que preferiam o 
convívio familiar às relações travadas nos espaços públicos.
c) a manutenção de instituições políticas arcaicas, que reprodu-
ziam, nela, o poder absoluto de origem divina do monarca.
d) a diversidade linguística e religiosa, pois sua difusa organiza-
ção social dificultava a construção de identidades culturais.
e) a constituição de espaços de expressão e discussão, que am-
pliavam a divulgação das ações e ideias de seus membros.
84
Quando os Holandeses passaram à ofensiva na sua Guerra dos 
Oitenta Anos pela independência contra a Espanha, no fim do 
século XVI, foi contra as possessões coloniais portuguesas, mais 
do que contra as espanholas, que os seus ataques mais fortes e 
mais persistentes se dirigiram. Uma vez que as possessões ibéri-
cas estavam espalhadas por todo o mundo, a luta subsequente 
foi travada em quatro continentes e em sete mares e esta luta 
seiscentista merece muito mais ser chamada a Primeira Guerra 
Mundial do que o holocausto de 1914-1918, a que geralmen-
te se atribui essa honra duvidosa. Como é evidente, as baixas 
provocadas pelo conflito ibero-holandês foram em muito menor 
escala, mas a população mundial era muito menor nessa altura 
e a luta indubitavelmente mundial.
Charles Boxer, O império marítimo português, 
1415-1825. Lisboa: Edições 70, s.d., p.115.
Podem-se citar, como episódios centrais dessa “luta seiscentista”, a:
a) conquista espanhola do México, a fundação de Salvador pe-
los portugueses e a colonização holandesa da Indonésia.
b) invasão holandesa de Pernambuco, a fundação de Nova 
Amsterdã (futura Nova York) pelos holandeses e a perda das 
Molucas pelos portugueses.
c) presença holandesa no litoral oriental da África, a fundação de 
Olinda pelos portugueses e a colonização espanhola do Japão.
d) expulsão dos holandeses da Espanha, a fundação da Colônia 
do Sacramento pelos portugueses e a perda espanhola do 
controle do Cabo da Boa Esperança.
e) conquista holandesa de Angola e Guiné, a fundação de Bue-
nos Aires pelos espanhóis e a expulsão dos judeus de Portugal.
85
As cidades [do Mediterrâneo antigo] se formaram, opondo-se ao 
internacionalismo praticado pelas antigas aristocracias. Elas se fe-
charam e criaram uma identidade própria, que lhes dava força e 
significado.
Norberto Luiz Guarinello, A cidade na Antiguidade 
Clássica. São Paulo: Atual, p.20, 2006. Adaptado.
As cidades-estados gregas da Antiguidade Clássica podem ser ca-
racterizadas pela:
a) autossuficiência econômica e igualdade de direitos políticos 
entre seus habitantes.
b) disciplina militar imposta a todas as crianças durante sua for-
mação escolar.
c) ocupação de territórios herdados de ancestrais e definição 
de leis e moeda próprias.
d) concentração populacional em núcleos urbanos e isolamen-
to em relação aos grupos que habitavam o meio rural. 
e) submissão da sociedade às decisões dos governantes e ado-
ção de modelos democráticos de organização política.
TEXTO PARA PROXIMAS 5 QUESTÕES
I used to think I could quit checking my whatsapp any time I 
wanted to, but I stopped kidding myself years ago. My whatsapp 
is up and running 24 hours a day, and once I submit to its buzz 
call, whole hours can go missing. I have a friend who recently 
found herself stuck on a cruise ship near Panama that didn’t of-
fer web connection, so she chartered a helicopter to take her to 
the nearest Internet café. There was nothing in her queue but 
foolish messages and some humor videos, but she thought the 
trip was worth it. I know how she felt. You never know when 
you’re going to get that note from Uncle Eric about your inheri-
tance. Or that White House dinner invitation with a time-sensi-
tive R.S.V.P.
TIME, JUNE 10, 2002 (adaptado)
86
O texto nos diz que:
a) acredita-se que já é tempo de parar de pensar em conferir o 
aplicativo o tempo todo.
b) o autor tem plena consciência de sua compulsão.
c) o autor costumava pensar que só crianças tinham compul-
são por celulares.
d) o autor não achava que demorariam anos para se livrar da 
compulsão.
e) o autor acredita que bastam 24 horas longe do aplicativo 
para se livrar dele.
87
Choose the correct translation for “...whole hours can go missing.”
a) não sinto falta das horas perdidas.
b) vale a pena desperdiçar várias horas.
c) sou capaz de perder horas inteiras.
d) posso perder totalmente a noção das horas.
e) não me importo em ficar até altas horas.
88
What did the writer’s friend find when she was able to check her 
whatsapp, according to the passage?
a) Unimportant messages.
b) The writer’s message.
c) An invitation to dinner.
d) No message at all.
e) Her uncle’s message.
89
According to the passage, the writer’s friend
a) was flown to Panama because the cruise ship had made her 
feel sick.
b) regretted having chartered a helicopter, aftershe checked 
her whatsapp in the café.
c) left the cruise ship on a helicopter sent by her uncle to check 
her whatsapp in the nearest Internet café.
d) was offered a helicopter to take her to Panama when her 
cruise ship was stuck.
e) was glad she had left the cruise ship on a helicopter to check 
her whatsapp in the café.
23
90
“I used to think I could quit checking my whatsapp“ could be 
written in the negative form as:
a) I not used to think I could quit checking my whatsapp.
b) I couldn´t think I used to quit checking my whatsapp.
c) I didn´t use to think I could check my whatsapp.
d) I didn´t used to think I could check my whatsapp.
e) I used not to think I could quit checking my whatsapp.

Mais conteúdos dessa disciplina